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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Calendário de lançamentos e testes – F1 2012
Seguinte, pessoal. Muita gente perguntando sobre as próximas datas de lançamento dos carros das equipes da Fórmula 1 para a temporada 2012. Então, abaixo, compilei todas as datas em um calendário. Tudo de importante acontece semana que vem. Lembrando que já lançaram seus carros, pela ordem: Caterham, McLaren, Ferrari e Force India.
As próximas:
Lotus – 05/02 (vulgo amanhã)
Sauber – 06/02
Toro Rosso – 06/02
Red Bull – 06/02
Williams – 07/02
Mercedes – Não confirmado
Marussia – Não confirmado
Hispania – Não confirmado
Embora não tenha agendado o lançamento, é bem provável que a Mercedes apresente seu carro também nos próximos dias. Os primeiros testes da pré-temporada começam na terça e é difícil que uma equipe grande perca um dos pouquíssimos dias de testes disponíveis.
A propósito, segue outro calendário, o dos testes da pré-temporada. São apenas 12 datas:
De 07 a 10/02 – Jerez de La Frontera (4 dias)
De 21 a 24/02 – Barcelona (4 dias)
De 01 a 04/03 – Barcelona (4 dias)
Lembrando que a temporada começa em 18/03, na Austrália.
Tags: Pré-temporada
2 comentários
Automobilismo e inclusão social

Na Inglaterra, no final de semana passado, aconteceu algo pouco divulgado aqui no Brasil, mas de certa importância para o automobilismo. Nic Hamilton, irmão de Lewis Hamilton, fez sua estreia como piloto em Brands Hatch, na rodada de abertura do BTCC (British Touring Cars Championship), competindo na Copa Clio, uma das corridas preliminares. Seria apenas mais uma notícia de parente de piloto famoso buscando espaço no esporte, não fosse um detalhe relevante: Nic possui paralisia cerebral.
O irmão caçula do campeão mundial de Fórmula 1, de 19 anos, tem problemas motores nos membros inferiores e, por isso, caminha com dificuldade. Normalmente, é visto no paddock em cadeira de rodas. A paralisia cerebral, causada normalmente por pouca oxigenação no cérebro na gestação, durante ou logo após o parto, pode se manifestar de diversas formas, mas são poucos os casos em que há comprometimento de raciocínio ou inteligência. Porém, em razão de muitos portadores apresentarem dificuldades de fala, erroneamente são taxados de pouco inteligentes.
Com um carro adaptado à sua condição, Nic Hamilton entrou na pista não só para realizar um sonho, mas também para dar uma demonstração pública de que um portador de paralisia cerebral é capaz de guiar um carro com perícia, em alta velocidade. Competiu junto com os demais e assim será durante toda a temporada. Os resultados nas duas primeiras corridas foram condizentes com a estreia de alguém sem experiência: 12º e 15º, mas isso pouco importa. Fica a bela lição de inclusão social proporcionada por Nic, sua família e as autoridades automobilísticas da Inglaterra.
Morte na pista

Gustavo Sondermann teve morte cerebral diagnosticada agora há pouco, em São Paulo, em decorrência de um forte acidente em Interlagos, na etapa de abertura da Copa Montana, categoria de acesso da Stock Car. É sempre um choque para quem gosta e acompanha o automobilismo, por mais que a gente saiba que é um esporte de risco. A morte sempre está ali, muito perto, mas a gente tenta ignorar.
Mas hoje ela se revelou, feia e maldita. E, enquanto que na tentativa de extrair da fatalidade algum sentido vejo que já há uma busca por culpados, não consigo pensar nisso. À minha cabeça vem a sensação de uma imensa falta de sorte.
Lembro que conversei com o Dr. Dino Altmann, médico da Stock Car, no ano passado sobre a segurança dos autódromos no Brasil. E ele foi taxativo ao afirmar que Interlagos é o circuito mais seguro, o único que passa nos padrões da FIA para a Fórmula 1. E é lá que acontece a segunda morte em competição oficial, num intervalo de menos de quatro anos, e exatamente na mesma curva, a do Café.
Trata-se de uma curva flat, em subida, com o muro muito próximo, à direita. Muito difícil um piloto cometer um erro e bater ali, normalmente um acidente acontece em virtude de uma falha mecânica, um toque, ou uma derrapada por causa da chuva (que é o que pode ter acontecido hoje). E, mesmo que o piloto batesse no muro, pelo ângulo do impacto, dificilmente algo grave aconteceria. O risco está no retorno do carro à pista, que pode ficar parado atravessado e sofrer impacto de alguém que venha atrás, com motor cheio. Pelo fato do trecho da pista se tratar de uma subida, o piloto que vem de trás não tem a visão completa de um acidente à frente. Quando percebe, já é tarde para uma manobra de evasão. E foi exatamente o que aconteceu hoje e em 2007, com Rafael Sperafico, a outra vítima fatal.
Os acidentes em “T” são os mais graves do automobilismo. E não existe autódromo no mundo que impeça uma colisão como essa, basta o carro ficar atravessado numa posição infeliz. Alessandro Zanardi perdeu as pernas e quase morreu num acidente exatamente assim na Indy, em 2001. Trata-se de um dos maiores temores de um piloto.
No caso de Interlagos, o problema é a falta de visibilidade. Agravada pela corrida com chuva e com o pára-brisa embaçado por causa do calor do motor. Como se diz na aviação, não existe uma causa única para uma tragédia. Uma infelicidade na pista, o piso molhado, a falta de visibilidade, tudo contribuiu para o fato. É preciso, sim, trabalhar para evitar que tais fatores possam se unir outra vez e provocar novo desastre. Pilotos da Stock já se manifestam a favor de utilizar no Café uma variante que ali existe, utilizada para corridas de motos. Seria uma boa iniciativa.
Conheci o Gustavo de vista, embora nunca tenha chegado a trocar uma palavra com ele. Mas a choque é grande da mesma forma. Resta conviver com este gosto amargo que uma tragédia assim provoca e lamentar a perda de um jovem de 29 anos. E ficam aqui registradas minhas condolências à família, aos amigos e todos aqueles que continuam buscando algum sentido no que aconteceu.
Entendendo a asa móvel

A grande novidade da temporada 2011 da Fórmula 1, além da chegada de um novo fabricante de pneus, é sem dúvida o recurso de asa traseira móvel. Nos primeiros treinos livres no Albert Park ficou mais claro como o recurso funciona, embora tenha gerado também muitas dúvidas. Então, em forma de “FAQ”, perguntas e respostas capellescas sobre as tais asas móveis que estão estreando. Algumas respostas foram baseadas numa conversa com o piloto reserva da Lotus, o brasileiro Luiz Razia.
Qual o sentido das asas móveis?
Criar mais uma varíavel nas corridas, que permita mais ultrapassagens. Com o aerofólio traseiro posicionado num ângulo mais baixo, o carro ganha velocidade em reta, facilitando manobras de ultrapassagem.
Como funciona?
O carro possui agora um botão no volante, que aciona o dispositivo que movimenta a asa. Quando o piloto pressiona este botão, um mecanismo modifica o ângulo de ataque, gerando menos arrasto aerodinâmico e fazendo o carro ganhar velocidade. Na foto que ilustra o post o funcionamento fica bastante claro. À esquerda, a asa em posição normal. À direita, a asa aberta.
O piloto pode modificar o ângulo da asa quando quiser?
Não. Nos treinos e na classificação, até pode. Mas o sistema só funciona se o piloto estiver com o pé 100% no acelerador. Uma leve retirada de pé já faz com o que a asa retorne à posição original. Na corrida, o sistema funcionará em condições muito especiais, na chamada “zona de ultrapassagem”.
O que é a zona de ultrapassagem?
É um trecho da pista, delimitado pelos organizadores da prova, no qual os pilotos poderão mudar a inclinação da asa durante as corridas. Normalmente, deve ser a reta de chegada, mas isso pode variar em circuitos como o de Shanghai, no qual há uma reta maior e mais apropriada para ultrapassagens que a de chegada.
Então é possível mudar o ângulo da asa quando quiser na reta?
Não. A asa móvel só vai funcionar durante a corrida se o piloto estiver a no máximo um segundo de distância do adversário à frente.
E como isso vai ser medido?
Sensores marcarão a diferença entre os pilotos na curva que antecede a zona de ultrapassagem. Se a distância for suficiente para acionar a asa na zona de ultrapassagem, uma luz se acenderá no volante. Assim, o piloto sabe que pode acionar o mecanismo.
E se um piloto acionar a asa fora da zona de ultrapassagem? Será punido?
Não há esta possibilidade. O mecanismo é controlado pela central eletrônica do carro, distribuída pela FIA e igual em todos os modelos, de todas as equipes. O piloto pode até apertar o botão, mas a asa não vai se recolher.
O piloto da frente poderá recolher a asa móvel para se defender da ultrapassagem?
Não. Como o acionamento do mecanismo só será liberado eletronicamente a quem estiver dentro da margem de 1s atrás do adversário, o piloto da frente não terá direito a utilizar o recurso. A não ser que, lógico, também esteja a menos de 1s de distância de outro piloto. O mecanismo existe para auxiliar o piloto em posição de ataque, não aquele em posição de defesa.
E se houver um problema mecânico e a asa traseira travar na posição mais baixa, o que acontece com o piloto? É desclassificado?
Nem é preciso desclassificar, ele já terá a corrida comprometida. Não terá estabilidade suficiente para fazer as curvas mais lentas e será severamente prejudicado nos tempos de volta. Terá que parar nos boxes para consertar ou abandonar a corrida.
Dá para fazer curvas com a asa recolhida?
Nos treinos, sim, mas só curvas de alta velocidade, feitas “flat”. Até porque, se o piloto tirar o pé do acelerador, o mínimo que seja, a asa volta à posição original. Na corrida, como existe a limitação da zona de ultrapassagem, não é possível acionar a asa móvel em curvas.
#ProjetoSecreto = Revista Warm Up!
O tópico foi alvo de inúmeras especulações no Twitter, nas últimas semanas. O que seria o tal “#ProjetoSecreto” ao qual Capelli, Bruno Mantovani, Victor Martins, Flavio Gomes e outros usuários faziam tanta referência?
Teve gente que pensou em planos ousados, como patrocinar uma equipe de Fórmula 1. Houve quem achasse que faríamos concorrência a Galvão Bueno e Reginaldo Leme com transmissões ao vivo. Mas, na verdade, o #ProjetoSecreto era algo simples. Mas o verdadeiro ovo de colombo: simples, mas que ninguém tinha pensado antes. Pelo menos no Brasil.
Fazer uma revista não é fácil. Fazer uma revista impressa, mais difícil ainda. E o grande empecilho de quem deseja empreender neste ramo são justamente os custos de papel, impressão, distribuição. Mas se agora estamos na era digital, pra que tudo isso? E mais: por que cobrar por um conteúdo, se quem banca a publicação são os patrocinadores?
Em resposta à estas perguntas, surge a Revista Warm Up. O leitor, aquele que mais importa, não vai precisar pagar um centavo para ler. Os custos, então, são direcionados à qualidade do produto e não mais ao seu meio físico. O formato revista permite uma cobertura automobilística mais estendida, com análises mais completas. E o foco da cobertura da revista é bastante diferenciado, como se pode notar na edição de estreia. Informação, opinião, análises, curiosidades, enfim. Muita coisa ainda virá.
O projeto foi concebido por mim, Bruno Mantovani e Victor Martins nos últimos três meses. A colaboração da Siciliano Duek foi fundamental para que o projeto ganhasse o impulso necessário para sair do imaginário. E agora é hora de avaliar a repercussão da edição “aperitivo” e preparar a nº 1. A revista será mensal e ainda terá a participação de novos colunistas e jornalistas nas próximas edições.
O blog ficou abandonado, eu sei, mas espero que tenha valido a pena. E quero muito que cada leitor curta essa iniciativa pioneira no Brasil. Está tudo lá: www.revistawarmup.com.br.
Virtual Racing
Imagino o tamanho da confusão ocorrida hoje pela manhã na Inglaterra. Estava tudo pronto para a cerimônia de lançamento da Virgin Racing, que seria totalmente online. O problema é que uma série de falhas técnicas não permitiu que a cerimônia fosse transmitida, se é que ela realmente ocorreu. Jornalistas, fãs e curiosos ficaram de plantão esperando o evento, e nada aconteceu. Horas depois do horário previsto, tímidas fotos foram divulgadas na Internet. Em resumo: um fiasco total. Ou um #epicfail, na linguagem do Twitter.
Mas a ironia toda reside no fato da Virgin Racing ser de propriedade de Richard Branson, papa da inovação e dono de um conglomerado de empresas que trabalham justamente com comunicação. Talvez para diminuir o fiasco, o sempre aparecido Branson não deu as caras hoje. Sua imagem não foi associada ao time, pelo menos agora.
O fiasco do lançamento da Virgin pode ter sido apenas uma falha técnica, mas de certa forma, expõe a fragilidade das novas equipes da F1. Se a mais adiantada de todas tem problemas no lançamento de seu carro – fora a falha de transmissão, a maior parte das “fotos” do novo carro são simulações em 3D -, o que dizer das demais. USF1, ao que tudo indica, não sairá do papel. Lotus tem o dinheiro da Malasia, mas tudo anda muito silencioso por aquelas bandas. E a Campos tem sérios problemas financeiros e, se não for vendida logo, corre o risco de nem mesmo estrear.
A Virgin pelo menos tem dinheiro, bons pilotos (Lucas di Grassi e Timo Glock) e, ao que dá a entender, um carro. O modelo, desenvolvido mesmo sem túnel de vento, é bonito, na forma e nas cores. Se vai conseguir não andar na rabeira, eu não sei. A única certeza é a de que pelo menos a equipe existe. Mesmo com o malfadado lançamento virtual.
Confira abaixo a galeria de fotos e desenhos divulgados pela Virgin:
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Touro Vermelho
Dando sequência à série de lançamentos de carros para a temporada 2010, a Toro Rosso também apareceu de cara nova em Valência. Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari ergueram o pano e revelaram aos jornalistas presentes o STR5, alegadamente o primeiro carro produzido pela própria equipe, sem participação da equipe-matriz Red Bull.
Alegadamente porque, na prática, o carro segue a linha do vencedor RB5 do ano passado. Os engenheiros da Toro podem até ter feito um trabalho independente (do que ainda duvido), mas sem dúvida partiram de um projeto inicial da matriz. As mudanças com relação ao ano passado são sutis, pelo ângulo das fotos divulgadas ainda não é possível fazer um comparativo mais definitivo. Mas fica claro de que pouca coisa mudou.Mas, para ser diferente e reforçar a sua “independência” da Red Bull, a pintura mudou um pouco. A frente, agora, traz bastante vermelho, o que vai ajudar bastante a diferenciar os carros na pista. Até 2009, diferenciar à distância um Red Bull de uma Toro era uma tarefa difícil. Agora, as arquibancadas e os telespectadores agradecem.
Agora sim, o novo carro
O lançamento da nova pintura, semana passada, foi com o carro da Brawn do ano passado. Mas agora é quente: foi hoje à pista, pela primeira vez, o W01, modelo da Mercedes para a temporada 2010 da Fórmula 1.
Na contramão das equipes rivais, a Mercedes tem um bico bastante curvo e baixo, quase que como um tucano. A altura chega a lembrar o BGP001 de 2009, mas a curva parece mais acentuada. A tomada de ar no santoantônio também é diferente, na forma de um triângulo achatado.Novidades também no capacete de Nico Rosberg. O piloto alemão substituiu o azul de sua pintura pelo prata da equipe. Perdeu um pouco de originalidade, mas a combinação ficou inegavelmente bonita.
Kubica amarelou
A mudança da BMW para a Renault também provocou mudanças no casco de Robert Kubica. De acordo com as imagens divulgadas pela equipe francesa, ele aparece agora com um capacete pintado de amarelo para combinar com o carro “abelhão”.
Robert trocou o vermelho da bandeira da Polônia da base de sua pintura para dar lugar ao amarelo-Renault, com alguns detalhes em alaranjado. Os espaços em azul, no entanto, permanecem iguais, mantendo as principais características do capacete.
Ficou até bem interessante. Ainda não pude ver como fica dentro do carro, mas a combinação do amarelo com bastante azul me agrada. Faz lembrar até a pintura de Roberto Moreno, uma das mais belas, na minha opinião.
Tags: Renault, Robert Kubica
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Renault retrô
O ar de nostalgia toma conta da Fórmula 1. Depois da Mercedes prateada com números vermelhos e da Sauber branca e sem patrocínios, a Renault apresentou hoje em Valencia o mais retrô dos modelos da temporada 2010 da Fórmula 1. No que diz respeito à pintura, lógico.
O layout amarelo e preto do R30 faz referência direta aos modelos vencedores da equipe no final dos anos 70 e começo dos 80, os pioneiros carros turbo. Que, se não conquistaram nenhum título mundial, ao menos fizeram história com várias vitórias. Robert Kubica e Vitaly Petrov foram confirmados como pilotos titulares, o que tornará Petrov o primeiro russo a disputar uma corrida de Fórmula 1 em toda a história.
Mas, se na pintura a nova Renault tem novidades, o mesmo não se pode dizer com relação ao carro. O R30 é muito parecido com seu malfadado antecessor, apresentando apenas pequenas diferenças. Como é possível comparar na imagem ao lado (clique nela para ampliar), o carro ficou pouca coisa mais comprido, com o cockpit ligeiramente disposto mais à frente. O desenho em geral e a distância entre-eixos permaneceu praticamente a mesma, estando as alterações mais visíveis no desenho do assoalho, nos defletores e nos escapamentos.É leviandade prever o desempenho de um carro apenas por sua foto, mas como sou cara-de-pau, vou arriscar. Está com cara de que não vai andar nada… Pobre Kubica.
F1 de antigamente
Sobrevivente da deserção da BMW, a Sauber seguirá na F1 em 2010, impulsionada por motores Ferrari. Apesar disso, o nome seguirá sendo “BMW Sauber”, por razões legais. As informações foram confirmadas hoje, no lançamento do novo carro da equipe, em Valência.
O carro, por sinal, tem cara de Fórmula 1 de antigamente. Ainda sem patrocinador algum (apenas com o logo da Bridgestone, parceira), o C29 ainda possui traços da BMW em sua pintura. Porém, o azul mudou para um tom bastante escuro, quase preto, assim como o aerofólio traseiro. Um impecável branco predomina, assim como o macacão dos pilotos, Pedro de la Rosa e Kamui Kobayashi. Só falta colocarem um número enorme inclinado dentro de uma bolota branca, pra fechar o ar retrô.Com relação ao desenho, o C29 possui um bico arrojadamente alto, sendo a dianteira praticamente reta. Pelas fotos que pintaram até agora, ainda não dá para avaliar bem as diferenças com relação ao modelo do ano passado. Mas, apesar da barbatana da tubarão ligada ao aerofólio traseiro, tal qual a McLaren, o carro parece manter características de seu antecessor. Mais detalhes aparecerão durante o dia.
A número 1
Numa cerimônia chata e sóbria como de costume, a equipe McLaren lançou na manhã de hoje o MP4-25, modelo com o qual disputará a temporada 2010 da Fórmula 1. O bonito carro rompe totalmente com o bólido do ano passado, que apesar de ter ganho corridas no final da temporada, foi responsável pelo pior início de campeonato da equipe em 25 anos.
Na imagem ao lado (que você pode clicar para ampliar), nota-se facilmente a diferença entre os carros. O design do MP4-25 parece mais fluido, cheio de curvas e saliências. Uma nova solução para o escapamento chama a atenção, assim como a extensão da traseira e da distância entre-eixos – em razão do maior tanque de gasolina, assim como a Ferrari.Destaque também para a “bigorna” que se funde com o aerofólio traseiro. No ano passado, a Renault chegou a aparecer com uma solução parecida. Mas o interessante foi a pintura aplicada na tal barbatana, que dá uma impressão de relevo. Deixou o carro mais bonito.
Jenson Button foi apresentado com honras de campeão do mundo, aparecendo até mais que o queridinho Lewis Hamilton. Por sinal, a equipe fez questão de destacar o número 1 da carenagem, colocando-o mais abaixo na pintura do bico para que seja mais visível. O bico, por sinal, é mais alto e menos curvo que o do ano passado, chegando até a lembrar a segunda versão da Ferrari de 1996.
Se vencerá corridas, não se sabe. Mas que o carro é bonito pra diabo, é.
Foi dada a largada
E foi a Mercedes, a mais nova-velha equipe da Fórmula 1, quem deu a largada para temporada de lançamentos do campeonato de 2010. O carro ainda é o BGP001 campeão de 2009 com Jenson Button, mas a pintura… quanta diferença.
A Brawn GP prateou, ganhou novo nome, novos patrocínios e novos pilotos. Além de Michael Schumacher e Nico Rosberg como titulares, Nick Heidfeld foi confirmado hoje como piloto-reserva. Um trio alemão na equipe da estrela de três pontas. Um começo para patriota nenhum botar defeito.
Pena que, dada a qualidade dos dois titulares, o anúncio praticamente joga uma pá de cal na carreira do “nem tão quick” Nick. Salvo algum acidente ou contratempo, não vai correr e pouco vai treinar. Daí para categorias menos importantes é um passo.
O carro, todo prata com detalhes em preto e verde-piscina, é bonito pra caramba. Quem não vai gostar é o telespectador – nem o Galvão Bueno -, já que certamente vai ser bem fácil confundir com a McLaren na pista. Chama a atenção o detalhe retrô da numeração: algarismos vermelhos sobre círculos brancos, exatamente como nas flechas de prata de Juan Manuel Fangio, Karl Kling e Stirling Moss nos anos 50. Nostalgia não ganha corridas, mas conforta um pouco. É sempre bom ver o respeito de uma marca por sua história.Agora, no decorrer da semana, mais uma série de lançamentos. A Ferrari é a próxima a apresentar suas armas para 2010, na quinta-feira. No dia seguinte, é a vez da McLaren. E, no domingo, Renault e Sauber fazem suas apresentações. Na segunda, 1º de fevereiro, é a Williams de Rubens Barrichello. O lado curioso e inútil de tudo isso você confere aqui no Blog do Capelli.
A cara da F1 2010
Faltam pouco mais de dois meses para a abertura da temporada 2010 da Fórmula 1 e há muito não se via uma pré-temporada tão confusa e bagunçada. Muitas equipes novas, equipes que trocaram de dono, equipes que fecharam, muitas vagas em aberto e poucas datas confirmadas. Em janeiro do ano passado, por exemplo, já se tinha o calendário de lançamento de quase todos os carros e praticamente todas as vagas definidas. Hoje, impera a incerteza. Não se sabe nem quantos carros alinham no grid do GP do Bahrein.
Num cenário como esse, é preciso fazer um rescaldo de tudo o que vem sendo divulgado para responder uma pergunta que não quer calar: afinal, qual será a cara da F1 em 2010? Assim, audacioso e sem noção como sempre, o Capelli aqui tenta achar a resposta. Terá sucesso? Talvez. Vai ajudar os leitores? Pode ser. Por que está falando como o Cléber Machado? Não sei.
McLAREN-MERCEDES
Pilotos: Jenson Button e Lewis Hamilton
A McLaren surpreendeu ao contratar o atual campeão do mundo para substituir o claudicante (para dizer o mínimo) Heikki Kovalainen. Mas foi uma jogada de mestre, considerando que a equipe já sabia que perderia o posto de equipe oficial da Mercedes. Ficam no ar algumas perguntas: Hamilton aceitará dividir espaço com outra estrela britânica? Jenson Button tem estofo para aguentar a pressão?
MERCEDES
Pilotos: Michael Schumacher e Nico Rosberg
Todo mundo achava que Nico Rosberg tinha o melhor assento disponível na F1. Correria pela Brawn GP, atual campeã, sem Jenson Button ao seu lado. Quando a compra da equipe por parte da Mercedes foi anunciada, uau! Nico está feito. Até que anunciaram a volta de Michael Schumacher como seu companheiro de equipe. Consigo cantar no ritmo da Dança do Vampiro: “ô ô ô ô ô / se ferrou”. Fato é que a Mercedes vem com tudo para brigar pelo título. E de Schumacher a gente não duvida, só respeita.
RED BULL-RENAULT
Pilotos: Sebastian Vettel e Mark Webber
Até a última semana, não se sabia nem com qual motor a equipe iria correr. Mas a Renault confirmou sua permanência na Fórmula 1 e os propulsores continuarão sendo cedidos para a equipe vice-campeã de 2009. De todas as equipes que andaram na frente no ano passado, é a que menos mudou. Tal estabilidade pode ser algum indicativo de começar na frente, mas não dá para ter certeza.
FERRARI
Pilotos: Felipe Massa e Fernando Alonso
Pode acontecer de tudo. Inclusive, nada. Massa e Alonso não se dão bem, basta lembrar a briga do “va cagare” no GP da Europa de 2007. Se a equipe continuar cometendo as mesmas patuscadas administrativas das últimas temporadas, a briga dos dois pode ser a fagulha que detonará um incêndio dentro de casa. Mas se o projeto de carro for bom e os dois brigarem tranquilamente pela ponta, tudo pode acabar bem. Mas a chance de pegar fogo é grande.
WILLIAMS-COSWORTH
Pilotos: Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg
Mudou tudo. Saíram os pífios motores Toyota e entram os novos Cosworth, que ninguém sabe como serão. A dupla de pilotos então, mudou completamente. Se antes Rosberg e Nakajima formavam o bloco dos novatos, um promissor e o outro maluquinho, agora a equipe mescla juventude e experiência. Com a carreira gerenciada pelo mesmo manager de Michael Schumacher, Nico Hulkenberg é uma jovem promessa do automobilismo alemão. E Rubens Barrichello só não será o cara mais experiente do grid porque Schumacher voltou. A mescla de dois perfis tão diferentes pode dar um bom caldo.
RENAULT
Pilotos: Robert Kubica e …
Pelo que se sabe, a Renault esteve muito perto de deixar a F1, mas acabou ficando. Um esquisito grupo de nome “Genii” comprou o controle do time e ele continua, só não sei se firme e forte. Ter Robert Kubica como piloto é um ótimo indício, mas de resto não se sabe quase nada sobre a equipe. Tem grandes chances de continuar um fiasco, como no ano passado. Para segundo piloto, especulam-se dezenas de nomes. Só não se fala no Grosjean, felizmente.
FORCE INDIA-MERCEDES
Pilotos: Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi
Não espero do time do Vijay Mallya lapsos de grandiosidade como no ano passado, com pole position e quase-vitória. Mas a FI pode incomodar de vez em quando. Pelo menos, tem um bom piloto, Sutil. Liuzzi é que ainda precisa dizer a que veio.
TORO ROSSO-FERRARI
Pilotos: Sebastien Buemi e …
Pouca coisa muda na Equipe B da Red Bull. Mas pelo menos o carro deve mudar, não mais sendo mais uma cópia do modelo do time-satélite. Sebastien Buemi continua como primeiro piloto e seu companheiro deve ser o playboyzinho Jaime Alguersuari, que sai bem nas fotos mas não anda nada.
LOTUS-COSWORTH
Pilotos: Jarno Trulli e Heikki Kovalainen
Aqui começa a F1 de mentirinha. Essa Lotus não tem nada a ver com a gloriosa escuderia de Colin Chapman. É um grupo malaio detentor da marca que resolveu voltar. E da pior forma possível, contratando dois pilotos que já passaram por grandes equipes e mostraram não compensar o investimento. Vai naufragar.
CAMPOS-COSWORTH
Pilotos: Bruno Senna e …
A Campos é bem mais séria que a Lotus. Fundada pelo ex-piloto e braço-duro Adrian Campos, participou com sucesso da World Series e da GP2. Vem com um projeto sério e, embora dificilmente vá conseguir grandes resultados, é um time que pode se sustentar na categoria a longo prazo. Não é, como Lotus e USF1, uma aventureira que entrou na categoria através do programa “F1 para todos” do Tio Mosley. Contratou Bruno Senna para chamar a atenção e deve ter Ernesto Viso ou Pedro de la Rosa como segundo piloto.
VIRGIN-COSWORTH
Pilotos: Timo Glock e Lucas di Grassi
Esses não vieram para brincadeira. A Virgin, empresa-faz-tudo do bilionário maluco Richard Branson, entrou pesado ao investir na Manor, uma equipe tradicional da F3 britânica. Tem grandes chances de crescer rápido, mas não em 2010. Mas escolheu bem os pilotos. Timo Glock, ainda que não seja brilhante, é correto. E Lucas di Grassi é um grande talento. Pode dar liga.
USF1-COSWORTH
Pilotos: ????
Ainda se duvida da existência do time. No fim de ano lançou seu site na Internet e divulgou um vídeo de sua fábrica. Lindo, muito bonito, mas consistência zero. Não tem pilotos definidos e duvido que de sua fábrica na Carolina do Norte saia um dia um carro de F1. Mas como eu erro sempre, ela pode aparecer e ganhar a corrida de estreia.
SAUBER-FERRARI
Pilotos: Kamui Kobayashi e …
Peter Sauber é porreta. Já que a BMW foi covarde e pulou fora da F1, ele assumiu o comando da equipe de volta e pretende colocá-la no grid em 2010. Mas sua participação ainda não é confirmada, já que depende da desistência (provável) da USF1 ou da concordância unânime das demais competidoras. Mas como Sauber é porreta (já disse isso?), acho que ele consegue. Já assinou até com a sensação Kamui Kobayashi para ser seu piloto. A segunda vaga pode ser de Nick Heidfeld. E os motores Ferrari ainda não estão confirmados.
Novo blog: o que há de novo?
A nem tão esperada hora chegou. Abrem-se as cortinas e inicia-se a quinta temporada do Blog do Capelli. Por enquanto, a grande novidade fica por conta do formato, estilo revista eletrônica. No entanto, a estrutura de blog segue a mesma, apenas com uma organização melhor das categorias dos posts, agora no menu superior.
Mas outras novidades virão, pouco a pouco. O leque de assuntos se abrirá e novas seções vão fazer parte do blog. Uma delas será o “Pergunte ao Capelli”, que volta em novo formato. Agora, você manda perguntas pelo Formspring e verá as melhores selecionadas e compiladas aqui, duas ou três vezes por semana.
Outra seção que volta de cara nova é o “Baú do Capelli”. Antes, ele trazia velharias guardadas nos meus discos rígidos, mas agora trará um vasto material do meu arquivo pessoal. Revistas antigas, matérias antigas de televisão… será um barato.
Os Pilotoons do Mantovani seguem, assim como o “Intervalo Comercial”, que agora não mostrará apenas propagandas de automobilismo, mas comerciais curiosos, divertidos e engraçados.
Por enquanto, convido a todos a se acostumarem com a nova cara e aproveitar o conteúdo como um todo. O foco segue sendo automobilismo, mas o que der na minha telha vai pintar aqui também. Para o bem ou para o mal dos leitores. Mas se você só quer saber de corridas, não tem problema. Clique em “automobilismo” no menu e boa viagem.
Um abraço,
Capelli
Relançamento já tem data
4 de janeiro de 2010. O nem tão novo assim Blog do Capelli volta nesta data. Tem surpresas legais… espero que gostem. Deu trabalho, mas novos ares são precisos.
Voltem aqui segunda-feira que vai ter novidades. Enquanto isso, sigo trabalhando… Por isso, quem entrar aqui não deve estranhar se enxergar alguma coisa torta ou fora de lugar durante o feriadão. Segunda estará tudo bonitinho.
A imagem do dia

Foto: Reprodução/Grande Prêmio
Ele está de volta! Testando em Maranello com a Ferrari de 2007. O cara está levando o retorno a sério…
Nasceu de novo
As primeiras notícias que chegam da Hungria sobre o estado de saúde de Felipe Massa são reconfortantes. O piloto está falando, sinais vitais normais, movimentos idem. Aparentemente com apenas um corte na cabeça, o brasileiro literalmente nasceu de novo. As imagens de seu acidente foram assustadoras.
Thiago Raposo, do ótimo Café com F1, foi rápido no gatilho e descolou um vídeo do acidente. Nele, é possível notar uma peça metálica voando pela pista e atingindo o capacete de Felipe Massa, na altura da viseira. O piloto, desacordado, acelera e freia simultaneamente até atingir a barreira de pneus. E Felipe permaneceu ali, inerte, até a chegada do atendimento médico.
As consequências de um acidente como este poderiam ter sido devastadoras. Pela primeira vez nos últimos 15 anos toda a Fórmula 1 prendeu a respiração, aguardando ansiosamente por notícias que não confirmassem o pior. Felizmente, elas vieram. E, se Massa realmente só teve um corte na testa, nasceu de novo. A partir de agora, faz aniversário duas vezes no ano. Justamente no mesmo 25 de julho em que nasceu Nelsinho Piquet.
Atualização: Racelike enviou esta foto impressionante (um pouco forte). A peça não entrou na viseira por milímetros. Felipe teve muita, mas muita sorte.
Nelsinho dentro
E Nelsinho Piquet acaba de desmentir Galvão Bueno no Twitter.
“Aí Galvão, vc está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamo torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!”
Com o comunicado do piloto, encerra-se a boataria. Pelo menos até o GP da Hungria.
Mas é fato: alguma coisa aconteceu. Nelsinho demorou para aparecer e demorou mais ainda para fazer o desmentido público. Até então, muita coisa rolou nos bastidores. E deve continuar rolando.









