Vale tudo

E já foi publicada a coluna capellística de dezembro no GP Total. O assunto é a falta de fair play na Fórmula 1 e os fatos que a fazem ser cada vez menos vista como um esporte.

Acho que gera um bom debate.

6 respostas a Vale tudo

  1. Felipe disse:

    pela coluna, Stirling Moss será uma das cartas “penetras” no Super Trunfo capelliano…

  2. Grünwald disse:

    Sensacional, parceiro! Disse tudo…

  3. Fernando disse:

    Sobre fair play na F1, realmente não temos muitos exemplos de pilotos com esse nível de esportividade mais. Antigamente até tínhamos, como a história de Villeneuve (pai) conta: tanto o duelo com Arnoux, que foi agressivo mas limpo por ambas as partes, quanto o próprio campeonato de 79, que ele tinha todas as condições de vencer e respeitou o Comendador, que pediu a ele que aguardasse sua vez de vencer. Mas deixando de pensar em Fair Play apenas e lembrando de “espírito olímpico”, temos uma farta coleção de fatos: Mansell empurrando seu carro até a exaustão (e em outra ocasião Prost, e tantos outros no passado), pilotos disputando provas ardendo em febre, Senna pulando do carro e atravessando a pista pra ajudar o Comas, o inesquecível ato de Purley… são tantas coisas que podemos citar como demonstrações de esportividade de pilotos que só lembrar das acusações e batidas é injusto.

  4. samu disse:

    boa coluna capelli e concordo com o que o fernando disse,é analisarmos e chegaremso a conclusoes e veremos qu eteve fair play,mas nao como vemos no futebol ou outros esportes pois ali a competição faz as pessoas ficarem mais insanas e nao medir esforços para ganhar!

  5. Eduardo Cruz disse:

    Concordo com o que o Fernando disse logo acima. E digo: Se formos analisar só pela ótica do que de ruim aconteceu, como dizer que o futebol é esporte, quando tivemos recentemente o resultado de um campeonato brasileiro questionado e duvidoso (2005 – e olha que sou corintiano), por fatores extra-campo e por conta da má-fé de pessoas de fora do espetáculo? Não seria esse o mesmo exemplo da falta de fair-play? O que dizer de zagueiros de entram em atacantes com a firme intenção de lesionar o oponente/colega de profissão (alguém mais velho se lembra da imagem do zagueiro do Bangú que quebrou o joelho do Zico no Maracanã?), da imagem do Michel Salgado quebrando tíbia e perônio (ainda não tinha mudado a nomenclatura para fíbula) do Juninho Paulista no campeonato espanhol, do Olympique de Marseille sendo rebaixado por seu presidente estar envolvido em escândalo de compra de resultados (o cara ficou preso durante bons anos).
    Se analisarmos somente por essa ótica, o que dizer do atletismo, com seguidas punições e perda de medalhas, por doping? Isso é esporte?
    E o futebol americano, onde os jogadores tomam altas doses de remédios anti-inflamatórios por conta dos choques e lesões que os barraria em qualquer anti-doping, mas que lá é permitido?
    Respeito a opinião do Juca Kfouri, mas acho que opinião é como bunda: cada um tem a sua.
    Nunca o vi questionar que regatas a vela ou corridas náuticas fossem ou não esporte. E as corridas no jockey? Aliás, sob essa mesma ótica do Juca, jockey é atleta?
    Sim, acredito que, apesar dos pesares, apesar dos defeitos, a Fórmula 1 é um esporte como todos os outros citados. Tem seus defeitos, tem suas qualidades. Agrada a alguns, desagrada a outros.

  6. Juliano "Kowalski" Barata disse:

    Acabo tendo que concordar com o Eduardo Cruz… hoje, o espírito corporativo encontra-se em todas as variedades de esporte onde circula muito dinheiro. E mesmo onde não circula, a coisa tá ficando feia (vide natação e as mulheres-macho, cheias de testosterona).

    Nesse cenário, o idealista, o gentleman, o nobre de caráter; tende a não sobreviver frente à mentalidade “win at all costs”. Ainda mais em esportes individuais como o automobilismo.

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