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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Fórmula 1 e Carnaval
Carnaval pode ser sinônimo de festa e/ou descanso no Brasil, mas não é bem assim na Fórmula 1. Enquanto aqui McGyver, Hugh Hefner, Jennifer Lopez e outros astros internacionais vêm faturar uma grana fazendo parte da bagunça, lá em Barcelona equipes e pilotos estarão trabalhando. Isso quando não estão propriamente competindo. Sim, porque já houve corridas de Fórmula 1 em pleno período carnavalesco. Duas ocasiões, em 1973 e 1992, todas elas na África do Sul.
Em 1973 a corrida caiu no dia 3 de março, um sábado de Carnaval. Por questões religiosas, nessa época não se corria aos domingos nos países sob influência britânica (o GP da Inglaterra, por exemplo, só foi disputado num domingo pela primeira vez em 1976). Foi a terceira prova da temporada e uma corrida importante, com talvez uma das mais incríveis vitórias do lendário Jackie Stewart. Após bater nos treinos e se classificar mal, o escocês largou da 16ª posição com seu Tyrrell e partiu feito um raio, ultrapassando todos que via pela frente. Em apenas seis voltas, assumiu a liderança da prova para não mais perder. Tudo bem que foi beneficiado por quatro pilotos que bateram na largada, mas 15 posições em seis voltas é algo impressionante. Foi a primeira vitória de Stewart na temporada na qual se despedia da Fórmula 1, culminando com o tricampeonato mundial. O GP da África do Sul de 1973 marcou também a estreia da equipe Shadow, que conseguiu colocar George Follmer nos pontos, chegando em sexto lugar.
A outra prova disputada na África do Sul durante as festas foi no domingo de Carnaval de 1992, na abertura da temporada. Era o retorno do país ao calendário da Fórmula 1 depois de sete anos e marcava a reconstrução do país após o fim do abominável Apartheid. Ao contrário da edição de 19 anos antes, foi uma corrida monótona e arrastada, que marcou a estreia do fantástico Williams-Renault FW14B já colocando uma luneta na concorrência. Foi uma prévia do que seria a temporada: pole position com mais de meio segundo de vantagem sobre a McLaren de Ayrton Senna (0.741s, mais precisamente), Nigel Mansell disparou na frente e venceu de ponta a ponta, chegando mais de 30s à frente do brasileiro, que foi o terceiro colocado. Riccardo Patrese, seu companheiro de equipe, fechou a dobradinha da Williams com o segundo lugar. Assim como Stewart em 1973, Mansell terminaria a temporada campeão e se retiraria da Fórmula 1. Mas, ao contrário do escocês, acabou voltando dois anos depois.Data marcada
A Mercedes confirmou ontem o lançamento do seu modelo para 2012, o W03, para o dia 21 de fevereiro, vulgarmente conhecido como terça-feira de Carnaval.
Na peça de divulgação, já há um teaser do novo carro. Malandramente, o jogo de luz e sombras oculta justamente a parte que gera mais curiosidade: o carro tem degrau no bico ou não? O que dá pra ver pela silhueta é que a ponta do nariz é bem diferente do carro do ano passado. Um desenho mais afilado, magrinho.
Para ver melhor a imagem, clique na miniatura aí à esquerda.
Tags: Mercedes
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Mundo animal
Os ornitorrincos de 2012 não são novidade no que diz respeito à relação entre carros de Fórmula 1 e o mundo animal. Há tempos jornalistas e torcedores se utilizam de animais para batizar de forma carinhosa carros com formatos diferentes. Mas tal distinção não se aplica apenas às formas. Na história da categoria, equipes e patrocinadores também fizeram valer da imagem lúdica de animais para angariar alguma simpatia.
A seguir, um top 10 capellesco da fauna da Fórmula 1.
1. Shadow Leão (1979)
Em 1979, a equipe Shadow conseguiu um patrocínio da Samson, fabricante de papel para cigarros. Como o símbolo da marca era um leão e vivia-se o final dos anos 70, a ideia foi fazer um carro psicodélico, utilizando a imagem de um leão de fogo. Se já é ousado hoje, imagine para a época. O resultado estético é discutível, mas foi um trabalho artístico de primeira linha, feito à mão.
2. Ferrari Bico-de-Pato (1989-1991)
Em 1989, John Barnard (o Adrian Newey da época) inovou com um desenho radical para a Ferrari. O carro tinha laterais largas e uma frente estreita e reta, similar ao bico de um pato. A linha de Ferraris-Pato foi vencedora, tendo conquistado nove vitórias em Grandes Prêmios. Ganhou a corrida de estréia, no Brasil, e sua segunda geração, o modelo F1-90, levou Alain Prost ao vice-campeonato em 1990. Também entrou para a história por ter sido o primeiro carro com câmbio semi-automático na categoria.
3. Benetton Tubarão (1991)
Outra criação de John Barnard, que trocou a Ferrari pela Benetton em meados de 1990. Seu primeiro modelo para a equipe anglo-italiana, que estreou em 1991, também revolucionou a Fórmula 1, aprimorando o conceito de bico alto desenvolvido por Harvey Postlethwaite para a Tyrrell no ano anterior. Foi o primeiro carro com o aerofólio preso abaixo do bico por duas hastes, o que lhe rendeu o apelido de “Tubarão”. Também foi um carro vencedor, tendo ganho o GP do Canadá de 1991 com Nelson Piquet. Foi o primeiro da série de carros que culminou no bicampeonato de Michael Schumacher em 1994-95.
4. Jordan Cobra (1997)
Eddie Jordan chamou a atenção em 1997 com uma pintura bastante diferente para o carro de sua equipe. O Jordan 197 recebeu um tema bastante agressivo: uma cobra. Um belo desenho, com o bico do carro se transformando na cabeça de uma serpente e as hastes da asa dianteira virando suas presas. As laterais do carro representavam escamas e uma característica língua bifurcada saía da boca e se espalhava pela lateral do cockpit. Radical, ousado, bonito pacas.
5. Jordan Vespa (1998-2000)
Depois do sucesso da cobra em 1997, a Jordan mudou de tema no ano seguinte. O Jordan 198 virou uma vespa, ou uma “Buzzin’ Hornet”, numa alternativa criada pela equipe para substituir a marca dos cigarros Benson & Hedges nos países em que a legislação proibia propaganda tabagista. Tendo sido tema do carro que deu à equipe sua primeira vitória na Fórmula 1, as vespas deram sorte e continuaram representando a Jordan por mais dois anos.
6. Jordan Tubarão (2001)
Depois de cobra e vespa, a Jordan resolveu ser ainda mais agressiva em 2001, transformando seu carro num tubarão de dentes afiados. Foi o segundo tubarão da F1, mas diferentemente da Benetton, neste caso a semelhança estava mais era na pintura mesmo. Uma obra de arte que não deu certo: foi a temporada que marcou o início da derrocada do time, que acabou por ser vendido três anos mais tarde. A partir de 2002, Eddie Jordan abandonou os bichos.
7. Williams de Dentes-de-Sabre (2004)
Uma tentativa radical de inovação que não deu certo. A Williams de Dentes-de-Sabre, também conhecida como “Prestobarba”, foi um caminho que a equipe seguiu sozinha. Chamou a atenção nos testes pela diferença de abordagem no desenho dianteira do carro com relação às equipes rivais, mas ficou só nisso. O carro não era grande coisa e no meio da temporada o time já adotou uma solução mais convencional para o bico do carro. E foi com uma versão “normal” do modelo FW26 que a Williams conquistou sua última vitória na F1, com Montoya no Brasil, em 2004.
8. McLaren Tamanduá (2003-2004)
Assim como a Williams dentuça, foi outro retumbante fracasso. Talvez o maior da carreira de Adrian Newey, o gênio da Fórmula 1 atual. O McLaren com focinho de tamanduá, originalmente denominado MP4-18, deveria ter estreado na temporada de 2003. Mas o carro apresentou tantos problemas nos testes que sua estreia foi sendo adiada indefinidamente, até que o time desistisse de utilizá-lo no campeonato. Mesmo com uma versão revisada do carro anterior, o MP4-17, Kimi Raikkonen conseguiu brigar pelo título até a última corrida, sem que o MP4-18 fosse colocado para correr. No ano seguinte, veio o MP4-19, também tamanduático e problemático, que fez a equipe amargar apenas o quinto lugar no campeonato de construtores, sua pior classificação em vinte anos.
9. Toro Rosso (2006-)
Este existe até hoje. Se a Shadow e a Jordan se utilizaram de animais na pintura de seus carros, a Toro Rosso foi a primeira a adotá-lo até no nome da equipe. Tudo bem, já existia a Red Bull, mas aí é reprodução simples da marca de energéticos dona da equipe. Toro Rosso, que também significa “touro vermelho”, foi a bem-humorada versão Redbullesca que a marca austríaca deu para sua equipe-satélite, montada após a compra da italiana Minardi. Ficou simpático e a pintura do carro é linda, ostentando desde 2006 este touro revoltado na carenagem. E foi com uma pintura dessas que Sebastian Vettel ganhou pela primeira vez na Fórmula 1, em Monza/2008.
10. BMW Veado (2008)
A temporada de 2008 foi o apogeu dos apêndices e penduricalhos na Fórmula 1. Os carros eram tão cheios de recortes e aletas que brincava-se na época que, se o carro atropelasse uma batata, saía Ruffles do outro lado. Nessa onda, a BMW Sauber colocou chifres no bico do carro que se assemelhavam aos de um veado. As aletas não foram utilizadas em todas as corridas, mas ainda que discutíveis esteticamente, deram resultado. Foi a melhor temporada da equipe na categoria, culminando na vitória de Robert Kubica no GP do Canadá. Mas sem chifres naquela ocasião.
Tags: Benetton, BMW Sauber, Carros esquisitos, Ferrari, Jordan, McLaren, Shadow, Williams
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Jogo dos sete erros: Alonso
Fernando Alonso é outro piloto que fez modificações na pintura de seu capacete para 2012. No entanto, foram mudanças discretas. Assim, dá pra brincar de jogo dos sete erros. Alguém se arrisca?
Belo clique
Durante a pré-temporada, na qual os carros andam quase o dia todo e com as mais diferentes condições de luz, os fotógrafos fazem a festa. E o resultado é quase sempre espetacular, como nesta foto de Sebastian Vettel, ontem, em Jerez. O autor é Mark Thompson, do Getty Images.
Evolução da espécie
A McLaren hoje foi taxativa: seu bico para 2012 será este mesmo que estamos vendo nos testes, sem degraus, sem ornitorrinco, sem boto rosa. A explicação de Paddy Lowe soa até um pouco óbvia: há alguns anos o conceito de trabalho da equipe se baseia num carro com a frente mais baixa. E como já era assim nos últimos anos, não foram necessárias muitas mudanças para se adequar ao regulamento. O carro novo, harmônico, é apenas uma evolução da espécie McLaren. E como a maioria dos outros times possuía projetos de carros com perfil mais alto e não quiseram mudar sua concepção, acabaram adaptando aquele degrau ali. Em resumo, o ornitorrinco surgiu na Fórmula 1 como deve ter surgido na natureza: uma grande e desconjuntada gambiarra.
Com isso, fiquei pensando em como será a Mercedes, que só apresentará seu novo carro nos próximos testes, daqui a duas semanas. Originalmente, desde os tempos de Brawn GP, a equipe trabalha com carros com a frente mais baixa, tal qual a McLaren. O que me faz acreditar que ela deva ser a segunda equipe a apresentar carro novo com um desenho mais clássico. Será?
Para referência, olha a Mercedes W02 de 2011 aí. Bico baixo.
Tags: McLaren, Mercedes
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Maldonado, o feioso
E continua a viadagem do Capelli Fashion Week. O casco de hoje é o do venezuelano Pastor Maldonado, companheiro de Bruno Senna na Williams. Pastor parece um lobisomem e já é feio por natureza, mas parece desejar refletir essa “característica”, digamos assim, também em seu capacete.
Se o utilizado no ano passado já era medonho, o novo é ainda pior. Desenho ainda mais irregular, difícil de compreender, cores contrastantes, estrelas cintilantes. Como se diz aqui no sul, parece uma penteadeira de p*ta.
Pelo menos, é um capacete que faz jus aos carros da F1 em 2012.
Mais capacetes: Sergio Perez
Dando sequência ao desfile dos novos capacetes para a temporada 2012 (também conhecido como Capelli Fashion Week), agora é a vez do mexicano Sergio Perez. O piloto da Sauber manteve o desenho do ano passado, mas trocou as cores. Do predominante alaranjado, mudou para um amarelo-limão. O topo também sofreu alterações, contendo agora a bandeira do México que já tinha aparecido numa versão prateada utilizada no ano passado. No espaço branco, foi adicionada uma textura com temas indígenas locais (não sei se maias ou astecas).
A mudança para o verde e amarelo me parece fazer referência a um desenho que Perez já tinha utilizado em sua fase pré-F1. Honestamente, acho os dois bem feiosos.
Tags: Sauber, Sergio Perez
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Capacete Grosjean
A Lotus liberou ontem fotos oficiais dos capacetes de seus pilotos. O de Kimi Raikkonen já tinha sido apresentado em janeiro, então não há muita novidade. Mas Romain Grosjean apareceu de visual novo, com um desenho mais parecido com o que utilizava no ano passado, quando foi campeão da GP2.
Em sua passagem anterior pela Fórmula 1, em 2009, o francês utilizava uma pintura bem diferente, em azul, laranja e amarelo. O desenho atual é mais sóbrio, com dourado, laranja e preto. Pessoalmente, gostava mais do anterior. O novo não passa de um amontoado de clichês gráficos. Nas formas, me lembrou o casco que Timo Glock utilizou em 2011.
Tags: Lotus, Romain Grosjean, Timo Glock
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Tyrrell reloaded
Já há algum tempo venho associando a imagem da decadente Williams à da extinta equipe Tyrrell. Embora o passado da primeira seja bem mais glorioso que o da segunda, são histórias que se assemelham. Ambos times britânicos, tocados por garagistas apaixonados pelo que fazem. Ambos tiveram uma subida meteórica, tornando-se protagonistas da Fórmula 1 e conquistando títulos num intervalo de poucos anos. Porém, algumas decisões erradas – entre elas não se associar fortemente a uma montadora – levaram ambas a uma longa e penosa decadência. A Tyrrell ficou quinze anos sem uma vitória até que fosse finalmente vendida e sua história, encerrada. A Williams já não sabe o que é ganhar há oito anos.
Mas ao ver essa foto do lançamento do FW34 hoje, em Jerez, essa sensação se pronunciou. O carro é azul marinho, carece de um patrocinador principal e tem a terceira pintura diferente em três anos, exatamente como fazia a Tyrrell, que tentava assim resgatar algum tipo de identidade já perdida no tempo. Os macacões meio improvisados, com poucas marcas costuradas de forma irregular, e os dois pilotos – pagantes – também me remeteram definitivamente aos últimos anos da Tyrrell.
Aqui cabe um aparte: piloto pagante sempre houve na Fórmula 1 e não é demérito para ninguém em início de carreira. O problema é quando estes pilotos se perpetuam na categoria sem apresentar nada que lhes justifique o assento além do dinheiro, como foi o caso de Andrea de Cesaris e Pedro Paulo Diniz. Bruno Senna chega, sim, apoiado por dinheiro, mas é a primeira vez que terá uma temporada inteira numa equipe minimamente decente para mostrar seu talento. Merece algum crédito. E Pastor Maldonado tem muito mais má fama do que realmente falta de talento. Ano passado andou várias vezes à frente do experiente Rubens Barrichello. Não merece sofrer tanto bullying. Fim do aparte.
É de uma ironia suprema que Frank Williams, hoje, precise ter em seus carros dois pilotos que não necessariamente sejam escolha sua. Vale lembrar que ele e Patrick Head assumiram o risco de perder os motores Honda no final de 1987 por não aceitarem ter Satoru Nakajima em um de seus cockpits. Um gesto bravo, mas que colocou a equipe em sério risco. E nos últimos anos ambos tiveram que engolir justamente o filho de Nakajima, por “sugestão” da Toyota. Sinal dos tempos.
No lançamento do novo carro, algumas ausências notáveis. Patrick Head, o projetista que copiava (sem deméritos, ele era bom nisso mesmo), deixou o barco no final do ano passado. Sam Michael, diretor técnico, também saiu. Para seu lugar, foi chamado Mike Coughlan – sim, aquele mesmo que andou xerocando umas coisas que não podia da Ferrari e detonou o maior escândalo de espionagem da F1. Resta ver como a equipe vai reagir a tantas mudanças.
No rodapé do grid de largada, a Williams é, hoje, uma caricatura de sua história. O carro é feio, como o regulamento de 2012 requer, e os motores serão Renault. O carro precisa ser bem nascido, pois há poucos testes disponíveis e não há mais a figura experiente de Rubens Barrichello para auxiliar no desenvolvimento. Se começar mal, de última tentativa de ressurreição, a temporada pode virar o último suspiro do time que, no ano passado, amargou a pior temporada desde sua estreia, em 1976.
Olhando o copo meio cheio, dá para concluir que pior do que está, a Williams não fica. Só se fechar as portas.
Bruno na Williams
Não sei se foi um “vazamento” ou se foi mesmo divulgada, mas uma Fan Page não-oficial de Bruno Senna no Facebook conseguiu uma foto de estúdio dele já com o macacão da Williams.
O carro será apresentado nesta terça-feira, mas pela foto já dá para ter uma ideia de como deverão ser as cores do carro: azul marinho, branco e vermelho. Me parece, assim, que os boatos de que os carros poderiam ser azul e amarelo estão descartados.
Na terça pela manhã, a resposta.
Tags: Bruno Senna, Williams
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O outro touro
E a irmã caçula da Red Bull também apresentou seu carro hoje. O STR7, da Toro Rosso, é feio igual a quase todos os outros modelos da temporada. Mas pelo menos a pintura desse é bacana, com aquele touro furioso na lateral. Mesmo indo para a sétima temporada, não me canso dessa arte. Acho legal.
O carro parece convencional, sem invencionices. Vai ser uma equipe interessante de acompanhar em 2012, com dois pilotos pouco experientes, loucos para acelerar e prontos para dar prejuízo: o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne. Alguém topa um bolão sobre como o Galvão vai pronunciar o nome do Jean? Eu aposto em Jã-Êrriq-Vernhê. Com possíveis variações, de acordo com o humor ou o avançado da hora: Venhê, Venhé, Vêrg.
Bonitão
Enquanto os novos carros da Fórmula 1 provocam os mais diversos pesadelos (já há relatos de pessoas sonhando com ornitorrincos assassinos, botos-rosa violentos, golfinhos psicopatas e baionetas afiadas), o novo Dallara DW12 da Indy é um verdadeiro colírio. Linhas harmônicas, espaço para publicidade e até uma bem-vinda proteção anti-decolagem nos pneus traseiros.
O Alex Grün foi quem me chamou a atenção agora, destacando esta foto que eu roubei descaradamente do site do Américo. É a primeira vez que aparece um dos novos Dallara já pintado com as cores dos patrocinadores. E ficou bonitão.
Tags: Dallara, Helio Castroneves, Indy
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Lançamentos do dia
Dia movimentado essa segundona. Quem apareceu de carro novo bem cedinho foi a Sauber. Logo depois veio a Red Bull e em poucos minutos a Toro Rosso também deve pintar com seu novo carro.
A Sauber surpreende pela pintura, com uma dianteira preta que ficou meio esquisita. Pelo menos a equipe finalmente saiu daquele esquema BMW que perdurava desde 2006. O desenho é orgânico, inspirado na natureza, mais especificamente no animal mais harmônico que existe: o ornitorrinco.
Já a Red Bull mostrou um carro similar ao vencedor do ano passado, com mudanças na dianteira em função do novo regulamento. Digamos que é um ornitorrinco diferente, nascido da cruza genética com um escaninho. Adrian Newey pode ter dado o pulo do gato ao acrescentar este vão na parte dianteira do carro. Para onde vai o ar que entra por ali eu não sei, mas certamente alguém vai dizer que gerará mais downforce, uma evolução que tornará o carro mais eficiente aerodinamicamente e blá blá blá.
Bonito, bonito, não achei nenhum dos dois. Mas admito que já estou me acostumando a estes novos seres.
Tags: Red Bull, Sauber
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O carro do Kimi
A Lotus lançou no começo desta tarde o E20, modelo com o qual vai disputar a temporada 2012. O carro é bonito – apesar do bico ornitorríntico – e agora tem patrocínio de xampu e desodorante. Mas a grande atração, mesmo, é o retorno de Kimi Raikkonen à Fórmula 1.
Porém, nem de longe isso é um indício de bons resultados. Palpitar é se arriscar, e me arrisco a dizer que a Lotus tende a ser uma das grandes decepções da temporada. A equipe vem numa queda livre técnica desde o acidente de Robert Kubica, há um ano. Sem pilotos líderes (Heidfeld, Petrov e Bruno Senna foram rotundos fracassos) e sem o mesmo dinheiro dos tempos de Renault, o time despencou em 2011. Começou a temporada no pódio e terminou rezando para terminar entre os dez primeiros, coisa que só conseguiu em uma das últimas quatro corridas.
Kimi chega para salvar a pátria, mas não parece ser o piloto certo para isso. Está fora da categoria há dois anos, a adaptação é difícil em razão dos poucos testes permitidos e, convenhamos, nunca foi um sujeito que soubesse unir e guiar uma equipe em torno de um objetivo comum. É talentoso, é rápido, mas deve enfrentar dificuldades semelhantes à de Schumacher na Mercedes. E quando tudo der errado, vai para o fundo do box comer um picolé e mandar o mundo às favas. Romain Grosjean, seu companheiro, ganha uma segunda chance na Fórmula 1 depois das medíocres apresentações pela mesma equipe, em 2009. Ganhou a GP2, reergueu a carreira, mas ainda assim é visto com desconfiança.
Os motores são Renault – os mesmos da campeã Red Bull, diria o fã mais esperançoso -, mas nem isso é garantia de sucesso. Com o congelamento de motores, hoje eles não fazem mais a mesma diferença do passado. Vale lembrar que a outra Lotus (hoje Caterham) dispunha dos mesmos propulsores em 2011 e nem por isso saiu da rabeira do grid. Fossem propulsores Mercedes ou Ferrari, a equipe estaria na mesma enrascada.
Durante a semana teremos uma melhor noção do potencial da Lotus para esta temporada. Mas, até que a tabela de tempos prove o contrário, é séria candidata ao meio do pelotão.
Calendário de lançamentos e testes – F1 2012
Seguinte, pessoal. Muita gente perguntando sobre as próximas datas de lançamento dos carros das equipes da Fórmula 1 para a temporada 2012. Então, abaixo, compilei todas as datas em um calendário. Tudo de importante acontece semana que vem. Lembrando que já lançaram seus carros, pela ordem: Caterham, McLaren, Ferrari e Force India.
As próximas:
Lotus – 05/02 (vulgo amanhã)
Sauber – 06/02
Toro Rosso – 06/02
Red Bull – 06/02
Williams – 07/02
Mercedes – Não confirmado
Marussia – Não confirmado
Hispania – Não confirmado
Embora não tenha agendado o lançamento, é bem provável que a Mercedes apresente seu carro também nos próximos dias. Os primeiros testes da pré-temporada começam na terça e é difícil que uma equipe grande perca um dos pouquíssimos dias de testes disponíveis.
A propósito, segue outro calendário, o dos testes da pré-temporada. São apenas 12 datas:
De 07 a 10/02 – Jerez de La Frontera (4 dias)
De 21 a 24/02 – Barcelona (4 dias)
De 01 a 04/03 – Barcelona (4 dias)
Lembrando que a temporada começa em 18/03, na Austrália.
Tags: Pré-temporada
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Fórmula Ornitorrinco
Depois do lançamento da Caterham na semana passada, as novas Ferrari e Force India divulgadas hoje confirmaram a tese de que os carros da Fórmula 1 deste ano serão ornitorrincos feitos de fibra de carbono. Mas por quê essa solução aerodinâmica bizarra?
Bom, o motivo dos engenheiros terem escolhido este desenho eu realmente não sei. Mas o que provocou tal mudança foi o novo regulamento da categoria. Por questões de segurança, a FIA instituiu que os bicos dos carros este ano não poderão ter uma altura superior a 55 centímetros em relação ao solo.
A preocupação é com possíveis colisões em “T”. Na altura em que os bicos estavam até o ano passado, era possível que estes acertassem a cabeça de um piloto adversário em caso de um choque perpendicular. Com imposição da nova altura, agora o bico do carro bateria na lateral do cockpit, preservando assim o piloto que sofresse a eventual pancada. Como o regulamento diz que a altura do cockpit pode permanecer a 62,5 cm do solo, a melhor alternativa encontrada pelos projetistas, depois de simulações aerodinâmicas (creio), foi criar este degrau esquisito no bico.Até agora, a McLaren parece ter fugido à regra, mas ainda não dá para ter certeza. Como o bico apresentado anteontem não é o que será utilizado na temporada, novidades (desagradáveis) podem aparecer nos carros prateados nas primeiras provas do ano. Uma coisa é fato: os carros da F1 estão medonhos em 2012.
Tags: Ferrari, FIA, Force India, Regulamento
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O novo Hulkenberg
Nico Hulkenberg, embora tenha sido um dos destaques da temporada 2010 da Fórmula 1, ficou sem cockpit no ano passado. Preterido na Williams pelos dólares petrolíferos de Pastor Maldonado, acabou amargando uma temporada toda como reserva da Force India. Este ano, graças do destempero de Adrian Sutil fora das pistas – quase matou um executivo da Genii numa briga de bar -, foi promovido a titular e vai correr de novo.
Para celebrar seu retorno à F1, o alemão resolveu mudar a pintura de seu casco pela primeira vez desde que estreou na categoria. E, admito, o desenho novo ficou legal pra caramba. Abaixo, um comparativo na linha antes e depois. O laranjão com preto vai adornar bem no carro Sukitão da equipe.



































