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Novo blog: o que há de novo?

A nem tão esperada hora chegou. Abrem-se as cortinas e inicia-se a quinta temporada do Blog do Capelli. Por enquanto, a grande novidade fica por conta do formato, estilo revista eletrônica. No entanto, a estrutura de blog segue a mesma, apenas com uma organização melhor das categorias dos posts, agora no menu superior.

Mas outras novidades virão, pouco a pouco. O leque de assuntos se abrirá e novas seções vão fazer parte do blog. Uma delas será o “Pergunte ao Capelli”, que volta em novo formato. Agora, você manda perguntas pelo Formspring e verá as melhores selecionadas e compiladas aqui, duas ou três vezes por semana.

Outra seção que volta de cara nova é o “Baú do Capelli”. Antes, ele trazia velharias guardadas nos meus discos rígidos, mas agora trará um vasto material do meu arquivo pessoal. Revistas antigas, matérias antigas de televisão… será um barato.

Os Pilotoons do Mantovani seguem, assim como o “Intervalo Comercial”, que agora não mostrará apenas propagandas de automobilismo, mas comerciais curiosos, divertidos e engraçados.

Por enquanto, convido a todos a se acostumarem com a nova cara e aproveitar o conteúdo como um todo. O foco segue sendo automobilismo, mas o que der na minha telha vai pintar aqui também. Para o bem ou para o mal dos leitores. Mas se você só quer saber de corridas, não tem problema. Clique em “automobilismo” no menu e boa viagem.

Um abraço,

Capelli

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Relançamento já tem data

4 de janeiro de 2010. O nem tão novo assim Blog do Capelli volta nesta data. Tem surpresas legais… espero que gostem. Deu trabalho, mas novos ares são precisos.

Voltem aqui segunda-feira que vai ter novidades. Enquanto isso, sigo trabalhando… Por isso, quem entrar aqui não deve estranhar se enxergar alguma coisa torta ou fora de lugar durante o feriadão. Segunda estará tudo bonitinho.

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A imagem do dia

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Ele está de volta! Testando em Maranello com a Ferrari de 2007. O cara está levando o retorno a sério…

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Nasceu de novo

As primeiras notícias que chegam da Hungria sobre o estado de saúde de Felipe Massa são reconfortantes. O piloto está falando, sinais vitais normais, movimentos idem. Aparentemente com apenas um corte na cabeça, o brasileiro literalmente nasceu de novo. As imagens de seu acidente foram assustadoras.

Thiago Raposo, do ótimo Café com F1, foi rápido no gatilho e descolou um vídeo do acidente. Nele, é possível notar uma peça metálica voando pela pista e atingindo o capacete de Felipe Massa, na altura da viseira. O piloto, desacordado, acelera e freia simultaneamente até atingir a barreira de pneus. E Felipe permaneceu ali, inerte, até a chegada do atendimento médico.

As consequências de um acidente como este poderiam ter sido devastadoras. Pela primeira vez nos últimos 15 anos toda a Fórmula 1 prendeu a respiração, aguardando ansiosamente por notícias que não confirmassem o pior. Felizmente, elas vieram. E, se Massa realmente só teve um corte na testa, nasceu de novo. A partir de agora, faz aniversário duas vezes no ano. Justamente no mesmo 25 de julho em que nasceu Nelsinho Piquet.

Atualização: Racelike enviou esta foto impressionante (um pouco forte). A peça não entrou na viseira por milímetros. Felipe teve muita, mas muita sorte.

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Nelsinho dentro

E Nelsinho Piquet acaba de desmentir Galvão Bueno no Twitter.

“Aí Galvão, vc está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamo torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!”

Com o comunicado do piloto, encerra-se a boataria. Pelo menos até o GP da Hungria.

Mas é fato: alguma coisa aconteceu. Nelsinho demorou para aparecer e demorou mais ainda para fazer o desmentido público. Até então, muita coisa rolou nos bastidores. E deve continuar rolando.

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Nelsinho fora

Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic/Divulgação Renault

Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic/Divulgação Renault

Galvão Bueno anunciou agora há pouco, ao vivo no SporTv, a demissão de Nelsinho Piquet da Renault. Quando se imaginava que Sebastien Bourdais seria o primeiro defenestrado da Fórmula 1 em dois anos, os boatos menos prováveis envolvendo o piloto brasileiro parecem se confirmar.

A equipe não comunicou oficialmente, mas a dispensa de Nelsinho parece certa e não é algo que tenha sido de todo inesperado. Pelo contrário. É preciso admitir que o filho do tricampeão, no ano e meio em que esteve na equipe francesa, ficou muito aquém daquilo que se espera de um vice-campeão da GP2 que chegou à categoria cheio de badalação.

É lógico que Fernando Alonso é a prima-dona da Renault, que recebe todas as atenções e tem direito a atualizações no carro em primeira mão. Disso todo mundo sabe. Mas, mesmo assim, classificar-se à frente do companheiro apenas uma vez em 27 tentativas é muito pouco. Mais do que isso: em quase metade das classificações, Nelsinho não conseguiu passar nem da primeira fase do treino. Largava quase sempre na rabeira, envolvia-se em acidentes, rodava. Abandonou metade das corridas de 2008, praticamente todas em acidentes.

Em 27 participações, um único lampejo de brilho: no GP da Alemanha do ano passado, quando aproveitou-se de uma entrada do Safety Car para saltar para o pelotão da frente e liderar a corrida por algumas voltas, conseguindo chegar numa excelente segunda posição. Convenhamos, é pouco.

E, agora, resta a fina ironia. No mais recente comercial da Renault no Brasil, um rapaz de aparência semelhante à de Romain Grosjean se aproxima e pede a ele: “Posso dirigir?”. E Nelson responde: “Lógico, manda ver!”.

E Grosjean, infelizmente para o automobilismo brasileiro, deve mandar ver.

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A empatia de Barrichello*

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

* Texto de Victor Martins, publicado em seu blog.

Escrevi dias atrás para criticar a postura de Rubens Barrichello em fechar seu Twitter a um grupo seleto e até bloquear algumas pessoas que, segundo ele, já estavam sacaneando. Polemiquinha à parte, e depois de “começar do zero” de novo, como escreveu, tem-se que elogiar o novo Barrichello.

Como todos que têm usado este espaço de comunicação, Barrichello vem twittando com frequência. Não só isso, criou um canal interessante com o público. Sempre em português, diga-se. Primeiro foi sobre seu capacete. Rubens quis e ainda quer saber se os torcedores e seus seguidores preferem que a cor do casco seja amarela ou laranja; a mais votada vai à cabeça do piloto, literalmente, no GP da Alemanha.

Agora, Barrichello recebeu bem uma campanha iniciada no mesmo lugar para que ele dance em homenagem a Michael Jackson caso ele vá ao pódio na corrida em Nürburgring. “Vou trabalhar muito pra ter um fim de semana bom e dedicar a vocês o que sair do moonwalk”, postou o piloto.

É isso aí. Barrichello pegou o espírito da coisa. E tomara que ele termine entre os três primeiros na Alemanha. Se acontecer, tem quem vá achar a dança horrível. Ao menos, Barrichello conseguiria resgatar uma empatia com o público que perdeu há algum tempo.

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Quem acompanha meu trabalho sabe: quando é para criticar, eu critico. E quando é para elogiar, elogio. E utilizei o post de Victor Martins aqui porque não poderia concordar mais com o que ele diz.

É verdade, Barrichello começou mal no Twitter. Tentou fazer um perfil fechado, andou bloqueando gente, confirmou dizendo “eu bloqueio mesmo!”, xingou de volta quem andou falando gracinhas para ele. Foi apenas um dia, desastroso e lamentável. Mas depois de todo o barulho inicial, coincidência ou não, muita coisa mudou.

E, é fato, o Barrichello que todos têm acompanhado nos últimos dias no Twitter é um sujeito admirável. Aberto, franco, fala em português, diverte e abre um canal fantástico com o público. Para se ter um ideia, nesse exato momento, ele comenta ao vivo a corrida da Fórmula Indy.

E o caso do moonwalk merece ainda um detalhamento maior. Hoje foi feita uma campanha, iniciada pelo perfil de Rodrigo Borges, entre seus seguidores no Twitter para que Rubens homenageie Michael Jackson no pódio do GP da Alemanha, dançando o moonwalk ao invés da tradicional sambadinha.

É uma atitude sem noção? É. Mas é de um humor nonsense cujo espírito, admito, nunca imaginei que Barrichello viesse a ter. E ele tem. E isso é muito bom, para ele e para o público. Mais relaxado, sem precisar provar mais nada para ninguém, pode estar surgindo um novo Barrichello. E que todos, a partir de agora, possam rir com ele, e não mais dele.

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Caiu!

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

A FOTA conseguiu o que queria. Terminada a reunião do Conselho Mundial da FIA, Max Mosley declarou que não se candidatará à reeleição e que chegou a um acordo com as equipes dissidentes.

A Fórmula 1 está salva, do racha e de Mosley.

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Emendou bem

Falei agora por telefone com a assessoria de Rubens Barrichello a respeito do bloqueio do Twitter. Lamentaram o ocorrido e informaram que foi um engano. Segundo Anderson Marsili, este meio de comunicação nem foi lançado oficialmente e o piloto ainda está testando a ferramenta. Nisso, andou bloqueando gente por engano.

Depois disso, foi tomada a decisão de liberar o perfil dele a todos sem bloqueio. Segue e-mail enviado por Marsili, confirmando:

“Agradeço seu e-mail e atenção para saber o motivo de um bloqueio do seu twitter pelo Rubens. No entanto, foi apenas um equívoco porque o Rubens está se familiarizando com a ferramenta. Não foi e não há qualquer intenção de bloqueio por parte do Rubens referentes a jornalistas. Pelo contrário, o espaço foi criado para ser mais uma forma de comunicação com o Rubens. Mas, ressaltando, como ainda estava conhecendo o twitter, o Rubens fez questão de retirar a necessidade de uma solicitação para seguí-lo. Agora, é só entrar www.twitter.com/rubarrichello

Começou mal, mas agora tomaram o rumo certo. Tomara que Barrichello consiga fazer do Twitter um uso tão bom quanto faz Nelsinho Piquet.

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Começou mal

Barrichello bloqueia pessoas no Twitter

Enquanto Nelsinho Piquet colhe bons frutos pela postura e pela inteligência no Twitter, Rubens Barrichello vai pelo caminho contrário. Novato na ferramenta, cuja conta oficial foi criada ontem, o piloto da Brawn GP já começou “elegendo” pessoas que possam ler o que ele escreve.

Um dos primeiros ceifados por Barrichello foi justamente este blogueiro, conforme comprova o print acima. Depois de uma mensagem de boas-vindas enviada por mim, a resposta foi um bloqueio.

Talvez o piloto não saiba como a ferramenta funciona e isso é compreensível. Mas evitar que a imprensa tenha acesso aos seus relatos é, no mínimo, retaliação e falta de inteligência. Se não foi um engano, começou mal, muito mal.

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Atualização: para evitar mal-entendidos. A frase padrão do Twitter quando você pede acesso a um perfil autorizado e está aguardando aprovação é “You’ve sent a request to follow this person. If your request is approved, you’ll be able to view their updates”. No caso citado acima, está comprovado que ele bloqueou, intencionalmente ou não.

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Pilotos brasileiros aderem ao Twitter

Nelsinho no Twitter

De forma rápida e inesperada, que não sei onde começou e nem onde vai terminar, diversos pilotos brasileiros resolveram entrar no Twitter para estreitar seus relacionamentos com fãs, jornalistas e curiosos. Dentre os que estão nas principais categorias do automobilismo mundial, destacam-se Helio Castroneves, Tony Kanaan, Mario Moraes, Lucas di Grassi, Bruno Senna e Nelsinho Piquet.

O filho de Nelson Piquet, principalmente, surpreende pela forma hábil com que usa a ferramenta. Enquanto a maioria prefere um certo distanciamento, publicando apenas algumas fotos e breves comentários sobre seu dia-a-dia, geralmente em inglês, Nelsinho fala de forma aberta, responde a todos em inglês e português e cria uma interessante rede de contatos com o público. Uma postura bastante contrastante com o distanciamento característico da F1. Não por menos, ele é o primeiro piloto da categoria a entrar no Twitter.

Bruno Senna é outro que inovou enviando twits direto dos boxes durante sua participação nas 24 Horas de Le Mans, no último final de semana.

Vale a pena conferir. Você pode acompanhar o Twitter de cada um deles clicando nos links abaixo.

- Nelson Angelo Piquet
- Bruno Senna
- Lucas di Grassi
- Helio Castroneves
- Tony Kanaan
- Mario Moraes

E para ver o que o desorientado do Capelli anda fazendo por lá, é só clicar aqui.

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Pesos dos carros para o GP da China

A FIA divulgou o peso com os quais cada carro largará no GP da China. Nelsinho Piquet, que vai sair lá de trás mesmo, larga com o tanque cheio até a boca. Kovalainen, Massa e Bourdais seguem mais ou menos a mesma estratégia. Como se imaginava, Fernando Alonso tem combustível só para o cheiro. E a Brawn está muito bem.

Confira abaixo todos os pesos, em quilos, do mais pesado ao mais leve.

Nelsinho Piquet - 697,9
Heikki Kovalainen - 697,0
Felipe Massa - 690,0
Sebastien Bourdais - 690,0
Kazuki Nakajima - 682,7
Giancarlo Fisichella - 679,5
Lewis Hamilton - 679,0
Nick Heidfeld - 679,0
Kimi Raikkonen - 673,5
Sebastien Buemi - 673,0
Jarno Trulli - 664,5
Rubens Barrichello - 661,0
Robert Kubica - 659,0
Jenson Button - 659,0
Timo Glock - 652,0
Nico Rosberg - 650,5
Adrian Sutil - 648,0
Mark Webber - 646,5
Sebastian Vettel - 644,0
Fernando Alonso - 637,0

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Ferrari lembra vítimas na Itália

Foto: Divulgação/Ferrari

Foto: Divulgação/Ferrari

Símbolo e orgulho da Itália, a Ferrari não deixou passar em branco a tragédia vivida pelo país nas últimas semanas, com os terremotos que deixaram centenas de mortos na região de Abruzzo. Seus carros disputarão o GP da China com uma inscrição no cockpit: “Abruzzo nel cuore”. Em português: “Abruzzo no coração”.

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A farra dos difusores

Agora que a FIA liberou geral, começou a farra dos difusores de fundo duplo na Fórmula 1. Pelo que me enviaram por e-mail o João Rodrigues e o Gabriel Nova, a Ferrari andou testando uma versão própria numa pista de aviação na Itália.

Ferrari testando novo difusor na Itália

Admito que estou bem por fora do noticiário dos últimos dois dias (o motivo vocês saberão perto do GP da Espanha), então se alguém souber a fonte da imagem e quiser avisar, agradecerei. Mas a foto me parece absolutamente verdadeira, sem sinais de manipulação digital.

Sobre o veredito da FIA, não vou entrar no mérito se os difusores duplos ferem o espírito do novo regulamento ou não. Mas o que me pareceu de todo o caso foi que a entidade, mais uma vez, foi contraditória. Se for verdadeira a alegação da Renault de que apresentou esta solução à FIA no final do ano passado e recebeu um “é proibido” como resposta, os comissários não poderiam tê-la considerado legal na Austrália. Mas, em compensação, também não poderia ter proibido ontem depois de ter dado um OK para Brawn, Williams e Toyota.

Exposta a contradição, o veredito seria de toda forma incoerente e prejudicaria alguém. Em vez de prejudicar times com menor orçamento (Williams e Brawn), que provavelmente não poderiam nem competir na China caso tivessem seu carro proibido, abriram uma frente para que as grandes (McLaren, Ferrari) começassem a correr atrás do prejuízo. O problema é que, com as duas dispostas a praticamente refazer seus carros para vencer, a FIA se contradiz novamente: estimula a gastança em tempos de crise.

Não vejo mocinhos nem vilões no caso. Vejo, sim, uma entidade incoerente e atrapalhada.

Atualização: A Ferrari não testou difusor novo nenhum, a foto em questão é uma montagem. O Nickcs acabou de descobrir a foto original aqui.

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Reinauguração de Suzuka

O correspondente do Blog do Capelli no Japão, Jonas Tahara, enviou fotos e um texto relatando o que viu na reinauguração do autódromo de Suzuka, ocorrida ontem. O circuito japonês ficou fechado por mais de seis meses para grandes reformas nas arquibancadas, estacionamentos, boxes e pit lane, de forma a atender melhor o público e as exigências de Bernie Ecclestone. Assim, Suzuka voltará em 2009 ao calendário da Fórmula 1 e sediará todos os GPs do Japão de ano ímpar, revezando com Monte Fuji.

Abaixo, confira o depoimento e as imagens do Mestre Jonas – que não é aquele que diz que mora dentro da baleia por vontade própria.

“Fui hoje na reinauguração do circuito pra enviar as fotos da reforma. Ficou grandioso e bonito.

Fotos: Jonas Tahara

Fotos: Jonas Tahara

As cabines das TVs agora ficam na parte superior da nova arquibancada principal.

Cabines de televisão sobre a arquibancada

Pudemos entrar nos boxes e vimos que ficou bem prático para as equipes se instalarem, pois terão mais salas a disposição e mais espaço também.

Paddock e pit lane

O novo túnel de acesso aos boxes conta com escada rolante e elevador para os portadores de deficiência.

Túnel de acesso aos boxes

Entramos também na torre de controle e pudemos ver que os diretores de prova estão bem equipados, com monitores que acompanham todos os detalhes de pista, além de uma ótima visão da reta principal.

Torre de Controle

Para o público que não tem o privilégio de acompanhar dos boxes, foram construídos além da arquibancada principal, novas arquibancadas permanentes por toda a extensão do circuito. Significa que a partir desse ano todos os ingressos terão lugares numerados, um avanço pois antigamente, nos tínhamos que arranjar um lugar para assistir o GP. Antes para assistir com lugar numerado gastava-se pelo menos uns 300 dólares e agora com o ingresso mais barato que está em torno de 100 dólares teremos lugar definido para ver a corrida.

Vista dos novos boxes, a partir da arquibancada numerada

A Honda colocou para andar na pista o Honda RA272 de 1965 e a Williams FW11B de 1987 com os pilotos Satoru Nakajima e Aguri Suzuki respectivamente. Infelizmente por ter uma câmera simples, só a foto da Williams com Aguri Suzuki pilotando saiu boa. Mas tudo bem! Haverá outras oportunidades…”

Aguri Suzuki mandando ver na Williams de Nigel Mansell

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Conversa entre Lewis e McLaren

Tradução capellesca do diálogo entre Lewis e McLaren após o incidente com Jarno Trulli no GP da Austrália. Alguns trechos técnicos do diálogo foram suprimidos, por não serem relevantes (coisas como “freios frios, aqueça”).

Lewis Hamilton: A Toyota saiu da pista na segunda curva… isso está certo?
McLaren: Entendido, Lewis. Vamos confirmar e damos retorno a você.
Lewis: Ele estava fora da pista. Ele saiu.
McLaren: Lewis, você deve deixar a Toyota passar. Deixe passar agora.
Lewis: OK.
Lewis: Ele ficou lento, bem na minha frente.
McLaren: OK, Lewis. Fique atento, fique atento. Ele vai ultrapassá-lo. Estamos falando com Charlie [Whiting, diretor de prova].
Lewis: Eu já o deixei passar.
McLaren: OK, Lewis. Está certo. Está certo. Mantenha a posição, mantenha a posição.
Lewis: Diga a Charlie que eu o ultrapassei, mas já o deixei passar.
McLaren: Entendido. Estamos checando. (…)
Lewis: Eu não tenho que deixá-lo passar, eu deveria assumir essa posição novamente, se ele cometeu um erro.
McLaren: Sim, a gente entendeu, Lewis. Apenas faça de acordo com a regra. Estamos perguntando a Charlie agora. Você está em quarto lugar. Mantenha esta posição, apenas fique próximo.
(…)
Lewis: Alguma notícia de Charlie, posso pegar a posição de volta ou não?
McLaren: Ainda aguardando resposta, Lewis. Ainda aguardando.
(…)
McLaren: OK, Lewis, esta é a última volta da corrida. Ao final da volta o Safety Car vai entrar nos boxes, apenas cruze a linha sem ultrapassar, sem ultrapassar. Nós estamos vendo este caso do Trulli, mas apenas mantenha sua posição.

O que se pode entender: Lewis estava querendo o terceiro lugar, pois achava que tinha direito à posição. Mas deixou Trulli passar por recomendação da equipe. O problema é que a desclassificação não veio baseada neste diálogo, mas sim na mentira que Lewis teria contado aos comissários ao final da corrida, que entraria em contradição com o que realmente ocorreu.

O que eu acho muito estranho é o fato de Hamilton mentir para os comissários, como eles alegam, sabendo que existem gravações do rádio disponíveis. E outra: por que, depois da corrida, Lewis falou abertamente a jornalistas que deixou Trulli passar por um pedido da equipe? Se ele mentiu aos comissários, seria lógico que mantivesse a mentira em público.

Muito, muito estranha esta história toda.

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Like a Virgin

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Prometi a mim mesmo que não daria esse nome ao post, mas não resisti. A Brawn confirmou oficialmente agora pela manhã em Melbourne seu contrato de patrocínio com a Virgin, conglomerado gravadora/megastore/empresa aérea/tudo envolvendo comunicação/e o escambau.

Já não vai correr mais tão “branquinha”, o que é uma ótima notícia. Sei não, mas estou achando que vou acabar torcendo por esta equipe. Dá-lhe Brawn!

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Brawn vai correr “branquinha”

Foto: Luis Fernando Ramos/Blog do Ico

Foto: Luis Fernando Ramos/Blog do Ico

Imaginava-se que a pintura utilizada pela Brawn na pré-temporada fosse provisória e que a equipe fosse começar a temporada 2009 da Fórmula 1 com novas cores, ou pelo menos com alguns patrocinadores. Boatos indicavam inclusive que o segundo chassi fabricado em Brackley teria sido pintado de azul, a fim de ostentar um logo da Pepsi. Balela.

Como se pode comprovar nessa foto que descaradamente surrupiei do Blog do Ico, a Brawn chegou em Melbourne branquinha, branquinha. A carenagem posicionada em frente aos boxes não deixa muitas dúvidas.

Ao mesmo tempo, começam a surgir informações de que a saúde financeira da equipe não é exatamente aquela que se imaginava. Os 22 milhões de Euros de Bernie Ecclestone não pingaram na conta da Brawn e, se não conseguir um forte patrocinador rapidamente, seu futuro pode estar seriamente ameaçado. O que seria uma pena, para quem parece começar tão bem.

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Mudam os números

Na semana do GP da Austrália, a FIA finalmente enviou a versão final da lista de entrada de pilotos e equipes para 2009. Nela, algumas mudanças com relação à lista previamente divulgada.

Na Ferrari, por solicitação da equipe, Felipe Massa é confirmado como nº 3, com Kimi Raikkonen usando o 4. A mesma inversão de números na Toro Rosso: Sebastian Bourdais é o 11, com o 12 destinado ao novato Buemi.

E a mudança mais inesperada de todas veio na Brawn GP: a FIA a entendeu como uma nova equipe e não mais como uma continuação da Honda. Assim, a equipe não utilizará os 18 e 19 que já tinham inclusive pintado em seus motorhomes. Os números em questão foram destinados à Force India, ficando a ex-Honda com os 20 e 21. Ironicamente, o último número da lista foi destinado a Rubens Barrichello.

Confira abaixo a lista completa:
1. Lewis Hamilton – McLaren Mercedes
2. Heikki Kovalainen – McLaren Mercedes
3. Felipe Massa – Ferrari
4. Kimi Raikkonen – Ferrari
5. Robert Kubica – BMW Sauber
6. Nick Heidfeld – BMW Sauber
7. Fernando Alonso – Renault
8. Nelsinho Piquet – Renault
9. Jarno Trulli – Toyota
10. Timo Glock – Toyota
11. Sebastien Bourdais – Toro Rosso Ferrari
12. Sebastien Buemi – Toro Rosso Ferrari
14. Mark Webber – Red Bull Renault
15. Sebastian Vettel – Red Bull Renault
16. Nico Rosberg – Williams Toyota
17. Kazuki Nakajima – Williams Toyota
18. Adrian Sutil – Force India Mercedes
19. Giancarlo Fisichella – Force India Mercedes
20. Jenson Button – Brawn Mercedes
21. Rubens Barrichello – Brawn Mercedes

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Fragilizando a liderança

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Quanto mais penso no novo regulamento da Fórmula 1, mais enxergo um tiro que sai pela culatra. Vislumbrando um cenário em que apenas a vitória importa e que o segundo lugar de nada vale, fica cada vez mais clara para mim a ideia de que a FIA, indiretamente, passará a fragilizar aquele que está na liderança de uma corrida.

Pensemos. É preciso vencer para ser campeão. Ser segundo colocado, de nada vale. Assim, monta-se uma situação na qual alguém que está andando em segundo em uma corrida não tem nada a perder. E o líder, aquele que deveria ter total controle da situação, passa a ser um alvo. “É melhor eliminar o primeiro do que ser segundo”, li em algum lugar. E é uma triste verdade.

Não imagino um mau-caratismo latente nos pilotos, não creio que tentarão eliminar os adversários propositalmente. Porém, quem estiver em segundo terá todas as condições do mundo para tentar uma ultrapassagem impossível, poderá forçar, deixar o líder em uma situação desconfortável. Fechar a porta numa briga pela liderança poderá ser uma atitude suicida, já que um toque que elimine ambos da prova trará prejuízos apenas àquele que estava em primeiro. Talvez seja até melhor estar em segundo na fase final da corrida, desde que o líder esteja próximo, do que andar em primeiro lugar e não ter o controle da situação.

Isso aumenta a emoção? Sem dúvida. Mas gera uma desigualdade perigosa, estimulará uma concorrência negativa, senão até desleal. Se Fernando Alonso e Felipe Massa andaram se estranhando em 2007 nos GPs da Espanha e da Europa por disputas um tanto duras por posição, ainda que leais, imagine o que pode vir a acontecer numa situação em que um piloto jogue o outro para fora. Num extremo, o panorama poderá ser caótico. Poderemos viver a era do mata-mata na Fórmula 1.

Estimular a agressividade é um erro. Talvez os maus exemplos do passado, protagonizados por Alain Prost, Ayrton Senna e Michael Schumacher não tenham servido de lição. A FIA está brincando com coisa muito séria.

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