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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da tag: Frank Williams
Eterna homenagem

João Eduardo escreve questionando se a Williams continua homenageando Ayrton Senna em seus carros. A resposta é sim, como se pode ver na imagem acima, detalhe do FW30, lançado no começo desta semana.
Desde 1995, Frank Williams coloca no bico de seus carros o logo da marca Senna, como forma de lembrar o piloto brasileiro, morto em um de seus carros no GP de San Marino de 1994.
Atualização: a pedidos, coloquei uma seta indicando a posição do logo.
Tags: Ayrton Senna, F1, Fórmula 1, Frank Williams, Williams
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Problema com combustível já aconteceu em 1995

A decisão tomada hoje pela FIA, de não desclassificar os pilotos da Williams e da BMW por irregularidades no combustível, não pode ser chamada de incoerente. Caso semelhante já havia ocorrido, também no GP do Brasil, em 1995.
Naquela ocasião, Michael Schumacher havia vencido a prova, com David Coulthard em segundo e Gerhard Berger em terceiro. Os dois primeiros, de Benetton e Williams, utilizavam o mesmo combustível, da francesa Elf. Comissários da prova detectaram que a composição da gasolina extraída dos tanques diferia daquela que tinha sido enviada para homologação antes da corrida.
No final da tarde, os dois pilotos foram desclassificados e a vitória foi atribuída a Gerhard Berger, que chegou a comemorar com champanhe nos boxes, com certo constrangimento. Dias depois, a FIA analisou os recursos da Williams e da Benetton e devolveu a vitória a Schumacher e o segundo posto para Coulthard. As equipes apenas não puderam somar estes pontos no mundial de construtores.
Julgo que a decisão de hoje foi acertada. Regra é regra, mas precisa ser avaliada dentro de contexto. Não fosse assim, juízes não seriam necessários: pegaria-se a lei e aplicaria-se a pena. Dentre todas as subjetividades presentes na aplicação de uma pena, destaca-se a avaliação de tamanho do crime x tamanho da pena.
Os pilotos deveriam ser desclassificados caso os comissários tivessem entendido que houve benefício com a irregularidade. Mas não foi o que ocorreu. Ficou entendido que a diferença de temperatura não influiu no resultado da corrida e que não havia certeza quanto ao processo de medição. Duas empresas diferentes avaliaram as amostras e os resultados foram bem distintos. Sem certeza do crime e sem ganho comprovado, sem punição. Bastante simples e correto.
Outros tempos
Em reportagem para a BBC, Nigel Mansell revela a Murray Walker os “segredos” tecnológicos da Williams FW14, de 1991. Foi o carro-matriz do FW14B, que lhe daria o título mundial no ano seguinte.
Agora imagine se esta cena seria possível este ano, com tanta neura com espionagem industrial. Eram outros tempos… e nem tão distantes assim.
O vídeo foi dica do leitor Guilherme Daroit.
Wurz antecipa aposentadoria

Alex Wurz agora é um ex-piloto de F1. O austríaco anunciou hoje em comunicado oficial que o GP da China foi o último de sua carreira.
Nascido em 1974, em Waithofen-an-der Thaya, Áustria, Wurz permaneceu na Fórmula 1 por 11 temporadas, mas em apenas quatro delas como piloto titular. Ele estreou na categoria em 1997, substituindo Gerhard Berger na Benetton, afastado com uma infecção dentária. Fez boas corridas no Canadá, na França e na Inglaterra, culminando com um pódio logo em sua terceira participação. Tal desempenho garantiu-lhe um contrato de piloto titular nos anos seguintes. Porém, não mais voltou a repetir as boas atuações das primeiras corridas.
Depois de apenas 22 pontos marcados em três temporadas, contra 47 do companheiro Fisichella, Wurz ficou sem emprego e acabou assumindo uma vaga de piloto de testes da McLaren. Lá permaneceu de 2001 a 2005 desenvolvendo os carros prateados, tendo apenas uma oportunidade de correr, no GP de San Marino de 2005, substituindo o acidentado Montoya. Chegou em terceiro lugar e trocou a McLaren pela Williams no ano seguinte. Passou mais uma temporada como test driver até assumir a titularidade em 2007, ao lado de Nico Rosberg.
Apesar do pódio conquistado no GP do Canadá, a temporada não foi boa para Wurz. Nitidamente fora de ritmo, raramente passava da primeira fase dos treinos de classificação e largava sempre das últimas posições do grid. Foi batido com facilidade pelo companheiro de equipe e cometeu alguns erros primários, como a rodada na primeira volta sem Safety Car do GP do Japão. Tido como um piloto simpático e afável, a figura de Alex Wurz fará falta no paddock da Fórmula 1.
A Williams anuncia amanhã o substituto do austríaco para o GP do Brasil. O nome favorito é o do japonês Kazuki Nakajima, piloto de testes da equipe. Nelson Angelo Piquet corre por fora.
A visível e indelével marca nos pneus
Finalmente a Bridgestone está resolvendo o problema da exigência da FIA de produzir uma marca visível nos pneus mais macios. Alex Wurz testou ontem em Sepang um pneu com duas marcas: uma bola vermelha na lateral e um friso branco dentro do sulco externo.

A bolinha vermelha, como se pode perceber na imagem 1, é visível, embora ainda não seja de tão fácil distinção. Se o carro não for mostrado de lado, talvez não se perceba. Mas, de longe, é um avanço com relação ao ridículo círculo branco da Austrália.
Já o friso branco é muito nítido, como se vê na imagem 2. E, mesmo com o pneu desgastado (imagem 3), continua aparecendo, embora mais estreito.
Ao que parece, a faixa branca é a melhor opção. Conhecendo as figuras da Fórmula 1 como conhecemos, é bem possível que optem pela vermelha. Para que facilitar?
Matriz x Filial

Muito se falou, com justiça, do fiasco da Honda, que só conseguiu colocar um carro seu à frente de uma Super Aguri a 16 voltas do fim da corrida, quando Barrichello finalmente ultrapassou Takuma Sato. Embora menos retumbante, o fracasso da Toyota também ficou evidente.
A equipe terminou a corrida com seus dois carros atrás da Williams de Nico Rosberg. Qualquer hora os japoneses perdem o pudor e pegam dois carros emprestados do Tio Frank para não mais passar vergonha.
A Williams, aliás, foi um dos destaques do final de semana. Mal cotada, apontada como adversária da Spyker e Toro Rosso, marcou dois pontos e pode ficar entre as seis melhores no mundial de construtores, caso não pare com o desenvolvimento de seu carro.
A nova asa que de nova não tem nada
Andei ouvindo aqui e acolá que a Williams FW29, apresentada ontem, trouxe uma grande novidade: uma asa dianteira rebuscada, cheia de curvas e revolucionária.
Só faltou alguém perceber que essa asa já existe desde o ano passado. Olhaí o Nico passeando com ela, também conhecida como “el bigodón”, em Interlagos.

Não se fazem mais novidades como antigamente, com o perdão do trocadilho.
Tags: Frank Williams
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O poder de uma fotografia
Num único clique: beleza, tristeza, passado, presente, glória, derrota e mais uma enxurrada de significados.

Está publicada, originalmente, no site da Autosport.
Tags: Frank Williams, Williams
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