A versão de Lemyr Martins

No final da tarde de hoje, conversei por trinta minutos com Lemyr Martins, o autor do livro que gerou tanta polêmica em torno da veracidade do diálogo entre Rubens Barrichello e a Ferrari durante o GP da Áustria de 2002. Bastante simpático e solícito, o veterano jornalista me explicou a sua versão.

Durante o papo, Lemyr disse que recebeu a transcrição por escrito, em inglês, e que publicou mesmo achando o conteúdo estranho. Segundo sua avaliação, quem fez a transcrição “pode ter colocado uma pimenta”. E fez questão de afirmar que não recebeu nenhum contato do Diário Lance! ontem.


Ivan Capelli – Lemyr, como você recebeu essa transcrição da conversa?

Lemyr Martins - Quem me entregou a transcrição foi uma das pessoas que eu mais confio na Fórmula 1, um cara que eu conheço desde 1968. Você sabe que uma equipe sempre está espionando a telemetria da outra, eles têm a freqüência. A gravação foi feita, toda ela. O que aconteceu foi que depois dessa gravação, me disseram agora, realmente esse texto apareceu na Internet e levaram na gozação.

Disseram que a Ferrari não confirma, mas eu não esperava que a Ferrari confirmasse essa transcrição. Disseram que o cara lá (Karl Scheister) não existe. Mas é claro, quem paga o salário dos pilotos da Ferrari é a Marlboro e a Shell. Não é a Ferrari que paga. Então aquele cara que teria que falar era um cara da Marlboro e que não usou o nome dele, porque foi cifrado. Isso a pessoa me disse. É claro que o pessoal vai dizer que isso não existe, que aquela transcrição não é verdade. A transcrição tem algumas falhas, inclusive quando tem falhas os caras colocam “pouco audível”. Mas daí a negar que houve a coisa? Puxa vida.


IC – Quando você recebeu este relato, usando aquele juízo crítico de um jornalista, você não achou fantasioso demais? Por exemplo, o advogado ameaçando confiscar o cachorro do Barrichello, ou a mãe dele dizendo que estava com dores nos pulsos e num lugar escuro? Isso não é um pouco estranho?

LM - O que acontece é o seguinte. Me deram uma transcrição. Agora eu pego aquela transcrição e eu sei que pode ter alguma coisa que não é, aí eu vou começar a tirar e colocar aquilo? Aí o cara vai dizer: “Isso aqui não existe”. Eu achei fantasioso. Mas qual é o nome do livro? “Histórias, Lendas, Mistérios e Loucuras da Fórmula 1″. Então eu acho que você que é jornalista e editor de blog sabe, essa história não cabe aí? O que tu achas?


IC – Sim, cabe aí. Mas a partir deste momento, a gente passa a entender que nem tudo o que está no livro é verdade, pode ter muito boato…


LM -
Não digo que pode ter boato, mas durante a transcrição, o cara pode ter até colocado uma pimenta, sei lá… O que eu acho interessante é que as pessoas dizem que eu guardei [a história] para dar como factual. Durante muitos anos eu fui colecionando histórias [cita histórias de Fangio, Emerson, Graham Hill, Wilsinho], e tem essa do Rubinho. Eu não estou dando como factual. A maioria são histórias bem antigas, de memória. Essas histórias estavam comigo porque não agüentavam uma reportagem. Houve a conversa, mas a Ferrari nunca vai confirmar.


IC – Não há dúvida nenhuma de que uma conversa houve, o que se questiona é o conteúdo. Vou dar um exemplo: durante o diálogo, Jean Todt diz que a mãe de Barrichello, Dona Idely, está muito feliz por acompanhar a corrida com a equipe. Mas naquele domingo ela não estava na Áustria, ela estava no Brasil, em São Paulo.


LM -
Ela estava acompanhando a corrida online, mas ela não estava lá.


IC – Mas o Jean Todt diz: “Ela está adorando assistir a corrida conosco”…


LM -
Mas é isso que eu quero que me entendam. Eu não posso pegar a transcrição e mudar isso. Você pega lá o documento do Watergate, os caras não puderam mudar. Se pudessem mudar, o Nixon tinha caído antes. Eu perderia a credibilidade se eu tivesse mudado uma coisa, pois aí eu estaria em dívida com a pessoa que me deu a gravação. Essa pessoa eu conheço desde 1968, trabalha na Fórmula 1, hoje trabalha numa grande equipe, tá muito bem, ela recebeu a gravação de dentro de uma grande equipe, de um cara que todo mundo gosta, um cara acima de qualquer suspeita.


IC – O que casou grande surpresa foi o modo como o livro foi comercializado, na contracapa, diz: “Lemyr Martins revela pela primeira vez o diálogo entre Rubinho e o chefão da Ferrari, Jean Todt…”


LM -
Isso eu falei para ele… aí você sabe, editora é editora, a editora está promovendo o livro, eu não vi. Eles botam ali uma coisa: “a gente coloca aqui que você é o cara mais respeitado da Fórmula 1″, e eu disse “eu posso ser um jornalista com algum respeito, não pelo mérito, mas pelo tempo”. Eles colocaram isso ali, a editora. Agora, eu sou pago pela editora… mas não reclamo.


IC – Posso fazer um resumo, isso está correto? Na verdade a história pode ter alguns ingredientes que podem ser umas “pimentas”, não necessariamente a verdade. Mas pelo fato da história ser boa e pelo fato de confiar na fonte, o senhor acabou colocando no livro porque achou que se enquadrava com o tema. É isso?

LM – É isso. E agora também tem uma coisa… eu não escrevi “em primeira mão” na capa. Se você ler o livro você vê que eu estou dizendo que foi no GP da Áustria de 2002.

Tags: , , ,

56 respostas a A versão de Lemyr Martins

  1. Pingback: A Saga do The Bollocks - edição extraordinária | Blogui do Serbão

  2. Paulo de Tarso Moraes disse:

    O que não se pode admitir é que um jornalista experiente como o Lemyr receba uma história cabeluda desta, que inclusive faz sérias acusações à Ferrari, e a publique sem ao menos consultar se era realmente verdadeira!

    Ele poderia muito bem tem conversado pessoalmente com o Rubinho, ou ter verificado se a mãe dele estava nos boxes naquele dia… Deveria também ter colocado uma ressalva quanto ao conteúdo da transcrição! Ao ler o livro, nós acreditamos no que ele diz. Apesar do livro se chamar “Histórias, LENDAS, Mistérios e Loucuras da Fórmula 1″, ele deveria advertir que o conteúdo da transcrição que ele recebeu poderia não ser verdadeiro! Afinal, não se pode acusar alguém de ameaça sem ter o cuidado de verificar a veracidade da acusação…

    Pisou na bola, e feio! Mas convenhamos, todo mundo erra. Isso não anula o resto do livro, que é muito interessante…

  3. Aurélio Neto disse:

    Esse LM mostrou de forma convicente qual a sua verdadeira faceta.
    O Victor Martins falou com o editor do livro e ele disse que colocou aquela texto de “revelação em 1ª mão” deste diálogoi porque o próprio LM confirmou que era verídico tudo aquilo…
    Agora ele vem dizer que se a editora colocou esta piada babaca como um fato verdadeiro, é de puira responsabilidade dela (editora).
    Se o Sr. Marcelo, editor da Panda Books, for um profissional sério, como acredito que é, tem que retirar das livrarias este livro mentiroso e tascar um processo nesse pseudo jornalista….
    Vergonha que sinto de ver um profissional como este representando a imprensa brasileira pelos autódromos do mundo…

  4. Rafael Mello disse:

    Capelli,

    Obviamente esta história beira o ridiculo, mas gostaria mesmo é de lhe parabenizar pelo ótimo trabalho investigativo!
    De vez em quando discordo de umas opiniões que voce emite, mas faz parte da blogdemocracia!! rsss… Novamente, parabens pelo ótimo trabalho!!!

    P.S: Tempest, seu comentário foi s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l !!

  5. Keli disse:

    Olá Capelli,

    eu soube da Historia desse livro em agosto desse ano, pois um rapaz adquiriu o livro, justamente pelo que dizia na contra capa. O rapaz chegou a enviar um e-mail para a Editora perguntando a veracidade daquela trascrição, e teve como resposta que o texto era trascrito de uma gravação e que infelizmente tudo era verdade.

    Cheguei a eviar um e-mail ao sr. Lemyr, com uma serie de questionamento, onde eu perguntei até que ponto a história era verdadeira, lenda ou misterio, afinal a editora tinha dito que era verdadeira, e até disse que não duvidava da existencia de uma conversa entre Rubinho e equipe, que pode ter tido alguma ameaça, mas ameaças no sentido de fazer por exemplo, Rubens cumprir todo o contrato como piloto de teste, e não de ameaçar a vida de uma pessoa.

    A resposta que recebi, que o meu e-mail já tinha um primeiro equivoco, pelo fato de eu ter escrito o nome dele de forma errada. Engraçado é que no livro está escrito errado o nome da mãe de Rubens.

    Sobre a minha pergunta, de até que ponto, a historia é verdadeira, lenda ou misterio, a resposta dele, é que a editora já tinha me dado uma resposta, ou seja, que era verdade.

    E continuou dizendo que “o propósito da ironia comprometeu o raciocínio. Não é lenda, nem mistério — e sim público — que os pilotos Michael Schumacher e Rubinho Barrichello foram multados pela Federação internacional de Automobilismo, a FIA, em 2 milhões dólares por colaborar na alteração do resultado. Uma notícia fartamente publicada na mídia mundial. A penalidade, por ser pecuniária, foi assumida pela Ferrari, a forjadora do resultado da corrida. ”

    Enfim, enviei um novo e-mail, novamente questionando principalmente o fato da transcrição dizer que a Ferrari estaria machuncando a mãe do Rubens, e que para mim, isso é uma acusação grava e que se tivesse acontecido, duvido que o Rubinho permaneceria na Ferrari, sem fazer nada. Mas sobre isso ele voltou a não comentar, e apenas agradeceu pelo meu e-mail.

    Então para mim, o Lemyr deu uma bela de uma mancada, se ele achou estranho a história, deveria ter entrado em contato com o Rubens para checar a sua veracidade, e segundo a familia Barrichello, em nenhum momento ele procurou Rubens para saber da veracidade da transcrição. Então no minimo, acho que ele deveria ter escrito no texto que aquilo era uma lenda que achou estranho, etc e não ficar afirmando que é verdade.

    Isso de dizer que foi a Editora que quiz, que ele não sabia, para mim não cola, porque o livro leva o nome dele, todo o conteudo do livro, foi ele que escreveu, e no minimo ele deve ter olhado como ficaria a capa e contracapa antes mesmo de finalizar o livro. Ao invez de ficar dando desculpas, ele deveria no minimo pedir desculpas pelo ocorrido.

  6. Paulo Rossi disse:

    Hoje a vida jornalista não anda muito fácil, a internet trouxe uma agilidade na comunicações nunca antes vistas e alguns internautas são céticos (e isto é bom) quando uma informação é passada e vão conferir a fonte da informação. Isto me leva a pensar quantas “informações” de cocheira nos eram passadas totalmente distorcidas e manipuladas antes do advento da internet… Existe um pessoal da velha guarda (não todos, há exceções) que não perceberam que atualmente precisa-se ter muito cuidado com o que se diz. Me entristece saber que em um país aonde o automobilismo é algo diminuto (frente a outros esportes, como o futebol por exemplo) e a carência de informações é algo endêmico, que um grande nome da cobertura se queime de maneira tão fútil… só para por uns trocadinhos a mais no bolso, mercenariamente.

    Lamentável isto… lamentável e desagradável. Isto faz pensar sobre o festival de BULLSHITs que ouvimos em cada transmissão.

  7. romeu disse:

    se essa transcrição for verdadeira, fico imaginando o teor da conversa com outros pilotos…

    - Kimi, apreendemos seu Jack Daniel’s 1926. Basta manter o rítmo e terminar em primeiro pra tudo terminar bem.

  8. Punisher disse:

    quero saber quem deixou esse meyr fujir do manicômio?

  9. Tempest disse:

    “O PROBLEMA é que tem poucas pessoas nesse assunto que tem mais de 40 anos de Formula 1….como Eu….”

    ….”FASSO UMA PERGUNTA”…. “inesperientes”…

    Acho que antes de vc mandar os outros calarem a boca, deveria tirar 1 ou 2 anos de folga da F-1 e se dedicar à Gramática. Nossos olhos e nossos cérebros agradecem.

  10. Mario disse:

    Lionel,

    tenho idade sim para ter acompanhado a F1 nos ultimos 38 anos, o caso Chapman é registrado como um folclore, ninguem nunca levou a sério a história dele está vivo no Pantanal, foi enterrado na Inglaterra, ou será que a viuva não teria ido a policia depois caso se trata-se de outro sequestro…gente pelo amor de Deus, agora vão pipocar para todo lado quem ache a F1 pior que a máfia, no sentido concreto de bandidagem, será que nenhum governo do planeta pode brigar com esses caras? nossa mãe quão poderosos eles são,
    sinceramente ridiculo,
    outra coisa, pelo menos o Chapman desapareceu, e o Rubinho? continua aí, se for verdade, ele não fez nada depois para reparar a tortura feita a mãe? podia ao menos ter parado de correr e sumir com ela do mapa para deixa-la longe dessas torturas…gente menos, esse é só um caso de mal jornalismo, nada mais

  11. Pingback: Almanaque da F1

  12. Lionel disse:

    Primeiro Parabens para o Ivan e para Lemiyr …O PROBLEMA é que tem poucas pessoas nesse assunto que tem mais de 40 anos de Formula 1….como Eu….então la vai minha opinião …quem não tem idade …ou experiencia suficiente…que cale a boca …e escutem…ou leiam….EU ACREDITO EM 98 %….EU ACHO QUE LEMYR ESTA CERTO EM PUBLICAR…..EU SEI pela experiencia …O QUE OS HOMENS SÃO CAPAZES DE FAZER POR DINHEIRO….
    AGORA SÓ FASSO UMA PERGUNTA …à esses Jovens …sem experiencia….que acreditam em Papai Noel e Coelhinho da Pascoa…..VOCES PODEM ME DIZER AONDE FOI PARAR COLIN CHAPMAN . . . .Para os inesperientes da Vida …ELE era Tão rico e tão famoso quanto RON DENNIS é hoje …e não era nenhuma mãezinha….E ..SUMIU…QUE ATÉ HOJE NÃO ACHARAM UM FIO DE CABELO…..AGORA VÃO SE INFORMAR….E DEPOIS PENSEM SE ISSO É POSSIVEL OU NÃO. . . . abraço à todos Lionel

  13. Mr Stripes disse:

    Capelli, sugiro que vc dê uma refrescada na memória. Vc já leu a revista Racing? À época, eu me lembro de ter lido o diálogo oficial, divulgado pela FIA alguns dias depois. Não sei se é balela, mas me lembro de ter lido. Publiquei um trecho da conversa no meu blog. Dá uma olhadinha lá para podermos debater.
    subindonazebra.blogspot.com

  14. Luiz G disse:

    Não acho que sejamos bobos Marcos. Se eu conseguir impedir que, ao menos, uma pessoa não compre o livro, já vou me sentir tendo feito algum bem à alguém.

    Eu não comprei o livro…ganhei!…E mesmo assim, mes sinto enganado.

  15. marcos disse:

    Lemyr só queria vender o livro, é tudo uma grande mentira, bobo a gente que ta dando ibobe pra ele.

  16. George Santos disse:

    Voltando à temporada atual, vejam o que Eddie Jordan disse:

    “As pessoas podem não gostar de mim por dizer isto, mas se Massa tentar tirá-lo do GP como fez em Fuji para roubar o titulo, então Lewis terá de virar seu volante na direção de Massa para assegurar que ele não termine a corrida também”, cravou o irlandês, em entrevista ao diário britânico Daily Express.

  17. Aliás…

    Ridícula a declaração dele de que ele publicou a história porque confiava na fonte e não modificou as ‘pimentas’ que haviam no texto também por respeito à fonte.

    Se você recebe a informação de que a Ferrari sequestrou a mãe de Barrichello para forçá-lo a ceder a vitória a Schumacher, a Ferrari não confirma a história, e ninguém mais o faz, e você tem consciência de que alguém colocou mais ‘pimenta’ no texto do que deveria… Você não deve publicar a história. Óbvio.

    Todo mundo que acha que entende de jornalismo sabe disso. Lemyr pode se salvar dizendo que é um livro de “maluquices, loucuras e lendas da F1″. Ora se eu quiser ler um livro de mentiras sobre o automobilismo, eu mesmo o escrevo, muito obrigado…

  18. George Santos disse:

    Isso tudo é uma incrível bobagem. Basta ver o tamanho da conversa pra sacar que é zoeira.

  19. O menos humilhante que eu consigo conceber é que o Lemyr recebeu o email com a piada, não sacou que era uma piada e levou a sério, achando-se o detentor de uma informação exclusivíssima e extra-oficial.

    Trágico, não fosse cômico…

  20. Alexandre Carvalho disse:

    Todo mundo aqui continua cometendo um tremendo equívoco ao chamar o Lemyr Martins de jornalista. Ele não é e nunca foi jornalista. É um fotógrafo que um dia a Quatro Rodas passou a aproveitar também para a produção de textos. Sempre foi um embuste, com textos cheios de erros e imprecisões. O resultado a maioria está podendo comprovar agora, com esse lixo que ele produziu em forma de livro.

  21. Luiz G disse:

    Mario disse tudo!

    Não é só a besteirada que conta. A reputação do Barrichello, como filho e ser humano, foi posta á prova. Qualquer um que lê o livro pensa a memsa coisa:

    “A mãe do cara foi ameaçada e ele continuou na equipe….que doidera é essa” ?

    ….Não é possível que o Lemyr Martins não tenha tido nenhum senso crítico ao receber a notícia da fonte “tão confiável” desde 1968.
    Se essa é a fonte confiável que o Lemyr martins tem, imaginem a quantidade de bobagens que as pessoas leram sobre automobilismo nos últimos 40 anos ?

  22. Rodrigo FB disse:

    Isso é uma grande piada!! Só os erros de tradução já colocam tudo por terra. Parece que colocaram o estagiário do estagiário pra fazer a tradução. E o pior, tradução de uma bobagem dessas. Como uma pessoa, que se diz jornalista sério, publica algo assim? E depois coloca culpa na editora?!?! Faça-me o favor.
    Parabéns Capelli.

  23. Pandini disse:

    Capelli, parabéns pela investigação jornalística que você fez. Trabalho de primeiríssimo nível. Como sempre, aliás. São trabalhos como o seu que fazem a blogosfera ganhar cada vez mais adeptos e credibilidade.

    Sobre o “caso Lemyr”, creio que já escrevi o suficiente no espaço que tenho para isso.

  24. Mario disse:

    bem sobre o embuste já opinei, mas uma coisa não fica clara para mim, se houver a hipotese da história ser verdade ,quer dizer que o Barrichelo sofreu a pressão naquela epoca dessa forma, e pasmem continuou pilotando para a Ferrari por mais 3 ANOS, e o que é pior saiu de lá a 3 ANOS e não fez nada nesse tempo para reparar a tortura que a mão sofreu, olha se o papa Bento 16 me enviasse essa história por mais que eu acreditasse na idoniedade dele eu me perguntaria ANTES “porque o cara não fez nada para denunciar a tortura da mãe” em seis anos, se a história for verdadeira o Barrichelo é uma das piores pessoas a pisar no mundo nos ultimos tempos, sim porque deixar a mãe ser torturada e ficar calado por causa de que? grana, será?
    gente brinquei acima, por que essa história do Lemyr é muito mais séria do que ele pensa, para ela se confirmar a reputação do Barrichelo como filho é que fica a prova, e essa de preservar a identidade da fonte é ótima, ele destroe a idoneidade do Barrichelo, já que se a história for verdade o cara deixou a mãe ser torturada e nada fez
    brinacadeira,
    Capelli parabéns pelo senso jornalistico de apurar e nos trazer fatos checados antes

  25. Mauro JR disse:

    hahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha

    pra mim tudo isso é uma piada

  26. Alguém Não-Importante disse:

    Aí sim Capelli, faz qualquer um querer se matar instantâneamente.
    Puxa vida, se eu fosse colocado num paredão assim, não sei como eu sairia de lá.

  27. Ivam disse:

    Não me convenceu. Não citou nomes, não falou as fontes e nem se desculpou.

    Lemyr, você pagou o mico do ano!

    Juro que nunca comprarei um livro seu e espero que tome um belo processo!

  28. Luiz G disse:

    Capelli, parabéns pela busca da matéria. Trabalho exemplar o seu.

    Lamento, mas o papo do Lemyr não me convenceu.
    Rubens Barrichello afirma, há anos que vai escrever sua biografia como piloto quando se aposentar e, então vai revelar esse diálogo, que durou 8 voltas, no livro dele. Não creio que ele deixasse a história rolar para qualquer um.

    Lemyr pode ser muito simpático e solicito, mas a postura dele é que não teve culpa de nada.

    O título do livro como explicação não serve pra nada. Deveria ser, então, “Lendas, cascatas, mentiras e lorotas da F1, lembradas ou arranjadas por Lemyr Martins”.

    Não percebo um mea culpa dele e não creio que ele esteja preocupado com isso. Ele é um jornalista com uma reputação maior do que a opinião de nossos comentários e, desde que ganhe algum dinheiro com o livro, pra ele tá ótimo!

    Não creio que Barrichello vá dizer nada e, como tudo no Brasil, o fato vai ser esquecido.

    Continuo me sentindo enganado.

  29. Pingback: Quem é Karl Scheister? | Oragoo.net

  30. Rodrigo disse:

    Uma pena que um jornalista (ainda podemos chamá-lo assim?) se preste a um serviço de desinformação como este… é simplesmente ridículo e inaceitável… parabéns ao Capelli, que está cada dia melhor!!!

    PS.: neste dia, estava em viagem pela Espanha (Sevilha) e foi o primeiro GP que fiquei sem assistir desde que me conheço por fã (83/84) de F1… me orgulho de não ter testemunhado esta cena ridícula, de um piloto tecnicamente talentoso, mas esportivamente medíocre.

  31. Nina disse:

    Eu tava com vontade de comprar o livro. Agora a vontade se foi… Caraca… Quanta bobagem de um cara tão bem conceituado.

  32. fabiano disse:

    parabéns!
    borou o victor martisn no chão
    pede pra sair

  33. Elton disse:

    Infeliz, essa é a minha visão sobre isso.
    Comprei os dois livros anteriores do Lemyr Martins em associação com a Panda Books (“Os arquivos da Fórmula 1″ e “Uma estrela chamada Senna”) e os achei muito interessante, porém, nesse momento, ambos (Lemyr e Panda Books) perderam todo o crédito comigo e acredito que com muitas pessoas também.
    Todos sabemos que as editoras têm apenas uma função principal: vender o livro de qualquer maneira, então, já se espera esse tipo de atitude em relação à elas. O problema é Lemyr Martins, por quem eu tinha até este momento grande respeito – devido aos livros que escreveu – ter sido tão “inocente” publicando algo que, de longe, percebe-se que é falso (ou então a Ferrari pode estar envolvida com a máfia italiana – hahaha!).
    “Os arquivos da Fórmula 1″ foi o primeiro livro que comprei sobre o assunto (por volta do ano 2000) e, a partir de então, comecei a me interessar cada vez mais por este esporte. Quando “Uma estrela chamada Senna” foi lançado comprei com muita espectativa e tive uma boa surpresa. As coisas mudaram um pouco agora, depois deste lamentável episódio já não o prezo tanto quanto antes, perdeu a credibilidade. Já tinha pensado em adquirir o livro “Histórias, Lendas, Mistérios e Loucuras da Fórmula 1″ desde quando ouvi falar dele pela primeira vez, porém, já não sei mais se o farei.

    Creio que essa deve ser a opinião de muitas pessoas.

  34. jugger disse:

    É isso ai!! Capelli para comentarista da Globo!! Agora só falta o desmentido da família Barrichello… vc vai atras tbm??

  35. James disse:

    A fonte foi de uma pessoa que está na F1 desde 1968??? Seria de uma certa pessoa que começou como mecânico da Brabham e se chama RON DENNIS??? Afinal o Lemyr diz que atualmente ele está muito muito bem na F1. kkk. Ng merece!

  36. Speeder_76 disse:

    Para já, Capelli: Parabéns. É bom ouvir o que o outro lado tem para dizer, e tentar meter os pés pelas mãos para explicar o inexplicável. Claro, para o lado dele, já conseguiu mais publicidade para o livro, e vai haver muita gente a comprá-lo, nem que seja para rir às gargalhadas…

    Tou a seguir isto com atenção, e pelas minhas bandas também.

  37. Eduardo Baptista disse:

    Tenho o livro “Arquivos da Fórmula1″ e posso dizer que fiquei surpreso com alguns erros tolos que encontrei ao longo da leitura. Fiquei decepcionado, pois ficou evidente a falta de uma revisão mais cuidadosa, algo inadmissível por tratar-se de um produto destinado à um tipo de público obscessivo por informações precisas e criteriosas. O livro apresentou algumas histórias deliciosas, mas confesso que fiquei decepcionado com os deslizes.

    Desta vez, o erro (muito mais grave) está sendo seguido por uma falha ética. Explorar esse assunto como possivemente verídico e querer justificar é mais um exemplo de descaso com nossa inteligência e um desrespeito com o Rubinho.

    Lemyr, sinto muito por você PERDER SUA CREDIBILIDADE de forma tão VEXATÓRIA. Acredito que você poderia ao menos ter reconhecido o erro. Pegaria menos mal. AGORA INÊS É MORTA!

    Assim, ciente deste papelão de um autor tão renomado, ME RECUSO A PAGAR UM CENTAVO e recomendo à todos fazerem o mesmo.

    Por muito menos, também deixei de comprar a Racing…

    Capelli, belo trabalho.

  38. Alexandre Carvalho disse:

    Lendo essa entrevista, chego à conclusão de que teria sido melhor ele ficar calado. Essas declarações só pioraram a situação dele.

    Que venha agora a versão da Panda Books.

  39. Quem será que passou a piadinha para ele? Ron Dennis? Não tem jeito, não dá para não tirar um sarro. Mas sobre bons livros de F1, é verdade, há bem pouco material em português escrito por autores brasileiros. Tenho só o livro do Ernesto Rodrigues e da Alicia Klein de autores brasileiros, depois vem Christopher Hilton (2), Steve Matchett(2) e Sabine Kehm(1). E vou comprar mais um livro do Hilton sobre a Toleman, mas ele ainda está reunindo as histórias. Todos os livros que comprei são muito bons, confiávies e sem piadinhas. :)

  40. Bruno disse:

    é. esse é o típico caso “quanto mais fala, mais dificil fica de consertar a cagada, então é melhor ficar quieto”.

    um cara com 40 anos de F1 deveria pensar duas vezes antes de terminar sua carreira de uma forma medíocre como esta.
    ou alguém aqui acha que esse cara tem alguma credibilidade depois dessa?

  41. Luis Renato disse:

    Lamentável. Como disse em outro comentário, como ficam os leitores que, como eu, compraram outros livros dele e agora não temos certeza que aquilo que está ali realmente aconteceu?

    Porra, temos tão poucos livros de F1 no Brasil e um dos poucos autores que escreviam aparece com essa piada.

  42. walter disse:

    Acompanho F1 e automobilismo desde 1970.
    Li décadas de 4Rodas e aprendi, lendo os textos do Lemyr Martins, que ele é impreciso, superficial e MUITO MUITO incidente em erros.
    Me cansei de tantos erros e passei a ler as revistas estrangeiras (AutoSprint, AutoHebdo, Corsa etc).
    Me divirto de ver as coisas que o Lemyr escreve, só pelo gosto (besta, reconheço) de achar erros. E sempre tem muito erro.
    Tomara que essa estória do diálogo falso sirva para dar um fim justo à carreira desse disseminador de informações erradas.
    Parabéns ao Capelli que matou a cobra e mostrou o pau: show de informações exatas!

  43. Eduardo Cruz disse:

    1º Coisa: Parabéns ao Capelli. Pegou a matéria, foi atrás das fontes e publicou a versão de cada um. Se falso ou verdadeiro, que cada um faz o seu julgamento.
    Na MINHA visão, o Lemyr não precisava disso, nessa altura da vida e da carreira, pra promover um livro. O texto da transcrição beira a bizarrice, tamanha a impossibilidade de uma conversa dessa ter acontecido entre um piloto e um dirigente, diretor, advogado ou qualquer outro representante da equipe.
    E, de mais a mais, se acontecesse, seria o caso de dizer que o Barrichello é o maior piloto de todos os tempos, porque, conseguir pilotar com uma constância que não permitisse a aproximação do Schumacher tendo uma discussão dessas, sinceramente, é pra alguém com uma capacidade acima do normal.
    E já que é pra contar como foi a história, dou aqui a minha versão pros fatos, que me foi enviado por alguém que é acima de suspeitas, tá na F1 há mais de 50 anos e já transmitiu mais de 1000 corridas. Não vou dizer quem é a fonte para preservá-la. Que cada um tire as suas conclusões.

    Segue a transcrição da conversa (Início faltando 5 voltas)
    - Rubens, corrida tá acabando e tua brincadeira tá chegando ao fim. P1 pra Schumacher, P2 pra vc.
    - O que? Vocês só podem estar de brincadeira.
    - Rubens, vou repetir: P1 Michael, P2 Rubens!
    - Ah, não, hoje não. Seus #@#)#@)! essa vitória é minha!
    - Reduz essa bagaça aí, que o alemão precisa ganhar!
    - Nem a pau, Juvenal. Não vou reduzir p@## nenhuma!
    Agora tá faltando só 2 voltas
    - Ou reduz essa bagaça ou tá a pé na próxima corrida!
    - Não vou reduzir, seus motherf#$@@:!
    Faltando 1 volta
    - Cara, o alemão tem um campeonato pra ganhar. Se ele chegar atrás de você hoje, não precisa voltar nem pros boxes.
    - Tá bão, tá bão, passa logo, seu alemão #&*$##$$%! Mas a próxima é minha, hein?
    Aí entra a voz do Ross Brawn dizendo:
    - Rubens, ótimo trabalho! Corrida excelente! Um dia, eu te dou um carro pra ser campeão do mundo!
    - Sério, Ross?
    - É, um dia o Michael pára de correr e tudo será diferente pra você.
    Nesse ponto a gravação fica ruim, estáticas ininteligíveis, e um som estranho que lembra uma gargalhada é ouvida, mas não dá pra distinguir se é francesa, inglesa ou alemã…

  44. Vitor, o de Recife disse:

    Tudo isso não passa de brincadeira/jogada de marketing. Não é possível que um jornalista conceituado queime sua carreira deta maneira.

  45. Diego/JF disse:

    Isso tudo é muito louco e muito estranho. Difícil acreditar num diálogo tão tolo como esse, num mundo tão profissional como o mundo da Fórmula 1.

  46. Ulisses disse:

    Por um momento, me deu vontade de ler esse livro…
    Devo seguir nessa empreitada? Ou minha expansão acadêmica de F1, será como as lendas do livro?

    Li o diálogo, e tentei encaixar com o depoimento do Barrichello, no programa do Cleber Machado, na SporTV:

    “Eu fui até a penultima curva, decidido a não fazer”, palavras dele.
    Ai você junta com esses diálogos ai, não tem muito sentido mesmo.

    Mas, como o proprio Barrichello disse, o negócio é esperar uns anos, que ele vai publicar um livro, e contar a história toda =)

    Quero ver se tem Lulu no meio disso tudo. haha

  47. Érico Calixto disse:

    Que asneira. Não tem como acreditar na história. Vai entender…

  48. Ron Groo disse:

    Acompanhei o ‘troço’ o dia todo e sempre gargalhando.
    Pensar que a Ferrari agiria como os caras do filme “O poderoso Chefão” chega a ser ridiculo…
    Parabéns a você Capelli, que foi atrás dos fatos, das versões e ainda entrevistou o autor.
    De tudo isto fica uma coisa:
    Jornalismo bem feito ainda tem espaço…

  49. Renato disse:

    O Lemyr com a história que carrega, não pode continuar dando murro em ponta de faca. Ficaria muito melhor se ele alegasse um descuido e se desculpasse. Tá ficando cada vez mais feio pra ele…

  50. Juca Rocha disse:

    Olha só, CAPELLI,
    Vc já leu ou viu o restante do conteúdo do livro ?? Têm outras “LENDAS” assim??? Pois acho que é uma tremenda jogada promocional !!!! Parabéns LEMYR !!!! Será que vc contou aquelas baixarias ou ficou só nessas certinhas, ki neim historinhas pro Piquet durmi !!!??? E aquela história do Senna com o personal trainner??
    Valeu CAPELLI !! Num intervalo em que todo mundo acha que o Hamilton “é o cara”, é bom ter assunto pra conversar com a galera que gosta de competição e continuar crucificando o Mikey boy pelas exigências que, não tenhamos dúvida, exigiu na sua “FANTASTIC” carreira.

  51. João Pinho disse:

    Só espero que ainda existam mais jornalistas diferentes deste, do que aqueles que são iguais a ele.

  52. Jorge disse:

    Tamanha bizarrice como brincadeira, pô, é ótima. Mas se for verdade, nem sei o quê dizer, é melhor ainda!!

  53. Renata disse:

    Quer dizer que ele insiste nisso?
    Eu não tenho 30 anos de Fórmula 1, estou longe até de ter 30 anos de idade, mas pela pouca experiência em F1 que tenho, comparando com ele, nunca vi piloto bater papo com engenheiro pelo rádio, conversar sobre a família, ainda mais na parte final da corrida, quando a concentração está indo embora, e num esporte de precisão como a F1, penso que seja fundamental. Na transcrição do GP da Europa de 2007 publicada na F1 Racing, ou sempre que passa na TV o rádio box/piloto, dá pra ver que o engenheiro pergunta algo cifrado e curto e geralmente repete a frase, e o piloto responde com duas ou três palavras.
    Seria inimaginável um piloto falar algo como “Não é justo! Ele já ganhou um zilhão de vezes, e eu só uma vez, e só porque vocês pagaram a Mercedes para usar aquela placa idiota e correr pela pista depois que o garoto Mickey se ferrou” enquanto contorna curvas, mexe nos botões do volante e passa em retas a 300km/h…
    E, é claro, além do tamanho, o conteúdo das frases é igualmente bizarro.

  54. BrunoDF disse:

    Pffff… ridículo!

    O Lemyr tenta se desculpar mas é muito ridículo acreditar nesse texto, quanto mais jogar a responsabilidadenos outros com essa história de “a editora isso…” ou “o cara era acima de qualquer suspeita…” se até eu penso duas vezes antes de acreditar em alguma informação, quanto mais um jornalista!

  55. Rene disse:

    Ridiculo…
    Tenho certeza de que será processado por Barrichello e pela Ferrari…

  56. Alguém acreditou nisso? Visto pelo lado das “lendas da Fórmula 1″, até faria sentido publicar. Mas é evidente que o viés dessa história no livro é jornalístico. E não me venha com essa de que “foi a editora”, porque não cola. Mesmo que a Panda tenha sido leviana ao classificar esta história como um furo, se Lemyr permitiu, tem também responsabilidade – e muita.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>