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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Arquivo da tag: Flavio Briatore
A entrevista completa
Nelson Piquet apareceu ontem no Fantástico, em entrevista a Reginaldo Leme, explicando a sua visão sobre o escândalo de Cingapura. O resultado da reportagem, na minha visão e na de diversos outros jornalistas, foi decepcionante. Não trouxe nenhuma novidade, um monte de mais do mesmo em um depoimento travestido de entrevista.
No entanto, o GloboEsporte.com publicou a entrevista completa, com 24 minutos. Você pode acompanhá-la clicando no vídeo acima. Assim, pode-se ter outra visão da conversa.
Não vou dar palpites agora, vou deixar para fazer meus comentários à noite. Mas lanço a pergunta: vendo a íntegra, a entrevista foi mesmo decepcionante ou foi a edição do Fantástico que matou a matéria?
Vingança consumada

Foto: Charles Coates/LAT Photographic/Divulgação Renault
Na roda viva da destruição de reputações da Fórmula 1, mais dois nomes entraram hoje para o rol dos defenestrados: Flavio Briatore e Pat Symonds. Acusados por Nelsinho Piquet de arquitetarem um plano maquiavélico de forçar um Safety Car no GP de Cingapura do ano passado, foram hoje demitidos pela Renault. O que parece um ato de vingança foi consumado. Mas fica a pergunta: vingança de quem?
Que os Piquet – pai e filho – queriam muito ver Briatore pelas costas, não há dúvidas. Mas, por mais que a informação que tinham em mãos fossem bombásticas, o chefão da Renault não seria derrubado se não houvesse o interesse em sua queda por parte de outros chefões.
Afinal, o escândalo de Cingapura não pode ser encarado como uma grande surpresa. Jocosamente, a suspeita já corria pelo paddock há muito tempo. Soava como folclore, não havia provas concretas, mas de fato todo mundo sabia o que tinha acontecido. Como revelou Reginaldo Leme, Felipe Massa procurou Briatore naquele próprio final de semana para, com dedo em riste, acusá-lo: “isso não se faz”. Se ninguém correu atrás de provas na época, foi porque ainda não havia o interesse em derrubar Briatore.
E se agora Nelsinho delatou e apresentou provas, foi porque tal interesse houve. O piloto brasileiro certamente não agiu sozinho, uma delação desse porte apenas por uma demissão e uma briga com seu empresário não faz o menor sentido.
Se Nelsinho foi ingênuo ou não, se se queimou ou não, teremos noção nos próximos meses. Se conseguir salvar sua carreira na Fórmula 1 e assinar com outra equipe, poderemos concluir que teve sucesso em sua vingança. Mas se realmente perdeu reputação, será possível entender que foi usado para a vingança de alguém maior.
O nome desse alguém? Difícil afirmar categoricamente, mas é inegável a sensação de que tudo isso está relacionado à divulgação de um certo vídeo erótico por parte de um tablóide britânico. É bom lembrar que Ron Dennis, desafeto do presidente da FIA, foi impelido a se afastar da Fórmula 1. Coincidência ou não, o mesmo acontece agora com Flavio Briatore.
Max Mosley não dá ponto sem nó. Ele vai embora, mas vai levar os inimigos consigo.
A conta que não fecha

Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic/Divulgação Renault
Quando a gente acha que já viu de tudo na Fórmula 1, sempre aparece algo surpreendente. E quando a gente acha que o fundo do poço chegou, ele apresenta-se como apenas um fundo falso, pronto para levar todo mundo mais para baixo ainda.
A Fórmula 1 não é um ambiente insípido, inodoro e incolor. Ninguém por lá é santo e todo mundo sabe disso. Sejam jogos políticos, jogos de equipe, espionagem, conspirações ou trapaças visando burlar o regulamento, nada disso é novidade. O caráter de Flavio Briatore também já é bastante conhecido. E mesmo para alguém como Briatore, a ação de orientar Nelsinho Piquet que batesse de propósito no GP de Cingapura já parecia surreal. E, de fato, aconteceu.
Mas mais surpreendente que isso foi o fato de Nelsinho ter aceitado fazer sua parte no complô. E, ainda mais impressionante, o fato de ter revelado tudo isso, sem pudor, em uma declaração por escrito feita à Federação Internacional de Automobilismo, divulgada hoje. O entendimento geral é que a delação foi feita por um sentimento de vingança, por ter sido demitido da Renault por Briatore. Mas será que foi só isso mesmo?
Demissão é algo comum na Fórmula 1. Felipe Massa, hoje um dos expoentes da categoria, foi expurgado da Sauber e soube dar a volta por cima, retornando à mesma equipe um ano depois. Ser demitido é motivo para sair contando às autoridades todos os podres do mundo da Fórmula 1? Com certeza não é. Por isso ainda acho que há uma parte não revelada em toda essa história. Quais são os reais motivos que fizeram o piloto brasileiro abrir a boca?
Nelsinho sofreu na Renault? Sofreu. Tinha o mesmo carro que Alonso? Na maioria das vezes, não. Foi maltratado e se sentiu inferiorizado no seio da equipe? Sim. Mas até aí, não é nada diferente do que outros vários pilotos passaram na categoria. Para ficar nos brasileiros: Luciano Burti na Jaguar, Antonio Pizzonia na mesma Jaguar, Rubens Barrichello na Ferrari.
Rubens, principalmente, passou por maus bocados nas mãos de Jean Todt e Ross Brawn na Ferrari. E, por mais que durante todo aquele tempo tenha intercalado o jogo do contente com o papel de vítima diante das câmeras, até hoje preserva um envergonhado silêncio com relação a tudo que viveu. Ainda que de vez em quando ameace contar tudo em um suposto livro, recua e não o faz porque sabe que, de forma consciente, fez parte daquilo. Foi orientado, aceitou, fez e calou-se. Homem feito, formado e livre, nunca foi obrigado a nada e fez porque quis. Como fez Nelsinho Piquet.
O filho do tricampeão cometeu suicídio moral. E como todo mundo aprende no convívio social desde o primário, ninguém gosta de dedo-duro. Isso vale para crianças de sete anos e para adultos de 60. Nelsinho nunca mais será visto com os mesmos olhos no paddock. Será apontado como alcaguete, mau perdedor, influenciável. O mundo da Fórmula 1 tratará de expurgá-lo.
Nelsinho ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso, mas não acredito que apareça com a justificativa da consciência pesada. Não acho que seja um canastrão que vá encarnar um Roberto Jefferson, demonstrando-se enojado com a podridão da Fórmula 1 e tendo decidido tornar-se um paladino a serviço da verdade. Até porque, para isso, deveria sentir a consciência pesar também em função dos motores mais potentes que teria recebido da Renault na temporada 2006 da GP2, uma história de falcatrua tão corrente no paddock quanto era o acidente de Cingapura e que é encarada como folclore de bastidor. Como era encarada a armação de Briatore, até há quinze dias.
Nelsinho agiu como um homem-bomba. Detonou a Renault, Briatore, mas também se autodestruiu. O preço a ser pago por esta atitude é muito alto e por isso fica a sensação de conta que não fecha. Ter sido demitido, ameaçado ou xingado por Briatore ainda parece muito pouco para alguém colocar a própria cabeça a prêmio desta forma, apenas para levar seu ex-empresário junto para o buraco. Alguma coisa muito séria aconteceu, existem motivos graves para que os Piquet desejem tanto ver Flavio Briatore destruído, a ponto de, para isso, se autodestruírem.
Quais são os verdadeiros motivos? Nem desconfio. Mas vingança por uma demissão não cola. Mais elementos devem aparecer nessa história que, se não for abafada rapidamente, ainda pode destruir muita gente. Pode ser só a ponta de iceberg.
Fim da polêmica
Acuada pela pressão das equipes, pilotos e opinião pública, a FIA mudou de ideia e resolveu “adiar” o sistema de classificação “só vitórias” para 2010. Digo adiar entre aspas porque, na prática, acho difícil que ele seja realmente implantado. A rejeição foi muito grande e a FOTA, desde o início, posicionou-se contra a medida autoritária e antipopular. A única voz dissonante foi a de Flavio Briatore, mas como o italiano adora criar polêmica e está de olho na sucessão de Bernie Ecclestone, não serve como parâmetro.
Ainda que por linhas tortas, o bom-senso venceu. Mas o fato vai deixar fortes cicatrizes, a chaga da queda-de-braço FOTA x FIA está exposta. E a entidade máxima do automobilismo mundial nunca esteve em posição tão fragilizada desde o grande racha de 1982. Em condições normais, Mosley e Ecclestone bateriam firme o pé. Se recuaram tão rápido, é porque estão na defensiva. E o assunto não será esquecido até a assinatura do próximo Pacto de Concórdia. Se é que ele virá.
Do Baú: Schumacher na Ligier

Michael Schumacher, quem diria, já andou de Ligier. Aconteceu em um teste no circuito do Estoril, no final de 1994, logo após a conquista de seu primeiro título mundial.
O motivo? Flavio Briatore, então diretor da Benetton, havia adquirido a equipe francesa em meados daquela temporada, com o objetivo de repassar o contrato vigente de fornecimento dos motores Renault da Ligier para sua equipe principal. A jogada deu certo, mas a Benetton só poderia ser equipada com seus novos motores a partir de 1995.
Michael Schumacher queria conhecer seus novos propulsores o quanto antes e, assim, pegou um carro francês “emprestado” para iniciar os trabalhos visando a temporada de 1995. O resultado? Uma imagem inusitada e um bicampeoanto mundial com a Benetton-Renault.
A sugestão deste “Baú” foi da Larissa Oliveira.
Do Baú: Alonso na Jaguar

O ano é 2002 e Fernando Alonso cumpre um ano sabático, apenas como piloto de testes da Renault. O espanhol havia estreado na F1 no ano anterior, pela Minardi, para adquirir alguma experiência em corrida. Flavio Briatore, então seu empresário, tinha toda uma trajetória preparada para seu pupilo. Ficaria um ano testando para retornar à competição em 2003, pela própria Renault.
E, neste ínterim, Briatore teve outra idéia: colocar Alonso para conhecer diferentes cenários. E acertou um treino dele pela Jaguar, em maio, em Silverstone. O espanhol andou cerca de 50 voltas, fez bons tempos, conheceu a estrutura de outra equipe para depois retornar aos testes regulares pela Renault. Exatamente como seu chefe havia planejado.
Tags: Flavio Briatore, Jaguar, Renault
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