
Sim, o infame “Pergunte ao Capelli” está de volta. Os leitores perguntaram por aqui e agora o post foi atualizado com as respostas. Na semana que vem, nova rodada de respostas absurdas para perguntas inteligentes. Você só lê aqui.
P: Se eu der uma volta com um protótipo de endurance nas ruas, o que acontece? (Edson Tamandaré)
R: Vai tomar uma multa por excesso de barulho. E, se estiver em SP, vai rodar na inspeção veicular.
P: Por quê voltou? (Leandro Miranda)
R: Porque voltei.
P: Capelli, em alguns circuitos os carros de 2011, com V8 2.4 e 770 cv, foram mais rápidos que os da temporada de 2005, que tinha os V10 de 1.000 cv. As mudanças do regulamento para 2012, notadamente a mudança do difusor quente, deixarão os carros muito mais lentos em relação ao ano passado? É possível fazer alguma comparação de desempenho? (João)
R: Difícil avaliar por enquanto, mas acho que eles ficarão um pouco mais lentos sim. O fato da Mercedes velha (que já não era grande coisa) ter andando bem na frente pode indicar isso.
P: Na sua opinião, qual era a ordem de forças das equipes nas temporadas 85,86 e 87? (Leandro)
R: Em 1985 a McLaren era bem superior às demais equipes, seguida de Ferrari, Williams e Lotus. No final da temporada, a Ferrari começou a quebrar pra caramba e a Williams e o motor Honda se acharam. Assim, as duas trocaram de posições. Em 1986, a Williams estava claramente à frente, seguida de McLaren, Lotus e Ferrari. Em 1987, a ordem foi Williams, Lotus, McLaren e Ferrari. No final da temporada, a Ferrari cresceu e virou a segunda melhor equipe.

Schumacher na Ferrari Poltrona-da-Vó
P: Fora 2012, quais foram as temporadas que produziram uma leva de carros feios? (Maxwell Medeiros)
R: Lembro de 1976 e 1996. Em 76, as entradas de ar do motor cresceram descontroladamente e geraram uma categoria bizarra. A Ligier Bule-de-Chá era o maior expoente dessa era, que durou apenas três corridas. A partir do GP da Espanha, a organização do campeonato regulamentou as entradas de ar e todas diminuíram de tamanho. Em 1996 entraram em vigor as proteções para cabeça dos pilotos. Tateando a nova regra, as equipes desenvolveram cockpits largos e cheios de estofamento, parecia que os pilotos estavam sentados numa poltrona. Coisa esquisita.
P: O que você acha das promessas brasileiras Felipe Nasr e Pietro Fantin? Há outro que tenha lhe chamado a atenção e tenha chance de chegar a F-1? (Danilo)
R: Ainda é muito cedo, difícil prever qualquer coisa antes que cheguem pelo menos à GP2. Fizeram uma onda com o Pizzonia na F3 inglesa e deu no que deu.
P: Bruno disse que em entrevista a jornalistas espanhóis que os testes de performance seriam feitos em Barcelona, podemos esperar uma Williams mais rápida em Barça? (Mario Sérgio)
R: Ele falou isso, então acho que podemos esperar sim. Mas todo mundo deve andar mais rápido em Barcelona, então talvez a ordem das coisas fique como está.
P: Rubens Barrichello seria mais respeitado aqui no Brasil se fosse de outra nacionalidade? Como o Galvão narraria uma corrida com Jean-Eric Vergne, Adrian Quaife-Hobbs, Ho Ping Tung, Charles Pic e Jeroen Bleekemolen? (Márcio Amaral)
R: Se fosse de outra nacionalidade, não digo que seria mais respeitado… acho que seria é ignorado. A turma daqui nem lembra direito do Riccardo Patrese, um piloto tão respeitável quanto ele. Sobre essa corrida imaginária, o Galvão ficaria com cãibras na língua.
P: Em sua renascida opinião, a Caterham leva jeito pra coisa? Marca seus primeiros pontos esse ano? Com quem? (Rafael Pereira)
R: Leva jeito sim. É a mais estruturada das novatas que entraram em 2010. Tony Fernandes sabe o que faz, está fazendo o time crescer aos poucos, de forma sustentada. Eu acho que marca pontos sim, com Kovalainen.
P: Acha que o Rubinho vai estar no grid da Indy esse ano? Acha que ele pode ser campeão em um curto periodo de tempo? (Alves)
R: Ao que tudo indica, vai correr lá sim. E acho que tem grandes chances de ser campeão logo, talvez até no primeiro ano. Ele é um baita piloto e a turma lá, em geral, é fraca. Há cinco ou seis ótimos pilotos, mas tem muita baba.
P: A Williams costuma testar com um tipo de pintura e correr com outro, depois. Este ano será essa a pintura mesmo? (Peba)
R: Sim, será esta pintura mesmo.
P: Você acredita piamente que as Mercedes estavam com o carro velho? Ou só com carenagem 2011. A luneta foi muito grande! (Dado Andrade)
R: Era o carro velho sim, justamente por isso. Com a mudança de regulamento, os carros tendem a ficar um pouco mais lentos este ano.
P: Haveria alguma chance da Ferrari estar blefando com relacao aos supustos problemas em seu carro?(Eduardo Netto)
R: Não, blefe não. O carro tem alguns problemas, mas também não é o fim do mundo.
P: E a Williams? vai pro buraco de vez? (Petrafan)
R: Creio que sim, torço para que não.
P: Capelli, você ressuscitou? (Patrick Vaz)
R: Tomei caldo de mocotó e aí, ó, fiquei forte.
P: O Montoya faz falta na F1? (Arthur Aleixo)
R: Faz… é um piloto-show e um cara bom de entrevista e polêmicas.
P: Caio Junior dura até o Grenal? (Marcelonso)
R: Já teve Grenal… agora só em decisão de turno, talvez. Acho que dura sim.
P: No duro: Senna dura essa temporada? (Mandruvá)
R: Eu acho que dura sim, a menos que faça muita bobagem, o que não creio.
P: Quais empresas produzem os chassis das “equipes de GP2″ da Fórmula 1 (Hispania, Caterham e Marussia)?
R: Elas mesmas.
P: Quem é mais imortal? O nosso Tricolor ou o Rubinho no Automobilismo? (Sandro Auzani)
R: Olha, nosso tricolor não é mais imortal faz tempo, viu… até o Barrichello está ganhando da gente.
P: Se você fosse o substituto do Tio Bernie, qual seria sua primeira atitude dentro da F-1? (Alex)
R: Difícil essa… mas como o intuito é responder de bate-pronto: vendia. Hehehe.
P: Schumacher já não deveria ter ido pra casa? (Paulo Z)
R: Ele gosta do que faz, então faz bem em ficar lá. Mas hoje a F1 representa mais para ele do que ele representa para a F1.