Perfil
Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da categoria: Pergunte ao Capelli
Pergunte ao Capelli: Schumacher x Brasil

“Capelli, no momento em que Michael Schumacher encerrou sua carreira, se não me engano, o total de vitórias dele era 91, enquanto a de pilotos brasileiros era de 90. Claro que esse número já aumentou com as vitórias de Massa. (…) Mas a minha curiosidade é a seguinte: Michael Schumacher sozinho valeu por tudo o que foi feito por pilotos brasileiros? Claro, pegando como referência o momento da aposentadoria do alemão.” – Augusto Lopes
Augusto, Michael Schumacher realmente teve uma carreira impressionante e recheada de recordes. Sozinho, ele tem números superiores aos de muitos países tradicionais, como França e Itália. Com relação ao Brasil, eu diria que foram números bastante equivalentes. Tirando o número de pole positions – que teve a estatística engordada por Senna, gênio dos treinos de classificação – , de resto há praticamente um empate técnico.
Lógico, considerando apenas resultados que só podem ser obtidos por um piloto por vez: vitórias, poles, melhores voltas e títulos. Comparar número de pódios, GPs disputados ou pontos seria desigual.
Com base nestes critérios, acredito que você tem razão. Não é incorreto afirmar que, em termos numéricos, Schumacher equivaleu a todos os brasileiros que passaram pela F1 até 2006. Tabelinha abaixo.
Schumacher Brasil*Vitórias 91 x 90Títulos 7 x 8Poles 68 x 112Voltas Rápidas 76 x 72
* Até o GP do Brasil de 2006.
Pergunte ao Capelli: Barba, cabelo e bigode
“Capelli, Felipe Massa fez no domingo, como se diz, “barba, cabelo e bigode” (pole, melhor volta e vitória). Minha pergunta: que outros pilotos já conseguiram tal proeza?” – Douglas Busse, Curitiba/PR
Douglas, o “barba, cabelo e bigode”, também chamado de “hat trick”, não é um feito assim tão incomum. Até hoje, 41 pilotos (entre 100 que já venceram) dominaram uma corrida com tanta autoridade. Ou seja, nada de anormal.
O “hat trick” de Felipe Massa em Valência foi o terceiro de sua carreira, o que o deixou em 13º lugar na estatística dos maiores “barbeiros” (no bom sentido) da F1, empatado com Jack Brabham, John Surtees, Niki Lauda, Nelson Piquet e Fernando Alonso. Abaixo, a tradicional listinha top 10 capellesca:
Número de Hat Tricks
1º Michael Schumacher – 22
2º Jim Clark – 11
3º Juan Manuel Fangio – 9
4º Alain Prost – 8
5º Alberto Ascari – 7
Ayrton Senna – 7
7º Nigel Mansell – 5
Damon Hill – 5
Mika Häkkinen – 5
10º Stirling Moss – 4
Jackie Stewart – 4
Jacky Ickx – 4
Pergunte ao Capelli: Famílias nas pistas

“Capelli, gostaria de saber quantas famílias, como os Fittipaldi, já participaram da F1.” – Renato Almeida
Renato, descontando as participações dos norte-americanos em Indianápolis nos anos 50, 20 famílias já tiveram mais de um piloto na Fórmula 1. Algumas, com até três. Confira abaixo a listagem das famílias, com os relativos anos de atividade de cada membro.
Família Whitehead (Grã-Bretanha)
- Peter Whitehead: 1950-1954
- Graham Whitehead (irmão): 1952
Família Pilette (Bélgica)
- André Pilette: 1951-1964
- Teddy Pilette (filho): 1974-1977
Família Stuck (Alemanha)
- Hans von Stuck: 1951-1953
- Hans-Joachim Stuck (filho): 1974-1979
Família Parnell (Grã-Bretanha)
- Reg Parnell: 1950-1954
- Tim Parnell (filho): 1959-1963
Família Stewart (Grã-Bretanha)
- Jimmy Stewart: 1953
- Jackie Stewart (irmão): 1965-1973
Família Rodriguez (México)
- Ricardo Rodriguez: 1961-1962
- Pedro Rodriguez (irmão): 1963-1971
Família Scheckter (África do Sul)
- Jody Scheckter: 1972-1980
- Ian Scheckter (irmão): 1974-1977
Família Schlesser (França)
- Jo Schlesser: 1968
- Jean-Louis Schlesser (sobrinho): 1983-1988
Família Brabham (Austrália)
- Jack Brabham: 1955-1970
- Gary Brabham (filho): 1990
- David Brabham (filho): 1990-1994
Família Brambilla (Itália)
- Ernesto Brambilla: 1963-1969
- Vittorio Brambilla (irmão): 1974-1980
Família Fittipaldi (Brasil)
- Emerson Fittipaldi: 1970-1980
- Wilson Fittipaldi Jr. (irmão): 1972-1975
- Christian Fittipaldi (sobrinho): 1992-1994
Família Fabi (Itália)
- Teo Fabi: 1982-1987
- Corrado Fabi (irmão): 1983-1984
Família Hill (Grã-Bretanha)
- Graham Hill: 1958-1975
- Damon Hill (filho): 1992-1999
Família Andretti (EUA)
- Mario Andretti: 1968-1982
- Michael Andretti (filho): 1993
Família Villeneuve (Canadá)
- Gilles Villeneuve: 1977-1982
- Jacques Villeneuve Sr. (irmão): 1981-1983
- Jacques Villeneuve (filho): 1996-2006
Família Schumacher (Alemanha)
- Michael Schumacher: 1991-2006
- Ralf Schumacher (irmão): 1997-2007
Família Rosberg (Finlândia/Alemanha)
- Keke Rosberg: 1978-1986
- Nico Rosberg (filho): 2006-
Família Winkelhock (Alemanha)
- Manfred Winkelhock: 1980-1985
- Joachim Winkelhock (irmão): 1989
- Markus Winkelhock (filho): 2007
Família Nakajima (Japão)
- Satoru Nakajima: 1987-1991
- Kazuki Nakajima (filho): 2007-
Família Piquet (Brasil)
- Nelson Piquet: 1978-1991
- Nelsinho Piquet (filho): 2008-
Pergunte ao Capelli: Nº de Pilotos

“Capelli, aproveitando que no domingo passado conhecemos o 100º vencedor de um GP de Fórmula 1, gostaria de saber quantos pilotos marcaram pole positions, melhores voltas, pódios, pontos e, se possível, quantos pilotos já disputaram pelo menos 1 GP?” – Felipe Rodrigues da Silva, Bento Gonçalves/RS
Felipe, já vi que você gosta é de números. Então vamos lá, lembrando que os números entre parênteses referem-se ao percentual sobre o total que participou de pelo menos um treino oficial.
Já participaram de um final de semana de GP: 806
Disputaram ao menos um GP: 727 (90,2%)
Marcaram pontos: 309 (38,3%)
Subiram ao pódio: 196 (24,3%)
Marcaram melhores voltas: 112 (13,9%)
Venceram ao menos um GP: 100 (12,4%)
Marcaram pole positions: 91 (11,3%)
Pergunte ao Capelli: Campeões em atividade

“Capelli, qual campeonato teve maior número de campeões mundiais em atividade?” – Alejjandro F. Claro
Alejjandro, sua pergunta tem duas respostas possíveis. Se considerarmos apenas os pilotos que já tinham sido campeões à época, chegamos a três temporadas recordistas: 1966, 1968 e 1970, com cinco.
1966 – Jack Brabham, Phil Hill, Graham Hill, Jim Clark e John Surtees *
1968 – Jack Brabham, Graham Hill, Jim Clark, John Surtees e Dennis Hulme *
1970 – Jack Brabham, Graham Hill, John Surtees, Dennis Hulme e Jackie Stewart
Porém, cabem alguns asteriscos. Phil Hill não disputou toda a temporada de 1966. O norte-americano já tinha encerrado sua participação na F1 em 1964, mas tentou retornar para duas corridas esporádicas, em Mônaco e em Monza. Não conseguiu largar em nenhuma delas.
Já o ano de 1968 não teve cinco campeões por todo o tempo, já que Jim Clark morreu em abril, num acidente de F2 em Hockenheim, tendo disputado apenas o GP de abertura daquele campeonato, na África do Sul. Assim, porreta mesmo foi o campeonato de 1970, o qual cinco campeões disputaram assiduamente.
A segunda resposta possível para a sua pergunta é considerar o número de campeões na pista numa determinada temporada, independente deles já terem conquistado seu primeiro título ou não. Nessa estatística, sete temporadas empatam, com oito campeões – ou futuros – em atividade cada.
1966 – Jack Brabham, Phil Hill, Graham Hill, Jim Clark, John Surtees, Dennis Hulme, Jackie Stewart e Jochen Rindt
1968 – Jack Brabham, Graham Hill, Jim Clark, John Surtees, Dennis Hulme, Jackie Stewart, Jochen Rindt e Mario Andretti
1970 – Jack Brabham, Graham Hill, John Surtees, Dennis Hulme, Jackie Stewart, Jochen Rindt, Mario Andretti e Emerson Fittipaldi
1972 – Graham Hill, John Surtees, Dennis Hulme, Jackie Stewart, Mario Andretti, Emerson Fittipaldi, Niki Lauda e Jody Scheckter
1978 – Emerson Fittipaldi, Niki Lauda, James Hunt, Mario Andretti, Jody Scheckter, Alan Jones, Nelson Piquet e Keke Rosberg
1979 – Emerson Fittipaldi, Niki Lauda, James Hunt, Mario Andretti, Jody Scheckter, Alan Jones, Nelson Piquet e Keke Rosberg
1980 – Emerson Fittipaldi, Mario Andretti, Jody Scheckter, Alan Jones, Nelson Piquet, Keke Rosberg, Alain Prost e Nigel Mansell
E as temporadas com menos campeões, você deve estar se perguntando?
Foram duas: 1950 e 1959. A primeira, por motivos óbvios: como era o primeiro campeonato da história, ninguém havia ainda sido campeão. Já o ano de 1959 foi atípico. Juan Manuel Fangio havia se aposentado no começo da temporada anterior, deixando 9 as 11 corridas de 1958 sem nenhum campeão na pista. Na última corrida daquela temporada, Mike Hawthorn garantiu o título mundial e anunciou sua aposentadoria. Menos de dois meses depois, morreu em acidente numa estrada. E a temporada de 1959 aconteceu, do início ao fim, sem um campeão nas pistas.
Situação parecida ocorreu também em 1994. Com a morte de Ayrton Senna no GP de San Marino, não restou nenhum campeão do mundo em atividade e a temporada assim prosseguiria até o fim, não fosse o convite de Bernie Ecclestone para que Nigel Mansell participasse de quatro corridas durante o ano.
Pergunte ao Capelli: Pódios 100%

“Capelli, alguma vez já houve, na história da Fórmula 1, um pódio com os 3 pilotos da mesma nacionalidade?” – Bruno de Campos, Fabiano de Andrade Silva e Luiz Eduard
Bruno, Fabiano e Luiz: já ocorreu sim, com relativa freqüência, 17 vezes. O curioso é identificar que tais “trifetas” aconteceram sempre dentro de períodos determinados de domínio de um país específico.
Nos anos 50, ocorreram quatro pódios totalmente italianos. GP da Itália de 1950 (Farina, Ascari/Serafini, Fagioli), GP da Bélgica de 1951 (Farina, Ascari, Villoresi), GP da França de 1952 (Ascari, Farina, Taruffi) e GP da Holanda de 1952 (Ascari, Farina, Villoresi).
Já entre os finais das décadas de 50 e 60, os britânicos fizeram a festa lotando o pódio por dez vezes. Em 1958, nos GPs da Bélgica (Brooks, Hawthorn, Lewis-Evans), Inglaterra (Collins, Hawthorn, Salvadori) e Portugal (Moss, Hawthorn, Lewis-Evans); na Inglaterra em 1962 (Clark, Surtees, G. Hill), em 1964 na Holanda (Clark, Surtees, Arundell) e na Inglaterra (Clark, G. Hill, Surtees); em 1965 na África do Sul (Clark, Surtees, G. Hill), na França (Clark, G. Hill, Surtees) e na Inglaterra (Clark, G. Hill, Surtees); e por fim no GP da Inglaterra de 1958 (Stewart, G. Hill, Surtees).
Por fim, os franceses dominaram três pódios da F1 nos anos 80: GP da África do Sul de 1980 (Arnoux, Laffite, Pironi), GP da França de 1982 (Arnoux, Prost, Pironi) e GP de San Marino de 1983 (Tambay, Prost, Arnoux).
Portanto, embora pódios 100% nacionais tenham sido relativamente comuns no passado, já não ocorrem há 25 anos.
Pergunte ao Capelli: Brasileiros na ponta

“Capelli, quantos pilotos brasileiros já lideraram corridas na F1?” – Lucas de Almeida Jardim
Lucas, sua pergunta é bastante oportuna, considerando que Nelsinho Piquet passou a ser, ontem, o nono piloto brasileiro a liderar uma corrida de Fórmula 1.
O primeiro de todos eles foi Emerson Fittipaldi, que assumiu a ponta pela primeira vez no GP dos Estados Unidos de 1970, mesma corrida que viria a ser a 1ª vitória do Brasil na categoria.
Depois dele, outros cinco lideraram e venceram: José Carlos Pace, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa. Dois assumiram a ponta por pelo menos uma volta, mas não conquistaram nenhuma vitória: Cristiano da Matta e Antonio Pizzonia.
Nelsinho Piquet, líder do GP da Alemanha por seis voltas, entra na estatística como um dos que ainda não venceu. Mas, diferentemente de Da Matta e Pizzonia, ainda tem tempo para resolver este “problema”.
GPs na liderança:
Ayrton Senna – 86 (2987 voltas)
Nelson Piquet – 58 (1600 voltas)
Rubens Barrichello – 45 (729 voltas)
Felipe Massa – 20 (624 voltas)
Emerson Fittipaldi – 18 (478 voltas)
José Carlos Pace – 7 (50 voltas)
Cristiano da Matta – 1 (17 voltas)
Nelsinho Piquet – 1 (6 voltas)
Antonio Pizzonia – 1 (1 volta)
Pergunte ao Capelli: Equipes com brasileiros

“Capelli, navegando no site chicanef1.com, me surgiu uma curiosidade. Quais equipes de F1 tiveram mais brasileiros como pilotos?” – Paulo Mina
Paulo, interessante a sua pergunta, pela resposta não tão óbvia que traz. Assim que li seu e-mail, a equipe que me veio direto à cabeça foi a Copersucar-Fittipaldi. Por ser brasileira, deu chances a diversos pilotos do país no final dos anos 70 e começo dos 80. Era uma aposta fácil.
Ao fazer o levantamento, confirmei a idéia inicial, mas não sem alguma surpresa. A Copersucar vence, mas empatada com a Arrows. O time inglês, que participou da Fórmula 1 entre 1978 e 2002, teve em seus cockpits cinco diferentes brazucas: Chico Serra, Christian Fittipaldi, Ricardo Rosset, Pedro Paulo Diniz e Enrique Bernoldi. Já a Fittipaldi teve como pilotos os irmãos Emerson e Wilson, além de Ingo Hoffmann, Alex Dias Ribeiro e Chico Serra.
Curioso observar que, além da Copersucar, dois outros times tiveram dois brasileiros ocupando seus dois carros simultaneamente. Primeiro foi a Benetton, que em 13 corridas entre 1990 e 1991 foi a equipe de Nelson Piquet e Roberto Moreno. Em 1995, o fato se repetiu na Forti, que colocou o mesmo Moreno ao lado de Pedro Paulo Diniz em seus cockpits.
Interessante observar que, embora tivesse dois pilotos locais, além de patrocinadores e as cores da bandeira nacional, a Forti nunca foi um time tupiniquim. Era italiano e pertencia a Guido Forti, sendo apenas co-dirigida por um brasileiro, Carlo Gancia. Na época, muito se falou em “equipe brasileira”, mas não era verdade.
Segue a habitual listinha:
5 brazucas
Fittipaldi (W. Fittipaldi, E. Fittipaldi, Hoffmann, Dias Ribeiro e Serra)
Arrows (Serra, C. Fittipaldi, Rosset, Diniz e Bernoldi)
4 brazucas
Lotus (E. Fittipaldi, Moreno, Senna e Piquet)
Williams (Pace*, Piquet, Senna e Pizzonia)
Jordan (Moreno, Gugelmin, Barrichello e Zonta)
3 brazucas
Brabham (W. Fittipaldi, Pace e Piquet)
March (Dias Ribeiro, Boesel e Gugelmin)
Minardi (Moreno, C. Fittipaldi e Marques)
2 brazucas
McLaren (E. Fittipaldi e Senna)
Surtees (Bueno e Pace)
Ligier (Boesel e Diniz)
Benetton (Piquet e Moreno)
Forti (Diniz e Moreno)
Sauber (Diniz e Massa)
Ferrari (Barrichello e Massa)
Jaguar (Burti e Pizzonia)
Toyota (Da Matta e Zonta)
* José Carlos Pace correu pela Williams em 1972, quando a equipe competia como independente, utilizando chassis da March.
Pergunte ao Capelli – Países na F1
Capelli, agora que saiu o calendário provisória da F1 para 2009, com a inclusão do GP de Abu Dhabi, gostaria de saber: quantos paises já sediaram uma etapa da F1? Aproveitando a pergunta, gostaria de saber quais GPs não foram denominados com o nome do país que se realizava a corrida, como GPs da Europa, por exemplo. Paulo Henrique Vicente – Jundiaí/SP
Paulo, até hoje, 28 diferentes países emprestaram seu nome a Grandes Prêmios da Fórmula 1: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bahrein, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Luxemburgo, Malásia, Marrocos, México, Mônaco, Portugal, San Marino, Suécia, Suíça e Turquia.
Mas Luxemburgo e San Marino, por exemplo, nunca tiveram corridas em seu território. As duas pequenas nações apenas emprestaram seus nomes para “legalizar” duas corridas em uma mesma temporada na Alemanha e na Itália. Assim, na prática, apenas 26 países já sediaram corridas de Fórmula 1. Ao final do ano, serão 27, com a estréia de Cingapura agora em setembro.
Em 1982, uma situação parecida aconteceu para denominar uma segunda corrida na França. O tradicional GP francês foi sediado em Paul Ricard, mas também houve outra prova em território gaulês, batizada de GP da Suíça, em Dijon-Prenois. O país helvético, no entanto, já havia sediado provas do mundial nos anos 50 em Bremgarten, antes que a tragédia de 1955 em Le Mans proibisse a realização de corridas por lá.
Outras corridas de nomes diferentes: GP da Europa (disputados na Inglaterra, na Alemanha e na Espanha), GP do Pacífico (Japão), GP de Pescara (Itália), GP dos EUA-Leste (Detroit) e GP dos EUA-Oeste (Long Beach).
Encerrando as curiosidades, o circuito de Nürbugring, na Alemanha, é o único que já sediou três diferentes GPs até hoje. De 1951 a 1976, além de 1985, foi palco do GP da Alemanha. Em 1984, 1995, 1996 e desde 1999, abriga o GP da Europa. E em 1997 e 1998, sediou o GP de Luxemburgo.
Pergunte ao Capelli – Tempos iguais

Capelli, já houve algum caso na F1 de pilotos cravarem o mesmo tempo na classificação? Se sim, ou caso ocorra, qual o critério de desempate? Quem marca primeiro? – Marcius Marques, Brasília/DF
Marcius, empates em tempos de classificação não são assim tão raros, acontecem até com alguma freqüência. O último caso foi no GP da China de 2006, quando Rubens Barrichello e Jenson Button, companheiros na Honda, marcaram o tempo de 1min45s503. Por ter feito sua volta primeiro, exatamente como você presumiu, o brasileiro ficou com a terceira posição no grid.
O caso mais notório até hoje envolvendo empates na classificação aconteceu no GP da Europa de 1997, aquele mesmo que terminou com Michael Schumacher na brita e Jacques Villeneuve campeão. Naquela classificação, Schumacher, Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen empataram na pole position com um tempo de 1min21s072 em Jerez. Como o que vale é quem marca o tempo primeiro, o canadense da Williams ficou com a pole, com o alemão da Ferrari em segundo e Frentzen em terceiro.
Pergunte ao Capelli – John Boy

Hola Capelli, queria consultarle el porque del John Boy en estos Minardi sin publicidades. Nahuel Ibañez – Argentina
Nani, esta pintura especial da Minardi foi uma homenagem feita a John Walton, diretor esportivo do time, falecido dias antes do GP da Inglaterra de 2004. Figura conhecida e querida no meio, “John Boy” foi vítima de um ataque cardíaco fulminante e sua perda foi muito sentida no paddock da Fórmula 1.
A forma encontrada pela equipe para render homenagens ao colega, e ao mesmo tempo expressar sua dor e consternação, foi retirar todos os patrocínios dos carros de Zsolt Baumgartner e Gianmaria Bruni naquele final de semana em Silverstone e exibir neles apenas o apelido “John Boy”, com corações substituindo as letras “o”.
Walton já havia trabalhado antes em diversas equipes, como Benetton, Lotus, Jordan, Prost e Arrows. Há uma breve biografia dele no site GP Encyclopedia.
Tags: Minardi
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Pergunte ao Capelli: Piloto na McLaren

Capelli, achei na internet a foto em anexo. O carro é a McLaren do Senna de 1993, mas quem é o piloto e onde isso aconteceu? – Ubirajara Casado
Bira, essa é fácil. O piloto é Johnny Herbert, numa exibição no famoso Festival de Goodwood, que ocorre anualmente na primavera, na Inglaterra. Se não me engano, essa foi em 2006.
Neste site há ótimas fotos da edição de 2005.
Tags: Johnny Herbert, McLaren
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Pergunte ao Capelli: Vitórias do fundão

Vimos neste GP de Mônaco o Adrian Sutil largando lá atrás e chegando quase em quarto. Caro Capelli, alguma vez um piloto largando em último venceu uma prova na F1? – Frederico Cesar
Frederico, a história da Fórmula 1 conta pelo menos 20 vitórias de pilotos que saíram do meio do pelotão para trás, mas nunca, até hoje, alguém ganhou uma corrida largando da última posição no grid de largada.
A maior vitória na relação largada/chegada, até hoje, foi de John Watson, que ganhou com a McLaren o GP de Long Beach de 1983 saindo da 22ª posição, numa época em que 26 carros participavam de cada corrida. O impressionante é que Niki Lauda, seu companheiro de equipe, saiu em 23º e chegou em 2º. Foi um banho da McLaren.
Confira abaixo o top 10 de vitórias saindo do fundo do pelotão:
1º John Watson (McLaren) – GP de Long Beach/1983 – 22º
2º Rubens Barrichello (Ferrari) – GP da Alemanha/2000 – 18º
3º John Watson (McLaren) – GP dos EUA/1982 – 17º
Kimi Raikkonen (McLaren) – GP do Japão/2005 – 17º
5º Jackie Stewart (Tyrrell) – GP da África do Sul/1973 – 16º
Michael Schumacher (Benetton) – GP da Bélgica/1995 – 16º
7º Alan Jones (Shadow) – GP da Áustria/1977 – 14º
Olivier Panis (Ligier) – GP de Mônaco/1996 – 14º
Johnny Herbert (Stewart) – GP da Europa/1999 – 14º
Jenson Button (Honda) – GP da Hungria/2006 – 14º
Tags: John Watson
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Pergunte ao Capelli: Ranking por países

Por curiosidade, como está o ranking de vitórias e poles da Fórmula 1 por países? Provavelmente a Alemanha esteja à frente com os triunfos de Schumacher, mas tem como informar? – Renato Tallarico
Renato, nessa Schumacher não leva. Sem dúvida, ele melhorou muito a posição da Alemanha no ranking de vitórias e poles por países, mas seus impressionantes números não foram suficientes para dar a liderança à sua terra natal.
Em número de vitórias, a Grã-Bretanha é soberana, com 196. A Alemanha vem em segundo, com 103. Em seguida vêm Brasil (95), França (79) e Itália (43).
Em pole positions, vitória também dos britânicos: 188. O Brasil é segundo, com 121, seguido por França (79) e Alemanha (78) Em quinto lugar, um empate triplo. Com 46 poles, aparecem Áustria, Itália e Finlândia.
Vale destacar que a soma dos números de Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales nas estatísticas da Fórmula 1 não se dá por conveniência. O Royal Automobile Club britânico foi assim fundado, fazendo com que os pilotos das quatro nações disputem corridas sob a bandeira da Grã-Bretanha. O mesmo acontece no atletismo. Já no futebol e no rúgbi, por exemplo, as federações são independentes, por isso as quatro nações competem com suas próprias seleções.
Pergunte ao Capelli – Bin Laden na Williams

Olhando fotos antigas da F1, algumas me chamaram muita atenção: são as da Williams de 1979. No carro de número 28, do falecido Clay Regazzoni, logo ao lado da roda dianteira do lado direito do carro aparece o nome Bin Laden como patrocinador.
Afinal de contas, quem era esse Bin Laden dos patrocínios? Seria o famoso do ataque das torres gêmeas? Teria sido a F-1 patrocinada por terroristas? Ou é algum tipo de montagem? – Bruno D’Abreu
Bruno, não é montagem não. No final dos anos 70, a Williams fez acordo com diversos patrocinadores árabes, dinheiro que impulsionou a equipe a um rápido crescimento, culminando em seu primeiro título, em 1980. Dentre estes patrocinadores estava o Grupo Bin Laden, do pai de Osama Bin Laden, um conglomerado que atua nas mais diversas áreas, principalmente em construção civil.
Mas vale lembrar que o famoso terrorista é como uma “ovelha negra” da família, uma das mais importantes e ricas da Arábia Saudita. Nem o pai Mohammed Bin Laden nem os 51 irmãos de Osama possuem relações com a Al Qaeda. E nem a Williams foi um dia financiada por terroristas.
A rede hoteleira Albilad, cujo logotipo aparece em destaque no carro, também é pertencente ao grupo do pai de Osama. Aliás, perceba que o nome da rede é formado pelas iniciais do nome da família: ALBI(n)LAD(en).
Tags: Williams
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Pergunte ao Capelli: Ganhando em casa

Qual o piloto que mais ganhou corridas em seu país de origem (nascimento ou não)? Algum foi campeão mundial vencendo a corrida que lhe deu o título em “casa”? – Marcelo Gasparini
Marcelo, como em praticamente todos os recordes da Fórmula 1, este é mais um que pertence a Michael Schumacher. O alemão venceu nove vezes em sua terra natal, sendo quatro GPs da Alemanha e cinco GPs da Europa, em Nürburgring.
O segundo colocado é Alain Prost, que venceu na França em seis oportunidades. Logo atrás vem Nigel Mansell, com cinco vitórias na Grã-Bretanha (quatro GPs da Inglaterra e um da Europa, em Brands Hatch) e Juan Manuel Fangio, com quatro na Argentina.
No entanto, se considerarmos apenas os Grandes Prêmios intitulados como do país de origem do piloto, aí o recorde pula para as mãos de Prost, com seis vitórias no GP da França. Em segundo ficam empatados Schumacher, Mansell e Fangio, com quatro triunfos em GPs da Alemanha, Inglaterra e Argentina, respectivamente.
E, para não ficar Schumacher demais neste blog, escolhi este recorde como mais importante e taquei uma foto do francês para ilustrar o tópico.
Sobre a segunda questão, dos “campeões em casa”, fiz um post sobre isso no ano passado, você pode conferir aqui.
O único que garantiu seu título mundial correndo em casa até hoje foi Giuseppe Farina, campeão de 1950 em Monza. E ele também venceu a corrida. De lá para cá, nunca mais.
Pergunte ao Capelli: 27 e 28

Gostaria de saber o porquê de a Ferrari utilizar por várias temporadas seguidas os números 27 e 28, principalmente na década de 90… Foram punições? A McLaren também utilizou essa numeração com o Senna… Foi o mesmo caso? – Leonardo Mattos
Leonardo, não teve nada de punição não. Diferentemente do que ocorre hoje em dia, quando a numeração é atribuída às equipes de acordo com a classificação do Mundial de Construtores do ano anterior, até 1995 a numeração era fixa. Ao ser inscrita na Fórmula 1, um time ganhava um par de números e raramente os trocava. As únicas alterações anuais eram com relação ao número 1, que sempre ia para a equipe do piloto campeão do mundo. A campeã anterior, por conseguinte, cedia o 1 e recebia os números da atual campeã.
Os números 27 e 28 ficaram tanto tempo na Ferrari por dois motivos. Primeiro, pelo fato da Williams, uma equipe nova, ter sido campeã em 1980, com Alan Jones. Tais algarismos pertenciam a ela, que recebeu numeração tão alta por ter sido inscrita poucos anos antes, em 1976. A Ferrari, que fora campeã em 1979 e correu com o número 1 estampado no carro de Jody Scheckter no ano seguinte, teve de cedê-lo ao time inglês em 1981. Na troca, recebeu os 27 e 28.
O segundo motivo de tais números terem durado tanto tempo, a ponto de marcarem época nos carrinhos vermelhos, está diretamente ligado ao longo período em que a Ferrari ficou sem conquistar títulos. Entre 1981 a 1995, foram 14 temporadas ostentando o 27 e o 28 em suas carenagens, com apenas uma exceção.
Em 1989, Alain Prost foi campeão pela McLaren, mas mudou-se para a Ferrari no ano seguinte, levando consigo os números 1 e 2. A equipe de Ron Dennis, em troca, recebeu o 27 e o 28 dos italianos para disputar a temporada de 1990. Mas Ayrton Senna foi campeão e trouxe os números 1 e 2 de volta para a McLaren em 1991, devolvendo os famosos números para a Ferrari.
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Pergunte ao Capelli: Número 13

Capelli, tem como você explicar a história do carro número 13 na F1? Porque não é mais usado? Quando isto começou? – Kyodai, Belo Horizonte/MG
Kyodai, o número 13 nunca apareceu como um número relacionado para disputar uma corrida de F1, à exceção de quem o escolheu por vontade própria. Nunca houve uma proibição explícita, mas como em quase tudo que envolve questões de superstição, na dúvida, ninguém o escolhia.
Houve apenas duas exceções até hoje. Em 1963, o mexicano Moisés Solana (foto que ilustra o post) optou por tal número para ostentar em seu BRM na sua estréia, no GP do México. Largou e chegou em 11º lugar. Treze anos depois (sem trocadilhos), a britânica Divina Galica decorou seu Surtees com o malfadado número no GP da Inglaterra, mas não obteve classificação para o grid de largada.
Manuel Blanco, colaborador do GP Total, fez uma bela coluna tratando do assunto ano passado. O tal medo do número 13 tem até nome, o que eu desconhecia: Triscaidecafobia.



