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Perfil
Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da tag: Globo
Meu nome é Virgin!
* Coluna publicada originalmente na edição zero da Revista Warm Up.
Um dos pressupostos básicos do bom jornalismo é dar nomes aos bois. Por isso, não caio no joguete fácil de, como forma de protesto, chamar a Rede Globo de RG. Se a critico, não posso cair na mesma armadilha. E a maior e melhor emissora de TV do Brasil, ao não fazer uso dessa mesma premissa, joga contra o telespectador. E cria confusão na cabeça de todo mundo.
Num passado já um pouco distante, a Fórmula 1 tinha uma equipe da grife Benetton. E que assim sempre foi chamada no país, em respeito ao empresário que desembolsa uns tantos dinheiros e que apoia o esporte para, em retorno, obter visibilidade à sua marca.
Ações semelhantes de marketing são difundidas mundialmente e respeitadas em países mais sérios. Nos EUA, a Nascar é denominada Sprint Cup. Por anos, foi conhecida como Winston Cup. Na Alemanha, ninguém rebatiza a Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique. Assim como ninguém na Inglaterra resolve mudar o nome da O2 Arena ou do Emirates Stadium para não fazer propaganda. É este o nome dos locais, então é assim que devem ser chamados. É uma questão de respeito, bom jornalismo e até uma certa dose de boas relações comerciais.
Mas, no Brasil, a coisa é diferente. De alguns anos para cá, alguém na Rede Globo teve a brilhante ideia de mudar os rumos da cobertura jornalística. Aos olhos dos executivos comerciais, ações de marketing no esporte passaram a ser vistas como “propaganda gratuita”. Algo como: “Estamos divulgando demais algumas marcas sem receber nada em troca”. E as trevas começaram a surgir. No futebol no vôlei, no basquete. E mais evidentemente, na Fórmula 1.
No começo da década de 2000, quando a guerra entre as fabricantes de pneus Michelin e Bridgestone ganhou manchetes e passou a ser centro de discussões, eufemismos esquisitos apareceram. Nas transmissões globais, começaram referências a “pneu francês” e “pneu japonês”. A palhaçada terminou rápido, mas não ficou só nisso. Quando a fabricante de energéticos Red Bull comprou a Jaguar e a transformou em Red Bull Racing, em 2005, surgiu no Brasil a “RBR”. No ano seguinte, a mesma empresa comprou a Minardi e rebatizou-a de Scuderia Toro Rosso. Mas, no dicionário Global, apareceu a “STR”.
Tal política, de tão grosseira, esbarra no que se pode até supor que seja uma afronta jornalística proposital para gerar novos negócios. Pergunto: e se a Red Bull patrocinasse as transmissões, como seriam chamadas suas equipes? Estaríamos, aí sim, vivendo uma realidade inaceitável: a equipe precisaria pagar para que o jornalista fale seu nome.
Mais do que o desrespeito, ainda reside nessa política a contribuição para a má informação. O time de futebol da Ulbra foi tratado até 2009 pela Globo como “Canoas”. Sendo que Canoas, embora seja o nome da cidade, é outro clube. E a TV chegava a exibir o escudo deste outro time. Isso é mais do que omitir: é confundir.A última da Globo foi determinar que a equipe Virgin não pode ser assim chamada. Alguém achou que o conglomerado britânico Virgin não merecia citação e veio então uma ordem: “Chamem de Manor!”. Para quem não sabe, Manor é o nome da equipe de Fórmula 3 que deu origem à Virgin Racing. É como se, em 1986, a Benetton continuasse sendo chamada de Toleman.
Com todo o respeito, Manor não existe. O nome da equipe é Virgin. E o brasileiro Lucas di Grassi, piloto do time, não deveria ser complacente com tal iniciativa. Na primeira entrevista ao vivo, que avisasse: “Nosso nome é Virgin!”. Quem sabe um adesivo no capacete. E quem sabe assim o público em geral perceba o descalabro informativo ao qual é submetido.
ATUALIZAÇÃO: Somente hoje, 12 de março, a Globo encontrou duas novas formas de se referir à Virgin. Durante o dia, foi “VR”. Talvez dando-se conta do mico que protagonizava fazendo propaganda para vale-refeição ou para uma grife, resolveu mudar de novo. A partir do Jornal Nacional, surgiu uma outra nova denominação: “VRT”.
O mais absurdo: o nome da equipe, registrado junto à FIA, é “Virgin Racing”. Não existe o T, completamente inventado pelo jornalismo da casa. A situação ganha contornos cada vez mais patéticos.
Tags: Benetton, Globo, Lucas Di Grassi, Manor, Virgin
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MSN e Globo.com: Bug? Censura Digital?
Tudo começou na última sexta-feira. Tentei mandar um link de uma notícia por MSN para amigos e a mensagem voltava. Não dei muita bola, achei que fosse erro da minha rede. Porém, hoje à tarde voltou a acontecer. Pensei, de novo: “rede instável, acontece”.
Porém, percebi que a situação tinha contornos maiores quando, agora há pouco, tentei novamente enviar um link de uma outra matéria para um amigo. Ele foi. Mas notei que, diferentemente dos que deram errado, ele não era da Globo.com. Era do IG. Tentei mandar outro da Globo: não foi.
Fiz uma breve enquete no Twitter. Dezenas de pessoas estão com o mesmo problema. Faça você o teste. Entre em www.globo.com, acesse qualquer página interna, copie o link e tente enviar para alguém por MSN. O link vai voltar. Conclusão: não é mais possível compartilhar links do portal Globo.com por MSN. A mensagem volta, impiedosamente.
Aparentemente, por algum motivo, um filtro de censura está sendo aplicado no MSN ou nas redes que ele utiliza para transferir informações de um usuário para o outro. E a pergunta é: quem está por trás disso? Brincadeira de hackers? Censura proposital da Microsoft? A URL do portal caiu numa lista negra de links maliciosos? Ou seria algum pedido da Globo?
A última hipótese me parece burra demais para ser verdade. Não faz sentido algum portal impedir que seus atalhos sejam compartilhados. A possibilidade da black list me parece mais lógica. Alguém tem alguma pista?
Baú: Senna de carona em Interlagos
O “Baú do Capelli” de hoje veio, como prometido, de uma fita VHS poeirenta do fundo de um armário capellesco. Trata-se de uma reportagem do Jornal Nacional do dia 25 de março de 1994, às vésperas do GP do Brasil daquele ano. Nela, o repórter Ernesto Paglia dá uma volta em Interlagos com o Safety Car da corrida, na época um Ford Verona, levando Ayrton Senna na carona.
A matéria mostra um Senna descontraído e brincalhão, bem diferente daquele que nos acostumamos a ver nos finais de semana de Grande Prêmio. Alguns momentos são bem engraçados.
Pouco mais de um mês depois, o tricampeão sofreria o acidente fatal em Imola.
Flagrante do estúdio da Globo

Foto: Reprodução/TV Globo
Durante o GP da Malásia, um fato insólito ocorreu na transmissão da Rede Globo. Quando um raio caiu em Sepang, cortando o sinal da pista, o switcher se enganou e colocou no ar uma imagem de Galvão Bueno, Reginaldo Leme e Luciano Burti nos estúdios, narrando a corrida. Durou poucos segundos, mas tempo suficiente para o David Sales gerar um screenshot e enviar a título de curiosidade.
Carta de Rafael Lopes
Fiz um post ontem sobre a Brawn Racing, citando uma fonte francesa como a autora do furo que desvendava o provável nome da nova equipe. No entanto, Rafael Lopes, jornalista do GloboEsporte.com, publicou a mesma matéria horas depois dos franceses, tratando como algo exclusivo.
De forma a evitar mal-entendidos e interpretações incorretas, o Rafael me enviou esta carta aberta, que reproduzo abaixo, explicando como apurou a matéria e por que tratou como algo exclusivo.
Oi Capelli,
Vi que você publicou às 15h18 de hoje (sexta-feira, 27/02) um post falando dos domínios registrados na Internet ligados ao nome Brawn Racing. Tal post citava uma nota de em um site francês, o que gerou alguns desdobramentos em relação à matéria publicada por mim no GLOBOESPORTE.COM nas primeiras horas da manhã.
Ontem (quinta-feira, 26/07) eu conversava via rádio na hora do almoço com o amigo e colega de trabalho Alexander Grünwald sobre os inúmeros boatos que saíram nos últimos dias a respeito do futuro da Honda. Tentávamos, no papo, filtrar o que parecia bobagem do que aparentemente mostrava algum fundamento, quando ele me perguntou:
- Se o Ross Brawn assumir mesmo a equipe através do “management buyout”, qual será o nome do time? Não dá para continuar como Honda, então poderia ser “Brawn Racing”?
Depois do estalo, concordei que fazia muito sentido o inglês dar à equipe seu próprio nome, inclusive com os rumores que davam conta da não-participação de Nick Fry do negócio. Então, fomos atrás de evidências.
Na parte da tarde, infelizmente não pudemos dar prioridade a esta pauta por causa de algumas pendências em nossos respectivos trabalhos. Mas vimos que os referidos domínios – brawnracing.com e brawnracing.co.uk – já haviam sido registrados. Assim que caiu a noite, consegui me dedicar mais intensamente a esta pesquisa. O próximo passo era saber quem havia feito estes registros.
Por meio de um site especializado, cheguei ao nome da advogada Caroline McGrory. Àquela altura, já passava de meia-noite, e cada nova informação era compartilhada com o Grün via rádio – como já fizemos em outras matérias, minhas e dele, uma vez que este “bate-bola” é ótimo para agilizar o processo de apuração.
Poucos minutos depois, cruzei algumas informações e concluí que ela havia prestado diversos serviços à BAR e à Honda, com mais relevância aos citados na minha matéria. Depois de checar a cidade onde Caroline mora, muito próxima a Brackley, escrevi o texto e pensei muito no tipo de destaque que daria à matéria.
Sabia que seria o primeiro no Brasil a dar isso, o que já valia, por si só, um “exclusivo” no título. Mas resolvi pesquisar a fundo para saber se já havia saído em algum lugar do mundo. Os principais sites estrangeiros, como os Autosports da vida, não haviam dado uma linha sobre o assunto. Mesmo assim, fiz uma busca na área de notícias do Google para achar outro eventual registro. A resposta do portal a várias combinações de palavras também foi negativa.
Citei a exclusividade no título e agendei o texto para as 5h30 da manhã, ou seja, horas depois de tê-lo escrito. Sei que pode parecer esquisito publicar uma notícia mais adiante quando é possível fazê-lo imediatamente. No entanto, este é um procedimento interno, estratégico por questões de audiência.
Já não é de hoje que desenvolvo um trabalho sério, buscando evidências concretas para minhas matérias, um procedimento obrigatório para qualquer jornalista. Conseguir credibilidade é algo que não acontece da noite para o dia. É necessário trabalhar muito para conquistá-la. Se tal notícia apareceu em outro lugar pouco tempo antes, foi porque dois jornalistas de continentes diferentes tiveram a mesma informação/idéia ao mesmo tempo. Simples assim. Todos nós, aliás, estamos sujeitos a isso.
Grande abraço,
Rafael Lopes
É sempre bom dar voz a todas as partes e evitar conclusões erradas. A versão do Rafael me parece muito coerente e provável, então não há motivos para questioná-la. Já vivi situações parecidas e, com a agilidade da Internet, muita coisa acontece ao mesmo tempo. Por isso, acho apenas que é preciso tomar cuidado com o termo “exclusividade” e disse isso ao Rafael enquanto conversamos ao telefone. Eu, por exemplo, já não uso mais o “exclusivo” há um bom tempo, porque acaba virando uma faca de dois gumes, por melhores intenções que se tenha.
De resto, fica um agradecimento ao Rafael Lopes pelo modo como conduziu o caso.
Tags: Globo, Rafael Lopes
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F1 em alta definição?

Montagem/Reprodução TV
Um amigo me fez hoje um questionamento que achei interessante publicar no blog. Me perguntou ele: “Agora que aqui em Porto Alegre já temos TV digital, então vamos ver a Fórmula 1 em alta definição (HDTV)?”. Minha resposta, no entanto, o frustrou: não.
Muita gente confunde tv digital com alta definição. São coisas diferentes. Não vou entrar nessa seara técnica, existem boas fontes na Internet sobre o assunto. Mas o básico é entender que nem tudo o que é digital é alta definição. Youtube é digital, mas a imagem é ruim e pixelada, certo?
A Rede Globo, por exemplo, embora já transmita em sinal digital 24 horas nas principais capitais do país, por enquanto exibe apenas alguns programas de seu horário nobre em HDTV. É a novela das 8, o futebol, alguns filmes. A F1 poderia ser em HD? Sem dúvidas, poderia. Inclusive todos os equipamentos da FOM já fazem a geração e a gravação das imagens neste formato. Mas Bernie Ecclestone, por motivos comerciais, ainda não achou interessante liberar este formato para as emissoras de televisão. Mesmo na Europa, o sinal é transmitido em definição padrão (ou SD). O sinal HD é enviado apenas para cinemas na Inglaterra, que cobram ingresso e transmitem a corrida ao vivo. Deve ser uma experiência esquisita, ver F1 no cinema. Mas fazer isso uma vez deve ser divertido.
Enfim… o fato é que a Fórmula 1 no Brasil, e mesmo no resto do mundo, infelizmente, ainda não é transmitida em alta definição. Porém, nem tudo é ruim. Para quem tem sinal digital em sua cidade e um conversor, fica a dica: a Globo transmite em SD wide. O que significa isso? Que a imagem chega à sua casa em formato widescreen 16:9, aquele mais retangular, parecido com o de cinema. Se você tem uma TV de Plasma ou LCD, terá um campo de visão maior ao assistir às corridas.
Tomando a imagem que ilustra este post como exemplo, a transmissão padrão corta a imagem lateralmente mais ou menos na largura das rodas da Ferrari de Felipe Massa, formando uma imagem quase quadrada, 4:3. Já a digital, no formato wide, representa um ganho expressivo de área nas laterais. Você consegue ver os retrovisores, como aparece ali em cima. Pode parecer pouco, mas faz uma bela diferença durante uma corrida.
Tags: FOM, Globo
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Corrida ao vivo no domingo

Acabei de obter, de fonte fidedigna, a resposta para a pergunta que tanto atormenta os fãs do automobilismo nos últimos dias.
Sim, a Rede Globo transmitirá o GP da Europa, ao vivo, no próximo domingo, a partir das 9h. A classificação do sábado, porém, não será exibida em função das atividades do penúltimo dia de competições dos Jogos Olímpicos de Pequim. Só não consegui descobrir se teremos pelo menos um VT.
Tags: Globo, GP da Europa
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Treino ao vivo
A Rede Globo de Televisão anuncia que o treino de classificação de logo mais passa ao vivo, com transmissão a ser iniciada às 23h45, horário de Brasília.
Deveria ser algo normal, mas vira notícia depois do que fizeram com os treinos do Japão e da China no ano passado, exibindo um VT com minutos de delay. Na dúvida, eu não estava contando com imagens ao vivo.
Tags: Globo, GP da Austrália
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A entrevista de Piquet
O grande Rodrigo Mattar escavou o Youtube e encontrou o vídeo da entrevista exclusiva que Nelson Piquet concedeu a Reginaldo Leme em 1992, logo depois do seu acidente em Indianápolis.
Na histórica entrevista que Bruno Vicaria fez com Regi, publicada semana passada no Grande Prêmio, o jornalista confessa que foi esta reportagem que o trouxe de volta para a Fórmula 1, depois de afastado da cobertura pela Rede Globo por causa das desavenças com Galvão Bueno.
O comentarista ficou de fora de duas transmissões naquele ano, na Espanha e em Mônaco.
Galeria: 12 de novembro no automobilismo

1916 – Nasce Peter Whitehead

1945 – Nasce George Eaton

1995 – Damon Hill vence o GP da Austrália
Neste GP da Austrália, o último em Adelaide, David Coulthard e Roberto Moreno protagonizaram patacoadas homéricas. Confira nos vídeos abaixo.
Detalhe: Coulthard liderava a corrida com folga.
20 anos do tri de Piquet
Hoje, 1º de novembro, comemora-se os 20 anos do tricampeonato de Nelson Piquet na Fórmula 1. Nigel Mansell bateu nos treinos de sábado do GP do Japão, machucou as costas e desistiu de participar da corrida. Com o anúncio, Piquet sagrava-se campeão, mas a confirmação do título viria apenas no domingo, quando o inglês não alinhou para a largada.
Em homenagem, o vídeo abaixo. Trata-se de um resumo da prova, com um clipe do tricampeonato, exibido naquela madrugada, ao final.
Há 20 anos, direto do túnel do tempo.
Tags: Globo, Nelson Piquet
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Hora do almoço, que hora tão feliz
Globo Esporte, agora há pouco.
Repórter entra em link ao vivo, noticiando algo de suprema importância: um quiosque eletrônico instalado pela emissora, em algum canto de São Paulo, no qual os cidadãos paulistanos poderão votar na imprevisível enquete: “Quem será o campeão de 2007?”.
A câmera mostra várias pessoas, muitos papagaios de pirata, todos aglomerados na ânsia de clicar numa das três fotinhos que aparecem na tela do quiosque: Alonso, Hamilton ou Raikkonen.
Para justificar a chamada ao vivo, o repórter pergunta a um velhinho que sai da fila:
- O senhor votou em quem?
A resposta:
- Euu?? Ah… eu votei no Felipe Massa!
Chama o estúdio, fecha o pano.
Tags: Felipe Massa, Globo, GP do Brasil
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F1 na Globo até 2010
Segundo o colunista Daniel Castro, da Folha de São Paulo, a Record bem que tentou, mas não vai levar. Na coluna da última sexta-feira, Castro revela que a FOM renovou os direitos de transmissão da Fórmula 1 com a Rede Globo até 2010.
A nota na íntegra:
“A Record voltou a procurar a Federação Internacional de Automobilismo para tentar tirar a Fórmula 1 da Globo. Argumentou que a concorrente descumpriu contrato quando interrompeu a transmissão de um GP, em maio, para exibir missa do papa Bento 16. Mas não colou. A Fórmula 1 continua com a Globo – pelo menos até 2010, segundo a emissora.
A Globo já vendeu as cinco cotas de patrocínio da temporada de 2008 da Fórmula 1. Todos os atuais patrocinadores renovaram. Cada cota custou, na tabela, R$ 48 milhões.”
Mas não vejo isso como um mau sinal. São públicos e notórios os muitos problemas da transmissão global, mas duvido que a emissora dos bispos fosse fazer algo superior. Seria o mesmo, ou até pior. Na dúvida, melhor o que a gente já conhece.
Muitos acreditam que a mudança de emissora fosse trazer uma cobertura mais detalhada e aprofundada. Mas se nenhuma TV aberta consegue aprofundar nem a cobertura futebolística no país, que é um esporte muito mais fácil de entender e explicar, quem dirá a automobilística. Não haveria como, não faz parte do modelo de negócio de nenhum canal aberto do país.
O que realmente faz falta no Brasil é uma transmissão ao vivo em tv a cabo, com cobertura mais detalhada, mais câmeras, em formato widescreen. Mas que não deve pintar por estas bandas antes de 2009.
Tags: Globo
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O Encontro
Muito boa a bola levantada pelo amigo Alex Grunwald. Já consigo até imaginar. Jornal Nacional, véspera do GP da Espanha. Carlos Gil apresenta uma matéria sobre um emocionado encontro nos boxes de Montmeló: Robinho e seu “sósia” na F1, Lewis Hamilton. Um dirá que é fã do outro, trocarão presentes, o repórter gravará um texto cheio de trocadilhos e frases de duplo sentido, perguntará obviedades e reforçará a juventude e o futuro promissor dos dois “craques”.
O pior de tudo é que não é brincadeira. Certamente darão um jeito de levar o Robinho de verdade até Barcelona e promover tal encontro. Alguém duvida?
Gostaria apenas que o Merchan Neves do Pânico estivesse presente, pois assim daria um tapa na cabeça do Hamilton, bradando o bordão “Pedala, Robinho!”. Seria o final que melhor traduziria a natureza da matéria. Uma grande bobagem.
GP da Espanha x Bento XVI
Ricardo Perrone publicou hoje em sua coluna “Painel FC”, na Folha de São Paulo (exclusiva para assinantes do UOL):
“O primeiro GP após a vitória de Felipe Massa no Bahrein deverá ficar em segundo plano na Globo. A prova em Barcelona, dia 13, acontece durante a visita ao Brasil do Papa Bento 16. Boa parte da corrida deverá ser exibida numa janela no canto da tela.”
Má notícia, mas faz sentido. Por ser uma concessionária pública, a Globo deve atender aos anseios de sua audiência. Em um país majoritariamente católico, é perfeitamente natural que a maior parte da audiência esteja mais interessada na missa do Papa do que no GP da Espanha. Podiam, pelo menos, negociar com Bernie Ecclestone a exibição ao vivo no Sportv. Mas duvido.
Tags: Globo, GP da Espanha
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Overdose
Momento de rabugice. Massa ganhou, alegria geral, tudo bem. Mas a Globo precisava colocar o tema da vitória para tocar cinco vezes?
Foram três execuções em loop após a bandeirada, depois mais duas durante o pódio. Este nunca foi o expediente natural nos tempos de Piquet e Senna. Era uma vez durante a bandeirada e só. Em caso de título mundial ou algum feito espetacular, ela entrava mais uma vez no encerramento da transmissão.
Tá certo que a F1 anda chata, mas questiono se este tipo de estratégia ajuda a trazer alguma emoção. Acho que estão forçando a barra.
Tags: Globo, GP do Bahrein
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Toque feminino na Fórmula 1
Deu na coluna do Daniel Castro, na Folha de São Paulo de hoje: Mariana Becker será repórter de box nas transmissões de Fórmula 1 da Globo em 2007. No início, como teste, ela dividirá a cobertura com Carlos Gil. Se tudo der certo, pode assumir a vaga em definitivo.
Para as três primeiras corridas do ano, no entanto, Pedro Bassan segue na cobertura, já que está vivendo como correspondente da emissora na Ásia. Depois, passa o bastão para Mariana e Gil.
Embora não seja comum mulheres participarem da cobertura de automobilismo, fica o registro de que Mariana não é nenhuma novata no que diz respeito a velocidade sobre quatro rodas. Há alguns anos, ela participou do Rali dos Sertões como competidora e repórter, preparando matérias para o Esporte Espetacular.
Boa sorte a ela!
Tags: Globo, Mariana Becker
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Menos, Globo. Menos.
A Globo lançou no ano passado um blog do Galvão Bueno, com informações sobre o Pan 2007. Pela linguagem, pelo jeitão da coisa, acho difícil que seja ele mesmo quem escreve. Não gosto desses blogs institucionais, usando o nome de alguém. Não têm opinião e subvertem completamente a idéia do que deve ser um blog. Mas enfim. O curioso é o perfil do narrador colocado na página.

1.000 GPs? Em toda a história, a Fórmula 1 teve, até hoje, 768 corridas. De 1980 para cá, que foi quando Galvão começou a narrar pela Bandeirantes, aconteceram 440 GPs. Mesmo que tivesse transmitido todas desde então, o que sabemos que não aconteceu, ele não chegaria nem a 500 corridas narradas.
Que o Galvão é o maior narrador do Brasil a gente já sabe. A Globo não precisa exagerar nos números pra reforçar o mito.
Ps.: Ah, sim. “Sueco” com acento também é dose.
Tags: Galvão Bueno, Globo
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