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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Rapidinhas da classificação – Alemanha
Com escusas pelo ligeiro atraso, vamos aos pitacos habituais:
- Pole para Lewis Hamilton, já esperada. Desde os testes da semana passada a McLaren já sobrava em Hockenheim. Se nada de anormal acontecer, a corrida é dele.
- Felipe Massa, contudo, deu mais trabalho do que se esperava e conseguiu um belo segundo lugar, posição que deveria ser de Heikki Kovalainen. Largar entre as McLaren pode ser muito importante para a corrida amanhã. Se aparentemente a Ferrari brigava, no máximo, pela terceira posição, uma boa estratégia pode fazer Felipe chegar em segundo. O problema é que faz tempo que a Ferrari não acerta na estratégia.
- Destaque para Jarno Trulli e Fernando Alonso, quarto e quinto colocados. Que Alonso é um fenômeno, a gente sabe. Mas Trulli, em final de carreira e de quem pouco se esperava, vem muito bem com a Toyota em 2008. Diria que é uma das gratas surpresas do ano.
- Kimi Raikkonen parece viver um daqueles finais de semana de apagão, como costuma acontecer. Discreto, sem brilho, sai apenas em sexto. Bom para Felipe.
- BMW irreconhecível, com Kubica em 7º e Heidfeld em 12º. Acabou o gás dos bávaros?
- Sebastian Vettel, correndo em casa e de contrato novo, conseguiu um belo nono para a Toro Rosso. Se perder um pouco da afobação, vai muito longe.
- Nelsinho Piquet voltou ao desempenho do começo da temporada. Ao que parece, foi atrapalhado por Vettel em sua volta rápida, o que serve de atenuante. Mesmo assim, o 17º lugar preocupa.
- Rubens Barrichello fez o possível com a Honda e sai em 18º. Button larga em 14º.
- Williams em queda livre. Rosberg em 13º e Nakajima em 16º.
- Na última fila, duas Force India. Uau, que surpresa.
- Hamilton deve retomar a liderança isolada na tabela amanhã. Se Felipe terminar apenas dois pontos atrás, ainda estará no lucro. O campeonato é muito bom.
- Será que chove?

Tags: GP da Alemanha
9 comentários
Nick com capacete comemorativo

Agora é assim: corrida em casa, casco especial. O piloto da vez é Nick Heidfeld, que preparou uma pintura diferente para o GP da Alemanha, em Hockenheim.
O piloto da BMW manteve as linhas do layout que vem utilizando em 2008, aplicando nelas apenas um contorno dourado e deixando a pintura totalmente branca. A única exceção é a estilização da bandeira da Alemanha, que manteve as cores do país.
Ficou interessante.
O alemão que se salvou

A Red Bull anunciou hoje em Hockenheim o que todo mundo já sabia: Sebastian Vettel será “promovido”, saindo da Toro Rosso para assumir a vaga do aposentado David Coulthard na Red Bull em 2009. Corrida na Alemanha, hora certa para o anúncio. Até porque, diria eu, trata-se da primeira boa notícia envolvendo um piloto alemão nesta temporada.
O ano começou com um recorde: cinco alemães presentes inscritos, o equivalente a um quarto no grid da Fórmula 1, depois da debandada da Super Aguri. A maioria deles jovens e promissores talentos, dando a impressão de que iniciava-se uma nova era de domínio germânico.
Porém, em oito corridas, todas as previsões se desmancharam. Vettel conseguiu sua promoção, é verdade, mas muito pelo que fez no ano passado. À exceção do GP de Mônaco, no qual guiou como veterano e chegou num brilhante quinto lugar, pouco fez além de bater nas primeiras voltas da maior parte das corridas.
Adrian Sutil vive fase parecida com a de Vettel. Brilhou em Mônaco, mas bate demais e, para piorar, vem sendo obscurecido pelo veterano Fisichella na Force India. Sua cotação vem caindo a cada prova.
Nico Rosberg, já em sua terceira temporada, segue caminho parecido. Era incensado como uma das possíveis surpresas do ano e não pára de decepcionar. Os seguidos bicos perdidos nas corridas são prova disso – entre Mônaco e Canadá foram quatro -, e o herdeiro de Keke Rosberg chega à metade da temporada empatado em pontos com seu companheiro Kazuki Nakajima. O que, convenhamos, é muito pouco. Pelas boas performances em classificação, continua bem cotado. Mas se os resultados continuarem escassos, perderá valor em pouco tempo.
Timo Glock, campeão da GP2 em 2007, chegou à Toyota sem grandes expectativas. Porém, esperava-se pelo menos uma luta mais árdua com Jarno Trulli, veterano às vésperas da aposentadoria. Não está acontecendo. Glock tem apenas 5 pontos marcados, contra 20 do companheiro. Em grids de largada, vem sendo goleado por 7×2. Além disso, acumula rodadas e batidas. Muitas delas, infantis.
E o quinto tedesco, Nick Heidfeld, o mais experiente, também vem sucumbindo. Foi muito bem em Silverstone com um segundo lugar, mas não vem sendo nem sombra para Robert Kubica. Dos cinco, é aquele de quem mais se esperava em 2008, cogitando-se até uma provável primeira vitória. Ironicamente, ela chegou para seu companheiro de equipe, que briga pela ponta da tabela. Com 36 pontos, Nick está bem posicionado – a apenas 12 do líder – e não faz um campeonato ruim. Mas está longe do que dele se esperava.
Cinco pilotos, cinco decepções. Sebastian Vettel garantiu boa posição para o ano que vem e, até agora, é o alemão que se salva em 2008. Por acaso ou não, é o único deles que tem mais pontos na tabela do que o companheiro de equipe.
Nico Rosberg e Nick Heidfeld também devem garantir bons contratos para o ano que vem, mas é fato que o futuro do automobilismo germânico já não é mais visto com o mesmo otimismo de alguns meses atrás. Ainda há tempo, o cenário pode mudar. Mas, se a tônica for a das primeiras etapas desta temporada, restará aos alemães torcer por BMW e Mercedes. A geração pós-Schumacher não emplaca.

