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União de ocasião

Foto: Divulgação/FOTA

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Na foto acima, os donos de equipe aparecem unidos e com largos sorrisos. Dissidentes da Fórmula 1, possuem um objetivo comum: estabilizar o regulamento, tornar a categoria mais atraente, ingressos mais baratos, comando unificado e sem disputas de poder. O discurso da FOTA é muito bonitinho, só falta soar “Depende de Nós” como trilha sonora. Mas será que isso é realidade?

Em parte, sim. Porque hoje, os senhores sorridentes acima comungam sim de um mesmo objetivo: assumir o controle da Fórmula 1. Os inimigos são dois, Max Mosley e Bernie Ecclestone. Mas tal qual União Soviética e Estados Unidos na II Guerra Mundial, apenas o inimigo comum os une. E, com o fim da guerra, são grandes as chances de cada um saltar para um lado, dando início a uma temerária guerra fria.

Considerando apenas o hoje, a Fórmula 1 das dissidentes parece muito bonita. Dinheiro, patrocinadores, grandes pilotos, grandes equipes, não tem como dar errado. Mas quando estes senhores tiverem confirmado o grito de independência e dado uma banana a Bernie & Max, vai continuar assim?

Montadoras e equipes querem a vitória. E vão dar um jeito de levar vantagem de alguma forma, seja ela escusa ou não. São adversárias e, em alguns casos, até inimigas. Como conciliar toda essa gente debaixo de um mesmo teto? Tal qual num “Big Brother”, as diferenças saltarão aos olhos. E a união inicial termina rapidinho, já na definição do regulamento técnico, com cada um puxando a brasa para o seu assado. Quando chegar a hora de dividir os lucros então… será um Deus nos acuda. Barraco.

É necessário um órgão independente que arbitre os conflitos de interesse. E isso dificilmente a FOTA conseguirá. A Fórmula 1 dissidente tem tudo para implodir rapidamente, não só em função dos conflitos, mas também por razões econômicas. Historicamente, as montadoras entram e saem da categoria, de acordo com o balanço anual ou o humor dos acionistas. E se mais duas ou três resolvem debandar, como fica a tal nova categoria? Será ela financeiramente atraente a times independentes que queiram completar o grid?

O quebra-cabeças é complexo e o racha exposto ontem é o típico caso em que todo mundo tem razão e, ao mesmo tempo, não tem razão nenhuma. Mosley está certo em não deixar a FOTA ditar sozinha os rumos da Fórmula 1. A FOTA está certa em chamar Mosley de autoritário. Mosley desestabilizou a categoria com mudanças estapafúrdias de regulamento técnico e esportivo. As equipes da FOTA – leia-se montadoras – contribuíram com a implosão da F1 ao elevar os custos a níveis absurdos. Ninguém é santo nessa história e não fico ao lado de ninguém.

Todos são a doença e todos são a cura. Só é preciso entendimento. Se o racha realmente acontecer, a probabilidade é que a categoria da FOTA seja um sucesso inicial, mas que comece a rolar ladeira abaixo conforme os conflitos de interesse forem ficando cada vez maiores, até uma nova implosão. A F1 de Bernie & Max pode viver dias de inanição, mas pode em poucos anos começar a reabrigar times insatisfeitos com a briga interna da FOTA.

Ainda há esperança de que a separação não ocorra. Ambos os lados sabem que será prejudicial a todos, a questão agora é saber quem vai ceder. E se ninguém ceder, perdem todos. Principalmente, o público. Que, por mais que seja citado de forma demagógica pela FOTA, certamente não está entre as preocupações dos dissidentes.

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O rei está nu

A Fórmula 1, do jeito que conhecemos hoje, acabou. Pelo menos é o que ameaçou a FOTA hoje, que depois de reunião na sede da Renault em Enstone, emitiu comunicado dizendo que vai organizar seu próprio campeonato e mandar Max Mosley lamber sabão. A nova categoria seria formada por Ferrari, McLaren, BMW Sauber, Brawn, Red Bull, Toro Rosso, Renault e Toyota.

É a afronta mais séria até agora, mas não acho que signifique o fim do mundo. Será que Max Mosley vai ser tonto de bancar um campeonato com Williams, Force India e mais oito novatas? Patrocinadores, certamente, pularão fora aos montes.

Pode acontecer? Ainda acho difícil, a menos que Mosley esteja realmente senil. Diferentemente no ocorrido quando a Indy desmembrou-se em IRL e Cart, não há equipes de um lado e equipes de outro. A Williams, que se garantiu na “F1″, tem um grande peso histórico, mas deixou de ser uma equipe grande já vão alguns anos. A Force India, com todo o respeito, é uma piada. Os dois times aliados de Mosley vão correr com que motores, se Toyota e Mercedes debandaram? A Cosworth teria condições de fornecer propulsores a todas as equipes do campeonato?

Max e Bernie estão isolados, sem nenhum apoio de peso. Se ao menos a Ferrari estivesse ao seu lado, tudo bem. Mas não está. Nessa queda de braço, são eles quem mais tem a perder. Terão um nome, mas não terão mais a essência. Desfilam uma bela roupa, mas que ninguém consegue enxergar.

A história ainda vai longe e me arrisco a dizer que só terminará quando Mosley for reeleito ou derrubado da FIA nas eleições deste final de ano. Como mais novo feliz proprietário de um império de nada, ele provavelmente acabará defenestrado. O processo todo começou com a desmoralização pública, que teve um primeiro capítulo com a orgia sadomasoquista do ano passado e que atinge um novo grau com o comunicado de hoje. A FOTA hoje disse, com outras palavras, que o rei está nu. Resta saber se Mosley continuará achando seu modelito apropriado.

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Isso aqui tá bom demais

Foto: Divulgação

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“Olha, isso aqui tá muito bom / Isso aqui tá bom demais / Olha, quem tá fora qué entrá / Mas quem tá dentro não sai”

Os simples e sonoros versos de Dominguinhos e Nando Cordel, num forró arretado cantado pelo sanfoneiro e por Chico Buarque que virou hit nos anos 80, caem como uma luva na situação das inscrições das equipes para a temporada 2010. Ameaçaram boicote daqui, disseram que iam criar uma categoria nova ali, mas no fim das contas todo mundo procurou garantir seu lugar na boa e velha Fórmula 1.

É uma novela repetitiva, chata e de final previsível, exatamente como as que escreve Glória Perez. Não foi a primeira vez e nem será a última em que equipes brigam com a FIA, desdenham a categoria, fazem ameaças públicas para, no final, fazerem as pazes. Tudo parte do cerimonial para conseguir alguma regalia no final.

As bases do acordo para a próxima temporada ainda não foram reveladas, talvez um acordo formal ainda não tenha sido fechado, mas é perceptível que FOTA, FIA e FOM já têm um esboço de regulamento para trabalhar, no qual não ficou ruim para ninguém. Agora basta fazer uma arte-final e divulgar.

Afinal, ninguém é doido de matar a galinha dos ovos de ouro. A lição da cisão IRL/Cart, que criou duas categorias inifinitamente menores do que a original e que hoje, após a reunificação, ainda é menor do que era há 15 anos, serve para todo mundo. Historicamente, a F1 é um campeonato de equipes de fábrica contra independentes, ou de equipes independentes impulsionadas por motores de fábricas. É assim e sempre será, às vezes com maior investimento das montadores, às vezes com menos. Mas uma categoria só de fábricas não duraria dez anos, ao passo que uma categoria só de independentes teria dificuldades em subsistir.

Se as sandices de Max Mosley trouxeram algo de divertido, foi a farta inscrição de equipes para o ano que vem. Além dos dez times que já disputam o campeonato, outros sete resolveram aparecer: USGPE, March, Lola, Prodrive, Campos, Litespeed e Superfund. Mas tantas inscrições não devem ser levadas a sério. Somente três poderão fazer parte do seleto clube e, de todas, acredito mesmo apenas no projeto da Prodrive. A Lola me parece um pouco mais séria, talvez a Campos, e o resto me cheira mais a uma aventura inconsequente. Quando ficar claro para todo mundo qual o orçamento necessário para disputar uma temporada de forma competitiva, com ou sem teto, começarão a pipocar as desistências. Talvez entrem apenas duas, ou até uma.

Mas no levantar da poeira do arrastapé da Fórmula 1, ficou claro que quem está fora quer entrar. E quem está dentro não sai de jeito nenhum.

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Regras esdrúxulas

Bernie & Max, tantando conquistar o mundo

A semana que passou foi permeada pela polêmica levantada pela brilhante dupla “Bernie & Max”, que chocou o mundo ao mudar as regras que definiam o título mundial de pilotos da Fórmula 1 a menos de dez dias do início do campeonato. Depois da reação negativa das equipes, os dirigentes da FIA e da FOM desistiram de impôr a medida e o campeonato deverá seguir como se espera: quem faz mais pontos leva o título. Porém, não é a primeira vez que Pinky e Cérebro têm ideias brilhantes, muito pelo contrário. Além de algumas regras esquisitas que chegaram a ser implantadas, ainda houve outras que, felizmente, nunca saíram do papel.

Dentre as maluquices que realmente aconteceram, ganha destaque a regra para os treinos de classificação em 2005. Para aquela temporada, foi inventada uma classificação extra aos domingos pela manhã, horas antes da corrida. As posições de largada eram definidas pela soma dos tempos da classificação de sábado e do treino extra de domingo. Uma regra difícil de acompanhar e com horários absolutamente fora do usual. O piloto dava uma volta e seu tempo precisava ser somado ao do dia anterior para saber em que posição ele largaria. Algo absolutamente esdrúxulo.

Com isso, o treino de sábado foi esvaziado, pois a reação do público foi: “para que ficar uma hora vendo uma classificação que não define nada?”. Houve queda na audiência aos sábados e as transmissões do treino de domingo na Europa tiveram uma audiência ridícula, sendo que nem sequer foram exibidos em alguns países. Por aqui, você acordava para ver a corrida e só nessa hora sabia quem largaria na frente, a não ser que tivesse disposição para levantar às cinco da manhã aos domingos, entrar na Internet e acompanhar a sessão. O sistema, obviamente, foi extinto depois de seis corridas. A partir do GP da Europa, sétima etapa do campeonato, o pole position voltou a ser definido no sábado.

Antes disso, em 2004, já haviam tentado uma alteração igualmente estúpida para a classificação. Os pilotos entravam na pista, de um em um, e davam uma volta rápida. Terminada essa fase do treino – que já durava quase 50 minutos -, os tempos obtidos indicavam a ordem na qual eles voltariam à pista para dar as voltas que realmente valeriam para a formação do grid. O mais lento era o primeiro a ir para a pista e o mais rápido era o último. No geral, o formato do treino passou a ter quase duas horas, praticamente o tamanho de uma corrida. Chato de acompanhar e inútil, ainda durante a temporada o sistema foi modificado, com os tempos de sexta passando a valer para a ordem de entrada no treino de classificação de sábado. Algo que, se não era muito lógico, pelo menos não obrigava ninguém a ficar quase duas horas vendo um carro dar uma volta na pista por vez.

Mas Bernie & Max ainda tiveram pelo menos outras duas ideias ainda mais absurdas que, felizmente, nunca passaram de balões de ensaio. Em 1989, incomodado com três vitórias consecutivas de Ayrton Senna no começo do campeonato, que se desenhava um passeio fácil do brasileiro (e acabou não sendo), Ecclestone foi a público defender uma “punição” ao vencedor. Sim, isso mesmo. Na época, não havia reabastecimento e os pit stops não eram obrigatórios. Então, Bernie passou a defender que o piloto vencedor de uma prova deveria obrigatoriamente fazer uma parada para troca de pneus na corrida seguinte. Se vencesse duas seguidas, deveria parar duas vezes na prova seguinte. Se ganhasse três, então três pit stops, até que finalmente parasse de ganhar. Fico imaginando essa regra em 2004, Schumacher seria capaz de vencer corridas até com seis paradas de box.

E a cereja do bolo veio da mente brilhante de Max Mosley, em 2002. Depois de um ano de domínio absoluto da dupla Ferrari/Schumacher, o presidente da FIA passou a defender um “rodízio de pilotos”. Antes de cada corrida, pilotos e equipes seriam sorteados aleatoriamente. Seria possível ver Schumacher na Minardi, Montoya na Jaguar, Alex Yoong na Ferrari. De tão absurda, a ideia nem foi levada a sério e logo foi esquecida. Mas suscita um pensamento preocupante: é na mão destes sujeitos que está a maior categoria do automobilismo mundial. Se ela sobreviver a eles, sobreviverá a qualquer outra coisa.

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Fim da polêmica

Acuada pela pressão das equipes, pilotos e opinião pública, a FIA mudou de ideia e resolveu “adiar” o sistema de classificação “só vitórias” para 2010. Digo adiar entre aspas porque, na prática, acho difícil que ele seja realmente implantado. A rejeição foi muito grande e a FOTA, desde o início, posicionou-se contra a medida autoritária e antipopular. A única voz dissonante foi a de Flavio Briatore, mas como o italiano adora criar polêmica e está de olho na sucessão de Bernie Ecclestone, não serve como parâmetro.

Ainda que por linhas tortas, o bom-senso venceu. Mas o fato vai deixar fortes cicatrizes, a chaga da queda-de-braço FOTA x FIA está exposta. E a entidade máxima do automobilismo mundial nunca esteve em posição tão fragilizada desde o grande racha de 1982. Em condições normais, Mosley e Ecclestone bateriam firme o pé. Se recuaram tão rápido, é porque estão na defensiva. E o assunto não será esquecido até a assinatura do próximo Pacto de Concórdia. Se é que ele virá.

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Pensamento do dia

Na Fórmula 1 de Max Mosley, o pole position não é o mais rápido e quem tem mais pontos não é o campeão mundial.

Saudades do Balestre, viu…

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Fragilizando a liderança

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Quanto mais penso no novo regulamento da Fórmula 1, mais enxergo um tiro que sai pela culatra. Vislumbrando um cenário em que apenas a vitória importa e que o segundo lugar de nada vale, fica cada vez mais clara para mim a ideia de que a FIA, indiretamente, passará a fragilizar aquele que está na liderança de uma corrida.

Pensemos. É preciso vencer para ser campeão. Ser segundo colocado, de nada vale. Assim, monta-se uma situação na qual alguém que está andando em segundo em uma corrida não tem nada a perder. E o líder, aquele que deveria ter total controle da situação, passa a ser um alvo. “É melhor eliminar o primeiro do que ser segundo”, li em algum lugar. E é uma triste verdade.

Não imagino um mau-caratismo latente nos pilotos, não creio que tentarão eliminar os adversários propositalmente. Porém, quem estiver em segundo terá todas as condições do mundo para tentar uma ultrapassagem impossível, poderá forçar, deixar o líder em uma situação desconfortável. Fechar a porta numa briga pela liderança poderá ser uma atitude suicida, já que um toque que elimine ambos da prova trará prejuízos apenas àquele que estava em primeiro. Talvez seja até melhor estar em segundo na fase final da corrida, desde que o líder esteja próximo, do que andar em primeiro lugar e não ter o controle da situação.

Isso aumenta a emoção? Sem dúvida. Mas gera uma desigualdade perigosa, estimulará uma concorrência negativa, senão até desleal. Se Fernando Alonso e Felipe Massa andaram se estranhando em 2007 nos GPs da Espanha e da Europa por disputas um tanto duras por posição, ainda que leais, imagine o que pode vir a acontecer numa situação em que um piloto jogue o outro para fora. Num extremo, o panorama poderá ser caótico. Poderemos viver a era do mata-mata na Fórmula 1.

Estimular a agressividade é um erro. Talvez os maus exemplos do passado, protagonizados por Alain Prost, Ayrton Senna e Michael Schumacher não tenham servido de lição. A FIA está brincando com coisa muito séria.

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Petição contra o novo regulamento

Thiago Leopoldo avisa via comentários: já existe um abaixo-assinado online contrário ao novo regulamento para definição do campeão mundial de Fórmula 1. Se você é contra, assine clicando aqui.

Honestamente, acho que não vai dar em nada. Mas não foi a FIA quem fez uma pesquisa para saber o que o público queria? A maioria disse que era a favor de mudanças e que preferia que a vitória fosse mais recompensadora. Mas precisavam levar tão ao pé-da-letra?

Se a FIA quer resposta do público, terá. Em poucos minutos, já há mais de 1.400 assinaturas de todo o mundo.

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Na decisão por vitórias, 12 títulos trocariam de mãos

Foto: Divulgação/Honda

Foto: Divulgação/Honda

Nos 59 campeonatos já disputados até hoje na Fórmula 1, 12 deles teriam campeões mundiais diferentes caso o critério de vitórias tivesse sido sempre utilizado para definir o dono da coroa.

Algumas reparações históricas teriam acontecido, como um merecido título mundial para Stirling Moss. Em compensação, Nelson Piquet teria apenas um campeonato em toda a carreira, enquanto Jody Scheckter e Keke Rosberg seriam excluídos do hall de campeões do mundo. Ayrton Senna teria sido tetracampeão, assim como Jim Clark. Nigel Mansell, quem diria, seria tricampeão, e Felipe Massa teria conquistado o título em Interlagos no ano passado.

Curioso observar que a grande maioria das trocas de campeões aconteceria no período entre 1977 e 1989, auge da regra dos descartes na Fórmula 1.

Confira abaixo como ficaria cada campeonato, desde 1950.

Temporada Campeão Mundial "Novo Campeão"
1950 Giuseppe Farina Giuseppe Farina
1951 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1952 Alberto Ascari Alberto Ascari
1953 Alberto Ascari Alberto Ascari
1954 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1955 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1956 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1957 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1958 Mike Hawthorn Stirling Moss
1959 Jack Brabham Jack Brabham
1960 Jack Brabham Jack Brabham
1961 Phil Hill Phil Hill
1962 Graham Hill Graham Hill
1963 Jim Clark Jim Clark
1964 John Surtees Jim Clark
1965 Jim Clark Jim Clark
1966 Jack Brabham Jack Brabham
1967 Dennis Hulme Jim Clark
1968 Graham Hill Graham Hil
1969 Jackie Stewart Jackie Stewart
1970 Jochen Rindt Jochen Rindt
1971 Jackie Stewart Jackie Stewart
1972 Emerson Fittipaldi Emerson Fittipaldi
1973 Jackie Stewart Jackie Stewart
1974 Emerson Fittipaldi Emerson Fittipaldi
1975 Niki Lauda Niki Lauda
1976 James Hunt James Hunt
1977 Niki Lauda Mario Andretti
1978 Mario Andretti Mario Andretti
1979 Jody Scheckter Alan Jones
1980 Alan Jones Alan Jones
1981 Nelson Piquet Nelson Piquet
1982 Keke Rosberg Didier Pironi
1983 Nelson Piquet Alain Prost
1984 Niki Lauda Alain Prost
1985 Alain Prost Alain Prost
1986 Alain Prost Nigel Mansell
1987 Nelson Piquet Nigel Mansell
1988 Ayrton Senna Ayrton Senna
1989 Alain Prost Ayrton Senna
1990 Ayrton Senna Ayrton Senna
1991 Ayrton Senna Ayrton Senna
1992 Nigel Mansell Nigel Mansell
1993 Alain Prost Alain Prost
1994 Michael Schumacher Michael Schumacher
1995 Michael Schumacher Michael Schumacher
1996 Damon Hill Damon Hill
1997 Jacques Villeneuve Jacques Villeneuve
1998 Mika Hakkinen Mika Hakkinen
1999 Mika Hakkinen Mika Hakkinen
2000 Michael Schumacher Michael Schumacher
2001 Michael Schumacher Michael Schumacher
2002 Michael Schumacher Michael Schumacher
2003 Michael Schumacher Michael Schumacher
2004 Michael Schumacher Michael Schumacher
2005 Fernando Alonso Fernando Alonso
2006 Fernando Alonso Fernando Alonso
2007 Kimi Raikkonen Kimi Raikkonen
2008 Lewis Hamilton Felipe Massa

 

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Novo regulamento não deve mudar período de decisão

Ao contrário do que poderia prever o senso comum, o novo regulamento de classificação do Mundial de Pilotos da Fórmula 1, que em 2009 considerará apenas o número de vitórias para definir o campeão, não deve mudar o período de decisão do título mundial. Pelo menos é o que nos mostra a história da categoria, desde 1950.

Aplicando nos campeonatos anteriores os mesmos critérios definidos hoje pelo Conselho Mundial da FIA, 24 títulos teriam sido definidos nas corridas de encerramento de cada temporada. Nos regulamentos antigos, a decisão na prova final aconteceu 26 vezes. Uma mudança estatisticamente desprezível.

Apenas poucos campeonatos teriam seu momento definição alterado. Os títulos de 1955 (Juan Manuel Fangio), 1967 (Dennis Hulme), 1994 (Michael Schumacher), 1996 (Damon Hill), 1997 (Jacques Villeneuve) e 2003 (Michael Schumacher), definidos apenas na corrida final, teriam sido entregues aos campeões por antecipação. Em compensação, os títulos antecipados de 1961 (Phil Hill), 1977 (Niki Lauda), 1979 (Jody Scheckter) e 2005 (Fernando Alonso) teriam sua disputa postergada até a corrida final.

Confira na tabela abaixo, ano a ano, as decisões que o novo regulamento modificaria.

Temporada Foi decidida na última corrida? E com novo regulamento?
1950 Sim Sim
1951 Sim Sim
1952 Não Não
1953 Não Não
1954 Não Não
1955 Sim Não
1956 Sim Sim
1957 Não Não
1958 Sim Sim
1959 Sim Sim
1960 Não Não
1961 Não Sim
1962 Sim Sim
1963 Não Não
1964 Sim Sim
1965 Não Não
1966 Não Não
1967 Sim Não
1968 Sim Sim
1969 Não Não
1970 Não Não
1971 Não Não
1972 Não Não
1973 Não Não
1974 Sim Sim
1975 Não Não
1976 Sim Sim
1977 Não Sim
1978 Não Não
1979 Não Sim
1980 Não Não
1981 Sim Sim
1982 Sim Sim
1983 Sim Sim
1984 Sim Sim
1985 Não Não
1986 Sim Sim
1987 Não Não
1988 Não Não
1989 Não Não
1990 Não Não
1991 Não Não
1992 Não Não
1993 Não Não
1994 Sim Não
1995 Não Não
1996 Sim Não
1997 Sim Não
1998 Sim Sim
1999 Sim Sim
2000 Não Não
2001 Não Não
2002 Não Não
2003 Sim Não
2004 Não Não
2005 Não Sim
2006 Sim Sim
2007 Sim Sim
2008 Sim Sim

 

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Regulamento de merda

O título do post é uma citação ao mestre Pandini. Que, desde 2003, ano a ano, repete o mantra: “o regulamento da Fórmula 1 é uma merda”. E a FIA conseguiu, hoje, deixá-lo ainda pior. O Mundial de Pilotos de 2009 será decidido apenas em um critério: vitórias. Sim, não importa se o piloto chegou em segundo, terceiro ou décimo. Só importa a vitória. Conseguiram algo ainda pior que o sistema de medalhas idealizado por Bernie Ecclestone.

De uma forma simplista, o raciocínio é: pra ser campeão, tem que ganhar mais. Quem ganha mais, é o melhor. Então, o título é justo. O problema é que o regulamento “justo” pode gerar enormes injustiças. Um exemplo: se todos os campeonatos até aqui seguissem o mesmo critério, Nelson Piquet nunca teria sido campeão do mundo teria apenas um título mundial, o de 1981. E aí eu pergunto: é justo?

A Fórmula 1 empurrou o pêndulo além do ponto. Foi de um extremo ao outro, sem escalas. Se de 2003 a 2008 os campeonatos privilegiavam praticamente só a regularidade, agora privilegiará unicamente a vitória. Será que esperar um caminho do meio é exigir demais das cabeças dirigentes?

Senti uma lufada de ar fresco quando a FOTA propôs, semana passada, um sistema de pontuação de 12-9-7-5-4-3-2-1. Seria o caminho mais lógico, premiar a vitória e o pódio e gerar um campeonato equilibrado, mas justo. Agora, alguém poderá subir ao pódio em todas as corridas e não ser campeão. Enquanto alguém pode ser irregular ao extremo, vencendo cinco corridas e abandonando 14 e ainda assim levar o caneco.

Uma coisa é inegável: as disputas pela vitória serão mais acirradas. Em compensação, quem vai se arriscar a brigar pelo segundo ou terceiro lugar, se de mais nada vale? O piloto de ponta que tiver um problema no grid de largada e tiver que sair dos boxes dificilmente vencerá. Logo, que estímulo terá para fazer uma arriscada e emocionante corrida de recuperação? Apenas pelo Mundial de Construtores? Numa situação dessas, não seria mais lógico desistir da corrida e poupar o motor para a etapa seguinte?

Escrevam: toda corrida em que alguém disparar na frente se tornará uma merda. Exatamente como a nova pontuação da Fórmula 1.

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Pergunte ao Capelli: Brabham-Ventilador

Fotos: Arquivo

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Fala Capelli! Meu nome é Júlio, vi essa Brabham (que não sei o ano), a frente normal… Mas na traseira…. Que diabos é isso? Um exaustor? – Júlio Tiyoda

Quase isso, Júlio. Este modelo é o Brabham BT46B, versão do BT46 utilizado pela equipe na temporada de 1978. Chamado de carro-ventilador, certamente foi uma das mais exitosas e fugazes inovações da história da Fórmula 1.

Do início. Gordon Murray, genial projetista da equipe de Bernie Ecclestone, desenhou um carro absolutamente inovador para a temporada de 1978. Além do computador de bordo e dos freios de fibra de carbono, inéditos até então, o BT46 tinha um design arrojado, com uma aerodinâmica limpa e formato piramidal. Mas a inovação mais radical veio da parte mecânica. O modelo originalmente não possuía radiadores, mas sim um sistema de painéis de refrigeração na superfície, o que deixou suas saias laterais de perfil bastante baixo. Na imagem abaixo, é possível visualizar tais painéis de troca de calor, são as placas brancas posicionadas na lateral do bólido.

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Porém, antes mesmo da temporada começar, a equipe percebeu que tal solução não funcionaria. Os pesados motores 12 cilindros da Alfa Romeo ferviam e Murray entendeu que precisava de radiadores convencionais. Para não prejudicar o projeto como um todo, posicionou os radiadores abaixo do aerofólio dianteiro. Mas tal solução provocou desequilíbrio de peso no carro e prejudicou bastante a aerodinâmica limpa do bólido. Além disso, o grande e pesado motor da Alfa não permitia que o solo do carro ganhasse o desenho característico de asa invertida, solução inventada pela Lotus para que seus carros “grudassem” no chão e que deu início à era dos carros-asa.

Murray continuou trabalhando em busca de uma solução para o projeto, até que teve uma ideia que resovia os dois problemas: um ventilador. Posicionado na traseira do carro e ativado mecanicamente pela rotação do motor, as hélices começavam a girar a partir de 7.000 RPM, dissipando o calor e gerando como efeito colateral um grip mecânico fantástico, fazendo o carro colar no asfalto. O ventilador gerava, mesmo sem ser um carro-asa, um desejável efeito-solo.

O carro foi levado para o GP da Suécia e gerou polêmica assim que foi para a pista. Já nas primeiras voltas de treino o BT46B se mostrava capaz de bater as até então soberanas Lotus 78 de Mario Andretti e Ronnie Peterson, gerando protestos das demais equipes. Todas entenderam que o ventilador atuava como uma peça aerodinâmica móvel, mas a argumentação da Brabham de que o dispositivo servia para refrigeração do motor acabou aceita e o carro pôde disputar a corrida. Mesmo assim, como toda cautela é pouca, Bernie Ecclestone pediu que John Watson e Niki Lauda disputassem a classificação com tanque cheio. E as duas Brabham ficaram com o segundo e o terceiro lugares do grid, uma demonstração da incrível superioridade do carro-ventilador.

Na largada, Niki Lauda pulou para segundo e ficou escoltando a Lotus de Mario Andretti durante quase 40 voltas, até dar o bote e assumir a liderança. Voltas depois, o norte-americano abandonou com problemas de motor e Lauda disparou na frente, conquistando uma esmagadora vitória. Para se ter uma ideia, sua melhor volta foi quase um segundo mais rápida que as voltas dos demais, sem contar a Lotus de Andretti.

Tamanha superioridade fez com que a inovação continuasse a ser contestada, até que Bernie Ecclestone, sabendo que perderia a queda-de-braço, acordou com as equipes rivais em usar o carro-ventilador em apenas mais três corridas para depois abandoná-lo. Todos assinaram o acordo, mas assim mesmo o BT46B acabou definitivamente banido da F1. Uma comissão instituída para avaliar o caso concluiu que o dispositivo colocava em risco a segurança dos adversários, pois o ventilador poderia lançar pedras contra os carros que viessem atrás. O argumento parece absurdo, mas se levarmos em conta que seis anos antes Helmut Marko havia perdido a visão do olho esquerdo ao ter uma pedra lançada contra sua viseira no GP da França, ele passa a fazer algum sentido.

E foi assim, sem nenhuma despedida formal, que o bem-sucedido BT46B deu um súbito adeus à Fórmula 1. Um verdadeiro “one hit wonder”.

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Force India muda logotipo

Fotos: Divulgação/Force India

Fotos: Divulgação/Force India

Demorou mais do que o imaginado, mas a Force India finalmente mudou seu logotipo. Assim que a equipe surgiu, em fins de 2007, dizia-se nos bastidores que Bernie Ecclestone não havia aprovado o grafismo criado para identificar o time indiano. A justificativa: o “FI” representado assemelhava-se demais a “F1″. Como dono ciumento de todo império e a fim de evitar qualquer associação indevida, Mr. Bernie havia recomendado uma mudança na logotipia, que ainda não havia aparecido.

Hoje, com o lançamento da “Force India 2009″, a equipe reformulou sua marca. Uma alteração sutil, mas que resolveu o problema da associação com F1: um pingo no “i”, como pode-se reparar na imagem que ilustra o post, num detalhe do macacão de Giancarlo Fisichella.

O logo mudou também no bico do carro, na viseira dos pilotos e em todos as demais comunicações da equipe, incluindo seus sites e releases. Inclusive a versão horizontal, com o nome apresentado por extenso, ganhou alterações: o “i” anteriormente maiúsculo virou minúsculo, acompanhado do respectivo pingo que evita qualquer discórdia.

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Últimos movimentos

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

Oficialmente, até ontem a Fórmula 1 só tinha uma vaga em aberto, a de companheiro de Sebastien Buemi na Toro Rosso. E hoje ela se fechou, com a equipe anunciando a permanência de Sebastien Bourdais. Ao que parece, não há mais vagas para a temporada 2009, que deve começar com apenas 18 carros no grid. Mas… será mesmo?

Creio que não. Analisando os movimentos de bastidor, tudo aponta em outra direção. Bernie Ecclestone já usou a imprensa para dizer que 18 carros é um absurdo e que a categoria terá 20 participantes em Melbourne, nem que para isso ele tenha que obrigar McLaren e Ferrari a alinhar um terceiro carro. Bruno Senna abriu mão de sua vaga na iSport para disputar a GP2 alegando que vai dar prioridade à Fórmula 1. Surgiria o brasileiro numa terceira McLaren ou numa Ferrari? Lógico que não.

Bruno sempre teve uma carreira muito bem gerenciada e sabe que, tendo iniciado tarde no automobilismo, perder mais um ano poderia ser fatal para suas pretensões. Ele precisa correr. Na conjuntura atual, ser piloto de testes na Fórmula 1 de nada servirá, pois praticamente não vai andar. Se rompeu seu acordo com a iSport, é porque sabe que vai correr.

E é aqui que entra o meu palpite. Bernie Ecclestone bancará a permanência da ex-Honda na Fórmula 1, que deverá ter Jenson Button e Bruno Senna ao volante. Vale lembrar que a fábrica em Brackley continua operando e que a Honda deixou verba para que a equipe pudesse iniciar o campeonato. Apenas depois da estreia é que ela precisará de um novo aporte financeiro. Mesmo com a crise, Bruno Senna chega à categoria apoiado por patrocinadores do peso como Embratel e Banco Santander. A Petrobras, com planos de lançar uma gasolina de nome “Senna”, pode participar da operação também. A menos que a crise financeira a obrigue a desistir do plano.

De toda forma, ainda há uma peça solta no quebra-cabeça, o tal terceiro carro. E é aí que entra a astúcia de Bernie Ecclestone. Ele tem total interesse em manter a categoria com 20 carros, mas faltam motores para a Honda. Com a ameaça do terceiro carro, ele tem maior poder de barganha com McLaren ou Ferrari. Afinal o que sairá mais barato para uma das equipes: colocar um terceiro carro para correr ou ceder motores a baixo custo para uma terceira equipe?

Em março, Bruno Senna e Jenson Button devem desembarcar em Melbourne para disputar o GP com um carro de motor Ferrari ou Mercedes. E a F1 deverá continuar com 10 equipes, porque assim o onipotente e onipresente Ecclestone deseja.

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As medalhas do Tio Bernie

O Felipe Maciel enviou um e-mail alertando para uma entrevista de Bernie Ecclestone no site oficial da F1. Nela, o dirigente fala de seus planos de virar a categoria de pernas para o ar, com suas alterações no sistema de pontuação, substituindo os pontos do Mundial de Pilotos por medalhas de ouro, prata e bronze, introduzindo uma contagem como a olímpica para definir o campeão do mundo.

Mas o mais interessante não é a entrevista em si, mas sim a pergunta aos internautas que aparece ao final dela. A F1 quer ouvir a gente: você é a favor ou contra o sistema de medalhas? Clique em um dos botões ao final da entrevista e deixe sua opinião. Não há melhor local para manifestar seu apoio ou veto à iniciativa.

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Ironias

Em janeiro deste ano, Max Mosley disse que “Escândalos fortalecem a Fórmula 1″. Em fevereiro, Bernie Ecclestone afirmou que a F1 virou um dos últimos esportes bem comportados. “Não há mais escândalos sexuais”, brincou.

Em março, Mosley aparece nu, levando chicotadas de uma prostituta com uma fantasia nazista. Está explicado, é tudo sacanagem desses dois velhacos.

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Mudanças na Force India


Informa o intrépido Victor Martins: Bernie Ecclestone mandou a Force India mudar de logotipo. O desenho, criado neste final de ano para a mais nova equipe da Fórmula 1, lembra muito a sigla F1, embora se trate de um “FI”.

Como dono da brincadeira, Ecclestone não admite nenhum logo, material promocional, site ou revista que faça menção a “F1″, marca registrada da FOM. Não tardará o dia em que todos os jornais, sites e revistas serão obrigados a grafar em seus textos a sigla F1 acompanhada de um ® . Anotem aí.

Victor descobriu também quais serão as cores do carro: dourado e cinza ou dourado e preto.

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Só resta chorar


Ao que parece, só resta a Ron Dennis chorar mesmo. Segundo o blogueiro Calloni, enviado especial do Blog do Capelli à Terra da Rainha, Bernie Ecclestone concedeu uma entrevista à rede britânica ITV na noite deste domingo. Nela, o manda-chuva da Fórmula 1 deixou bastante claro que é necessária uma punição exemplar e que o tratamento do caso de espionagem seria o mesmo ainda que fosse uma questão envolvendo Toro Rosso e Super Aguri.

Claro, ele não poderia dizer nada diferente disso e deve ser pura demagogia. Mas o aspecto mais importante foi o que ele disse no final, um enigmático “Lamento muito por Lewis”. O que, no meu entender, quer dizer que provavelmente a punição esbarrará também nos pilotos. Não haveria por que lamentar por um piloto se ele não fosse afetado pela sentença, certo?

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Charge do Capelli: Corrida Noturna em Cingapura

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Para onde vai a F1?

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