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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Rabo de baleia

Há uma máxima do mundo corporativo – daquelas que muita gente engole sem ao menos questionar – que diz que “é melhor ser cabeça de sardinha do que rabo de baleia”. Tecla SAP: antes ser dono do próprio nariz a ser apenas uma parte de uma estrutura maior. O aforismo faz algum sentido em determinados casos. Mas, como tudo na vida, não serve de regra para tudo. Que o diga, Bruno Senna.
Cabeça de sardinha no ano passado, na ridícula Hispania, passou por maus bocados e teve boa parte de sua reputação queimada. É lógico que ninguém, em sã consciência, esperaria um grande resultado com aquele arremedo de carro. Mas algumas situações foram bastante constrangedoras, como derrotas internas para pilotos pouco cotados como Karun Chandhok e Sakon Yamamoto. Além disso, o dirigente Colin Kolles tentou afastá-lo do time a partir do GP da Inglaterra. Conseguiu, mas por apenas uma corrida, depois que o brasileiro o ameaçou com um processo judicial.
Dado o péssimo momento, é hora de Bruno Senna recomeçar. E se seu objetivo é mesmo a Fórmula 1, faz mais do que certo em assumir o posto de rabo de baleia da Renault. Será terceiro piloto do time, banco de Vitaly Petrov. À primeira vista, parece humilhação, mas não deve ser encarado assim. Ainda que os testes na F1 estejam rigorosamente limitados, o posto de piloto reserva dá a Bruno Senna uma moeda por demais importante nos bastidores da categoria: presença.
Outra máxima diz que quem não é visto, não é lembrado. E no mundo da Fórmula 1 isso faz todo o sentido. Bruno estará nos paddocks em todas as corridas do campeonato, poderá andar em alguns treinos de sexta-feira e terá contato frequente com pilotos, donos de equipe e empresários. E é nesses momentos que poderá fazer os contatos necessários para voltar a ser titular em algum time minimamente decente.
Bruno vai pilotar pouco, é verdade. Mas vai andar um bocado no paddock e isso é o que importa neste momento. É hora de jogar a rede outra vez, já que a primeira puxada foi um fracasso. A cabeça de sardinha foi engolida, sem piedade, por uma gorda baleia.
Tags: Bruno Senna, Hispania, Renault
9 comentários
Em busca de uma identidade

Em 1981, Ted Toleman e Alex Hawkridge traziam à Fórmula 1 a Toleman Team, equipe nascida quatro anos antes nas bases do automobilismo inglês, Fórmula Ford 2000 e Fórmula 2. Cinco anos depois, o time mudava de mãos, sendo comprado pela griffe de roupas italiana Benetton.
Foi uma estratégia ousada para a época, fazendo com que uma marca de um produto não-relacionado ao automobilismo deixasse de ser apenas patrocinadora para virar dona de equipe. Assim, surgiu um novo conceito de marketing na categoria, de abrangência mundial, que agregava à marca uma série de valores e elevou a Benetton a um novo patamar em seu mercado. A estratégia foi repetida por outras empresas, principalmente japonesas, como a imobiliária Leyton House e a transportadora logística Footwork, mas nenhuma com o mesmo sucesso. Somente a Red Bull, já nos anos 2000, conseguiu êxito similar.
Nos anos Benetton, o time criou uma identidade forte. Era vista como uma equipe simpática, colorida, ousada e despojada. Quando virou um time vencedor, na era Schumacher, um tanto dessas características foram perdidas. A imagem de zebra foi deixada de lado para virar o time a ser batido, e essa ascensão ao mainstream mudou um pouco as coisas por lá. Mas não que isso fosse ruim. Ruim mesmo foi a fase pós-Schumacher, uma ressaca violenta que fez o time colecionar resultados negativos em sequência, culminando na venda para a Renault, em 2000.
A equipe voltou a crescer, principalmente a partir de 2003, com a chegada de Fernando Alonso. A curva ascendente seguiu até o bicampeonato mundial do espanhol, em 2005-2006. A partir daí, no entanto, a queda foi grande. A Toleman-Benetton-Renault foi se apequenando até culminar no escândalo do GP de Cingapura de 2008, um dos capítulos mais baixos da história da Fórmula 1, quando Nelsinho Piquet bateu de propósito no muro para que um Safety Car ajudasse seu companheiro Alonso, que venceu a corrida.
Toda a história só veio à tona um ano depois, e o estrago sobre a imagem da equipe foi devastador. Patrocinadores foram perdidos e a própria Renault resolveu abandonar o barco. Manteve o nome, mas vendeu o controle da empresa para o Genii, um grupo de investimentos luxemburguês. E aí começou a saga da busca por uma identidade.
Em 2010, a tentativa foi de resgatar a Renault Turbo dos anos 70/80. Pintura retrô em amarelo e preto, losango grandão na lateral. Os resultados foram bons com o excelente Robert Kubica, mas não convenceu. Agora, o time captou um patrocínio mandrake da Lotus Cars, pintou o carro de preto e dourado e inventou que seu nome é Lotus. Não convenceu ninguém, nem a FIA, que vem tratando o time como simplesmente Renault.
O carro é bonito e foi lançado hoje. Tem algumas inovações, como um escapamento frontal que ninguém entendeu direito ainda como vai funcionar, mas o Giorgio Piola (que no Brasil global foi reduzido a “o espião da F1″) vai desenhar e aí a gente vai saber. A dupla de pilotos é desequilibrada: um grande (Kubica) e um instável (Vitaly Petrov). Para completar, uma chuva de pilotos reservas, entre eles Bruno Senna e Romain Grosjean.
Dados os bons resultados do ano passado, é de se esperar algum sucesso. Mas Genii, tira essa pintura e essa ideia da cabeça. Todo mundo sabe que teu nome é Valdemar.
Pergunte ao Capelli: 7ª edição
P: A Hispania corre risco de ser a “Andrea Moda” do século 21? C/ o Bruno “Moreno” Senna e o Karun “McCarthy” Chandhok?
R: Já é, eu acho. Só espero que o dono também não seja preso.
P: E quanto a ideia de K ovaleinen querendo acabar com as bandeiras azuis?
R: Foi uma brincadeira dele.
P: Rosberguinho(a) continua andando na frente do Schumacher ou isso não dura até a metade do campeonato?
R: Acho que o duelo vai ser parelho, com vantagem para Schumacher.
P: Afinal, Glock é ruim demais ou amarelou e entregou a posição pro Hamilton em interlagos em 2008?
R: Nem uma coisa, nem outra. Vai andar de pneu para seco desgastado na chuva, para ver.
P: Galvão Bueno, Cleber Machado, Luciano do Valle, ou Teo José?
R: Por increça que parível, eu gosto mais do Cleber Machado.
P: Bia Figueiredo tem futuro na Indy?
R: Tomara que tenha.
P: O problema da Fórmula 1 é aerodinâmica ou excesso de confiabilidade mecânica?
R: Acho que as duas coisas.
P: Capelli, Faltou cameras ou foi posicionamento errado delas na Indy… Pois os caras cortam e depois de LONGOS 5s apareciam os carros no outro trecho…
R: Eu acho que foi problema de posicionamento, mesmo.
P: Jardel com Paulo Nunes, ou só Ronaldinho Gaúcho?
R: Jardel e Paulo Nunes. Eles fizeram história.
P: Ivan, parece idiota, mas descobri que não apenas eu não sei o que ao certo, mas muita gente não sabe. O que é, em termos mais técnicos, um treino de shakedown? É de acerto aerodinâmico!?
R: Shakedown é um treino de poucas voltas, apenas para checar se todos os componentes do carro funcionam.
P: Seu maior sonho?
R: Trabalhar na Malhação.
P: Capelli você já viu o filme: Bobby Deerfield? Aquele que o Al Pacino faz um piloto de Formula 1.
R: Já ouvi falar, mas não vi não.
P: O que o verdadeiro Ivan Capelli anda fazendo na vida?
R: Ele é o Luciano Burti da RAI. Mas sem “em termos de performance” e “ou seja”.
P: Algum palpite pra copa do mundo?
R: Brasil ou Argentina.
P: Capelli, quem foi o culpado pela morte do Henry Surtees na F2? A empresa que construiu os carros sem segurança, o Mosley que criou uma categoria barata ou o próprio Surtees?
R: Foi uma terrível fatalidade. Não acho que tenha havido culpados.
P: Capelli, qual foi a maior numeração usada para um carro da F1?
R: Houve um GP da Alemanha nos anos 50 no qual todos os carros inscritos correram com números acima de 100.
P: Tens escutado o quê de bom essa semana? ;D (spring2me.com) by alviis
R: Ademir do Arari, com Forrozinho. “eu vou aqui, vou acolá…”
P: Li não me lembro onde que a pole que o Vittorio Brambilla obteve no GP da Suécia de 75 foi conseguida por trapaça da equipe dele — balançaram um objeto na frente do olho eletrônico e foi registrado um tempo menor que o real. Isso é verdade ou lenda? by JCCyC
R: Não conheço essa história, mas é boa.
P: Olá, Capelli, já que você se referiu ao acidente da largada do GP da Bélgica/98 como sendo o mais espantoso, pergunto: o que aconteceu depois do acidente? Relargada com os carros reservas, ou a corrida foi para o vinagre? Grande abraço.
R: Relargada com carros reservas, mas sem vários pilotos. As equipes tinham só 1 carro reserva e muitas perderam os dois carros no acidente.
R: Eu acho que vai.
P: Vc acha q o Jonas deveria parar com aquelas requebradas após os gols?
R: Todo juiz tem o dever moral de anular o gol depois que ele faz essa dança ridícula.
P: Capelli, ja houve uma temporada inteira sem corrida com chuva? Hoje em dia é obrigatorio que as equipes tenham 2 carros? Não podem existir equipes com 1 carro só?
R: Sim e sim. Em 1987, por exemplo, não choveu.
P: O sr. acha que realmente vai acontecer a apresentação do trio Vanessa Camargo, Ivete Sangalo e Mara Maravilha no SuperBowl 2.011 e o mundo vai se render novamente ao telecoteco e balacobaco desse povo tão inzoneiro?
R: Se isso acontecer, jogam uma bomba atômica no Brasil. E a gente nem vai poder reclamar, porque vai ser merecido.
P: Caro Capelli… era a mulher de o Nigel Mansell a mulher mais feia do mundo mesma?… Raimundo desde Chile.
R: Na época, era. Hoje, o título é da mulher do Webber.
P: Voltando aos números. Pq Senna usou o 8 em 1993, já q, além de ser o primeiro piloto, estava na McLaren antes do Andretti?
R: Porque até o primeiro treino para o GP da África do Sul a presença de Senna ainda não estava garantida.
P: Capelli, quando foi que se iniciou a numeração fixa de carros por temporada? Foi em 1974? Por quê? E qual era o critério para numerar os carros antes disso?
R: Foi em 1974. Antes disso, a numeração era distribuída pela organização de cada GP, cada uma com seus critérios, que podiam ser os mais absurdos possíveis.
P: Capelli, estava conversando com uns amigos numa roda de canastra e surgiu uma curiosidade: Jacques Villeneuve foi o único campeão mundial de F1 “quatro-olhos” ou houve outro coelho caolho bom de braço? (fora o Paul Tracy).
R: Realmente não lembro de outro campeão de óculos.
P: Das equipes que permanecem na Fórmula 1 (não vale a Lotus), qual é a que está há mais tempo sem vencer? by nildojr
R: A Williams, sem vitórias desde 2004.
P: Na F1 atual sabemos que somente pilotos de luxo tem chance de ingressarem em uma equipe (à-la Piquet Jr), não acha que se a FIA colocasse um programa para jovens pilotos (sem grana) não iriam aparecer grandes talentos? Nunca ouvi falar de piloto pobre na F1.
R: Automobilismo é um esporte de ricos. Ninguém começa a correr de kart se não tem grana.
P: Capelli, quando acabou a luz verde de Largada de começou o ciclo de 5 vermelhas?
R: Em 1996. A última corrida com luz verde foi o GP da Austrália de 1995. E a primeira com a sequência de luzes foi também o GP da Austrália, em 1996.
P: Capelli, qual das “famílias” teve melhor desempenho na F1: Villeneuve ou Hill? Por quê?
R: Hill. Os dois membros do clã foram campeões.
P: É realmente verdade essa história de que Ayrton Senna teria um contrato firmado com a Ferrari pra 1996?
R: Assinado, não. Mas um acordo verbal, sim.
P: É verdade que muitos acharam que, no tricampeonato do Piquet em 1987, muitos acharam que o campeão foi insatisfatório? O que vc acha disso?
R: Piquet mereceu, foi regular para caramba naquela temporada. No duelo mano-a-mano, Mansell foi muito melhor que ele. Mas não fez os pontos necessários, fez besteiras… dançou.
P: Por que estão chamando o pessoal da Stefan GP de “piratas”? É alguma piada interna do Grande Prêmio ou os sérvios não são gente séria mesmo?
R: Eles são sérios, sim. O termo “piratas” é pelo fato de eles quererem entrar na F1 mesmo sem autorização.
P: Qual das novatas fecha as portas primeiro? E qual das equipes preteridas pela FIA tinha melhor condições de fazer um bom trabalho?
R: Eu acho que a Hispania dança rapidinho. Das preteridas, creio que a Prodrive era a mais estruturada. Mas cometeu o pecado de não querer os motores Cosworth.
P: Qual foi o acidente mais chocante que você ja viu? by Renanvelocidade
R: Ao vivo pela TV, o de Jeff Krosnoff, na Indy.
P: Algum carro de F1 já utilizou câmbio automático? by jeff strife
R: Em 1992 e 1993, alguns câmbios tinham programação automática para determinados pontos da pista. Mas nunca um câmbio totalmente automático.
P: O que vc acha do Barrichello defender o sistema 18-25-15-12-10-8-6-4-2-1 de pontuação na F1?
R: Sacanagem…
R: Gosto muito da Lotus, pela pintura; e da McLaren, pelo design.
P: Capelli, vi em uma revista antiga uma foto do March do Gugelmin pintado de verde e com motor aparecendo, já o carro de seu xará Ivan Capelli, era azul claro e com carenagem sobre o motor, em que ano isso ocorreu? E esse carro competiu mesmo?
R: Foi em 1988, e a diferença de cor se dá por causa da luz, ou da impressão da revista. O carro era um verde-água. O fato de ir para a pisat sem a carenagem sobre o motor era para evitar superaquecimento em dias muito quentes.
P: Vc achou o título do Senna em 1988 injusto? Afinal, foi o Prost que fez mais pontos. by heitormontes
R: Mas Senna teve mais vitórias. De mais a mais, o regulamento previa descartes e Senna foi campeão com justiça.
P: O Flávio Gomes e o Tiago Leifert são parentes? by eduardogeorge
R: Não, mas desconfio que se alimentam da mesma coisa.
P: Capelli, esta pergunta é longa. Eu como português lhe pergunto? O que achou do Pedro Chaves, Pedro Lamy e Tiago Monteiro, e agora mais recentemente, que acha do Álvaro Parente e Félix da Costa?
R: O Chaves não pôde fazer nada na F1. O Lamy tinha talento, mas sofreu um acidente grave logo na primeira temporada completa e perdeu o bonde. Tiago Monteiro era um piloto correto, não “vagaroso” como o sacaneavam por causa do sobrenome. O Parente eu já achei melhor, acho que é outro que perdeu o rumo. O Félix da Costa eu não conheço.
P: Já houve algum piloto gaucho na F1 ? by jonnyd801
R: Não. O mais perto foi Mauricio Gugelmin, que nasceu em Santa Catarina. Mas parece que o Nico Rosberg quer se naturalizar.
P: Capelli, em 1993 a Williams livrou-se dos números 5 e 6 e passou a usar os números 0 e 2. A McLaren deveria ter herdado os números da Williams, mas quem os herdou foi a Benetton, tendo a McLaren corrido com os números 7 e 8. Por que isso aconteceu? by brunopacheco
R: Até hoje não sei.
P: Alguma mulher já participou da Fórmula 1 como pilota?
R: Sim, Lella Lombardi chegou até a marcar ponto. Meio ponto, coitada.
P: Capelli, vendo Virgin e Lotus eu pergunto: qual foi a equipe (e ano) que você viu andar o mais atrás do resto do pelotão na sua vida de F1? by Reitano
R: A Coloni de 1988 era uma desgraça. A Andrea Moda em 1992, também.
P: E dentre os seguintes pilotos? (Glock, Di Grassi, Trulli, Kovalainen, Chandhok, Senna e quiçá Nakajima e Villeneuve), qual deles vai ser o “Mais” mosca-morta da temporada? (juntando carro lento + má performance) by Reitano
R: O Chandhok, coitado.
P: Capelli, quando o chaveiro da McLaren que você ganhou poderá ser meu?
R: Quando você comprar um.
P: Schumacher cumprirá o contrato de 3 anos?
R: Eu acho que sim. A menos que seja pouco competitivo este ano.
P: Capelli, sempre gostei em especial do circuito de Estoril, e acredito que o mesmo faz falta na F1. Você tem o mesmo pensamento?
R: Tenho. Gostava das corridas que aconteciam lá. Não sei como seria agora, já que avacalharam com a pista desde que inventaram aquela chicane em 1994.
P: Quem vc acha q vai ser a pior equipe da temporada? HRT, Virgin ou Lotus?
R: Hispania, disparada.
P: Quem é mais piloto? Robert Kubica ou Nico Rosberg?
R: Gosto mais do estilo do Kubica.
P: Salve, Capelli. A partir de quando a técnica de ‘ziguezaguear’ pela pista para o aquecer os pneus foi ‘adotada’ ? Algum piloto pioneiro ? Vendo os vídeos da década de 80 e 90, das voltas de apresentação inclusive, não havia esse ritual. Abraços, Ra
R: Havia sim… desde o começo dos anos 80. De 2000 e poucos para cá é que começaram os zigue-zagues mais inusitados, com Alonso e Montoya. O colombiano chegou a rodar por isso na Austrália. Acho que Alonso também já perdeu o controle uma vez.
P: Capelli, qual foi a ultrapassagem na F1 que mais te marcou? Não precisa ser a mais bonita, mas foi aquela em que você mais comemorou, mais se empolgou.
R: A de Piquet sobre o Senna na Hungria eu não assisti ao vivo, então não vou considerar. Acho que foi quando o Senna passou o Prost no Japão em 1988. Assistia a corrida com a minha irmã, ela saiu do quarto bem na hora e eu fiquei berrando, narrando o que acontecia à distância para ela.
P: Capelli. Falando sério, pq Ivan Capelli (sem a viadagem de q era bonito e blá blá blá). De onde surgiu isso?
R: Quando me cadastrei no Fórum Downforce, resolvi inventar um nickname. Tinha um livro na minha mesa com uma foto do Capelli aberta. Achei o nome sonoro e bateu uma certa identificação pelo fato de eu ser descendente de italianos. O apelido acabou pegando e agora virei Capelli mesmo.
P: Se você tivesse a oportunidade de pilotar qualquer carro da história da F1, qual escolheria?
R: A Williams de 1992.
P: Capelli, tem alguma chance de circuíto francês de Paul Ricard voltar à F1?
R: Não. A administração de Paul Ricard transformou-o num circuito exclusivamente destinado a testes.
P: Você acha que vencer campeonato com menos vitória que o vice é competência ou “comodismo”? by Miagi
R: Competência.
P: Capelli, se um pato perde a pata ele fica manco ou viúvo?
R: Manco, porque patos não são monogâmicos.
P: Capelli,assiste algum seriado?
R: Sim. Gosto principalmente de House, Lost e Dexter.
P: Dourado ou Serginho?
R: Dougado.
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Para enviar a sua pergunta, preencha o formulário em www.formspring.me/ivancapelli e aguarde a resposta. Lá eu respondo quase tudo, no blog só entram algumas selecionadas.
Tags: Bruno Senna, Fernando Alonso, Hispania, Lotus, McLaren
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Devagar com o andor
A Hispania se arrastou no Bahrein. E tal qual outras chicanes ambulantes históricas, como Forti, EuroBrun ou Andrea Moda, torna-se óbvio que quem está sentado nesses carros está lascado. E, por uma coincidência infeliz, quem está a bordo de um deles é um piloto brasileiro que vive cercado de expectativas: Bruno Senna.
O problema é que não dá para esperar nada dele em 2010. É sua primeira temporada na Fórmula 1, é uma equipe que há até uma semana se achava que nem sequer correria, que finalizou os carros a toque de caixa para embarcá-los ao Bahrein. A quilometragem da Hispania na pré-temporada foi zero. E a equipe nunca tinha construído um carro de F1 na vida, ainda que o projeto tenha sido terceirizado com a Dallara, fábrica que já produziu carros da categoria. Mas o último há dezoito anos.
O carro é cerca de dez segundos mais lento que os mais rápidos. E ainda perde de dois segundos para os mais lentos, Virgin e Lotus. Corre em praticamente em uma categoria própria, devagar e sempre. Bruno Senna não tem chance alguma e os mais atentos ao automobilismo já sabem disso. Mas, mesmo assim, expectativas são criadas de todos os lados.
O Banco Cruzeiro do Sul, que patrocina o piloto, encomendou junto a Eduardo Souto Neto, autor do “Tema da Vitória” da Rede Globo, uma música especialmente para Bruno Senna. Pergunto: música para quê? Para comemorar que ele completou vinte voltas? Ou que chegou em 15º? Nas transmissões pela televisão, Galvão Bueno instigava os telespectadores: “Bruno Senna! Arrepiou ao ver este nome na tela?”. E a própria mãe de Bruno, Viviane Senna, andou traçando comparações infelizes entre ele e seu tio tricampeão:
Para começo de conversa, comparar a Hispania com a Toleman só pode ser piada. A equipe inglesa já tinha uma boa estrutura, três anos de experiência na categoria e vinha de resultados consistentes no final da temporada de 1983, com Derek Warwick chegando entre os seis primeiros nas últimas quatro corridas. Um ano antes, o piloto inglês já tinha andado em segundo lugar no GP da Inglaterra. Nem de longe era uma equipe “péssima”, era sim um time em ascensão. E, para piorar, o carro não era nenhuma “carroça”. O anuário daquela temporada, do jornalista português Francisco Santos, elege o Toleman TG184 como “o melhor chassi do ano”. E ainda sublinha, a respeito da grande temporada de estreia Ayrton:“Quando Ayrton estreou, com a Toleman, a equipe era péssima; o carro, horrível e pesado, parecia uma carroça.”
“Nem todo o talento do mundo faz um carro de Fórmula 1 obter resultados se este não tem um mínimo de potencial.”
Talvez Viviane tenha passado a acreditar na imagem mítica de Ayrton Senna, que era capaz de ganhar até com um carro calçado com pneus de madeira. Menos, bem menos. Além disso, nivelar as equipes para comparar a temporada de estreia dos dois só traz uma pressão desnecessária a Bruno. Ou será que alguém espera um show na chuva ou uma quase-vitória em Mônaco?
O fato é que Bruno Senna é apenas um jovem de 26 anos que está iniciando sua carreira. Não foi campeão de categoria alguma de base, mas conquistou vitórias importantes na GP2, passo anterior à F1. Começou tarde, mas demonstra uma facilidade de adaptação e uma grande rapidez no aprendizado. Semelhança com Ayrton Senna, apenas no sobrenome, no físico e nas cores do capacete. Compará-lo com o tio ou procurar semelhanças em suas trajetórias beira a crueldade. Deixem o garoto em paz.
Fica apenas a torcida para que, a bordo de uma – essa sim – carroça, ele não comprometa sua carreira. E que possa receber atenção por ser ele mesmo, não por ser sobrinho de campeão. E que também não se torne uma espécie de Roberto Moreno, excelente piloto que é lembrado apenas pela compaixão da torcida por causa das frias em que entrou.
Nostalgia como tábua de salvação
Um grande nome retornou oficialmente à Fórmula 1. A Lotus, lendária equipe de Colin Chapman, reencarnou na Ásia 15 anos depois de fechar suas portas. O carro exibido semana passada por seu novo dono, o malaio Tony Fernandes, ostenta o belo verde clássico do automobilismo inglês – o British Green – com detalhes em amarelo que remetem às vitórias de Jim Clark nos anos 60. Uma lembrança que tocaria o coração dos fãs do automobilismo, não fosse o tom farsesco de uma nostalgia barata.
A máxima Marxista de que “a história se repete como farsa” se aplica diretamente à atual realidade de uma Fórmula 1 que acabou no ano passado. A temporada que se apresenta em 2010 possui três grandes características notáveis: o fim da segunda era das montadoras, a crise econômica que se reflete em carros com poucos patrocínios e um ar nostálgico no posicionamento dos times, seja na pintura, no discurso ou na escolha do nome ou dos pilotos.
Ao cabo de disputas políticas, a Fórmula 1 rachou entre 2008 e 2009. FIA e montadoras entraram em pé de guerra e o ex-presidente Max Mosley fez questão de mostrar quem mandava ao aprovar o polêmico difusor de fundo duplo de Brawn, Toyota e Williams no ano passado (quando já havia vetado tal solução a outras montadoras, pouco antes). A decisão, puramente política e de caráter nada técnico, derrubou os projetos das grandes montadoras, que gastaram boa parte de seu tempo e orçamento trabalhando no KERS, discutível e caríssimo recurso “inventado” justamente por Mosley. Enquanto Ferrari, McLaren e Renault se viam às voltas com o trambolho de recuperação de energia cinética, os “queridinhos da FIA” ganhavam corridas. A McLaren ainda conseguiu fazer o KERS funcionar de maneira eficiente do meio para o fim da temporada, mas aí a Inês já estava morta. Brawn e Red Bull foram as estrelas do campeonato e subverteram a ordem da Fórmula 1. Não por coincidência, o KERS foi abandonado para 2010. Um fiasco total.
Em meio a tudo isso, as equipes articulavam um racha e tentavam derrubar Mosley. Conseguiram, mas colocaram Jean Todt no poder, alguém com a bênção do ex-dirigente. A FIA mudou não mudando e a F1 se viu em uma das maiores crises de sua história. Num terreno instável, Toyota e BMW seguiram o rumo da Honda em 2009 e abandonaram a categoria. A Renault vendeu o controle de sua equipe para o grupo Genii e o fato é que 7 das 13 equipes inscritas para a temporada de 2010 – mais da metade, portanto – ou são novatas ou trocaram de donos nesta pré-temporada. Dos 10 times que correram em 2009, apenas seis continuam existindo como eram: McLaren, Red Bull, Ferrari, Williams, Force India e Toro Rosso. E se levarmos em conta que apenas três delas possuem uma história de mais de cinco anos, sendo que a McLaren passa por uma fase de transição depois que a Mercedes comprou a Brawn, o cenário fica ainda mais claro: a F1, como um dia conhecemos, acabou.
E é nessa fase de reconstrução geral que a categoria tenta se sustentar usando a nostalgia como carro-chefe. A Lotus volta com seu lindo carro verde, a Renault recorre ao preto e amarelo de suas origens, a tradicional Mercedes traz de volta um passado recente contratando Michael Schumacher, enquanto que a novata Campos se apega ao sobrenome Senna para ganhar algum tipo de identidade. A nostalgia nem sempre é ruim, principalmente se considerarmos as contratações de Schumacher e Bruno Senna. Mas chega a ser aviltante que a Renault se recubra novamente de suas cores originais justamente em um momento no qual menos tem participação na equipe. No caso da Lotus, nem se fala: a única coisa em comum com a histórica equipe é o nome e a escolha de cores. Nada mais resta com relação ao time original.Fases de transição são mesmo difíceis e não condeno as equipes por tal apelo farsesco. A história é uma das poucas coisas que restam quando não se tem nada melhor para oferecer. O único problema é que se trata de uma estratégia que não dura muito tempo. Caso a Fórmula 1 não se estabilize num futuro próximo, corre o risco de ter sua identidade definitivamente extinta, virando apenas um circo de aventureiros, milionários excêntricos e dirigentes arrogantes.
Pergunte ao Capelli: 3ª edição
P: Vc acha q, caso Senna saísse vivo de Ímola, mesmo com 0 x 30 no placar, conseguiria tirar o título de Schumacher? by carloztavares
R: Acho que sim, era começo de campeonato… seria difícil, mas não impossível.
P: Capelli, não seria mais bacana pro espetáculo da F1 se além de banir o reabastecimento fosse instituído um Bikini Car Wash obrigatório em todos os pit stops?
R: Sim. O problema é que o Nico ia ficar com nojinho.
P: A Lotus vai vir com aquela pintura toda colorida ou vai amarelar? by edimervaldo
R: Parece que vem british green.
P: O que acha de ponto extra para uma pole? Sera que seria legal um campeonato sendo decidido por uma pole?
R: Acho que não. A pole já tem seu valor, que é largar na frente. Não acho que o treino de classificação deva influenciar diretamente no resultado de um campeonato.
P: Capelli, você assiste Chaves e Chapolin ? E também é mais fácil o Zina ir para o chilindro ou o Bruno Senna ganhar com a Campos?
R: Sim, assisto. Mais fácil o Zina voltar. Pepe, a vela.
P: Olá Capelli. Após o escândalo de Cingapura, falou-se muito do Safety Car, inclusive que ele não fazia parte da F1 na época de N Piquet. A partir de que ano o Safety Car passou a ser usado na F1 e quais marcas/modelos de já foram usados para essa função?
R: O SC foi introduzido oficialmente em 1993. Mas antes ele apareceu em algumas corridas com regulamento específico, como Canadá/1973. Marcas e modelos foram vários, no começo dependia da organização da corrida.
P: Capelli, tirando aquela ultrapassagem do Piquet sobre o Senna, qual a mais emocionante que você já viu na F-1 moderna?
R: Aquela briga do Massa com o Kubica em Fuji foi algo…
P: Para se manter em forma, o Nico corre ou só caminha?
R: Ele faz marcha atlética.
P: Capelli, pergunta de Portugal, o que achava do Pedro Lamy e Tiago Monteiro? Acha que este ultimo é um dos piores que já passou pela F1, nos últimos 10 anos?
R: Claro que não. Tiago era bastante regular e fez uma bela corrida na Bélgica. Pedro Lamy também era um bom piloto.
P: Capelli, você já viu algum F1 mais feio que o Williams-Prestobarba de 2.004? Será que farão algo semelhante, apenas para o pessoal esculachar o Rubens Barrichello?
R: Tem coisa pior, sim… A Ligier bule-de-chá, por exemplo, me dá medo.
P: Capelli, tenho uma dúvida que me acompanha há muito tempo e nunca tive a resposta. Por que entre 1980 e 1982, vários carros como Williams e Brabham não usavam asas diateiras, o carro tinha somente o bico, sem os spoilers laterais. Obrigado
R: Porque eram carros-asa. A forma de cunha do assoalho já “prendia” o carro ao chão, tornando desnecessário o uso de asas dianteiras em determinados circuitos.
P: Capelli, qual a sua opinião sobre a temporada de 2007. O Hamilton bateu Alonso (ficaram empatados em nº de pontos) por mérito próprio ou você acredita que a McLaren puxou a sardinha pro Hamilton, afinal Alonso não tinha nenhum Papa Alonso por perto?
R: Eu acho que os dois tiveram uma igualdade de condições que Alonso não esperava. E, na reta final, a equipe puxou a sardinha para o Hamilton, sim. Tanto que Ron Dennis se entregou dizendo na China que “corríamos contra Alonso, não contra a Ferrari”.
P: Capelli, vc não acha que carro bigorna mesmo foi o Lotus 72? Aquela entrada de ar do motor é uma verdadeira bigorna vista de lado, de cima, de qualquer lado. Concorda?
R: Concordo. Os atuais lembram mais barbatana de tubarão mesmo, mas eu acho o nome “bigorna” mais engraçado.
P: Capelli, alguma equipe de F-1 já alinhou mais de dois carros no grid?
R: Sim… a última foi a Renault, em 1985, que colocou três carros no GP da Europa. Warwick, Tambay e Streiff.
P: Por que a Rádio GP nunca mais foi ao ar?
R: Porque o meu ego e o do Victor não cabiam mais no arquivo mp3.
P: Quais são os 3 melhores pilotos de F1 que mandam bem na chuva, que vc viu correr??Poderia me indicar o 1,2 e 3??
R: Senna, Schumacher e Barrichello.
P: Por favor, cite casos em que o piloto cruzou a linha de chegada com o carro destruido (só lembro do christian fittipaldi naquele clássico momento em que cruzou voando). algum piloto já venceu desse modo?
R: O Vittorio Brambilla cruzou a linha de chegada do GP da Áustria de 1975, sua única vitória na F1, de lado e depois bateu na mureta. Tem vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=6a4mbwhuJfI .
P: Qual o seu nome de batismo? by ozferreira
R: Sou pagão.
P: Sem reabastecimento voltaremos a ver corridas como as do passado, em que o primeiro terminava 137 R: voltas a frente do ultimo, 130 a frente do penultimo e tudo mais?
Acho que pode acontecer, mas não por causa da mudança de regulamento, e sim pelo abismo entre as grandes equipes e as novatas sem estrutura.
P: Que vantagem a Marlboro leva na Ferrari com seu logo sempre censurado nos GPs?
R: Uma espécie de propaganda subliminar. Ela não aparece, mas todo mundo sabe que está lá.
P: Me cite, de bate-pronto, as 5 melhores corridas de F1 que vierem em sua cabeça agora. by DUDUBALDAO
R: Gosto de corridas doidas. Então: Brasil/2003, Mônaco/1996, Luxemburgo/1999, Canadá/1989 e Japão/1988.
P: Quem foi melhor: Alain Prost ou Nelson Piquet?
R: Eu acho que o Prost. Por um nariz.
P: Duas Perguntas. A partir de que ano passou a ser utilizada as borboletas no lugar do antiga câmbio e os freios da Fórmula 1 são tudo ou nada, ou tem como controlar quanto você quer freiar, como no acelerador?
R: A primeira equipe a usar foi a Ferrari, em 1989. E ganhou a corrida de estreia do novo câmbio, no Brasil, com Mansell. Sobre os freios, me parecem que são progressivos sim.
P: Imagina o seguinte: Schumacher começa com tudo, pole e vitória nas duas primeiras etapas. Quais pilotos da temporada 2010 rachariam a curva na raça com Schumacher na terceira etapa?
R: Todos os que tiverem bolas.
P: Uma pergunta que creio que ninguém lhe fez Capelli. Qual é o seu nome verdadeiro Capelli? E nada de dizer que é Ivan Capelli. E se disser “Ivan Capelli” só acredito com scanner do RG.
R: Já disse… meu nome é Pepson.
P: Vale a pena comprar “O Boto do Reno” do FG?
R: Sim, eu tenho uma mesa bamba e o boto foi a melhor solução que achei.
P: Vamos combinar. Qual a frequencia desta bagaça aqui?
R: 2580MHz, 49 metros.
—–
Para enviar a sua pergunta, preencha o formulário em www.formspring.me/ivancapelli e aguarde a resposta. Lá eu respondo quase tudo, no blog só entram algumas selecionadas.
Pilotoons animado: GP da Inglaterra
Mais uma das peripécias de Bruno Mantovani…
Não sei o que ficou mais divertido. Estou em dúvida entre o Baby Vettel e o Bruno Senna na geladeira. Genial!
Pilotos brasileiros aderem ao Twitter

De forma rápida e inesperada, que não sei onde começou e nem onde vai terminar, diversos pilotos brasileiros resolveram entrar no Twitter para estreitar seus relacionamentos com fãs, jornalistas e curiosos. Dentre os que estão nas principais categorias do automobilismo mundial, destacam-se Helio Castroneves, Tony Kanaan, Mario Moraes, Lucas di Grassi, Bruno Senna e Nelsinho Piquet.
O filho de Nelson Piquet, principalmente, surpreende pela forma hábil com que usa a ferramenta. Enquanto a maioria prefere um certo distanciamento, publicando apenas algumas fotos e breves comentários sobre seu dia-a-dia, geralmente em inglês, Nelsinho fala de forma aberta, responde a todos em inglês e português e cria uma interessante rede de contatos com o público. Uma postura bastante contrastante com o distanciamento característico da F1. Não por menos, ele é o primeiro piloto da categoria a entrar no Twitter.
Bruno Senna é outro que inovou enviando twits direto dos boxes durante sua participação nas 24 Horas de Le Mans, no último final de semana.
Vale a pena conferir. Você pode acompanhar o Twitter de cada um deles clicando nos links abaixo.
- Nelson Angelo Piquet
- Bruno Senna
- Lucas di Grassi
- Helio Castroneves
- Tony Kanaan
- Mario Moraes
E para ver o que o desorientado do Capelli anda fazendo por lá, é só clicar aqui.
Últimos movimentos

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull
Oficialmente, até ontem a Fórmula 1 só tinha uma vaga em aberto, a de companheiro de Sebastien Buemi na Toro Rosso. E hoje ela se fechou, com a equipe anunciando a permanência de Sebastien Bourdais. Ao que parece, não há mais vagas para a temporada 2009, que deve começar com apenas 18 carros no grid. Mas… será mesmo?
Creio que não. Analisando os movimentos de bastidor, tudo aponta em outra direção. Bernie Ecclestone já usou a imprensa para dizer que 18 carros é um absurdo e que a categoria terá 20 participantes em Melbourne, nem que para isso ele tenha que obrigar McLaren e Ferrari a alinhar um terceiro carro. Bruno Senna abriu mão de sua vaga na iSport para disputar a GP2 alegando que vai dar prioridade à Fórmula 1. Surgiria o brasileiro numa terceira McLaren ou numa Ferrari? Lógico que não.
Bruno sempre teve uma carreira muito bem gerenciada e sabe que, tendo iniciado tarde no automobilismo, perder mais um ano poderia ser fatal para suas pretensões. Ele precisa correr. Na conjuntura atual, ser piloto de testes na Fórmula 1 de nada servirá, pois praticamente não vai andar. Se rompeu seu acordo com a iSport, é porque sabe que vai correr.
E é aqui que entra o meu palpite. Bernie Ecclestone bancará a permanência da ex-Honda na Fórmula 1, que deverá ter Jenson Button e Bruno Senna ao volante. Vale lembrar que a fábrica em Brackley continua operando e que a Honda deixou verba para que a equipe pudesse iniciar o campeonato. Apenas depois da estreia é que ela precisará de um novo aporte financeiro. Mesmo com a crise, Bruno Senna chega à categoria apoiado por patrocinadores do peso como Embratel e Banco Santander. A Petrobras, com planos de lançar uma gasolina de nome “Senna”, pode participar da operação também. A menos que a crise financeira a obrigue a desistir do plano.
De toda forma, ainda há uma peça solta no quebra-cabeça, o tal terceiro carro. E é aí que entra a astúcia de Bernie Ecclestone. Ele tem total interesse em manter a categoria com 20 carros, mas faltam motores para a Honda. Com a ameaça do terceiro carro, ele tem maior poder de barganha com McLaren ou Ferrari. Afinal o que sairá mais barato para uma das equipes: colocar um terceiro carro para correr ou ceder motores a baixo custo para uma terceira equipe?
Em março, Bruno Senna e Jenson Button devem desembarcar em Melbourne para disputar o GP com um carro de motor Ferrari ou Mercedes. E a F1 deverá continuar com 10 equipes, porque assim o onipotente e onipresente Ecclestone deseja.
Imagens de Montmeló
O começo dos testes de pré-temporada da Fórmula 1 sempre traz novidades interessantes. E este ano, com mudanças de regulamento, muita coisa diferente anda aparecendo em Montmeló. Assim, fiz um apanhado do que de mais diferente apareceu entre ontem e hoje. As fotos são reproduções do site Adrivo.com.

Com o KERS, agora os carros de F1 podem dar choques, como já experimentou um mecânico da BMW. Por isso, é bom que a Ferrari avise: alta voltagem.

Primeiro reflexo da parceria McLaren-Force India: Pedro de la Rosa no cockpit do carro indiano. Curiosamente, equipado ainda com motores Ferrari. Será que o espanhol aproveitou para descobrir mais algum segredo italiano?

Nico Hulkenberg foi para a pista com a solução inicial da Williams para atender as restrições aerodinâmicas para 2009. Se anda, não sei. Mas é visualmente muito mais bem resolvida do que a…

…BMW Tubarão-martelo. Ou seria limpa-trilhos? Só sei que é o carro mais esquisito do mundo.

Esquisito também é o duto de ar improvisado para o KERS da Ferrari. Certamente não será assim durante a temporada, até porque o comprometimento aerodinâmico da peça deve ser terrível.

Caras novas: Bruno Senna na Honda. Mais de 14 anos depois, o nome Senna volta à Fórmula 1.

O holandês Giedo Van der Garde, também conhecido como “Giga”, andou pela Renault. Giga já foi alvo de disputas entre Super Aguri e Spyker. As duas equipes morreram e o piloto foi parar no time francês. A Renault que se cuide…

E por fim, Sebastien Loeb, pentacampeão do WRC, tirando uma casquinha na Fórmula 1.
Di Grassi – Honda

Foto: Reprodução/Adrivo.com
No “vestibular” da Honda, Lucas di Grassi foi o primeiro a ir para a pista em Montmeló, agora pela manhã. Bruno Senna deve encarar a carroça japonesa somente à tarde.
A vaga, como se sabe, deve ser do sobrinho de Ayrton Senna. Só não o será se o brasileiro for muito mal em seus primeiros contatos com a Fórmula 1.
Ligue os pontos

Foto: Reprodução BrunoSenna.com.br
Observe os curiosos movimentos “isolados” na Fórmula 1.
- Petrobras deixa a Williams torna-se parceira da Honda em 2009;
- Honda anuncia testes com Lucas di Grassi e Bruno Senna, visando um substituto para Rubens Barrichello;
- Lauro Jardim informa, na mais recente edição da revista Veja, que a Petrobras negocia com a família de Ayrton Senna o lançamento da “Gasolina Senna”.
A Petrobras nega que tenha participação na escolha do nome de um dos pilotos da Honda em 2009. Diz que só pode interceder para que seja um brasileiro.
E eu, é lógico, acredito.
Dica do Fernando Piccione.
Tags: Bruno Senna, Honda, Petrobras
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Bruno Senna… estréia?
Bruno Senna será o entrevistado do programa Espaço Aberto, da Globonews, que vai ao ar daqui a pouco, às 21h30.
Curiosa é a chamada feita no site do canal…

Ele já estreou e eu não estou sabendo?
Agradecimento a Lewis F1.
Tags: Bruno Senna
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Vitória de Senna em Mônaco

Não, não voltamos 15 anos no tempo. Bruno Senna venceu hoje cedo a primeira etapa de Mônaco na GP2. E não foi uma vitória casual nem pouco brilhante… pelo contrário. O brasileiro largava em segundo, saltou melhor que Pastor Maldonado, assumiu a ponta e venceu com autoridade. Do jeitinho que seu tio costumava fazer no principado.
O fato é que a vitória tem significados especiais, não só pela forte relação do nome Senna com o GP de Mônaco, mas também pelo quanto ela torna sólido o caminho de Bruno em direção à F1. Só pelo sobrenome, ele já seria naturalmente cotado para estar na categoria. Mas a isso era preciso adicionar resultados. E eles estão aparecendo, com regularidade e em corridas difíceis. Vencer em Mônaco não é para qualquer um.
Certamente, Bruno vai parar na F1 em breve. Se vai fazer bonito, não sei. Mas eu, que não dava um tostão furado pelo garoto há alguns anos, hoje dou o braço a torcer. Ele não é apenas um parente de campeão brincando de automobilismo. É piloto de ponta.
Tags: Bruno Senna, GP de Mônaco, GP2
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Senninha no Bahrein

Confesso que, há alguns meses, não dava um tostão furado por este rapaz. Pois Bruno Senna chegou em quarto hoje na abertura da GP2, no Bahrein. Foi o melhor dos cinco brasileiros na prova.
Amanhã, sai em quinto na segunda corrida. O SporTv apresenta o VT do GP do Bahrein hoje, dizem que às 17h30. Mas só Deus sabe o horário correto.
Tags: Bruno Senna, GP do Bahrein, GP2
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