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Rapidinhas: GP da Espanha

- Deu a lógica em Barcelona. Corrida chata, decidida na primeira curva. Mark Webber, pole, arrancou melhor que seu companheiro Sebastian Vettel e disparou na frente. Ganhou com folga e tranquilidade.

- Dotado do mesmo carro, Vettel não conseguiu formar a dobradinha. Ficou em segundo após a largada, mas perdeu a posição para Lewis Hamilton na troca de pneus e, mesmo com um carro melhor, não conseguiu retomar a posição, dadas as dificuldades de ultrapassagem do circuito. No final da prova, enfrentou problemas de freios e precisou fazer uma troca extra de pneus, perdendo mais uma posição. Conseguiu o pódio na última volta, depois que Hamilton teve um pneu furado.

- Lewis vinha bem com a McLaren e chegaria numa excelente segunda posição, até que viu sua corrida ruir na penúltima volta. Seu pneu dianteiro esquerdo estourou na entrada de uma curva e o inglês acabou batendo na barreira de pneus. Azar de um, sorte de outros. Fernando Alonso comemorou.

- A Ferrari não é páreo para McLaren e Red Bull e Alonso conseguiria, se muito, uma quinta posição hoje. Mas, além de ter sido competente, se viu favorecido por infortúnios dos adversários. Ganhou dois lugares com os problemas de Hamilton e Vettel. E Jenson Button, que poderia incomodá-lo, perdeu a posição para Michael Schumacher na troca de pneus e ficou encaixotado atrás da Mercedes do alemão.

- A diferença de velocidade no final da reta entre a McLaren e a Mercedes era gigantesca, graças ao duto de ar do carro da equipe inglesa. Durante cinco ou seis voltas, Button deu pinta que ultrapassaria, mas Schumacher defendeu-se de forma magistral. Quando viu que o alemão seria mesmo um osso duro de roer, o atual campeão do mundo desistiu e resignou-se com a situação. Bom para Alonso, segundo colocado.

- Se Michael Schumacher renasceu nessa corrida, Nico Rosberg enfrentou os maiores problemas da temporada até aqui. Foi atrapalhado por um mecânico afobado, que o liberou do pit antes da hora, e acabou perdendo muito tempo. Chegou apenas em 13º, depois de fazer um pit stop extra. Como resultado, perdeu a segunda posição no campeonato, despencando para quinto na classificação.

- Outro que vem em queda livre depois de um bom início de temporada é Felipe Massa. Foi facilmente batido por Fernando Alonso outra vez, tanto na classificação quanto na corrida. Foi sexto na prova e agora é sétimo no Mundial de Pilotos, bem longe da liderança que chegou a ocupar.

Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)

Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)

- Quem tem mais motivos para comemorar, mesmo é Alonso. Dificilmente esperava uma segunda posição que, somada ao mau resultado de Button, o deixou em segundo no campeonato, a apenas três pontos do inglês. Saiu muito melhor do que a encomenda.

- A Red Bull, ainda que dominante, tem Vettel e Webber em apenas terceiro e quarto no campeonato, enquanto que ocupa o terceiro entre os construtores. Mas, dada a enorme diferença apresentada hoje em Barcelona, é apenas questão de tempo para que pulem na ponta dos campeonatos. Semana que vem, em Mônaco, já pode ser a hora.

- Destaque para Rubens Barrichello, que saltou de 18º para 12º na largada e terminou a corrida numa bela nona posição. Lucas di Grassi foi último com a Virgin, mas pelo menos chegou. Aliás, pela primeira vez os dois carros da equipe concluem uma corrida. Está melhorando.

- Quem não dá sinais de melhora é a lanterninha Hispania. O carro é muito lento e Karun Chandhok acabou, involuntariamente, atrapalhando as corridas de Felipe Massa e Sebastien Buemi. É uma pena que a equipe espanhola tenha virado uma piada de mau gosto. Bruno Senna saiu logo na quarta curva da corrida, não sei se por problema mecânico ou por erro de pilotagem mesmo.

- Há pouco mais a acrescentar. Foi, como se imaginava, uma corrida insuportável. Foi a 20ª no circuito de Montmeló e conto nos dedos as boas disputas acontecidas lá esses anos todos. Chega a dar saudades de Jerez, que era outra pista chata pra diabo.

- Semana que vem já tem Mônaco que, se também não proporciona corridas assim tão emocionantes, pelo menos tem um certo charme e uma paisagem que nos mantém acordados. Porque as corridas na Espanha são um quase irrecusável convite a um cochilo.

RESULTADO GP DA ESPANHA 2010

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Red Bull iguala marca que durava onze anos

Com a pole position obtida hoje com Mark Webber, a equipe Red Bull atingiu uma marca que não acontecia na Fórmula 1 desde 1999. É a primeira vez em onze anos que uma equipe crava cinco poles seguidas no começo do campeonato. O último time a atingir tal feito foi a McLaren, que conseguiu cinco poles no começo da temporada de 1999, todas com Mika Hakkinen.

O recorde absoluto de poles consecutivas desde o começo da temporada é da Williams, que em 1993 conseguiu largar na frente 15 vezes seguidas. A equipe só perdeu uma pole, justamente na última corrida do ano, para a McLaren de Ayrton Senna. De lá pra cá, quem chegou mais perto disso foi a McLaren, com nove poles seguidas na largada do campeonato de 1998, com Mika Hakkinen e David Coulthard.

Não por acaso, todas estas marcas passam por um mesmo nome: Adrian Newey. É dele o projeto de todos estes carros, da Williams de 1993 à Red Bull atual.

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Rapidinhas da classificação: Espanha

- O GP da Espanha, primeiro da fase europeia do campeonato, costuma ditar o tom da temporada da Fórmula 1. E, a julgar pela classificação de hoje, não vai ter para ninguém. Red Bull na cabeça.

- É certo que a equipe austríaca ainda não conseguiu converter sua supremacia em vitórias – foi apenas uma nas quatro corridas até aqui -, mas a vantagem das Red Bull sobre as demais equipe nunca foi tão evidente.

- Sebastian Vettel e Mark Webber dominaram todos os treinos e foram alucinantes na classificação. Há tempos não se via uma vantagem tão grande. Para se ter uma ideia, Webber marcou a pole position com um tempo de 1’19.995, enquanto que as demais equipes tiveram dificuldades em baixar da casa de 1’21.

- No fim das contas, foi praticamente um segundo de vantagem na classificação. É muita coisa. Só perdem essa corrida se tiverem novos problemas de confiabilidade ou fizerem alguma bobagem. Nem a McLaren, que vem andando bem em ritmo de corrida, tem condições de alcançar a Red Bull.

- Sendo o circuito de Montmeló aquele que as equipes mais bem conhecem, com possibilidades de acerto mais que mapeadas, não há muito espaço para surpresas. E isso aponta para uma corrida bem chatinha amanhã.

Schumacher esboça reação na Espanha (Foto: Divulgação/Mercedes)

Schumacher esboça reação na Espanha (Foto: Divulgação/Mercedes)

- Na terceira posição, larga Lewis Hamilton, ao lado de Fernando Alonso. Jenson Button sai em quinto e, grata surpresa, o sexto lugar foi de Michael Schumacher.

- No final do treino, o alemão fez uma volta perfeita e vai largar pela primeira vez à frente de seu companheiro Nico Rosberg, oitavo colocado. Será que o velho Schumacher está de volta?

- Robert Kubica enfiado em sétimo foi outra surpresa, assim como a décima posição de Kamui Kobayashi com a Sauber. O japonês fez um temporal no final do Q2 e levou sua equipe pela primeira vez à fase final da classificação.

- Quem ficou devendo foi Felipe Massa. A Ferrari não anda com essa bola toda, mas a nona posição no grid é um resultado ruim, principalmente se comparado com o quarto lugar de Alonso.

- Os brasileiros, em geral, não foram muito bem. Rubens Barrichello caiu logo no Q1 e utilizou umas alegações meio ridículas, como “meu rádio é ruim”. Vai sair em 18º e torço para que instale uma nova antena. Lucas di Grassi fez o 22º tempo, mas vai sair em último por causa de uma punição recebida pela Virgin por não cumprir alguns trâmites burocráticos. E Bruno Senna foi o lanterninha da classificação, mas deu sorte e ganhou duas posições por causa da pouca familiaridade da Virgin com bobagens organizacionais.

- De resto, um treino sonolento como de hábito na Espanha. E amanhã a 20ª procissão em Barcelona. Se você não quiser dormir, recomendo um café bem forte ou um energético. Mas não Red Bull, porque esse vai fazer todo mundo dormir na corrida.

RESULTADO DA CLASSIFICAÇÃO – GP DA ESPANHA

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Ferrari: tão ruim quanto em 1993

Foto: Reprodução/Forix

Foto: Reprodução/Forix

Cinco corridas, nenhum pódio. Esta é a marca negativa da Ferrari em 2009, algo que havia acontecido pela última vez no longínquo ano de 1993. Desde então, nunca mais a equipe italiana havia ficado tanto tempo sem chegar entre os três primeiros em um início de temporada.

Assim como neste campeonato, em 1993 a escuderia não tinha feito nada melhor do que dois sextos lugares nas cinco primeiras corridas. Interessante observar que, na mesma época, Jean Todt chegava para organizar a equipe e tirá-la da péssima fase em que se encontrava. Curiosamente, a Ferrari volta a um patamar parecido justamente no ano em que o francês deixou o time. Simples coincidência?

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Kimi: um ano sem vitórias

Foto: Divulgação/Ferrari

Foto: Divulgação/Ferrari

Semana passada, no GP da Espanha, Kimi Raikkonen atingiu uma marca negativa em sua carreira. Campeão do mundo em 2007 e piloto da Ferrari, o finlandês completou em Montmeló exatamente um ano sem vitórias na Fórmula 1. A última conquista de Kimi havia acontecido justamente na Espanha, em maio de 2008.

No total, são 19 corridas consecutivas sem chegar em primeiro lugar, igualando o segundo maior jejum de toda a sua carreira. Ele também ficou exatas 19 provas sem vencer entre os GPs do Japão de 2005 – sua última conquista pela McLaren – e o GP da Austrália de 2007, sua estreia na Ferrari. A maior sequênca de Kimi sem chegar na frente aconteceu entre o GP da Malásia de 2003 (sua primeira vitória na F1) e o GP da Bélgica de 2004: 27 provas.

Seu jejum também é histórico para a Ferrari. Nunca, até hoje, um piloto campeão do mundo pela equipe havia ficado tantos GPs sem vencer depois de conquistar um título mundial. O recorde negativo era de Jody Scheckter, que disputou mais 16 corridas pela equipe depois de conquistar o campeonato de 1979, sem mais chegar em primeiro.

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Positivo e Negativo: Espanha

Positivo: Brawn. Domínio absoluto e irresistível na pista que mostra a real força de cada um no campeonato.

Negativo:
Ferrari, que em breve deve virar hors-concours para esta seção. Erros nos treinos, erros nas corridas. Os italianos ainda sabem fazer carros, vide o grande progresso da F60 com as atualizações aerodinâmicas. Mas sem Jean Todt e Ross Brawn no comando, o time não se entende mais no aspecto esportivo. Até o calado Kimi Raikkonen já anda colocando a boca no trombone.

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Rapidinhas: GP da Espanha

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com todo o delay do mundo, agora sim coloco a casa em ordem dando palpites beeeem atrasados sobre o GP da Espanha. Vamos lá.

- Mais uma vitória incontestável da Brawn, a grande dona da temporada. As equipes com mais dinheiro estão correndo atrás, devem evoluir mais até o final da temporada, mas a vantagem conquistada pela equipe-sensação do campeonato já é bastante expressiva. Diria que, salvo algum fato extraordinário, o título é de Jenson Button. Quatro vitórias em cinco provas é um número considerável.

- A vantagem é tão grande que a Brawn já se dá ao luxo de disputar vitórias entre seus dois carros, permitindo que cada piloto – e seu respectivo engenheiro – adote sua própria estratégia. Barrichello saltou na frente, dominou o início da prova, mas tomou um nó tático de Jenson Button.

- A decisão de modificar a estratégia de três para duas paradas foi acertada e óbvia, até. Com a entrada do Safety Car nas primeiras voltas, a vantagem que stints mais curtos poderiam trazer foi seriamente prejudicada. Inteligente e rápido foi o engenheiro de Button, que mudou o planejamento para apenas duas paradas e deixou Barrichello chupando o dedo. O inglês também foi de imensa competência no longo segundo stint que fez. Foi rápido e constante, ganhando a prova naquele momento.

- Felizmente hoje a transmissão pela TV nos mostra as conversas pelo rádio e evita-se especulações indevidas. Durante toda a corrida ficou bastante claro que Barrichello foi avisado por seu engenheiro da mudança de estratégia do adversário, foi cobrado pelos tempos de volta que deveria fazer para vencer e, se não venceu, foi porque não conseguiu. Fosse em outra época, estariam chovendo especulações infundadas de que “estão prejudicando o brasileirinho”.

- Com a dificuldade habitual em assimilar uma derrota, Barrichello desceu do carro ameaçando até pendurar o capacete caso a equipe o estivesse sacaneando. É claro que não está, assim como também é claro que ele não cumpriria tal ameaça mesmo que estivesse. Mais um discurso infeliz e inócuo do brasileiro que, se quiser ser campeão, terá que torcer para que o companheiro quebre a perna.

- Sensível melhora da Ferrari com o novo pacote aerodinâmico, com uma boa corrida de Felipe Massa. Porém, mais uma vez erros absurdos da equipe comprometeram um bom resultado. A escuderia italiana agora é assim, erra numa corrida e na outra também. Em alguns momentos, várias vezes, como agora na Espanha. Kimi Raikkonen foi vítima de outra burrada fenomenal na classificação, ficou à pé durante a prova com problemas mecânicos e Felipe quase ficou sem combustível, perdendo um quarto lugar que era certo. A Ferrari parece até ser capaz de vencer uma ou outra corrida durante o ano, mas precisará vencer a si própria em primeiro lugar.

- Bela corrida de Mark Webber, que demonstrou competência acima do normal em Barcelona. Quietinho, colocou o companheiro Vettel no bolso. Contou com certa colaboração de Felipe Massa, que segurou o alemão na pista, mas mereceu o terceiro lugar.

- Fernando Alonso foi outro destaque da prova, apesar da lambança na largada. Deu um chega-pra-lá em Rosberg, que jogou Trulli para fora, que voltou para a pista e fez um strike com as duas Toro Rosso e Adrian Sutil. Conseguiu um bom quinto lugar, ultrapassando a lenta Ferrari de Felipe Massa no finalzinho, para delírio da torcida espanhola.

- Já Nelsinho Piquet não fez bobagem, mas também não fez nada de bom. Mais uma corrida no final do pelotão, sem incomodar ninguém senão sua própria equipe.

- BMW melhorou bastante, conseguindo dois importantes pontos com Nick Heidfeld. Um alívio para quem fez uma corrida desastrosa no Bahrein.

- A McLaren parece ter andado para trás novamente. Kovalainen quebrou no começo, Lewis Hamilton não conseguiu fazer nada de mais, terminando a corrida fora da zona de pontos. Corridas em Montmeló tendem a apresentar a posição real de cada equipe no campeonato. E se a posição da McLaren é esta mesmo, é uma péssima notícia para o time dos carros prata.

- Falando em corridas em Montmeló, mais uma modorrenta. Não adianta ficar mexendo em regulamento sem parar, boas corridas se fazem com boas pistas. E o circuito catalão, definitivamente, não proporciona boas corridas.

- Semana que vem, GP de Mônaco, outra pista chatinha. Porém, com os guard-rails muito próximos, surpresas sempre podem acontecer. Uma corrida em Mônaco só é boa conforme os pilotos erram então… que venha uma prova cheia de erros!

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Charge animada: GP da Espanha

Mantova, como sempre, mandando muito bem.

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Charge do Mantovani: GP da Espanha

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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GP da Malásia é o 5º da história com pontos pela metade

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Interrompido depois de 31 voltas em função das fortes chuvas em Sepang, o GP da Malásia contou apenas metade da pontuação para os pilotos, por não terem sido completados 75% das voltas previstas. Em toda a história foi apenas a quinta vez, em 805 corridas válidas pelo Mundial de Pilotos, que uma prova terminou assim, apenas a segunda em um circuito permanente. Todas as outras três ocorreram em pistas de rua.

A primeira vez em que metade dos pontos foram contados aconteceu no GP da Espanha de 1975, quando o Embassy-Hill de Rolf Stommelen voou em direção ao público no Montjuich Park, matando três fiscais, um fotógrafo e um espectador. A corrida foi interrompida com apenas 29 das 84 voltas previstas e a vitória ficou com Jochen Mass, da McLaren. Seria sua primeira e única conquista na Fórmula 1. E também foi a única vez em que o motivo da interrupção não foi a chuva.

No mesmo ano, outra prova contou apenas metade dos pontos. Foi o GP da Áustria, em Zeltweg, disputado sob muita chuva. Eram previstas 54 voltas, mas a corrida foi encerrada com 29, pouco mais da metade. A pista estava encharcada e a vitória ficou com a zebra Vittorio Brambilla, que cruzou a linha de chegada rodando e batendo seu March laranja na mureta dos boxes. Ainda deu a volta da vitória com o bico quebrado, numa cena hilária.

Nove anos depois, em 1984, uma nova interrupção obrigou uma prova a contar apenas metade dos pontos. Foi no famoso GP de Mônaco de 1984, quando Ayrton Senna deu show com a Toleman e chegou em segundo lugar depois da bandeira vermelha ser acionada, na 31ª das 76 voltas previstas. A vitória ficou com Alain Prost.

Há 18 anos, a corrida mais curta da história da Fórmula 1. Com diversos pilotos rodando e batendo nos muros e protestos veementes de Ayrton Senna por causa da falta de aderência com a chuvarada que caiu no circuito de rua de Adelaide, o GP da Austrália de 1991 foi encerrado com apenas 14 voltas, com vitória de Senna.

Nos últimos anos, outras corridas foram terminadas com bandeira vermelha, mas tiveram os pontos contados integralmente por já terem sido cumpridos mais de 75% das voltas previstas. Em 2003, Fernando Alonso e Mark Webber bateram na curva do Café, encerrando prematuramente o GP do Brasil. Em 1997, bandeira vermelha após um acidente com Olivier Panis no Canadá, quando o francês fraturou uma perna. E em 1990, Alex Caffi bateu no Estoril e se machucou, dando fim precoce ao GP de Portugal.

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Cadê a brita que estava aqui?


Ótima observação enviada pelo Willian Freitas. Durante a largada do GP da Espanha, ele deu falta da caixa de brita da primeira curva do circuito de Montmeló, aquela mesma na qual Fernando Alonso foi parar depois do entrevero com Felipe Massa na corrida do ano passado.

É fato que a caixa de brita foi substituída por uma faixa de asfalto, mas nem de longe isso significa algum tipo de patriotada para favorecer Alonso. O caso é que a FIA vem estimulando cada vez mais a substituição da brita por asfalto nos autódromos. Com a eficiência dos freios atuais da Fórmula 1, a desaceleração pelo atrito com o asfalto, somada ao uso dos freios pelo piloto, garante um impacto bem menor nas barreiras de pneus ou muretas. E, ainda, não trazem o perigo de capotagem que a caixa de brita traz, fazendo o carro pular pra todo lado.

Por fim, os escapes de asfalto ainda têm a vantagem de permitir pintura de patrocinadores. A organização do GP e a Telefonica agradecem.

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Acidente de Kovalainen – novos ângulos

Já estão disponíveis no Youtube novos ângulos do forte acidente de Heikki Kovalainen no GP da Espanha, em imagens feitas por torcedores na arquibancada.

No vídeo abaixo, um flagrante muito bom do impacto:


Este outro vídeo mostra o resgate ao piloto, devidamente evitado pela transmissão oficial da corrida. Nele, percebe-se mais problemas no atendimento, que foi criticado não só por jornalistas, mas também por Stephen Olvey, médico oficial da FIA. O vídeo é longo, mas vale acompanhar os minutos finais, quando a ambulância atola na caixa de brita.


Felizmente, estes minutos de atraso da ambulância não tiveram impacto na recuperação de Kovalainen.
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Os confusos números de Barrichello


Rubens Barrichello escolheu o GP da Turquia, daqui a duas semanas, para comemorar a quebra do recorde de 256 GPs disputados, que pertence ao italiano Riccardo Patrese. Digo “escolheu” porque, na prática, ele não atingirá tal marca em Istambul, segundo os critérios estatísticos mais adequados.

O brasileiro já esteve presente em 257 finais de semana de Grande Prêmio, mas só participou de 253 corridas. Em sua própria conta, porém, ele já tem 256 GPs disputados. Por que tal discrepância?

No GP de San Marino de 1994, Barrichello bateu na sexta-feira, foi levado ao hospital e ficou impedido de correr. Esta prova ele não conta, ótimo. Mas o pomo da discórdia está em outras três corridas: GP da Bélgica de 1998 e GPs da Espanha e França de 2002. Tudo por que, nestas ocasiões, ele não estava presente no grid quando a largada oficial foi dada.

Na Bélgica, ele até largou uma vez. Foi aquela carambola histórica e, com o caos instaurado, a direção de prova anulou a partida. Uma nova largada foi dada, sem Barrichello, cuja Stewart estava destruída.

Na Espanha e na França, duas ocorrências semelhantes. Na partida para a volta de apresentação, sua Ferrari ficou estancada no grid. Os mecânicos recolheram o carro para o box e Rubens Barrichello não pôde correr.

Sendo assim, tais etapas não devem ser consideradas como GPs disputados, pois o piloto não participou de nenhum trecho do Grande Prêmio. Mas, na conta de Barrichello, elas valem.

A grande incoerência, no entanto, está no uso de critérios distintos para configurar tal recorde. Se partirmos da premissa de que “conseguiu classificação para o grid, estava presente no autódromo, então vale”, Barrichello terá mesmo 256 GPs. Porém, se o mesmo critério for adotado para Riccardo Patrese, ele continua sendo o recordista. O italiano teria 257 corridas no currículo, já que esteve presente no GP da Argentina de 1979, conseguiu classificação para o grid de largada, mas não alinhou por problemas mecânicos. Ou seja: não houve recorde igualado de 256 GPs na Espanha. No máximo, o recorde de 257 participações em finais de semana.

Como se vê, o piloto deve ter contratado o mesmo matemático que calculou os mil gols do Romário e os mil GPs narrados do Galvão Bueno. Confira na tabela abaixo:

Critério GPs Barrichello GPs
Patrese
Quando vem o recorde?
Participação em fim-de-semana de GP 257 257 Próxima corrida, em Istambul.
Classificação para o grid de largada 256 257 GP de Mônaco, em 25/05
GPs disputados 253 256 GP da França, em 22/06
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Equilíbrio nas poles


Deixei passar essa batida, mas o Leandro Alvares enviou e-mail avisando. Pela primeira vez, desde 1983, um Mundial de Fórmula 1 começa com quatro pilotos diferentes fazendo a pole position nas quatro primeiras etapas.

Se a Ferrari domina a classificação entre os pilotos e os construtores, pelo menos em algo estamos vendo um certo equilíbrio.

Para conferir o levantamento completo, visite o Stop & Go Brasil.

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Positivo e Negativo – Espanha

Positivo: Lewis Hamilton. Depois de duas corridas muito ruins, andou muito bem na Espanha e voltou a ser o piloto de ponta da temporada passada.

Negativo: Nelsinho Piquet. Embora tenha feito bons treinos na sexta e tenha conseguido sua melhor posição no grid, jogou tudo por terra com uma corrida desastrosa.

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Acidente de Kovalainen

Impressionantes as imagens do vídeo da pancada de Heikki Kovalainen hoje, em Montmeló.


O modo como o carro saiu reto e ficou soterrado sob os pneus, me lembrou outros dois acidentes em particular. Luciano Burti em Spa 2001 e Lewis Hamilton em Nürburgring, no ano passado.
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Rapidinhas – GP da Espanha


- Em corrida monótona, como de hábito na Espanha, Raikkonen venceu com tranqüilidade. Largou na frente, era o mais rápido da pista e não sofreu qualquer ameaça o tempo inteiro. A Ferrari sobra em 2008.

- Felipe também não teve muitas dificuldades pra chegar em segundo, muito por sua ótima largada, ultrapassando Alonso. Tivesse contornado a primeira curva em terceiro, teria a vida complicada.

- Lewis Hamilton, o terceiro, também fez uma ótima largada, saltando à frente de Kubica. Com isso, praticamente garantiu o terceiro posto desde o começo, já que todos sabiam que Alonso não tardaria a parar nos boxes.

- A McLaren mostrou hoje que, em ritmo de corrida, está junto da BMW como segunda melhor equipe. Mas a Ferrari não sofre ameaça nenhuma.

- Assustador o acidente de Heikki Kovalainen, passando reto em alta velocidade depois de ter um pneu furado e ficando soterrado na barreira de pneus. Preocupante também a demora no resgate, que levou quatro minutos para conseguir içar o carro do local. Tivesse Kovalainen sofrido uma parada respiratória ou o carro sido incendiado, tal demora poderia ter sido fatal. Felizmente, nada de grave aconteceu. apesar da desaceleração foi violenta.

- Fernando Alonso fez o que pôde para agradar a torcida. Certamente, chegaria em quinto lugar, mas teve seu motor quebrado.

- Nelsinho Piquet foi uma decepção. Manteve a décima posição na largada, mas saiu da pista sozinho na quinta volta, caindo para 18º. Duas voltas depois, tocou rodas com Sebastien Bourdais, saiu da pista e abandonou. Já são quatro corridas e o brasileiro continua devendo.

- Rubens Barrichello, discreto, chegaria nos pontos não tivesse se tocado com Giancarlo Fisichella dentro do pit lane após seu primeiro pit stop. Uma manobra totalmente desnecessária, mas as imagens da TV não foram claras e não foi possível concluir quem forçou para cima de quem. De qualquer forma, bater no pit lane não é digno de dois dos mais experientes pilotos do grid. Jenson Button, companheiro de Barrichello na Honda, garantiu os primeiros três pontos da equipe com um ótimo sexto lugar. O brasileiro segue zerado, num jejum que já dura um ano e meio.

- Mas não são só os experientes que fazem bobagem. Sebastian Vettel anda abusando da sorte, tendo abandonado três das quatro corridas da temporada até aqui em acidentes na primeira volta. Adrian Sutil, que provocou toda a confusão, também é outro que está devendo.

- Kazuki Nakajima colocou a cabeça no lugar e fez uma corrida focada, marcando mais dois pontos para a Williams.

- Montmeló expõe, como nenhum outro traçado, a fragilidade do regulamento técnico atual da Fórmula 1. Uma corrida praticamente sem ultrapassagens e com duas imagens emblemáticas. Nick Heidfeld, de BMW, sofrendo para ultrapassar Fisichella, de Force India. Só conseguiu quando o italiano errou na entrada da reta. E David Coulthard, que era de dois a três segundos mais rápido que a Super Aguri de Takuma Sato por volta, tendo imensas dificuldades para superar o adversário. Que venham os slicks!

- Nos campeonatos, corrida para a Ferrari disparar. Entre os pilotos, Kimi abriu confortável vantagem de nove pontos para Hamilton. Felipe é o quarto, 11 pontos atrás. Entre os construtores, a Ferrari ultrapassou a BMW e já colocou logo 12 pontos de frente. Salvo alguma surpresa, será a tônica até o final da temporada.

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Rapidinhas da classificação – Espanha

- Num treino mais disputado do que se imaginava para Montmeló, Kimi Raikkonen saiu com a pole position. Surpresa, mesmo, foi o segundo lugar de Fernando Alonso.

- É muito provável que o espanhol tenha jogado para a torcida e esteja com um carro muito leve, preparado para um primeiro pit stop logo a 10 ou 12 voltas. Mesmo assim, foi um feito. É muito bom voltar a ver Alonso andando na ponta.

- Felipe Massa sai em terceiro, com grandes chances de ver sua corrida complicada por seu desafeto da Renault. Provavelmente o brasileiro tem um pouco mais de combustível, beneficiado que deve ser na estratégia por ter sido mais rápido que Raikkonen na Q2. A perda da pole até já devia ser esperada, mas Felipe certamente contava em seguir o companheiro de perto até o momento do primeiro pit stop, para então dar uma ou duas voltas rápidas e ganhar a posição nos boxes. Com Alonso entre eles, a tarefa fica bem mais difícil. Ou Massa se livra dele logo nas duas primeiras voltas, ou perde qualquer chance de vitória.

- McLaren irreconhecível. Hamilton em quinto, Kovalainen em sexto. Ao que parece, a BMW já virou segunda força. Na corrida, teremos certeza.

- Bom treino de Nelsinho Piquet, pela primeira vez classificado entre os dez primeiros. Se bobear, tem uma estratégia de combustível melhor que a de Alonso e, se andar num ritmo tão próximo do espanhol como fez nos treinos, pode até chegar na frente do companheiro bicampeão.

- Rubens Barrichello também foi uma boa surpresa na classificação, marcando um 11º posto que, como ele próprio admitiu, é melhor do que qualquer previsão mais otimista da Honda. Pode voltar a marcar pontos, quem sabe? Seria um belo prêmio na corrida escolhida para comemorar o recorde de GPs disputados, numa conta “Romariana”, como bem definiu Flavio Gomes.

- A surpresa negativa foi a Williams, que fez o 12º tempo com Nakajima e o 15º para Rosberg. O japonês conseguiu sua melhor posição no grid até hoje, mas o filho do Keke andou muito mal. Freqüentador habitual da superpole, dessa vez passou longe.

- David Coulthard precisa se aposentar. Mais uma vez, caiu na primeira degola. Mais uma vez, viu seu companheiro Webber na superpole, com um ótimo sétimo lugar. Vettel na Red Bull, já.

- Davidson e Sato dividem a última fila naquela que deve ser a última corrida da Super Aguri. Uma pena.

- Palpite para amanhã: Dá Raikkonen, com Massa em segundo e Kubica em terceiro.

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Causos da Espanha: a estréia de Montmeló


Raramente, desde os anos 90, a Espanha é palco de uma grande corrida de Fórmula 1. Além de ser utilizado para testes das equipes durante toda a pré-temporada, o circuito de Montmeló praticamente não possui pontos de ultrapassagem. O resultado? Provas monótonas e previsíveis, com raros lances de emoção.

Mas nem sempre foi assim. Na estréia do circuito catalão, em 1991, a exibição foi de gala. Uma corrida que podia decidir o título, movimentada e cheia de alternativas. E, de quebra, com lances antológicos.

O GP da Espanha daquele ano era a antepenúltima prova do campeonato, disputada em setembro. Nigel Mansell e Ayrton Senna brigavam pelo título, com grande vantagem para o brasileiro. Com 24 pontos atrás na tabela, um simples abandono de Mansell definiria o campeonato a favor do piloto da McLaren. O inglês não poderia, também, chegar abaixo do terceiro lugar. E, se fosse segundo, Senna teria de chegar abaixo do quarto posto para que o título continuasse em aberto. Em resumo: para o Leão, era vencer ou vencer.

Nos treinos, Gerhard Berger marcou a pole position. Mansell foi o segundo e Senna, o terceiro. A estratégia da McLaren para a corrida era deixar Berger fazer as vezes de coelho, disparando na ponta, enquanto Senna, largando do lado limpo da pista, tentaria pular na frente de Mansell e segurar o ritmo. O inglês sempre foi instável psicologicamente e o time de Ron Dennis jogava com isso. A intenção era deixar o adversário nervoso ao perceber Berger desgarrando na frente e forçá-lo a um erro. Conhecendo Mansell, era um cenário bem provável.


Chega o dia da corrida e uma fina garoa cobre o Circuito da Catalunha desde cedo. Na hora da largada, a pista permanece úmida, fazendo com que todos saiam com pneus de chuva. Ao acender das luzes verdes, tudo ocorre tal qual o script da McLaren. Berger pula na ponta e Senna arranca muito bem, tomando o segundo lugar de Mansell. Melhor ainda: algumas curvas depois, o atrevido Michael Schumacher, em apenas sua quarta corrida de Fórmula 1, não toma conhecimento da Williams do Leão e o ultrapassa também, assumindo o terceiro posto.

Mas Nigel Mansell estava inspirado, mesmo com um tornozelo machucado depois de uma partida de futebol na sexta-feira. Manteve a calma, ficou mais uma volta atrás de Schumacher e recuperou a posição logo depois. Enquanto Senna segurava o ritmo e permitia que Berger abrisse oito segundos na frente, o inglês foi à caça. Na abertura da quinta volta, uma cena que se tornou antológica. Mansell entra na reta embutido na McLaren de Senna e tira para o lado interno para tentar a ultrapassagem. Os dois descem a reta de quase 1km do circuito lado a lado, praticamente tocando rodas, até que, na freada, o inglês leva vantagem e assume a segunda posição.


Porém, o belo lance não foi decisivo para história da corrida. Cinco voltas depois, Senna e Mansell param juntos para colocar pneus slick. A McLaren trabalhou melhor, devolvendo o brasileiro à pista na frente do inglês. As posições estavam novamente invertidas.

Berger também já havia parado e caiu para segundo, entre Senna e Mansell. Mas a McLaren preferiu não modificar sua estratégia e, na passagem seguinte, o brasileiro fez sinal no meio da reta e permitiu a ultrapassagem do companheiro, como que dizendo: “vai, coelho!”.

Ayrton voltou a segurar Mansell, mas sua autosuficiência nem sempre era suficiente. Na última curva do traçado, escapou na pista molhada e ficou atravessado na área de escape. Conseguiu retornar à prova, mas encheu a pista de brita e já havia caído para a sétima posição, perdendo qualquer chance de voltar a brigar pela ponta. Seu objetivo, a partir de então, era chegar em quarto lugar, contando com uma vitória de Berger para garantir o tricampeonato mundial.


Mas Mansell não estava deixando barato e partiu para um novo ataque sobre uma McLaren, agora para assumir a liderança. A diferença, que era de apenas quatro segundos, foi caindo rapidamente. Na volta 17, o inglês coloca por dentro na curva 4, escorrega de lado, faz Berger escorregar também e consuma uma linda ultrapassagem, com os dois carros derrapando na pista ainda úmida. Schumacher tentou tirar proveito para roubar o segundo lugar do austríaco, mas perdeu o controle de sua Benetton e acabou atolado na lama.

Restavam 48 voltas para o fim e a McLaren ainda contava com uma reação de Berger, mas seu carro foi perdendo rendimento até o austríaco encostar nos boxes, com pane elétrica. O sonho do tri de Senna ficava adiado.

Dali para a frente, Nigel Mansell passou a controlar a diferença para a Ferrari de Alain Prost, que herdara o segundo posto depois do abandono de Berger e dos erros de Senna e Schumacher. Lá atrás, Senna era o terceiro e se degladiava com Riccardo Patrese e Jean Alesi, mas cedeu as duas ultrapassagens, cautela um tanto incomum em sua carreira. O brasileiro preferiu não arriscar e garantir alguns pontos, pois sabia que, qualquer que fossem, tornariam sua situação muito cômoda para ser campeão no Japão.


Depois de 65 voltas, Mansell recebe a bandeira quadriculada em primeiro lugar, numa das mais difíceis vitórias de sua carreira. Com o resultado, adia a decisão do campeonato e mantém-se vivo por pelo menos mais uma corrida. Senna cruza em quinto e passa a depender de apenas mais cinco pontos em duas provas para confirmar o título, sem depender de resultados paralelos.

Em Montmeló, Mansell foi um verdadeiro anti-Mansell, com uma rara exibição de inteligência, sangue frio e autocontrole. Escapou das armadilhas de seus adversários, mas não por muito tempo. Em Suzuka, três semanas depois, a McLaren se utilizou da mesma estratégia do GP da Espanha para bater o inglês. Berger disparou na ponta e Senna ficou em segundo, controlando o ritmo. No desespero em tentar tomar a posição, Mansell afobou-se, rodou sozinho no final da reta e entregou o campeonato para Senna. O Leão voltava a ser o Leão.

Atualização: Há ótimo um resumo da corrida, em português, no Youtube.

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Prima rica e prima pobre

O amigo Sonic posta no Fórum Downforce fotos do site Motorsport com todos os motorhomes das equipes para 2008, que estréiam em Montmeló.

Chama a atenção ver o da McLaren, o mais exuberante de todos…


E depois comparar com o da Super Aguri.


Bom, pelo menos a equipe está por lá. Se vai correr, são outros quinhentos.

Mas também chama a atenção a instalação da Force India.


Esse Mallya tem dinheiro pra gastar… Se gastar certo, pode fazer coisa boa.

Para conferir as fotos de todos os motorhomes, clique aqui.

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