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Naftalina – parte VIII

Mais um grande momento da Fórmula 1, direto do baú do Mario Jorge. Trata-se de um compacto do GP de Mônaco de 1982.

Você lembra da corrida de 1996, quando só chegaram 4 carros? Acha que foi uma corrida maluca? Pois esta foi ainda mais doida.

Faltando três voltas para o final, começou a chover e ninguém mais conseguia se manter na pista. Quem não rodava, ficava sem combustível. A liderança trocou de mão diversas vezes nas duas últimas voltas e ninguém sabia quem venceria a corrida, nem o diretor de prova. Aliás, nem o vencedor. O primeiro colocado só soube que tinha vencido no meio da volta de desaceleração, quando foi dar uma carona para o segundo colocado e foi cumprimentado por ele.

Imperdível.

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Naftalina – parte VII

Esse novo vídeo do Mario Jorge é para entrar para os anais da história da cara-de-pau. O que se passa é o seguinte: Alain Prost lidera o GP da Holanda de 1981, com outra Renault, de René Arnoux, em segundo. Luciano do Valle, o locutor na época, se embanana e diz que Arnoux é o primeiro.

Pela narração, você ouve que, quando eles passam pela primeira vez na reta de chegada, ele silencia. Provavelmente percebeu, ou foi alertado, que as posições eram outras. O que ele faz? Em vez de corrigir, insiste que Arnoux é o primeiro. A câmera fecha sobre a Renault de Prost e ele confirma: “aí está René Arnoux”.

Como ele resolveu o problema? No momento em que as câmeras não mais flagram os líderes, ele inventa que houve um enrosco na saída da curva Tarzan, que Jones, o terceiro, quase liderou, e que Alain Prost assumiu a liderança.

Luciano do Valle inventou uma ultrapassagem!!! Só vendo para crer. Aí está o vídeo.

Luciano… que feio.

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Naftalina – parte VI

Mais um achado do acervo do Mario Jorge: voltas finais do GP de San Marino de 1982.

O que parece ser uma saudável e empolgante disputa pela vitória entre dois companheiros de equipe, na verdade tratou-se de um duelo desigual. Preocupada com o alto consumo de combustível no circuito de Imola e já tendo uma dobradinha garantida, a Ferrari deu ordens para que os pilotos mantivesssem posições, com Gilles Villeneuve na ponta. Porém, na última volta, Didier Pironi deu um golpe na própria equipe ao ultrapassar o companheiro e vencer a corrida.

Sentido-se ludibriado, Villeneuve sequer falou com o francês, dando-lhe as costas no pódio. A partir deste epidódio, em guerra declarada dentro da equipe, o canadense passou a assumir ainda mais riscos para andar na frente. E foi assim que, duas semanas depois, ele saiu em desabalada carreira nos últimos minutos do treino de classificação para o GP da Bélgica para tentar roubar de Pironi o sexto lugar no grid de largada. Calculou mal uma ultrapassagem sobre Jochen Mass, sofreu um grave acidente e morreu.

Anos mais tarde, Pironi teve um filho, o qual batizou com o nome Gilles.

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Naftalina – parte V

Falta pouco para transformar isso aqui no Blog do Dourado. Mais um vídeo coberto de naftalina dele: a abertura da transmissão do GP do Brasil de 1984.

O bom foi que pude perceber que minha memória não está falhando tanto. Naquele post da abertura do GP do México de 1989 eu comentei que achava que aquela trilha já tinha sido usada no começo dos anos 80. Bingo! É ela mesma.

A abertura chega a ser fantástica de tão brega. A comparação de um F1 com um caça é de uma infâmia que até parece que fui eu quem inventou. A roupa espacial dos técnicos deixaria o Clóvis Bornay envergonhado. O cenário, cheio de espelhos, parece a abertura do Fantástico de gosto mais duvidoso da história. Enfim, um grande momento trash.

Vale a pena ver também Fernando Vanucci anunciando os pilotos participantes da corrida. Entre eles, o estreante Ayrton Senna. Muito bacana.

Um adendo: o Pandini, do GP Total, fez em seu blog no final do ano passado dois posts a respeito do carro utilizado na abertura. Você poderá vê-los aqui e aqui.

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Naftalina – parte IV

O Mario Jorge Dourado agora não pára de mandar pérolas de naftalina. Esta, em questão, é especial.

Trata-se de um compacto do GP do Brasil de 1983, vencido por Nelson Piquet, a primeira vez em que o “Tema da Vitória” foi executado pela Globo.

Agora você deve estar se perguntando: “Mas no Youtube tem a primeira vitória do Senna, porque nela não tocou?”. Eis a resposta: o tema foi criado pela Rede Globo para ser executado durante a chegada do GP do Brasil de 83, independentemente do vencedor. O tema, inclusive, foi incluído na transmissão internacional, todos os canais do mundo que exibiam a corrida receberam esta trilha sonora.

Durante o restante do ano de 1983 e nas temporadas seguintes, o tema ficou engavetado. No GP do Brasil de 1986, com a dobradinha Piquet/Senna, a música tocou novamente e a Globo teve então a idéia de torná-la um hino das vitórias brasileiras. Só a partir daí ela começou a ser executada a cada vitória de um brasileiro na Fórmula 1.

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Naftalina – parte III

O blogueiro Mario Jorge Dourado enviou este vídeo histórico: o programa Sinal Verde do dia 8 de maio de 1982, com matéria de Reginaldo Leme anunciando o acidente e a morte de Gilles Villeneuve.

Para quem é mais jovem e não conheceu, o Sinal Verde era um programa que a Globo exibia nos sábados que antecediam as provas do Mundial de Fórmula 1, entre a novela das seis e das sete. Na época, os treinos de classificação não eram transmitidos para o Brasil e era neste programa que ficávamos sabendo o que tinha acontecido no sábado e qual era o grid de largada para a corrida do dia seguinte.

Quando as transmissões ao vivo do qualifying começaram, em 1991, o programa foi perdendo seu charme e foi parar até na madrugada de sábado para domingo. Acabou extinto no final dos anos 90.

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Naftalina – parte II

Essa é na mesma linha do achado anterior, mas uma abertura diferente: GP do México de 1989. Não sei por que cargas d’água a Globo colocou no ar uma vinheta com uma trilha antiga, que tenho a impressão de ter sido usada nas transmissões do começo dos anos 80.

Não me recordo dessa música ter aparecido novamente naquele ano, talvez tenha sido alguma tentativa que não deu certo, ou mesmo um engano.

A qualidade do vídeo é péssima, mas vale dar uma olhada.

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Naftalina – parte I

Momento de lembrar os velhos tempos. Um amigo me enviou um grande achado no YouTube: a abertura de 1988 das transmissões de Fórmula 1 da Globo.

Sem dúvidas, a mais bacana até hoje. Pelo YouTube não dá para perceber, mas as imagens foram captadas pela Globo em película, durante os testes de pneus que as equipes fizeram em Jacarepaguá. A trilha sonora, mesclando a tradicional música de abertura com o Tema da Vitória, é empolgante.

Totalmente anos 80, mas desde então a Globo não fez nada melhor. Aliás… ainda existe abertura?

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Os "bons tempos" do Galvão

Essa é para aquele saudosista que vive em todos nós. O tempo passa e nossa memória afetiva nos faz lembrar apenas das coisas boas do passado. Tem gente que hoje lembra do Dunga como craque, tem gente que diz que DKW’s eram bonitas (com essa eu perco meu emprego no GP!) e tem até quem diga que o Galvão Bueno errava menos: “Nos anos 80 é que ele era bom”.

Confira no vídeo abaixo como o Galvão também se atrapalhava naquela época.

A corrida é na África do Sul, 1983. Última etapa do campeonato, Prost lidera o mundial e precisa chegar à frente de Piquet. O francês tem problemas no carro e pára nos boxes. Enquanto ele abandona a prova, Galvão Bueno fica ajudando o cronômetro a contar e não percebe bem o que está acontecendo.

“Vida de narrador não é fácil, amigo…”

Galvão continua sendo tão bom quanto era e erra tanto quanto errava. A diferença é que, hoje, falar mal dele virou esporte nacional.

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Videocharge: Rubinho no box!

O cenário é o seguinte: Fórmula 1, 1994. Ayrton Senna havia morrido há pouco mais de 40 dias. A audiência das corridas despencava vertiginosamente no Brasil. A corrida era o GP do Canadá, uma das poucas que acontecem à tarde, no horário brasileiro. O que era ruim para a Globo, pois Gugu e seu quadro da banheira batiam sem dó no Domingão do Faustão todas as semanas. Galvão Bueno, grande ímã de audiência, estava nos Estados Unidos acompanhando a seleção brasileira, às vésperas da Copa do Mundo. Tinha um “jogão” contra El Salvador às 17h, depois da corrida.

E sobrou para o Cléber Machado (no meu entender, o melhor e mais competente narrador da Globo) esta tremenda batata quente: tentar manter o telespectador ligado naquele horário e não deixá-lo mudar de canal. Se só isso já não fosse pressão o suficiente, ainda tinha que aturar um produtor xiliquento, o atormentando no ponto eletrônico.

Como sei disso? Para nossa sorte, o ponto eletrônico do Cléber estava vazando na transmissão. Com um pouco de atenção, era possível ouvir o que o produtor dizia para ele. O grande momento foi este, com direito a xilique e palavrão. Veja, aumente o volume (coloque fones de ouvido, de preferência) e acompanhe nas legendas.

Ainda bem que o Cléber não resolveu fazer como o amigão.

Se você não conseguiu ver na telinha lá em cima, clique aqui para assistir.

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