Na semana que passou, Michael Schumacher apareceu dando as cartas na Mercedes. Segundo versão oficial, “solicitou” que seu número fosse trocado de 4 para 3, já que gostava mais de números ímpares. Além disso, um tanto de superstição, já que o 4 nunca foi campeão. Embora os pilotos geralmente sejam um tanto supersticiosos, não creio muito na versão. Na verdade, como fazem os cães, Michael começou a fazer xixi para demarcar seu território.
Mas, partindo do pressuposto de que o motivo tenha sido realmente uma predileção numérica, Schumacher não está de todo errado. Desde que a Fórmula 1 adotou a numeração fixa, em 1974, 36 campeonatos foram disputados. E os carros de números ímpares levam uma larga vantagem: até hoje, dois terços dos títulos ficaram com eles. Apenas 12 foram campeões com números pares.
A explicação para o “fenômeno” é simples. Normalmente, os primeiros pilotos das equipes ganham os números mais baixos. E tais números geralmente são ímpares, sendo pares apenas em times que são ordenados acima do 14. Como geralmente as melhores equipes estão com os números mais baixos… os favoritos quase sempre são os ímpares.
Tanto que, desde que a numeração baseada na classificação do ano anterior foi adotada, em 1996, em apenas duas ocasiões o piloto campeão tinha numeração mais alta que seu colega de time. Mika Hakkinen em 1998 e Kimi Raikkonen em 2007.
Confira abaixo os números de todos os campeões, desde 1974.
| Ano | Campeão | Número do carro |
| 1974 | Emerson Fittipaldi | 5 |
| 1975 | Niki Lauda | 12 |
| 1976 | James Hunt | 11 |
| 1977 | Niki Lauda | 11 |
| 1978 | Mario Andretti | 5 |
| 1979 | Jody Scheckter | 11 |
| 1980 | Alan Jones | 27 |
| 1981 | Nelson Piquet | 5 |
| 1982 | Keke Rosberg | 6 |
| 1983 | Nelson Piquet | 5 |
| 1984 | Niki Lauda | 8 |
| 1985 | Alain Prost | 2 |
| 1986 | Alain Prost | 1 |
| 1987 | Nelson Piquet | 6 |
| 1988 | Ayrton Senna | 12 |
| 1989 | Alain Prost | 2 |
| 1990 | Ayrton Senna | 27 |
| 1991 | Ayrton Senna | 1 |
| 1992 | Nigel Mansell | 5 |
| 1993 | Alain Prost | 2 |
| 1994 | Michael Schumacher | 5 |
| 1995 | Michael Schumacher | 1 |
| 1996 | Damon Hill | 5 |
| 1997 | Jacques Villeneuve | 3 |
| 1998 | Mika Hakkinen | 8 |
| 1999 | Mika Hakkinen | 1 |
| 2000 | Michael Schumacher | 3 |
| 2001 | Michael Schumacher | 1 |
| 2002 | Michael Schumacher | 1 |
| 2003 | Michael Schumacher | 1 |
| 2004 | Michael Schumacher | 1 |
| 2005 | Fernando Alonso | 5 |
| 2006 | Fernando Alonso | 1 |
| 2007 | Kimi Raikkonen | 6 |
| 2008 | Lewis Hamilton | 22 |
| 2009 | Jenson Button | 22 |
Este post foi uma sugestão do leitor Francisco Meireles.


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Curiosamente os dois últimos campeões usavam o número 22 que é par. Mas, talvez isso só valha para os ingleses
Talvez valha para ingleses que estejam correndo em equipes inglesas com motor Mercedes. kkkk
Muita coincidência, né? E ainda viraram companheiros de equipe.
Mas isso é bem claro. Os “favoritos” das equipes, ou se preferir o chamado “primeiro piloto”, será sempre o número um da equipe, então ele ficará quase todo tempo com um número impar, até chegar ao 13, que como não existe, fica então um número par para o favorito, mas chegando aqui, as equipes já não são tão favoritas. Claro que é relativo, mas meio obvio.
Na verdade, como fazem os cães, Michael começou a fazer xixi para demarcar seu território.
É a eterna guerra psicologica, que já funciona, com o Schumacher, na equipe, pois o Rosberg não estava gostando nadinha desta troca, pela cara e humor que ele apresentou.
E com mr. Brawn de maestro, acho que o pobre e azarado, Rosberg, dançou, e vai comer poeira, por longo 3 anos, a não ser, que ele consiga outra boa equipe, para mostrar ou não, o seu potencial de ser um campeão!
Villeneuve não era o 2 em 1997?
o numero 2 em 1997 era o Pedro Paulo Diniz, por causa da mudança de equipe de Damon Hill, da Williams para a Arrows
O villeneuve era numero 3
Marcou terreno com o número, fez a Mercedes GP contratar um ótimo piloto reserva, para a qualquer momento se o Nico criar problemas é imediatamente substituido?
Capelli, você concorda com essa minha visão sobre o piloto reserva, fazer pressão para que o Rosberg fique calmo?
muito interessante o Prost que dos 4 titulos ,3 foram com o numero 2.
Que o Schumacher vai ter vantagem na Mercedes, isso qualquer um sabia! Todo mundo sabe que ele vai ser o favorito entre os germânicos. Mas a superstição também é um fator importante.
A sorte anda sorrindo pro 22, mas acho pouco provavel que o Jose Maria Lopes seja campeão em 2010.
E outra coisa: Uma coisa que vi, os três títulos do nº 2 na história foram do Alain Prost. E sempre de 4 em 4 anos (1985, 1989, 1993).
Bem observado.
Lembrando seu texto sobre Nano, Schummy é outro piloto que sabe muito bem virar a atenção da equipe para ele com jogos políticos. E isso, infelizmente, tem dado muito certo nos últimos 20 anos de Formula 1, já que ter preferência por um piloto é aumentar as chances dele ganhar e atrair mais patrocinadores e dinheiro. Uma equipe de Formula 1 não precisa de dois vencedores, mas de apenas um. Parece que enquanto nosso qerido e charmoso Bernie não bater as botas, a política e interesse comercial vão prevalecer na formula 1 seja para a escolha de pistas, equipes ou pilotos.
essa conversa de superstição não colou…e ainda disseram q o rosberg concordou. na verdade acho q ele nem foi consultado…é só ver o o sorriso do cara na apresentação de hoje…
Nos ultimos 3 anos o campeao tinha numero par (6,22,22). Talvez ele tenha feito besteita !!!!
Eu achava interessante este fator “numerológico” nos carros/equipes até 1996. Até aquele momento, criou-se uma cultura, um romantismo por trás disso. Quando se pensa em Ligier, por exemplo, quais os números que vêm à mente? Suponho o 25 e o 26. E a Ferrari, antes de Schumacher? 27 e 28. E como não falar nas Tyrrell 3 e 4, Williams 5 e 6 e as Lotus 11 e 12?! De que vale esta classificação numérica de hoje, que leva em conta o ano anterior, se na hora em que estão na pista, o que vale é o agora, o já, o próximo milésimo a menos que o camarada tem que gastar pra girar no circuito? Acho que isso foi mais uma das coisas românticas da F1 abolidas pela F1 (leia-se BE1)
BE1 muito interessante. Que criatividade amigo!
Se o atual sistema existisse desde 50, não teríamos no folclore da F1 o Vermelho 27 ou Red Five.
Pode até significar simbolicamente alguma coisa, mas essa troca de números na pista não representa nada.
O Rubens Barrichello solicitou em 2006 a troca dos números com Jenson Button, alegando que “era seu número quando corria no kart”, “superstição” parecida com a de Schumacher. E tomou uma lavada do inglês naquele ano.
O Rubens não pediu pra trocar. O Button cedeu porque quis.
“Eu sei que o 11 tem valor especial para o Rubens em sua carreira e achei que seria simpático fazer esse gesto”
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u95913.shtml
Senna com o 27 em 1990. O que ocorreu para ele competir e depois se tornar campeão com este número?
Adriano, naquela época os números eram “fixos” e quando havia uma troca, a equipe anteriora ficava com o que sobrou.
Por exemplo:
Em 1987, a McLaren corria com o 1 e 2 e a Lotus com o 11 e 12. Como o Piquet foi campeão, ele tinha o direito de levar o 1 pra onde ele fosse. Ele foi pra Lotus e assim o 11 e o 12 além da McLaren ficaram “soltos”. Sendo assim, houve essa união e o Senna ganhou com o 12. pra 1989, nova inversão. Senna com o 1 e o Piquet com o 11.
Em 1990 foi a mesma coisa. Prost, campeão, levou o 1 e 2 pra Ferrari que usava 27 e 28. Sendo assim o 27 e 29 foram repassados a McLaren.
Acho que ficou claro, né?!
Em 1993 era fava contada!
Senna e Prost em carros pares.
E se o Damon Hill com o carro 0 vencesse em 1993 ou 1994?! =)
Quando havia numeração fixa os números 13 e 14 não eram utilizados. Com a numeração classificatória do ano anterior o 14 passou a ser usado, e sendo assim nunca mais teremos equipes com 25/26, 27/28 como ficaram na memória as Ligier e Ferrari.
Paulo, o número 14 era utilizado sim quando havia numeração fixa. Ele era destinado às equipes que tinham somente um carro, o que era até comum nos anos 70, 80 e 90. Equipes como AGS, Osella-Fondmetal e outras utilizaram este número nestas condições.
Abraços
sera que algem pode expicar o porque que o Damon Hill usou o #00 em 1993&1994
sera que algem pode expicar o porque que o Damon Hill usou o #00 em 1993&1994
Em 1992 Nigel Mansell foi o campeão e, como de costume, ganhou o direito de levar o número 1 para a equipe que ele quisesse. Como ele não continuou na Fórmula 1, o número 1 não ficou com ninguém na temporada seguinte. Assim Damon Hill correu com o número 0 e seu companheiro de equipe correu com o 2.
Na temporada de 1993, a mesma coisa: Prost foi campeão e saiu da Fórmula 1. Mais uma vez o número 1 ficou “sem dono” e Hill usou o 0 pela segunda vez seguida.
Lembrando que a Williams também foi campeã de construtores nesses anos, e por isso, talvez, não migrou para a tradicional combinação 5 e 6.
falando em numeros nao sei se alguem observou mas o kobayashi pode acabar com o nº 27!! nao esta a altura do mito do numero mas ate que nao caiu mal
“em apenas duas ocasiões o piloto campeão tinha numeração mais alta que seu colega de time. Mika Hakkinen em 1998 e Kimi Raikkonen em 2007.”
Capelli, só pra te lembrar, mas quando o Nelson Piquet ganhou o campeonato de 87, ele usava o 6 e o companheiro de equipe dele, Nigel Mansell, utilizava o mítico ‘Red Five’. E o Keke Rosberg, na temporada de 82, também usava o 6, sendo o 5 de seu companheiro de equipe.
Abraço.
Desculpe, esqueci do Senna em 88 (12, enquanto Prost usava o 11).
Me surgiu uma dúvida: caso algum piloto supersticioso queira o número 13, é possível recorrer junto à FIA?
Na verdade, como fazem os cães, Michael começou a fazer xixi para demarcar seu território.
É a eterna guerra psicologica, que já funciona, com o Schumacher, na equipe, pois o Rosberg não estava gostando nadinha desta troca, pela cara e humor que ele apresentou.
E com mr. Brawn de maestro, acho que o pobre e azarado, Rosberg, dançou, e vai comer poeira, por longo 3 anos, a não ser, que ele consiga outra boa equipe, para mostrar ou não, o seu potencial de ser um campeão!
Curioso o #27 ganhar em 1980 com Alan Jones e Senna repetir o feito exatos 10 anos depois com o mesmo #27 fato que nao se repetiu em 2000 e provavelmente nao acontecerá este ano.
Pra ajudar na curiosidade ainda é o dia do meu aniversário.
Da-lhe Kobayashi esse ano…tomara que ele nao seja nenhum novo Nakajima(pai e filho) nem o famoso “Katagrama”.
GO KOBA !!!!
AINDA MAIS IMPRESSIONANTE É A BRAWN QUE HOJE É MERCEDES GP QUE TINHA OS NÚMEROS 22 E 23 E SER CAMPEÃ LOGO NO PRIMEIRA TEMPORADA DE 2009 AGORA CAPELLI ME DIGA UMA COISA: COMO É QUE SCHUMACHER E IRVINE SALVARAM A FERRARI DO PREJUÍZO EM 1996 E FICAREM ENTRE OS PRIMEIROS DEPOIS DOS NÚMEROS 27 E 28 DE JEAN ALESI E GERHARD BERGER EM 1995
Importante lembrar que o Schumacher ganhou todos os títulos dele com números ímpares.
super chato eu quero saber sobre impar ou par de numero nao de carro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Quase truquei seu artigo, quando lembrei do Lotus Nº. 4 de Jim Clark, em 1963. Mas, passada a afobação, lembrei que naquela época, além da númeração variável, não posso afirmar se o Nº.4 estava timbrado na barata verde que deu o título ao escocês (salvo engano, foi uma conquista antecipada, em Monza).
O Schumi demarcou território mas se estrepou, pois em 2010 o Rosberg fez bontito com o Nº.4 “histórico” de Clark… rsrsrsrs!!!
Uma coincidência interessante: Vettel, 1º campeão alemão após Schumacher, conquistou seu primeiro título com o mesmo número que o heptacampeão usou em sua debut, em 1994: o quentíssimo número 5.
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