
Em 1971, o atacante Paulo Cezar Caju, do Botafogo, posou para a revista Placar ostentando uma faixa de campeão carioca daquele ano, algumas semanas antes do campeonato acabar. O objetivo não era desmerecer os adversários ou fazer qualquer provocação, mas sim antecipar o fechamento da edição da revista. O pedido tinha sido feito pela própria redação de Placar. Àquela altura, o alvinegro tinha quatro pontos de vantagem faltando apenas quatro rodadas para o final, isso num tempo em que cada vitória valia apenas dois pontos. O título era mesmo questão de tempo, mas o aceite de Caju passou a impressão de comemoração antecipada.
Três rodadas depois, o Botafogo não mais conseguiu vencer e precisou decidir o título na última rodada, num clássico contra o Fluminense. O improvável aconteceu, o tricolor venceu e levou o campeonato. Caju saiu de campo derrotado, marcado pelo episódio e acabou dispensado pelo time da estrela solitária. Desde então, nunca mais aceitou qualquer proposta do gênero.
Corte para 36 anos depois. A imprensa inglesa, histérica e deslumbrada com o desempenho de seu garoto-prodígio Lewis Hamilton no mundial de Fórmula 1, prepara uma biografia do rapaz. O autor é Frank Worrall e o livro recebe o exagerado título de “Lewis Hamilton – O Rei do Mundo”. A obra é posta em pré-venda na maior livraria virtual do mundo, a Amazon.com, dois meses antes do final do campeonato. E sua sinopse garante que o livro conta a trajetória de Hamilton até o título mundial, obtido no GP do Japão. Um caso típico de ejaculação precoce.
O resultado foi visto hoje. Um amargo vice-campeonato em Interlagos e agora editores e autor devem estar com uma enorme cara de tacho. O livro até já mudou. Agora chama-se “Lewis Hamilton – a Biografia” e seu resumo fala apenas de um bom ano de estréia, repleto de pódios e vitórias.
Moral da história: cantar vitória antes da hora faz mal para o esportista. E olha que, em ambos os casos, nenhum dos dois teve total responsabilidade. A mancada partiu foi da imprensa mesmo.


A imprensa inglesa achou que já tinha um campeão pronto, quando na verdade tem um excelente piloto que pagou pela sua inexperiência.É muito mais justo ver o que o Hamilton conseguiu esse ano, ao invés de chama-lo de amarelão!Enquanto não teve pressão, o garoto fez o que queria, depois que veio a possibilidade real de ganhar o campeonato, a falta de rodagem falou mais alto.Mas pra mim não resta dúvida que o Hamilton tem tudo pra ser campeão mundial da F1, e acho que até mais de uma vez!
O Inglês hoje me lebrou muito um outro inglês, Nigel Mansell piloto rápido porém nas horas decisivas ‘tremia a perninha’ e colocava tudo a perder, vai virar um ‘Loser Hamilton’
SE FUDERAM!!!!!!!!!!!!
Capelli,
o site oficial da F1 (www.f1.com) tá com uma enquete com a seguinte pergunta: “Quem foi o piloto do dia no GP Brasil deste domingo?” As opções do site: Himilton (?????), Rosberg e Kubica.
Hamilton? Piloto do dia? Estranho, não acha?
EMG
corrigindo acima: HAmilton (?????)
Fabrício, estou contigo em tudo que por você foi dito.
Chupa!
A arrogância inglesa foi derrotada ! Foi muito bom ver o Hamilton e a McLaren jogando fora o campeonato.
Será que o camarada da foto, era chamado de caju por causa do nariz pareceido com um caju? Daqueles bem grandes?
Concordo contigo Fabrício, pra um estreante, o vice-campeonato está de bom tamanho.
O próprio Raikkonen foi duas vezes vice-campeão, com muito mais experiência que Hamilton e nem por isso morreu, pelo contrário, persistiu até chegar sua vez.
Hamilton tem que botar sua cabeça no lugar e juntamente com a equipe e verificar os erros e corrigí-los, pra em 2008 correr mais maduro.
Que mico pagou esse autor hein! Junto com ele a editora que publicou o livro. É nisso que dá cantar vitória antes do tempo…