-
Perfil
Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
Arquivos
Twitter
Facebook
-
Tags
Ayrton Senna BMW Brawn F1 Felipe Massa Fernando Alonso Ferrari FIA Force India Fórmula 1 Globo GP da Austrália GP da China GP da Europa GP da Inglaterra GP da Itália GP da Malásia GP de Cingapura GP de Mônaco GP do Bahrein GP do Brasil GP do Japão Heikki Kovalainen Honda Jenson Button Kimi Raikkonen Lewis Hamilton Mark Webber Max Mosley McLaren Michael Schumacher Nelsinho Piquet Nelson Piquet Nigel Mansell Red Bull Regulamento Renault Robert Kubica Rubens Barrichello Sebastian Vettel Super Aguri Toro Rosso Toyota Treinos WilliamsCategorias
- Análises
- Ao vivo
- Automobilismo
- Bastidores
- Baú
- Box
- Camisas de Times
- Charges
- Colunas
- Copa do Mundo
- Curiosidades
- Destaque
- Do Baú
- Entrevistas
- Especulações
- Estatísticas
- Futebol
- História
- Humor
- Infográficos
- Intervalo Comercial
- Jogos
- Na Mídia
- Notícias
- Novos capacetes
- Novos carros
- Novos circuitos
- Olimpíada do Capelli
- Pergunte ao Capelli
- Rádio GP
- Reportagens
- Sem categoria
- Tecnologia
- Todos Chora
- Todos ri
- TV
- Ultrapassando as palavras
- Vídeos
Sites parceiros
Blog Roll
- A Mil por Hora
- Alessandra Alves
- Almanaque Esportivo
- Área de Escape
- Automobilismo Paulista
- Autoracing
- Bruno Mantovani
- Cadernos do Automobilismo
- Café com F1
- Continental Circus
- Documentation
- Esporte Fino
- F1 Girls
- F1 Nostalgia
- Fábio Seixas
- Flavio Gomes
- Fórmula Grün
- Oragoo.net
- Pandini GP
- Velocidade
- Victor Martins
- Voando Baixo
Arquivo da tag: GP da Inglaterra
No limite da legalidade

GP de Mônaco de 2010, última volta. O Safety Car está na pista e ninguém pode ultrapassar ninguém. Na entrada dos boxes, o carro se retira para que todos possam cruzar a linha de chegada sem nada na frente, ajudando fotógrafos e cinegrafistas e permitindo que as equipes tenham mais retorno com a imagem de seus carros na televisão e nas fotos que ilustram sites, jornais e revistas. Afinal, com aquele belo carro esporte à frente, as verdadeiras estrelas do espetáculo apareceriam menos na cobertura jornalística, que sempre investe numa foto ou imagem da chegada da prova.
O grande xis da questão envolvendo a corrida de ontem é este. O Safety Car saiu da frente não para liberar uma nova competição que duraria poucos metros. Ele saiu apenas para que a chegada ficasse “bonitinha”. Todo mundo, pilotos e e equipes, sabem disso. Até Michael Schumacher sabe disso. Mas, mesmo assim, o alemão preferiu arriscar uma ultrapassagem sobre Fernando Alonso à moda “se colar, colou”. Era fato que seria desclassificado, mas Schumacher é assim, costuma andar no limite da legalidade. Às vezes se dá bem, em outras nem tanto. Mas é assim que ele é.
Não que isso o transforme num sujeito inescrupuloso, encarnação do monstro de fumaça de Lost. Mas é fato que, em situações nas quais a maioria dos pilotos prefere não arriscar por saber que sua conduta pode ser interpretada como má-fé ou que pode infringir o regulamento, Schumacher arrisca. Esta não é a primeira e provavelmente não sera a última polêmica na qual se envolve. O heptacampeão é assim, quer ganhar a todo custo. Ainda que muitas de suas atitudes provoquem discussões a respeito de ética e de moral.
Em 1994, Schumacher e a Benetton se aproveitaram de equívocos da direção de prova durante a comunicação de uma punição de stop & go no GP da Inglaterra para não cumprir a pena. Foi declassificado com bandeira preta e só assim parou para cumprir os dez segundos de punição. Voltou à pista e completou a corrida em segundo lugar, ainda que tendo recebido bandeira preta antes da metade da prova. Até subiu ao pódio, mas sua desclassificação foi confirmada no comitê de apelações e Schumacher pegou duas corridas de gancho por causa da insubordinação às regras.
Já correndo pela Ferrari, protagonizou um evento semelhante em 1998, também em Silverstone. A direção de prova sinalizou que o alemão deveria cumprir um stop & go nas voltas finais da corrida. Um erro, já que penas nesta fase da prova devem ser acrescidas ao tempo final. Na dúvida, a equipe mandou o alemão para os boxes na última volta, parando por dez segundo e recebendo a bandeirada por dentro do pit lane. Schumacher ganhou a corrida já que, dada a manobra inteligente dele e da Ferrari, os comissários acabaram assumindo o erro e não aplicaram a soma de segundos ao seu tempo final. Nessa, ele se deu bem.
Como se deu bem também na Áustria, em 2002. A famosa corrida da infâmia, na qual o alemão herdou a vitória de Rubens Barrichello na reta de chegada, num momento imortalizado por Cléber Machaado com a famosa narração “Hoje não, hoje não… hoje sim… hoje sim??”. Como nos casos anteriores, não que Schumi tenha feito algo de errado. Mas esperava-se de um tetracampeão que liderava o campeonato com folga que não aceitasse a patuscada ensaiada pela Ferrari. Ele poderia ter sido nobre, mas não foi.
E também não foi nobre em 2006, quando parou o carro propositadamente na curva La Rascasse, em Mônaco, para interromper o treino de classificação e impedir Fernando Alonso de roubar-lhe a pole position. Schumacher simulou um erro na freada, que de tão falso não enganou ninguém e acabou punido pela FIA, obrigado a largar do fundo do grid.
Como se vê, em nenhuma dessas ações Michael Schumacher e sua equipe (seja Ferrari, Benetton ou Mercedes) foram deliberadamente maldosos. Apenas agiram no limite do regulamento. Em alguns casos, foram pegos. Em outros, não.
Concordo que não são atitudes nobres, mas no fim das contas, não são de todo ilegais. São manobras comuns no direito, quando bons advogados aproveitam brechas nas leis para absolverem seus clientes. Schumacher tentou explorar a brecha da nova regra da “linha do Safety Car” para ganhar uma posição. Mas se deu mal, já que o artigo 40.13 do código desportivo deixa bem claro que, quando é a última volta, não vale ultrapassar.
E assim é Schumacher, alguém que, até o final da carreira, fará com que jornalistas, donos de equipe e fãs fiquem pesquisando regulamentos para saber se o que ele fez é passível de punição ou não. Controverso, mas um piloto muito talentoso e inteligente.
Silverstone, eu fui
Carlos Henrique Moyna, amigo de longa data, foi assistir ao GP da Inglaterra deste ano in loco. E resolveu mandar um depoimento do que viu em Silverstone. Leitura altamente recomendada. Com vocês: Moyna, o pé de chumbo.

Foto: Carlos Henrique Moyna
É moda hoje esse negócio de “coisas a fazer antes de morrer”, ou “to do list”, ou ainda mais tragicamente o que os gringos chamam de “bucket list”. Na minha, desde garoto, tem assistir o GP de Mônaco no Principado. Este ano, como sou um cara flexível, transferi esse item para o fim da lista. Não, não fui ocupar um dos milhares de lugares vazios em Monte Carlo. Tradição por tradição, aproveitei uma coincidência de datas e resolvi aproveitar minha passagem pelas ilhas para assistir ao que pode ser o último GP Britânico (e não da Inglaterra), que deve ser substituído por alguma corrida em Ouagadugu ou Sanaa, quem quer que pague mais. E, se nas últimas corridas o público tem sido arredio, em Silverstone foram mais de 300 mil pessoas em três dias, lotando o velho aeroporto.
Depois da tensão de não saber se ia encontrar os ingressos na recepção do hotel no sábado antes da corrida, madruguei para pegar o coach que nos levaria até Silverstone. O trem seria uma opção mais barata, mas eu perderia todas as corridas preliminares. Nos atrasamos por culpa da insuspeitada falha dos ônibus londrinos em cumprir horários e tivemos que pegar um taxi até o ponto de partida. Chegamos a tempo de ainda comprar um lanchinho pra viagem e tomamos o ônibus cheio de espanhóis, japoneses e alemães. Dormi a maior parte dos 100 quilômetros do caminho e só acordei quando já saíamos da M1. O tempo não podia ser mais inglês: vento frio e céu nublado. Baita verão! Desembarcamos atrás das arquibancadas da Woodcote e já se ouviam os motores da molecada da F-BMW saindo dos boxes.
Já entramos pela área dos quiosques, para perder mais algum dinheirinho. Nada muito diferente de qualquer outro autódromo, exceto que o stand da Ferrari era o mais vazio. Obviamente o que se via era um mar de bonezinhos “marca texto” do Button, misturados a centenas de outros “rocket red” do Lewis. Apesar do mico total do campeão e do relativo fracasso do líder atual do campeonato nos treinos de sábado, a turma era só otimismo. Sempre disseram que a torcida inglesa era volúvel e ninguém ali parecia lembrar que o queridinho do momento nem era mencionado há um ano. Meu filho tinha resolvido desde a partida do Brasil que ia comprar mais um boné do Button para sua coleção, mas achou o produto meio vagabundo e decidiu apostar no alemãozinho que ia largar na pole. Realmente os produtos da Red Bull matam a pau.
Nossos ingressos eram Free Admission, ou seja, para a “geral”, coisa que aqui em Interlagos não existe. Lá existe essas “populares”, além de permitirem acampamento nas redondezas. O problema é que a inglesada é bem mais preparada e já tinha enchido todos os melhores lugares junto ao alambrado com suas cadeiras de lona. Resolvi ficar na saída da Copse para ver a curva que sempre me arrepiou na TV e dali ainda dava pra ver quem saía dos boxes. Além disso tínhamos telão (Silverstone TV, com comentaristas diferentes da BBC), lanchonetes e banheiro. Mais ou menos o que temos por aqui, mas bem mais civilizado. O podrão mata, o banheiro fede e tem fila, mas as pessoas dizem toda hora “sorry, sorry”. Sim, também tem uns palhaços fantasiados e bêbados (Batman e Robin etc.), mas nada comparado aos pentelhos do Setor G.
Primeiro rolou a F-BMW da molecada, com boa atuação do Nasr, depois a GP2, com atuação fraca do Valério, vencedor de sábado, e ridícula do di Grassi (The Grass, pelas rodadas). A sensação daqueles carros fazendo a Copse no talo e o ronco dos que trepavam os pneus na zebra realmente… Intervalo na velocidade e tempo de homenagens: primeiro a parada dos pilotos e umas voltinhas do F1 biplace com alguma “celeb” felizarda, acho que a filha de ser Sir Mick Jagger, e em seguida o deleite de ver a Matra-Ford pilotada por Sir Jackie roncar o velho Cosworth. Ainda havia vários Sir’s presentes, dentre eles Sir Stirling e Sir Richard Branson. Não, Mosley não é Sir Max… ainda! Como última atração antes da corrida, um mega show aéreo com os Red Arrows. Inglês adora corridas de carros e aviões (e eu também), porque não juntar os dois?
Pronto, chega de rolo e bota os carrinhos pra correr, Tio Bernie! Esqueçam a politicagem e vamos ver corrida. Bem, na verdade corrida só do décimo para trás. O Vettel nem tocava a zebra da Copse de tão mais rápido que estava. O prazer era só em ver os carros contornando aquela curva a quase 300 como se estivessem colados no chão. Os ingleses, então, estavam meio cabisbaixos. Jenson preso atrás de Toyotas e Lewis na grama. Tudo bem, o atual campeão é deles e o futuro também. Diferente daqui, ninguém foi embora antes do fim da corrida porque “os nossos garotos” estavam lá atrás. No final, venceu o “cavalo” em meu filho tinha apostado (meio previsível) e os ingleses acertaram o hino da Red Bull. Eles são bons nisso também.
Para finalizar, outro deleite: o Desafio de Carros Históricos, com Lolas, Jaguars, Lotus, Cobras, além de uma sensacional Ferrari 512 e seu ronco inconfundível e uma GT40 (original). Como tínhamos tempo até a partida do ônibus, “penetramos” nas arquibancadas da Copse, com a simpática condescendência do funcionário inglês. Quem disse que jeitinho e simpatia são coisa nossa? No caminho para o estacionamento, mais uma surpresinha: uma exibição alucinante do Typhoon, ou Eurofighter. Os ingleses e seus brinquedos…
O que restava era enfrentar a volta, muito mais lenta que a ida, quase 3 horas e meia. Não fez diferença, porque dormi até a Victoria Station.
O que dizer então da infra do autódromo? Motivo de curiosidade minha e de crítica do Ecclestone, além de desculpa para tirar o GP dali e entregar na mão de um aventureiro que comprou Donington, pode ser a razão para tão cedo não haver corrida na Meca do automobilismo. Será que é tão mambembe assim? Achei tudo arrumadinho, limpo e funcional. Nada moderno, mas não deve ser pior que qualquer autódromo europeu. Comparado com Interlagos, que está cada ano mais bonito, achei o acesso muito mais fácil (descontando a viagem de mais de uma hora). Se tivesse comprado arquibancada, tenho certeza que teria mais conforto que aqui, como verifiquei quando invadi a da Copse. A torcida inglesa mandou sua mensagem, e num ano de fracassos de bilheteria, lotou a casa, apesar dos ingressos mais caros da temporada.
No final, Bernie já falava em outro tom, ciente de que a opção de Donington é cavalo manco e tirar a corrida do seu templo é um tiro no pé.
Eu, da minha parte, posso agora adiar meus planos de ir a Mônaco. Vou começar a investir em voar num Spitfire.
——
Você também pode conferir uma galeria de fotos do GP no blog Pé de Chumbo. Vale a pena.
Pilotoons animado: GP da Inglaterra
Mais uma das peripécias de Bruno Mantovani…
Não sei o que ficou mais divertido. Estou em dúvida entre o Baby Vettel e o Bruno Senna na geladeira. Genial!
Que hino é esse?

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
Bastante espirituoso, Sebastian Vettel sublinhou com um gesto no pódio do GP da Inglaterra o que acontecia durante a execução do hino em homenagem ao construtor vencedor. Pela primeira vez, foi tocado para a equipe Red Bull o hino da Áustria, país de origem da marca de bebidas energéticas.
No GP da China, primeira vitória da escuderia, a organização não dispunha do hino austríaco e tocou o da Grã-Bretanha, gerando decepção nos membros do time. Em Silverstone, a organização acertou e Vettel fez um simpático sinal para seus colegas.
McLaren: ponto mais baixo em 28 anos

Foto: Divulgação/Bridgestone
Heikki Kovalainen teve um pneu furado e bateu com Sebastien Bourdais. Lewis Hamilton saiu na última fila e chegou em antepenúltimo. Distante das primeiras posições, a McLaren não marca pontos há quatro corridas. O jejum é histórico.
A última vez em que a equipe prateada ficou quatro GPs consecutivos sem pontuar foi há 28 anos, entre as temporadas de 1980 e 1981, do final do campeonato nos Estados Unidos até o GP da Argentina do ano seguinte. É o ponto mais baixo da história da equipe desde que foi assumida por Ron Dennis, no final de 1980. E, a julgar pelo desempenho que os carros vêm apresentando, o jejum deve seguir por mais algumas etapas.
Positivo e Negativo: Inglaterra
Positivo: Sebastian Vettel. Por mais que o grande desempenho da Red Bull tenha tornado as coisas fáceis, o alemão foi perfeito. Largou na frente e disparou metendo um segundo por volta em todo mundo, mesmo com um dos carros mais pesados. Menção honrosa para Felipe Massa, que fez grande corrida para chegar em quarto lugar.
Negativo: Jenson Button. Tá certo que a Brawn não teve o mesmo desempenho de sempre, mas mesmo assim o inglês andou abaixo da média. E, pela primeira vez, ficou atrás de Barrichello. Menção desonrosa para Lewis Hamilton, que viu mais grama do que pista durante a prova. Uma corrida decepcionante para os pilotos locais.
Rapidinhas: GP da Inglaterra

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
- Vitória tranquila de Sebastian Vettel, numa das corridas mais monótonas da temporada. A Red Bull sobrou em Silverstone, mais do que se imaginava.
- O alemão garantiu a vitória logo no primeiro terço de corrida quando, mesmo com um carro mais pesado que os principais pilotos do grid, saltou à frente na largada e passou a abrir um segundo por volta para o resto.
- Mark Webber, seu companheiro e único capaz de fazer frente a seu domínio, ficou preso atrás da Brawn de Rubens Barrichello, sem conseguir ultrapassar. Quando conseguiu, durante o primeiro pit stop, já tinha 21 segundos de desvantagem para Vettel. A corrida já estava ganha e conformou-se com o segundo lugar.
- Terceiro, Barrichello fez uma boa corrida com uma Brawn irreconhecível. Era nítido o quanto ele e Button brigavam com o carro, nervoso e arisco. Será que a equipe andou para trás ou foi apenas um final de semana ruim?
- É com a segunda hipótese que Jenson Button prefere contar, pois seu desempenho foi péssimo, tanto nas corridas quanto nos treinos. Pelo rádio, reclamava gritando do quanto o assoalho batia no chão e o carro ficava desequilibrado na curva 1. Nem de longe lembrou o Jenson dominador das provas anteriores. Chegou em sexto, fora do pódio pela primeira vez no ano.
- E Felipe Massa, surpreendente com a Ferrari, foi um dos destaques da corrida. Largava apenas em 11º, saltou para oitavo já na primeira volta e recuperou posições na estratégia de box. Quando efetuou seu segundo pit stop, já era quarto, posição na qual terminou a prova. Um grande feito, principalmente se comparado com a corrida fraca de Kimi Raikkonen, oitavo colocado.
- Quinto, Nico Rosberg garantiu mais alguns pontinhos para a Williams. Coisa que não conseguiu seu companheiro Nakajima, que assombrou saltando para quarto na largada, mas foi perdendo terreno com um ritmo ruim de prova até cair para o 11º lugar, fora da zona de pontos.
- Destaque para Giancarlo Fisichella, décimo colocado com a Force India. Ganhou cinco posições na largada, saltando para 11º. Fez um primeiro pit stop tardio e fez várias voltas bastante rápidas enquanto ficou na pista, retornando em décimo. Segurou Nakajima, Piquet, Kubica, Heidfeld e Alonso atrás de si. Não fez ponto, mas valeu como vitória.
- Outro que conquistou uma vitória foi Nelsinho Piquet, na batalha interna da Renault. Fez bom uso da estratégia de uma parada e aproveitou-se de um Alonso perdido no tráfego para chegar na frente do companheiro. Foi 12º, contra 14º do espanhol. A lamentar a performance da Renault e seu paralelepípedo sobre rodas, que deixa um piloto como Alonso andando em posições como essa.
- Pior que a Renault, talvez só a McLaren. Os carros prata andam para trás a passos largos, a ponto de Lewis Hamilton chegar em antepenúltimo lugar correndo em casa, um fiasco histórico. O inglês animou a corrida, tentou ultrapassagens, rodou, saiu da pista… mas não faria pontos do mesmo jeito. Uma corrida lamentável.
- E nem o mau resultado de Button foi suficiente para dar uma esquentada no campeonato. A vantagem para Barrichello, segundo, caiu de 26 para 23 pontos. Ainda é muito confortável. Já o brasileiro começa a ser seguido de perto por Vettel, que agora está a apenas dois pontos de diferença.
- Nos construtores, Brawn e Red Bull disparadas: 105 e 74,5 pontos respectivamente, contra 34,5 de Toyota e 26 da Ferrari. A Williams desbancou a McLaren, que caiu para sexto.
- Agora a F1 tem três semanas de férias, retornando só em 12 de julho, em Nürburgring. Mas, com toda a confusão do racha entre FOTA e FIA, assunto é o que não vai faltar. Tem reunião do Conselho Mundial no meio da semana, o bicho vai pegar para Max Mosley.

Rapidinhas da classificação: Inglaterra
- Pela segunda classificação seguida, deu Sebastian Vettel na cabeça. O alemão da Red Bull fez uma grande volta no final e superou seu companheiro Mark Webber, que parecia favorito absoluto à pole position e terminou apenas em terceiro lugar.
- Durante a classificação, ficou claro que a Red Bull está sobrando em Silverstone. Seja efeito do bico novo ou não, o fato é que Vettel e Webber despontam como favoritos à vitória. A Brawn, hoje, não foi nem sombra da equipe dominadora do início do campeonato.
- No entanto, Rubens Barrichello soube aproveitar-se de um erro de Webber em sua volta rápida para enfiar-se entre os touros vermelhos. Vai sair na primeira fila, numa pista que gosta. Me arrisco a dizer que é a melhor oportunidade de vitória do brasileiro na temporada até aqui.
- Principalmente porque seu companheiro, Jenson Button, esteve irreconhecível. Não despontou no final de semana e frustrou seus fãs correndo em casa. Vai largar apenas em sexto lugar, quatro décimos mais lento que Barrichello.
- As chances de vitória de Button parecem diminutas, mas na forma em que está, é bom não duvidar do inglês.
- Jarno Trulli, quietinho, conseguiu um belo quarto lugar no grid. Mais surpreendente do que ele, só Kazuki Nakajima, numa brilhante quinta posição com a Williams. Só resta saber se terá algum combustível na largada.
- Ferrari, ao que parece mais preocupada com o futuro da F1 do que com a corrida em si, foi bastante discreta. Kimi Raikkonen terminou em nono e Felipe Massa, em 11º, fora da superpole. Me agrada bastante a honestidade do brasileiro: “Errei na volta mais rápida, não foi culpa do carro. Dava para ter ficado entre os dez”. Sem frescuras, sem transferência de culpa.
- Já na Renault, décimo para Alonso e 14º para Nelsinho Piquet. Segundo o brasileiro, o espanhol chegou no limite do carro para passar ao Q3. O carro da Renault é realmente uma bomba, pelo menos Nelsinho conseguiu chegar ao Q2, o que não vem sendo muito frequente. Na disputa interna, Alonso abre o segundo set com 1×0. No geral, 26×0, um dos maiores capotes entre companheiros de equipe já vistos na história.
- Destaque para o péssimo treino de Lewis Hamilton, que sairá da última fila, à frente apenas de Sebastien Buemi. Mas o inglês tem um bom álibi: sua última volta rápida foi abortada em função da forte pancada de Adrian Sutil. Com bandeira vermelha e sem mais chances de retornar à pista, só restou lamentar.
- Seu companheiro, Heikki Kovalainen, sai em 13º. McLaren tem tudo para engatar sua quarta prova seguida fora dos pontos, um recorde negativo em sua história.
- Acredito que a corrida amanhã se definirá na largada. Se Vettel e Webber se aproveitarem do lado limpo da pista para pularem em primeiro e segundo, disputarão a vitória. Se Barrichello conseguir arrancar bem, em primeiro, tende a induzir Vettel a erro e passa a ter boas chances de vencer seu primeiro GP no ano. E se Button fizer uma boa largada, ganhando posições… ninguém segura o inglês.
- Ingredientes são bons, devemos ter uma bela corrida amanhã. Lembrando: a partir das 8h45, pitacos ao vivo aqui no blog.

Button com capacete feito por fã

Foto: Divulgação/Brawn
Jenson Button resolveu repetir, neste GP da Inglaterra, a mesma iniciativa do ano passado. Em seu site oficial, o inglês preparou um concurso no qual os fãs podiam sugerir pinturas especiais para seu capacete. A escolhida foi esta acima, com a qual ele disputará seu GP caseiro no próximo domingo.
O casco resgata as cores originais de seu capacete, não por acaso, as mesmas da bandeira da Grã-Bretanha. O desenho é formado por círculos que contém em si o “Union Jack”, com a inscrição “Push the Button”, um trocadilho com seu sobrenome que em português significa “aperte o botão”.
Sei não, mas achei o do ano passado bem mais bonito.
A dica veio do Valter Araujo.
Hamilton com pintura especial

Foto: Divulgação/McLaren
Lewis Hamilton vai disputar o GP da Inglaterra, neste final de semana, homenageando o seu país natal. Seu capacete apresenta no topo uma espécia de “rasgo”, exibindo nele o azul, branco e vermelho do Union Jack, pavilhão da Grã-Bretanha. Nas palavras do próprio piloto, é “uma forma de agradecer o apoio que recebo da torcida em Silverstone”.
Acho bacana a forma como Lewis conduz as “brincadeiras” com seu capacete. Ao invés de outros pilotos, que trocam tudo, das cores às formas, ele mantém a identidade sem, com isso, deixar de fazer homenagens ou referências a ocasiões especiais.
A polêmica do troféu

Recebi nas últimas semanas algumas manifestações de leitores e também li comentários na Internet que criticavam o desenho dos troféus dos GPs da Inglaterra e da Alemanha, no formato do logo do Banco Santander.
Reconheço que a publicidade exerce, com alguma recorrência, uma influência nociva no esporte. Mas honestamente, não vejo mal no troféu reproduzir o logo de quem patrocinou o Grande Prêmio. É um símbolo, uma obra de arte, não entendo como uma influência ruim ou que distorça qualquer tipo de tradição.
Aliás, o expediente nem chega a ser novidade. Mesmo nos anos 80, quando o marketing esportivo ainda engatinhava, o GP da Espanha já tinha em seu troféu a marca do vinho licoroso Tio Pepe, que patrocinava as corridas em Jerez de La Frontera.

Fiascos na chuva
Felipe Massa protagonizou em Sivlerstone uma das corridas mais ridículas de um piloto da Ferrari na história. Na chuva, saiu rodando feito o “pião da casa própria” por pelo menos cinco vezes e chegou num merecido último lugar.
Antes disso, uma das maiores patuscadas já vistas a bordo de uma Ferrari na chuva havia sido de Alain Prost, que rodou sozinho na volta de apresentação no GP de San Marino de 1991, nem alinhou para a largada e decepcionou todos os tifosi, que lotavam o autódromo de Imola.
Você lembra de outro absurdo desses a bordo de uma Ferrari em pista molhada?
Assim não, Kimi
Kimi Raikkonen não devia estar muito confortável com a pista molhada às vésperas da largada do GP da Inglaterra. Enquanto se preparava para entrar no carro, irritou-se com um fotógrafo que pisou em sua mala e o empurrou para longe.
Se o repórter estava lá, é porque tinha permissão. Além disso, não fez nada de errado, apenas aproximou-se para fotografar.
Péssima atitude.
Ato falho na Honda
Em seu site oficial, a Honda publicou um release sobre o GP da Inglaterra. Nele, há uma frase que permite, no mínimo, dupla interpretação.
“Jenson, por sua vez, teve um problema de chicotada de traseira na volta 38…”
Pergunto: Max Mosley anda saindo com Button?
Ato falho percebido pelo Racelike no Fórum Downforce.
Mais uma marca para Kimi

Kimi Raikkonen marcou hoje, no GP da Inglaterra, sua sexta volta mais rápida em nove corridas na temporada. Com o feito, o finlandês ultrapassou o inglês Nigel Mansell entre os recordistas de melhores voltas. Com 31 ocorrências, Raikkonen perde agora apenas para Alain Prost (41) e Michael Schumacher (76).
O piloto da Ferrari está, ainda, a apenas uma volta mais rápida de igualar um recorde histórico de Alberto Ascari. Entre 1952 e 1953, o italiano marcou melhores voltas em sete corridas consecutivas. Com seis, a seqüência de Raikkonen já é a segunda maior da história, ultrapassando uma marca de Michael Schumacher. O alemão marcou cinco melhores voltas consecutivas entre os GPs do Bahrein e da Europa de 2004.





