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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Na decisão por vitórias, 12 títulos trocariam de mãos

Foto: Divulgação/Honda
Nos 59 campeonatos já disputados até hoje na Fórmula 1, 12 deles teriam campeões mundiais diferentes caso o critério de vitórias tivesse sido sempre utilizado para definir o dono da coroa.
Algumas reparações históricas teriam acontecido, como um merecido título mundial para Stirling Moss. Em compensação, Nelson Piquet teria apenas um campeonato em toda a carreira, enquanto Jody Scheckter e Keke Rosberg seriam excluídos do hall de campeões do mundo. Ayrton Senna teria sido tetracampeão, assim como Jim Clark. Nigel Mansell, quem diria, seria tricampeão, e Felipe Massa teria conquistado o título em Interlagos no ano passado.
Curioso observar que a grande maioria das trocas de campeões aconteceria no período entre 1977 e 1989, auge da regra dos descartes na Fórmula 1.
Confira abaixo como ficaria cada campeonato, desde 1950.
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Novo regulamento não deve mudar período de decisão
Ao contrário do que poderia prever o senso comum, o novo regulamento de classificação do Mundial de Pilotos da Fórmula 1, que em 2009 considerará apenas o número de vitórias para definir o campeão, não deve mudar o período de decisão do título mundial. Pelo menos é o que nos mostra a história da categoria, desde 1950.
Aplicando nos campeonatos anteriores os mesmos critérios definidos hoje pelo Conselho Mundial da FIA, 24 títulos teriam sido definidos nas corridas de encerramento de cada temporada. Nos regulamentos antigos, a decisão na prova final aconteceu 26 vezes. Uma mudança estatisticamente desprezível.
Apenas poucos campeonatos teriam seu momento definição alterado. Os títulos de 1955 (Juan Manuel Fangio), 1967 (Dennis Hulme), 1994 (Michael Schumacher), 1996 (Damon Hill), 1997 (Jacques Villeneuve) e 2003 (Michael Schumacher), definidos apenas na corrida final, teriam sido entregues aos campeões por antecipação. Em compensação, os títulos antecipados de 1961 (Phil Hill), 1977 (Niki Lauda), 1979 (Jody Scheckter) e 2005 (Fernando Alonso) teriam sua disputa postergada até a corrida final.
Confira na tabela abaixo, ano a ano, as decisões que o novo regulamento modificaria.
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Regulamento de merda
O título do post é uma citação ao mestre Pandini. Que, desde 2003, ano a ano, repete o mantra: “o regulamento da Fórmula 1 é uma merda”. E a FIA conseguiu, hoje, deixá-lo ainda pior. O Mundial de Pilotos de 2009 será decidido apenas em um critério: vitórias. Sim, não importa se o piloto chegou em segundo, terceiro ou décimo. Só importa a vitória. Conseguiram algo ainda pior que o sistema de medalhas idealizado por Bernie Ecclestone.
De uma forma simplista, o raciocínio é: pra ser campeão, tem que ganhar mais. Quem ganha mais, é o melhor. Então, o título é justo. O problema é que o regulamento “justo” pode gerar enormes injustiças. Um exemplo: se todos os campeonatos até aqui seguissem o mesmo critério, Nelson Piquet nunca teria sido campeão do mundo teria apenas um título mundial, o de 1981. E aí eu pergunto: é justo?
A Fórmula 1 empurrou o pêndulo além do ponto. Foi de um extremo ao outro, sem escalas. Se de 2003 a 2008 os campeonatos privilegiavam praticamente só a regularidade, agora privilegiará unicamente a vitória. Será que esperar um caminho do meio é exigir demais das cabeças dirigentes?
Senti uma lufada de ar fresco quando a FOTA propôs, semana passada, um sistema de pontuação de 12-9-7-5-4-3-2-1. Seria o caminho mais lógico, premiar a vitória e o pódio e gerar um campeonato equilibrado, mas justo. Agora, alguém poderá subir ao pódio em todas as corridas e não ser campeão. Enquanto alguém pode ser irregular ao extremo, vencendo cinco corridas e abandonando 14 e ainda assim levar o caneco.
Uma coisa é inegável: as disputas pela vitória serão mais acirradas. Em compensação, quem vai se arriscar a brigar pelo segundo ou terceiro lugar, se de mais nada vale? O piloto de ponta que tiver um problema no grid de largada e tiver que sair dos boxes dificilmente vencerá. Logo, que estímulo terá para fazer uma arriscada e emocionante corrida de recuperação? Apenas pelo Mundial de Construtores? Numa situação dessas, não seria mais lógico desistir da corrida e poupar o motor para a etapa seguinte?
Escrevam: toda corrida em que alguém disparar na frente se tornará uma merda. Exatamente como a nova pontuação da Fórmula 1.
FIA divulga numeração para 2009
A Federação Internacional de Automobilismo divulgou hoje a numeração dos carros para a temporada 2009 da Fórmula 1. Conforme o esperado, as equipes tiveram seus números distribuídos de acordo com a classificação do Mundial de Construtores da temporada passada, sistema que é utilizado desde 1996.
A lista traz uma “novidade”, por assim dizer. Felipe Massa, vice-campeão de 2008, foi inscrito pela Ferrari com o número 4, contra o 3 de Kimi Raikkonen. Por ter sido mais bem classificado no ano passado, esperava-se que o brasileiro recebesse o número mais baixo. Mas isso também não configura num indício de que o finlandês seja primeiro piloto. Como se sabe, a Ferrari da era pós-Schumacher só define isso na reta final da temporada.
Confira abaixo a lista de entrada de 2009:
1. Lewis Hamilton – McLaren Mercedes
2. Heikki Kovalainen – McLaren Mercedes
3. Kimi Raikkonen – Ferrari
4. Felipe Massa – Ferrari
5. Robert Kubica – BMW Sauber
6. Nick Heidfeld – BMW Sauber
7. Fernando Alonso – Renault
8. Nelsinho Piquet – Renault
9. Jarno Trulli – Toyota
10. Timo Glock – Toyota
11. Sebastien Buemi – Toro Rosso Ferrari
12. A ser anunciado – Toro Rosso Ferrari
14. Mark Webber – Red Bull Renault
15. Sebastian Vettel – Red Bull Renault
16. Nico Rosberg – Williams Toyota
17. Kazuki Nakajima – Williams Toyota
18. A confirmar – Honda*
19. A confirmar – Honda*
20. Adrian Sutil – Force India Mercedes
21. Giancarlo Fisichella – Force India Mercedes
* A Honda só alinhará caso consiga novos donos
Tags: Felipe Massa, Ferrari, FIA, Force India, Honda
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As medalhas do Tio Bernie
O Felipe Maciel enviou um e-mail alertando para uma entrevista de Bernie Ecclestone no site oficial da F1. Nela, o dirigente fala de seus planos de virar a categoria de pernas para o ar, com suas alterações no sistema de pontuação, substituindo os pontos do Mundial de Pilotos por medalhas de ouro, prata e bronze, introduzindo uma contagem como a olímpica para definir o campeão do mundo.
Mas o mais interessante não é a entrevista em si, mas sim a pergunta aos internautas que aparece ao final dela. A F1 quer ouvir a gente: você é a favor ou contra o sistema de medalhas? Clique em um dos botões ao final da entrevista e deixe sua opinião. Não há melhor local para manifestar seu apoio ou veto à iniciativa.
F1 muda não mudando

Foto: Divulgação/Bridgestone
E depois da reunião desta semana em Paris, quando esperava-se um pacotão que mudaria radicalmente a Fórmula 1 daqui pra frente, a comissão formada por equipes e dirigentes decidiu que a categoria vai mudar, mas não mudando.
Explico: embora tenham sido tomadas medidas mais fortes visando cortes de custos, na prática a mais importante delas, que seria o polêmico motor-padrão, acabou não passando. E o resto, é preciso ser dito, não passa de perfumaria. Proibição de testes durante a temporada, por exemplo, parece indicar que quem tiver um carro mal nascido vai se dar mal e não poderá desenvolvê-lo. O mesmo aplica-se à limitação de uso de túnel de vento. Mas seria inocência demais acreditar nisso. As equipes – leia-se montadoras – darão um jeito.
O congelamento de motores imposto ao final de 2006, por exemplo, provou-se uma imensa farsa. Sob o pretexto de “melhorias de durabilidade”, novas especificações de materiais e peças eram enviados para a FIA durante os últimos anos e foram prontamente aceitas. Durante os dois anos de congelamento, os propulsores de Ferrari, BMW e Mercedes evoluíram espantosamente, enquanto Renault e Toyota ficaram para trás. Curiosamente, mesmo com alterações homologadas visando “apenas” durabilidade, os motores Ferrari quebraram diversas vezes nessa temporada. E, não por acaso, a FIA acaba de autorizar uma alteração nos V8 da Renault. E a Velhinha de Taubaté acreditou que os motores estavam de fato congelados…
Não há dúvidas de que a F1 precisa de um corte de custos, mas assim, no canetaço ou num acordo entre engravatados, ele não vai acontecer. Os custos só serão substancialmente reduzidos quando as montadoras resolverem enxugar as torneiras de vez. O que pode mesmo acontecer com a atual crise econômica global. Mas, enquanto houver uma delas ainda disposta a gastar os tubos, as que tiverem fôlego financeiro para tal vão continuar acompanhando.
E enquanto isso, através de uma “pesquisa de mercado”, o público vai decidir se a pontuação atual deve continuar ou se será adotado o sistema de medalhas. Assim como um “novo sistema de classificação”, que ninguém viu até agora, e uma diminuição no tempo das corridas serão postos a júri popular. Mais uma perfumaria que não vai passar.
A medida mais impactante – e surpreendente – de todas é a proibição do reabastecimento em 2010. Por essa ninguém e esperava e, isso sim, mudará a dinâmica das corridas a partir de então. O que será bom.
Para saber tudo o que mudou não mudando, confira esta lista elaborada pelo Becken Lima, no cada dia melhor F1 Around.
Tags: Crise, FIA, Regulamento
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Acabou?

Foto: Divulgação/Honda
A bomba do dia foi apurada inicialmente por Flavio Gomes e Victor Martins, e agora recebe côro de todos os que foram buscar mais informações e sempre a confirmam: a Honda anuncia nesta madrugada que está fora da Fórmula 1.
A notícia surpreende pelo anúncio ser repentino, mas a grande verdade é que, mais dia menos dia, iria acontecer. A Fórmula 1 é uma brincadeira cara demais para quem entra e não dá nenhum resultado. Em tempos de crise então, nem se fala. Montadoras só ficam na categoria para vencer e, se não conseguirem, pulam fora. A Renault, cujo fim já era especulado ano passado, ganhou sobrevida com as vitórias de Alonso em 2008. A Toyota, que conseguiu gastar mais dinheiro e ser tão incompetente quanto a Honda, pode deixar o barco em 2010.
Como Max Mosley já previa há algum tempo, os altos custos estão fazendo com que a Fórmula 1 engula a si própria. Dado o cenário da crise financeira internacional, já começo a achar que a proposta de motores padronizados vai acabar passando. Talvez seja a única maneira de evitar que a categoria entre em colapso, já que forçará uma radical redução de custos.
É algo totalmente contrário à essência da F1? Sem dúvidas. Mas pode ser uma boa solução de emergência para que todos ultrapassem com vida a turbulência da economia mundial. Nos anos 50, na falta de equipamento, a F1 existiu por algumas temporadas com carros de Fórmula 2. Uma aberração, mas que foi importante para consolidar os primeiros anos de existência do campeonato.
Talvez seja a hora de todos abrirem mão do puritanismo em nome da salvação. Parece até discurso religioso, e talvez seja mesmo, caso a saída da Honda se confirme como a primeira trombeta do apocalipse da F1.
Tags: FIA, Honda, Max Mosley
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Simulação: Ferrari 2009

Reprodução Autosport
O amigo Mário, aquele mesmo do “Ultrapassando as Palavras“, envia reprodução da mais recente edição da revista inglesa Autosport, na qual a equipe de arte produz uma simulação de como deve ficar uma Ferrari em 2009, à luz do novo regulamento técnico.
As mudanças mais significativas dizem respeito aos pneus, que agora serão slick, aos apêndices aerodinâmicos que foram proibidos e aos aerofólios dianteiros e traseiros, que possuem nova proporção.
As asas dianteiras terão agora largura de 180cm, contra 140 dos atuais. O resultado disso são asas mais compridas, que não mais se limitarão aos pneus, projetando-se sobre eles. As traseiras, por sua vez, ficam mais estreitas: 75cm, contra os 100 atuais. Além disso, elas ganharão em altura, passando de 80 para 95cm.
Para ver o carro por outros ângulos, clique aqui.
Tags: Ferrari, FIA, Regulamento
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Temporada 2009 terá o início mais tardio em 20 anos
A FIA anunciou ontem o calendário final para a temporada 2009. Como principal surpresa, a antecipação do GP da China, que salta do final para o começo do ano, em abril. Mas chama a atenção a data do GP da Austrália, abertura do campeonato, que acontecerá em 29 de março. Desde 1988, quando o GP do Brasil aconteceu em 3 de abril, a etapa inicial da temporada não acontecia tão tarde.
Porém, como compensação, haverá uma overdose de Fórmula 1 nas primeiras semanas. Quatro corridas acontecem num intervalo de cinco finais de semana, com duas rodadas duplas: Austrália e Malásia, em 29/3 e 5/4, uma semana de descanso e depois China e Bahrein, em 19 e 26/4.
Confira abaixo o calendário completo da temporada 2009:
29/03 – GP da Austrália (Melbourne)
05/04 – GP da Malásia (Sepang)
19/04 – GP da China (Xangai)
26/04 – GP do Bahrein (Sakhir)
10/05 – GP da Espanha (Montmeló)
24/05 – GP de Mônaco (Monte Carlo)
07/06 – GP da Turquia (Istambul)
21/06 – GP da Inglaterra (Silverstone)
12/07 – GP da Alemanha (Nürburgring)
26/07 – GP da Hungria (Hungaroring)
23/08 – GP da Europa (Valência)
30/08 – GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
13/09 – GP da Itália (Monza)
27/09 – GP de Cingapura (Marina Bay)
04/10 – GP do Japão (Suzuka)
18/10 – GP do Brasil (Interlagos)
01/11 – GP de Abu Dhabi (Abu Dhabi)
Tags: Calendário, FIA
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O fim da regra burra
Foi preciso que alguém tirasse proveito de um regulamento mal formulado para que finalmente a FIA decidisse tomar alguma providência.
Hoje, em Fuji, a entidade anunciou que a regra de boxes fechados durante as intervenções do Safety Car será modificada. A partir de 2009, o pit lane permanecerá sempre aberto e, para controlar a velocidade dos carros durante o período em que ainda não alinharam atrás do carro-madrinha, será determinado um limite mínimo de tempo para voltas nesta circunstância.
Como será feito tal controle e se será efetivo ou não, ninguém sabe ainda. Mas, com certeza, manter os boxes abertos acabará com a verdadeira loteria na qual as corridas atuais se transformaram.
Tags: FIA, Regulamento
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Canadá fora do calendário

A FIA divulgou hoje o calendário oficial para o Mundial 2009 de Fórmula 1. E foi com pesar que dei falta do GP do Canadá. A prova canadense deixa a Fórmula 1 para dar lugar a mais uma corrida na Ásia, nas ruas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Uma lástima. O circuito Gilles Villeneuve sempre proporcionou grandes corridas, com um traçado com curvas de alta, curvas de baixa, chicanes e longas retas. Os muros próximos da pista eram uma atração à parte, sempre atraindo algum desavisado. Um traçado que privilegiava o ataque às zebras na forma de condução, rendendo imagens impressionantes nas transmissões.
Além disso, o autódromo de Montreal, localizado na Ilha de Notre Dame, ainda proporcionou momentos históricos. Alguns deles:
* Primeira vitória de Gilles Villeneuve na F1 (1978)
* Intempestivo abandono de Niki Lauda das pistas (1979)
* Título mundial da Alan Jones (1980)
* Primeira briga direta entre os dois pilotos da McLaren em 1988
* Última vitória de Nelson Piquet, com Mansell abandonando na última volta (1991)
* Primeira e única vitória de Jean Alesi (1995)
* Primeira vitória de Lewis Hamilton (2007)
* Primeira vitória de Robert Kubica (2008)
Com a saída do GP do Canadá, pela primeira vez na história um campeonato de Fórmula 1 acontecerá sem uma única etapa a ser disputada na América do Norte. Lamentável.
Ah sim, o calendário:
29/03 – GP da Austrália (Albert Park)
05/04 – GP da Malásia (Sepang)
19/04 – GP do Bahrein (Sakhir)
10/05 – GP da Espanha (Montmeló)
24/05 – GP de Mônaco (Monte Carlo)
07/06 – GP da Turquia (Kurtkoy)
21/06 – GP da Inglaterra (Silverstone)
28/06 – GP da França (Magny-Cours)
12/07 – GP da Alemanha (Nürburgring)
26/07 – GP da Hungria (Hungaroring)
23/08 – GP da Europa (Valência)
30/08 – GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
13/09 – GP da Itália (Monza)
27/09 – GP de Cingapura (Marina Bay)
11/10 – GP do Japão (Suzuka)
18/10 – GP da China (Xangai)
01/11 – GP do Brasil (Interlagos)
15/11 – GP de Abu Dhabi (Abu Dhabi)
Tags: Calendário, FIA, GP do Canadá
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O preço que se paga
Vá ao Google Images. No campo de busca, procure por Max Mosley.
O resultado? Praticamente só se vê fotos de sua orgia com prostitutas, revelada pelo tablóide News Of The World no primeiro semestre. Mais aparece o seu traseiro do que seu rosto propriamente dito.
Mosley processou o jornal, deve receber uma bela indenização, mas o estrago em sua imagem já está feito. E, dada a sua idade, é definitivo.
Tags: FIA, Max Mosley
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Dia "D" para Max Mosley

Amanhã, terça-feira, Max Mosley enfrenta o senado da FIA em Assembléia Geral que decidirá o seu futuro. Diversas federações e automóveis-clube pelo mundo pedem a sua cabeça por causa da orgia de cunho nazista que protagonizou com prostitutas em Londres. A maioria das montadoras presentes na Fórmula 1 também querem afastá-lo, acompanhadas de – dizem – Bernie Ecclestone.
No entanto, meu palpite vai na contramão das evidências. Acho que Mosley fica. Primeiro, porque será julgado em votação secreta, o que facilita muito para quem pensa algo diferente do que precisa dizer em público. Segundo, porque a poeira já abaixou, Max já fez aparições públicas em Mônaco e sabe de muita, mas muita coisa que pode comprometer seus adversários. Se não renunciou até agora, é porque tem cartas na manga para vencer a batalha de amanhã.
Posso dar com os burros n’água, mas julgo que dificilmente Mosley sairá. A menos que os senadores da FIA, as federações, as montadoras, Bernie Ecclestone & cia tenham mais ases na manga do que ele. Mas se o atual presidente da FIA ainda está bancando essa jogada, não deve ser blefe. Deve sair vitorioso amanhã, concluir seu mandato para então sim, abandonar a vida pública e entrar num merecido ostracismo.
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Novas do escândalo Mosley
Conforme prometido, na edição do último domingo o tablóide News of the World lançou seu segundo petardo contra Max Mosley. A reportagem traz uma entrevista com uma das prostitutas que participaram da orgia que foi parar na capa do jornal.
A prostituta detalha uma série de pormenores da intimidade de Max que não têm a menor relevância, a menos para quem realmente se interessa por detalhes sórdidos da conduta sexual de alguém famoso.
Do que é relevante, a revelação mais surpreendente é a de que a orgia foi filmada por solicitação do próprio Mosley, que gostava de assistir às imagens em casa mais tarde, coisa que já teria feito antes. Para uma figura pública de liderança mundial como ele, deu mole demais.
Mas duas informações são importantes, já que desmentem a defesa do presidente da FIA e podem complicá-lo ainda mais:
1. O tema da “festa” foi um campo de concentração nazista por um pedido expresso do próprio;
2. Mosley solicitou uma “dominatrix” alemã e avisou que falaria em alemão.
Se já estava em maus lençóis, Mosley perde toda e qualquer chance de defesa caso estes relatos sejam comprovados.
E, para provar que não inventou nem aumentou nada, o jornal anunciou que está enviando esta semana um DVD com as cinco horas de gravação da orgia para os oito senadores da FIA.
A atitude do News of the World prova uma coisa: ainda que encoberto pelo manto da “defesa de sua credibilidade”, na prática o jornal está atuando ativamente para derrubar Max Mosley. E fica no ar a pergunta: alguém acredita que o tablóide está sozinho nessa?
Eu, não.
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Já era
Depois das notícias de hoje, creio que a posição de Max Mosley ficou insustentável. BMW e Mercedes emitiram uma nota conjunta reprovando a atitude do dirigente e, indiretamente, pedindo seu afastamento. Toyota e Honda também querem a cabeça de Mosley.
Em sua réplica, o ainda presidente da FIA foi infeliz. Lembrou o envolvimento de Mercedes e BMW na Segunda Guerra Mundial, indiretamente ligando o passado das companhias ao movimento nazista. Não é batendo de frente com as montadoras, com acusações duras como essa, que conseguirá se manter no cargo.
“Gentilmente”, o príncipe regente do Bahrein “pediu” que o dirigente não pise em seu país. Max Mosley, acredite, virou persona non grata na F1.
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Rádio GP – Edição Max Mosley, Indy e MotoGP

Já está disponível a Rádio GP nº 31, quarta edição de 2008. Desta vez, com uma apresentação diferente: Ivan Capelli comanda os microfones, com comentários de Bruno Vicaria, Evelyn Guimarães e Marcus Lellis. Os assuntos principais foram o GP de Homestead da IndyCar, o GP da Espanha da MotoGP e o escândalo envolvendo Max Mosley. Debatemos os limites entre o público e o privado, as questões morais e políticas do fato e o futuro do presidente da FIA.
Para ouvir, acesse o Blog da Rádio. E meta bronca nesse aprendiz de apresentador.
Tags: FIA, Max Mosley, Rádio GP
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Mosley responde
E depois de dois dias de silêncio absoluto, Max Mosley surge com uma resposta sobre o escândalo sexual. O presidente da FIA admite que é ele quem aparece no vídeo, mas nega o teor nazista da brincadeira.
A estratégia é óbvia. O grande problema das imagens reveladas pelo tablóide inglês, fora o grande embaraço pessoal em ver sua intimidade devassada, é justamente a referência ao nazismo. O que pode derrubá-lo da presidência da FIA não é a descoberta de que gosta de levar uns sopapos e chicotadas, mas sim a nociva relação entre esporte e intolerância, agressividade, racismo e tudo o mais que decorre de uma ligação com o nazi-fascismo.
Vale lembrar que o centro do automobilismo europeu vem, aos poucos, migrando para a Alemanha. O maior campeonato de carros de turismo do continente já está lá, a Fórmula 3 germânica cada dia ganha mais importância que a inglesa, BMW e Mercedes disputam a ponta da Fórmula 1, a Toyota escolheu Colônia como sede, há cinco alemães no grid de largada da categoria em 2008…
Em resumo: o dinheiro está vindo de lá. Por conseqüência, o poder também. Imaginem agora a revolta e indignação dos alemães, que vêem a passagem mais dolorosa de sua história sendo utilizada “de brincadeirinha” para realização de uma fantasia sexual de um político poderoso. Duvido que não queiram a cabeça de Mosley numa bandeja.
Max pode até não cair agora, mas dificilmente se reelegerá nas próximas eleições da FIA. Obviamente, sabendo do risco que corre, provavelmente não mais se candidatará à reeleição. O tablóide – e quem mais estiver por trás desse vídeo – acabou com a carreira do velho Max. Tem coisas com as quais não se brinca, e o nazismo é uma delas.
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Ironias
Em janeiro deste ano, Max Mosley disse que “Escândalos fortalecem a Fórmula 1″. Em fevereiro, Bernie Ecclestone afirmou que a F1 virou um dos últimos esportes bem comportados. “Não há mais escândalos sexuais”, brincou.
Em março, Mosley aparece nu, levando chicotadas de uma prostituta com uma fantasia nazista. Está explicado, é tudo sacanagem desses dois velhacos.
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Escândalo "Nazi-Mosley" repercute

A sensação inicial de “primeiro de abril” que a notícia do escândalo sexual envolvendo Max Mosley causou vai, aos poucos se desfazendo. O News of the World pode não ter credibilidade nenhuma, mas os jornais britânicos sérios começaram a tratar do assunto em suas edições de segunda-feira.
Sintomática é a declaração oficial da FIA: “Este é um problema entre Mosley e o jornal envolvido. A FIA não comenta o assunto”, disse o porta-voz da federação a Alan Henry, do Guardian.
Fosse uma mentira deslavada ou uma brincadeira inconseqüente, não haveria problema em negar a notícia veementemente. O fato da FIA não se pronunciar e Max Mosley estar recluso, elaborando uma estratégia de defesa junto a advogados, aponta para a seriedade das acusações.
Muita gente importante já trata do assunto como verdade. Martin Brundle, inimigo declarado do dirigente, fez questão de dizer que a conduta de Mosley não foi apropriada para alguém que possui um cargo de liderança global. Bernie Ecclestone, parceiro de Max, não duvidou do vídeo: “O conheço há muito tempo. Se alguém me contasse algo do tipo sem nenhuma evidência, eu teria dificuldades em acreditar”.
A declaração mais forte veio de Sir Stirling Moss, quatro vezes vice-campeão mundial, que disse ao Times: “Eu não vejo como ele poderá continuar [no cargo]. Espero que ele continue, pois ele é muito bom no que faz. O que ele faz em portas fechadas é problema dele, mas quando algo assim vem à tona… é absolutamente chocante”. Procurados, Ron Dennis, Jackie Stewart e Damon Hill preferiram não comentar o assunto.
O jornal que tratou do caso com mais reservas foi o Daily Mail, que apenas relatou a notícia, sem ouvir nenhuma parte.
Estou achando que o caso é muito sério. Como bem disse Sir Moss, o que ele faz entre quatro paredes não é da conta de ninguém. O problema é que as imagens vieram a público. Fosse só uma escapada com prostitutas e preferências sexuais socialmente inadequadas, nenhum grande problema. O que complica Max Mosley são as referências explícitas ao nazismo.
O Comitê Olímpico Internacional, por exemplo, pune por doping atletas flagrados por uso de maconha ou cocaína, embora nenhuma das duas substâncias vise a melhora de desempenho. A punição é moral, atletas de alto nível são exemplos de saúde e seria contraditório que tivessem sua imagem vitoriosa ligada ao uso de drogas ilícitas. O escândalo envolvendo Max Mosley segue a mesma linha. Qualquer organização esportiva faz questão de desassociar sua imagem de racismo, xenofobia e violência. E foi o presidente de uma delas que teve sua intimidade violada, revelando um gosto peculiar no trato com o assunto.
Assim como Moss, acredito que ele não terá mais condições de presidir a FIA. Mosley foi vítima de um assassinato moral. A menos que se consiga provar que as imagens não são verdadeiras, não terá mais a mínima condição de liderar uma entidade reguladora do esporte.
Tags: FIA, Max Mosley
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Mosley envolvido em escândalo sexual
Ontem, em razão da morte de Jean-Marie Balestre, lembrei como a briga particular dele com Ayrton Senna causou-lhe imenso prejuízo político, culminando em sua derrota nas eleições da FIA para Max Mosley, sendo a partir dali condenado ao ostracismo. Pois agora é Mosley quem se vê envolvido em um escândalo que também pode arruiná-lo politicamente.
O tablóide inglês News of the World – de credibilidade zero, diga-se – publicou hoje grande reportagem revelando um vídeo no qual o atual presidente da FIA participa de uma orgia sadomasoquista com prostitutas, com direito inclusive a fantasias de soldados nazistas, de prisioneiros de Auschwitz, simulação de cenas em um campo de concentração e palavras de ordem em alemão.
A reportagem está aqui. Pode até ser que não seja verdade, mas o vídeo não deixa muitas dúvidas de que se trata de Max Mosley. A menos que seja uma montagem.
Com um passado familiar diretamente ligado ao movimento nazista, o presidente da FIA sempre fez questão de se dizer alheio ao problema, diminuindo a importância das claras preferências políticas de seus pais e se dizendo opositor a todas elas. A reportagem do tablóide britânico surge como uma bomba que traz à tona todas essas questões, ligadas diretamente à suas preferências mais íntimas.
Grandes problemas virão…
Tags: FIA, Max Mosley
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