Arquivo da categoria: Do Baú

Do Baú: Morbidelli na Jordan


Em 1996, após o término de seu contrato com a Arrows, Gianni Morbidelli não conseguiu mais vaga de titular na Fórmula 1. Assim, acabou assumindo um cockpit de testes na Jordan, que tinha Rubens Barrichello e Martin Brundle como titulares.

O italiano retornou à categoria no ano seguinte, substituindo Nicola Larini na Sauber. Mas, a partir de 1998, passou a se dedicar às corridas de turismo e protótipos.

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Do Baú: Encontro de Gênios


Em novembro de 1990, por ocasião da comemoração do GP de nº 500 da história da Fórmula 1, a organização do GP da Austrália reuniu vários campeões do mundo para uma foto histórica.

Em pé: James Hunt, Jackie Stewart e Dennis Hulme. Sentados: Nelson Piquet, Juan Manuel Fangio, Ayrton Senna e Jack Brabham. Nada menos que 19 títulos mundiais reunidos, todas as gerações da história da categoria representadas. Uma imagem que nunca mais se repetirá, visto que num período de menos de cinco anos, quatro destes campeões perderam a vida.

Alain Prost estava presente em Adelaide, mas negou-se a participar da foto, ainda irritado com o acidente provocado por Senna na largada do GP do Japão, duas semanas antes. Neste mesmo final de semana, Senna e Stewart também se desentenderam, com o tricampeão escocês acusando o brasileiro de agir de forma antidesportiva.

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Do Baú: Benetton provisória (1991)


Em 1990, a Benetton competia utilizando pneus Goodyear, mas assinou um contrato com a Pirelli para o ano seguinte. Mas não foi só esta a mudança na equipe. Graças a um contrato com os cigarros Camel, a Benetton abandonaria seu tradicional verde para dar lugar ao amarelo do novo patrocinador.

Logo no começo de 1991, entretanto, a pintura nova ainda não estava definida, mas a equipe precisava ir para a pista para os primeiros testes com os compostos da Pirelli. Solução? Mantenha-se a pintura do ano passado, adicionando apenas um aerofólio amarelo com o novo patrocínio, além de novos stickers nas laterais.

O resultado é este que você vê lá no alto. Nelson Piquet foi para a pista com um carro ainda mais colorido que o tradicional. Semanas depois, a equipe já teria o novo esquema pronto e passou a ir para a pista com a pintura amarela, apenas com as laterais em azul e com o bico em verde.

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Do Baú: Tracy na Benetton


Pouca gente lembra, mas Paul Tracy, hoje tido como um maluco inconseqüente, já teve seu nome cogitado para correr na Fórmula 1. Aconteceu em 1994, quando o jovem canadense despontava como uma grande promessa do automobilismo norte-americano.

Tracy testou a Benetton em outubro daquele ano, no Estoril, dias após a disputa do Grande Prêmio de Portugal. O piloto acompanhou a equipe em todo o fim de semana de corrida e foi para a pista durante a semana seguinte.

Havia, na época, um assumido interesse de Bernie Ecclestone em trazer um ídolo da Cart para a Fórmula 1. A tentativa com Michael Andretti já tinha fracassado, mas o chefão da categoria não desistiu. As negociações com Tracy não foram adiante e o sonho de Ecclestone só se confirmou quando conseguiu trazer o campeão Jacques Villeneuve, em 1996.

Este baú foi enviado pelos leitores Fábio Mandrake, Frederico Cesar e Rian Assis.

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Do Baú: Herbert na Arrows


Encerrando a trilogia laranja, uma que pouca gente lembra. Depois de aposentar-se da Fórmula 1, em 2000 pela Jaguar, Johnny Herbert ainda passou mais um ano na categoria. Não como piloto titular, mas a exemplo do que fizeram Olivier Panis, Alex Wurz e Michael Schumacher, como piloto de testes. Herbert fez uma série de treinos pela Arrows em 2001, ajudando os titulares Jos Verstappen e Enrique Bernoldi no desenvolvimento do A22.

A dica foi do sempre atento Alex Grün.

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Do Baú: Pizzonia na Arrows


Nada como ter leitores bem informados. A grande maioria acertou a brincadeira de ontem. O piloto brasileiro que testou a Arrows em fins de 2000, além de Enrique Bernoldi, foi Antonio Pizzonia.

Recém campeão da F3 Inglesa, o amazonense andou com a Arrows em dezembro de 2000, logo após seus primeiros contatos com a Benetton. No ano seguinte, disputaria a Fórmula 3000 e se tornaria piloto de testes da Williams, para estrear na F1 em 2003, pela Jaguar.

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Do Baú: Mazzacane na Arrows


O Baú de ontem foi sobre o teste de Enrique Bernoldi na Prost, cuja vaga acabou ocupada por Gastón Mazzacane, fazendo com que o brasileiro acertasse com a Arrows. Mas Mazzacane também competia por esta outra vaga.

A foto que ilustra este post é de um teste que o argentino fez pela Arrows em Silvertone, antes de chegar a um acordo com a Prost. Mazzacane, aliás, que anunciou que vai correr na Fórmula Truck brasileira este ano.

Na mesma época, outro piloto brasileiro andou pela Arrows. Alguém tem um palpite? Resposta no baú de amanhã.

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Do Baú: Bernoldi na Prost


Aproveitando o gancho da ótima entrevista com Enrique Bernoldi publicada esta semana no Grande Prêmio, o baú de hoje é em homenagem a ele. A foto é de um teste que o brasileiro fez pela equipe Prost no final de 2000. Bernoldi esteve muito próximo de um acerto com o time para disputar a temporada de 2001, mas perdeu a vaga para o argentino Gastón Mazzacane, que trouxe com ele 10 milhões de dólares do extinto canal PSN.
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Do Baú: Kovalainen na Minardi


Everton Rupel, fã número 1 da Minardi, enviou esta. Heikki Kovalainen, embora vinculado à Renault desde o começo da carreira e tendo feito seus primeiros contatos com um carro de Fórmula 1 pela própria equipe francesa em fins de 2003, também guiou por outra equipe antes da McLaren. Foi pela Minardi, num teste em Vallelunga, uma semana depois dos primeiros trabalhos com a Renault. Tudo coordenado por Flavio Briatore, lógico.

O desempenho do finlandês nos testes agradou ambas as equipes e ele acabou garantindo vaga para testar pela Renault em 2004, junto com o argentino José Maria Lopez. O resto… a gente já sabe.

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Do Baú: Ron Dennis, mecânico da Brabham


O rosto é conhecido, apesar de estar mais magro, bem mais jovem e com muito mais cabelo. Ao lado de Jack Brabham, circundado de vermelho, é ele mesmo. Ron Dennis, principal dirigente da McLaren.

A foto é do começo da carreira do britânico, final dos anos 60, quando ainda era mecânico da equipe Brabham. Dennis começou na Cooper, saiu de lá com Jack Brabham e na Brabham permaneceu até a aposentadoria do piloto. Em 1972, montou seu próprio time de Fórmula 2, iniciando sua escalada como dirigente.

Apesar de todos os escândalos de 2007 envolvendo a McLaren, Ron Dennis ainda merece respeito por sua longa história de dedicação ao automobilismo. Junto com Frank Williams, são os últimos exemplares de dirigentes-puro-sangue na Fórmula 1.

A foto foi uma dica do LucasWheldon.

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Do Baú: Jordan na McLaren


O título soa confuso, mas é verdade. Eddie Jordan, dono da simpática equipe de Fórmula 1 que levava seu nome e que hoje faz muita falta à categoria, já andou de McLaren. O teste aconteceu em Brands Hatch, em 1979, quando Eddie ainda era piloto na Fórmula 2, correndo sob as cores da Marlboro.

Não é muito difícil imaginar que a sessão tenha ocorrido por influência do patrocinador, embora não haja nenhuma confirmação a respeito. O fato é que o teste ocorreu quando o irlandês já encerrava sua carreira de piloto e começava a se tornar um dirigente. No ano seguinte, montou a Eddie Jordan Racing e começou a fazer história no automobilismo britânico, até chegar à F1 em 1991.

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Do Baú: A primeira vez de Alonso


Não, não é nada do que você está pensando. O Baú de hoje lembra a primeira vez em que Fernando Alonso guiou um carro de Fórmula 1.

Aconteceu em dezembro de 1999, numa tarde chuvosa em Jerez de la Frontera. Alonso, então com 18 anos, havia acabado de conquistar a Fórmula Nissan (atual World Series by Renault) correndo sob o patrocínio da Telefonica. A empresa espanhola era, também, patrocinadora da Minardi à época e deu ao novato um teste na F1 como presente.

Curiosamente, o asturiano estrearia na categoria dois anos depois pela mesma equipe, mas já sem qualquer participação do patrocinador.

Colaborou o leitor Everton Rupel.

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Do Baú: Alesi na McLaren


Depois de abandonar a Fórmula 1, em fins de 2001, Jean Alesi assinou contrato com a Mercedes para disputar o DTM na temporada seguinte. No pacote, acabou fazendo testes pela McLaren em Paul Ricard. Foi seu último contato com um carro da categoria.

A dica veio do leitor Felipe Mazorca.

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Do Baú: A segunda Williams-BMW


Conforme citado no baú de ontem, logo no começo da parceria entre Williams e BMW, a equipe adotou duas pinturas provisórias. A segunda é esta acima, em carro novamente guiado por Jorg Müller. Ralf Schumacher e Bruno Junqueira também testaram com este layout.
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Do Baú: A primeira Williams-BMW


Em meados de 1997, a Renault anunciou que deixaria a Fórmula 1. Então fornecedora de motores de Williams e Benetton, as duas equipes precisaram se virar para arrumar novas montadoras parceiras. Quem se mexeu mais rápido foi a Williams, que ainda em 1998 anunciou um acordo com a BMW, que forneceria seus motores a partir de 2000.

Durante dois anos, o time de Frank Williams teve que disputar corridas com motores Mecachrome/Supertec, uma subsidiária da Renault que fazia a preparação dos propulsores com base nos blocos deixados pelos franceses. Neste meio tempo, porém, a equipe inglesa já começou a fazer testes com a fábrica alemã, visando um início de parceria sem tropeços.

A foto acima é do primeiro teste da Williams com a BMW, em 1999, com Jorg Müller ao volante. O carro é um FW20 do ano anterior, com pintura exclusiva da BMW, sem mais patrocinadores. Um novo layout ainda seria usado nos testes seguintes, mas aí já é o próximo “baú”.

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Do Baú: Junqueira da Williams


Quinto colocado na Fórmula 3000 em 1999, o brasileiro Bruno Junqueira fez diversos testes pela Williams já naquela temporada. Mas a foto acima é de 2000, quando ele participou de um “vestibular” organizado pela equipe para definir quem seria o companheiro de Ralf Schumacher naquela temporada, em substituição a Alex Zanardi.


Bruno participou de diversas sessões de treinos, mas a vaga acabou ficando com Jenson Button. Na época, com apenas 20 anos e muito pouca experiência. Pelo que se soube mais tarde, o tal processo seletivo não passou de um jogo de cartas marcadas, uma encenação para chamar atenção e dar credibilidade à contratação de um piloto tão inexperiente. Bruno ficou na Fórmula 3000, foi campeão, mas não conseguiu vaga na F1 e tomou o rumo dos Estados Unidos em 2001.
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Do Baú: David Schumacher


Como dito no Baú de ontem, David Coulthard estava com sérios problemas de embaçamento na viseira de seu capacete às vésperas do GP de Mônaco de 1996. Chovia na manhã daquele domingo e o escocês não conseguia enxergar quase nada do sinuoso traçado do principado.

A solução encontrada por ele? Foi até os boxes da Ferrari e pediu a seu amigo Michael Schumacher um casco emprestado. Como na época McLaren e Ferrari tinham o mesmo patrocinador – a Marlboro -, ficou fácil. Bastou mexer em um ou outro elemento e pronto: foi para a pista.

Como continuou chovendo na hora da corrida, David disputou todo o GP de Mônaco usando a pintura de Michael Schumacher. E deu sorte. O escocês chegou em segundo lugar, atrás apenas do vencedor Olivier Panis, na célebre corrida em que apenas quatro carros cruzaram a linha de chegada. Foi o melhor resultado da McLaren naquela temporada.

Foto enviada pelo leitor Fernando Leandro de Lucena.

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Do Baú: Johnny Johansson


Brincar com o Pandini e com o Mattar não tem a mínima graça. Os dois, obviamente, mataram de bate-pronto o desafio de ontem.

Além do capacete de Nigel Mansell, Stefan Johansson utilizou também o de outro piloto britânico, Johnny Herbert. O fato aconteceu nos treinos de sexta-feira para o GP do Canadá de 1991, quando ele substituía Alex Caffi na Arrows. O sueco pelo menos fez uma modificação: improvisou na lateral, por sobre a pintura, folhas semelhantes às de seu desenho tradicional.

Confesso que não sei o motivo da troca de cascos, mas dada a chuva torrencial que caía em Montreal naquele dia, suspeito de um inconveniente embaçamento em seu capacete tradicional. Pelo menos este foi o motivo que fez David Coulthard disputar o GP de Mônaco de 1996 com um capacete de Michael Schumacher. Mas este já será um outro “baú”.

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Do Baú: Nigel Johansson


Que Nigel Mansell correu na Ferrari todo mundo sabe… mas o modelo da foto é um pouco mais antigo, de 1986. O capacete também está meio esquisito, com um pouco mais de vermelho. Mas espera aí… ali no logo da Marlboro está escrito “Johansson”. Mas que joça é esta?

Explico. Na manhã de sexta-feira, às vésperas do GP de Detroit de 1986, o sueco Stefan Johansson saiu apressado de seu quarto de hotel. De tão apressado, esqueceu o capacete. Já não havia mais tempo de retornar para buscar e, por isso, o piloto da Ferrari não poderia participar da primeira sessão de treinos livres. Mas Stefan não se fez de rogado e pediu ajuda a seu amigo Nigel Mansell. Prontamente, o inglês emprestou um de seus cascos ao desatento colega. Johansson colocou fita adesiva vermelha sobre a bandeira inglesa, sobre os patrocinadores da Williams e foi para a pista. À tarde, retornou à pista com seu visual tradicional, já que um dedicado funcionário da Ferrari foi ao hotel resgatar o capacete esquecido.

Mas esta não foi a única vez que Johansson usou um capacete de outro piloto. Ele chegou a se classificar para um GP usando um casco de outro colega. Quem foi e quando? Resposta amanhã.

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Do Baú: Moreno em dose dupla

A trajetória de Roberto Moreno em 1991, retratada no baú de sexta passada, gerou curiosidade nos blogueiros. Recebi diversos e-mails pedindo imagens de sua passagem-relâmpago por Jordan e Minardi naquela temporada. Então aí estão.


Na Jordan, Moreno disputou dois GPs, na Itália e em Portugal. Na primeira prova, bateu na variante Ascari, logo na terceira volta. Na segunda, chegou em décimo lugar.


Pela Minardi, Moreno participou apenas do caótico GP da Austrália, chegando em 16º numa corrida interrompida após 14 voltas. É, até hoje, o mais curto GP da história da Fórmula 1.
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