
Foto: Divulgação DaimlerChrysler
A disputa acirrada pelo título mundial em 2008 gerou um campeonato raro na história da Fórmula 1. A irregularidade dos ponteiros, sejam eles Lewis Hamilton, Felipe Massa, Kimi Raikkonen ou Robert Kubica, provocaram uma distribuição maior de pontos entre todos os pilotos. O resultado disso foi uma tabela de classificação “achatada”, com pequenas distâncias entre os participantes.
Lewis Hamilton conseguiu ser campeão do mundo com 98 pontos num universo de 180 possíveis, um aproveitamento baixo, de 54,44%. Para se ter uma idéia, um piloto com esta pontuação terminaria o mundial apenas em quarto lugar no ano passado.
A última ocasião em que um piloto conquistou o título com um aproveitamento tão baixo havia sido em 1999, quando Mika Hakkinen terminou a temporada com 47,5%, uma das piores médias da história. Não por acaso, também foi um campeonato marcado por erros dos principais postulantes ao título.
Confira abaixo os campeões com melhores e piores aproveitamento da história.
Piores aproveitamentos
1º Keke Rosberg (1982) – 44,44% (44/99)
2º Jochen Rindt (1970) – 45,45% (45/99)
3º Emerson Fittipaldi (1974) – 47,01% (55/117)
4º Mika Hakkinen (1999) – 47,5% (76/160)
5º Jacques Villeneuve (1997) – 47,65 % (81/170)
6º Mario Andretti (1978) – 50,79% (48/90)
7º Graham Hill (1968) – 53,33% (48/90)
8º Lewis Hamilton (2008) – 54,44% (98/180)
9º James Hunt (1976) – 54,76% (69/126)
10º Nelson Piquet (1981) – 55,56% (50/90)
Melhores aproveitamentos (com a regra dos descartes)
1º Alberto Ascari (1952) – 100% (36/36)
Jim Clark (1963) – 100% (54/54)
Jim Clark (1965) – 100% (54/54)
4º Alberto Ascari (1953) – 95,83% (34,5/36)
5º Juan Manuel Fangio (1954) – 93,33% (42/45)
Graham Hill (1962) – 93,33% (42/45)
Jack Brabham (1966) – 93,33% (42/45)
8º Ayrton Senna (1988) – 90,91% (90/99)
9º Jack Brabham (1960) – 89,58% (43/48)
10º Juan Manuel Fangio (1955) – 88,89% (40/45)
Juan Manuel Fangio (1957) – 88,89% (40/45)
Melhores aproveitamentos (sem a regra dos descartes)
1º Michael Schumacher (2002) – 84,71% (144/170)
2º Michael Schumacher (2004) – 82,22% (148/180)
3º Fernando Alonso (2006) – 74,44% (134/180)
4º Michael Schumacher (2001) – 72,35% (123/170)
5º Fernando Alonso (2005) – 70% (133/190)
6º Nigel Mansell (1992) – 67,5% (108/160)
7º Kimi Raikkonen (2007) – 64,71% (110/170)
8º Michael Schumacher (2000) – 63,53% (108/170)
9º Mika Hakkinen (1998) – 62,5% (100/160)
10º Alain Prost (1993) – 61,88% (99/160)


Capelli, no início do ano um repórter espanhol pediu para que o Alonso escrevesse numa carta de baralho a posição que ele imaginava que atingiria no campeonato.
Esse repórter colocou a carta num envelope lacrado, e disse que só abriria no final da corrida em Interlagos.
Essa matéria apareceu em tudo quanto é programa de televisão.
Você sabe se esse envelope foi aberto, e o que o Alonso escreveu?
Abração.
Danilo, não estou sabendo disso. Se descobrir, me avise.
Isso é para mostrar como o Hamilton é um Lixo de Piloto….’não o idolatro por que não vejo nada nesse piloto…para um um campeão mediocre que não fz nada para merecer o titulo…uma pena….
Uma coisa não tem nada a ver com a outra…
É estúpido acreditar que aproveitamento seja sinônimo de qualidade. Mas esse é um levantamento importante, pois, para mim, é menos um indicativo das características de Hamilton e Massa como pilotos do que um termômetro do banimento dos auxílios eletrônicos de pilotagem. Termômetro, claro, muito, muito impreciso ainda. Mantendo-se as regras sobre eletrônica embutida, daqui a uns cinco anos teremos alguma conclusão sólida.
Grande Capelli, parabéns por todos estes posts de Computer-Assisted Reporting (uma modalidade que o conselho do Pulitzer Prize a-d-o-r-a). Se tivesse talento para o Excel, ficaria horas brincando com números…
O comentário acerca da temporada passada saiu um tanto sem sentido… afinal, o quarto lugar da temporada passada era o melhor atingível por quem não chegou a Interlagos disputando o título, com uma diferença de um ponto entre o Campeão e o terceiro colocado.
Com 54,4% de aproveitamento, o piloto seria 3º em 2006, 2005 , 2004 e 2003. E seria segundo em 2002, 2001, 2000 e 1998.
Ainda assim, informações muito boas de serem lidas. Continue o bom trabalho.
Analisando sem muita profundidade, os melhores aproveitamentos são os mais antigos e os mais recentes. Isso não tem nada a ver com qualidade do piloto. O carro é que foi muito superior à concorrência.
Fantastico, estes brasileiros, tão frustrados!….a desvalorizar o titulo do Hamilton!, se não tivesse tido as penalizações ridiculas que teve, teria muitos mais pontos….ao contrário do massa badocha, que chegou a interlagos a disputar o titulo com a ajuda da FIA(como a vergonha da corrida de spa).
A matéria apenas reflete que o campeonato foi embolado e teve um aproveitamento mais baixo que a média. Qualquer depreciação ao título de Hamilton vem da sua interpretação.
Capelli,esta foi a nonagésima nona vitória do Brasil na F1,não foi??Estamos a uma da centésima.
Isso mesmo.
Capelli. Estava vendo um vídeo no Youtube sobre a primeira conquista de campeonato de Nelson Piquet, em 1981. Nos últimos segundos do vídeo é mostrada a classificação final do campeonato: 1) Piquet, 50 pontos; 2) Reutemann, 49; 3) Jones, 46; 4) Laffite, 44; 5) Prost, 43. Quer dizer, do primeiro ao quinto, apenas sete pontos. Tudo bem que eram menos provas, pontuação diferente etc e tal. Mas talvez seja um dos campeonatos em que mais pilotos chegaram próximos uns dos outros após a derradeira etapa. Ah, o vídeo está em http://br.youtube.com/watch?v=FJ4fBSMaZvk&feature=related, com narração do “Bolacha” Luciano do Valle.
É verdade. Mas foi mais o resultado da última corrida que embolou a pontuação final. Entraram na última corrida com chances apenas Piquet, Reutemann e Laffite. Sendo que o francês tinha chances bem remotas.
Olha só que comentário legal eu li no Forum da Autosport… Concordo com tudo:
This is not necessarily a bad thing for Massa. Had he won the title, the histories would have said it had been handed to him by the FIA and their often ludicrous penalties. He would have been forever asterisked.
However, by Hamilton winning it on the last corner of the last lap, the histories will talk about how the title changed hands on the last corner of the last lap of the last race of the season. The attention will be on the heartbreak about how he went from world champion to runner-up in the space of seconds.
Arguably it will make him even more immortal. Some of the one-hit-wonder champs are almost forgotten, compared to legends like Gilles and Moss; but this climax will be impossible to beat…
I totally agree.
Num intendi nadhia!!! heuheuhe
Eu sabia que ia aparecer um hamiltoniano falando que Hamilton era o melhor e que ele tinha avisado e bla bla bla rsrss mas tenho certeza que TODOS naquele momento acharam que Massa iria ser campeão (e sem ajuda da FIA). Me arrisco até a falar que muitos chegaram até a torcer pelo Massa.. como não deu em nada vem aqui no blog falar “eu avisei”..
hauhauhauha
Parabéns Capelli por mais essa estatística fantástica. Esse campeonato foi levado por aquele que errou menos, no caso deu Hamilton (apesar das garfadas contra ele no GP Bélgica e Valência – qdo. o Massa deveria cumprir penalização de drive -thru pelo quase toque ao sair de seu box).
Há que se considerar a mudança no sistema de pontuação desde 2003, então não dá pra comparar de maneira absoluta a média de 99 com a desse ano. O fato é que, desde que o sistema de pontuação mudou, todos os VICE-CAMPEÕES tiveram média melhor do que a do campeão 2008.
Na minha opinião, 2008 foi um campeonato marcado pela inconstância dos favoritos (Lewis batendo no Canadá, parando na largada do Bahrein, tomando punição a rodo; Massa batendo na Austrália, rodando na Malásia, rodando na Inglaterra, se tocando em Fuji; Kimi batendo em Monaco, Spa e Cingapura, fora o mal desempenho nos treinos…). Todos tiveram sua parcela de culpa pelo baixo aproveitamento, julgamentos da FIA e erros de equipes à parte.
Mas como a FIA não faz parte da disputa, acredito que o título tenha ficado em boas mãos. Até pq o Hamilton teve um pouco mais de efetivos highlights (Melbourne, Turquia, Monaco, Silverstone, Alemanha, Spa, Monza, China – correu demais nestas provas) pra manter na briga sua McLaren, que não foi, na média, tão forte quanto a Ferrari no cômputo geral. Embora o Massa também também tenha feito boa temporada, a melhor de sua carreira.
Sei que a pergunta nao foi pra mim, mas respondendo
sobre a carta que o reporter espanhol abriu, era de número 5.
http://es.youtube.com/watch?v=98oOxItiVSI
O vídeo linkado nao é exatamente sobre o envelope, mas foi feita
com o mesmo reporter na ocasiao. Esse careca da Telecinco
http://www.telecinco.es/informativos/formula1/
Abraço! =)
Ok, o levantamento é somente para os campeões. Mas não custa lembrar que o Prost teve um aproveitamento de 72,9% em 1988, considerando todos os pontos, aproveitamento maior até do que o do campeão Senna.
Dica: 1999 é um caso à parte porque o principal postulante ao título (M. Schumacher) fez o favor de quebrar as pernas em Silverstone… O Hakkinen teve que descontar alguma boa diferença nisso…
E avisem pro Rafael que se não fossem os descartes, o Prost seria campeão em 1988…
Jim Clark era o cara !!!
Sua morte deixou uma lacuna gigantesca !
Pois é Capelli – o título de Hamilton custou, não custou? Portanto nada melhor do que o tentar desvalorizar de forma velada, tentando induzir os leitores numa relação causa-efeito subliminar do tipo “teve poucos pontos, logo não presta”!… Claro que você não disse nada, nós é que imaginamos (hehehe)… Um clássico da manipulação, Capelli, mas já demasiado conhecido!!! Da próxima, tente melhor – diga por exemplo abertamente, sem rodeios, que não gosta de Hamilton! É mais fácil e intelectualmente mais honesto! E olhe que não é por Hamilton ser campeão (por muito que lhe custe) que Massa não deixou de se revelar um grande piloto, com uma combatividade e uma qualidade que surpreenderam muita gente!
Tudo conclusão sua. Garanto a você que nada disso corresponde à realidade.