
Em julho de 1994 as coisas andavam meio esquisitas em Porto Alegre. A começar pelo frio intenso. Invernos rigorosos são comuns no sul do Brasil, mas aquele em especial foi de rachar. Em algumas tardes, chegou a fazer um grau. E numa fria madrugada de sexta para sábado, a cidade virou um caos quando uma rebelião no Presídio Central terminou com uma fuga de detentos em um comboio de carros. A polícia perseguiu os fugitivos por toda a capital, que ficou em pânico. Houve tiroteio por todas as partes e cenas de cinema aconteceram quando Dilonei Melara, líder dos bandidos, jogou seu carro contra as portas de vidro de um dos hotéis de luxo da capital. Pelo rádio e pela TV, a população era aconselhada a não sair de casa e eu me senti no sobrado dos Terra Cambará, cercado pelos maragatos.
Naquele mesmo dia, o Brasil vencia a Holanda e se classificava para as semifinais da Copa do Mundo dos Estados Unidos. No dia seguinte, conheceria seu adversário, o vencedor do jogo entre Romênia e Suécia. Aquela Copa, por sinal, foi tão esquisita quanto aquele fim de semana em Porto Alegre. A Romênia despachara sem cerimônias a Argentina nas oitavas, enquanto a Bulgária mandara a campeã Alemanha de volta para casa numa virada espetacular. Colômbia e Camarões, sensações do campeonato de quatro anos antes, na Itália, naufragaram. E Inglaterra e França nem sequer se classificaram para a Copa.
Mas Suécia e Romênia eram dois timaços, há de se convir. Os nórdicos tinham em seu time o nanico habilidoso Tomas Brolin, o loiro de rastafári Henrik Larsson e um centroavante alto e matador, Kennet Andersson. Até um negro sueco, quem diria, apavorava as defesas adversárias: era Martin Dahlin. Já a Romênia contava com o camisa 10 Gheorghe Hagi, à época do Barcelona, no auge de sua forma. Fizera um golaço por cobertura na seleção colombiana e era o maestro do time, que contava também com o bom atacante Florin Raducioiu. O jogo de domingo prometia.
Porém, alguém do time de futebol da minha rua arrumou um confronto contra outro time do bairro vizinho para aquela tarde. Nós, de Ipanema, sempre jogávamos contra combinados das ruas mais próximas, mas aquele seria um amistoso “internacional”. Até porque contava com uma presença ilustre. O time do Guarujá tinha no seu plantel um magrelo feioso conhecido na região por ser irmão do Assis, ex-jogador do Grêmio. Na época, eu tinha 16 anos e ele, 14. A média do meu time oscilava nessa faixa, sendo eu o mais velho.
No fim das contas, desisti do jogo. Por mais diferente que fosse o confronto, não valia a pena trocar aquele jogão na TV por mais uma rotineira partida de futebol. Copa do Mundo é só de quatro em quatro anos, ora.
Fiquei em casa e liguei a TV. E ali na minha sala, Romênia e Suécia protagonizaram uma das melhores partidas da Copa. Mesmo com o calor absurdo do meio-dia na Califórnia, em contraste com o frio que eu sentia aqui, foi um jogo aberto, times no ataque, bolas na trave, defesas espetaculares de ambos os goleiros, Ravelli e Prunea. O placar teimou em ficar em zero a zero quase o tempo todo, mas a partida era emocionante. O juiz não marcou um pênalti para a Romênia no segundo tempo, mas depois anulou um gol sueco. Nem lembro se com justiça ou não.
Os gols acabaram saindo só no finalzinho. Numa jogada ensaiada de cobrança de falta, Brolin correu por entre a barreira e ficou livre, na cara do goleiro. Larsson tocou por fora da barreira e pegou toda a defesa atônita: Suécia 1 x 0, aos 35 minutos. Mas a Romênia não desistiu e, faltando dois minutos para o fim, Raduciou empatou quando uma falta batida por Hagi desviou na barreira e sobrou livre na pequena área. O jogo foi para a prorrogação.
Naquela época ainda não havia a famigerada “morte súbita”, felizmente, e foi um tempo extra espetacular. Aos onze minutos, da entrada da área, Raduciou enfiou uma bucha no cantinho e virou o jogo. A Suécia continuou tentando e conseguiu restabelecer a igualdade com Andersson, de cabeça, faltando cinco minutos para terminar. O juiz apitou e encerrou um grande duelo, que terminaria decidido nos pênaltis. O sueco Thomas Ravelli, clone do Tande do vôlei, foi o herói do dia ao defender a última cobrança, do zagueiro Belodedici.
Logo após o término da partida, meus amigos apareceram em casa e passei longos minutos descrevendo a peleja e dizendo a eles que perderam um dos melhores momentos da Copa. Incrédulos, todos reclamaram de não terem visto justamente aquele jogão. Perguntei como fora a partida e ninguém tinha nada de notável a dizer, uma pelada corriqueira “cinco vira, dez acaba”, não lembravam nem se tinham ganho. Fiquei feliz com a minha opção.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas, como nos ensinou Joseph Climber. Alguns anos mais tarde, o magrelo feioso daquele time mudaria de nome. Deixaria de ser o irmão do Assis para virar Ronaldinho Gaúcho, lenda do futebol, pentacampeão com o Brasil em 2002 e melhor do mundo em duas ocasiões.
Agora o arrependimento bate. Se eu tivesse saído de casa aquele dia, esse post certamente seria muito mais interessante. E eu já começaria dizendo que, um dia, joguei de igual para igual com o Ronaldinho. Ainda que não fosse exatamente uma verdade.



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Pingback: Francisco Luz
Como colorado que sou, digo, fez muito mal em perder essa “pelada” contra o irmão do Assis, afinal de contas, era o irmão do Assis, e gremista do jeito que você é, não deveria ter deixado essa oportunidade escapar.
É como você disse, Copa do Mundo, só de quatro em quatro anos… agora, jogar contra o irmão do Assis, foi a oportunidade de uma vida…
Pingback: Julio Kronbauer
Bacana, Capelli. Todo mundo reclama dessa Copa, mas foi uma das que mais gostei de ver. Jogos abertos, era lá e cá. E preciso reconhecer que torci pra Suécia nesse jogo. Se a Romênia ganhasse, perigava eu torcer pra eles contra a Seleção Brasileira. Fiquei aliviado quando perderam nos pênaltis. Percebi que aquela Copa seria diferente quando vi EUA x Colômbia, na primeira fase, com direito a biciletas e tudo o mais dos gringos. Tempinho bom aquele…
Pra não dizer que não falei do Ronaldinho: acho sim é que você escapou de levar um monte de canetas… e duvido que a molecada não lembrava se tinha ganho ou não… devem ter levado uma piaba… hehehehe
Pingback: Rafael Dias
Nem todo time que merece é campeão. Brasil 50, Hungria 54, Holanda 74 e 78, Brasil 82, Dinamarca 86, Camarões 90, Romênia 94.
Lembro bem desse time da Romênia. Tinha um zagueiro que era a cara do David Duchovny, o ator que fazia o Arquivo X. O goleiro Prunea era muito bom, mas no jogo de estréia foi o Bogdan Stelea quem jogou um partidaço, fazendo um monte de milagres. Não sei porque saiu do time nas partidas seguintes.
O time era muito inconstante, perdeu para a Suiça por 4 X 1 se não me engano. Se bem que a Suiça tinha um baita jogador chamado Stéphane Chapuisat que era o camisa 10 do Borussia Dortmund (time que em 1991, na minha opinião, teve o uniforme mais lindo do futebol mundial), campeão da Champions algum tempo depois.
Sinceramente, com o futebol quadrado e feio de assistir que o Brasil apresentou em 1994, se a Romênia tivesse passado pela Suécia, com o Hagi inspirado do jeito que estava, acho que o Brasil teria caído nesse jogo. Mas o “se” não joga…
A Suíça era muito boa sim. Além do Chapuisat, tinha no meio de campo Ciriaco Sforza e Alain Sutter, dois ótimos meias.
Sem falar que foi essa mesma Suíça que fez a seleção francesa ver a copa do outro lado da tela…
Quem eliminou a França foi a Bulgária nas eliminatórias!!!
Pois é Capelli, se tu veraneasse em capão novo, poderia ter outras chances, mas também teria se incomodado com um boçal, também conhecido como Primogênito do Carpeggiani, ou era o caçula? ah tanto faz, era um filhinho mimado do mesmo jeito.
Hagi! O Maradona do Leste!
A Copa 94 foi muito marcante para mim pois foi a primeira que eu acompanhei. É interessante ver como certos jogos que, a princípio, não geram tanta expectativa – por puro preconceito – tornam-se marcante.
Lembro muito outro jogo da Suécia, contra Senegal na Copa 2002. Foi um dos melhores jogos que eu vi em todas as copas. Aberto, limpo, bem jogado, técnico. Teve de tudo um pouco. Foi emoção do começo ao fim da prorrogação, quando o Anders Svensson colocou na trave depois de lindo lance. E eu vendo isso, às três da manhã! Valeu à pena.
Muito bom o texto Capelli…
Este ano de 1994 tambem tive uma historia semelhante…
Eu era socio e jogava futebol no SPFC. No campeonato interno de 1993, acho que era categoria mirim (nao lembro a categoria ao certo), fomos vice-campeoes. Entao, pra marcar o inicio do Campeonato de 1994, teria um churrasco e as equipes campeas e vice de cada categoria participariam do churrasco e jogariam naquele domingo, 27 de março, no estadio do Morumbi.
So que naquele 27/03/1994 era a estreia do Ayrton na Williams e em Interlagos. O que acha que preferi? rs Pois é…. fiquei em casa e vi o Ayrton lutar que nem um maluco contra a “cadeia elétrica”(Williams) e as facultruas daquela Benneton…
Me arrependo? Sim, um pouco…. Porem, acho que me arrependeria mais se tivesse jogado e nao tivesse visto aquele que foi o ultimo GP Brasil do Ayrton.
Qto a Copa de 1994, das que acompanhei desde 1990 (em 1986 tinha 4 anos e lembro vagamente), pra mim foi a melhor, disparada. Lembro de um jogo Alemanha X Belgica nas oitavas. Tava 3 x 0 pra Alemanha, a Belgica fez 2 gols e no ultimo lance o goleiro da Belgica (Predoum – acho que assim que se escreve), que foi eleito o melhor da Copa, foi pra area tentar o gol numa falta. E quase fez… Ia ser fantastico…
Bons tempos
Preud’homme era o nome dele. Uma senhor goleiro. Goleiraço!
Eu lembro deste lance do goleiro da Bélgica. Torci que nem um louco para que ele marcasse.
ahhahahahahha chorei de rir
Thomas Brolin!!! O sósia de Chuck, o boneco assassino!
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Eu tinha 16 anos e não me atentava muito para os jornais naquela época. Só sabia da Copa do Mundo e nada da vida portoalegrense. O Melara deve ter curtido o jogo também, né?
A Romênia além desse jogo excepcional com a Suécia, ainda proporcionou outro maravilhoso: o jogo das oitavas contra a Argentina que a Romênia venceu por 3×2
Preferia ver o jogo Romenia x Suécia, jogar com o Ronaldinho só se eu pudesse quebrar ele e talvez ele ser no máximo um empresário jovem e não um jogador firulento e babaca.
Ola, 12 dias…. Capelli sou fã do seu trabalho, porem gostaria que ele fosse um pouco mais pontual… Entendo, claro, que a F1 nem tem dado tantas noticias, (mas certamente existiram noticias dignas de notas nesses dias) mas você se propôs a falar de outros temas como: Humor, Baú, Futebol, Humor, Intervalo Comercial e Jogos (que dão bem mais noticias). Não vale a desculpa que não tem tempo, pois uma vez que você se dispõe a ter um blog e eu me disponho a acompanhá-lo, penso que temos um contrato pactuado, mesmo que informal, mas ele existe! E é seu dever cumprir a sua parte (criando material para este blog que tanto interessa a nos leitores) que eu vou cumprir a minha.
Que tal um post a cada 4 dias?
Desculpa, amigo, mas não pude deixar de comentar. Seu post não fez nenhum sentido. Não há contrato nenhum – explícito ou implícito – e um meio tão democrático como a internet não se encaixa no seu tipo de solicitação.
O blog é dele. Ele posta quando quiser. Ué? Não é simples assim? Então eu realmente não entendo nada de nada.
Em tempo, também gostaria de ver mais matérias. Mas quem sou eu para cobrar. Não é obrigação do Capelli nos atender.
Aliás, como diz a minha vó: “obrigado é um pau de arrasto”.
Entendo sua preocupação e gostaria de salientar que não estou cobrando mas sugerendo afinal usei o termo “que tal…”
E… como diz Reinaldo Azevedo colunista da Veja: “Blog sem leitor é como piu-piu sem frajola” e vise e versa.
Desculpa se te interpretei mal.
E você tem razão. Tanto que e costumava visitar mais este blog tempos atrás. Hoje visito mais esporadicamente, embora a qualidade continue a mesma.
Gente, eu entendo a preocupação. Mas, infelizmente, o blog é pessoal e não profissional. Nem sempre dá para dar prioridade a ele, essa é a verdade.
Sobre o post ser sobre outro assunto, a explicação é simples. Passei dez dias só escrevendo e pensando em F1, em função da revista. Foi um momento de relaxar.
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Sugiro fortemente que, a fim de respaldar sua demanda por alteração da periodicidade de postagem, seja realizado pagamento igualmente periódico a título de assinatura do blog. Cobrança (de periodicidade) fica mais justa se acompanhada de cobrança equivalente(pagamento).
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Capelli sou fã do seu trabalho e gostaria que você continuasse atualizando o blog na medida de suas possibilidades. Deve ser meio desanimador ralar a beça e ainda escutar fanfarronices do tipo “não vale a desculpa que não tem tempo”, “temos um contrato pactuado” ou “é seu dever cumprir a sua parte”. Às vezes parece que algumas pessoas confundem o seu serviço gratuito com serviço público (financiado com impostos e sujeito a cobranças e reclamações). O meu post tem como finalidade apenas expressar o pensamento que entendo ser de boa parte de seus leitores, que talvez apenas não tenham saco pra se manifestar quando algum Joselito te coloca contra a parede injustamente.
Grande abraço.
Conheci o blog do Capelli através do fórum ‘Best Lap’ em 2006. De lá pra cá, tenho sido leitor assíduo e até participado em alguns posts. Não vou negar que fico frustrado pela demora na atualização dos posts e pelo fato de que tais posts ficaram restritos aos GPs nos últimos tempos. Como é um espaço pessoal, realmente não há como cobrar seu autor. Enfim, só me restou uma alternativa: procurar acompanhar a F1 através de outro blog ou do site oficial da categoria. Esta é a minha última participação aqui e meu último acesso.
Pingback: Rafael Alves
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Brölin… que fim levou esse cara?
Se eu não estou enganado, eh mais um que virou jogador de poker…
Heeheheh.. De qualquer forma adoreia a materia. Sendo sobre formula ou não o que vale he a qualidade do texto!
E so pra constar o Assis hoje é empresario de seu irmão… No fim do ano passado Assis andou falando sobre uma possivel volta de Ronaldinho ao Gremio. Será?
Seus amigos jogaram com o Ronaldinho Gaúcho…
Meu santo, como este blog decaiu desde que vc começou a andar com o Flávio Gomes… Até começou a inventar mentiras megalomaníacas como ele… Só lamento por vc Capelli.
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Que tal convidar seus amigos que participaram da dita pelada para escreverem sobre como foi jogar com o Ronaldinho Gaúcho?
Petrov
Hagi foi para o Barcelona após a copa. Ele foi para os Estados Unidos sendo jogador do Brescia.
“Luca Sem Graça” quando é que tu vai ganhar do Glock uma vez na vida????? Massa se prepara pra ir pra Renault proximo ano OK!!!!!!
Nossa Capelli, que chance você perdeu, mas em época de copa, marcaram jogo bem na mesma hora? Era o destino…
Você poderia ter rachado o Ronaldinho no meio…kkkk
Capelli! O post sobre o treino parao GP da China, não esqueça!
Capelli! O post sobre o treino parao GP da China, não esqueça!
Grato.
Capelli, exclua esses comentários que eu repeti!
Revisando: “O post sobre o treino para o GP da China, não esqueça!”
Valeu
Pingback: Vitor Alves
Essa foi uma das melhores Copas!!
Talvez a melhor.
Gosto de torcer para seleções mais fracas.
E pocas vezes essas seleçoes tiveram jogadores tão bons.
Ivanov,Letchkov e Stoichkov da Bulgária.
Al Owairian da Arábia Saudita(quem não lembra do golaço em que driblou todo mundo??)
O TIMAÇO(!!) da Romênia.Prunea,Hagi,Petrescu…
Brolin,Anderson,Larsson,Dahlin,Mild e Ravelli na surpreendente Suécia.
Scifo,Preudhomme,Albert e Chapuisat nas decepcionantes Bélgica e Suiça.
Até os Estados Unidos tinham bons jogadores:Toni Meola,Wynalda e Cobi Jones.Este último foi contratado pelo meu Vasco logo após a Copa e depois de 3 partidas foi mandado embora…
Copa de 98 e 2002 também foram boas.(2002 um pouco menos.(Senegal salvou essa Copa)
Ótimo post Capelli!!!
Só para constar na copa de 1994 o Hagi ainda não era jogador do Barcelona, acho que jogava em uma equipe italiana e estava em baixa após sair do Real Madrid. Será o Ronaldinho o Hagi de 2010?
perdeu a chance de jogar c um dos maiores mascarados da historia do futebol….
penso q o jogo da romenia valeu mto mais
Pingback: Leonardo Pimenta
1994 foi uma copa bastante interessante se tirarmos o Brasil e aquele futebol horroroso que o time do Parreira praticava. Taticamente interessante também, mas chatíssimo de ver. Naquela copa houve jogos memoráveis: Brasil 3 x 2 Holanda, Romênia 3 x 2 Argentina (vi o tape desse jogo umas 15 vezes – só dava Argentina até que aos 18min o Hagi faz uma jogada de gênio e 1 a 0 Romênia – jogaço!), Romênia 2 x 2 Suécia, Alemanha x Bulgária (o Stoichkov jogando horrores), Argentina x Nigéria… A lista vai longe e foi uma copa muito mais legal que 1998 e 2006, por exemplo.