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GP da Malásia é o 5º da história com pontos pela metade

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Interrompido depois de 31 voltas em função das fortes chuvas em Sepang, o GP da Malásia contou apenas metade da pontuação para os pilotos, por não terem sido completados 75% das voltas previstas. Em toda a história foi apenas a quinta vez, em 805 corridas válidas pelo Mundial de Pilotos, que uma prova terminou assim, apenas a segunda em um circuito permanente. Todas as outras três ocorreram em pistas de rua.

A primeira vez em que metade dos pontos foram contados aconteceu no GP da Espanha de 1975, quando o Embassy-Hill de Rolf Stommelen voou em direção ao público no Montjuich Park, matando três fiscais, um fotógrafo e um espectador. A corrida foi interrompida com apenas 29 das 84 voltas previstas e a vitória ficou com Jochen Mass, da McLaren. Seria sua primeira e única conquista na Fórmula 1. E também foi a única vez em que o motivo da interrupção não foi a chuva.

No mesmo ano, outra prova contou apenas metade dos pontos. Foi o GP da Áustria, em Zeltweg, disputado sob muita chuva. Eram previstas 54 voltas, mas a corrida foi encerrada com 29, pouco mais da metade. A pista estava encharcada e a vitória ficou com a zebra Vittorio Brambilla, que cruzou a linha de chegada rodando e batendo seu March laranja na mureta dos boxes. Ainda deu a volta da vitória com o bico quebrado, numa cena hilária.

Nove anos depois, em 1984, uma nova interrupção obrigou uma prova a contar apenas metade dos pontos. Foi no famoso GP de Mônaco de 1984, quando Ayrton Senna deu show com a Toleman e chegou em segundo lugar depois da bandeira vermelha ser acionada, na 31ª das 76 voltas previstas. A vitória ficou com Alain Prost.

Há 18 anos, a corrida mais curta da história da Fórmula 1. Com diversos pilotos rodando e batendo nos muros e protestos veementes de Ayrton Senna por causa da falta de aderência com a chuvarada que caiu no circuito de rua de Adelaide, o GP da Austrália de 1991 foi encerrado com apenas 14 voltas, com vitória de Senna.

Nos últimos anos, outras corridas foram terminadas com bandeira vermelha, mas tiveram os pontos contados integralmente por já terem sido cumpridos mais de 75% das voltas previstas. Em 2003, Fernando Alonso e Mark Webber bateram na curva do Café, encerrando prematuramente o GP do Brasil. Em 1997, bandeira vermelha após um acidente com Olivier Panis no Canadá, quando o francês fraturou uma perna. E em 1990, Alex Caffi bateu no Estoril e se machucou, dando fim precoce ao GP de Portugal.

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Do Baú: Caffi na Andrea Moda


Alex Caffi deixou a Fórmula 1 no final da temporada de 1991, ao encerramento de seu contrato com a Arrows. No entanto, chegou a fazer uma aparição-relâmpago na primeira corrida de 1992, na África do Sul, ao volante de uma Andrea Moda.

A equipe do italiano Andrea Sassetti é, até hoje, uma das maiores piadas da história da categoria. Não só pelo carro feio e lento, mas principalmente por passagens pitorescas ocorridas naquela temporada. Na Espanha, o carro de Perry McCarthy não conseguiu andar mais do que 15 metros em todo o final de semana. No Canadá, a equipe correu com motores emprestados pela Brabham. E na Bélgica a equipe acabou, depois que seu dono foi preso pela polícia.

O caso envolvendo Alex Caffi não é menos estranho. Ele e Enrico Bertaggia foram contratados como titulares da Andrea Moda para 1992, equipe que surgia da compra da Coloni. Por causa da troca de comando e de nome, a FIA entendia que a Andrea Moda se tratava de uma nova equipe. E, por isso, cobrava uma taxa de inscrição 100.000 dólares – uma quantia até modesta, se lembrarmos que a taxa hoje gira em torno de 30 milhões.

Mas Sassetti se negava a pagar, sustentando o argumento de que a equipe era uma continuação da Coloni. Na quinta-feira, houve um treino para reconhecimento do circuito de Kyalami – na época, havia um treino extra quando um novo circuito entrava no calendário -, e Caffi deu algumas voltas na pista. Mas a equipe continuou recusando-se a quitar a dívida e a FIA negou sua inscrição para o Grande Prêmio. Na sexta-feira, quando começaram os treinos oficiais, a Andrea Moda foi obrigada a sair do circuito.

A equipe também não participou do GP do México e, então, Caffi e Bertaggia pularam fora. A Andrea Moda só viria a participar de um GP pela primeira vez no Brasil, já com Roberto Moreno ao volante.

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