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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da tag: Adrian Sutil
Crescimento constante

A Force India apareceu na Fórmula 1 sem grandes expectativas. Nascida da compra da Spyker, que havia comprado a Midland, que havia comprado a Jordan, imaginava-se que a investida do indiano Vijay Mallya seria apenas de manter a equipe por um tempo para vendê-la logo depois, como fizeram seus atrapalhados antecessores. Mas não foi bem assim.
Um time que parecia uma piada no começo, dada a esquisitice que a cultura Indiana tem aos olhos ocidentais, se mostrou bastante sério. Em pouco tempo, a equipe cresceu e, logo em seu segundo ano de vida, conseguiu resultados espetaculares, como a pole de Giancarlo Fisichella no GP da Bélgica de 2009. O italiano quase venceu a corrida, terminando em segundo lugar. Fora isso, Adrian Sutil também teve grande atuação em Mônaco, no ano de estreia, mostrando que os indianos não estavam brincando em serviço.
De ano em ano, a Force India vem crescendo. Ainda que em 2010 não tenha conseguido nenhuma pole ou pódio, na média os resultados foram melhores. Ficou em sétimo entre os construtores, a apenas um ponto da Williams. O ponto fraco do time claramente foi o italiano Vitantonio Liuzzi, com atuações abaixo da média. Sutil manteve os bons resultados, ainda que sem nenhuma corrida de grande destaque.
A meta para 2011 é seguir a tendência de evolução, quem sabe atingindo o posto de quinta força da Fórmula 1. O desafio é enorme, mas a equipe conta com um belo trunfo para esta temporada: o estretante escocês Paul di Resta, primo de Dario Franchitti, destaque da Mercedes no DTM e que promete ser uma das sensações da Fórmula 1. Sua velocidade pode ser um estímulo para Adrian Sutil, rivalidade sadia dentro de casa é sempre bom.
O novo carro, VJM-04, não tem grandes novidades. Cofre de motor e tomadas de ar copiadas da Mercedes do ano passado, restante do carro bastante similar ao modelo anterior. A pintura, com mais laranja, deixou o modelo parecido com uma garrafa de Sukita. Para quem estreou parecendo uma lata de cerveja, é uma mudança e tanto. Questões estéticas à parte, o fato é que a Force India até hoje não virou chacota. E não deve virar agora.
Rapidinhas da classificação: Malásia
- Como se esperava, mais um treino maluco na Malásia. Todos os tipos de chuva caíram durante a classificação, da mais fina até o estilo canivete. Assim, os carros ficaram quase sempre na pista, buscando melhorar seus tempos à medida em que a pista melhorasse, o mínimo que fosse, graças a uma possível diminuição da chuva.
- Quem se deu bem na loteria do chove-pára foi Mark Webber, que arriscou pneus intermediários no final do Q3 e marcou a pole position com larga vantagem para Nico Rosberg, segundo colocado. O australiano foi quase um segundo e meio mais rápido.
- Segunda fila alemã, com Sebastian Vettel e Adrian Sutil. O piloto da Force India, além do excelente resultado, protagonizou uma das cenas mais hilárias dos últimos anos na F1. Quando o Q3 começou, os carros indianos ficaram à frente no pit Lane, até que Robert Kubica, malandrinho, ultrapassou todo mundo pela lateral e arrancou na frente, tal qual muitos espertinhos fazem pelos acostamentos do Brasil. Porém, a esperteza do polonês de nada serviu, já que o teino foi interrompido por uma forte chuva. Quando a classificação recomeçou, novamente as Force India se posicionaram à frente. Porém, Sutil colocou-se ao lado de Liuzzi, trancando o “acostamento” e evitando que outro engraçadinho fizesse a mesma malandragem do piloto da Renault. Cena épica.
- Kubica, que deveria levar sete pontos na carteira de habilitação, vai largar em sexto, logo atrás de Nico Hulkenberg, o quinto. Mas, falando sério, não duvido que o polonês ganhe alguma punição e perca posições no grid. Seria justo.
- Impressionante o domínio de pilotos alemães. Atrás do pole Webber, quatro tedescos consecutivos. Eles ainda vão fazer trifeta no pódio esse ano.
- Mas o mais famoso alemão, Michael Schumacher, ficou devendo de novo. Vai largar apenas em oitavo, mais de um segundo atrás de seu companheiro Rosberg. Em condições adversas, Schumacher não apanhava assim. Tá ficando feio, já.
- Rubens Barrichello, embora tenha apanhado do novato Hulkenberg, foi bem e sai em sétimo. Atrás dele, Kamui Kobayashi, que voltou a andar bem, e Vitantonio Liuzzi. Assim, encerra-se a classificação dos top 10.
- Quem ficou de fora graças a um erro patético foram McLaren e Ferrari. As duas equipes deixaram seus carros nas garagens no começo do Q1, quando já chovia. Enquanto todo mundo foi para a pista para marcar um tempo o mais rápido possível, antes que a chuva apertasse, os carros das duas principais equipes da F1 ficaram parados, esperando a pista melhorar.- Resultado: a pista não melhorou, pelo contrário. A chuva apertou e Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Felipe Massa dançaram. Jenson Button, por ter sido o primeiro deles a marcar tempo, conseguiu uma volta razoável e passou para o Q2, ainda que tenha atolado na caixa de brita na segunda tentativa. Não pode voltar à pista e acabou na 17ª colocação no grid.
- O saldo de tudo isso é que Alonso vai largar em 19º, Hamilton em 20º e Massa em 21º. Uma situação ridícula e constrangedora.
- A Mercedes cometeu o mesmo equívoco, mas mandou Michael Schumacher e Nico Rosberg à pista alguns segundos antes. O suficiente para conseguir passar pela degola, o que não aconteceu com três dos principais pilotos do campeonato.
- A patuscada das principais equipes provocou resultados inéditos. Heikki Kovalainen e Timo Glock conseguiram passar para a segunda fase do treino, a primeira vez de duas equipes estreantes, Lotus e Virgin, respectivamente. O que, provavelmente, será a única vez no campeonato que acontecerá.
- Lá na rabeira, um treino para Bruno Senna e Lucas di Grassi esquecerem. O sobrinho de Ayrton levou um segundo de Karun Chandhok e ainda foi parar na caixa de brita quando tentava melhorar o tempo. E só não vai largar em último porque Di Grassi ficou nos boxes, com problemas mecânicos. Quando foi para a pista, já era tarde. Se McLaren e Ferrari não conseguiram fazer bons tempos, quem dirá um Virgin. A última fila na Malásia é verde-amarela.
- Será uma corrida bastante interessante, menos pelas características de Sepang, mais pela maluquice que é o tempo na Malásia e pelo fato de quatro pilotos de ponta saírem lá do final do grid. Está pintando uma corrida mais para Austrália do que para Bahrein, o que é uma ótima notícia.
- Mesmo com os problemas de confiabilidade, acho que dessa vez a Red Bull leva. Vettel é craque na chuva e vai dar trabalho para Webber. Se não se acharem pela pista, devem dominar. Porém, corridas chuvosas são sempre surpreendentes. Numa dessas, dá até Hamilton.
GRID DE LARGADA DO GP DA MALÁSIA

Parceira, sim. Satélite, não.
Desde que foi anunciada a parceria técnica entre Force India e McLaren, imaginava-se que a equipe indiana rumava para tornar-se uma equipe-satélite dos ingleses, tal qual Toro Rosso e Red Bull, ou como já foram um dia Sauber e Ferrari.
Mas o lançamento do VJM03, hoje, deixou claro que a Force India deseja andar com as próprias pernas. O carro foi construído pelo próprio time e guarda apenas uma semelhança com o carro da McLaren: a asa-bigorna que se junta ao aerofólio traseiro. De resto, quase nada que lembre os carros prateados, nem de 2009, nem de 2010. Talvez a asa dianteira, mas nada que possa ser considerado “construído pela McLaren”.
O que, no fim das contas, conta a favor do time de Vijay Mallya. Desde o começo, apesar de excêntrico, o megaempresário indiano mostrou-se bastante um sujeito sério e comprometido em fazer uma equipe de verdade. Será a terceira temporada do time, que no ano passado surpreendeu com uma pole position e um segundo lugar de Giancarlo Fisichella no GP da Bélgica.Os propulsores continuam sendo da Mercedes-Benz e Adrian Sutil segue como piloto titular, mas tem agora ao seu lado o italiano Vitantonio Liuzzi. Último campeão da F3000, Liuzzi terá em 2010 talvez sua última chance de provar a que veio na F1. Suas participações por Red Bull e Toro Rosso no passado não tiveram o mínimo brilho, assim como suas poucas corridas pela própria Force India no ano passado, em substituição a Fisichella, que substituiu Massa na Ferrari.
O VJM03 traz como grande surpresa o bico extremamente largo, semelhante ao da BMW Sauber do ano passado. O que, no fim das contas, vem se mostrando uma tendência nos modelos de 2010. Se vai conseguir os mesmos grandes desempenhos do ano passado ainda não se sabe, mas uma coisa é inegável: a Force India, herdeira da Jordan, vem se mostrando uma equipe cada vez mais simpática.
Force India revela VJM02

Foto: Divulgação/Force India
Fevereiro termina com a antepenúltima equipe apresentando seu carro para 2009. A Force India divulgou hoje fotos do VJM02, modelo com o qual Giancarlo Fisichella e Adrian Sutil disputarão a temporada que começa em março.
Com bico alto e de largura intermediária (não chega ao bico fino da Red Bull, nem ao exagerado caixote da Renault), sua frente lembra um tanto a Toyota. A parte traseira tem semelhanças com a McLaren, que talvez não sejam mero acaso. Afinal, a equipe indiana utilizará motores Mercedes, câmbio e KERS cedidos pelo time de Ron Dennis.
A pintura muda bastante com relação à do ano passado, utilizando agora as cores bandeira da Índia. Por sinal, uma novidade que o time já tinha antecipado, voluntariamente ou não.
Agora, faltam apenas Toro Rosso e ex-Honda (Brawn Racing?) apresentarem seus carros para a temporada que vem aí.
Capacete especial também para Sutil

Adrian Sutil, outro alemão que corre em casa neste final de semana, também preparou uma pintura comemorativa em seu capacete, a exemplo do que fez Nick Heidfeld.
O piloto da Force India aplicou vermelho, branco, prata e dourado – não por acaso, as cores da equipe – no desenho de seu casco. Comparado com a salada de frutas que era sua pintura anterior (à esquerda), ficou nitidamente muito melhor.
O alemão que se salvou

A Red Bull anunciou hoje em Hockenheim o que todo mundo já sabia: Sebastian Vettel será “promovido”, saindo da Toro Rosso para assumir a vaga do aposentado David Coulthard na Red Bull em 2009. Corrida na Alemanha, hora certa para o anúncio. Até porque, diria eu, trata-se da primeira boa notícia envolvendo um piloto alemão nesta temporada.
O ano começou com um recorde: cinco alemães presentes inscritos, o equivalente a um quarto no grid da Fórmula 1, depois da debandada da Super Aguri. A maioria deles jovens e promissores talentos, dando a impressão de que iniciava-se uma nova era de domínio germânico.
Porém, em oito corridas, todas as previsões se desmancharam. Vettel conseguiu sua promoção, é verdade, mas muito pelo que fez no ano passado. À exceção do GP de Mônaco, no qual guiou como veterano e chegou num brilhante quinto lugar, pouco fez além de bater nas primeiras voltas da maior parte das corridas.
Adrian Sutil vive fase parecida com a de Vettel. Brilhou em Mônaco, mas bate demais e, para piorar, vem sendo obscurecido pelo veterano Fisichella na Force India. Sua cotação vem caindo a cada prova.
Nico Rosberg, já em sua terceira temporada, segue caminho parecido. Era incensado como uma das possíveis surpresas do ano e não pára de decepcionar. Os seguidos bicos perdidos nas corridas são prova disso – entre Mônaco e Canadá foram quatro -, e o herdeiro de Keke Rosberg chega à metade da temporada empatado em pontos com seu companheiro Kazuki Nakajima. O que, convenhamos, é muito pouco. Pelas boas performances em classificação, continua bem cotado. Mas se os resultados continuarem escassos, perderá valor em pouco tempo.
Timo Glock, campeão da GP2 em 2007, chegou à Toyota sem grandes expectativas. Porém, esperava-se pelo menos uma luta mais árdua com Jarno Trulli, veterano às vésperas da aposentadoria. Não está acontecendo. Glock tem apenas 5 pontos marcados, contra 20 do companheiro. Em grids de largada, vem sendo goleado por 7×2. Além disso, acumula rodadas e batidas. Muitas delas, infantis.
E o quinto tedesco, Nick Heidfeld, o mais experiente, também vem sucumbindo. Foi muito bem em Silverstone com um segundo lugar, mas não vem sendo nem sombra para Robert Kubica. Dos cinco, é aquele de quem mais se esperava em 2008, cogitando-se até uma provável primeira vitória. Ironicamente, ela chegou para seu companheiro de equipe, que briga pela ponta da tabela. Com 36 pontos, Nick está bem posicionado – a apenas 12 do líder – e não faz um campeonato ruim. Mas está longe do que dele se esperava.
Cinco pilotos, cinco decepções. Sebastian Vettel garantiu boa posição para o ano que vem e, até agora, é o alemão que se salva em 2008. Por acaso ou não, é o único deles que tem mais pontos na tabela do que o companheiro de equipe.
Nico Rosberg e Nick Heidfeld também devem garantir bons contratos para o ano que vem, mas é fato que o futuro do automobilismo germânico já não é mais visto com o mesmo otimismo de alguns meses atrás. Ainda há tempo, o cenário pode mudar. Mas, se a tônica for a das primeiras etapas desta temporada, restará aos alemães torcer por BMW e Mercedes. A geração pós-Schumacher não emplaca.
Charge do Mantovani: GP de Mônaco
Já que o Capelli aqui anda preguiçoso e mal-humorado, incapaz de produzir charges decentes, Bruno Mantovani faz as honras da casa, com sua particular visão sobre o desempenho de Kimi Raikkonen no GP de Mônaco.

Genial!
A prova do crime

Adrian Sutil perdeu um quarto lugar praticamente garantido em Mônaco graças a uma enorme bobagem de Kimi Raikkonen. Porém, logo após a prova, a direção de prova procurou a Force India para repreender o piloto por ter efetuado ultrapassagens sob bandeira amarela. Ainda que tivesse chegado ao final, provavelmente seria desclassificado.
A imagem do lance é esta acima, quando Fernando Alonso e Nick Heidfeld se enroscaram na Loews. Formado um congestionamento no grampo, Sutil foi espertinho e, assim que surgiu uma brecha no traçado, superou Nelsinho Piquet, Rubens Barrichello e Kazuki Nakajima de uma vez. Mas tudo isso enquanto uma bandeira amarela era agitada, o que proíbe ultrapassagens no local. Na manobra, o alemão saltou da 11ª para a sétima posição, já que também ganhou o posto de Alonso, que foi aos boxes trocar o bico de sua Renault.
A foto é clara e não deixa dúvidas de que Sutil agiu ilegalmente e merecia punição. Mas uma pergunta fica no ar. Se tudo aconteceu na 14ª volta, por que o piloto não recebeu um drive-trough até abandonar, na 67ª volta? Os comissários tiveram mais de 50 voltas, quase uma hora e meia, para resolver o caso e nada fizeram. Apesar de estarem cobertos de razão, uma desclassificação apenas ao término da corrida seria cruel demais. Mais até do que o acidente provocado por Raikkonen, que causou uma crise de choro no jovem piloto da Force India.
Positivo e Negativo – Mônaco

Positivo – Lewis Hamilton foi o grande vencedor, mas o destaque positivo da prova não poderia ser outro que não Adrian Sutil. O jovem alemão não faz um bom campeonato, mas conseguiu andar a corrida toda entre os ponteiros, no seco e na chuva, com uma frágil Force India. Chegaria num impressionante quarto lugar e não merecia abandonar nas voltas finais, atingido por um Raikkonen desgovernado. Mas a F1 nem sempre é justa.
Negativo – Ferrari. Conseguiu, surpreendentemente, preparar um carro que podia bater a McLaren em Mônaco. Mas, mesmo largando com dobradinha na primeira fila, levou um banho histórico da equipe rival. Erros operacionais acabaram com a corrida de Raikkonen e erros de estratégia relegaram Felipe Massa ao terceiro lugar. Ross Brawn faz muita falta.
Sutil não testa em Jerez

Victor Martins informa em seu blog: Adrian Sutil foi retirado da escala da Force India para os testes em Jerez de la Fontera, que acontecem entre os dias 4 e 6 de dezembro.
Giancarlo Fisichella, Franck Montagny, Roldan Rodríguez, Giedo Van der Garde, Ralf Schumacher, Christian Klien e Vitantonio Liuzzi são os inscritos para o vestibular hindu.
Conclusão: ou Sutil foi liberado para a equipe ter tranqüilidade em escolher seu companheiro entre os numerosos pretendentes, ou o alemão não está mais nos planos da Force India. Neste segundo caso, entenda-se “não está mais nos planos” como “já assinou com a McLaren”.
Tags: Adrian Sutil, Force India, Treinos
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O raiar da nova geração

O GP do Japão de 2007 pode ficar marcado na história como um divisor de águas na Fórmula 1. A geração de pilotos que está chegando é acima da média e a corrida de ontem tornou isso muito claro. Ou será mero acaso que os principais destaques da prova em Fuji foram pilotos estreantes?
Lewis Hamilton, disputando apenas seu 15º GP, venceu de forma brilhante e praticamente garantiu o inédito título de campeão na temporada de estréia. O segundo, Heikki Kovalainen, também faz seu primeiro campeonato na categoria. A dobradinha, aliás, é inédita. Foi a primeira vez na história que um GP terminou com dois novatos em primeiro e segundo lugar. Adrian Sutil, a bordo de uma Spyker, o pior carro do grid, fez uma pilotagem impressionante e foi recompensado com um oitavo posto, marcando o primeiro ponto de sua carreira e da equipe laranja.
E Sebastian Vettel foi outro caso à parte. Em apenas seu sexto GP de Fórmula 1, a bordo do segundo pior carro do grid, andou boa parte da corrida em terceiro, chegando até a liderar por três voltas. Bateu em Mark Webber durante uma freada inesperada sob Safety Car e tirou os dois da corrida. Fez a besteira do dia, mas perfeitamente compreensível pela pouca idade e experiência.
Diz-se que na chuva os carros ficam mais parecidos e o talento individual se sobressai. Diz-se, também, que nessas condições nota-se com mais facilidade quem é quem, pelos riscos assumidos, pela dificuldade de condução e pela imprevisibilidade da pista, que muda o tempo todo. Se ontem foi o dia de separar o joio do trigo, tivemos um bom panorama dos talentos que farão a F1 dos próximos anos. E o cenário futuro é muito bom.
Novo capacete de Sutil
E agora, mais uma edição do já consagrado antes/depois do Capelli. Mas, neste caso, é um depois/antes. O da esquerda é o novo.

Adrian Sutil colocou um pouco de branco e mudou o desenho do capacete, de forma a acomodar melhor os patrocinadores. Pena que continua tão feio quanto o anterior. O topo verde ficou estranhíssimo.
Casco de Adrian Sutil
Da série: “Tem um capacete nos meus stickers!”

Ainda vai chegar o dia que vou ver um “Faço Frete” no casco de algum piloto de equipe nanica. E não deve demorar.
Essa coisa aí é o que o Adrian Sutil usa na cabeça. Alemão que de sutil não tem nada, por sinal. Arrebentou seu Spyker-Tigrão hoje em Silverstone, logo no primeiro dia.
Tags: Adrian Sutil, Spyker
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