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Pilotoons animado: GP da Alemanha

Mantovani, como sempre, retrata o que só ele viu nas artimanhas de Mark Webber para vencer o GP da Alemanha.

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Vettel e o milésimo capacete

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Sebastian Vettel, como de hábito, utilizou um capacete diferente no GP da Alemanha, domingo passado. Porém, sua pintura especial trouxe, pela primeira vez, um elemento novo. Enquanto em todos os desenhos anteriores o azul e prata da latinha de Red Bull era preservado, com as inovações restringindo-se apenas ao topo e à base, dessa vez a mudança foi mais radical.

O prata virou branco e o azul, um cinza esmaecido, meio azulado. O amarelão do logo da Red Bull virou dourado, deixando o desenho mais classudo. Acho que foi o mais bonito utilizado pelo “Baby Schummy” até aqui.

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Bla-bla-bla-rrichello

Pegou muito mal para Rubens Barrichello suas impensadas declarações sobre a Brawn logo após o GP da Alemanha. Assim que a entrevista aconteceu, o piloto brasileiro foi imediatamente criticado por David Coulthard e Eddie Jordan, que fazem comentários para a rede britânica BBC. Coulthard se disse “chocado ao ver Barrichello falando daquele jeito” e Jordan entendeu tudo como “um grande erro”, pois ele não poderia “falar assim das pessoas que pagam o seu salário e dão a ele uma estrutura para correr”.

E, com base no áudio da desastrosa entrevista, internautas ingleses fizeram uma paródia da música “Ruby”, do grupo Kaiser Chiefs. A nova letra ironiza o piloto brasileiro por pensar que existe um plano da Brawn que não o deixa vencer. Ele é chamado de lento através de uma comparação de seus tempos médios de volta com os de Jenson Button. A letra insinua até que seu contrato com a Brawn deve ser cancelado e que Nick Heidfeld é mais rápido que ele.

Mas o foco principal da paródia são as constantes reclamações do piloto, um trecho chega a dizer:

“Pode ser que você esteja apenas brincando comigo e suas reclamações não sejam tão chatas quanto pareçam.”

E até uma charge do Mantovani aparece no vídeo. Confira.

Vi primeiro no Continental Circus.

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Pilotoons: GP da Alemanha

Bruno Mantovani preparou uma charge enigmática esta semana. Eu, que sou burro, não entendi nada. Alguém explica?

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Webber quebra marca de Barrichello

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Com a vitória de hoje em Nürburgring, Mark Webber quebrou uma marca de Rubens Barrichello. É ele, agora, o piloto que mais provas demorou para conquistar sua primeira vitória na Fórmula 1.

Webber precisou de 130 largadas para chegar em primeiro lugar. Barrichello esperou 124 até vencer em 2000, também no GP da Alemanha. Confira abaixo os vencedores mais tardios da história da Fórmula 1, com o número de GPs disputados até a primeira vitória:

Mark Webber – 130 GPs
Rubens Barichello – 124
Jarno Trulli – 118
Jenson Button – 114
Giancarlo Fisichella – 110
Mika Hakkinen – 97
Thierry Boutsen – 95
Jean Alesi – 92

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Positivo e negativo: Alemanha

Positivo: Felipe Massa e Nico Rosberg. Mesmo com carros inferiores, tiveram um desempenho acima da média em Nürburgring. O brasileiro conseguiu um ótimo pódio, enquanto Rosberg galgou 11 posições para somar improváveis cinco pontos.

Negativo: Brawn. Na pior corrida da equipe até aqui, conseguiu ficar atrás inclusive de Ferrari e Williams. Vai precisar buscar forças para reagir, a Red Bull tornou-se uma séria ameaça.

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Rapidinhas: GP da Alemanha

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- E deu canguru em Nürburgring! Mark Webber soube aproveitar a superioridade da Red Bull e venceu o GP da Alemanha com alguma facilidade, mesmo tendo sofrido uma punição de drive-through. Foi sua primeira vitória na Fórmula 1.

- Inacreditável o que aconteceu na largada. Webber quase atirou tudo pela janela ao jogar seu Red Bull sobre a Brawn de Rubens Barrichello. Por muito pouco um acidente grave não aconteceu e a direção de prova tomou a decisão acertada de puni-lo. Tal agressividade não é comum no piloto australiano, o que leva a crer em uma manobra mal calculada. Não pareceu algo deliberado ou mal intencionado.

- Felizmente, para Webber, a punição não fez diferença alguma no resultado final da prova. Muito mais equilibrada, a Red Bull dominou a corrida como quis, fazendo dobradinha com Sebastian Vettel em segundo. A Brawn viu como única alternativa de vitória arriscar largar leve e fazer uma parada a mais de box, mas mesmo assim, não teve a mínima chance.

- Rubens Barrichello saltou à frente na largada e parecia que poderia vencer, até ficar claro que sua estratégia era de três paradas. Brigaria pelo pódio, mas teve tudo perdido quando a máquina de reabastecimento falhou. A partir daí, seria quinto, mas foi “sacrificado” na última parada para que Jenson Button ganhasse a posição. Terminou em sexto.

- Não há, no entanto, motivos para críticas. Button lidera o campeonato, a Brawn não tem sido mais páreo para a Red Bull e a política da equipe daqui pra frente certamente será a de evitar a todo custo que Webber ou Vettel consigam ultrapassar o piloto inglês. Quando não se consegue mais vencer e o adversário está sobrando no campeonato, a escolha óbvia é cuidar de cada ponto com muita atenção. O ponto a mais que Button conseguiu hoje pode fazer muita diferença em novembro, em Abu Dhabi.

- Destaque para a excelente corrida de Felipe Massa, que conseguiu seu primeiro pódio na temporada. Largou bem, segurou bem Sebastian Vettel e depois impediu qualquer tentativa de ultrapassagem de Barrichello, que retornou de seu primeiro pit stop logo atrás. Manteve um ritmo consistente de prova e poderia até ter conquistado um resultado melhor caso não tivesse perdido a posição para Vettel na primeira parada. A Ferrari evolui a olhos vistos, mesmo com os constantes erros que comete.

- Kimi Raikkonen é que não tem tantos motivos para alegria, já que abandonou no começo com problemas mecânicos.

- Nico Rosberg foi outro grande nome da corrida, ganhando 11 posições com relação à largada para chegar em quarto lugar. Foi sua melhor prova em muito tempo, conseguindo colocar sua Williams à frente das duas Brawn.

- Fernando Alonso, mesmo fazendo a bobagem de rodar na volta de apresentação, foi impressionante na corrida. Andou rápido e conseguiu inclusive marcar a melhor volta da prova, terminando em sétimo lugar, na cola das Brawn de Button e Barrichello. Nelsinho Piquet largou mal, perdeu cinco posições na primeira volta e, dali para frente, não se recuperou. Terminou apenas em 13º aquela que pode ter sido sua última corrida pela Renault.

- Adrian Sutil, o inconsequente veloz, perdeu uma grande chance de pontuar com a Force India. Largou numa ótima posição, manteve-se sempre na zona de pontos e brigava pela sétima posição na saída dos boxes quando envolveu-se em um toque desnecessário com Kimi Raikkonen. Forçou a barra, perdeu a asa dianteira e uma chance de ouro. Mas Fisichella fez as honras da casa, chegando uma honrosa 11ª posição.

- A McLaren finalmente volta a pontuar, com o oitavo lugar de Heikki Kovalainen. Lewis Hamilton, no entanto, foi novamente decepcionante. Teve uma arrancada sensacional na largada, saltou de quinto para brigar pela ponta na primeira curva, mas exagerou, saiu da pista e furou o pneu. Caiu para último e não teve qualquer chance de recuperação, com problemas de câmbio.

- Saído de último, Timo Glock fez uma boa corrida, chegando em nono. Seu companheiro Trulli, em compensação, foi penúltimo. O que até é impressionante, já que ninguém o viu na pista.

- BMW mais uma vez sem marcar pontos, é a equipe-mico do ano. Pobres Kubica e Heidfeld…

- No Mundial de Pilotos, a chapa esquentou. A dupla da Red Bull ultrapassou Barrichello, que caiu para o quarto lugar. Button continua líder, mas sua diferença para Vettel, que já foi de 32 pontos, foi reduzida a 21 em apenas duas provas.

- Webber está no encalço, a apenas um ponto e meio de Vettel, mesma distância que tem para Barrichello.

- Surpreendente a reação da Red Bull. Nürburgring confirmou o domínio de Silverstone, dando uma nova cara para o campeonato. Resta ver como será na Hungria, onde tradicionalmente faz muito calor. Se, mesmo nessas condições, a equipe austríaca continuar dominando, a Brawn estará em séria encrenca.

- Mesmo no Mundial de Construtores a Brawn começa a ser ameaçada. Agora tem 112 pontos, contra 92,5 da Red Bull. O que parecia inatingível agora começa a ser possível.

- O campeonato está mesmo aberto? Faça suas apostas.

Resultado do GP da Alemanha 2009

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Pole de Webber é a 1ª de um australiano em 29 anos

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

A primeira pole da carreira de Mark Webber, conquistada hoje em Nürburgring, foi também a primeira da Austrália em muitos anos. Desde Alan Jones, que saiu na frente com a Williams também em um GP da Alemanha, em 1980, um australiano não largava na frente na Fórmula 1. Foi também a 20ª pole position do país, que contabiliza 13 de Jack Brabham, 6 de Alan Jones e uma de Mark Webber.

Caso vença amanhã, Webber encerrará um jejum de 28 anos. Desde que Jones venceu o GP de Las Vegas de 1981, aquele que marcou o primeiro título mundial de Nelson Piquet, um australiano não sobe ao alto do pódio.

Atualização: Felipe Paranhos me lembra que a pole de Webber foi, também, a mais tardia da história da Fórmula 1. Antes dele, o piloto que mais havia demorado para marcar uma pole position tinha sido Jarno Trulli, que levou 119 GPs até largar na frente no GP de Mônaco de 2004. Mark Webber precisou aguardar 130 corridas.

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Rapidinhas da classificação: Alemanha

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

- A classificação para o GP da Alemanha foi uma das mais emocionantes dos últimos anos na Fórmula 1. Uma chuvarada regou a pista em meio ao Q2 e, a partir de então, tudo ficou imprevisível. Com todos colocando pneus de chuva para depois ver a pista secar e retornar aos slicks, as duas últimas partes do treino foram absolutamente imprevisíveis, com os pilotos na pista o tempo todo tentando baixar os tempos.

- Quem levou a melhor foi Mark Webber, que conquistou a primeira pole position de sua carreira. A pole foi conquistada na última tentativa, com uma volta voadora que bateu não só seu favorito companheiro Sebastian Vettel, mas também os dois carros da Brawn, que parecem vir forte para a corrida.

- Rubens Barrichello foi outro que fez uma excelente volta no final, roubando a primeira fila de seu companheiro Jenson Button, que vai largar em terceiro. Vettel sai em quarto.

- Apesar da embaralhada geral da chuva, as duas primeiras filas acabaram mesmo com as equipes dominantes: Red Bull e Brawn. Salvo alguma grande zebra, a corrida deve ficar entre os quatro.

- Mas do quinto para baixo, algumas surpresas. Lewis Hamilton confirmou o bom desempenho da McLaren nos treinos livres e vai largar em quinto. Seu companheiro Kovalainen sai ao lado, em sexto. Resta saber se não estão com pouco combustível, resposta que teremos daqui a pouco.

- E a grande surpresa, mesmo, ficou por conta da Force India de Adrian Sutil, que soube se aproveitar da chuva no Q2 para passar para a fase final do treino. Nela, fez uma volta suficiente para largar em sétimo, a melhor posição de sua carreira e da Force India. À frente, inclusive, das Ferrari. Vai ter dancinha a noite toda no motor home.

- Falando em Ferrari, que conseguiu montar o carro de Felipe Massa com pneus errados no Q2 – pelo menos alguém percebeu antes que o carro arrancasse -, restou a oitava e a nona posições. Massa à frente, Kimi atrás. Devem fazer alguns pontos, e só.

- Pela primeira vez em 27 tentativas, Nelsinho Piquet vai largar à frente de Fernando Alonso. É lógico que as circunstâncias de clima influenciaram no resultado, mas a pista estava úmida para os dois. Nelsinho fez grande volta com pneus slick, enquanto o espanhol rodou no final da sua tentativa. Mereceu o resultado, passou para o Q3 e sai em décimo. Alonso larga duas posições atrás.

- Nascido em Heidelberg, os ares alemães parecem fazer bem a Nelsinho. No ano passado, em Hockenheim, fez sua melhor corrida na Fórmula 1. Hoje, seu melhor treino. E o fato deste treino ter acontecido justamente no momento em que a imprensa alemã já o deu como demitido da Renault torna o resultado ainda mais expressivo. Se Nelsinho precisava de uma hora para dar a volta por cima, escolheu a certa. Desde que não seja tarde demais…

- Dali para trás, nenhuma novidade. Toyota fazendo fiasco, Nakajima rodando, BMW como de costume em 2009. E Bourdais em último, naquela que pode ser sua última corrida pela Toro Rosso. Jaime Alguersuari esfrega as mãos.

- A Brawn esteve mais forte do que imaginava no treino, talvez muito pela habilidade de Barrichello em pista úmida. Mesmo assim, dado o clima frio, aposto nas Red Bull para a corrida. A vantagem da pole de Mark Webber é grande, mas com chuva, ainda assim colocaria minhas fichas em Vettel. Em caso de uma corrida com pista seca, o australiano pode levar sua primeira vitória na Fórmula 1. Mas não acho que deva ser fácil.

- Se o treino foi uma prévia da corrida, teremos uma grande disputa amanhã. Corrida cercada de expectativas.

Classificação: GP da Alemanha

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Mais um capacete especial: Glock

Foto: Divulgação/Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Já que o GP é da Alemanha, mais um alemão preparou um capacete especial para correr em casa. Depois da atrocidade de Nick Heidfeld, agora quem aparece com pintura nova é Timo Glock.

Mas o piloto da Toyota, pelo menos, tem um bom álibi: sua pintura foi desenhada por uma criança de seis anos. Glock preparou um concurso infantil, com centenas de crianças enviando desenhos para ele. Ele escolheu o que julgou melhor e transformou em capacete. Esteticamente questionável, mas simpático pra caramba.

E fica uma pergunta: o que será que Sebastian Vettel aprontará?

Atualização: analisando um detalhe do capacete, abaixo, fica bastante claro que Máximo Bueno está famoso internacionalmente. O garotinho alemão prestou uma homenagem ao colunista do Grande Prêmio, desenhando sua rotunda figura no casco de Timo Glock.

Foto: Divulgação/Toyota

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Curiosidades do GP da Alemanha

* A edição de 2009 será a 56ª do GP da Alemanha. É uma das mais tradicionais etapas do campeonato, tendo ficado de fora do calendário apenas em quatro ocasiões desde a criação do Mundial de Fórmula 1: 1950, 1955, 1960 e 2007.

* Três diferentes circuitos já sediaram a corrida: Nürburgring, Avus e Hockenheim.

* Pela primeira vez, desde 1985, a corrida acontece em Nürburgring. Nos anos anteriores, aconteceu sempre em Hockenheim.

* Mas o circuito não está há tanto tempo longe da Fórmula 1. De lá para cá, já sediou 13 Grandes Prêmios, mas com nome de GP da Europa e GP de Luxemburgo.

* Por sinal, Nürburgring é o único autódromo do mundo a sediar GPs de Fórmula 1 com três nomes diferentes.

* O histórico de vitórias no GP da Alemanha é bem distribuído. Michael Schumacher é o piloto que mais venceu: quatro vezes. Mas, logo atrás, aparecem Juan Manuel Fangio, Jackie Stewart, Nelson Piquet e Ayrton Senna, com três vitórias. No total, 37 diferentes pilotos ganharam na Alemanha.

* O GP da Alemanha marcou a primeira vitória de quatro pilotos na Fórmula 1: Alberto Ascari (1951), John Surtees (1963), Patrick Tambay (1982) e Rubens Barrichello (2000). Curiosamente, todos com Ferrari.

* Em compensação, foi palco do último triunfo de outros dez: Giuseppe Farina (1953), Juan Manuel Fangio (1957), Tony Brooks (1959), Stirling Moss (1961), Jochen Rindt (1970), Jacky Ickx (1972), Jackie Stewart (1973), Michele Alboreto (1985), Alain Prost (1993) e Gerhard Berger (1997).

* Entre as equipes, vantagem absoluta da Ferrari, com 19 vitórias no GP germânico. A segunda maior vencedora é a Williams, com 9, seguida pela McLaren, com 7.

* Nas poles, a Ferrari também reina, com 18. A McLaren tem 12.

* O Brasil tem sete vitórias na Alemanha, três com Nelson Piquet, três com Ayrton Senna e uma com Rubens Barrichello. Impressionante que cinco delas foram consecutivas, entre 1986 e 1990. Piquet em 86 e 87, Senna em 88, 89 e 90.

* Apenas dois pilotos tedescos venceram em casa: os irmãos Ralf e Michael Schumacher.

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Heidfeld e seu casco comemorativo

Reprodução/NickHeidfeld.com

Reprodução/NickHeidfeld.com

Agora virou moda. Rubens Barrichello foi o primeiro piloto a promover um concurso em seu site, para que fãs sugerissem uma pintura especial em seu capacete para ser utilizado no GP do Brasil de 2006. Na ocasião, venceu um desenho em amarelo, com palmas de mão desenhadas. Desde o ano passado, Jenson Button faz o mesmo no GP da Inglaterra. E a bola da vez é o alemão Nick Heidfeld.

Mas como diz a velha máxima, gosto não se discute, se lamenta. Dentre mais de 9.000 sugestões de internautas, Nick escolheu os 11 “melhores”. E deles, extraiu a beleza acima, com a qual disputará o GP da Alemanha, dia 12 de julho.

Na verdade, analisando os outros dez, talvez dois ou três se salvem. Pergunta: será que os outros 9.000 eram uma porcaria igual ou Heidfeld tem mesmo um gosto sui generis?

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A polêmica do troféu


Recebi nas últimas semanas algumas manifestações de leitores e também li comentários na Internet que criticavam o desenho dos troféus dos GPs da Inglaterra e da Alemanha, no formato do logo do Banco Santander.

Reconheço que a publicidade exerce, com alguma recorrência, uma influência nociva no esporte. Mas honestamente, não vejo mal no troféu reproduzir o logo de quem patrocinou o Grande Prêmio. É um símbolo, uma obra de arte, não entendo como uma influência ruim ou que distorça qualquer tipo de tradição.

Aliás, o expediente nem chega a ser novidade. Mesmo nos anos 80, quando o marketing esportivo ainda engatinhava, o GP da Espanha já tinha em seu troféu a marca do vinho licoroso Tio Pepe, que patrocinava as corridas em Jerez de La Frontera.

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Pódio histórico – parte 2

Alertado por uma desconfiança do Gustavo Coelho, fui checar. E confirmei. O pódio do GP da Alemanha, com Lewis Hamilton, Nelsinho Piquet e Felipe Massa, foi o mais jovem da história da Fórmula 1.

Em média, os três pilotos possuem 24 anos, 7 meses e 1 dia. O recorde anterior pertencia ao GP da Hungria de 2003, quando Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya tinham, em média, 24 anos, 7 meses e 12 dias.

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Melhores Voltas – GP da Alemanha

A FIA acaba de divulgar as melhores voltas do GP da Alemanha. Nelsinho ficou com a nona melhor passagem. Considerando o 13º de Alonso: espetacular.

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Nelsinho é o 9º brasileiro a subir ao pódio


Com o segundo lugar de hoje em Hockenheim, Nelsinho Piquet entrou para o seleto grupo de brasileiros que já subiram ao pódio na Fórmula 1. O piloto da Renault é o nono do país a atingir tal feito, o quarto mais precoce. Com apenas dez corridas disputadas até o primeiro pódio, Nelsinho só perde para Emerson Fittipaldi (4), Ayrton Senna (5) e Roberto Moreno (9).

Confira abaixo a lista de brasileiros que já subiram ao pódio e o número de GPs disputados até o primeiro:

Emerson Fittipaldi – 4 GPs
Ayrton Senna – 5
Roberto Moreno – 9
Nelsinho Piquet – 10
Mauricio Gugelmin – 17
Rubens Barrichello – 18
Nelson Piquet – 21
José Carlos Pace – 22
Felipe Massa – 57

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Pódio histórico


O pódio do GP da Alemanha, com Nelsinho Piquet em segundo e Felipe Massa em terceiro, foi histórico para o Brasil na Fórmula 1. Desde agosto de 1991, quando Ayrton Senna foi o primeiro e Nelson Piquet o terceiro no GP da Bélgica, dois brasileiros não subiam juntos ao pódio.

Somado ao pódio de Rubens Barrichello no GP da Inglaterra, três brasileiros já chegaram pelo menos uma vez entre os três primeiros em 2008, o que não acontecia desde 1990, temporada em que Senna, Piquet e Roberto Moreno freqüentaram o pódio.

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Positivo e Negativo – Alemanha

Positivo: Lewis Hamilton e Nelsinho Piquet. O primeiro, por ter vencido com facilidade uma corrida difícil. Recuperar três posições com menos de 20 voltas na é simples e o inglês executou a missão aparentando facilidade. Nelsinho, pelo milagre de fazer um Renault render o mesmo que uma Ferrari e uma BMW no final da prova. Genial.

Negativo: Ferrari, que parece ter andado para trás.

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Rapidinhas – GP da Alemanha


- Lewis Hamilton soberano em Hockenheim. Vitória absoluta, com um domínio poucas vezes visto nos últimos anos.

- O primeiro lugar, no entanto, não foi tão fácil quanto parecia. Timo Glock bateu na reta dos boxes quando o inglês já liderava com folga e forçou a entrada do Safety Car. Todos os ponteiros, menos Lewis, pararam para reabastecer, o que o jogou para o quarto lugar depois de seu pit stop. Mas o piloto da McLaren conseguiu fazer valer a superioridade de seu carro e ultrapassou Heikki Kovalainen, Felipe Massa e Nelsinho Piquet nas últimas voltas para confirmar uma justa e merecida vitória.

- Merecido, também, o pódio de Nelsinho Piquet. Saído de 17º, era 12º quando parou nos boxes. Num lance de sorte, Glock bateu justamente naquela volta e o Safety Car entrou. Com a parada de todos, o brasileiro já era terceiro, sem mais precisar parar. Hamilton e Heidfeld reabasteceram e Nelsinho assumiu a liderança, só perdendo para a McLaren de Hamilton a sete voltas do fim.

- É claro que a sorte ajudou e que, em circunstâncias normais, Nelsinho não chegaria em segundo. Mas seu rendimento na segunda metade de prova impressionou. Andou no ritmo de Ferrari e BMW, não cometeu erros e ainda vendeu caro a ultrapassagem de Hamilton. E tudo isso a bordo de um carro que a gente sabe que não é lá essas coisas. Basta olhar o resultado e confirmar o 11º lugar de Alonso.

- Felipe Massa acabou sendo o maior prejudicado pela entrada do Safety Car. Era segundo, não tinha carro para nada melhor e perderia, nessas condições, apenas dois pontos para Hamilton. A entrada de Nelsinho no pelotão da frente ajudou Lewis, que agora lidera o campeonato com quatro pontos de vantagem.

- A Ferrari esteve irreconhecível. Felipe não conseguia perseguir a Renault de Nelsinho no final da prova e segurava a BMW de Heidfeld com muita dificuldade. Kimi Raikkonen, apagado, chegou apenas em sexto e viu sua seqüência de melhores voltas ser quebrada por Nick Heidfeld.

- Curiosa foi a “surpresa” da equipe da Globo com o mau rendimento da Ferrari, afirmando desde o início da corrida que Felipe Massa brigaria pela vitória com Hamilton. Todo mundo sabia que não era verdade, inclusive o próprio Felipe, na coletiva, disse que desde sexta-feira já tinha percebido que a McLaren estava sobrando. Torcer é uma coisa, mas distorcer tanto assim já é demais.

- Palmas para Nick Heidfeld, que pela segunda prova consecutiva desbanca seu companheiro Robert Kubica, chegando na quarta posição. Sétimo, o polonês vai marcando passo.

- Heikki Kovalainen, apenas quinto tendo o melhor carro da pista na mão, vai ficando com seu emprego seriamente ameaçado.

- Destaque para Sebastian Vettel, que foi a melhor Red Bull da pista, mesmo sendo um carro da equipe B. O oitavo posto foi pouco pelo que o alemão fez durante a corrida, mas o pontinho conquistado já vale.

- Falando em Red Bulls, David Coulthard aprontou mais uma, agora empurrando Rubens Barrichello para fora da pista. Já faz tempo que o escocês perdeu os critérios. O brasileiro não fez boa corrida, assim como seu companheiro Jenson Button.

- Button, por sinal, não recebeu autorização da direção de prova para ultrapassar Lewis Hamilton e recuperar a volta de desvantagem durante o Safety Car. Alguém entendeu?

- Campeonato vai ficando com a cara da McLaren. Lewis emplacou sua segunda vitória consecutiva, já tem quatro em 10 provas. Lidera a tabela com quatro pontos de vantagem e terá pela frente pistas que, em tese, favorecem os carros prateados. Hungaroring e Valencia devem ajudar Hamilton a ampliar a liderança. Em Spa e em Monza, a Ferrari pode se recuperar. Mas depois vem Cingapura, outra pista de rua que deve dar vantagem à McLaren. Se o inglês levar três dessas cinco, deve levar uma certa gordura para a reta final do campeonato.

- O Safety Car salvou uma corrida até então monótona. Mas não se anime, daqui a quinze dias tem GP da Hungria.

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Capacete especial também para Sutil


Adrian Sutil, outro alemão que corre em casa neste final de semana, também preparou uma pintura comemorativa em seu capacete, a exemplo do que fez Nick Heidfeld.

O piloto da Force India aplicou vermelho, branco, prata e dourado – não por acaso, as cores da equipe – no desenho de seu casco. Comparado com a salada de frutas que era sua pintura anterior (à esquerda), ficou nitidamente muito melhor.

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