F1 sem França

Há muito se falava que o circuito de Magny-Cours sairia do calendário e o GP da França teria nova casa. Ano passado, inclusive, a corrida foi disputada em tom de despedida. Mas logo depois um acerto foi feito e o autódromo francês ainda abrigou a prova de 2008.

Semana passada a FIA divulgou o calendário 2009 da Fórmula 1 e o GP da França, em Magny-Cours, constava normalmente, agendado para 28 de junho. Porém, quarta passada, a Federação Francesa de Automobilismo anunciou que, por razões econômicas, estava desistindo de organizar a corrida em 2009. Resumo da ópera: pela primeira vez desde 1955 e pela segunda em toda a história, não haverá GP da França de F1.

Magny-Cours não fará falta. Um circuito monótono que poucas vezes proporcionou boas corridas, localizado no meio do nada, nada simpático. Mas a ausência da França é que será sentida. País de tradição, é vertiginosa a decadência do automobilismo francês.

Com a aposentadoria de Olivier Panis, o país – que há 20 e poucos anos teve até trifeta no pódio -ficou sem representante na F1 por três anos, apenas com participações esporádicas de Franck Montagny pela Super Aguri. Este ano, teve Sebastien Bourdais, que não faz grande coisa no campeonato e não deve continuar na categoria no próximo ano. As promessas francesas da GP2, Romain Grosjean e Sebastien Buemi, são, na verdade, suíços. E agora, o GP está cancelado.

Brasil, abre o olho.

Tags: ,

19 respostas a F1 sem França

  1. Fabio disse:

    Abramos muito o olho. Nesse circo sem grana você não faz mais nada. Tradição não conta mais, quem manda de verdade é a verdinha. É só olhar pro que temos hoje: corridas em países prósperos da Ásia e Oriente Médio e pilotos-bonecos-propaganda.

  2. Filipe disse:

    Desde quando o Buemi corre como francês?

    E bem o Bourdais pode mesmo perder o emprego, mas tem chances tão boas ou melhores do que Piquet e Rubinho (os outros dois pilotos que ainda nãoi tem emprego para o ano quem) de se segurar onde está.

  3. Concordo, Capelii, eu não sentirei a mínima falta da pista de Magny Cours. O mesmo não posso dizer da pista no Canadá…

    Sobre o Buemi, eu não sei aonde eu li, mas eu acho que o automobilismo foi banido na Suiça pelo parlamento suiço por conta de um acidente em uma prova, acho que uma 24 horas de Le Mans, em que mais 80 pessoas morreram…

    Por isso não há nenhuma escola suiça de automobilismo.

  4. A FIA cortou o Canadá sem dar explicações aos organizadores da corida. Agora a federação francesa se retira do calendário sem dar explicações à FIA.

    Estou me divertindo horrores com o “aqui se faz, aqui se paga” dos bastidores da F1…

  5. Luiz Sergio disse:

    PAUL RICARD, esse era umas das pistas prediletas de quase todos os amantes da F1.
    Aquela reta e os erros de muitos pilotos na hora de freiar.

  6. Willian disse:

    O que seria o ”campeonato perfeito” no número de corridas, agora tem 17.
    O Fabio disse a coisa certa: Tradição não conta mais.

  7. Marco disse:

    Acho difícil o Brasil perder a corrida num curto espaço de tempo!

    Tem contrato até 2014, o GP da lucro para o Bernie (que segundo dizem por aí é sócio do Gp Brasil) e é uma pista segura e muito interessante que sempre proporciona ótimas corridas!

  8. Jobson disse:

    “Mas a ausência da França é que será sentida. País de tradição, é vertiginosa a decadência do automobilismo francês.” ?????
    “Este ano, teve Sebastien Bourdais, que não faz grande coisa no campeonato e não deve continuar na categoria no próximo ano.” ?????

    Acho que se deve levar muita coisa em consideração para julgar pilotos novatos ou se os países vão sediar ou deixar de sediar corridas de F-1 por competência ou sorte de seus pilotos. Quem sabe a Finlândia entra no calendário 2009 da Fórmula 1, pois, é o país do atual campeão!!!!

    • Capelli disse:

      Jobson, o raciocínio não é assim tão simples. A escassez de pilotos, a falta de recursos e o cancelamento do GP têm uma mesma raiz: a falta de investimentos e mau gerenciamento.

      A França não virou superpotência na F1 nos anos 80 porque uma geração espetacular brotou do nada, mas sim por um grande trabalho de base feito na escola Winfield, com financiamento da Elf.

      No Brasil, não há trabalho algum sendo feito. Em breve, ficaremos sem pilotos e sem Grande Prêmio.

  9. Hugo Becker disse:

    Ecclestone está, aos poucos, mutilando a Fórmula-1. A coisa está caminhando para se transformar em uma espécie de “Fórmula Ásia”, pela maneira como tudo está sendo conduzido… é lamentável perder de vista países de extrema tradição na história deste esporte, como França, Canadá, etc.

    O Brasil não tem um único projeto de reformulação no automobilismo – nem com relação a autódromos ou complexos automobilísticos, nem com relação sequer às categorias de base e ao investimento em novos talentos.

    Posso até estar sendo ruim, mas as vezes torço para que esse tipo de coisa realmente aconteça… falta vergonha na cara aos dirigentes brasileiros. Só abrem o olho quando a coisa já desandou.

    http://mottorhome.blogspot.com

  10. Bruno de Campos disse:

    Capelli!! Parabéns pela nova casa!!!

    Show de Bola!!

    Abraço

  11. Antonio disse:

    É….! Chato, mesmo!

    Au Revoir Les bleus!
    Bourdais e Magny-Cours, no próximo ano, parece que “viraram lenda”…, e agora são história, como Paul Ricard, Prost e Ligier…

    Só falta a Renault “pedir as contas” também! Aí “fecha o pacote”, né?
    (Bem,…se é que a Renault ainda tem alguma coisa de francesa nela além do nome, né? Os pilotos titulares são espanhol e brasileiro, o diretor é italiano, e por aí vai…)

    Abraço,
    Antonio.

  12. Holy Diggio Bop! disse:

    A FIA já ameaçou o GP da Inglaterra, já mutilou Hockenheim, tirou o GP da França, o GP do Canadá, e comete o absurdo de manter a enfadonha pista de Hungaroring e os autódromos autoramas do Hermann Tilke. Os amantes da Fórmula 1 são mesmo Amélias, pois tem a vida difícil e mesmo assim continuam amando o esporte.
    Quanto ao GP Brasil, ele só sai do calendário quando deixar de ser o mais lucrativo do circo, apesar de toda a pressão feita pelos pilotos que odeiam atravessar o oceano para correr por aqui. Mas duvido que o GP Brasil deixe de existir enquanto os ingressos se esgotarem seis meses antes da corrida, mesmo com preços exorbitantes e a tradicional falta de conforto dos autódromos brasileiros sem investimentos. E aí, não precisa ter necessariamente um brasileiro pilotando, nem construindo bólidos, nem abastecendo, ou pelo menos apertando parafusos…

  13. Alejjandro disse:

    Hey Capelli! Qu’é isso?! Vamos perder nada não…

    Pelo menos até 2014… :P

  14. Adriano Francisco dos Reis disse:

    Pois é, Capelli,

    seu temor a respeito da prova no Brasil é compartilhado por mim… é possível que o GP Brasil vá para o espaço… ou melhor, para algum país da Ásia. Já imagino um calendário assim para a F1 em um futuro próximo:

    GP da Malásia
    GP do Bahrein
    GP de Hong Kong
    GP do Qatar
    GP do Japão
    GP da Coréia do Sul
    Great Wall Super Prix (em Beijing…)
    GP de Cingapura
    GP da China
    GP de Abu Dhabi
    GP de Dubai
    GP da Índia
    GP da Rússia
    GP da Turquia
    GP de Mônaco
    GP da Europa (em Valência)…

    Valha-me, Deus…
    Abraços!

  15. Douglas Fortes disse:

    Capelli,mAS NOSSO GP tem contrato até 2015 ,nao é.
    GO GO FELIPE rumo ao titulo

  16. Nóbrega disse:

    Pessoal.. não es esqueçam que o que manda na F1 hoje é o dinheiro.. o Brasil só deixará a F1 se não pagar.. A frança informou que não iria mais pagar e saiu.. assim como Canadá.. isso de tradição é muito bonito, mas queria ver se fossem vcs no lugar do Ecclestone, se iriam deixar um autódromo participar da temporada sem pagar só por causa da “tradição”.. falar é muito fácil..

    Sobre o trabalho de base para pilotos brasileiros.. eu ouvi por ai que a F3 vai voltar em 2009 totalmente reestruturada. Tu sabe de algo em relação a isso Capelli?

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>