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Ele é alemão e não desiste nunca

* Coluna publicada na edição 11 da Revista Warm Up

Nick Heidfeld é um caso que merece ser estudado. O piloto alemão, ainda que bastante talentoso, é dentre todos os da Fórmula 1 atual o que mais dificuldades teve na carreira. Esteve sem emprego por, pelo menos, quatro vezes. Mas, mesmo assim, nunca ficou uma temporada inteira afastado, ainda que nunca tenha conseguido as bênçãos de nenhum abastado patrocinador.

O começo da carreira de Heidfeld já foi marcado por um certo revés. Estreou na Prost, em 2000, mas seu contrato era com a McLaren. Campeão de F3000 em 1999 pelo time júnior da escuderia prateada, ingressava na F1 em uma equipe menor com o objetivo de ser preparado para ser piloto McLaren dentro de alguns anos, quando Mika Hakkinen se aposentasse. Não teve um bom ano, mas a McLaren bancou-o na Sauber em 2001. Foi uma boa temporada, com pódio e tudo, mas o alemão foi vítima do efeito Kimi Raikkonen. Hakkinen, bicampeão e de grande reputação na McLaren, indicou seu compatriota para substituí-lo em 2002. Kimi fez alguns testes, caiu nas graças de Ron Dennis e Nick ficou a ver navios.

Já independente da McLaren, precisou reconstruir sua carreira, ainda que permanecendo na Sauber. Mas o baque foi grande. Em 2003, principalmente, cometeu muitos erros e ficou em situação delicada na equipe. Acabou dispensado por Peter Sauber e ficou sem rumo. Muitos já davam sua carreira como acabada, até que, surpreendentemente, descolou uma vaga na Jordan para 2004.

A Jordan vivia seu ocaso, sem dinheiro e patrocinadores. Com Giorgio Pantano de piloto pagante – posteriormente substituído por Timo Glock -, Nick seria o responsável pelo desenvolvimento. Mesmo praticamente correndo de graça, topou a oferta. Até que não foi um mau ano para ele, ainda que tenha sido a pior temporada da história da equipe. Nick chegou a conquistar um quinto e um sexto lugares, mas a situação financeira era delicada demais, a ponto de Eddie Jordan ter de vender o time. E, com isso, Nick ficou desempregado outra vez.

Mas a boa temporada na Jordan melhorou sua cotação na Fórmula 1. E com isso foi chamado pela Williams para uma espécie de vestibular para definir quem seria o companheiro de Mark Webber em 2005. Chegou na última hora e superou o favorito à vaga, Antonio Pizzonia. E, assim, continuou na categoria. Apesar de conturbada, foi uma de suas melhores temporadas. Marcou uma pole em Nürburgring, chegou duas vezes em segundo lugar e superava em pontos seu companheiro de equipe, bem mais cotado. Até que sofreu um acidente durante testes em Monza e não pôde disputar os GPs da Itália e da Bélgica. Quando deveria retornar, foi vítima de represália da Williams.

O motivo: a BMW, que fornecia motores e estava deixando a equipe, havia contratado o piloto para disputar a temporada seguinte pelo time que acabara de comprar, a Sauber. Frank Williams e Patrick Head, furiosos, não deixaram mais que Nick voltasse, ficando de fora até o fim do ano. Mas, ainda que com este contratempo, a passagem do alemão pela BMW Sauber foi seu melhor momento na Fórmula 1. Foram quatro temporadas, oito pódios e uma vitória que bateu na trave, no Canadá em 2008.

O problema é que, em fins de 2009, a BMW resolveu abandonar a F1. E Heidlfeld, outra vez, ficou desempregado. Assinou como terceiro piloto da Mercedes para 2010, mas em momento algum foi aproveitado. Virou test driver da Pirelli, ajudou a desenvolver os pneus de 2011, e no fim do ano foi premiado com uma vaga na F1, de novo na Sauber. Disputou os últimos GPs do ano em substituição a Pedro de La Rosa, que fazia um campeonato abaixo da crítica. Para se ter uma ideia, Nick conseguiu em cinco corridas a mesma pontuação do espanhol em 14.

Pena que o bom desempenho não tenha servido para segurar Heidfeld na F1. Precisando de dinheiro, Peter Sauber contratou o mexicano Sergio Perez e Nick, como de costume, ficou a pé. Até que… Robert Kubica, seu ex-companheiro de BMW Sauber, sofreu um sério acidente de rali na Itália. E então Nick Heidfeld voltou às manchetes.

Os resultados dos testes em Jerez de la Frontera não deixaram muitas dúvidas sobre quem seria o escolhido para substituir Kubica. Faltam a Bruno Senna e Vitantonio Liuzzi, os outros candidatos, a experiência e a consistência que sobram em Heidfeld. Semana passada veio a confirmação. É a escolha óbvia.

Paradoxalmente, a temporada na Renault pode ser a mais promissora de toda a carreira de Nick. O carro vem andando bem, não é de se duvidar que possa brigar por vitórias, ainda que eventualmente. E assim, quem sabe, o alemão possa conseguir livrar-se da pecha que o acompanha já há alguns anos: é o piloto que mais GPs disputou sem ter vencido um sequer, em toda a história da sexagenária Fórmula 1.

Com tantas idas e vindas, altos e baixos até injustos para um piloto de talento, um fato não dá para negar. Nick Heidfeld pode não ser brasileiro, mas não desiste nunca.

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F1 de antigamente

Sobrevivente da deserção da BMW, a Sauber seguirá na F1 em 2010, impulsionada por motores Ferrari. Apesar disso, o nome seguirá sendo “BMW Sauber”, por razões legais. As informações foram confirmadas hoje, no lançamento do novo carro da equipe, em Valência.

De la Rosa, Peter Sauber e Kobaiashi posam ao lado do novo carro

Fotos: Marcelo Ferronato/Grande Prêmio

O carro, por sinal, tem cara de Fórmula 1 de antigamente. Ainda sem patrocinador algum (apenas com o logo da Bridgestone, parceira), o C29 ainda possui traços da BMW em sua pintura. Porém, o azul mudou para um tom bastante escuro, quase preto, assim como o aerofólio traseiro. Um impecável branco predomina, assim como o macacão dos pilotos, Pedro de la Rosa e Kamui Kobayashi. Só falta colocarem um número enorme inclinado dentro de uma bolota branca, pra fechar o ar retrô.

Com relação ao desenho, o C29 possui um bico arrojadamente alto, sendo a dianteira praticamente reta. Pelas fotos que pintaram até agora, ainda não dá para avaliar bem as diferenças com relação ao modelo do ano passado. Mas, apesar da barbatana da tubarão ligada ao aerofólio traseiro, tal qual a McLaren, o carro parece manter características de seu antecessor. Mais detalhes aparecerão durante o dia.

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Kubica espelhado

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Na despedida da BMW, Robert Kubica apareceu em Abu Dhabi com um casco diferente. Ainda que o desenho seja o mesmo e a pintura semelhante à anterior, dessa vez seu capacete tem acabamento espelhado.

Tendo a não gostar muito desse recurso, desde o primeiro que vi, que era do Tora Takagi. Mas, mesmo assim, achei que caiu bem com o desenho usado pelo polonês.

No topo, Kubica ainda colocou uma mensagem de despedida: “Many thanks to BMW Sauber F1 Team”. O piloto vai correr pela Renault em 2010 enquanto que a equipe tem futuro incerto, depois da anunciada saída da BMW.

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Sai BMW, entra Schumacher

Cheguei a fazer uma busca na Internet para confirmar se hoje não era o dia dos Santos Inocentes, o dia da mentira dos espanhóis que faz com que várias pegadinhas sejam espalhadas por agências de notícias do país. Afinal, é estranho que, num mesmo dia, duas notícias tão impactantes – e, até certo ponto, improváveis – tenham acontecido. Mas não se tratavam de “inocentadas”. Realmente aconteceram. A BMW anunciou que abandona a Fórmula 1. E a Ferrari anunciou que Michael Schumacher está de volta.

A primeira notícia não era de todo improvável. Todo mundo sabe – e Max Mosley alertou várias vezes sobre isso – que as montadoras não têm e nem nunca tiveram compromisso com o esporte. Basta meia dúzia de maus resultados para que executivos que pouco entendem de corridas (e até de carros) acabem com uma equipe numa canetada. E foi justamente o que aconteceu.

O que não se esperava é que tal atitude viesse da BMW, historicamente presente no automobilismo e que há menos de quatro anos comprou a escuderia de Peter Sauber com promessas de fincar o pé na Fórmula 1. O planejamento parecia correto, os resultados vinham acontecendo e a BMW parecia sólida na categoria. Estreou com time próprio em 2006, os resultados vinham melhorando ano a ano, culminando na temporada do ano passado, na qual foi a única equipe a eventualmente fazer frente ao poderio de McLaren e Ferrari, conquistando sua primeira vitória com Robert Kubica, no Canadá.

Mas em 2009, a fábrica cometeu um enorme gol contra. “Inventou” o tal do KERS e convenceu a FIA a fazer com que a Fórmula 1 seguisse neste caminho. Gastou os tubos de dinheiro numa engenhoca que até agora se mostrou um tiro n’água. Levou Ferrari e McLaren (leia-se Mercedes) para o mesmo caminho, abrindo espaço para que emergentes como Brawn e Red Bull começassem a dominar a categoria. Faz uma temporada ridícula, sempre brigando pelas últimas posições com Force India e Toro Rosso. E, de forma covarde, resolve pular fora.

Covarde porque exemplifica o descompromisso de uma montadora com o esporte. Covarde porque demonstra a hipocrisia de unir-se a outras montadoras na briga contra o teto orçamentário na F1 e, semanas depois, sair justamente para cortar custos. E covarde pelo que faz com Peter Sauber, um sujeito realmente comprometido com as corridas, um verdadeiro esportista, que vende sua equipe para vê-la destruída em menos de quatro anos. Bem fez Frank Williams, quando mandou a BMW seguir seu rumo quando Mario Theissen tentava mandar no time. Bem ou mal, em 2010 a Williams estará no grid. A Sauber, não. A Toyota e a Renault, não se sabe.

Em contrapartida, a notícia boa do dia: Michael Schumacher de volta, em substituição temporária a Felipe Massa. A decisão da Ferrari é absolutamente inteligente. A equipe vai mal no campeonato – apesar da melhora nas últimas provas -, virou uma coadjuvante de luxo e perdeu seu piloto mais eficaz. Nada melhor do que resgatar a auto-estima do time com um piloto tão querido pelo grupo, como Schumacher. Ao mesmo tempo, chama para si todos os holofotes dos GP de Valência.

O retorno de um campeão sempre chama a atenção, principalmente no caso de Schumacher, que se aposentou jovem e com praticamente todos os recordes possíveis. A volta do alemão será um grande evento e, ainda que não ande bem e não marque pontos, o gol já está feito.

E aí a pergunta: será que com 40 anos, aposentado há mais de dois e com alguns quilos a mais, o heptacampeão conseguirá ser competitivo? A resposta ainda não se sabe. Mas, no fim das contas, é o que menos importa. Schumacher não tem obrigação nenhuma e não deve mais nada a ninguém. Se andar na frente e der show, será novamente ovacionado como um fenômeno. E se não fizer nada de muito bom – como Nigel Mansell em seu retorno em 1994 -, terá todos os “poréns” utilizados a seu favor: aposentado, fora de forma, sem compromisso, não conhece o carro…

Mas o mais emblemático desta quarta-feira movimentada na Fórmula 1 é o contraste entre a BMW e Schumacher. Enquanto um sai de cena demonstrando um total desrespeito com a Fórmula 1, seus funcionários e com os fãs do esporte, o outro volta de uma aposentadoria pelo puro prazer de competir e por lealdade a quem ajudou a fazer dele uma lenda. Vai dar gosto vê-lo em ação em Valência.

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BMW lembra aniversário do Mini

Foto: Divulgação/BMW Sauber

Foto: Divulgação/BMW Sauber

Em ação promocional, a BMW Sauber pintou na cobertura do cofre de seu motor para o GP de Mônaco um “feliz aniversário” de 50 anos para o Mini, tradicional e simpático carro de rua que no Brasil ficou conhecido como “Carro do Mr. Bean“. Criado em 1959 na Inglaterra, o Mini é bastante popular até hoje na Europa, principalmente em sua versão atualizada, fabricada desde 2001 pela própria BMW. Na Itália, vi dezenas deles.

Na pintura aplicada na carenagem da BMW Sauber, um detalhe interessante. No carro de Robert Kubica, aparece um desenho do próprio piloto segurando um bolo com a inscrição “50″. No de Nick Heidfeld, o desenho muda para o seu rosto.

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Rapidinhas: GP da Espanha

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com todo o delay do mundo, agora sim coloco a casa em ordem dando palpites beeeem atrasados sobre o GP da Espanha. Vamos lá.

- Mais uma vitória incontestável da Brawn, a grande dona da temporada. As equipes com mais dinheiro estão correndo atrás, devem evoluir mais até o final da temporada, mas a vantagem conquistada pela equipe-sensação do campeonato já é bastante expressiva. Diria que, salvo algum fato extraordinário, o título é de Jenson Button. Quatro vitórias em cinco provas é um número considerável.

- A vantagem é tão grande que a Brawn já se dá ao luxo de disputar vitórias entre seus dois carros, permitindo que cada piloto – e seu respectivo engenheiro – adote sua própria estratégia. Barrichello saltou na frente, dominou o início da prova, mas tomou um nó tático de Jenson Button.

- A decisão de modificar a estratégia de três para duas paradas foi acertada e óbvia, até. Com a entrada do Safety Car nas primeiras voltas, a vantagem que stints mais curtos poderiam trazer foi seriamente prejudicada. Inteligente e rápido foi o engenheiro de Button, que mudou o planejamento para apenas duas paradas e deixou Barrichello chupando o dedo. O inglês também foi de imensa competência no longo segundo stint que fez. Foi rápido e constante, ganhando a prova naquele momento.

- Felizmente hoje a transmissão pela TV nos mostra as conversas pelo rádio e evita-se especulações indevidas. Durante toda a corrida ficou bastante claro que Barrichello foi avisado por seu engenheiro da mudança de estratégia do adversário, foi cobrado pelos tempos de volta que deveria fazer para vencer e, se não venceu, foi porque não conseguiu. Fosse em outra época, estariam chovendo especulações infundadas de que “estão prejudicando o brasileirinho”.

- Com a dificuldade habitual em assimilar uma derrota, Barrichello desceu do carro ameaçando até pendurar o capacete caso a equipe o estivesse sacaneando. É claro que não está, assim como também é claro que ele não cumpriria tal ameaça mesmo que estivesse. Mais um discurso infeliz e inócuo do brasileiro que, se quiser ser campeão, terá que torcer para que o companheiro quebre a perna.

- Sensível melhora da Ferrari com o novo pacote aerodinâmico, com uma boa corrida de Felipe Massa. Porém, mais uma vez erros absurdos da equipe comprometeram um bom resultado. A escuderia italiana agora é assim, erra numa corrida e na outra também. Em alguns momentos, várias vezes, como agora na Espanha. Kimi Raikkonen foi vítima de outra burrada fenomenal na classificação, ficou à pé durante a prova com problemas mecânicos e Felipe quase ficou sem combustível, perdendo um quarto lugar que era certo. A Ferrari parece até ser capaz de vencer uma ou outra corrida durante o ano, mas precisará vencer a si própria em primeiro lugar.

- Bela corrida de Mark Webber, que demonstrou competência acima do normal em Barcelona. Quietinho, colocou o companheiro Vettel no bolso. Contou com certa colaboração de Felipe Massa, que segurou o alemão na pista, mas mereceu o terceiro lugar.

- Fernando Alonso foi outro destaque da prova, apesar da lambança na largada. Deu um chega-pra-lá em Rosberg, que jogou Trulli para fora, que voltou para a pista e fez um strike com as duas Toro Rosso e Adrian Sutil. Conseguiu um bom quinto lugar, ultrapassando a lenta Ferrari de Felipe Massa no finalzinho, para delírio da torcida espanhola.

- Já Nelsinho Piquet não fez bobagem, mas também não fez nada de bom. Mais uma corrida no final do pelotão, sem incomodar ninguém senão sua própria equipe.

- BMW melhorou bastante, conseguindo dois importantes pontos com Nick Heidfeld. Um alívio para quem fez uma corrida desastrosa no Bahrein.

- A McLaren parece ter andado para trás novamente. Kovalainen quebrou no começo, Lewis Hamilton não conseguiu fazer nada de mais, terminando a corrida fora da zona de pontos. Corridas em Montmeló tendem a apresentar a posição real de cada equipe no campeonato. E se a posição da McLaren é esta mesmo, é uma péssima notícia para o time dos carros prata.

- Falando em corridas em Montmeló, mais uma modorrenta. Não adianta ficar mexendo em regulamento sem parar, boas corridas se fazem com boas pistas. E o circuito catalão, definitivamente, não proporciona boas corridas.

- Semana que vem, GP de Mônaco, outra pista chatinha. Porém, com os guard-rails muito próximos, surpresas sempre podem acontecer. Uma corrida em Mônaco só é boa conforme os pilotos erram então… que venha uma prova cheia de erros!

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Novo “pacote aerodinâmico” da BMW

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Vi essa no Geckodriver. As duas BMW Sauber tiveram suas asas dianteiras quebradas no mesmo ponto durante a largada do GP do Bahrein.

Definitivamente, foi uma corrida para esquecer. Não por acaso, foi a primeira vez em quatro temporadas de história que a equipe ficou duas provas seguidas fora da zona de pontos.

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Positivo e negativo: GP do Bahrein

Positivo: Jenson Button, perfeito da primeira à última volta. Veloz, consistente e seguro, é o piloto do ano até aqui.

Negativo: BMW Sauber. Não é uma equipe para andar o tempo todo nas últimas posições.

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Trunfo das Equipes (13/16): Lotus e BMW/Sauber

Passado o GP da Austrália, é hora da fase final do Trunfo das Equipes. Hoje, a histórica Lotus e a atual BMW Sauber, que teve os números da original Sauber agregados aos seus.

Importante: as cartas não contabilizam dados de 2009.

Lotus - clique para ampliar BMW/Sauber - clique para ampliar

 

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Carros da F1 2009

Agora que finalmente todos os carros foram para a pista juntos em Montmeló, que tal conferir, lado a lado, todos os modelos que vão disputar a temporada 2009 da Fórmula 1?

Fotos: Reprodução/Adrivo

Fotos: Reprodução/Adrivo

Amanhã, meus pitacos sobre os resultados dos testes. É tanta loucura que preciso de um tempo para tentar formular um raciocínio.

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Nick verde

Foto: Divulgação/BMW

Foto: Divulgação/BMW

A exemplo de Fernando Alonso, Nick Heidfeld é outro que vem apresentando um casco diferente por temporada. Para 2009, o alemão da BMW Sauber manteve o mesmo desenho dos últimos dois anos, mas variou outra vez na cor. Se antes predominava o branco e azul, agora Nick aderiu ao verde como cor principal.

Embora não goste dessas mudanças frequentes, não dá para negar que ficou bonito. No carro branco e azul da BMW, vai dar um contraste interessante.

A propósito, tenho a impressão de que já há algum tempo não via um capacete verde na F1. De cabeça, lembro do Tora Takagi… houve outro mais recente? Quem lembra?

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BMW maquia o nariz

Foto: Divulgação/BMW

Foto: Divulgação/BMW

A BMW Sauber apresentou hoje seu modelo para 2009, o F1.09. O nariz até parece mais fino do que aquele utilizado nos testes do fim do ano passado, mas tudo não passa de maquiagem. Inteligentemente, os bávaros estreitaram a pintura do bico do carro, passando a impressão de um nariz esteticamente mais agradável. Bem que a Renault poderia adotar o mesmo recurso em seu paralelepípedo voador.

O carro lembra muito o modelo dos testes e, por isso, não apresenta grandes novidades. Chama a atenção o golpe sofrido pela equipe em razão da crise financeira internacional. De uma só tacada, desapareceram de suas carenagens os logotipos da Dell e do banco Credit Suisse. A Intel, que antes tinha diversas inserções no carro, agora aparece apenas na lateral do aerofólio traseiro. É a mais branca BMW desde que a montadora comprou a Sauber, em fins de 2005.

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Patinho feio

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

A BMW, em sua interpretação das regras aerodinâmicas para 2009, desenvolveu um carro híbrido bastante esquisito. As primeiras fotos foram feitas hoje cedo, nos testes em Montmeló.

Não sei por que, decidiram fazer do aerofólio dianteiro um quebra-mato. Bizarro.

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Mais uma chance para Nick

Em curto comunicado hoje, a BMW Sauber anunciou oficialmente a permanência de sua dupla de pilotos – Nick Heidfeld e Robert Kubica – para 2009. Com isso, desfazem-se os rumores de uma transferência de Fernando Alonso para o time bávaro.

Quem vibra com a notícia são os torcedores de Nick Heidfeld. O discreto alemão, apesar de rápido, já tinha a sua vaga dada como perdida para o espanhol da Renault. Rápido, porém discreto, Nick sempre foi subestimado na F1. E, quando fez sua melhor temporada, em 2007, todos previam que finalmente brilharia no atual campeonato. Mas foi obscurecido por Kubica, que deu à equipe sua primeira pole position e primeira vitória.

Eu mesmo cheguei a considerar que o “Quick Nick” encaminhava um final de carreira, avaliação obviamente errada. O alemão fica mais um ano na BMW e poderá trabalhar para, finalmente, conquistar sua primeira vitória. Merecido.

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Carro chocante

Cheguei tarde, todo mundo já deve ter visto, mas mesmo assim vale o registro. O Gustavo Coelho enviou o link de um vídeo que a RAI fez do choque levado pelo mecânico da BMW. Ele se aproximou do carro de Christian Klien, equipado com o KERS, e quase caiu duro.


Não foi nada sério, felizmente. Mas a imagem é impressionante.
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Vitória da BMW é a 1ª de um carro alemão em 46 anos


Com as freqüentes vitórias de Michael Schumacher, o mundo da Fórmula 1 acostumou-se a ouvir, com grande recorrência, o hino alemão no pódio. Mas hoje a execução aconteceu por um motivo diferente. Foi a primeira vez em 46 anos que um carro alemão venceu uma corrida de Fórmula 1.

Robert Kubica, vencedor do GP do Canadá, é polonês. Mas a BMW, equipe construtora de seu carro, embora com sede na Suíça, é alemã. Desde o GP da França de 1962, quando Dan Gurney venceu com um Porsche, um bólido de fabricação germânica não terminava um GP de Fórmula 1 à frente.

É bem verdade que a McLaren, com seus carros prata e apoio direto da Mercedes Benz, possui forte identidade com a Alemanha. Mas a equipe continua tendo sede em Woking, sendo inscrita na FIA como inglesa.

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Mancada do Nick

Fábio Seixas postou essa em seu blog, mas tive que reproduzir aqui.

Nick Heidfeld foi à Munique fazer uma demonstração para os funcionários da BMW. Zerinho daqui, zerinho dali, até que, aos 1min20s do vídeo…


Foi mal.
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Pole de Kubica encerra jejum de 46 anos


A pole position obtida hoje por Robert Kubica não foi histórica apenas por ter sido a primeira de um piloto polonês na história da Fórmula 1. Guiando uma BMW, Kubica obteve a primeira pole de um carro alemão na categoria em 46 anos.

Desde que Dan Gurney saiu na frente no GP da Alemanha de 1962, com um Porsche 804, um carro de fabricação alemã não largava na posição de honra na Fórmula 1. A Mercedes, tradicional montadora germânica, vem conquistando grandes resultados em parceria com a McLaren, que é uma equipe britânica.

Já a BMW Sauber, apesar de ter sede na Suíça, é considerada uma equipe alemã.

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BMW quebra hegemonia de Ferrari e McLaren

Com a pole de Robert Kubica para o GP do Bahrein, a equipe BMW quebrou uma hegemonia de McLaren e Ferrari, que já durava mais de um ano e meio. A última vez em que o pole position não foi um carro vermelho ou prata aconteceu em outubro de 2006, quando Fernando Alonso saiu em primeiro com a Renault no GP da China. De lá para cá, só Ferrari ou McLaren vinham saindo na frente.

O resultado de hoje foi a primeira pole da história da equipe BMW Sauber. Desde o GP dos EUA de 2005, quando Jarno Trulli terminou a classificação em primeiro lugar com a Toyota, uma equipe não debutava na pole na Fórmula 1.

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Do Baú: A segunda Williams-BMW


Conforme citado no baú de ontem, logo no começo da parceria entre Williams e BMW, a equipe adotou duas pinturas provisórias. A segunda é esta acima, em carro novamente guiado por Jorg Müller. Ralf Schumacher e Bruno Junqueira também testaram com este layout.
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