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"A decadente F1" ou "Novidades a caminho"

Os leitores em geral têm se mostrado revoltados com a falta de posts aqui no blog e não lhes tiro a razão. Entendo e sei como é chato quando uma revista/jornal/blog/site que acompanhamos simplesmente para de ser publicado ou atualizado. Nos sentimos atingidos, como se nos tirassem algo a que nós é muito caro. Compreendo.

Mas o fato é que este blog, desde o início – mesmo na época das charges – pautou-se exclusivamente pela Fórmula 1. É um blog pessoal, sempre foi, mas sempre fiz questão de manter a pauta restrita à categoria que sempre vi como a melhor e de maior representatividade no automobilismo mundial. A linha de corte também serviu para facilitar o trabalho. Como a maioria que me acompanha sabe, tenho outras atividades profissionais e o blog sempre foi uma válvula de escape, feito com dedicação em meu tempo livre. Então não dá para querer falar de todas as categorias, o que demandaria muito tempo e tornaria o blog apenas um noticioso superficial. E, dessa maneira, não valeria a pena manter.

O problema é que a fórmula dá sinais de esgotamento. Soma-se a vida pessoal do blogueiro, as rápidas mudanças de costumes da audiência, as novidades tecnológicas (olha o Twitter aí) e a temporada farsesca que foi a de 2009 e tem-se o cenário atual: poucas postagens.

O GP de Abu Dhabi, no meu entender, serve como um marco e uma referência do que será a Fórmula 1 daqui para a frente. O foco não está na competição, o foco não está no automobilismo, o foco não está no cheiro de borracha queimada, no desafio e na coragem dos pilotos. O foco está no espetáculo. E espetáculo é tudo aquilo que brilha e chama a atenção. Então… grande coisa se a corrida foi uma porcaria. O hotel muda de cor! A corrida acontece ao pôr-do-sol, o cenário é lindo. É a Fórmula 1 se transformando no que o Cirque du Soleil fez com a ginástica artística. Mas pelo menos a ginástica não foi extinta. Já a Fórmula 1 só gira em torno de si mesma e, no ritmo atual, está se engolindo.

Sempre cito o sábio Panda, que desde 2003 alerta que a Fórmula 1 acabou. Virou uma palhaçada midiática, uma competição na qual o mais rápido não necessariamente é o pole, no qual chegar em segundo ou primeiro dá praticamente no mesmo, em que o título geralmente é definido na última corrida apenas por força do regulamento e não em razão de um equilíbrio real. Houve até grandes decisões de título em 2007 e 2008, mas me pergunto se vale a pena pagar o preço de um campeonato patético como o de 2009 para viver minutos de emoção. Não que o fato da Brawn ser campeã na estreia seja um demérito para a categoria, não é. O demérito está no regulamento dúbio, nas decisões políticas que levaram a Red Bull a ter um projeto similar ao da Brawn vetado e depois ver o adversário ganhar tudo com a mesma ideia. Os dois pesos e duas medidas dos dirigentes vêm marcando pelo menos os últimos anos da categoria. E se há 20 anos também havia favorecimentos, vide Jean-Marie Balestre e Alain Prost, eram atitudes pontuais. Hoje, o problema é estutural, como compararia Cléber Machado.

Sou um crítico árduo da gestão da Stock Car brasileira, mas fico pensando se o errado da história não sou eu. Bem ou mal, apostando mais no show e menos em competição, eles vêm seguindo a mesma fórmula mágica de Bernie Ecclestone e Max Mosley. Podem ficar ricos, podem ter autódromos cheios, mas essa competição fajuta certamente não é aquela que quem se acostumou a ver nos anos 70, 80 e até meados 90 entende como verdadeira.

Mas o desabafo não é para justificar o fim do blog, até porque o blog não vai terminar. Mas é uma visão mais ampla para que todos possam entender as mudanças que virão. Não sou acomodado, é preciso ousar, é preciso reagir, é preciso sair da mesmice. O blog já teve dois momentos, primeiro o de charges e depois o de notícias e comentários. E, como da primeira vez, a decisão de mudar nasce da necessidade de fazer algo diferente. As “Charges do Capelli” foram pioneiras na Internet, mas quando esgotaram-se, deram lugar a um novo formato. Quando o novo modelo entrou em vigor, no começo de 2007, havia na Internet brasileira praticamente apenas o blog do Flavio Gomes dedicado ao automobilismo. O Blog do Capelli apareceu para complementar, para mostrar um lado B da Fórmula 1, com curiosidades, bom humor e notícias que pouco apareciam. Mas isso também se esgotou. Hoje, excelentes jornalistas como Fábio Seixas, Ico, Pandini, Rodrigo Mattar e Victor Martins mantêm blogs de alto nível. Abnegados como o Rianov Albinov e o Becken Lima também. Mas a Internet está inflada de blogs de F1. Alguns bons, outros nem tanto, mas é preciso mudar outra vez.

Assim, proclamo uma pausa nas atualizações. Enquanto isso, não pensem que estou de folga. Estou trabalhando no novo formato, novo layout, tudo vai mudar. O foco segue sendo a F1, mas outras coisas vão pintar no balaio. Mas, lógico, as opiniões, as críticas, o bom humor e as curiosidades vão continuar. Afinal, é um blog pessoal e não há como fugir a características inerentes à pessoa. Uma novidade bem legal já está sendo desenvolvida por mim, Bruno Mantovani e o Robson Moraes, aquele mesmo que fez o jogo online Trunfo das Equipes. Será bem bacana.

O novo Blog do Capelli ainda não tem data para estrear, mas deve pintar ainda antes do fim de 2009. Até lá, continuem me acompanhando no Twitter, onde as palhaçadas seguem.

E não levem isso aqui tão a sério. É só um passatempo que deu certo.

Abraço a todos,

Capelli

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Abertura da BBC para F1

Acabei de pesquisar no Youtube e encontrei a abertura que a BBC, rede britânica que voltou a transmitir a Fórmula 1 depois de um hiato de 12 anos, preparou para a temporada 2009. É uma coisa de louco… nem de longe temos algo assim no Brasil.

Não bastasse o excelente trabalho em computação gráfica, a trilha é extraordinária: “The Chain”, com Fleetwood Mac.

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Bom desempenho não quebra jejum de Barrichello


O GP da Austrália foi bastante promissor para Rubens Barrichello e para a Honda. O brasileiro andou quase toda a corrida na zona de pontuação e tinha o terceiro lugar no pódio praticamente garantido, até que enfrentou problemas no pit stop que o fizeram cair para o sexto lugar para ser, após o término da corrida, desclassificado.

Apesar de ter concluído a prova na zona de pontos, a desclassificação por sair dos boxes com sinal vermelho mantém vivo o maior jejum da carreira de Barrichello. Com a corrida de hoje, ele completa 18 Grandes Prêmios consecutivos sem pontuar. Seu último bom resultado foi no GP do Brasil de 2006, quando marcou dois pontos ao chegar na sétima posição.

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Causos da Austrália: a corrida mais curta da história


De 1985 até 1995, em Adelaide, o GP da Austrália sempre foi a etapa de encerramento dos mundiais de Fórmula 1. Via de regra, com o título já decidido, a corrida tinha um ar festivo, de despedidas e confraternização. Mas em 1991, o clima era um pouco diferente. Embora o mundial de pilotos já estivesse definido em favor de Ayrton Senna, McLaren e Williams ainda brigavam pelo título de construtores.

A McLaren tinha 11 pontos de vantagem e uma posição levemente confortável. A Williams era obrigada a pontuar com seus dois carros para ter alguma chance de levar o caneco. No treino de classificação, no sábado, definiu-se que Ayrton Senna e Gerhard Berger dividiriam a primeira fila, seguidos pelas Williams de Nigel Mansell e Riccardo Patrese.

Chega o domingo e um temporal desaba sobre Adelaide, uma chuva ainda mais forte do que a de 1989, que provocou uma corrida polêmica e conturbada, com brigas entre os pilotos e a direção de prova que culminaram na desistência voluntária de Alain Prost, logo na primeira volta. Em circunstâncias normais, provavelmente a largada não seria dada, mas a corrida não era normal. Em razão da disputa do título de construtores, havia muitos interesses – leia-se dinheiro – em jogo.

Não houve um protesto formal de pilotos nem ameaças de boicote desta vez. Mas, mesmo contra a vontade da maioria, a largada foi dada normalmente, lembrando que na época ainda não existia a regra do Safety Car. Senna pulou na frente, Mansell assumiu a segunda posição e passou a perseguir o brasileiro. Bastaram poucas voltas para que ficasse claro que a pista não tinha as mínimas condições. Por ser um circuito de rua, Adelaide não tinha um bom escoamento. A água batia nos muros que circundavam a pista e voltava, formando quase que uma piscina. Nessas circunstâncias, a aquaplanagem torna-se inevitável.

Em pouco tempo, já haviam rodado pilotos experientes como Gerhard Berger e Nelson Piquet. A situação começou a ficar mais grave na quinta volta, quando Mansell tirou o carro para o lado interno da longa reta para tentar ultrapassar Senna e deu de cara com a Lamborghini de Nicola Larini atravessada na pista. Do outro lado, estava também atravessada a Ferrari de Jean Alesi, fazendo com que houvesse espaço para apenas um carro passar, no meio da reta. O inglês recolheu e evitou o acidente, mas parecia claro que não havia mais a mínima condição de prosseguir com a corrida. A direção de prova, entretanto, não tomava nenhuma providência. Nem quando, na nona volta, a Minardi de Pierluigi Martini saiu descontrolada em direção ao muro, num claro sinal de aquaplanagem.


Na 14ª volta, a situação se complica muito mais. Maurício Gugelmin bate na entrada dos boxes. Uma volta depois, Gerhard Berger roda duas vezes em curvas consecutivas, ficando atolado na areia na segunda escapada. E Nigel Mansell perde o controle do carro, roda e bate no muro. Ayrton Senna começa a fazer gestos para as câmeras, quase que implorando pela interrupção da prova. E é só aí que a bandeira vermelha é apresentada.

A explicação para a decisão é simples. A FIA não queria intervir na decisão do título de construtores, ainda que isso colocasse em risco a vida dos pilotos. A partir do momento em que uma Williams estava fora de combate, o campeonato estava decidido a favor da McLaren e aí sim, uma medida poderia ser tomada.

Mansell machucou a perna e precisou sair de ambulância da pista. Mesmo assim, a prova não estava dada como encerrada. Os comissários adiaram a relargada sucessivas vezes até que, depois de quase uma hora de espera e sem que a chuva desse trégua, a bandeira quadriculada foi agitada. Foram validados os resultados até a volta 14 e, com isso, Mansell acabou em segundo lugar. Primeiro e terceiro, Senna e Berger rumaram para uma improvisada cerimônia no pódio, sem os bonés dos patrocinadores oficiais e sem a companhia do piloto inglês, que estava sendo atendido no ambulatório. Na coletiva, Senna reclamava do absurdo que foi a corrida, alegando que percorrer a reta em terceira marcha não era correr.

Com apenas 16 voltas completadas e 14 válidas, o GP da Austrália de 1991 entrou para a história como a corrida mais curta disputada até hoje na Fórmula 1.

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Do Baú: Bertaggia na Osella


Enrico Bertaggia, citado na sexta-feira como piloto da Andrea Moda que nem chegou a ir para a pista, bem que tentou, mas nunca conseguiu disputar um GP de Fórmula 1. Em 1989, fez testes pela Osella, como se vê na foto acima. No final do mesmo ano, substituiu Pierre-Henri Raphanel na Coloni, mas não se classificou em nenhuma das seis tentativas.

Tentou de novo pela Andrea Moda em 1992, mas mal sentou-se no carro. Rumou para o Japão para disputar a Fórmula 3000 e praticamente sumiu do mapa do automobilismo internacional.

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Causos da Austrália: Berger faz "milagre"

Para os dias que antecedem o GP da Austrália, etapa de abertura do Mundial 2008 da Fórmula 1, separei três “causos” da história deste Grande Prêmio, que serão contados no decorrer da semana. Fiquem de olho.


O ano é 1988. A McLaren domina a temporada com uma superioridade nunca antes vista na Fórmula 1. Ayrton Senna e Alain Prost dividem todas as vitórias do campeonato à exceção do GP da Itália, vencido por Gerhard Berger numa obra do acaso, na única vez naquela temporada em que as duas McLaren abandonaram.

Mas algo diferente aconteceu no GP da Austrália, última corrida da temporada e que marcava a despedida dos motores turbo. Berger, saído da quarta posição do grid, parte como um raio pra cima das McLaren. Logo na segunda volta, ultrapassa Senna e assume a segunda posição. Em mais doze voltas, desconta quase seis segundos e passa com facilidade por Prost, disparando na ponta. A diferença vai aumentando mais e mais, uma grande vitória parece próxima até que ele encontra pela frente o retardatário René Arnoux. Os dois batem, a corrida de ambos termina e o mundo excomunga o francês, que nunca teve por hábito facilitar a vida dos líderes, por ter destruído a melhor apresentação da Ferrari naquele ano.


Mas o “milagre” dos italianos naquele dia, na verdade, foi operado por um santo de barro. O fato é que a equipe sabia que não tinha muito a fazer naquela corrida em Adelaide. Não encontraram um bom acerto e o motor consumia muito combustível. Como na época os reabastecimentos eram proibidos, o time sabia que, para conseguir terminar aquela prova, precisaria andar num ritmo muito lento. A solução? Correr desenfreadamente, sem qualquer preocupação em chegar ao final, apenas para dar show. E Berger conseguiu.

O mais saboroso de toda a história foi a confissão feita pelo austríaco anos mais tarde, em seu livro “Na Reta de Chegada”. Berger admitiu que bateu em Arnoux de propósito, era uma forma “digna” de encerrar aquele show. Nas palavras do piloto:

“Cheguei a dois carros retardatários; o que estava mais à frente era o Ligier azul de René Arnoux. Era perfeito, pois Arnoux era um dos pilotos mais inoportunos, do tipo que nunca olhava nos retrovisores e estava sempre no caminho de alguém. Assim, passei pelo primeiro carro e por Arnoux também, em uma só manobra um tanto ambiciosa em que o pneu traseiro do Ligier entrou em minha frente, uma pequena batida, acabou, finito.”

Na próxima terça: “Streiff, o estreante maluco”.

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Eterna homenagem


João Eduardo escreve questionando se a Williams continua homenageando Ayrton Senna em seus carros. A resposta é sim, como se pode ver na imagem acima, detalhe do FW30, lançado no começo desta semana.

Desde 1995, Frank Williams coloca no bico de seus carros o logo da marca Senna, como forma de lembrar o piloto brasileiro, morto em um de seus carros no GP de San Marino de 1994.

Atualização: a pedidos, coloquei uma seta indicando a posição do logo.

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Do Baú: Caffi na Andrea Moda


Alex Caffi deixou a Fórmula 1 no final da temporada de 1991, ao encerramento de seu contrato com a Arrows. No entanto, chegou a fazer uma aparição-relâmpago na primeira corrida de 1992, na África do Sul, ao volante de uma Andrea Moda.

A equipe do italiano Andrea Sassetti é, até hoje, uma das maiores piadas da história da categoria. Não só pelo carro feio e lento, mas principalmente por passagens pitorescas ocorridas naquela temporada. Na Espanha, o carro de Perry McCarthy não conseguiu andar mais do que 15 metros em todo o final de semana. No Canadá, a equipe correu com motores emprestados pela Brabham. E na Bélgica a equipe acabou, depois que seu dono foi preso pela polícia.

O caso envolvendo Alex Caffi não é menos estranho. Ele e Enrico Bertaggia foram contratados como titulares da Andrea Moda para 1992, equipe que surgia da compra da Coloni. Por causa da troca de comando e de nome, a FIA entendia que a Andrea Moda se tratava de uma nova equipe. E, por isso, cobrava uma taxa de inscrição 100.000 dólares – uma quantia até modesta, se lembrarmos que a taxa hoje gira em torno de 30 milhões.

Mas Sassetti se negava a pagar, sustentando o argumento de que a equipe era uma continuação da Coloni. Na quinta-feira, houve um treino para reconhecimento do circuito de Kyalami – na época, havia um treino extra quando um novo circuito entrava no calendário -, e Caffi deu algumas voltas na pista. Mas a equipe continuou recusando-se a quitar a dívida e a FIA negou sua inscrição para o Grande Prêmio. Na sexta-feira, quando começaram os treinos oficiais, a Andrea Moda foi obrigada a sair do circuito.

A equipe também não participou do GP do México e, então, Caffi e Bertaggia pularam fora. A Andrea Moda só viria a participar de um GP pela primeira vez no Brasil, já com Roberto Moreno ao volante.

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Faltou uma?

Rafael Lopes me chama e pergunta: “Capelli, você lembra das seis pinturas da Williams na pré-temporada?”.

Começo a enumerá-las e só lembro de cinco. Ele também. Pesquisamos os releases da Williams e descobrimos que a equipe só divulgou cinco para a imprensa. Da segunda para a quarta, foi um pulo. Um vácuo. A terceira pintura da pré-temporada foi esquecida.

E o quadro que se forma é este abaixo:


1. Números “redondos” da equipe: 30 anos, 500 GPs, 50.000 voltas…;
2. Agradecimento a todo o time e a seus fãs, com os nomes de todos os funcionários impressos na carenagem;
3. Não divulgada;
4. Novos números da equipe: 113 vitórias, 33 dobradinhas, 125 pole positions…;
5. Depoimentos dos pilotos campeões e nomes de todos os que passaram pela equipe;
6. Tracejados “revelando” a área da nova pintura.

Mas a busca não terminou por aí. Ainda que a própria equipe não tenha divulgado, Capelli e Lopes procuraram e localizaram a pintura de número 3. Que é esta abaixo.


Inexplicavelmente, a Williams passou batida por aquela que parece ser a mais significativa de todas. O carro pintado inteiramente em azul marinho, com apenas o desenho de um dardo próximo ao bico, caracteriza uma réplica da primeira pintura da Williams, do tempo em que o carro era um Brabham pilotado por Piers Courage, inscrito sob o nome de “Frank Williams Racing Cars”. E que chegou em segundo no GP de Mônaco de 1969.

Tal dardo, aliás, foi o primeiro logo da equipe, como se pode ver no detalhe abaixo.


E está desfeito o mistério. O motivo da Williams ter deixado passar? Talvez por esquecimento, talvez pelo fato dessa mesma pintura já ter sido utilizada na pré-temporada de 2006. Mas que ficou esquisito, ficou.
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Samba do Indiano Doido

Muito boa a sacada do blogueiro Gvilleneuve. Acessando o domínio www.f1jordan.com, a gente cai no site da Force India. Porém, no título da página, aparece escrito ainda “Spyker F1 Team”.


Só faltou uma menção à Midland, para deixar completa a cronologia da equipe.
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Do Baú: Zakspeed Prata


A equipe Zakspeed, que competiu na Fórmula 1 por cinco temporadas entre 1985 e 1989, ficou conhecida pela tradicional cor vermelha que ostentava graças ao patrocínio dos cigarros West. Mas nem sempre foi assim.

Antes de sua estréia, em 1985, a equipe fez testes com uma pintura prata, cor tradicional da Alemanha no automobilismo. Na foto, o piloto é Jonathan Palmer, titular do time em seu primeiro ano.

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Obras em Suzuka


O Jonas Tahara, correspondente do Blog do Capelli no Japão, foi a Suzuka no domingo passado e pôde acompanhar o andamento nas obras do autódromo, visando o retorno do circuito ao calendário da F1, em 2009.


Um dos três lagos da parte interna do traçado está sendo aterrado para dar lugar a um grande estacionamento e a todo um novo paddock, muito mais amplo, moderno e confortável.

Ao que parece, tudo anda conforme o planejado e fica a torcida para que Suzuka, um dos melhores traçados da atualidade, volte logo a sediar uma etapa do Mundial de Fórmula 1.

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Do Baú: Zanardi na Benetton


Alessandro Zanardi esteve no Brasil no fim de semana passado e foi uma das grandes atrações da etapa de Curitiba do WTCC. E o Baú de hoje é em homenagem a este admirável piloto.

Depois de estrear na Fórmula 1 pela Jordan, em 1991, Zanardi acertou um contrato de piloto de testes da Benetton para 1992. Na foto, ele guia o B191B, com o qual a equipe iniciou aquela temporada. O italiano chegou ainda a disputar algumas corridas na Minardi nesse mesmo ano, em substituição a Christian Fittipaldi, acidentado em Magny-Cours.

Zanardi voltaria de fato à categoria apenas em 1993, pela Lotus. Mas sofreu um violento acidente em Spa que o fez abandonar a temporada. Retornou no ano seguinte, substituindo o acidentado Pedro Lamy na mesma equipe. Mas não conseguiu firmar-se na F1.

Rumou para os EUA, virou ídolo na CART e retornou pela Williams em 1999. Foi sua única temporada completa na categoria, mas também foi um completo desastre. Nenhum ponto marcado e a amargura de um contrato rompido ao final do ano. Zanardi e a F1, definitivamente, não foram feitos um para o outro. Uma triste despedida para um alegre piloto que, mesmo depois de perder as pernas em um acidente em Lausitzring, continua empolgando o público com sua pilotagem espetacular e com seu exemplo de vida.

Este baú foi uma sugestão de Everton Rupel e Rian Assis.

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Fim do "mistério": nova Williams


A Williams havia prometido lançar sua nova pintura apenas na Austrália, em duas semanas. Mas como o patrocinador McGregor estragou toda a surpresa mesmo, a equipe antecipou-se e divulgou hoje fotos layout do novo carro.

Como se esperava, é mesmo a pintura que foi “entregue” pela McGregor. A única diferença perceptível é no patrocinador das laterais do FW30. Ao invés da joalheria Mappin & Webb, que aparecia nas fotos de divulgação anteriores, surge o logo da Hamleys, tradicional loja britânica de brinquedos.

A Hamleys já patrocina a Williams desde 2004, mas nunca ocupou um espaço de tanto destaque como este.

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Do Baú: Suzuki na Jordan


Aguri Suzuki, hoje dono da Super Aguri, foi piloto de Fórmula 1 entre 1988 e 1995. Na temporada de 1994, após sair da Footwork no final do ano anterior, ficou desempregado. Mas não por muito tempo.

Durante o GP do Brasil, etapa de abertura daquele ano, Eddie Irvine provocou um enorme acidente no final da reta oposta. Eliminou Martin Brundle, Eric Bernard e a si próprio da corrida, além de fazer Jos Verstappen voar pelos ares, logo na estréia do holandês na categoria. O gancho veio rápido: três corridas de suspensão. Até hoje, a maior punição aplicada pela FIA a um piloto por motivo de acidente na F1.

A corrida seguinte seria o GP do Pacífico, em Aida, Japão. Para substituir o suspenso Irvine, Eddie Jordan chamou um piloto da casa: Aguri Suzuki. O japonês disputou apenas esta corrida pela equipe, sendo substituído por Andrea de Cesaris em San Marino e em Mônaco.

Suzuki retornaria ainda à categoria em 1995, revezando um segundo carro da Ligier com Martin Brundle.

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Vai um Schumacher aí?


Michael Schumacher aproveitou os testes da pré-temporada para fazer um jabá de seu isotônico, o Rosbacher Sport. O heptacampeão foi fotografado nos boxes diversas vezes consumindo a bebida e posando com uma garrafa na mão.

Schumacher é garoto-propaganda da água mineral Rosbacher desde 2006. Marca que, no ano passado, lançou uma linha de isotônicos com o seu nome.

Mesmo aposentado, o alemão segue faturando.

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Do Baú: Morbidelli na Jordan


Em 1996, após o término de seu contrato com a Arrows, Gianni Morbidelli não conseguiu mais vaga de titular na Fórmula 1. Assim, acabou assumindo um cockpit de testes na Jordan, que tinha Rubens Barrichello e Martin Brundle como titulares.

O italiano retornou à categoria no ano seguinte, substituindo Nicola Larini na Sauber. Mas, a partir de 1998, passou a se dedicar às corridas de turismo e protótipos.

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Carro-coisa

Vi agora uma foto da Honda no blog do Rafael Lopes e tive um insight…

Com essas antenas verdes, esse carro não parece um gafanhoto?

Estou mudando de opinião, acho que conseguiram fazer um carro ainda mais feio que o do ano passado. Tomara que, pelo menos, ande melhor. Os resultados dos testes de inverno parecem indicar que não, mas o Ico apresentou uma boa justificativa. Se for realmente isso, boas notícias para Button e Barrichello.

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Com Alonso onde Alonso estiver


Lembram da Mutua Madrileña, seguradora espanhola que mudou da Renault para a McLaren com Fernando Alonso? É a mesma empresa que anunciou que rompia com a equipe junto com o bicampeão, mas que depois teve de mudar de idéia e manteve seus logos nos macacões de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen.

Pois a história não acaba aí. Os espanhóis voltaram, de fato, para a Renault junto com Alonso, como se pode ver no nada discreto adesivo ostentado pelos carros franceses desde ontem, em Montmeló.

A associação entre a seguradora e Alonso não chega a surpreender, já ocorreu antes de patrocinadores acompanharem pilotos nas mudanças de equipe. O que espanta é que a Mutua Madrileña é concorrente do banco holandês ING, principal apoiador da Renault. O ING, diga-se, já havia aberto uma exceção permitindo que outro concorrente, o Banco Santander, também apoiasse o time, com a marca “Universia”. Tudo por Fernando Alonso.

A dica veio do Everaldo Dias.

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A última pintura


A Williams foi para a pista hoje, em Montmeló, com a sexta e última das pinturas comemorativas aos seus 30 anos de história. Basicamente, são adesivos de um tracejado sobre a pintura, indicando áreas de recorte. Tais recortes estão exatamente nas posições do novo desenho do carro, revelados indevidamente pela McGregor há algumas semanas.

A idéia foi até interessante… pena que o patrocinador estragou tudo.

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