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Red Bull quebra hegemonia da Brawn

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

* Post publicado com atraso por problemas internéticos.

Sebastian Vettel conseguiu hoje na China a primeira pole position da história da equipe Red Bull, quebrando, com isso, a hegemonia que a Brawn vinha impondo no campeonato. Os carros branco/preto/marca-texto ficaram apenas em quarto lugar, com Rubens Barrichello, e em quinto, com Jenson Button.

Mais notável que a pole de Vettel é a segunda posição de Fernando Alonso, a bordo do caixote que é a Renault. No entanto, ao que tudo indica, tanto as Red Bull de Vettel e Webber quanto a Renault de Alonso possuem bem menos combustível do que as Brawn de Barrichello e Button. Para a corrida a Brawn segue como franca favorita.

Ainda assim, não se deve diminuir o feito de Vettel. Mesmo com o carro leve, a pole é um grande resultado que comprova não só a velocidade inata do alemãozinho, mas também a qualidade do carro construído por Adrian Newey. É sempre bom lembrar: a Red Bull é, disparado, o melhor carro desprovido do polêmico difusor de dois andares. Imaginem o que este modelo andará quando dispuser de tal recurso…

Às rapidinhas:

- Rubens Barrichello está muito bem na foto. É o mais pesado entre os primeiros colocados e sai numa ótima quarta posição. Mesmo com uma volta a mais de combustível do que Jenson Button, conseguiu ficar à frente. Foi a primeira derrota que impôs ao companheiro e isso é muito importante na dinâmica interna da equipe. Se se mantiver à frente até o primeiro pit stop, tem tudo para vencer a corrida.

- Com Vettel em primeiro e Webber em terceiro, a Red Bull deve fazer ótima figura no GP da China. Um pódio é bem provável, embora acredite que, em condições normais, a vitória será da Brawn.

- Fernando Alonso deve ter combustível para menos de 15 voltas. Sai em segundo e pode embaralhar um pouco o começo da corrida, mas tende a ser coadjuvante. Para o carro que tem, essa posição no grid já foi bom demais.

- Toyota perdeu fôlego. Jarno Trulli foi sexto e Timo Glock foi 14º, mas o alemão trocou o câmbio e foi punido em cinco posições, vai sair em 19º. Com os motores japoneses, a Williams também não foi tão bem, com Nico Rosberg em sétimo e Kazuki Nakajima em 14º.

- Mais um fiasco para a Ferrari. Kimi Raikkonen sai apenas em oitavo. Felipe Massa errou na última volta e ficou apenas em 13º, sem sequer passar para a superpole. A McLaren, por sua vez, demonstrou uma certa recuperação utilizando um novo difusor, com Lewis Hamilton em nono. Ainda assim, é pouco para as duas grandes da Fórmula 1.

- Enquanto três motores Renault ocupam as três primeiras posições do grid, o quarto motor está longe, em 16º, com Nelsinho Piquet. Infelizmente, não há mais o que comentar sobre o brasileiro. Já já, a seleção natural da Fórmula 1 cuidará dele. Uma pena.

- Robert Kubica fez um treino irreconhecível com a BMW e vai sair em 17º. Nick Heidfeld foi um pouquinho melhor, larga em 11º.

- Brawn tem tudo para conquistar sua terceira vitória em três corridas. Uma temporada que parecia embolada começa a ganhar contornos de domínio absoluto. Mas duvido que o ano termine sem graça. Quando Ferrari, McLaren, Renault e Red Bull aprontarem seus carros revisados, a reta final promete ser imprevisível. Para o bem do esporte, que não seja tarde demais.

- Corrida amanhã às 4h da madrugada. Com comentários ao vivo aqui no blog, se a conexão à Internet deixar.

Grid GP da China 2009

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Curiosidades do GP da China

Foto: Divulgação/MotoGP

Foto: Divulgação/MotoGP

Neste domingo acontece a sexta edição do GP da China de Fórmula 1. E, como já está virando hábito, um rápido levantamento de curiosidades acerca da corrida.

* O GP da China estreou no calendário em 2004, sendo sempre disputado no autódromo de Xangai;

* Em cinco edições até aqui, nunca um piloto conseguiu repetir vitória. Cinco diferentes subiram ao alto do pódio uma vez: Rubens Barrichello, Fernando Alonso, Michael Schumacher, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton;

* Entre as equipes, domínio da Ferrari: três vitórias, contra uma da Renault e uma da McLaren;

* A corrida chinesa de 2007 ficou marcada pela besteira antológica de Lewis Hamilton, que desgastou seus pneus intermediários na pista seca até não aguentar mais e jogou o título mundial no lixo ao ficar atolado na caixa de brita da entrada dos boxes;

* Rubens Barrichello não vence na Fórmula 1 desde 2004. Sua última vitória aconteceu justamente na China;

* A Ferrari só marcou pole position na China uma vez, na corrida de 2004, com Rubens Barrichello. De lá para cá, duas poles da Renault (Fernando Alonso) e duas da McLaren (Lewis Hamilton);

* Pela primeira vez a corrida em Xangai acontece no começo de um campeonato. Normalmente agendada para o terço final do ano, o GP da China inclusive encerrou a temporada de 2005.

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Ferrari lembra vítimas na Itália

Foto: Divulgação/Ferrari

Foto: Divulgação/Ferrari

Símbolo e orgulho da Itália, a Ferrari não deixou passar em branco a tragédia vivida pelo país nas últimas semanas, com os terremotos que deixaram centenas de mortos na região de Abruzzo. Seus carros disputarão o GP da China com uma inscrição no cockpit: “Abruzzo nel cuore”. Em português: “Abruzzo no coração”.

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Provocação?

Vi esta no ótimo blog Guard Rail. Fãs espanhóis estão às turras com Lewis Hamilton novamente, agora por este evento na chegada aos boxes após a vitória no GP da China. Segundo interpretações, o inglês teria dado uma acelerada proposital para chamar a atenção de Fernando Alonso, que passava à pé ao lado. Confira.

O que me parece? Bobagem. Se você analisar novamente o vídeo prestando atenção apenas no volante, verá que Lewis está fazendo uma série de programações no câmbio. E, coincidentemente, quando passa por Alonso um botão é apertado, colocando o carro em primeira marcha. Como foi durante a passagem por sobre a linha branca, creio até que tenha sito ativado o limitador de velocidade.

Assim, como o carro vinha embalado em uma marcha mais alta, a troca para primeira fez o giro subir. Apenas isso.

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Capelli no “Por dentro dos Boxes”

Arte: Globoesporte.com

Arte: Globoesporte.com

Rafael Lopes, gentilmente, me conviou para dar uns pitacos no podcast “Por dentro dos Boxes”, do Globoesporte.com.

Gravamos o programa ontem à noite e você já pode ouvi-lo neste link. Nele, falamos sobre o GP da China, a briga pelo título, as perspectivas para Interlagos e o futuro de Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet.

E ainda teve um desafio… essa mania não passa. Será que levei zero? Uma dica: Vicaria não estava presente…

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McLaren errou com Kovalainen

Foto: Divulgação DaimlerChrysler

Foto: Divulgação DaimlerChrysler

Muito interessante a dica do leitor Erico. Segundo reportagem do jornal finlandês Turun Sanomat, a corrida de Heikki Kovalainen em Xangai foi destruída por um erro primário da McLaren.

Em declaração ao jornal, Heikki informou que a equipe montou errado seus pneus dianteiros para a largada, colocando o esquerdo do lado direito e o direito do lado esquerdo. Assim, o carro ficou desbalanceado e com a dianteira totalmente desequilibrada. Sem rendimento, o piloto pediu para que lhe dessem mais asa frontal durante o pit stop. Tal regulagem acabou acentuando o desgaste do segundo jogo de pneus, levando ao rasgo que acabou com sua corrida.

Kovalainen garantiu que isso “nunca aconteceu antes em sua carreira”, mas não chega a ser uma novidade para a equipe McLaren. Durante testes em Paul Ricard, em 2006, o mesmo erro foi cometido com o carro de Alexander Wurz e resultou em um acidente.

Pelo jeito, a McLaren andou contratando mecânicos da Ferrari.

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Charge do Mantovani: GP da China

Dessa vez, Bruno Mantovani traça um paralelo entre o jogo da equipe da Ferrari e uma brincadeira muito popular.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

Será que tal jogo será recompensado em Interlagos?

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Curiosidades da China

Foto: Divulgação Bridgestone

Foto: Divulgação Bridgestone

Alex Grün envia e-mail listando algumas curiosidades tipicamente capellescas do GP da China.

A elas:

- Lewis Hamilton foi o autor da 200ª vitória da Grã-Bretanha. E, de quebra, ultrapassou os 200 pontos na carreira. Em duas temporadas incompletas, ele já tem 203. Uma marca inédita, com certeza.

- A Ferrari correu com configurações diferentes na carenagem: Massa foi de bigorna, Raikkonen, não.

- A Ferrari ultrapassou a barreira dos 4.000 pontos com o pódio de Xangai. O time, que é o maior pontuador da história, tem agora 4.007,5.

E o Johnny Marks levantou outra ótima. Embora a vitória de Hamilton tenha sido a de número 200 conferida a um piloto britânico, ela na verdade representa a 199° vitória da Grã-Bretanha, já que o GP da Inglaterra de 1957 teve dois vencedores: Stirling Moss e Tony Brooks, correndo em dupla pela Vanwall.

Ou seja, como uma das vitórias foi repartida, está sendo contabilizada duas vezes. Então, na prática, a Grã-Bretanha venceu 199 GPs diferentes, não 200.

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Made in China

Foto: Reprodução Motorsport.com

Foto: Reprodução Motorsport.com

A Silvia envia comentário com a foto da gafe no pódio do GP da China. Trata-se do momento em que Lewis Hamilton recebeu o troféu de vencedor que, prontamente, despedaçou-se em sua mão. Até Kimi Raikkonen deu risada.

Made in China… fazer o quê?

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A nova matemática do título

Montagem sobre imagens de divulgação: Ferrari e DaimlerChrysler

Montagem sobre imagens de divulgação: Ferrari e DaimlerChrysler

Faltando apenas uma etapa para o final da temporada 2008, Lewis Hamilton e a McLaren estão com a faca e o queijo na mão para conquistarem o título mundial de pilotos, o primeiro do piloto inglês e o 12º da equipe. Dependendo apenas de suas próprias forças, basta a Hamilton terminar o GP do Brasil na quinta posição para garantir o campeonato. Isso sem depender de qualquer resultado paralelo.

Felipe Massa sim, precisa vencer e ainda torcer por algo mais. Com sete pontos de desvantagem, tem de chegar em primeiro em Interlagos e esperar que Hamiton não seja quinto. Se o inglês chegar de sexto para baixo, o título é verde-amarelo. O brasileiro da Ferrari também pode ser campeão chegando em segundo lugar mas, para isso, precisa que Lewis seja no máximo o oitavo colocado. Neste caso, os dois empatariam em pontos e número de vitórias, sendo Felipe o campeão por ter um segundo lugar a mais. Se Massa for apenas terceiro, o título é do inglês da McLaren, independente de qualquer outro resultado.

O matemático Oswald de Souza diria que Felipe Massa tem alguns poucos pontos percentuais de chances de ser campeão. Eu diria, em bom português, que tem que ganhar e ter muita sorte. Só competência não basta mais. Mas depois do que aconteceu no ano passado, não duvido de mais nada.

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Agora sim, vitória 200 da Grã-Bretanha

Foto: Reprodução GPUpdate.net

Foto: Reprodução GPUpdate.net

Lewis Hamilton conseguiu um grande feito em 2008. Por duas vezes, marcou a vitória de nº 200 da Grã-Bretanha na Fórmula 1. Primeiro, foi em Spa, mas a menção lhe foi retirada horas depois, quando punido por ter cortado a chicane da Bus Stop e relegado ao terceiro lugar.

Agora, na China, Lewis confirmou o feito. Foi a vitória de número 200 do país na Fórmula 1, a primeira vez que uma nação atinge tal número na categoria.

Para se ter uma idéia da expressão da marca da Grã-Bretanha, o segundo país com mais conquistas na Fórmula 1 é a Alemanha, com 104. O Brasil é o terceiro, com 98.

Confira abaixo os 19 britânicos que, juntos, compuseram a marca de 200 vitórias.

Vencedores britânicos na F1
Nigel Mansell – 31 vitórias
Jackie Stewart – 27
Jim Clark – 25
Damon Hill – 22
Stirling Moss – 16
Graham Hill – 14
David Coulthard – 13
James Hunt – 10
Lewis Hamilton – 9
10º Tony Brooks – 6
        John Surtees – 6
12º John Watson – 5
13º Eddie Irvine – 4
14º Mike Hawthorn – 3
        Peter Collins – 3
        Johnny Herbert – 3
17º Innes Ireland – 1
        Peter Gethin – 1
        Jenson Button – 1

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Positivo e Negativo: China

Positivo: Lewis Hamilton, sem sombra de dúvidas. Foi o piloto perfeito do final de semana, sem chances a ninguém. Depois das bobagens do Japão, recuperou-se na China. Utilizando um trocadilho comum em inglês: “from zero to hero”. De zerado, a herói. Se não tropeçar na autoconfiança, leva o título em Interlagos.

Negativo: Heikki Kovalainen. Já disse isso antes, mas é preciso repetir. Mais uma vez deu mostras de que não merece o carro que tem.

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Rapidinhas – GP da China

Foto: Bridgestone

Foto: Bridgestone

- Anticlímax. Se há um termo para definir o GP da China, não imagino outro mais apropriado. Enquanto imaginava-se uma disputa ferrenha pela vitória, com Lewis Hamilton e as Ferrari brigando segundo a segundo, até com possibilidade de chuva, a realidade materializou-se numa corrida sem graça, decidida nos primeiros metros, antes da primeira curva.

- Não que a culpa pela monotonia chinesa tenha sido do circuito, dos carros ou da ausência de chuva. A grande verdade é que a competência do binômio McLaren-Hamilton transformou uma corrida apertada numa vitória fácil. O inglês venceu com méritos, largando bem e disparando na frente, confirmando o domínio visto nos treinos livres e na classificação.

- E isso reflete o que é a Fórmula 1. Salvo raras exceções, as grandes emoções acontecem no erro, no inesperado, no imprevisto. Falei disso aqui no ano passado. E quando sobra competência, o resultado é o que se viu na China. Pole position, melhor volta e vitória do melhor piloto da temporada, apesar dos erros cometidos ao longo do ano. Não é para menos que a era Schumacher, que combinou a equipe mais organizada da história com o piloto mais competente, transformou a categoria numa sucessão de corridas monótonas por anos e anos.

- Tenho predileção pelo Lewis ligado no modo vaca-louca, mas a verdade é que, para ser vencedor, é necessário controlar o ímpeto. E hoje o inglês foi perfeito. Corrida de campeão.

- O segundo lugar de Felipe Massa foi o máximo possível para a Ferrari, visto o assombroso domínio da McLaren de Hamilton. Ainda precisou da ajuda do companheiro de equipe, que cedeu posição nas voltas finais.

- Não vejo motivos para críticas, é reta final da disputa pelo título mundial e o jogo de equipe, nestes casos, é perfeitamente aceitável. Inaceitável é uma atitude como essa no começo da temporada, quando o primeiro piloto já lidera com grande vantagem. Não há motivos para excomungar a escuderia italiana. Foi assim no GP do Brasil do ano passado, foi assim hoje e será assim sempre que necessário. Como também já foi no passado com outras equipes.

- Com sete pontos de vantagem a uma prova do fim, Lewis Hamilton encaminha o título mundial. Salvo alguma grande besteira ou uma quebra mecânica em Interlagos, leva o campeonato. Precisa apenas de um quinto lugar, algo perfeitamente possível. Óbvio, até.

- Sobre a corrida em si, a largada definiu tudo. Assim que Lewis saiu com vantagem da primeira curva, com Raikkonen em segundo e Felipe em terceiro, estava escrito o resultado final. Não havia como as Ferraris buscarem a McLaren e o restante da corrida seguiu um script sonolento. Principalmente quando já são mais de cinco da manhã.

- Fernando Alonso, quarto, está impressionante na reta final do campeonato. O espanhol, mais uma vez, dá mostras do quanto seu trabalho é capaz de levantar uma equipe. No último quarto de campeonato a Renault transformou-se na terceira força da Fórmula 1, jogando a BMW para escanteio.

- BMW, aliás, que agora ficou sem chances matemáticas de ser campeã com Robert Kubica. Só a vitória de Lewis já eliminaria o polonês da disputa, mas o segundo lugar de Felipe Massa, somado ao seu sexto lugar, tirou do narigudo de Cracóvia inclusive as chances de ser vice-campeão.

- Oitavo lugar para Nelsinho Piquet, que coloca mais um ponto no bolso. Como levantaram Marcus Lellis e Chico Luz, do Grande Prêmio, mesmo contestado, o filho do tricampeão é o brasileiro que mais pontos marcou em seu ano de estréia na Fórmula 1. É lógico que hoje a pontuação é diferente, é lógico que ele tem uma Renault na mão. Mas a verdade é que, mesmo com altos e baixos, Nelsinho não faz um campeonato tão horrendo quanto parece. Talvez seja tudo uma questão de quebra de expectativa.

- Rubens Barrichello, em sua penúltima corrida de Fórmula 1 (até que se prove o contrário), terminou num bom 11º lugar. Uma posição bem elevada para as pretensões da Honda. Seu companheiro Button, por exemplo, só chegou na frente do Fisichella, em 16º.

- Heikki Kovalainen, que abandonou, decepcionou outra vez. Não teve culpa pelo pneu furado, mas mesmo assim, outra vez fez uma corrida muito abaixo da média. Chegaria em quinto ou sexto, se muito. Pouco para alguém cujo companheiro, com o mesmo carro, dominou a corrida por inteiro.

- Aliás, Fernando Alonso ultrapassou o finlandês da McLaren hoje no mundial de pilotos, jogando Heikki para o sétimo lugar. Ruim é pouco para definir o ano de Kovalainen, que teve como ponto alto uma vitória casual na Hungria, herdada a três voltas do fim.

- Não é para menos que a McLaren tem dificuldades no Mundial de Construtores. A Ferrari abriu hoje em Xangai mais quatro pontos na liderança, tendo agora 11 de vantagem. Para os carros prateados levarem o caneco, só um milagre em Interlagos.

- Milagre que, por sua vez, fica sendo esperado por Felipe Massa no GP do Brasil. Precisa ganhar e ainda torcer para que Hamilton não seja mais do que sexto. Difícil.

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GP da China pode ter chuva

Segundo o site do Weather Channel, a menos de sete horas para a largada, a previsão do tempo para a tarde em Xangai é de instabilidade, com 40% de chances de chuva.

Pode ser uma corrida maluca, com pancadas de chuva intercaladas com momentos de sol. Se realmente for assim, será mais uma corrida cheia de alternativas, como a maioria das provas de 2008. Garantia de emoção.

Atualização: a três horas da largada, a previsão mudou para “predomínio de sol”, com apenas 20% de chances de chover.

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Festa animada

Foto: Ferrari

Foto: Ferrari

Kimi Raikkonen fez aniversário ontem, completando 29 anos. A Ferrari fez um bolo e organizou uma pequena festinha em Xangai. Pela fisionomia de todos na foto, o clima era de pura animação. Bastante condizente com o perfil do expansivo, sorridente e falastrão Kimi.

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Rapidinhas da classificação – China

Foto: Reprodução Adrivo.com

Foto: Reprodução Adrivo.com

- Pole position de Lewis Hamilton, confirmando o domínio da McLaren nos treinos em Xangai. O resultado já era esperado. Inesperada mesmo foi a quinta posição de Heikki Kovalainen, que deveria dividir a primeira fila com o companheiro de equipe. Não aconteceu.

- Kimi Raikkonen sai na segunda posição. Ironicamente, saem lado a lado novamente os dois protagonistas da confusão na largada do GP do Japão. Como o finlandês nada tem a perder e parece estar com o carro mais leve, pode incomodar o inglês nas primeiras voltas da corrida. Poderemos ter uma revanche muito interessante amanhã.

- Felipe Massa, em terceiro, não saiu do carro com ar de satisfação. Sabia-se que não faria a pole, mas creio que o brasileiro não esperava ficar atrás do companheiro de equipe. Mesmo assim, acho mais negócio sair em terceiro, do lado limpo da pista, do que em segundo, na sujeira. Além do mais, deixar a encrenca da primeira curva para seu companheiro de equipe, que promete ajudá-lo, não é mau negócio.

- No duelo dos finlandeses escudeiros, Kimi foi bem mais eficiente do que Kovalainen. Obviamente é mais piloto do que o compatriota da McLaren e isso poder ser um diferencial importante para a decisão do título mundial.

- Quarto lugar para Fernando Alonso, que faz um impressionante final de campeonato. Não é de se duvidar que o espanhol possa brigar pela vitória.

- Do resto, destaque para Mark Webber, que conseguiu finalmente colocar uma Red Bull à frente das Toro Rosso e marcou o sexto tempo. Porém, com o motor quebrado que teve no treino da manhã, perdeu dez posições e será apenas 16º. Sebastian Vettel larga em sétimo, Bourdais em nono e David Coulthard, num melancólico fim de carreira, é 15º.

- Nelsinho Piquet fez um bom treino e sai em 10º. Perdeu uma vaga na superpole para Jarno Trulli por apenas 7 milésimos de segundo. Faz parte.

- Robert Kubica foi mal para um aspirante ao título e sai apenas em 11º. Pouco para quem tem uma BMW. Nick Heidfeld, com o mesmo carro, é sexto.

- Rubens Barrichello, em momento raro, fez a Honda passar do Q1 e sai em 13º lugar. Pode parecer pouco, mas há 10 corridas, desde o GP do Canadá, o brasileiro não largava em posição melhor do que um 16º. Seu companheiro, Button, é 18º.

- Com sete poles, Hamilton garante o título de “pole man” do ano. Com cinco, Felipe Massa não mais poderá alcançá-lo como maior marcador de poles da temporada.

- A McLaren dominou todos os treinos do GP da China e confirmou a pole position. No entanto, a Ferrari parece ter um ritmo de corrida tão bom quanto, deixando a impressão de que pode vencer a corrida. Contudo, a pole é um diferencial importante para Hamilton, que precisa largar bem e controlar seu ímpeto nas primeiras voltas. Se não cometer erros, pode abrir uma vantagem importante para vencer.

- Felipe Massa, é bom lembrar, arriscou tudo correndo o GP do Japão no limite semana passada e repete motor na corrida de amanhã. É bom ficar de olho no rendimento de seu propulsor na prova. Pelo o que a Ferrari já demonstrou na temporada, há risco de quebra. E, se acontecer, bastaria um terceiro lugar para Hamilton conquistar o título por antecipação.

- Ingredientes apontam para uma corrida fantástica amanhã. E ainda há possibilidade de chuva. Atenção para o horário: 5 da manhã, já com horário de verão. Pelo horário normal, seria às 4h.

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Missão de Felipe Massa é difícil

Felipe Massa

Felipe Massa tem cinco pontos de desvantagem para Lewis Hamilton no mundial de pilotos, a duas provas do fim do campeonato. Duas vitórias bastam para que garanta o título, desde que o inglês não consiga ser segundo em ambas. Sob este prisma, a missão não parece tão difícil. Porém, na história da Fórmula 1, poucas vezes um piloto que estava atrás a duas provas do fim conseguiu virar o jogo e levar o título mundial.

Em 58 campeonatos disputados desde 1950, em apenas nove ocasiões o piloto que estava em segundo ou terceiro lugar faltando duas corridas conseguiu conquistar o título. Os protagonistas das viradas foram Juan Manuel Fangio (1956), Phil Hill (1961), John Surtees (1964), Emerson Fittipaldi (1974), James Hunt (1976), Nelson Piquet (1981 e 1983), Alain Prost (1986) e Kimi Raikkonen (2007).

Importante notar que circunstâncias especiais marcaram pelo menos duas destas viradas. Em 1961, Volfgang von Trips morreu em um acidente na prova final, em Monza, deixando o título no colo de Phil Hill. Em 1976, Niki Lauda sofreu um grave acidente em Nürburgring e ainda se recuperava quando da decisão do título, no Japão. O austríaco abdicou de disputar uma prova perigosa no Monte Fuji, debaixo de um aguaceiro, e Hunt terminou a temporada como campeão.

A curiosidade maior reside no fato de que, das nove vezes em que o líder perdeu o título a duas corridas do final, em cinco delas isso ocorreu para o terceiro e não para o segundo colocado. Em 1964, John Surtees estava quatro pontos atrás de Graham Hill e a dois de Jim Clark e, mesmo assim, terminou campeão. Como aconteceu com Emerson Fittipaldi dez anos depois, mas a vantagem era bem menor: Clay Regazzoni 46, Jody Scheckter 45 e Emerson 43. Piquet saiu da terceira posição para o título em 1983, ultrapassando Alain Prost e René Arnoux, o mesmo feito de Prost em 1986, batendo Nigel Mansell e Nelson Piquet. E a virada mais recente foi a de Kimi Raikkonen no ano passado, descontando 17 pontos nas últimas corridas, a maior virada da história. Baseado nesse retrospecto, Robert Kubica deve estar esfregando as mãos.

Resumo da história: se em nove casos, dois deveram-se a acidentes graves e cinco tiveram o terceiro colocado como campeão, em apenas duas ocasiões num intervalo de 58 anos o segundo colocado conseguiu terminar o ano campeão ao término de duas corridas em circunstâncias “normais”. Fangio em 1956, quando bateu Peter Collins com uma vitória e um quarto lugar, contando com um abandono do adversário, e Piquet em 1981, quando derrubou Carlos Reutemann com dois quintos lugares, ajudado por duas corridas ruins do argentino, que terminou fora da zona de pontos. Será Felipe Massa capaz?

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A matemática do título

Passado o GP do Japão, repleto de polêmicas, incidentes e discussões, é hora de projetar a corrida que pode decidir o campeonato, na China, já no próximo domingo. Lewis Hamilton lidera o mundial de pilotos, com 84 pontos. Felipe Massa está em segundo com 79 e Robert Kubica, da BMW, tem 72. O único que pode levar o caneco por antecipação é o inglês da McLaren que, para isso, precisa de uma combinação de resultados.

Caso vença na China, Hamilton será campeão no domingo caso Felipe Massa chegue em quinto lugar, ou abaixo. Se for segundo colocado, Hamilton precisará torcer para que Felipe seja, no máximo, sétimo. Lewis também pode sair campeão de Xangai com um terceiro lugar mas, para isso, precisa que o brasileiro da Ferrari não marque pontos e que Robert Kubica não seja o vencedor.

Para Felipe Massa, o título passa por duas vitórias, na China e no Brasil. Mas Lewis Hamilton não pode ser o segundo nas duas etapas. Uma dobradinha da Ferrari com Kimi em segundo, em qualquer das duas corridas, dará o título ao brasileiro, independente da posição de Hamilton. Por isso a Ferrari faz questão da ajuda do finlandês, que não parece muito preocupado com o assunto. Aliás, Kimi não se preocupa com nada.

Robert Kubica é quem tem a missão mais difícil. Com 12 pontos de desvantagem, precisa vencer as duas etapas e torcer para que Hamilton não faça oito pontos, o que equivale a um segundo lugar, ou dois quintos. Além disso, também depende de Felipe Massa, que o eliminaria da disputa com 13 pontos (uma vitória e um sexto ou um segundo e um quarto).

Na prática, a briga é entre Lewis e Felipe. Porém, dada a irregularidade característica dos dois aspirantes a este campeonato, não é de se duvidar que Kubica ainda mantenha as chances até o final. A tendência é que a disputa se alongue até Interlagos.

Se Massa vencer na China com Hamilton em terceiro, entendo que montaria-se o melhor dos cenários. Separados por apenas um ponto (vantagem para o inglês), quem chegasse à frente do outro no GP do Brasil levaria o caneco, independente da posição. Seria um final de campeonato épico.

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A frase do ano

“Não estávamos correndo contra Kimi, estávamos correndo contra Alonso.”

Ron Dennis, tropeçando na própria arrogância, logo após o GP da China.

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El milagro existe!!

Os narradores do canal espanhol Telecinco vão ao delírio com o abandono de Lewis Hamilton no GP da China. Hilário.


Dica do Rafamac.
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