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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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A história da atual equipe Mercedes na Fórmula 1 chega a ser curiosa. Originou-se da Tyrrell, que virou BAR e depois tornou-se Honda. Quando os japoneses debandaram e deixaram a escuderia nas mãos de Ross Brawn, nasceu a Brawn GP. Imaginava-se um arremedo de time: além do carro branco e sem patrocínios, as temporadas anteriores da Honda foram um verdadeiro desastre. Mas, contrariando a lógica, a Brawn nasceu vencedora. Ganhou a corrida de estreia e ainda terminou o ano de 2009 campeã de pilotos e construtores. Nascia ali uma lenda.
Nascia, mas morria rapidamente, com apenas uma temporada. Num lance surpreendente, a Mercedes deu de ombros para a McLaren e comprou a maior parte da equipe campeã. Surgiu ali a Mercedes GP. Em outro lance não menos surpreendente, os alemães tiraram Michael Schumacher da aposentadoria, montando ali o que parecia ser um supertime, talvez a favorita de 2010. Não colou. Os resultados foram escassos, apenas o quarto lugar entre os construtores. O heptacampeão Schumacher decepcionou e a grata surpresa foi Nico Rosberg, que conseguiu subir três vezes ao pódio. Ainda assim, pouco para quem vinha de um título mundial.
Um paradoxo curioso se formou. Quando ninguém esperava nada, o time foi lá e ganhou tudo. Quando se imaginava uma potência, sucumbiu. Assim, talvez a receita da Mercedes em 2011 seja a de não gerar expectativa alguma. Quem sabe assim os resultados surjam ao natural.
A dupla de pilotos foi mantida, mas agora uma enorme interrogação paira sobre Michael Schumacher. Aos 42 anos, já andou até cancelando testes no simulador, por causar-lhe enjoos. Não parece mais ser capaz de causar medo aos adversários como um dia já foi. Nico Rosberg é a esperança de vitórias, mas para isso precisa de um carro de primeira.
O W02, modelo para esta temporada, foi lançado na terça-feira passada, durante os testes em Valência. No design, é arrojado. Possui uma frente proeminente parecendo um bico de pato e uma pintura prateada com belos detalhes verdes (ou azuis, depende do gosto do freguês). Pelo dinheiro investido e pelos nomes envolvidos, é um time que não deve ser menosprezado. A concorrência com McLaren, Ferrari e Red Bull será dura, mas a Mercedes espera, ao menos, deixar a desconfortável quarta posição entre as grandes da F1. O grande desafio é voltar à ponta.
Positivo e negativo: Japão
Positivo: Sebastian Vettel, que fez o que se pode chamar de corrida perfeita. Pole, vitória e domínio absoluto. Conseguiu o resultado que precisava para manter-se vivo na briga pelo título, ainda que com chances remotas.
Negativo: Brawn. A equipe oscila demais, vai da vitória esmagadora a desempenhos medíocres num intervalo de poucas corridas. Chegar em sétimo e oitavo é muito pouco quando se é líder entre os construtores e se faz dobradinha no Mundial de Pilotos.
Positivo e negativo: Itália
Positivo: Brawn. Na estratégia, detonou os adversários com uma dobradinha consagradora na reta final do campeonato. Merece os títulos, tanto de pilotos quanto de construtores.
Negativo: Red Bull. Andou para trás nas últimas três provas e ficou pelo caminho. Tanto Webber quanto Vettel foram decepcionantes.
Tags: Brawn, GP da Itália, Red Bull
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Positivo e negativo: Alemanha
Positivo: Felipe Massa e Nico Rosberg. Mesmo com carros inferiores, tiveram um desempenho acima da média em Nürburgring. O brasileiro conseguiu um ótimo pódio, enquanto Rosberg galgou 11 posições para somar improváveis cinco pontos.
Negativo: Brawn. Na pior corrida da equipe até aqui, conseguiu ficar atrás inclusive de Ferrari e Williams. Vai precisar buscar forças para reagir, a Red Bull tornou-se uma séria ameaça.
Rapidinhas da Classificação: Turquia

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
- Se alguém parece capaz de bater nesta temporada o dueto Button-Brawn, sem dúvidas é a parceria Vettel-Red Bull. Endiabarado, o alemãozinho fez uma volta fantástica no fim do treino para cravar sua segunda pole position na temporada, a terceira na carreira.
- Jenson Button e Brawn foram novamente competentes, garantindo ainda a primeira fila com a segunda posição. Impressionante como o inglês ainda não teve um mau dia no campeonato.
- Rubens Barrichello, como sempre, um pouquinho atrás de Button, sai em terceiro lugar. Atrás dele, larga Mark Webber, companheiro de Vettel na Red Bull.
- Na Turquia, dois pelotões lideram nitidamente a corrida. No primeiro, Brawn e Red Bull. Um passo atrás, a Ferrari. Jarno Trulli conseguiu enfiar sua Toyota entre os dois blocos , largando numa ótima quinta posição.
- Na briga interna da Ferrari, outra vez deu Kimi Raikkonen, que sai em sexto. Felipe Massa, imperador otomano, dessa vez ficou para trás, em sétimo. Surpreendente, achei até que teria chances de beliscar a primeira fila, dada sua impressionante superioridade em Istambul. Dessa vez, não deu.
- Fernando Alonso, como sempre no Q3, fechou o treino em oitavo. Já Nelsinho Piquet viveu mais um treino horroroso. Saiu da pista duas vezes e foi eliminado no Q1 como sempre, dessa vez atolado na caixa de brita. Vai sair em 17º e não consigo mais vê-lo empregado até o fim do ano. Já levou 25×0 do companheiro em classificações. Fim do primeiro set.
- BMW e Toyota, após o fiasco de Mônaco, dão sinais de recuperação. Um carro de cada equipe conseguiu avançar à superpole, com Robert Kubica em 10º e Jarno Trulli num ótimo 5º. Nick Heidfeld foi o 11º, contra 13º de Timo Glock. Pode não ter sido o melhor treino do mundo, mas perto do que aconteceu em Monte Carlo, é vitória.
- Williams se mantendo ali no meio do pelotão, com Nico Rosberg em nono e Nakajima Junior em 12º. Deve beliscar mais um ponto ou outro.
- Falando em equipes que já andaram na frente, McLaren perdidinha em Istambul. Lewis Hamilton caiu na primeira fase do treino, com o 16º tempo. Heikki Kovalainen foi um pouquinho mais além, caindo no Q2 com a 14ª posição. Os pneus macios não funcionaram nos carros prata, que andaram o tempo todo com o mais duro. Vão penar na corrida.
- Destaque para o 15º posto de Adrian Sutil. Repetindo a posição de largada em Mônaco, a melhor de toda a sua carreira.
- Toro Rosso muito mal, com Sebastien Buemi em 18º e Bourdais em último. Voltando aos dias de Minardi.
- Ainda falta a informação do combustível de cada carro para estabelecer um prognóstico para a corrida, mas me parece claro que Red Bull ou Brawn levam a prova. Favoritismo para Sebastian Vettel e Jenson Button, que saem na primeira fila. Isso se Barrichello ou Webber não estiverem aprontando alguma estratégia surpresa .
- Se precisar cravar um vencedor, vou de Button. Mas é sempre bom lembrar que nas duas vezes em que largou na pole até hoje, Vettel venceu. Só que dessa vez não deve chover.
- E para você? Quem é o favorito?

Até a pé nós iremos… ao pódio

Foto: Reprodução/TV
Willian Freitas enviou esta ótima. A transmissão da Globo não exibiu, mas Jenson Button parou o carro no lugar errado ao final do GP de Mônaco. Em vez de deixar seu Brawn na reta dos boxes, de onde deveria ir até o pódio, o inglês estacionou no pit lane.
Quando deu-se conta do erro, teve de ir correndo à pé até a tribuna de honra para a cerimônia do pódio. No caminho, foi ovacionado pela torcida.
Tags: Brawn, GP de Mônaco, Jenson Button
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A melhor estreante da história

Foto: Divulgação/Bridgestone
Que a Brawn faz um começo de temporada estonteante e quebrou vários recordes de precocidade, todo mundo já sabe. Mas hoje, em Mônaco, ela atingiu um bastante significativo. Ela já é a equipe com o maior número de vitórias na temporada de estreia, em toda a história.
A marca durava 55 anos e pertencia à gigante Mercedes. Quando estrearam, em 1954, as flechas de prata conquistaram quatro vitórias. Com a conquista em Mônaco, Jenson Button garantiu a quinta vitória da Brawn na temporada, em apenas seis corridas. Um feito absolutamente inédito.
Em 1954, a Mercedes venceu também o mundial de pilotos, com Juan Manuel Fangio. Porém, o argentino foi campeão guiando por duas diferentes equipes. No começo da temporada, ele conquistou duas vitórias pela italiana Maserati, até transferir-se para o time alemão. Assim, se for campeã – o que parece ser o caso – a Brawn será também o primeiro time a conquistar o título mundial na temporada de estreia, com todos os pontos do campeão somados por seus carros.
Sem sombra de dúvidas, a Brawn é a melhor e maior estreante da história.
Positivo e Negativo: Espanha
Positivo: Brawn. Domínio absoluto e irresistível na pista que mostra a real força de cada um no campeonato.
Negativo: Ferrari, que em breve deve virar hors-concours para esta seção. Erros nos treinos, erros nas corridas. Os italianos ainda sabem fazer carros, vide o grande progresso da F60 com as atualizações aerodinâmicas. Mas sem Jean Todt e Ross Brawn no comando, o time não se entende mais no aspecto esportivo. Até o calado Kimi Raikkonen já anda colocando a boca no trombone.
Tags: Brawn, Ferrari, GP da Espanha
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O verdadeiro pole position

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
Avaliando os pesos dos carros na classificação, em release divulgado pela FIA hoje pela manhã, fica claro que, se alguém fez um grande treino hoje, este alguém é Sebastian Vettel. O alemãozinho da Red Bull esmerilhou, é um dos carros mais pesados entre os que largam na frente e, mesmo assim, conseguiu a terceira posição no grid. Se conseguir um bom ritmo de corrida nas primeiras voltas e não deixar as Toyotas escaparem, tende a vencer a prova.
Jenson Button é outro que está muito bem na foto. Tem três voltas a menos de combustível que Vettel, mas tem certa vantagem para as Toyotas de Trulli e Glock, os dois mais leves do grid. Olho nele e em Lewis Hamilton, que larga com o mesmo peso do compatriota. A McLaren não é tão confiável quanto a Brawn, mas parece em boa forma para a corrida.
Confira abaixo a relação de pilotos / peso do carro / posição de largada para amanhã.
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