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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Arquivo da categoria: Futebol
A maior de todas as zebras

Se serve de consolo para os torcedores do Internacional, atropelados pelo Mazembe no recente Mundial de Clubes, não é de hoje que o futebol africano apronta das suas no cenário internacional.
Zebras históricas envolvendo times do continente são sempre lembradas, como a vitória da Argélia sobre a Alemanha na Copa de 1982, a vitória de Camarões ante a Argentina em 1990 e o Senegal eliminando a campeã França na Copa de 2002. Mas aquela que acredito ser a maior de todas foi meio que varrida para baixo do tapete.
Olimpíada de Seul, 1988. A Itália, considerada uma das favoritas e em cujo grupo constavam cinco jogadores que seriam terceiro colocados dois anos depois na Copa do Mundo, encarava a Zâmbia na primeira fase. Os africanos vinham de um empate com o Iraque no primeiro jogo, então a vitória italiana era dada como favas contadas.
Mas não foi bem assim. Zâmbia aplicou um capote histórico sobre a Azzurra, num jogo que terminou num humilhante 4×0. Não bastasse o placar dilatado, os zambianos aplicaram um verdadeiro chocolate. Os velozes africanos destruíram com a defesa italiana, com belos gols oriundos de jogadas em velocidade e dribles desconcertantes. No quarto gol, dá para sentir pena dos italianos. Só descrever, não basta. É preciso ver as imagens.
No primeiro jogo da fase eliminatória, Zâmbia foi eliminada pela Alemanha Ocidental, mas o show já tinha ficado para a história. Era uma geração promissora, mas que foi vítima de uma tragédia. Em 1993, o avião que conduzia a seleção zambiana explodiu durante uma viagem para um jogo contra o Senegal, válido pelas eliminatórias da Copa dos Estados Unidos. Dezoito atletas morreram no acidente.
Sobreviveu a principal estrela do time, Kalusha Bwalya, que não embarcou no avião porque jogava no PSV Eindhoven e iria da Europa direto para o Senegal. Bwalya ainda conduziu a desfalcada seleção nas eliminatórias e a classificação para a Copa escapou por pouco, por apenas um ponto de diferença para o Marrocos.
Tags: Itália, Kalusha Bwalya, Olimpíada, Seul, Zâmbia
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Medonho

Tá certo que os ventos não são muito favoráveis aos uniformes de futebol no Brasil, dada a profusão de patrocínios nos lugares mais estranhos possíveis nos times de todas as divisões. Mas nem é esse o caso do Canoas, da foto acima. O time da região metropolitana de Porto Alegre, antigamente chamado Ulbra, vem disputando o Gauchão com este uniforme bizarro pela própria natureza.
Pra começar, marrom já não é lá a melhor cor do mundo para um fardamento. Para completar, um desenho tosco, que faz parecer que os jogadores estão de colete de treino. E a disposição do número e dos patrocínios também colabora para um conjunto horroroso.
Horrendo, pavoroso, medonho. Assim como o futebol do time, que está na penúltima colocação do Grupo 1, com duas derrotas em três jogos.
Tags: Canoas, Gauchão
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Desabafo!

Coluna publicada na Revista Warm Up de abril de 2010.
Hoje o papo não é sobre automobilismo, mas é um caso de força maior. Não é novidade para ninguém que o primeiro passo para se resolver um problema é aceitá-lo. Pois bem, eu aceitei. E, como forma de iniciar meu processo de cura, decidi expor meu caso em público, para que, de certa forma, possa ajudar quem esteja passando por uma situação como essa. Até porque o aumento do número de casos é alarmante.
Sim, eu tenho um problema. E não é nada novo, pelo contrário. Começou há muito tempo, na infância. Período colegial, garoto descobrindo o mundo, sem medo do desconhecido, sem dar atenção aos conselhos dos pais. E, sim, foi nessa que eu caí.
Naquela época, meados dos anos 80, o grande medo era dos baleiros. Figuras hoje extintas, mas que naqueles tempos dizia-se que podiam ser uma porta de entrada de uma criança ao mundo do vício. Pois bem, foi com ele que tudo começou.
Era algo diferente, novo e, realmente, viciante. No começo, era só prazer e satisfação, mas com o tempo foi virando obsessão. Aquela necessidade de ter sempre mais, de querer muito aquilo. Os colegas e amigos também acabavam envolvidos e as professoras, quando percebiam, muitas vezes confiscavam o material durante a aula. Era uma tragédia. Isso quando não chamavam os pais, aumentando a dramaticidade do caso.
Mas nem sempre se quer enxergar o problema, e foi o que aconteceu comigo. Minha família fingiu que nada existia e a situação foi se deteriorando. Cada vez eu queria mais, cada vez sentindo menos satisfação e precisando de mais. A alegria vinha, mas era fugaz. Com freqüência, o sentimento era de frustração, culpa, arrependimento.
Com o tempo, o baleiro saiu de cena e o produto começou a ser vendido nas esquinas. Não era todo mundo que vendia, mas com alguma atenção, você descobria e fazia negócio ali mesmo. O cheiro ao abrir a embalagem era inacreditável, um aroma quase mágico.
Os anos foram passando e a necessidade, sempre aumentando. A mesada era toda consumida rapidamente. Dias após, já pedia mais dinheiro, com a desculpa de levar alguém no cinema. Mentira. Aprendi a enganar por conta de um vício.
De uns tempos para cá, tudo foi ficando ainda mais perigoso. Apareceram novas versões, que “dão brilho”. E mais nocivas, até porque muitos cobram mais caro por elas. E o vício só se faz aumentar. Você não consegue parar, você precisa sempre de mais e mais.
De fato, as autoridades têm razão quando dizem que se trata de uma epidemia próxima do incontrolável. Eu mesmo, adulto, homem de família, não consigo me livrar dessa maldição. E percebo que ainda passo adiante para outras gerações. Agora é meu sobrinho de 11 anos que está padecendo desse mal, por minha culpa. Que tipo de cidadão sou eu? Como posso estar semeando essa perdição em nossa sociedade? Como ficar em paz com a minha consciência?
Sim, eu preciso de ajuda. Mas, antes de mais nada, preciso é desabafar. Álbum da Copa, eu te odeio.
Tags: Capelli
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Romênia, Suécia e o irmão do Assis

Em julho de 1994 as coisas andavam meio esquisitas em Porto Alegre. A começar pelo frio intenso. Invernos rigorosos são comuns no sul do Brasil, mas aquele em especial foi de rachar. Em algumas tardes, chegou a fazer um grau. E numa fria madrugada de sexta para sábado, a cidade virou um caos quando uma rebelião no Presídio Central terminou com uma fuga de detentos em um comboio de carros. A polícia perseguiu os fugitivos por toda a capital, que ficou em pânico. Houve tiroteio por todas as partes e cenas de cinema aconteceram quando Dilonei Melara, líder dos bandidos, jogou seu carro contra as portas de vidro de um dos hotéis de luxo da capital. Pelo rádio e pela TV, a população era aconselhada a não sair de casa e eu me senti no sobrado dos Terra Cambará, cercado pelos maragatos.
Naquele mesmo dia, o Brasil vencia a Holanda e se classificava para as semifinais da Copa do Mundo dos Estados Unidos. No dia seguinte, conheceria seu adversário, o vencedor do jogo entre Romênia e Suécia. Aquela Copa, por sinal, foi tão esquisita quanto aquele fim de semana em Porto Alegre. A Romênia despachara sem cerimônias a Argentina nas oitavas, enquanto a Bulgária mandara a campeã Alemanha de volta para casa numa virada espetacular. Colômbia e Camarões, sensações do campeonato de quatro anos antes, na Itália, naufragaram. E Inglaterra e França nem sequer se classificaram para a Copa.
Mas Suécia e Romênia eram dois timaços, há de se convir. Os nórdicos tinham em seu time o nanico habilidoso Tomas Brolin, o loiro de rastafári Henrik Larsson e um centroavante alto e matador, Kennet Andersson. Até um negro sueco, quem diria, apavorava as defesas adversárias: era Martin Dahlin. Já a Romênia contava com o camisa 10 Gheorghe Hagi, à época do Barcelona, no auge de sua forma. Fizera um golaço por cobertura na seleção colombiana e era o maestro do time, que contava também com o bom atacante Florin Raducioiu. O jogo de domingo prometia.
Porém, alguém do time de futebol da minha rua arrumou um confronto contra outro time do bairro vizinho para aquela tarde. Nós, de Ipanema, sempre jogávamos contra combinados das ruas mais próximas, mas aquele seria um amistoso “internacional”. Até porque contava com uma presença ilustre. O time do Guarujá tinha no seu plantel um magrelo feioso conhecido na região por ser irmão do Assis, ex-jogador do Grêmio. Na época, eu tinha 16 anos e ele, 14. A média do meu time oscilava nessa faixa, sendo eu o mais velho.
No fim das contas, desisti do jogo. Por mais diferente que fosse o confronto, não valia a pena trocar aquele jogão na TV por mais uma rotineira partida de futebol. Copa do Mundo é só de quatro em quatro anos, ora.
Fiquei em casa e liguei a TV. E ali na minha sala, Romênia e Suécia protagonizaram uma das melhores partidas da Copa. Mesmo com o calor absurdo do meio-dia na Califórnia, em contraste com o frio que eu sentia aqui, foi um jogo aberto, times no ataque, bolas na trave, defesas espetaculares de ambos os goleiros, Ravelli e Prunea. O placar teimou em ficar em zero a zero quase o tempo todo, mas a partida era emocionante. O juiz não marcou um pênalti para a Romênia no segundo tempo, mas depois anulou um gol sueco. Nem lembro se com justiça ou não.
Os gols acabaram saindo só no finalzinho. Numa jogada ensaiada de cobrança de falta, Brolin correu por entre a barreira e ficou livre, na cara do goleiro. Larsson tocou por fora da barreira e pegou toda a defesa atônita: Suécia 1 x 0, aos 35 minutos. Mas a Romênia não desistiu e, faltando dois minutos para o fim, Raduciou empatou quando uma falta batida por Hagi desviou na barreira e sobrou livre na pequena área. O jogo foi para a prorrogação.
Naquela época ainda não havia a famigerada “morte súbita”, felizmente, e foi um tempo extra espetacular. Aos onze minutos, da entrada da área, Raduciou enfiou uma bucha no cantinho e virou o jogo. A Suécia continuou tentando e conseguiu restabelecer a igualdade com Andersson, de cabeça, faltando cinco minutos para terminar. O juiz apitou e encerrou um grande duelo, que terminaria decidido nos pênaltis. O sueco Thomas Ravelli, clone do Tande do vôlei, foi o herói do dia ao defender a última cobrança, do zagueiro Belodedici.
Logo após o término da partida, meus amigos apareceram em casa e passei longos minutos descrevendo a peleja e dizendo a eles que perderam um dos melhores momentos da Copa. Incrédulos, todos reclamaram de não terem visto justamente aquele jogão. Perguntei como fora a partida e ninguém tinha nada de notável a dizer, uma pelada corriqueira “cinco vira, dez acaba”, não lembravam nem se tinham ganho. Fiquei feliz com a minha opção.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas, como nos ensinou Joseph Climber. Alguns anos mais tarde, o magrelo feioso daquele time mudaria de nome. Deixaria de ser o irmão do Assis para virar Ronaldinho Gaúcho, lenda do futebol, pentacampeão com o Brasil em 2002 e melhor do mundo em duas ocasiões.
Agora o arrependimento bate. Se eu tivesse saído de casa aquele dia, esse post certamente seria muito mais interessante. E eu já começaria dizendo que, um dia, joguei de igual para igual com o Ronaldinho. Ainda que não fosse exatamente uma verdade.
Tags: 1994, Copa do Mundo, Romênia, Suécia
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Precisa tanto?
Até há pouco tempo, camisa de futebol repleta de patrocínios era coisa de time pequeno. Os grandes, com verbas milionárias, ostentavam sempre apenas um patrocinador principal, no máximo outro nas mangas e olhe lá. Até que o Corinthians contratou Ronaldo.
Dentro das regras vigentes, a sacada foi genial. Trouxeram o gordo, pagaram um salário fixo relativamente baixo (R$ 400 mil mensais é pouco para os padrões de uma estrela internacional) e deram a ele o direito de receber 80% da comercialização de patrocínios secundários na camiseta. O Corinthians ganhou, Ronaldo ganhou, mas a camisa sofreu. Do dia para noite, o manto corintiano virou um caderno de classificados. Eu mesmo tentei anunciar a venda do meu carro na camisa do Ronaldo, mas o Andrés Sanchez achou que fosse trote e desligou na minha cara.
Ironias à parte, o fato é que o marketing corintiano mudou o paradigma de patrocínios no futebol brasileiro. Contratos jogo a jogo, logos espalhados por toda a parte, até uma controversa propaganda de desodorante na altura das axilas. Se a moda pega, fico imaginando como seria um anúncio de absorvente no calção da Marta.
Tudo bem que financeiramente é bom. As regras do futebol brasileiro permitem. Mas e onde fica o torcedor e os símbolos dos clubes nessa história? E o bom gosto? Será que vale a pena uma exposição junto a outras diversas marcas? A gente sabe, quando se tenta mostrar tudo, a poluição visual é tanta que não se vê mais nada.

A camisa oficial (à esq.) e a sugestão com logo negativado (à dir.). Características do clube preservadas.
Entendo perfeitamente a necessidade da exposição correta de uma marca e o valor que isso tem, principalmente num evento de massa como o futebol, com divulgação mundial. Mas será que seria tão prejudicial assim exibir a marca apenas na versão branca, o que todas elas possuem justamente para serem exibidas em meios nos quais não é possível usar as cores preferenciais? A título de exemplo, ilustram este post duas simulações que fiz com Flamengo e Cruzeiro, apenas alterando as cores e a proporção das marcas. Não facilitou a leitura, a compreensão e tornou as camisas mais autênticas?
Tomemos o futebol europeu – sim, sempre ele – como exemplo. Nos principais torneios, como Itália e Espanha, somente um patrocinador é permitido, fora o fornecedor de material esportivo. E apenas na frente. Nas costas, apenas nome e número. Na Champions League e no Mundial de Clubes, até a centimetragem das marcas é controlada. Tudo em nome da estética? Não. O objetivo principal é evitar a poluição visual e dar o devido destaque aos patrocinadores-master, que desembolsam a maior verba para associar sua marca ao clube. Excesso de patrocínios cria distorção e prejudica quem paga a maior parte da conta, atrapalha até as placas de patrocínio que ficam ao fundo, nas transmissões pela TV. E aí eu pergunto: não estaria essa profusão de elementos desvalorizando as cotas maiores? Não seria o momento de se rever isso?
Os torcedores em geral já questionam o novo fenômeno. E tal “mancha” nos mantos de seus clubes do coração acaba gerando uma reação de antipatia aos investidores. Algumas ações inovadoras já começam a aparecer fora do Brasil, o que chega a ser um alento. Na Argentina, o Banco Hipotecario Nacional decidiu investir no Racing Club. Porém, ao invés de inserir uma gigantesca marca brilhante, optou pelo contrário. A marca do banco não está sendo exibida no uniforme. E tal “limpeza” está sendo capitalizada numa ação de marketing intitulada: “estamos devolvendo a camisa à torcida”. O banco ganha simpatia dos torcedores e aparece de forma indireta, nos uniformes de treino, com placas de publicidade no estádio e nos banners de fundo das entrevistas coletivas.Se a novidade do Racing vai dar certo, ainda não se sabe. Mas se funcionar, seria uma grande inovação a ser copiada por aqui. Afinal, por mais que o futebol seja profissional, no imaginário da torcida ainda existem ideais de paixão, desapego e amor ao clube. E quem colaborar para preservar a história e a imagem de um clube será sempre saudado.
Tags: Batavo, BMG, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Nike, Olympikus, Reebok, Ronaldo
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Intervalo Comercial: René Higuita
Quem viveu o final dos anos 80 e o começo dos 90 lembra muito bem do goleiro colombiano René Higuita. Muito antes de goleiros-artilheiros tornarem-se comuns, como Rogério Ceni e José Luis Chilavert, despontou na Colômbia este sujeito exótico e completamente doidão.
Jogador competente, Higuita passou a destacar-se na Colômbia não só por suas boas defesas, mas principalmente pelas suas extravagências. Cabelo esquisito, roupas coloridas, jeitão desarrumado e loucuras em campo fizeram dele um ídolo nacional. Campeão da Libertadores de 1989 com o Atlético Nacional, Higuita fugia completamente dos padrões. Fazia gols de falta e jogava quase que como goleiro-linha, avançando junto com a defesa. E ainda fazia malabarismos com a bola. Um deles, inclusive, saiu muito caro. Na Copa do Mundo de 1990, tentou fazer gracinha com o camaronês Roger Milla, levou uma caneta e viu seu país ser eliminado da competição.
Mas, mesmo assim, Higuita desfrutava da condição de herói colombiano. Adorado pelas crianças, foi chamado para ser garoto-propaganda de um daqueles sucos desidratados, tipo Tang. E protagonizou um comercial bizarro mas que se tornou histórico na Colômbia. Com vocês… Frutiño!
Mas o mais curioso do comercial, fora as bizarrices de interpretação, montagem, texto e trilha sonora, foi a “defesa do escorpião”. Embora o mundo inteiro só tenha tomado conhecimento dela em 1995, quando o goleiro doido resolveu fazê-la num amistoso da seleção contra a Inglaterra em Wembley, na Colômbia ela já era conhecida pela criançada como a “defesa Frutiño”, graças a esta propaganda.

















