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Fórmula 1 e Carnaval

Carnaval pode ser sinônimo de festa e/ou descanso no Brasil, mas não é bem assim na Fórmula 1. Enquanto aqui McGyver, Hugh Hefner, Jennifer Lopez e outros astros internacionais vêm faturar uma grana fazendo parte da bagunça, lá em Barcelona equipes e pilotos estarão trabalhando. Isso quando não estão propriamente competindo. Sim, porque já houve corridas de Fórmula 1 em pleno período carnavalesco. Duas ocasiões, em 1973 e 1992, todas elas na África do Sul.

Em 1973 a corrida caiu no dia 3 de março, um sábado de Carnaval. Por questões religiosas, nessa época não se corria aos domingos nos países sob influência britânica (o GP da Inglaterra, por exemplo, só foi disputado num domingo pela primeira vez em 1976). Foi a terceira prova da temporada e uma corrida importante, com talvez uma das mais incríveis vitórias do lendário Jackie Stewart. Após bater nos treinos e se classificar mal, o escocês largou da 16ª posição com seu Tyrrell e partiu feito um raio, ultrapassando todos que via pela frente. Em apenas seis voltas, assumiu a liderança da prova para não mais perder. Tudo bem que foi beneficiado por quatro pilotos que bateram na largada, mas 15 posições em seis voltas é algo impressionante. Foi a primeira vitória de Stewart na temporada na qual se despedia da Fórmula 1, culminando com o tricampeonato mundial. O GP da África do Sul de 1973 marcou também a estreia da equipe Shadow, que conseguiu colocar George Follmer nos pontos, chegando em sexto lugar.

É Carnaval, é a doce ilusão, vou fazer dobradinha e ser campeão...

A outra prova disputada na África do Sul durante as festas foi no domingo de Carnaval de 1992, na abertura da temporada. Era o retorno do país ao calendário da Fórmula 1 depois de sete anos e marcava a reconstrução do país após o fim do abominável Apartheid. Ao contrário da edição de 19 anos antes, foi uma corrida monótona e arrastada, que marcou a estreia do fantástico Williams-Renault FW14B já colocando uma luneta na concorrência. Foi uma prévia do que seria a temporada: pole position com mais de meio segundo de vantagem sobre a McLaren de Ayrton Senna (0.741s, mais precisamente), Nigel Mansell disparou na frente e venceu de ponta a ponta, chegando mais de 30s à frente do brasileiro, que foi o terceiro colocado. Riccardo Patrese, seu companheiro de equipe, fechou a dobradinha da Williams com o segundo lugar. Assim como Stewart em 1973, Mansell terminaria a temporada campeão e se retiraria da Fórmula 1. Mas, ao contrário do escocês, acabou voltando dois anos depois.

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Data marcada

A Mercedes confirmou ontem o lançamento do seu modelo para 2012, o W03, para o dia 21 de fevereiro, vulgarmente conhecido como terça-feira de Carnaval.

Na peça de divulgação, já há um teaser do novo carro. Malandramente, o jogo de luz e sombras oculta justamente a parte que gera mais curiosidade: o carro tem degrau no bico ou não? O que dá pra ver pela silhueta é que a ponta do nariz é bem diferente do carro do ano passado. Um desenho mais afilado, magrinho.

Para ver melhor a imagem, clique na miniatura aí à esquerda.

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Mundo animal

Os ornitorrincos de 2012 não são novidade no que diz respeito à relação entre carros de Fórmula 1 e o mundo animal. Há tempos jornalistas e torcedores se utilizam de animais para batizar de forma carinhosa carros com formatos diferentes. Mas tal distinção não se aplica apenas às formas. Na história da categoria, equipes e patrocinadores também fizeram valer da imagem lúdica de animais para angariar alguma simpatia.

A seguir, um top 10 capellesco da fauna da Fórmula 1.

1. Shadow Leão (1979)

Em 1979, a equipe Shadow conseguiu um patrocínio da Samson, fabricante de papel para cigarros. Como o símbolo da marca era um leão e vivia-se o final dos anos 70, a ideia foi fazer um carro psicodélico, utilizando a imagem de um leão de fogo. Se já é ousado hoje, imagine para a época. O resultado estético é discutível, mas foi um trabalho artístico de primeira linha, feito à mão.

2. Ferrari Bico-de-Pato (1989-1991)

Em 1989, John Barnard (o Adrian Newey da época) inovou com um desenho radical para a Ferrari. O carro tinha laterais largas e uma frente estreita e reta, similar ao bico de um pato. A linha de Ferraris-Pato foi vencedora, tendo conquistado nove vitórias em Grandes Prêmios. Ganhou a corrida de estréia, no Brasil, e sua segunda geração, o modelo F1-90, levou Alain Prost ao vice-campeonato em 1990. Também entrou para a história por ter sido o primeiro carro com câmbio semi-automático na categoria.

3. Benetton Tubarão (1991)

Outra criação de John Barnard, que trocou a Ferrari pela Benetton em meados de 1990. Seu primeiro modelo para a equipe anglo-italiana, que estreou em 1991, também revolucionou a Fórmula 1, aprimorando o conceito de bico alto desenvolvido por Harvey Postlethwaite para a Tyrrell no ano anterior. Foi o primeiro carro com o aerofólio preso abaixo do bico por duas hastes, o que lhe rendeu o apelido de “Tubarão”. Também foi um carro vencedor, tendo ganho o GP do Canadá de 1991 com Nelson Piquet. Foi o primeiro da série de carros que culminou no bicampeonato de Michael Schumacher em 1994-95.

4. Jordan Cobra (1997)

Eddie Jordan chamou a atenção em 1997 com uma pintura bastante diferente para o carro de sua equipe. O Jordan 197 recebeu um tema bastante agressivo: uma cobra. Um belo desenho, com o bico do carro se transformando na cabeça de uma serpente e as hastes da asa dianteira virando suas presas. As laterais do carro representavam escamas e uma característica língua bifurcada saía da boca e se espalhava pela lateral do cockpit. Radical, ousado, bonito pacas.

5. Jordan Vespa (1998-2000)

Depois do sucesso da cobra em 1997, a Jordan mudou de tema no ano seguinte. O Jordan 198 virou uma vespa, ou uma “Buzzin’ Hornet”, numa alternativa criada pela equipe para substituir a marca dos cigarros Benson & Hedges nos países em que a legislação proibia propaganda tabagista. Tendo sido tema do carro que deu à equipe sua primeira vitória na Fórmula 1, as vespas deram sorte e continuaram representando a Jordan por mais dois anos.

6. Jordan Tubarão (2001)

Depois de cobra e vespa, a Jordan resolveu ser ainda mais agressiva em 2001, transformando seu carro num tubarão de dentes afiados. Foi o segundo tubarão da F1, mas diferentemente da Benetton, neste caso a semelhança estava mais era na pintura mesmo. Uma obra de arte que não deu certo: foi a temporada que marcou o início da derrocada do time, que acabou por ser vendido três anos mais tarde. A partir de 2002, Eddie Jordan abandonou os bichos.

7. Williams de Dentes-de-Sabre (2004)

Uma tentativa radical de inovação que não deu certo. A Williams de Dentes-de-Sabre, também conhecida como “Prestobarba”, foi um caminho que a equipe seguiu sozinha. Chamou a atenção nos testes pela diferença de abordagem no desenho dianteira do carro com relação às equipes rivais, mas ficou só nisso. O carro não era grande coisa e no meio da temporada o time já adotou uma solução mais convencional para o bico do carro. E foi com uma versão “normal” do modelo FW26 que a Williams conquistou sua última vitória na F1, com Montoya no Brasil, em 2004.

8. McLaren Tamanduá (2003-2004)

Assim como a Williams dentuça, foi outro retumbante fracasso. Talvez o maior da carreira de Adrian Newey, o gênio da Fórmula 1 atual. O McLaren com focinho de tamanduá, originalmente denominado MP4-18, deveria ter estreado na temporada de 2003. Mas o carro apresentou tantos problemas nos testes que sua estreia foi sendo adiada indefinidamente, até que o time desistisse de utilizá-lo no campeonato. Mesmo com uma versão revisada do carro anterior, o MP4-17, Kimi Raikkonen conseguiu brigar pelo título até a última corrida, sem que o MP4-18 fosse colocado para correr. No ano seguinte, veio o MP4-19, também tamanduático e problemático, que fez a equipe amargar apenas o quinto lugar no campeonato de construtores, sua pior classificação em vinte anos.

9. Toro Rosso (2006-)

Este existe até hoje. Se a Shadow e a Jordan se utilizaram de animais na pintura de seus carros, a Toro Rosso foi a primeira a adotá-lo até no nome da equipe. Tudo bem, já existia a Red Bull, mas aí é reprodução simples da marca de energéticos dona da equipe. Toro Rosso, que também significa “touro vermelho”, foi a bem-humorada versão Redbullesca que a marca austríaca deu para sua equipe-satélite, montada após a compra da italiana Minardi. Ficou simpático e a pintura do carro é linda, ostentando desde 2006 este touro revoltado na carenagem. E foi com uma pintura dessas que Sebastian Vettel ganhou pela primeira vez na Fórmula 1, em Monza/2008.

10. BMW Veado (2008)

A temporada de 2008 foi o apogeu dos apêndices e penduricalhos na Fórmula 1. Os carros eram tão cheios de recortes e aletas que brincava-se na época que, se o carro atropelasse uma batata, saía Ruffles do outro lado. Nessa onda, a BMW Sauber colocou chifres no bico do carro que se assemelhavam aos de um veado. As aletas não foram utilizadas em todas as corridas, mas ainda que discutíveis esteticamente, deram resultado. Foi a melhor temporada da equipe na categoria, culminando na vitória de Robert Kubica no GP do Canadá. Mas sem chifres naquela ocasião.

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Pergunte ao Capelli – 8ª edição

Sim, o infame “Pergunte ao Capelli” está de volta. Os leitores perguntaram por aqui e agora o post foi atualizado com as respostas. Na semana que vem, nova rodada de respostas absurdas para perguntas inteligentes. Você só lê aqui.

P: Se eu der uma volta com um protótipo de endurance nas ruas, o que acontece? (Edson Tamandaré)
R: Vai tomar uma multa por excesso de barulho. E, se estiver em SP, vai rodar na inspeção veicular.

P: Por quê voltou? (Leandro Miranda)
R: Porque voltei.

P: Capelli, em alguns circuitos os carros de 2011, com V8 2.4 e 770 cv, foram mais rápidos que os da temporada de 2005, que tinha os V10 de 1.000 cv. As mudanças do regulamento para 2012, notadamente a mudança do difusor quente, deixarão os carros muito mais lentos em relação ao ano passado? É possível fazer alguma comparação de desempenho? (João)
R: Difícil avaliar por enquanto, mas acho que eles ficarão um pouco mais lentos sim. O fato da Mercedes velha (que já não era grande coisa) ter andando bem na frente pode indicar isso.

P: Na sua opinião, qual era a ordem de forças das equipes nas temporadas 85,86 e 87? (Leandro)
R: Em 1985 a McLaren era bem superior às demais equipes, seguida de Ferrari, Williams e Lotus. No final da temporada, a Ferrari começou a quebrar pra caramba e a Williams e o motor Honda se acharam. Assim, as duas trocaram de posições. Em 1986, a Williams estava claramente à frente, seguida de McLaren, Lotus e Ferrari. Em 1987, a ordem foi Williams, Lotus, McLaren e Ferrari. No final da temporada, a Ferrari cresceu e virou a segunda melhor equipe.

Schumacher na Ferrari Poltrona-da-Vó

P: Fora 2012, quais foram as temporadas que produziram uma leva de carros feios? (Maxwell Medeiros)
R: Lembro de 1976 e 1996. Em 76, as entradas de ar do motor cresceram descontroladamente e geraram uma categoria bizarra. A Ligier Bule-de-Chá era o maior expoente dessa era, que durou apenas três corridas. A partir do GP da Espanha, a organização do campeonato regulamentou as entradas de ar e todas diminuíram de tamanho. Em 1996 entraram em vigor as proteções para cabeça dos pilotos. Tateando a nova regra, as equipes desenvolveram cockpits largos e cheios de estofamento, parecia que os pilotos estavam sentados numa poltrona. Coisa esquisita.

P: O que você acha das promessas brasileiras Felipe Nasr e Pietro Fantin? Há outro que tenha lhe chamado a atenção e tenha chance de chegar a F-1? (Danilo)
R: Ainda é muito cedo, difícil prever qualquer coisa antes que cheguem pelo menos à GP2. Fizeram uma onda com o Pizzonia na F3 inglesa e deu no que deu.

P: Bruno disse que em entrevista a jornalistas espanhóis que os testes de performance seriam feitos em Barcelona, podemos esperar uma Williams mais rápida em Barça? (Mario Sérgio)
R: Ele falou isso, então acho que podemos esperar sim. Mas todo mundo deve andar mais rápido em Barcelona, então talvez a ordem das coisas fique como está.

P: Rubens Barrichello seria mais respeitado aqui no Brasil se fosse de outra nacionalidade? Como o Galvão narraria uma corrida com Jean-Eric Vergne, Adrian Quaife-Hobbs, Ho Ping Tung, Charles Pic e Jeroen Bleekemolen? (Márcio Amaral)
R: Se fosse de outra nacionalidade, não digo que seria mais respeitado… acho que seria é ignorado. A turma daqui nem lembra direito do Riccardo Patrese, um piloto tão respeitável quanto ele. Sobre essa corrida imaginária, o Galvão ficaria com cãibras na língua.

P: Em sua renascida opinião, a Caterham leva jeito pra coisa? Marca seus primeiros pontos esse ano? Com quem? (Rafael Pereira)
R: Leva jeito sim. É a mais estruturada das novatas que entraram em 2010. Tony Fernandes sabe o que faz, está fazendo o time crescer aos poucos, de forma sustentada. Eu acho que marca pontos sim, com Kovalainen.

P: Acha que o Rubinho vai estar no grid da Indy esse ano? Acha que ele pode ser campeão em um curto periodo de tempo? (Alves)
R: Ao que tudo indica, vai correr lá sim. E acho que tem grandes chances de ser campeão logo, talvez até no primeiro ano. Ele é um baita piloto e a turma lá, em geral, é fraca. Há cinco ou seis ótimos pilotos, mas tem muita baba.

P: A Williams costuma testar com um tipo de pintura e correr com outro, depois. Este ano será essa a pintura mesmo? (Peba)
R: Sim, será esta pintura mesmo.

P: Você acredita piamente que as Mercedes estavam com o carro velho? Ou só com carenagem 2011. A luneta foi muito grande! (Dado Andrade)
R: Era o carro velho sim, justamente por isso. Com a mudança de regulamento, os carros tendem a ficar um pouco mais lentos este ano.

P: Haveria alguma chance da Ferrari estar blefando com relacao aos supustos problemas em seu carro?(Eduardo Netto)
R: Não, blefe não. O carro tem alguns problemas, mas também não é o fim do mundo.

P: E a Williams? vai pro buraco de vez? (Petrafan)
R: Creio que sim, torço para que não.

P: Capelli, você ressuscitou? (Patrick Vaz)
R: Tomei caldo de mocotó e aí, ó, fiquei forte.

P: O Montoya faz falta na F1? (Arthur Aleixo)
R: Faz… é um piloto-show e um cara bom de entrevista e polêmicas.

P: Caio Junior dura até o Grenal? (Marcelonso)
R: Já teve Grenal… agora só em decisão de turno, talvez. Acho que dura sim.

P: No duro: Senna dura essa temporada? (Mandruvá)
R: Eu acho que dura sim, a menos que faça muita bobagem, o que não creio.

P: Quais empresas produzem os chassis das “equipes de GP2″ da Fórmula 1 (Hispania, Caterham e Marussia)?
R: Elas mesmas.

P: Quem é mais imortal? O nosso Tricolor ou o Rubinho no Automobilismo? (Sandro Auzani)
R: Olha, nosso tricolor não é mais imortal faz tempo, viu… até o Barrichello está ganhando da gente.

P: Se você fosse o substituto do Tio Bernie, qual seria sua primeira atitude dentro da F-1? (Alex)
R: Difícil essa… mas como o intuito é responder de bate-pronto: vendia. Hehehe.

P: Schumacher já não deveria ter ido pra casa? (Paulo Z)
R: Ele gosta do que faz, então faz bem em ficar lá. Mas hoje a F1 representa mais para ele do que ele representa para a F1.

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Jogo dos sete erros: Alonso

Fernando Alonso é outro piloto que fez modificações na pintura de seu capacete para 2012. No entanto, foram mudanças discretas. Assim, dá pra brincar de jogo dos sete erros. Alguém se arrisca?

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Belo clique

Durante a pré-temporada, na qual os carros andam quase o dia todo e com as mais diferentes condições de luz, os fotógrafos fazem a festa. E o resultado é quase sempre espetacular, como nesta foto de Sebastian Vettel, ontem, em Jerez. O autor é Mark Thompson, do Getty Images.

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Evolução da espécie

A McLaren hoje foi taxativa: seu bico para 2012 será este mesmo que estamos vendo nos testes, sem degraus, sem ornitorrinco, sem boto rosa. A explicação de Paddy Lowe soa até um pouco óbvia: há alguns anos o conceito de trabalho da equipe se baseia num carro com a frente mais baixa. E como já era assim nos últimos anos, não foram necessárias muitas mudanças para se adequar ao regulamento. O carro novo, harmônico, é apenas uma evolução da espécie McLaren. E como a maioria dos outros times possuía projetos de carros com perfil mais alto e não quiseram mudar sua concepção, acabaram adaptando aquele degrau ali. Em resumo, o ornitorrinco surgiu na Fórmula 1 como deve ter surgido na natureza: uma grande e desconjuntada gambiarra.

Com isso, fiquei pensando em como será a Mercedes, que só apresentará seu novo carro nos próximos testes, daqui a duas semanas. Originalmente, desde os tempos de Brawn GP, a equipe trabalha com carros com a frente mais baixa, tal qual a McLaren. O que me faz acreditar que ela deva ser a segunda equipe a apresentar carro novo com um desenho mais clássico. Será?

Para referência, olha a Mercedes W02 de 2011 aí. Bico baixo.

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Maldonado, o feioso

E continua a viadagem do Capelli Fashion Week. O casco de hoje é o do venezuelano Pastor Maldonado, companheiro de Bruno Senna na Williams. Pastor parece um lobisomem e já é feio por natureza, mas parece desejar refletir essa “característica”, digamos assim, também em seu capacete.

Se o utilizado no ano passado já era medonho, o novo é ainda pior. Desenho ainda mais irregular, difícil de compreender, cores contrastantes, estrelas cintilantes. Como se diz aqui no sul, parece uma penteadeira de p*ta.

Pelo menos, é um capacete que faz jus aos carros da F1 em 2012.

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Mais capacetes: Sergio Perez

Dando sequência ao desfile dos novos capacetes para a temporada 2012 (também conhecido como Capelli Fashion Week), agora é a vez do mexicano Sergio Perez. O piloto da Sauber manteve o desenho do ano passado, mas trocou as cores. Do predominante alaranjado, mudou para um amarelo-limão. O topo também sofreu alterações, contendo agora a bandeira do México que já tinha aparecido numa versão prateada utilizada no ano passado. No espaço branco, foi adicionada uma textura com temas indígenas locais (não sei se maias ou astecas).

A mudança para o verde e amarelo me parece fazer referência a um desenho que Perez já tinha utilizado em sua fase pré-F1. Honestamente, acho os dois bem feiosos.

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Capacete Grosjean

A Lotus liberou ontem fotos oficiais dos capacetes de seus pilotos. O de Kimi Raikkonen já tinha sido apresentado em janeiro, então não há muita novidade. Mas Romain Grosjean apareceu de visual novo, com um desenho mais parecido com o que utilizava no ano passado, quando foi campeão da GP2.

Em sua passagem anterior pela Fórmula 1, em 2009, o francês utilizava uma pintura bem diferente, em azul, laranja e amarelo. O desenho atual é mais sóbrio, com dourado, laranja e preto. Pessoalmente, gostava mais do anterior. O novo não passa de um amontoado de clichês gráficos. Nas formas, me lembrou o casco que Timo Glock utilizou em 2011.

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Tyrrell reloaded

Já há algum tempo venho associando a imagem da decadente Williams à da extinta equipe Tyrrell. Embora o passado da primeira seja bem mais glorioso que o da segunda, são histórias que se assemelham. Ambos times britânicos, tocados por garagistas apaixonados pelo que fazem. Ambos tiveram uma subida meteórica, tornando-se protagonistas da Fórmula 1 e conquistando títulos num intervalo de poucos anos. Porém, algumas decisões erradas – entre elas não se associar fortemente a uma montadora – levaram ambas a uma longa e penosa decadência. A Tyrrell ficou quinze anos sem uma vitória até que fosse finalmente vendida e sua história, encerrada. A Williams já não sabe o que é ganhar há oito anos.

Mas ao ver essa foto do lançamento do FW34 hoje, em Jerez, essa sensação se pronunciou. O carro é azul marinho, carece de um patrocinador principal e tem a terceira pintura diferente em três anos, exatamente como fazia a Tyrrell, que tentava assim resgatar algum tipo de identidade já perdida no tempo. Os macacões meio improvisados, com poucas marcas costuradas de forma irregular, e os dois pilotos – pagantes – também me remeteram definitivamente aos últimos anos da Tyrrell.

Aqui cabe um aparte: piloto pagante sempre houve na Fórmula 1 e não é demérito para ninguém em início de carreira. O problema é quando estes pilotos se perpetuam na categoria sem apresentar nada que lhes justifique o assento além do dinheiro, como foi o caso de Andrea de Cesaris e Pedro Paulo Diniz. Bruno Senna chega, sim, apoiado por dinheiro, mas é a primeira vez que terá uma temporada inteira numa equipe minimamente decente para mostrar seu talento. Merece algum crédito. E Pastor Maldonado tem muito mais má fama do que realmente falta de talento. Ano passado andou várias vezes à frente do experiente Rubens Barrichello. Não merece sofrer tanto bullying. Fim do aparte.

É de uma ironia suprema que Frank Williams, hoje, precise ter em seus carros dois pilotos que não necessariamente sejam escolha sua. Vale lembrar que ele e Patrick Head assumiram o risco de perder os motores Honda no final de 1987 por não aceitarem ter Satoru Nakajima em um de seus cockpits. Um gesto bravo, mas que colocou a equipe em sério risco. E nos últimos anos ambos tiveram que engolir justamente o filho de Nakajima, por “sugestão” da Toyota. Sinal dos tempos.

No lançamento do novo carro, algumas ausências notáveis. Patrick Head, o projetista que copiava (sem deméritos, ele era bom nisso mesmo), deixou o barco no final do ano passado. Sam Michael, diretor técnico, também saiu. Para seu lugar, foi chamado Mike Coughlan – sim, aquele mesmo que andou xerocando umas coisas que não podia da Ferrari e detonou o maior escândalo de espionagem da F1. Resta ver como a equipe vai reagir a tantas mudanças.

No rodapé do grid de largada, a Williams é, hoje, uma caricatura de sua história. O carro é feio, como o regulamento de 2012 requer, e os motores serão Renault. O carro precisa ser bem nascido, pois há poucos testes disponíveis e não há mais a figura experiente de Rubens Barrichello para auxiliar no desenvolvimento. Se começar mal, de última tentativa de ressurreição, a temporada pode virar o último suspiro do time que, no ano passado, amargou a pior temporada desde sua estreia, em 1976.

Olhando o copo meio cheio, dá para concluir que pior do que está, a Williams não fica. Só se fechar as portas.

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Bruno na Williams

Não sei se foi um “vazamento” ou se foi mesmo divulgada, mas uma Fan Page não-oficial de Bruno Senna no Facebook conseguiu uma foto de estúdio dele já com o macacão da Williams.

O carro será apresentado nesta terça-feira, mas pela foto já dá para ter uma ideia de como deverão ser as cores do carro: azul marinho, branco e vermelho. Me parece, assim, que os boatos de que os carros poderiam ser azul e amarelo estão descartados.

Na terça pela manhã, a resposta.

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O outro touro

E a irmã caçula da Red Bull também apresentou seu carro hoje. O STR7, da Toro Rosso, é feio igual a quase todos os outros modelos da temporada. Mas pelo menos a pintura desse é bacana, com aquele touro furioso na lateral. Mesmo indo para a sétima temporada, não me canso dessa arte. Acho legal.

O carro parece convencional, sem invencionices. Vai ser uma equipe interessante de acompanhar em 2012, com dois pilotos pouco experientes, loucos para acelerar e prontos para dar prejuízo: o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne. Alguém topa um bolão sobre como o Galvão vai pronunciar o nome do Jean? Eu aposto em Jã-Êrriq-Vernhê. Com possíveis variações, de acordo com o humor ou o avançado da hora: Venhê, Venhé, Vêrg.

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Bonitão

Enquanto os novos carros da Fórmula 1 provocam os mais diversos pesadelos (já há relatos de pessoas sonhando com ornitorrincos assassinos, botos-rosa violentos, golfinhos psicopatas e baionetas afiadas), o novo Dallara DW12 da Indy é um verdadeiro colírio. Linhas harmônicas, espaço para publicidade e até uma bem-vinda proteção anti-decolagem nos pneus traseiros.

O Alex Grün foi quem me chamou a atenção agora, destacando esta foto que eu roubei descaradamente do site do Américo. É a primeira vez que aparece um dos novos Dallara já pintado com as cores dos patrocinadores. E ficou bonitão.

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Lançamentos do dia

Dia movimentado essa segundona. Quem apareceu de carro novo bem cedinho foi a Sauber. Logo depois veio a Red Bull e em poucos minutos a Toro Rosso também deve pintar com seu novo carro.

A Sauber surpreende pela pintura, com uma dianteira preta que ficou meio esquisita. Pelo menos a equipe finalmente saiu daquele esquema BMW que perdurava desde 2006. O desenho é orgânico, inspirado na natureza, mais especificamente no animal mais harmônico que existe: o ornitorrinco.

Já a Red Bull mostrou um carro similar ao vencedor do ano passado, com mudanças na dianteira em função do novo regulamento. Digamos que é um ornitorrinco diferente, nascido da cruza genética com um escaninho. Adrian Newey pode ter dado o pulo do gato ao acrescentar este vão na parte dianteira do carro. Para onde vai o ar que entra por ali eu não sei, mas certamente alguém vai dizer que gerará mais downforce, uma evolução que tornará o carro mais eficiente aerodinamicamente e blá blá blá.

Bonito, bonito, não achei nenhum dos dois. Mas admito que já estou me acostumando a estes novos seres.

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O carro do Kimi

A Lotus lançou no começo desta tarde o E20, modelo com o qual vai disputar a temporada 2012. O carro é bonito – apesar do bico ornitorríntico – e agora tem patrocínio de xampu e desodorante. Mas a grande atração, mesmo, é o retorno de Kimi Raikkonen à Fórmula 1.

Porém, nem de longe isso é um indício de bons resultados. Palpitar é se arriscar, e me arrisco a dizer que a Lotus tende a ser uma das grandes decepções da temporada. A equipe vem numa queda livre técnica desde o acidente de Robert Kubica, há um ano. Sem pilotos líderes (Heidfeld, Petrov e Bruno Senna foram rotundos fracassos) e sem o mesmo dinheiro dos tempos de Renault, o time despencou em 2011. Começou a temporada no pódio e terminou rezando para terminar entre os dez primeiros, coisa que só conseguiu em uma das últimas quatro corridas.

Kimi chega para salvar a pátria, mas não parece ser o piloto certo para isso. Está fora da categoria há dois anos, a adaptação é difícil em razão dos poucos testes permitidos e, convenhamos, nunca foi um sujeito que soubesse unir e guiar uma equipe em torno de um objetivo comum. É talentoso, é rápido, mas deve enfrentar dificuldades semelhantes à de Schumacher na Mercedes. E quando tudo der errado, vai para o fundo do box comer um picolé e mandar o mundo às favas. Romain Grosjean, seu companheiro, ganha uma segunda chance na Fórmula 1 depois das medíocres apresentações pela mesma equipe, em 2009. Ganhou a GP2, reergueu a carreira, mas ainda assim é visto com desconfiança.

Os motores são Renault – os mesmos da campeã Red Bull, diria o fã mais esperançoso -, mas nem isso é garantia de sucesso. Com o congelamento de motores, hoje eles não fazem mais a mesma diferença do passado. Vale lembrar que a outra Lotus (hoje Caterham) dispunha dos mesmos propulsores em 2011 e nem por isso saiu da rabeira do grid. Fossem propulsores Mercedes ou Ferrari, a equipe estaria na mesma enrascada.

Durante a semana teremos uma melhor noção do potencial da Lotus para esta temporada. Mas, até que a tabela de tempos prove o contrário, é séria candidata ao meio do pelotão.

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Calendário de lançamentos e testes – F1 2012

Seguinte, pessoal. Muita gente perguntando sobre as próximas datas de lançamento dos carros das equipes da Fórmula 1 para a temporada 2012. Então, abaixo, compilei todas as datas em um calendário. Tudo de importante acontece semana que vem. Lembrando que já lançaram seus carros, pela ordem: Caterham, McLaren, Ferrari e Force India.

As próximas:

Lotus – 05/02 (vulgo amanhã)
Sauber – 06/02
Toro Rosso – 06/02
Red Bull – 06/02
Williams – 07/02
Mercedes – Não confirmado
Marussia – Não confirmado
Hispania – Não confirmado

Embora não tenha agendado o lançamento, é bem provável que a Mercedes apresente seu carro também nos próximos dias. Os primeiros testes da pré-temporada começam na terça e é difícil que uma equipe grande perca um dos pouquíssimos dias de testes disponíveis.

A propósito, segue outro calendário, o dos testes da pré-temporada. São apenas 12 datas:

De 07 a 10/02 – Jerez de La Frontera (4 dias)
De 21 a 24/02 – Barcelona (4 dias)
De 01 a 04/03 – Barcelona (4 dias)

Lembrando que a temporada começa em 18/03, na Austrália.

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Fórmula Ornitorrinco

Depois do lançamento da Caterham na semana passada, as novas Ferrari e Force India divulgadas hoje confirmaram a tese de que os carros da Fórmula 1 deste ano serão ornitorrincos feitos de fibra de carbono. Mas por quê essa solução aerodinâmica bizarra?

Bom, o motivo dos engenheiros terem escolhido este desenho eu realmente não sei. Mas o que provocou tal mudança foi o novo regulamento da categoria. Por questões de segurança, a FIA instituiu que os bicos dos carros este ano não poderão ter uma altura superior a 55 centímetros em relação ao solo.

VJM05, o ornitorrinco-da-índia.

A preocupação é com possíveis colisões em “T”. Na altura em que os bicos estavam até o ano passado, era possível que estes acertassem a cabeça de um piloto adversário em caso de um choque perpendicular. Com imposição da nova altura, agora o bico do carro bateria na lateral do cockpit, preservando assim o piloto que sofresse a eventual pancada. Como o regulamento diz que a altura do cockpit pode permanecer a 62,5 cm do solo, a melhor alternativa encontrada pelos projetistas, depois de simulações aerodinâmicas (creio), foi criar este degrau esquisito no bico.

Até agora, a McLaren parece ter fugido à regra, mas ainda não dá para ter certeza. Como o bico apresentado anteontem não é o que será utilizado na temporada, novidades (desagradáveis) podem aparecer nos carros prateados nas primeiras provas do ano. Uma coisa é fato: os carros da F1 estão medonhos em 2012.

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O novo Hulkenberg

Nico Hulkenberg, embora tenha sido um dos destaques da temporada 2010 da Fórmula 1, ficou sem cockpit no ano passado. Preterido na Williams pelos dólares petrolíferos de Pastor Maldonado, acabou amargando uma temporada toda como reserva da Force India. Este ano, graças do destempero de Adrian Sutil fora das pistas – quase matou um executivo da Genii numa briga de bar -, foi promovido a titular e vai correr de novo.

Para celebrar seu retorno à F1, o alemão resolveu mudar a pintura de seu casco pela primeira vez desde que estreou na categoria. E, admito, o desenho novo ficou legal pra caramba. Abaixo, um comparativo na linha antes e depois. O laranjão com preto vai adornar bem no carro Sukitão da equipe.

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Sebring: um circuito histórico

O circuito de Sebring, localizado na Flórida, Estados Unidos, voltou a ser manchete no Brasil nesta semana, em razão dos primeiros testes de Rubens Barrichello na Fórmula Indy. O que passou despercebido foi que este autódromo, embora com aparência bem precária nos dias atuais, é de relativa importância na história do automobilismo.

Até o começo dos anos 50, Sebring era apenas uma pista de treinamento da Força Aérea Americana, com uma pista de pousos de decolagens. Em 1950, foi construído o circuito em anexo à pista, que ainda existe. Trata-se de um dos mais antigos autódromos do país, sendo desde então um dos principais palcos de corridas de carros esportivos, fazendo até hoje parte do calendário da American Le Mans Series com suas tradicionais 12 Horas de Sebring. E quem joga Forza Motorsport e Gran Turismo no videogame conhece Sebring muito bem, embora o traçado de hoje seja um tanto diferente daquele de 60 anos atrás.

Mas talvez o momento de maior notoriedade de Sebring no automobilismo internacional tenha sido o Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1 de 1959, lá disputado. Foi uma corrida histórica por diversos aspectos: foi o primeiro GP dos EUA disputado pela F1, já que, até então, as 500 Milhas de Indianápolis faziam parte do calendário, mas não tinham suas equipes e pilotos. Depois, foi histórica por ter sido palco de uma disputa de título, que acabou nas mãos de Jack Brabham. E ainda coroou um jovem vencedor.

Naquele GP, disputavam o título três pilotos: com Cooper, Brabham e Stirling Moss. Com Ferrari, Tony Brooks. Brabham liderava o campeonato e precisava vencer para confirmar o título. Poderia até ser segundo, desde que o vencedor não fosse Moss. Já as chances de Brooks eram menores: tinha que vencer e torcer para que Brabham não fosse segundo. Para Moss, uma simples vitória resolveria tudo.

E o inglês da Cooper marcou a pole position e partiu na frente, seguido do australiano Brabham. Porém, o “campeão sem título” teve um problema de transmissão e foi obrigado a abandonar logo na sexta volta, deixando o caminho aberto para o “Black Jack”. A partir daí, Brabham disparou na frente e dominou toda a corrida. Mas quando parecia que o título estava confirmado, o australiano ficou sem combustível a cerca de 500 metros da linha de chegada.

Jack não se intimidou, desceu do carro e começou a empurrar seu Cooper (na época, isso valia). Sem saber a posição de Brooks, imaginou que o adversário pudesse vencer e roubar-lhe a coroa. Com muita garra, empurrou seu pesado carro por toda a extensão da reta, até cruzar a linha de chegada em quarto lugar, exausto.

O esforço foi admirável, mas de nada teria servido se Brooks tivesse vencido. Mas para sua sorte, o inglês da Ferrari foi apenas terceiro, o que lhe garantiu o primeiro de seus três títulos mundiais. A vitória ficou com o jovem neo-zelandês Bruce McLaren. À época com 22 anos, 3 meses e doze dias de idade, tornou-se o mais precoce piloto a subir ao alto do pódio na categoria. Seu recorde durou 44 anos, tendo sido superado apenas em 2003, quando Fernando Alonso venceu na Hungria com 22 anos e 26 dias de idade. Hoje, este recorde é de Sebastian Vettel.

Foi a primeira e única corrida de Fórmula 1 em Sebring. Apesar da prova movimentada, o interesse do público foi pequeno – resistência local que dura até hoje. Assim, a organização não se interessou em um novo contrato e, em 1960, o GP dos EUA foi disputado em Riverside, na Califórnia. O que também não deu certo, tendo o GP encontrado uma casa mais definitiva apenas em 1961, quando foi disputada a primeira das 20 provas consecutivas em Watkins Glen.

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