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A história da atual equipe Mercedes na Fórmula 1 chega a ser curiosa. Originou-se da Tyrrell, que virou BAR e depois tornou-se Honda. Quando os japoneses debandaram e deixaram a escuderia nas mãos de Ross Brawn, nasceu a Brawn GP. Imaginava-se um arremedo de time: além do carro branco e sem patrocínios, as temporadas anteriores da Honda foram um verdadeiro desastre. Mas, contrariando a lógica, a Brawn nasceu vencedora. Ganhou a corrida de estreia e ainda terminou o ano de 2009 campeã de pilotos e construtores. Nascia ali uma lenda.

Nascia, mas morria rapidamente, com apenas uma temporada. Num lance surpreendente, a Mercedes deu de ombros para a McLaren e comprou a maior parte da equipe campeã. Surgiu ali a Mercedes GP. Em outro lance não menos surpreendente, os alemães tiraram Michael Schumacher da aposentadoria, montando ali o que parecia ser um supertime, talvez a favorita de 2010. Não colou. Os resultados foram escassos, apenas o quarto lugar entre os construtores. O heptacampeão Schumacher decepcionou e a grata surpresa foi Nico Rosberg, que conseguiu subir três vezes ao pódio. Ainda assim, pouco para quem vinha de um título mundial.

Schumacher é atração, mas também uma grande interrogação.
Foto: Divulgação/Mercedes

Um paradoxo curioso se formou. Quando ninguém esperava nada, o time foi lá e ganhou tudo. Quando se imaginava uma potência, sucumbiu. Assim, talvez a receita da Mercedes em 2011 seja a de não gerar expectativa alguma. Quem sabe assim os resultados surjam ao natural.

A dupla de pilotos foi mantida, mas agora uma enorme interrogação paira sobre Michael Schumacher. Aos 42 anos, já andou até cancelando testes no simulador, por causar-lhe enjoos. Não parece mais ser capaz de causar medo aos adversários como um dia já foi. Nico Rosberg é a esperança de vitórias, mas para isso precisa de um carro de primeira.

O W02, modelo para esta temporada, foi lançado na terça-feira passada, durante os testes em Valência. No design, é arrojado. Possui uma frente proeminente parecendo um bico de pato e uma pintura prateada com belos detalhes verdes (ou azuis, depende do gosto do freguês). Pelo dinheiro investido e pelos nomes envolvidos, é um time que não deve ser menosprezado. A concorrência com McLaren, Ferrari e Red Bull será dura, mas a Mercedes espera, ao menos, deixar a desconfortável quarta posição entre as grandes da F1. O grande desafio é voltar à ponta.

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Positivo e negativo: Japão

Positivo: Sebastian Vettel, que fez o que se pode chamar de corrida perfeita. Pole, vitória e domínio absoluto. Conseguiu o resultado que precisava para manter-se vivo na briga pelo título, ainda que com chances remotas.

Negativo: Brawn. A equipe oscila demais, vai da vitória esmagadora a desempenhos medíocres num intervalo de poucas corridas. Chegar em sétimo e oitavo é muito pouco quando se é líder entre os construtores e se faz dobradinha no Mundial de Pilotos.

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Positivo e negativo: Itália

Positivo: Brawn. Na estratégia, detonou os adversários com uma dobradinha consagradora na reta final do campeonato. Merece os títulos, tanto de pilotos quanto de construtores.

Negativo: Red Bull. Andou para trás nas últimas três provas e ficou pelo caminho. Tanto Webber quanto Vettel foram decepcionantes.

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Positivo e negativo: Alemanha

Positivo: Felipe Massa e Nico Rosberg. Mesmo com carros inferiores, tiveram um desempenho acima da média em Nürburgring. O brasileiro conseguiu um ótimo pódio, enquanto Rosberg galgou 11 posições para somar improváveis cinco pontos.

Negativo: Brawn. Na pior corrida da equipe até aqui, conseguiu ficar atrás inclusive de Ferrari e Williams. Vai precisar buscar forças para reagir, a Red Bull tornou-se uma séria ameaça.

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Quando um carro bom é ruim

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Passadas sete corridas do início do campeonato, que apresenta um domínio assombroso de Jenson Button e um desempenho pra lá de irregular de Rubens Barrichello, começo a procurar explicações para uma diferença tão grande de resultados entre os dois companheiros de equipe.

Com uma amostra desse porte disponível, já não é mais possível creditar tudo a um fator aleatório de sorte/azar. Ao mesmo tempo, não dá para colocar tudo na conta de uma hipotética “incompetência” de Barrichello. Ele pode até não ser aquele piloto que promete ser, mas nem de longe é um inepto que comete erros grosseiros. E aí vem a pergunta: o que há com Barrichello?

Passo a lembrar de toda a carreira do brasileiro, que acompanhei desde o início, e a enumerar seus grandes momentos na Fórmula 1. E me dou conta que, via de regra, alguma coisa havia em comum: um carro nervoso. E lembrando também dos maiores capotes que ele levou de companheiros de equipe, outro aspecto comum: um carro fantástico, que anda sobre trilhos.

Historicamente, Barrichello distinguiu-se por sua habilidade na chuva. Seu grande cartão de visitas em Donington Park há 16 anos, a sua primeira vitória na encharcada Hockenheim, sua primeira pole em Spa, seu belo desempenho em Mônaco e em Magny-Cours com a Stewart. E o que há em comum em todos estes momentos chuvosos? Pista com pouco grip, condições adversas, carro escorregadio.

É nessas circunstâncias que Rubens Barrichello brilha. Poucos conseguem extrair mais de um carro nervoso e com pouca aderência do que o brasileiro. Na chuva, ele patrola. No seco, quase nunca, diria. Mas sempre que teve um carro nervoso e difícil de conduzir, destacou-se sobre seus companheiros de equipe.

Foi assim com Jenson Button no ano passado, guiando a carroça da Honda. Foi assim em seu ano de estreia, contra pilotos experientes como Ivan Capelli e Thierry Boutsen. E mesmo na Ferrari, quando Barrichello só conseguiu andar mais próximo e até a ameaçar Michael Schumacher em anos nos quais a equipe italiana teve dificuldades: 2003 e 2005.

Quando o carro era um foguete, como a fantástica F2004, Schumacher foi soberano. Ganhou 13 corridas e Barrichello levou apenas Monza e Xangai, isso depois que a fatura estava liquidada, com a sede de títulos do alemão saciada. Tudo bem, a gente sabe que na Ferrari havia uma hierarquia clara, mas mesmo assim, o brasileiro não precisou abrir mão de nenhuma posição ou vitória naquele ano. Foi a única temporada, aliás, na qual Ross Brawn e Jean Todt foram a público para afirmar que os dois estavam livres para brigar. Nos anos anteriores até o sino de Maranello sabia que Barrichello não teria chances. E 2004 foi uma surra, nas palavras do próprio Ross.

É incorreto afirmar que Barrichello só vai bem se tem um carro “ruim”. Com carro ruim ninguém faz nada, nem Schumacher venceria se guiasse uma Minardi. Mas, para que o talento de Rubens desperte, é preciso que o bólido seja nervoso, arisco, com reações pouco previsíveis, sem margem para que o piloto possa acelerar sem dó. Pode até ser um carro rápido e vencedor, com foi o F2003-GA. Mas, se o carro é rápido, estável e não precisa de grandes correções, como é a Brawn de 2009, os companheiros acabam se saindo melhor.

A avaliação pode ser superficial, admito. Mas acho que tem um belo fundo de verdade aí, dá para desenvolvê-la melhor. O extrato é que, para ele, carro muito bom é ruim. Seu talento aparece mais em condições difíceis. Quando pisar no da direita é fácil, seus companheiros o vencem em velocidade pura. Mas quando para vencer é preciso jeito, ele aparece muito bem. E, por mais irônico que possa parecer, o BGP 001 – infelizmente para ele – é um baita carro.

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Pilotoons: GP da Turquia

Bruno Mantovani retrata a largada do GP da Turquia.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

E eu diria que a charge pode ser uma metáfora de toda uma carreira…

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Rapidinhas da Classificação: Turquia

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- Se alguém parece capaz de bater nesta temporada o dueto Button-Brawn, sem dúvidas é a parceria Vettel-Red Bull. Endiabarado, o alemãozinho fez uma volta fantástica no fim do treino para cravar sua segunda pole position na temporada, a terceira na carreira.

- Jenson Button e Brawn foram novamente competentes, garantindo ainda a primeira fila com a segunda posição. Impressionante como o inglês ainda não teve um mau dia no campeonato.

- Rubens Barrichello, como sempre, um pouquinho atrás de Button, sai em terceiro lugar. Atrás dele, larga Mark Webber, companheiro de Vettel na Red Bull.

- Na Turquia, dois pelotões lideram nitidamente a corrida. No primeiro, Brawn e Red Bull. Um passo atrás, a Ferrari. Jarno Trulli conseguiu enfiar sua Toyota entre os dois blocos , largando numa ótima quinta posição.

- Na briga interna da Ferrari, outra vez deu Kimi Raikkonen, que sai em sexto. Felipe Massa, imperador otomano, dessa vez ficou para trás, em sétimo. Surpreendente, achei até que teria chances de beliscar a primeira fila, dada sua impressionante superioridade em Istambul. Dessa vez, não deu.

- Fernando Alonso, como sempre no Q3, fechou o treino em oitavo. Já Nelsinho Piquet viveu mais um treino horroroso. Saiu da pista duas vezes e foi eliminado no Q1 como sempre, dessa vez atolado na caixa de brita. Vai sair em 17º e não consigo mais vê-lo empregado até o fim do ano. Já levou 25×0 do companheiro em classificações. Fim do primeiro set.

- BMW e Toyota, após o fiasco de Mônaco, dão sinais de recuperação. Um carro de cada equipe conseguiu avançar à superpole, com Robert Kubica em 10º e Jarno Trulli num ótimo 5º. Nick Heidfeld foi o 11º, contra 13º de Timo Glock. Pode não ter sido o melhor treino do mundo, mas perto do que aconteceu em Monte Carlo, é vitória.

- Williams se mantendo ali no meio do pelotão, com Nico Rosberg em nono e Nakajima Junior em 12º. Deve beliscar mais um ponto ou outro.

- Falando em equipes que já andaram na frente, McLaren perdidinha em Istambul. Lewis Hamilton caiu na primeira fase do treino, com o 16º tempo. Heikki Kovalainen foi um pouquinho mais além, caindo no Q2 com a 14ª posição. Os pneus macios não funcionaram nos carros prata, que andaram o tempo todo com o mais duro. Vão penar na corrida.

- Destaque para o 15º posto de Adrian Sutil. Repetindo a posição de largada em Mônaco, a melhor de toda a sua carreira.

- Toro Rosso muito mal, com Sebastien Buemi em 18º e Bourdais em último. Voltando aos dias de Minardi.

- Ainda falta a informação do combustível de cada carro para estabelecer um prognóstico para a corrida, mas me parece claro que Red Bull ou Brawn levam a prova. Favoritismo para Sebastian Vettel e Jenson Button, que saem na primeira fila. Isso se Barrichello ou Webber não estiverem aprontando alguma estratégia surpresa .

- Se precisar cravar um vencedor, vou de Button. Mas é sempre bom lembrar que nas duas vezes em que largou na pole até hoje, Vettel venceu. Só que dessa vez não deve chover.

- E para você? Quem é o favorito?

Treino de classificação: GP da Turquia 2009

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Charge do Mantovani: O Empregado do Mês

Bruno Mantovani conseguiu acesso a uma das paredes da fábrica da Brawn em Brackley. Ele reproduz para nós, com exclusividade, o que viu.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Até a pé nós iremos… ao pódio

Foto: Reprodução/TV

Foto: Reprodução/TV

Willian Freitas enviou esta ótima. A transmissão da Globo não exibiu, mas Jenson Button parou o carro no lugar errado ao final do GP de Mônaco. Em vez de deixar seu Brawn na reta dos boxes, de onde deveria ir até o pódio, o inglês estacionou no pit lane.

Quando deu-se conta do erro, teve de ir correndo à pé até a tribuna de honra para a cerimônia do pódio. No caminho, foi ovacionado pela torcida.

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A melhor estreante da história

Foto: Divulgação/Bridgestone

Foto: Divulgação/Bridgestone

Que a Brawn faz um começo de temporada estonteante e quebrou vários recordes de precocidade, todo mundo já sabe. Mas hoje, em Mônaco, ela atingiu um bastante significativo. Ela já é a equipe com o maior número de vitórias na temporada de estreia, em toda a história.

A marca durava 55 anos e pertencia à gigante Mercedes. Quando estrearam, em 1954, as flechas de prata conquistaram quatro vitórias. Com a conquista em Mônaco, Jenson Button garantiu a quinta vitória da Brawn na temporada, em apenas seis corridas. Um feito absolutamente inédito.

Em 1954, a Mercedes venceu também o mundial de pilotos, com Juan Manuel Fangio. Porém, o argentino foi campeão guiando por duas diferentes equipes. No começo da temporada, ele conquistou duas vitórias pela italiana Maserati, até transferir-se para o time alemão. Assim, se for campeã – o que parece ser o caso – a Brawn será também o primeiro time a conquistar o título mundial na temporada de estreia, com todos os pontos do campeão somados por seus carros.

Sem sombra de dúvidas, a Brawn é a melhor e maior estreante da história.

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Rapidinhas: GP de Mônaco

- Mais uma vez Jenson Button, com todos os méritos do mundo. O inglês foi perfeito desde a largada, abriu a diferença necessária para garantir a vitória já no primeiro stint e dali para frente só administrou. Só não venceu de ponta a ponta por causa das paradas de box.

- A fase do inglês, como disse ontem, é irresistível. Ele faz exatamente o que é necessário para vencer, acelera na hora certa, administra na hora certa, não comete erros. Simplesmente perfeito. O melhor piloto da temporada, disparado.

- Rubens Barrichello, segundo colocado, brilhou na largada. Arrancou melhor que Kimi Raikkonen e ganhou a posição na largada, mesmo sem KERS. Não conseguiu acompanhar o ritmo de Jenson no começo e dali para frente correu para administrar o segundo, no que foi bastante competente.

- Eterno otimista e cheio de promessas, hoje Barrichello parece ter jogado a toalha na coletiva. Ao final de seu pronunciamento em português, disse que continua “na busca da… da… vitória que… que… com certeza… (pigarro) deve acontecer”. Foi prudente e consciente em não falar mais em título. Esse, já tem dono.

- Se alguém parecia capaz de bater a Brawn em Monte Carlo, este alguém foi a Ferrari. A equipe italiana encontrou o rumo e fez uma boa prova. Caso tivesse saltado na frente, poderia até ter brigado pela vitória. Kimi Raikkonen foi terceiro, mas não sem dar trabalho a Barrichello. Parece que voltou à velha forma.

- Felipe Massa foi bem, brigando com Rosberg e Vettel. Forçou uma ultrapassagem e cortou a chicane do porto, mas corretamente devolveu a posição. Quando teve pista livre, foi o piloto mais rápido da corrida, terminando o GP com a melhor volta. Quarto colocado, perdeu o duelo interno para Kimi Raikkonen, mas isso é a menor das preocupações no momento.

- Na Red Bull, decepção com Sebastian Vettel. Com o set de pneus macios, andou muito abaixo do esperado e ficou segurando um trenzinho por várias voltas, mais de 3s mais lento que o restante dos pilotos. Quando trocou pneus e tentou tirar o atraso, bateu na Saint Devote. Ainda comete erros da juventude, totalmente aceitável. Mas já começa a perder espaço para Mark Webber.

- Quietinho, o australiano vez fazendo uma excelente temporada. Quinto hoje, preocupou a Ferrari durante a prova. Vai marcando seus pontos, enquanto Vettel ou vence, ou bate.

- Nico Rosberg foi sexto, conseguindo importantes pontinhos para a Williams. Também vem bem no campeonato, ao contrário de seu companheiro Kazuki Nakajima. Hoje, o japonês bateu na última volta. É o preço que se paga pelos motores Toyota.

- Ah, a Toyota… só não sofreu vexame maior porque a BMW conseguiu ser ainda pior. Timo Glock e Jarno Trulli passaram o tempo todo na rabeira, sem qualquer chance. O mesmo para as BMW de Kubica e Heidfeld. Todos chegaram atrás da Force India de Fisichella. Deprimente.

- Lewis Hamilton saiu da última posição, o que em Mônaco significa a perda de qualquer chance na prova. Arriscou algumas ultrapassagens, trocou o bico, deu emoção à prova. Resultado? 12º entre 14 que chegaram.

- Kovalainen, a esperança de pontos da McLaren hoje, fazia uma corrida correta e chegaria entre os oito primeiros, mas bateu nos esses da piscina. Quando a fase é péssima, é péssima.

- Também é o caso de Nelsinho. A fase é horrível, mas mesmo quando ele não se estrepa sozinho, outro vem e faz o serviço. Foi o que aconteceu hoje, atropelado por Sebastien Buemi no final da reta. O suíço errou o ponto de freada e jogou o brasileiro longe, numa manobra bizarra. Aliás, Felipe Massa fez igualzinho com Enrique Bernoldi em seus tempos de Sauber.

- Fernando Alonso, do jeito que dá, foi sétimo. Mais pontos no bolso, é o máximo que a Renault pode almejar no momento.

- A Toro Rosso marcou pontos com Sebastien Bourdais, incansavelmente secado por quem deseja ver Lucas di Grassi ou Bruno Senna em seu lugar. Fez boa corrida, no fim das contas.

- Campeonato de pilotos: Button absoluto, 16 pontos à frente de Barrichello. Como o único que pode ameaçá-lo não vai ameaçá-lo, ruma seguro ao título mundial. Vettel, que depois do GP da China parecia ter alguma chance, já está longínquos 28 pontos atrás. Não busca mais.

- Entre os construtores, a Brawn já tem o dobro de pontos da Red Bull. A Ferrari já é quarta, ultrapassando a McLaren. Se confirmar a evolução atual, deve terminar a temporada como segunda equipe. Aliás, hoje a Ferrari não fez bobagem. Fato raro em 2009.

- Cinco vitórias de Button em seis corridas, e aí eu pergunto: e o regulamento de campeão por vitórias, hein? Vão insistir nessa burrada para 2010? Não que exista uma grande possibilidade de alguém derrotar o inglês mesmo no regulamento atual, mas pelo menos há uma perspectiva de 16 pontos para o segundo descontar ante 110 a disputar.

- Na classificação por vitórias, Button só poderia perder a liderança do mundial em Valencia, no final de agosto, no improvável acontecimento de Barrichello vencer todas as corridas seguintes, consecutivamente. No regulamento atual, ele pode perder a ponta daqui a duas corridas, em caso de dois maus resultados combinados a duas vitórias do companheiro de equipe.

- Não que isso vá acontecer, Button deve confirmar a liderança até o fim do ano, mas uma coisa é expectativa, outra é fato consumado. Da forma atual, a perspectiva de que “pode acontecer” torna o campeonato interessante.

- Próxima etapa na Turquia, pista na qual a Ferrari e – principalmente – Felipe Massa se dão muito bem. Acho que a Brawn vai ter um desafio duro pela frente.

Classificação final - GP de Mônaco 2009

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Positivo e Negativo: Espanha

Positivo: Brawn. Domínio absoluto e irresistível na pista que mostra a real força de cada um no campeonato.

Negativo:
Ferrari, que em breve deve virar hors-concours para esta seção. Erros nos treinos, erros nas corridas. Os italianos ainda sabem fazer carros, vide o grande progresso da F60 com as atualizações aerodinâmicas. Mas sem Jean Todt e Ross Brawn no comando, o time não se entende mais no aspecto esportivo. Até o calado Kimi Raikkonen já anda colocando a boca no trombone.

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Rapidinhas: GP da Espanha

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com todo o delay do mundo, agora sim coloco a casa em ordem dando palpites beeeem atrasados sobre o GP da Espanha. Vamos lá.

- Mais uma vitória incontestável da Brawn, a grande dona da temporada. As equipes com mais dinheiro estão correndo atrás, devem evoluir mais até o final da temporada, mas a vantagem conquistada pela equipe-sensação do campeonato já é bastante expressiva. Diria que, salvo algum fato extraordinário, o título é de Jenson Button. Quatro vitórias em cinco provas é um número considerável.

- A vantagem é tão grande que a Brawn já se dá ao luxo de disputar vitórias entre seus dois carros, permitindo que cada piloto – e seu respectivo engenheiro – adote sua própria estratégia. Barrichello saltou na frente, dominou o início da prova, mas tomou um nó tático de Jenson Button.

- A decisão de modificar a estratégia de três para duas paradas foi acertada e óbvia, até. Com a entrada do Safety Car nas primeiras voltas, a vantagem que stints mais curtos poderiam trazer foi seriamente prejudicada. Inteligente e rápido foi o engenheiro de Button, que mudou o planejamento para apenas duas paradas e deixou Barrichello chupando o dedo. O inglês também foi de imensa competência no longo segundo stint que fez. Foi rápido e constante, ganhando a prova naquele momento.

- Felizmente hoje a transmissão pela TV nos mostra as conversas pelo rádio e evita-se especulações indevidas. Durante toda a corrida ficou bastante claro que Barrichello foi avisado por seu engenheiro da mudança de estratégia do adversário, foi cobrado pelos tempos de volta que deveria fazer para vencer e, se não venceu, foi porque não conseguiu. Fosse em outra época, estariam chovendo especulações infundadas de que “estão prejudicando o brasileirinho”.

- Com a dificuldade habitual em assimilar uma derrota, Barrichello desceu do carro ameaçando até pendurar o capacete caso a equipe o estivesse sacaneando. É claro que não está, assim como também é claro que ele não cumpriria tal ameaça mesmo que estivesse. Mais um discurso infeliz e inócuo do brasileiro que, se quiser ser campeão, terá que torcer para que o companheiro quebre a perna.

- Sensível melhora da Ferrari com o novo pacote aerodinâmico, com uma boa corrida de Felipe Massa. Porém, mais uma vez erros absurdos da equipe comprometeram um bom resultado. A escuderia italiana agora é assim, erra numa corrida e na outra também. Em alguns momentos, várias vezes, como agora na Espanha. Kimi Raikkonen foi vítima de outra burrada fenomenal na classificação, ficou à pé durante a prova com problemas mecânicos e Felipe quase ficou sem combustível, perdendo um quarto lugar que era certo. A Ferrari parece até ser capaz de vencer uma ou outra corrida durante o ano, mas precisará vencer a si própria em primeiro lugar.

- Bela corrida de Mark Webber, que demonstrou competência acima do normal em Barcelona. Quietinho, colocou o companheiro Vettel no bolso. Contou com certa colaboração de Felipe Massa, que segurou o alemão na pista, mas mereceu o terceiro lugar.

- Fernando Alonso foi outro destaque da prova, apesar da lambança na largada. Deu um chega-pra-lá em Rosberg, que jogou Trulli para fora, que voltou para a pista e fez um strike com as duas Toro Rosso e Adrian Sutil. Conseguiu um bom quinto lugar, ultrapassando a lenta Ferrari de Felipe Massa no finalzinho, para delírio da torcida espanhola.

- Já Nelsinho Piquet não fez bobagem, mas também não fez nada de bom. Mais uma corrida no final do pelotão, sem incomodar ninguém senão sua própria equipe.

- BMW melhorou bastante, conseguindo dois importantes pontos com Nick Heidfeld. Um alívio para quem fez uma corrida desastrosa no Bahrein.

- A McLaren parece ter andado para trás novamente. Kovalainen quebrou no começo, Lewis Hamilton não conseguiu fazer nada de mais, terminando a corrida fora da zona de pontos. Corridas em Montmeló tendem a apresentar a posição real de cada equipe no campeonato. E se a posição da McLaren é esta mesmo, é uma péssima notícia para o time dos carros prata.

- Falando em corridas em Montmeló, mais uma modorrenta. Não adianta ficar mexendo em regulamento sem parar, boas corridas se fazem com boas pistas. E o circuito catalão, definitivamente, não proporciona boas corridas.

- Semana que vem, GP de Mônaco, outra pista chatinha. Porém, com os guard-rails muito próximos, surpresas sempre podem acontecer. Uma corrida em Mônaco só é boa conforme os pilotos erram então… que venha uma prova cheia de erros!

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Charge animada: GP da Espanha

Mantova, como sempre, mandando muito bem.

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Charge do Mantovani: GP do Bahrein

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Rapidinhas – GP do Bahrein

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Quatro corridas, três vitórias de Jenson Button. Um campeonato que começa a ganhar contornos até fáceis para a Brawn, quem diria.

- Porém, esta foi a mais difícil vitória do inglês na temporada. Largou em quarto, mas logo na saída atingiu seu objetivo principal, que era ultrapassar Sebastian Vettel, o “pole real” da corrida. Porém, perdeu posição para Lewis Hamilton, o que o manteve em quarto. E aí veio o momento que realmente decidiu a corrida, na opinião que a própria equipe extenou logo após a bandeirada: ao final da volta, forçou e ultrapassou Hamilton, que tinha uma estratégia exatamente igual à sua.

- Não que Hamilton pudesse vencer, a McLaren não se mostrou capaz de tanto apesar da sensível melhora, mas o risco era ficar preso atrás de um carro mais lento por muitas voltas, enquanto as Toyotas fugiam à frente. Equipada com o KERS, ultrapassar uma McLaren não é tarefa fácil. Mas Button foi lá e cumpriu. Dali para frente, foi só seguir a estratégia prevista para vencer.

- Sebastian Vettel acabou sofrendo tudo aquilo que Button temia. Ficou encaixotado atrás de Hamilton, sem conseguir ultrapassar. Depois do primeir pit, ficou preso atrás de Trulli. E aí qualquer possibilidade de vitória foi para o espaço. Mas o segundo lugar veio a premiar aquele que parece ser o único piloto capaz de ameaçar a campanha irretocável de Jenson Button.

- Ao final do campeonato, não duvido que o alemão da Red Bull lamente muito aquele abandono bobo a três voltas do fim em Melbourne…

- Jarno Trulli foi terceiro, aparentemente o máximo que seu equipamento permitia, apesar da pole position. Fez uma boa corrida, bem melhor que seu companheiro Timo Glock que, largando muito leve, disparou como um coelho no começo da corrida para não conseguir nada de produtivo depois.

- Lewis Hamilton não cometeu erros e chegou a um quarto lugar de forma bastante segura. A McLaren evoluiu muito e o inglês vem somando importantes pontos que podem fazer a diferença no final, caso consiga voltar a vencer.

- A corrida de Rubens Barrichello, apesar das insinuações de conspiração advindas da transmissão da TV Globo, me pareceu exatamente dentro dos parâmetros previstos em termos de estratégia. Ainda não ouvi o que o piloto tem a dizer, mas a sensação que fiquei foi que a equipe mudou a estratégia exatamente na primeira parada e não na segunda.

- Barrichello parou uma volta antes de Jenson Button e colocou dois segundos a menos de combustível que o inglês. Além disso, quando voltou para a pista, já voltou em ritmo alucinado, reclamando muito de Nelsinho Piquet, que vinha mais lento disputando a posição. Tamanha indignação de Barrichello só tem explicação pelo fato dele saber que precisava fazer voltas muito rápidas naquele curto stint.

- Em resumo: me parece que Barrichello fez exatamente o que estava previsto, virando muito rápido num stint curto de dez voltas. O brasileiro foi rápido porque estava leve e não “foi levado ao box porque estava rápido”, como insinuou a transmissão da TV. A estratégia só não deu tão certo porque, no terceiro stint, Barrichello não foi tão rápido quanto no anterior. Tivesse conseguido virar no mesmo ritmo, provavelmente chegaria ao fim brigando com Lewis Hamilton pelo quarto lugar, o que encaixaria exatamente nas previsões da equipe.

- Terminou em quinto, o que representa a quarta derrota consecutiva para Jenson Button na briga interna da equipe. Mais do que isso: agora já está a doze pontos do companheiro, caçado de perto por Vettel, um ponto atrás. Salvo algum evento extraordinário nas próximas duas corridas, como um abandono de Button acompanhado de uma vitória, me arrisco a dizer que já não tem mais chances de título. Apenas Vettel vem parecendo capaz de fazer frente ao conjunto Button-Brawn.

- E a Ferrari desencantou com Kimi Raikkonen, finalmente marcando pontos com o sexto lugar. O finlandês fez ótima corrida, com uma destacada largada – saltou de décimo para sexto – e com um ritmo de prova consistente. Tocou Felipe Massa na primeira curva, numa disputa normal de corrida.

- Prejudicado por uma parada extra para trocar o bico, Felipe Massa teve outra prova muito ruim. Mostrou brios ao disputar a curva com Giancarlo Fisichella no final, em busca do 14º lugar. Mas, mesmo assim, foi outra corrida para esquecer.

- Já Nelsinho Piquet fez uma prova decente. Se não foi espetacular ou genial, pelo menos não cometeu o mesmo rol de erros que já vem se tornando habitual. Chegou em décimo, contra o oitavo lugar de Fernando Alonso, mais ou menos o que se espera dele. Se fizesse sempre o que fez hoje, não estaria com o emprego em risco. Mas ainda precisa mostrar mais.

- Desastrosa a corrida da BMW Sauber. Nick Heidfeld e Robert Kubica tiveram problemas na primeira volta, e caíram para o final do pelotão, sem qualquer chance de recuperação. Passaram praticamente toda a corrida em penúltimo e último, onde terminariam. Kubica seria, ainda, vítima do trapalhão Nakajima, com quem se enroscou duas vezes.

- Campeonato de pilotos: Button 31, Barrichello 19, Vettel 18. O GP da Espanha, daqui a duas semanas, vai dar indicativos de como será a fase europeia do campeonato. Mas, se tudo continuar no ritmo atual, aposto numa briga Button x Vettel até o final.

- Entre os construtores, a Brawn humilha: 50 pontos, contra 27,5 de Red Bull e 26,5 de Toyota. E eu que chamava de malucos o que previam a Brawn como favorita ao título… Mordi a língua.

Resultado - GP do Bahrein 2009

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O verdadeiro pole position

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Avaliando os pesos dos carros na classificação, em release divulgado pela FIA hoje pela manhã, fica claro que, se alguém fez um grande treino hoje, este alguém é Sebastian Vettel. O alemãozinho da Red Bull esmerilhou, é um dos carros mais pesados entre os que largam na frente e, mesmo assim, conseguiu a terceira posição no grid. Se conseguir um bom ritmo de corrida nas primeiras voltas e não deixar as Toyotas escaparem, tende a vencer a prova.

Jenson Button é outro que está muito bem na foto. Tem três voltas a menos de combustível que Vettel, mas tem certa vantagem para as Toyotas de Trulli e Glock, os dois mais leves do grid. Olho nele e em Lewis Hamilton, que larga com o mesmo peso do compatriota. A McLaren não é tão confiável quanto a Brawn, mas parece em boa forma para a corrida.

Confira abaixo a relação de pilotos / peso do carro / posição de largada para amanhã.

Piloto Peso (kg) Posição de largada
Robert Kubica 698,6 13º
Nick Heidfeld 696,3 14º
Kazuki Nakajima 680,9 12º
Adrian Sutil 679,0 19º
Heikki Kovalainen 678,5 11º
Sebastien Buemi 678,5 16º
Nelsinho Piquet 677,6 15º
Kimi Raikkonen 671,5 10º
Nico Rosberg 670,5
Sebastien Bourdais 667,5 20º
Felipe Massa 664,5
Sebastian Vettel 659,0
Mark Webber 656,0 18º
Jenson Button 652,5
Lewis Hamilton 652,5
Giancarlo Fisichella 652,0 17º
Fernando Alonso 650,5
Rubens Barrichello 649,0
Jarno Trulli 648,5
Timo Glock 643,0
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Agora é a vez da Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Na temporada da Fórmula 1 de cabeça para baixo, toda equipe tem direito a seu fim de semana de fama. Começou com a Brawn, dominando Austrália e Malásia. A tendência prosseguiu com a Red Bull, que mandou e desmandou na China. Agora, no Bahrein, é a vez da Toyota.

Os japoneses fizeram valer a vantagem de terem treinado milhares de quilômetros no circuito barenita durante a pré-temporada. Mas, logicamente, nem só isso explica o domínio. Afinal, Ferrari e BMW fizeram o mesmo e deram com os burros n’água.

Jarno Trulli e Timo Glock foram perfeitos e conseguiram uma primeira fila bastante importante. Ainda não se tem os pesos de cada carro para a largada, mas, pelo que se viu na pista, não parece ter sido apenas um showzinho para agradar patrocinador. A Toyota vem forte e tende a vencer a corrida amanhã. Se ocorrer, será a terceira diferente equipe a conquistar sua primeira vitória em 2009. Feito igual só aconteceu até hoje em 1977, quando Wolf, Shadow e Ligier subiram ao alto do pódio pela primeira vez.

Às rapidinhas:

- Atrás das Toyotas, segunda fila dos dois pilotos que despontam como protagonistas da temporada: Sebastian Vettel e Jenson Button. Nenhum dos dois pode ser descartado como possível vencedor, mas ainda levo mais fé em Trulli e Glock.

- Na terceira fila, Lewis Hamilton e Rubens Barrichello. A McLaren vem dando visíveis sinais de melhora – Kovalainen sai em 11º -, enquanto o brasileiro da Brawn não vive um bom final de semana. Pela terceira vez em quatro corridas na temporada, larga atrás do companheiro. Porém, provavelmente está mais pesado, o que pode explicar os dois décimos de diferença no tempo da classificação. Algo bastante aceitável.

- Fernando Alonso e Felipe Massa dividem a quarta fila. O espanhol nitidamente vem tirando leite de pedra com o carro da Renault, enquanto Felipe mostra alguma (pequena) evolução na Ferrari. Talvez a oitava posição no grid seja explicada pelo conhecimento prévio do comportamento deste carro no circuito de Sakhir, o que pode significar finalmente uma corrida nos pontos.

- Entre os companheiros, Kimi Raikkonen sai em décimo com a Ferrari, enquanto o cada vez mais avulso Nelsinho Piquet errou ao sair da pista em sua última volta, ficou em último no Q2 e sai em 15º. Pelo menos passou do Q1, vá lá. Mas não deve mais salvar o emprego.

- Williams com Rosberg em nono e Nakajima em 12º. Sem dúvida é o conjunto mais frágil da turma dos difusores de fundo duplo.

- BMW mal, muito mal. Robert Kubica em 13º, Nick Heidfeld em 14º, fogo no carro durante um reabastecimento do polonês… Se a Ferrari deu cinco passos para trás em 2009, a BMW deu uns quatro.

- Adrian Sutil foi uma grata surpresa do treino, marcando o 16º tempo com a Force India. Porém, atrapalhou Mark Webber em sua última volta rápida no Q1 e provavelmente deve levar um gancho. O piloto da Red Bull ficou apenas em 19º, revoltado.

- Último lugar para Sebastian Bourdais, outro que tem seu emprego ameaçado. Seu companheiro, o novato Buemi, foi 17º.

- Palpite para amanhã: dá Trulli, com Button em segundo e Vettel em terceiro. Se o italiano confirmar a vitória, será a sexta corrida consecutiva com vitória do pole position. Desde o GP da China do ano passado, quem larga na frente vence.

- Domingo, a partir das 8h30, comentários infames ao vivo no blog. “Não perquem….”

GP do Bahrein 2009 - Grid de largada

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Charge animada: GP da China

Mantova matando a pau de novo…

Eu só teria feito o final diferente. Colocaria o Nelsinho rodando ao som da tradicional trilha do pião da casa própria.

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Charge do Mantovani: GP da China

Bruno Mantovani, o pai do Enzo, retrata o GP da China de 2009. Detalhe para a chupeta do Vettel… sensacional!

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani


 

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