Kazuki Nakajima é o nome da Williams


A equipe Williams anunciou hoje que o substituto de Alex Wurz no GP do Brasil será o piloto reserva Kazuki Nakajima, filho do lendário Satoru.

Foi uma escolha natural, sem dúvida. Kazuki já vinha pilotando – e bem – para a equipe em algumas sextas-feiras desta temporada e está plenamente adaptado com o time. O japonês foi, também, um dos destaques da temporada de 2007 da GP2.

Alguns leitores cobraram a posição da Petrobras na história já que, como patrocinadora oficial da equipe, ela deveria ter exigido a inclusão de Nelson Angelo Piquet no cockpit para a corrida de Interlagos. Discordo.

Não seria bom para Nelsinho, submetido a uma pressão enorme de estrear num GP do Brasil, guiando um carro que não conhece, com um time que não o conhece e tendo como companheiro alguém como Nico Rosberg. As chances de ficar bem atrás do filho do Keke seriam grandes e ele vem planejando sua carreira com muito cuidado. Não havia a mínima necessidade de correr este risco.

Não seria bom para a Williams, já que provavelmente Kazuki Nakajima se sairá melhor. Ele conhece o carro, está adaptado ao time e encarará a estréia como algo natural. Além disso, o japonês é piloto da Toyota, fornecedora de motores do time. Indispor-se com a fábrica para atender um patrocinador menor (AT&T e RBS investem bem mais que a Petrobras na equipe) não faria sentido.

E também não seria bom para a Petrobras. Colocar um dos jovens talentos do Brasil numa fogueira como esta, logo em sua estréia, poderia gerar um retorno bastante negativo. A bem da verdade, nem sei se esta negociação chegou a ser feita. Se a hipótese nem foi aventada pela Petrobras, ponto para eles.

Acho perfeitamente válido que se questione o pouco investimento que a empresa de maior faturamento do Brasil faz no automobilismo de base do país. Mas não vejo nenhuma relação disso com a possível inclusão de Nelsinho na Williams para o GP do Brasil. São situações totalmente distintas.

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15 respostas a Kazuki Nakajima é o nome da Williams

  1. Clodoberto disse:

    “Acho perfeitamente válido que se questione o pouco investimento que a empresa de maior faturamento do Brasil faz no automobilismo de base do país”
    Essa é realmente a parte a ser explicitada, o porque de uma empresa que fatura zilhões por ano investir quase nada nas categorias de base do nosso automobilismo!Eles preferem ficar fazendo propaganda de fornecimento de combustível e escondendo sua logomarca em algum lugar do carro da Willians onde ninguém vê!

  2. Fernando Horta disse:

    “Não seria bom para Nelsinho, submetido a uma pressão enorme de estrear num GP do Brasil, guiando um carro que não conhece, com um time que não o conhece e tendo como companheiro alguém como Nico Rosberg. As chances de ficar bem atrás do filho do Keke seriam grandes.” Sem sombra de dúvida, mas ele não se acha o todo-poderoso, assim como o pai fez durante a carreira toda? Aposto que vai dar entrevista dizendo que poderia vencer o Nico…

  3. Herik disse:

    Vira e mexe pipoca essa história de que a Petrobras deveria exigir um piloto brasileira na Willians. Isso é uma grande bobagem, até porque há uma fila de prioridades na equipe antes de agradar um patrocinador secundário. Além do mais, se Frank Willians fosse ceder a possíveis pressões do patrocinador brasileiro já teríamos visto Max Wilson, Bruno Junqueira e Pizzonia como pilotos titulares. E sabemos bem no que daria isso.
    Fato é que a Petrobras deveria ter um programa de fomento ao automobilismo dentro do Brasil, em que pese a dificuldade da má administração da CBA.
    Quanto ao que disse o Fernando, não concordo. Penso que Piquet tem muitas condições de bater Rosberg, desde que em condições normais. E isso não ocorreria nesse momento, pelas razões que o Capelli citou. E a auto-confiança (que às vezes se confunde com arrogência) é requisito básico para um piloto ser campeão. Senão, vira capacho.
    Acredito que Piquet tem todos os atributos para vencer na F1. E para os desavisados, Piquet foi páreo duríssimo para Hamilton na GP2 mesmo numa equipe menos estruturada.

  4. Fernando Horta disse:

    Herik, sem prolongar muito o assunto, não fiz nenhuma comparação direta com o Nico em condições iguais, e sim na condição de tapa-buraco-emergencial que é o GP Brasil, onde o mais provável é que ficasse bem atrás do alemão. A segunda parte do comentário foi criticando a postura do Nelsinho, que fala mais do que deve, indo muito além da auto-confiança e navegando no perigoso e desagradável mundo da arrogância.

    Desculpe-me pela discussão =)

  5. Felipe Maciel disse:

    Disse tudo, Capelli, era exatamente o que eu pensava, seria um risco desnecessario.

    A chance de o Piquet se sair mal é muito grande, e o pior de tudo é que se fizesse uma estréia ruim na última corrida da temporada, muitos passariam a pré-temporada inteira julgando o Nelsinho pelo seu desempenho em uma única corrida, mesmo com um carro que não conhece e tudo mais que você disse aí.

    A Petrobrás não tinha mesmo que se intrometer nessa questão, deixa o garoto estrear no início da temporada depois de testar bastante e conhecer bem o que vai pilotar ano que vem, seja na Williams ou na Renault. Com certeza é bem melhor assim.

  6. L-A. Pandini disse:

    No final da década de 1990 e mesmo no comecinho da de 2000, a Petrobras fez um investimento forte, inclusive nas categorias de base: organizou a Seletiva de Kart (esta existe até hoje), apoiou equipes de F-Chevrolet, F3 Sul-Americana, F3000, Stock Car e Superturismo Sudam, além da Williams.

    O investimento foi redirecionado por vários motivos, entre eles o fato de que apoiar tudo isso não seria garantia de contar com a “estrela” no auge da carreira. Para isso, seria necessário ter equipes fortes nas categorias “top”, como a F1 e a Indy. Mas a verba para isso seria proibitiva.

    Os tempos são outros e dificilmente aconteceria, por exemplo, da mesma maneira como foi com os pilotos franceses apoiados pela Elf na década de 1970.

  7. Paulo Cleber disse:

    Não é saudosismo,mas quando Flamengo e Corinthians comemoram vitórias sobre o São Paulo como se fossem conquistas de títulos,vibramos com uma simples ultrapassagem de Hamilton sobre um Kimi que dormia,vamos à loucura com uma disputa de 1km entre Massa e Kubica,ver Nelsinho não querer estrear pela Willians e´só a cereja do bolo.Fosse 26 anos atrás e o Nelson Piquet nem pensaria 2 vezes em correr em casa e ainda mais com um carro tão bom como o Willians.E ainda se diz melhor que o pai.

  8. Mario Bauer disse:

    Capelli, não sei se você se referiu ao post no meu blog.

    Mas aproveitando o assunto, a dura crítica que eu fiz não tem nada a ver com o Nelsinho correr ou não pela Williams ou os prós e (principalmente) contras enquanto à um one-off dele em Interlagos.

    A minha matéria se refere ao absurdo de uma estatal gastar em torno de 16 milhões por ano em algo que não dá retorno de forma alguma à nação só serve para satisfazer interesses estrangeiros.

    É claro que a Petrobras não tem voz alguma dentro da Williams, nem precisa explicar. Mas bem que este mesmo valor poderia ser aplicado em outra equipe para ajudar um piloto brasileiro a conseguir uma vaga.

    Uma Super-Aguri ficaria felicíssima em receber um Lucas di Grassi com um cheque destes vindo junto!

    Sou completamente contra uma estatal torrar dinheiro público da forma como vem sido feito com a Williams. Só falta a Petrobras patrocinar a delegação olímpica ou a seleção inglesa na próxima Copa do Mundo…

  9. Anonymous disse:

    O Nelsinho já guiou esse carro junto com Rosberguinho, num vestibulinho, e tomou uma surrinha e perdeu a vaguinha.

  10. carlos maciel disse:

    Quem será o terceiro piloto da Williams no Brasil Capelli?

  11. O Pequeno Burguês disse:

    sou de acordo com o bauer, preferivel a petrobras injetar dinheiro em equipes que possam receber um bom piloto brasileiro. Toro Rosso / Super Aguri

    Se o Santander faz o alonso como seu filho, porque a petrobrás numa escala menor não poderia patrocinar combustivel com um assento garantido numa equipe nova.

    sds
    guto

  12. Anonymous disse:

    Eu acho tudo isso uma bobagem. Não vejo no Piquezinho um gênio como foi o pai dele, assim como não vejo no Bruninho um gênio como foi o tio dele. Isso pra mim está sendo só encher linguiça. Eu mesmo, com meu treinamento em GP4, dava um coro no Piquezinho / Bruninho.

  13. Kamen Rider Black (DF) disse:

    Capelli, olha bem o comentário do Mario Bauer. Sintetiza bem o que disse no Downforce com relação ao caso da Petrobras. Uma Super Aguri ou uma Toro Rosso, quem sabe até a Spyker receberia de braços abertos esses pilotos, que poderiam ser formados no Brasil (numa categoria menor de monopostos ou na F3 Sudam apoiados pela empresa) e numa equipe da GP2 que ressusctitasse a velha Petrobras Junior.

  14. paulo santos disse:

    Tudo bem que o Nelsinho não estreie no GP do Brasil. Mas ano que vem vai ter trabalho, pois o kovala… alguma coisa (ETA NOME COMPLICADO) esta´correndo uma barbaridade. E com um carro desequilibrado. E fora isso, ele vai precisar de tempo para se adequar ao novo carro nos teste pré-temporada 2008. E ainda tem o problema de de qu o Kova dizer que não gosta do Nelsinho. Será que teremos uma briga daquelas no ano que vem? Tipo a da Maclaren?

    Abraço a todos

  15. Baron Von Lichkenstein disse:

    A informação sobre a Petrobrás ser a empresa de maior Faturamento no Brasil está errônea Capelli. Hoje ela é a 2ª maior em faturamento no território nacional. A maior é a Vale do Rio Doce, saiu em todos os jornais e revistas da semana passada que a Vale passou a Petrobrás e é a empresa que tem o maior faturamento no Brasil hoje.

    Sobre o Nelsinho, também concordo que ele não precisa se queimar num carro desconhecido. Já esperou 1 ano, que custa esperar alguns meses a mais.

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