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Perfil
Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da tag: FOM
Isso aqui tá bom demais

Foto: Divulgação
“Olha, isso aqui tá muito bom / Isso aqui tá bom demais / Olha, quem tá fora qué entrá / Mas quem tá dentro não sai”
Os simples e sonoros versos de Dominguinhos e Nando Cordel, num forró arretado cantado pelo sanfoneiro e por Chico Buarque que virou hit nos anos 80, caem como uma luva na situação das inscrições das equipes para a temporada 2010. Ameaçaram boicote daqui, disseram que iam criar uma categoria nova ali, mas no fim das contas todo mundo procurou garantir seu lugar na boa e velha Fórmula 1.
É uma novela repetitiva, chata e de final previsível, exatamente como as que escreve Glória Perez. Não foi a primeira vez e nem será a última em que equipes brigam com a FIA, desdenham a categoria, fazem ameaças públicas para, no final, fazerem as pazes. Tudo parte do cerimonial para conseguir alguma regalia no final.
As bases do acordo para a próxima temporada ainda não foram reveladas, talvez um acordo formal ainda não tenha sido fechado, mas é perceptível que FOTA, FIA e FOM já têm um esboço de regulamento para trabalhar, no qual não ficou ruim para ninguém. Agora basta fazer uma arte-final e divulgar.
Afinal, ninguém é doido de matar a galinha dos ovos de ouro. A lição da cisão IRL/Cart, que criou duas categorias inifinitamente menores do que a original e que hoje, após a reunificação, ainda é menor do que era há 15 anos, serve para todo mundo. Historicamente, a F1 é um campeonato de equipes de fábrica contra independentes, ou de equipes independentes impulsionadas por motores de fábricas. É assim e sempre será, às vezes com maior investimento das montadores, às vezes com menos. Mas uma categoria só de fábricas não duraria dez anos, ao passo que uma categoria só de independentes teria dificuldades em subsistir.
Se as sandices de Max Mosley trouxeram algo de divertido, foi a farta inscrição de equipes para o ano que vem. Além dos dez times que já disputam o campeonato, outros sete resolveram aparecer: USGPE, March, Lola, Prodrive, Campos, Litespeed e Superfund. Mas tantas inscrições não devem ser levadas a sério. Somente três poderão fazer parte do seleto clube e, de todas, acredito mesmo apenas no projeto da Prodrive. A Lola me parece um pouco mais séria, talvez a Campos, e o resto me cheira mais a uma aventura inconsequente. Quando ficar claro para todo mundo qual o orçamento necessário para disputar uma temporada de forma competitiva, com ou sem teto, começarão a pipocar as desistências. Talvez entrem apenas duas, ou até uma.
Mas no levantar da poeira do arrastapé da Fórmula 1, ficou claro que quem está fora quer entrar. E quem está dentro não sai de jeito nenhum.
Tags: Bernie Ecclestone, FIA, FOM, FOTA, Max Mosley, Regulamento
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Force India muda logotipo

Fotos: Divulgação/Force India
Demorou mais do que o imaginado, mas a Force India finalmente mudou seu logotipo. Assim que a equipe surgiu, em fins de 2007, dizia-se nos bastidores que Bernie Ecclestone não havia aprovado o grafismo criado para identificar o time indiano. A justificativa: o “FI” representado assemelhava-se demais a “F1″. Como dono ciumento de todo império e a fim de evitar qualquer associação indevida, Mr. Bernie havia recomendado uma mudança na logotipia, que ainda não havia aparecido.
Hoje, com o lançamento da “Force India 2009″, a equipe reformulou sua marca. Uma alteração sutil, mas que resolveu o problema da associação com F1: um pingo no “i”, como pode-se reparar na imagem que ilustra o post, num detalhe do macacão de Giancarlo Fisichella.
O logo mudou também no bico do carro, na viseira dos pilotos e em todos as demais comunicações da equipe, incluindo seus sites e releases. Inclusive a versão horizontal, com o nome apresentado por extenso, ganhou alterações: o “i” anteriormente maiúsculo virou minúsculo, acompanhado do respectivo pingo que evita qualquer discórdia.
Tags: Bernie Ecclestone, FOM, Force India
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F1 em alta definição?

Montagem/Reprodução TV
Um amigo me fez hoje um questionamento que achei interessante publicar no blog. Me perguntou ele: “Agora que aqui em Porto Alegre já temos TV digital, então vamos ver a Fórmula 1 em alta definição (HDTV)?”. Minha resposta, no entanto, o frustrou: não.
Muita gente confunde tv digital com alta definição. São coisas diferentes. Não vou entrar nessa seara técnica, existem boas fontes na Internet sobre o assunto. Mas o básico é entender que nem tudo o que é digital é alta definição. Youtube é digital, mas a imagem é ruim e pixelada, certo?
A Rede Globo, por exemplo, embora já transmita em sinal digital 24 horas nas principais capitais do país, por enquanto exibe apenas alguns programas de seu horário nobre em HDTV. É a novela das 8, o futebol, alguns filmes. A F1 poderia ser em HD? Sem dúvidas, poderia. Inclusive todos os equipamentos da FOM já fazem a geração e a gravação das imagens neste formato. Mas Bernie Ecclestone, por motivos comerciais, ainda não achou interessante liberar este formato para as emissoras de televisão. Mesmo na Europa, o sinal é transmitido em definição padrão (ou SD). O sinal HD é enviado apenas para cinemas na Inglaterra, que cobram ingresso e transmitem a corrida ao vivo. Deve ser uma experiência esquisita, ver F1 no cinema. Mas fazer isso uma vez deve ser divertido.
Enfim… o fato é que a Fórmula 1 no Brasil, e mesmo no resto do mundo, infelizmente, ainda não é transmitida em alta definição. Porém, nem tudo é ruim. Para quem tem sinal digital em sua cidade e um conversor, fica a dica: a Globo transmite em SD wide. O que significa isso? Que a imagem chega à sua casa em formato widescreen 16:9, aquele mais retangular, parecido com o de cinema. Se você tem uma TV de Plasma ou LCD, terá um campo de visão maior ao assistir às corridas.
Tomando a imagem que ilustra este post como exemplo, a transmissão padrão corta a imagem lateralmente mais ou menos na largura das rodas da Ferrari de Felipe Massa, formando uma imagem quase quadrada, 4:3. Já a digital, no formato wide, representa um ganho expressivo de área nas laterais. Você consegue ver os retrovisores, como aparece ali em cima. Pode parecer pouco, mas faz uma bela diferença durante uma corrida.
Tags: FOM, Globo
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