Precisa tanto?

Até há pouco tempo, camisa de futebol repleta de patrocínios era coisa de time pequeno. Os grandes, com verbas milionárias, ostentavam sempre apenas um patrocinador principal, no máximo outro nas mangas e olhe lá. Até que o Corinthians contratou Ronaldo.

Dentro das regras vigentes, a sacada foi genial. Trouxeram o gordo, pagaram um salário fixo relativamente baixo (R$ 400 mil mensais é pouco para os padrões de uma estrela internacional) e deram a ele o direito de receber 80% da comercialização de patrocínios secundários na camiseta. O Corinthians ganhou, Ronaldo ganhou, mas a camisa sofreu. Do dia para noite, o manto corintiano virou um caderno de classificados. Eu mesmo tentei anunciar a venda do meu carro na camisa do Ronaldo, mas o Andrés Sanchez achou que fosse trote e desligou na minha cara.

Ironias à parte, o fato é que o marketing corintiano mudou o paradigma de patrocínios no futebol brasileiro. Contratos jogo a jogo, logos espalhados por toda a parte, até uma controversa propaganda de desodorante na altura das axilas. Se a moda pega, fico imaginando como seria um anúncio de absorvente no calção da Marta.

Tudo bem que financeiramente é bom. As regras do futebol brasileiro permitem. Mas e onde fica o torcedor e os símbolos dos clubes nessa história? E o bom gosto? Será que vale a pena uma exposição junto a outras diversas marcas? A gente sabe, quando se tenta mostrar tudo, a poluição visual é tanta que não se vê mais nada.

A camisa oficial (à esq.) e a sugestão com logo negativado (à dir.). Características do clube preservadas.

A camisa oficial (à esq.) e a sugestão com logo negativado (à dir.). Características do clube preservadas.

Com o avanço da tecnologia de transfers, a inserção das marcas nas camisas ficou mais simples. E o pior: com quantas cores se desejar. O resultado que se vê é o que aconteceu recentemente com outros grandes clubes, como Flamengo, Cruzeiro e Atlético Mineiro. No time carioca, a Batavo maculou terrivelmente o manto rubro-negro com uma gigantesca marca azul, com direito a holandesinha e tudo. Nos times mineiros, o banco BMG inseriu um enorme logotipo laranja, cor que nada tem a ver e que distorce o fardamento das equipes.

Entendo perfeitamente a necessidade da exposição correta de uma marca e o valor que isso tem, principalmente num evento de massa como o futebol, com divulgação mundial. Mas será que seria tão prejudicial assim exibir a marca apenas na versão branca, o que todas elas possuem justamente para serem exibidas em meios nos quais não é possível usar as cores preferenciais? A título de exemplo, ilustram este post duas simulações que fiz com Flamengo e Cruzeiro, apenas alterando as cores e a proporção das marcas. Não facilitou a leitura, a compreensão e tornou as camisas mais autênticas?

Tomemos o futebol europeu – sim, sempre ele – como exemplo. Nos principais torneios, como Itália e Espanha, somente um patrocinador é permitido, fora o fornecedor de material esportivo. E apenas na frente. Nas costas, apenas nome e número. Na Champions League e no Mundial de Clubes, até a centimetragem das marcas é controlada. Tudo em nome da estética? Não. O objetivo principal é evitar a poluição visual e dar o devido destaque aos patrocinadores-master, que desembolsam a maior verba para associar sua marca ao clube. Excesso de patrocínios cria distorção e prejudica quem paga a maior parte da conta, atrapalha até as placas de patrocínio que ficam ao fundo, nas transmissões pela TV. E aí eu pergunto: não estaria essa profusão de elementos desvalorizando as cotas maiores? Não seria o momento de se rever isso?

A mesma ideia do Cruzeiro aplicada ao Flamengo. Não ficaria melhor?

A mesma ideia do Cruzeiro aplicada ao Flamengo. Não ficaria melhor?

Os torcedores em geral já questionam o novo fenômeno. E tal “mancha” nos mantos de seus clubes do coração acaba gerando uma reação de antipatia aos investidores. Algumas ações inovadoras já começam a aparecer fora do Brasil, o que chega a ser um alento. Na Argentina, o Banco Hipotecario Nacional decidiu investir no Racing Club. Porém, ao invés de inserir uma gigantesca marca brilhante, optou pelo contrário. A marca do banco não está sendo exibida no uniforme. E tal “limpeza” está sendo capitalizada numa ação de marketing intitulada: “estamos devolvendo a camisa à torcida”. O banco ganha simpatia dos torcedores e aparece de forma indireta, nos uniformes de treino, com placas de publicidade no estádio e nos banners de fundo das entrevistas coletivas.

Se a novidade do Racing vai dar certo, ainda não se sabe. Mas se funcionar, seria uma grande inovação a ser copiada por aqui. Afinal, por mais que o futebol seja profissional, no imaginário da torcida ainda existem ideais de paixão, desapego e amor ao clube. E quem colaborar para preservar a história e a imagem de um clube será sempre saudado.

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101 respostas a Precisa tanto?

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  2. Pingback: Capelli

  3. Onyas disse:

    Para os individados clubes brasileiros, vale à pena sim. Até porque, por serem maus pagadores, não têm poder de barganha nem para discutir as cores do próprio uniforme.

    Mas concordo plenamente contigo, Capelli. É prejudicial ao espetáculo e a estética do jogo, que é importante sim. Até porque a paixão e o lado romântico do jogo que fez o futebol ser o baita negócio que é hoje. Que custa respeitar minimamente essa paixão que gera tanto lucro?

  4. Chico Cougo disse:

    Esta questão tem se transformado com o passar dos anos. Tempos atrás, quando a Coca-Cola comprou uma super-cota de patrocínio para todos os clubes da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, a empresa foi obrigada a reestilizar o logotipo, porque o Grêmio não topou colocá-lo em vermelho em sua camisa (e nas demais aparições). Há quem diga que foi a primeira vez que a Coca mexeu em suas cores em todo o mundo e isso se deveu às questões de identidade do clube – que estão inseparavelmente ligadas às cores que o identifica.

    Acho que esse exemplo deveria seguir hoje em dia. As camisas dos clubes estão cada vez mais bizarras com esta quantidade enorme de patrocinadores, muitos deles inseridos nas camisas sem nenhum estudo de design mais aprofundado.

    Mas tudo isso faz parte da inversão de valores que assola o esporte no mundo todo: primeiro o “business”; se sobrar espaço, pensamos na tradição e na história.

    Grande texto, Capelli. Parabéns!

    • Mateus disse:

      Eu ia falar justamente sobre o caso do Grêmio/Cocacola… Foi uma questão de manter a identidade. A cocacola teve que mudar suas cores por imposição do Grêmio.
      Sabendo disso, creio que deveria partir do clube impor suas restrições sobre patrocínios e logomarcas na camiseta. Se identidade/história não for tão valioso quanto o dinheiro… que encham de patrocinadores e transformem-se em um outdoor ambulante. E, dizem, há 25 milhões de corintianos no brazil… coitados… :)

  5. Fabricio (Boni) disse:

    Concordo plenamente com você Capelli, não teria coragem de gastar mais de R$ 150,00 para comprar um out-door móvel.

    Talvez esteja aí o segredo das camisas retrô, em geral elas são imaculadas ostentam somente as cores do clube.

    E Capelli, começo a me preocupar com o manto do nosso Grêmio, mais esse patrocínio da Midea pode poluir a camisa. Sem contar que o senso estético da Puma anda muito ruim.

  6. pg disse:

    Solução para o problema:

    Será que o Ross Brawn não estaria interessado em comprar o Corinthians?

  7. Pingback: Pablo Lima

  8. Nicholas disse:

    Achei a camisa original (da esquerda), bem mais bonita que a sua simulação, Capelli (já a do cruzeiro,ficou melhor a simulação).

    Não sou contra as cores das marcas, desde que pague bem, como a do Fla, que apenas Batavo e BMG é o maior patrocínio do Brasil (lembrando que o Corinthians inclui o salário do Ronaldo no patrocínio, que torna o valor a receber pelo clube menor que o do Flamengo e ainda torna a camisa um abadá).

    Só não gosto dessa holandesa acima do nome da Batavo. Ficaria muito melhor se ela ficasse ao lado, como acontece no uniforme reserva e nas camisas de goleiro (http://tinyurl.com/yfoy7tw).

  9. Filipe Dias disse:

    “Até há pouco tempo, camisa de futebol repleta de patrocínios era coisa de time pequeno”

    Mas o Corinthians não é time pequeno mesmo? Hehe.

    Brincadeiras à parte, super concordo com o que você escreveu. Eu acho que há outras maneiras de um clube de enorme torcida como o Corinthians arrecadar renda sem macular a camisa.

    Quanto à negativização, vale lembrar que, em 2008, a Suvinil patrocinava as mangas do Palmeiras. A princípio, eles usaram o logotipo normal, com as cores vermelho, laranja e amarelo (acho que são esses). O torcedor reclamou, mandou emails e, dois jogos depois, eles adaptaram o logotipo à camisa. Ficou muito melhor e agradou à todos.

  10. Junior disse:

    Concordo totalmente, mas eu achei a camisa do Flamengo linda com o azul da Batavo. Melhor que isso só se fosse toda tricolor em azul, preto e branco, se é que me entende.

    Brincadeiras a parte, gostei mesmo da camisa do Flamengo original.

  11. Tiago S. disse:

    Eu também acho que fica feio aquela poluição visual. Mas muito pior é das equipes de F-1.

    Vai na lojinha pagar 180 reais numa camiseta da ferrari. É uma puta poluição de propaganda, e de fundo de tela tá as listrinhas da Itália e o logo da SF.

  12. Thiago disse:

    Isso tudo é culpa da TV Globo, afinal ela corta até a testa do jogador para não mostrar o Banner atrás dele… logo os patrocinadores que querem aparecer na TV colocam patrocinio até em ombro de camisa para sair na telinha.

    • Cristiano, o ruivo disse:

      Era exatamente isso que eu ia dizer. A RGT não mostra os patrocínios, mas a camisa durante o jogo não tem como esconder. Lembra o Vasco com o logotipo do SBT em 2000? Da mesma forma que ontem no JN o Lucas di Grassi, piloto da MANOR, explicando o seu acidente nos treinos em Barcelona…
      Ao menos o Corinthians, nas camisas vendidas oficiais, tem “só” o patrocínio principal e um nas mangas. Comprei a camisa réplica de 1914, já imagine o porquê…

      • Hugo Leonardo disse:

        Seria interessante também os patrocinadores (no caso, os que compram espaço na TV) falarem dos seus times nos comerciais. Como a Samsung falar do Palmeiras, a Semp Toshiba falar do Santos, e por aí vai… Acho que isso firma o patrocinador na mente do torcedor do time, e não vai afastar os torcedores dos times rivais tanto quanto o simples logo na camisa já afasta.

        • Paulo disse:

          O problema da sua idéia é q patrocinador não quer ter laços tão fortes assim com qualquer equipe. Vide q o garoto propaganda atual da Samsung é o Robinho, q está jogando no Santos…

      • Douglas Hudson disse:

        Isso sem contar que a Rede Globo não fala o nome verdadeiro das equipes de F-1 que pertence ao Grupo Red Bull.Em vez de falar o nome das equipes ela fala as siglas RBR(Red Bull)& STR(Toro Rosso)

  13. Eduardo Casola Filho disse:

    Tá certo que muitas camisas parecem mais macacão de piloto de corrida, mas hoje em dia o dinheiro é fundamental. Estéticamente as camisas são mais feias, mas o patrocínio passou a renda importantíssima pra sobrevivência de um clube de futebol brasileiro. O que mostra a falta de estrutura com o esporte por aqui.

    P.S. Votoraty X Grêmio na 2ª fase da Copa BR! Prepare-se Capelli, a vida do tricolor não vai ser fácil no Domênico Paolo Metidieri!

  14. Pingback: Emerson Pardo

  15. JC disse:

    Ei capelli,

    só preciso discordar um pouco no caso do Atlético Mineiro, pois desde a passagem do Taffarel pelo clube, o laranja vem sempre sendo incorporado ao alvinegro, inclusive é a cor do uniforme 3, veja: http://www.minhascamisas.com.br/wordpress/2009/05/27/nova-camisa-do-atletico-mineiro

    • Felipe disse:

      também conhecido como uniforme de treino, né?

      • Gerson_nG disse:

        Ops….

        Discordo. O uniforme de treino é outro.

        Este uniforme é para partidas comemorativas, não oficiais e, principalmente, uma outra fonte de renda para o clube.

        Na Europa costuma ser alterado anualmente pelos times que tem a intenção de vender todo ano uma nova camisa aos torcedores mais fanáticos.

    • Herik disse:

      Esse uniforme de treino do Atlético tem justificativa histórica. A cor laranja faz referência à vocação do clube em ser flanelinha nas competições. Rsrsrs…

  16. Capelli na NHL(campeonato americano e canadense de hóquei) acontece o mesmo que acontece com o Racing, os patrocinadores não exibem o logo na camisa do time e sim nas placas publicitárias e alguns ainda compram o direito de mudar o nome do ginásio do time colocando o seu nome. Um exemplo dessa mudança é o ginásio do Anaheim Ducks(antigo Anaheim mighty ducks, conhecidos aqui no brasil pela trilogia D1, D2, D3 Nós somos os campeões)que hoje se chama Honda Center.
    A não exibição dos patrocinadores nas camisas nos times da NHL faz com que esses times tenham uma identidade muito maior porque no lugar do patrocinio é exibida a logo do time. um exemplo de logo conhecida é a logo antiga do Anaheim Ducks. http://www.hockeydb.com/ihdb/logos/nhl/anaheim_mighty_ducks_1995.gif

    • robson disse:

      Não é só na NHL. Todas as grandes ligas norteamericanas, exceto a Major League Soccer, adotam esta postura. NBA, NFL e MLB não têm patrocínios nas camisas.

      Nomear uma arena é prática comum no futebol também. Vide Kyocera Arena (Atlético Paranaense, até 2008), Emirates Stadium (Arsenal de Londres) e Allianz Arena (Bayern de Munique).

      • É verdade Robson todas as outras grandes ligas americanas também adotam essa postura. Já a parte de nomear arenas com nomes de patrocinadores isso na NHL já é uma coisa bem antiga e no futebol eu acho que estão começando a implementar agora já que esses estádios que você citou são bem recentes. Mas o que importa não é isso e sim o fato de que essas ligas americanas(NHL, NBA, NFL, MLB…etc) fazem um show de marketing sem precisar colocar um patrocinador na camisa de seus times.

        • robson disse:

          Correto.
          Mas interessante é destacar que a maior fonte de renda das grandes liga não são patrocinadores diretos; é a TV. O valor das cotas de TV, rateadas entre as franquias, é responsável pela maior parte do budget dos times.

        • Fernando disse:

          Bem, mas péra lá também com esse negócio de mudar nome de estádio. Já pensou o Engenhão ser chamado “Botijão Liquigaz”? Ou S. januário chamar-se habibs arena?

          Aqui no Brasil acho que mudar o nome de estádio não pega, primeiro pq a Globo não vai deixar (vide o fato de que ela não chama a Kyocera Arena desse nome, mas de Arena da Baixada), bem como o povo não aceitaria a mudança. Se ninguém diz que vai ter jogo no Mário Filho, que dirá num nome doido de patrocinador…

  17. Pablo Habibe disse:

    No manto sagrado, não aceito nem a UNICEF. Devolvam o manto para os mais de cem milhões de flamenguistas…

  18. Rodrigo Rapanello disse:

    Caro Capelli,

    Concordo com voce TOTALMENTE. Parabens pelo post, pela iniciativa de tentar mostrar que às vezes, é muito melhor ser mais simples !!! O exemplo da camisa do Cruzeito foi perfeita ! Acho que se os diretores do BMG vissem o resultado, mudariam no ato !

  19. Muito bem observado, Capelli.
    O torcedor quer o seu manto limpo.
    Recentemente o time do São Paulo estampou sua camisa sem seu principal patrocinador e meus colegas São Paulinos estão loucos querendo encontrar essa camisa “limpa” nas lojas.
    As vendedores disseram que a procura aumentou pela camisa sem patrocínio.
    Somando o que você comentou em seu post com o que presenciei mostra que o torcedor não quer o manto do seu time parecendo aquelas páginas no começo da Veja que é propaganda para todo lado.

  20. Sandro disse:

    Money talks!

  21. Pingback: Rogerio Moreira

  22. Mateus Ferreira disse:

    Capelli, sei q vc não gosta da Indy, mas se der uma verificada, o André Ribeiro tinha sim uma marca de desodorantes na axila e uma marca de cueda na bunda… Logo o OB da Marta não seria difícil acontecer…

  23. Eduardo disse:

    Aqui em Sorocaba os patrocinadores do São Bento (Coca-Cola, Unimed e JC Morais) fizeram exatamente o sugerido por você. Abriram não de suas cores originais (todas estão estapadas em branco) para respetiar as tradições do clube.

    Mesmo com três patrocinadores a camisa do São Bento esstá linda.
    Veja ai http://ecsaobento.com/fotos/noticias/noticia68.jpg

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  25. Ricardo Rossi disse:

    A camisa do “curintians” parece um carro da NASCAR de equipe pequena.

    • Esse “Corinthians” fechou o maior contrato publicitário da história dos clubes das américas.

      Agora me fala se seu time tem tamanha credibilidade porque mesmo o “grande São Paulo” multi campeão não chegou nem perto.

  26. Nildo Júnior disse:

    Te enviei ontem um DM no Twitter falando da Placar http://migre.me/lkzC
    O que eles fizeram com a camisa tricolor é uma afronta. Colocar vermelho no manto sagrado não tem explicação. Deveriam ter colocado camisas do São Paulo em azul, preto e branco. Foi o Paulo Odone que exigiu que a Coca-cola fosse preta e branca. O Grêmio não aceita vermelho na camisa. Está no estatuto.

  27. Pingback: Luiz Claudio Boechat

  28. Ylan Marcel disse:

    E enquanto isso, o Barcelona segue sem nenhum patrocínio estampado em sua camisa, muito rico e campeão do mundo. Eu, hein…

  29. Mário Campos disse:

    Como sempre, é tudo uma questão de dinheiro. Quando os órgãos reguladores fizerem um acordo com a proprietária dos direitos comerciais a respeito de restringir tamanho ou cores de marcas de patrocindores, será porque o retorno nas cotas de TV e nos patrocinadores master do campeonato fazem valer a pena. Quer um exemplo, no nosso mundo? NASCAR. Quero ver alguém utilizar patrocínio na porta, lugar do número. Aquilo é sagrado e é naquilo que a Sprint põe dinheiro, tornando-o sagrado.

  30. robson disse:

    Os clubes campeões em patrocínios diferentes no Brasil são o Corinthians (desde 1983, quando foi permitido patrocínio, o clube já estampou as marcas da Bic, Duchas Corona, Citizen, Bradesco, Cofap, Bom Bril, Kalunga, Suvinil, Banco Excel Economico, Embratel, Pepsi, Kolumbus, Batavo, Siemens, Samsung, Bozzano, Baú, TeleSena, Banco Panamericano, Avanço, NeoQuímica, Panasonic, Visa e Lupo) e o São Paulo (Bom Bril, BCN, Perdigão, Federal Seguros, Vasp, Cirio, Coca-Cola, TAM, DataControl, Arapuã, IBF, Bic, Cofap, Nugget, Motorola, LG, Habib’s, Fastshop). E o Flamengo era, até o início de 2009, o campeão inverso: só tinha estampado Petrobras na camisa. Agora descambou.

  31. Thiago Schauenberg Pereira disse:

    Durante essa rodada da libertadores eu pensei a mesma coisa sobre os patrocinadores. De cara achei ridículo o excesso de estampas na camisa corinthiana. Mais tarde me assustei com o enorme logo da BMG em laranja na bonita camisa do Cruzeiro.

    Nesse quesito acho que a camisa da nossa dupla GreNal está bem servida com o discreto e bonito logo do Banrisul.

    Saudações coloradas…

  32. Pingback: De Primeira

  33. wilchaia disse:

    POxa gente para que discutir isso aqui? Primeiro que esse blog tem a ver com automobilismo, e segundo que futebol é uma zona mesmo.Ainda mais no Brasil. Os jogadores e dirigentes nao estao nem ai para “manto sagrado”, o alnce é ganhar dinheiro e foda-se o resto. Nem atualizar regras esse esporte que ja foi bom de ver eles nao deixam. Tambem um esporte onde idolo é Romário, Edmundo, Ronaldinho Fenomeno, ROnaldinho Gaucho etc.. so podia dar nisso.. Sao uns puta craques mas tambem uns puta mau carater…. VOces vao ficar discutindo e os babacas enchendo o rabo de grana. Querem solucao? Boicotem os jogos e exijam mudancas nessas regras de futebol. Ai a coisa melhora…

  34. wilchaia disse:

    Nao vamos baixar o nivel do blog falando de futebol.. pelo menos nao enquanto esses caras so pensarem em grana e nao em jogar.. “Manto sagrado” só existe na cabeça dos manés que perdem tempo e grana indo ver essa cambada de mercenario e ainda blogando sobre isso. Capelli sei que voce émais inteligente q isso hein

  35. Juliano disse:

    Pagando bem que mal tem???? Se eu fosse o Andres Sanchez e uma empresa chegasse oferecendo 50 milhões de euros mas exigisse que estampasse o logo na camisa do Corinthians na cor verde, que seja… É o que chamamos no Direito Tributário de Princípio do PECUNIA NON OLET (Dinheiro não cheira, ou dinheiro é dinheiro).

    • Juliano disse:

      Ademais, ainda veremos algum clube fazendo os jogadores atuarem com camisas de manga cumprida, só para venderem o espaço do ante-braço hahahaha

      • robson disse:

        Demorou. :)

        O Corinthians tem patrocínios na barra da camisa, do Banco Panamericano. Ninguém comenta, mas a comissão técnica ou o departamento de marketing ou o Silvio Santos mandam que todos os jogadores, ao entrar em campo, coloquem a camisa pra fora do calção.

        Reparem só.

        O juiz geralmente pede pros jogadores, antes de iniciar o jogo, estarem com o uniforme arrumadinho, com a camisa enfiada no calção. Mas é só começar o jogo que todos os 11 do Corinthians botam a camisa pra fora. Com substituição é a mesma coisa.

  36. Edgar Guediguian disse:

    Capelli,

    Apreciei muito sua crônica. Sou corinthiano e nos últimos tempos a camisa do Corinthias tem sido alvo de verdadeiras atrocidades além da poluição visual, ou seja, adaptações horrorosas para a tal cor roxa, terminando com a “draculiana” camisa preta e roxa (a cor roxa compondo um fundo em formato de cruz). Os departamentos de marketing das principais equipes brasileiras sempre andaram na contra-mão, mas a do Corinthians supera.
    Ontem pude assistir ao jogo entre Once Caldas X São Paulo pela Libertadores. Como o São Paulo tá sem patrocínio de camisa momentaneamente, pude contemplar quão maravilhosa é a camisa 02 do tricolor paulista.
    Enfim, uma coisa é certa: o estupro a que as camisas dos clubes brasileiros são submetidas ganha em muito a antipatia do público, o que é realmente péssimo aos patrocinadores.

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  39. Marcelo Witt disse:

    Santa insatisfação… quantas vezes vejo todo mundo xingando as empresas porque não querem patrocinar o esporte. Aí, quando elas decidem patrocinar, já querem mandar na cor dos seus logotipos? Oras, se o logotipo da Batavo é azul, é assim que deve aparecer. E se o Flamengo não gostar, que procure empresas cujo logotipo é branco, oras bolas. As equipes de F-1 e outras do automobilismo pintam o carro inteiro (exeto a Ferrari) da cor que o patrocinador quiser, então, se fosse fazer um parâmetro, a Batavo poderia querer até que a camisa do Flamengo fosse azul e branca, oras. Comecem a querer fazer firulas com as cores das logos das empresas, que logo logo vão ter que começar tudo de novo, reclamando que as empresas não querem patrocinar, etc. etc. etc…

    • Capelli disse:

      Marcelo, todo logo possui uma versão negativa, para ser aplicado em branco. Não é fazer zona com o logo de ninguém, é simplesmente utilizar a aplicação mais recomendada.

      • Celso Renato de BH disse:

        Reforçando o que o Capelli disse, é só verificar como a equipe Williams F1 lida com a aplicação das logos dos patrocinadores no carro, todas em negativo. Clássico. Boa Capelli.

        • Paulo disse:

          Com uma ressalva: a Williams faz isso hoje, pq antes ela tambem sucumbia às vontades dos patrocinadores. Não lembro os anos, mas já houve Williams vermelha (na época do Villeneuve e Frentzen), branca/azul/amarela (Piquet,Mansell). Só dá pra “inocentar” a Ferari, e mesmo assim ela já andou abrindo as pernas e botando branco demais nos carro.

  40. MAX disse:

    Viu algum corinthiano reclamandO?

  41. Renato Coletta disse:

    Times falidos como Flamengo e Curintia tem que engulir isso, fazer o que, vê se o são paulo tem essas coisas, não tem, mas alí é outro nível.

    Abraço

  42. Willian disse:

    Eu não acho válido comparar com o futebol europeu. A realidade do Brasil é muito diferente da europeia.

    Esse tipo de comparação entra mais no campo do “se”. Isso me dá calafrios porque não existe “se” no esporte. Tampouco ele é poético.

    Futebol, Fórmula 1 ou qualquer outro esporte é uma prática comercial. Precisa de dinheiro para sobreviver.

    Se eu fosse torcedor do Corinthians, estaria feliz pelo fato de o clube ter tantos patrocinadores, que possibilitam a manutenção de um bom time.

    Nós lidamos com negócio, não com poesia.

    • Onyas disse:

      Sem poesia, o futebol não seria o negócio que é hoje.

      E a falta de poesia é o que faz com que o futebol de hoje esteja cada vez mais enfadonho e sem graça.

  43. Elker disse:

    Esse blog não é de formula 1 ?
    eu não entendi o porque falar do marketing do corinthians e do ronaldo!
    estou confuso e acho que não foi muito adequado para o blog, eu
    acompanho esse blog desde 2006 e estava esperando novidades sobre formula 1 e tive que ler sobre futebol!

  44. Renan do Couto, SP disse:

    Enquanto isso, São Paulo e Santos estão sem o patrocinador principal, o SP tem apenas nas mangas. O Ross Brawn no ano passado queria o dinheiro que o Corinthians recebeu, talvez até mais que a equipe de F1.Isso é surreal.

  45. Celso Renato de BH disse:

    Bravo. Já havia falado disso e dado o mesmo exemplo do BMG no meu blog. http://blogcelsorenato.blogspot.com/2010/01/aplicacoes-de-algumas-marcas-bmg.html. Fico feliz em saber que o único doido não sou eu.

  46. Celso Renato de BH disse:

    Tem o exemplo da MRV Engenharia que tinha uma logo tão mal resolvida que nos patrocinios de alguns times (Atlético e Vasco) simplesmente escreveram MRV em Arial Bold caixa alta e pronto. Identidade visual da marca foi pro saco. Vejam: http://blogcelsorenato.blogspot.com/2008/04/qual-funo-de-uma-locomarca.html

  47. Antonio Pereira disse:

    Hoje em dia os maiores clubes estão deixando de ser propriamente clubes, e se tornando empresas praticamente. É neo pra ca, neo pra lá. O Vasco por exemplo, é um dos times que tem, se não a maior, uma das maiores histórias do futebol brasileiro. Foi o primeiro a aceitar um negro por exemplo. O Dinamite entrou como presidente, e demitiu logo de cara funcionários já “famosos” no Vasco, de 15, 30 e até 50 anos trabalhando, todo dia, em São Januário. Em 2000 por exemplo, o vasco pegou se não me engano 3 títulos: Brasileirão, Mercosul e Carioca. Com quantos patrocinadores? 0! Em 2008, patrocínio pra cá, patrocínio pra lá, uma camisa horrível, até por conta dos logos dos patrocinadores, e o Vasco cai para a segunda, ou seja, uma boa parte da história se foi.
    O que importa pra elesé dinheiro, nem em São Januário vão pra trabalhar, ficam em seus escritórios chiques. Me poupe.

    Abraços.

  48. Adriano Muha disse:

    Essa camisa do Corinthians é horrível! Lembra a do Brasiliense, ou seja, os jogadores viram outdoors ambulantes.

  49. A ideia do Racing é como acontece com as seleções nacionais: quem não sabe qual é o patrocinador master do Brasil? A marca está associada, bem associada à seleção.

    No caso dos times, acho que só funcionaria se houvesse regras como as do futebol inglês.

    No mais, depende de cada um valorizar sua própria marca. Vou exemplificar com a Fórumla 1 (por que será, né?):

    A Ferrari tem uma marca forte, mas porque sempre soube se valorizar. Todos sabem a cor e conhecem o cavalino da Scuderia. Tenho certeza que ela não perderá patrocínios só por não mudar a cor de seus carros.

    Ao contrário, temos grandes equipes que mudam suas cores conforme o patrocinador, como a Williams (lembra aquela vermelha no fim dos anos 90?) e até a McLaren (esta ao menos fica muito tempo com as mesmas cores).

    Ah, e como bom cruzeirense, gostei demais mesmo da sugestão do patrocinador branco!!!

  50. Felipe F. disse:

    - Concordo plenamente, mas no Brasil tudo é farra, pode por o que quiser na camisa, daqui a poco tem ate a foto do dono da empresa patrocinadora.
    A logomarca da Unicef na camisa do Barcelona, não é um patrocinio, o Barcelona pos de Graça a Logo.

  51. Guilherme disse:

    Concordo com você, acho um exagero esse monte de marcas.

    Mas acho que são os promotores do torneio que devem limitar isso, não os times.

    Tomamos como exemplo o campeonato francês. Por lá, a “zona” no uniforme é liberada e alguns times têm o uniforme no mesmo estilo do Corinthians.

    Peguei duas fotos do Juninho de quando ele jogava no Lyon. A primeira é do campeoanto francês e a segunda da Champions League.

    Realmente a diferença é gritante.

    http://blig.ig.com.br/foradecampo/files/2009/05/globocom.jpg
    http://static.guim.co.uk/sys-images/Sport/Pix/pictures/2009/2/26/1235655700393/Juninho-Lyon-002.jpg

    Mas também temos que lembrar que a realidade europeia é bem diferente e a grana lá chega mais facilmente. Enfim, é uma discussão que tem milhares de opiniões diferentes.

  52. KBK disse:

    Realmente, só não comprei a do Flamengo pelos logos da Batavo e BMG…inveja do Barcelona…

  53. Paulo disse:

    Lembro qdo o Corinthians fechou contrato com a Medial Saúde, cuja cor do logo é verde (cor do arqui-rival), eles ostentavam a marca em preto…hoje em dia, pela grana a mais, vale tudo, inclusive o patrocinador das mangas em vermelho…q somado ao branco e preto fica tricolor…dinheiro fala mais alto sempre! Logo, logo, até a cor da camisa muda! Até a Ferrari sucumbiu ao dinheiro do Santander e topou deixar algumas partes do carro brancas…não seria melhor em vermelho mesmo com o nome do banco em branco?

  54. Paulo disse:

    Em tempo: os carros de F1 hoje em dia até q estão com um visual mais limpo na minha opinião…antigamente, era comum na “saia” dos carros trocentos nomes de fornecedores e micro patrocinadores.

  55. Diego Teixeira disse:

    por isso que hoje a camisa do meu time é a mais linda…a do Santos Futebol Clube…totalmente Original em suas cores e estilo…Mesmo a gente estando ainda sem patrocinio…Está linda…!

  56. Olá Capelli,

    Até entendo seu ponto de vista, eu gostaria muito de ver a camisa do meu time (Corinthians) sem nada, mas vivemos num mundo real é não em uma fantasia. Numa cidade como São Paulo onde a publicidade nas ruas é proibida por lei? (Cidade Limpa) é preciso aproveitar a soma de oportunidades tanto para as empresas quanto para o clube que precisa pagar suas estrelas.

    Agora pergunto, qual a diferença da camisa de um time para a carcaça de um carro de F1?

    A Ferrari tem a dignidade de manter sua cor, e as outras equipes que mudam suas cores para favorecer um patrocinador? Aonde está a diferença a conta é igual para ambos os lados.

  57. DOC disse:

    Vcs estao de gracinha…
    Um bando de sonhadores…
    Ate esse tal de Capelli…
    Acorda, em que mundo vcs estao?
    O que vcs querem? Patrocinio sem exposicao?
    E ainda tem gente falando de lado romantico do futebol…rssssssssss
    E uma piada….

    • Capelli disse:

      Boa exposição não é aparecer em todos os centímetros quadrados de uma camisa. Se assim fosse, as emissoras de TV poderiam exibir quatro comerciais simultâneos, em quatro janelinhas.

  58. Grego disse:

    Vale a pena mencionar uma outra peculiaridade da UEFA Champions League.
    Se dois times q vão jogar entre si, possuem o mesmo patrocinador na camisa, somente o time da casa poderá jogar divulgando esse patrocinador.

    Em 2006, Olympiacos e Real Madrid tinham a Siemens mobile como patrocinadora.

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  61. Guiarony disse:

    Além do Gremio “Coca-Cola”, teve também a Pepsi Twist que era amarela só na camisa do Corinthians, por causa do verde, mas creio que hoje com uma boa grana eles aceitariam qualquer cor, mas nem todo clube compactua com isso, o São Paulo (que está a frente nisso tudo), aceitou por o patrocinio da LG no peito e costas, depois apenas nas mangas com a IPS, depois foi categórico em afirmar que estavam encerrados os patrocinios no uniforme, justamente para não descaracterizar a camisa. Time de primeira é outra coisa.

  62. Eduardo Casola Filho disse:

    Pra mostrar a diferença entre o futebol europeu e o sul-americano:

    A vinheta da Champions League:

    http://www.youtube.com/watch?v=ArZWi_Of2pE&feature=related

    E o que o Globo Esporte criou pra Libertadores:

    http://www.youtube.com/watch?v=AO5iBmZjE-8

  63. Naka disse:

    Exageram nos patrocinios e a televisão responsavel pela transmissão dos jogos, foca o zoom na orelha do jogador pra não aparecer a marca. Pequenez.. Fora as siglas malditas das equipes de F1 e trocando o nome da equipe.

  64. Renan do Couto, SP disse:

    Podiam colocar alguns no carro da Stock ao invés da camisa. O carro está horrível só com esse distintivo feio. Até torcia pro Zonta, mas esse ano não vai dar hahahaha

  65. Maicon Libardoni disse:

    PALHAÇADA!!!!!
    Vou em um autódromo para ver corridas e me livrar um pouco dos doentes que são os torcedores fanáticos de futebol e me aparece uma merda dessas… Daqui a pouco vai ter equipe com o escudo de um time rival e assim sendo no desenrolar da corrida pode dar pancadaria em um Autódromo, parece palhaçada mas pode acontecer. PATÉTICO

  66. ELF_TL72 disse:

    Aposto que se pararem o Stock do Curinthias numa blitz, vão descobrir que é roubado…

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