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Pilotoons animado: GP da Itália

Mais uma sensacional do Mantovani!

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Pilotoons: GP da Itália

Mantovani, como sempre, digno de elogios.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Para ser campeão, Rubens terá de evitar a "Maldição de Monza"

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

A vitória de Rubens Barrichello hoje no GP da Itália foi decisiva nas suas aspirações ao título mundial, mas ao mesmo tempo pode ter sido um mau sinal para quem acredita em coincidência ou superstição. Afinal, já há seis anos o vencedor da corrida em Monza não termina o ano como campeão. E pior que isso: desde 1990, apenas três vezes quem chegou em primeiro na Itália sagrou-se campeão mundial.

A “maldição de Monza”, que acabei de inventar, durou dez anos ininterruptos, de 1990 (quando Ayrton Senna venceu e foi bicampeão) a 2000 (quando Michael Schumacher quebrou a escrita). Depois disso, somente Michael Schumacher conseguiu ganhar e Monza e ser campeão novamente, em 2003. Em todos os outros anos, a vitória não coincidiu com o título.

Confira abaixo a lista dos últimos 20 vencedores em Monza, comparando com o campeão da temporada.

Ano Vencedor do GP da Itália Campeão Mundial
1990 Ayrton Senna (McLaren-Honda) Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1991 Nigel Mansell (Williams-Renault) Ayrton Senna (McLaren-Honda)
1992 Ayrton Senna (McLaren-Honda) Nigel Mansell (Williams-Renault)
1993 Damon Hill (Williams-Renault) Alain Prost (Williams-Renault)
1994 Damon Hill (Williams-Renault) Michael Schumacher (Benetton-Ford)
1995 Johnny Herbert (Benetton-Renault) Michael Schumacher (Benetton-Renault)
1996 Michael Schumacher (Ferrari) Damon Hill (Williams-Renault)
1997 David Coulthard (McLaren-Mercedes) Jacques Villeneuve (Williams-Renault)
1998 Michael Schumacher (Ferrari) Mika Hakkinen (McLaren-Mercedes)
1999 Heinz-Harald Frentzen (Jordan-Mugen) Mika Hakkinen (McLaren-Mercedes)
2000 Michael Schumacher (Ferrari) Michael Schumacher (Ferrari)
2001 Juan Pablo Montoya (Williams-BMW) Michael Schumacher (Ferrari)
2002 Rubens Barrichello (Ferrari) Michael Schumacher (Ferrari)
2003 Michael Schumacher (Ferrari) Michael Schumacher (Ferrari)
2004 Rubens Barrichello (Ferrari) Michael Schumacher (Ferrari)
2005 Juan Pablo Montoya (McLaren-Mercedes) Fernando Alonso (Renault)
2006 Michael Schumacher (Ferrari) Fernando Alonso (Renault)
2007 Fernando Alonso (McLaren-Mercedes) Kimi Raikkonen (Ferrari)
2008 Sebastian Vettel (Toro Rosso-Ferrari) Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
2009 Rubens Barrichello (Brawn-Mercedes) ?

 

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Positivo e negativo: Itália

Positivo: Brawn. Na estratégia, detonou os adversários com uma dobradinha consagradora na reta final do campeonato. Merece os títulos, tanto de pilotos quanto de construtores.

Negativo: Red Bull. Andou para trás nas últimas três provas e ficou pelo caminho. Tanto Webber quanto Vettel foram decepcionantes.

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Rapidinhas: GP da Itália

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

- Vitória de Rubens Barrichello em Monza, dando uma aquecida no campeonato. A segunda posição de Jenson Button, no entanto, mostrou ao brasileiro que a disputa pelo título vai ser mesmo apertada.

- Barrichello venceu com méritos na Itália. Tal qual em Valência, seguiu fielmente o script desenhado pela equipe para chegar na frente com base na estratégia. Foi competente, rápido, preciso, vencedor. No final das contas, ficou claro que seu adversário na briga pela vitória era mesmo Jenson Button, que tinha a mesma estratégia de uma parada, e não Lewis Hamilton, que fez um bom começo de prova e depois perdeu o ritmo.

- Button, por sinal, fez sua melhor corrida desde o GP da Turquia, quando venceu pela última vez. Depois de sucessivos maus resultados, conseguiu largar bem, ultrapassando a McLaren de Heikki Kovalainen, e manteve-se o tempo todo no encalço de Barrichello. Se não tinha como ultrapassar, fez o que era necessário para um líder de campeonato: garantiu uma segunda posição e oito pontos muito preciosos.

- Lewis Hamilton, apesar do bom começo de prova, foi uma decepção. Não conseguiu andar rápido o suficiente no segundo stint para fazer valer a estratégia de duas paradas e caiu para o terceiro lugar. Na última volta, ainda escapou da pista e bateu. Fiquei com a sensação de um problema no pneu traseiro, mas pode ter sido um erro do piloto. Daqui a pouco ficaremos sabendo. Mas a lamentar a perda de um pódio assim, nos últimos metros.

- Bom para Kimi Raikkonen, que herdou um terceiro lugar no finalzinho da corrida, dando aos tifosi a alegria de ver uma Ferrari no pódio. Aliás, a melhora da equipe italiana é significativa nas últimas provas.

- Adrian Sutil marcou seus primeiros pontos na Force India com um ótimo quarto lugar. Fez uma corrida discreta, mas muito correta e eficiente. Se não deu pódio, foi porque as Brawn estavam irresistíveis mesmo.

- Decepção das Red Bull: Mark Webber abandonou na primeira volta, depois de um toque com Robert Kubica. E Sebastian Vettel chegou em oitavo, marcando pontos graças ao acidente de Hamilton. A 26 pontos do líder faltando apenas quatro corridas, dá adeus a qualquer chance concreta de título. A briga ficará mesmo entre as duas Brawn.

- Foi o primeiro pódio de Button em seis corridas. No entanto, o suficiente para manter a ponta no Mundial de Pilotos. A vantagem cai de 16 para 14, mas convenhamos: é uma boa diferença quando há apenas 40 em disputa.

- Gosto muito de avaliar o campeonato considerando uma vantagem relativa de pontos, computando a proporção entre a diferença do líder e a quantidade de pontos em disputa. Assim se tem uma noção mais real da situação do campeonato. E, embora Barrichello tenha hoje descontado mais dois pontos de Jenson Button, relativamente a vantagem aumentou.

- Antes, eram 16 pontos a descontar em 50 a disputar. Ou seja, a vantagem relativa de Jenson Button era de 32% dos pontos a disputar. Hoje, com 14 pontos em 40, a vantagem cresceu para 35%.

- Um campeonato só é encerrado quando a vantagem relativa chega a 100%, o que mostra que ainda há boas chances para Rubens Barrichello. Mas o volume de pontos a descontar ainda é grande.

- Para ter chances concretas, o brasileiro precisa ainda de uma corrida de exceção, com um ótimo resultado combinado com um abandono ou mau resultado de Button. Como disse há quinze dias, perdeu essa chance na Bélgica. Hoje venceu, mas com o piloto inglês em sua cola.

- A vitória é sempre boa porque dá uma bela injeção de ânimo, mas não adianta: ainda falta a tal corrida de exceção para deixar o campeonato totalmente aberto. Como dificilmente Barrichello conseguirá vencer todas as quatro corridas restantes, Button pode conquistar o título apenas subindo ao pódio em todas as provas, mesmo que em terceiro lugar. E, considerando a retomada da Brawn, isso é bem possível.

- A considerar ainda o câmbio de Barrichello, que provavelmente terá de ser trocado antes da corrida em Cingapura, o obrigando a perder cinco posições no grid.

- Mas, ainda que a situação de Button seja cômoda, é muito bom ver um final de campeonato assim. Jamais imaginei que chegaria a tanto, depois do início arrasador do inglês, com seis vitórias em sete corridas. A briga está boa, Barrichello em ótima fase e acredito que nada se decide antes do GP do Brasil.

- Voltando à corrida, prova decepcionante de Fisichella na Ferrari, chegando apenas em nono lugar. Melhor que Badoer, mas isso até Dona Mafalda Capelli, minha avó, faria. Quem sabe em Cingapura, longe da pressão da estreia na Ferrari correndo em Monza, consiga repetir o bom desempenho que teve com a Force India na Bélgica.

- Heikki Kovalainen, que tinha uma boa posição de largada e uma boa estratégia de combustível, provou hoje que não faz mal a ninguém. Sexto lugar foi muito pouco.

- De resto, pouco a acrescentar, à exceção da corrida vaca-louca de Jarno Trulli. Seus pegas com Timo Glock e Kazuki Nakajima foram pouco produtivos, perigosos, mas divertidos de assistir.

- Daqui a duas semanas, corrida noturna em Cingapura. Será que a Renault estará lá? Respostas em 21 de setembro.

Resultado GP da Itália 2009

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Rapidinhas da classificação: Itália

Foto: Divulgação/DaimlerChrysler

Foto: Divulgação/DaimlerChrysler

- Confirmando a boa fase da McLaren, pole position para Lewis Hamilton. Mas, mais do que mostrar a evolução da equipe prata, o circuito de Monza faz é uma bela propaganda da Mercedes. Esse motor empurra muito.

- Dos sete primeiros no grid, seis são equipados com os motores alemães. A exceção é Kimi Raikkonen, de Ferrari, em terceiro lugar.

- Isso ajuda a explicar a surpreendente segunda posição no grid de Adrian Sutil, com a Force India. Vitantonio Liuzzi, retornando à F1, também vai largar muito bem, em sétimo. Mas a ascensão da equipe indiana não se justifica apenas pelos motores. Alguma coisa descobriram no carro, que vem andando até à frente da Brawn.

- E enquanto a gente se surpreende com os indianos, a briga pelo campeonato corre solta em equipes outrora dominantes e agora estranhamente relegadas a segundo plano: Brawn e Red Bull. Mais sem segundo plano estão os touros vermelhos, que parecem incapazes de repetir o domínio dos GPs da Inglaterra e Alemanha. Vettel e Webber dividirão apenas a quinta fila, em nono e décimo, respectivamente.

- A Brawn vem conseguindo se manter em um grau de competitividade maior, mas sem nem de longe relembrar o domínio avassalador da primeira metade do campeonato. Perdeu fôlego e agora administra a vantagem, embora até tenha alguma chance de vitória caso esteja com os carros pesados, com estratégia de apenas uma parada. Barrichello vai largar em quinto e Button em sexto. Quando sair a relação de pesos dos carros, vamos descobrir.

- Na contramão dos motores Mercedes, estão os Toyota. Três de seus quatro carros – Rosberg, Nakajima e Glock – caíram já na primeira degola. E Trulli conseguiu uma 11ª posição na base da superação. O resumo é que os japoneses com sede em Colônia raramente acertam alguma coisa na Fórmula 1.

- Quem também não acertou uma hoje foi a BMW. Seus dois carros tiveram problema de motor e abandonaram no Q2. Kubica larga em 13º e Heidfeld em 15º. Mas isso se não tiverem que trocar de câmbio, pois aí perderão posições no grid.

- Giancarlo Fisichella vem fazendo uma estreia, de certa forma, decepcionante. Se comparado com Luca Badoer, está sendo infinitamente melhor, mas se levarmos em conta seu brilhante desempenho em Spa com a Force India, ficou devendo. Bateu no treino da manhã e fez apenas o 14º tempo na classificação. Mas levou só meio segundo de Kimi Raikkonen no Q2, o que não é de todo ruim.

- E a Renault, debaixo de escândalos, faz o de sempre. Alonso em oitavo e Grosejan numa boa 12ª colocação. Mas certamente o time está muito mais preocupado com o julgamento do dia 21 do que com as próximas corridas.

- Para a corrida amanhã, deve dar Hamilton com a McLaren. Porém, o risco reside em Adrian Sutil, que sai ao seu lado na primeira fila sem ter o costume de andar na frente. A largada em Monza é sempre complicada, com uma primeira curva estreita demais onde sempre sobra alguém. Se conseguir fugir ileso do jovem alemão, tem tudo para disparar para a vitória. A menos que as Brawn surpreendam na estratégia.

- A prova promete ser boa, principalmente se chover.

Grid: GP da Itália 2009

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Fisichella reedita pintura

A releitura de Fisichella

Giancarlo Fisichella preparou uma pintura especial para sua estreia na Ferrari, neste final de semana, em Monza. Correndo em casa, adaptou seu desenho às cores da bandeira italiana (à direita). A ideia, no entanto, não chega a ser nova. Trata-se de uma releitura de um modelo comemorativo que ele já tinha usado no GP de San Marino de 2006 (à esquerda).

Naquela ocasião, pela Renault, Fisico chegou numa frustrante oitava posição. Que tenha mais sorte neste domingo.

Colaboraram Alex Grün, Daniel Antunes e Maurício do Nascimento Pinto.

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Pergunte ao Capelli: Temporada 1979

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

“Capelli, tenho dúvidas com relação à temporada de 1979. A Ferrari dominou todo o campeonato, com Gilles Villeneuve e Jody Scheckter. Mas a equipe boicotou o canadense, ídolo da torcida, o obrigando a ceder posição e o título mundial para Scheckter no GP da Itália. Por que a Ferrari fez isso com Villeneuve? Só para ser campeã em casa?” – Zé Pedro, São Paulo/SP

Zé, bastante pertinente a pergunta, até porque nela estão contidos alguns mitos que, de tanto serem contados, já ganharam ares de verdade. Vai gerar um post longo, mas que acho que vale a pena, Em partes, então.

Domínio da Ferrari

Apesar da dobradinha na classificação final do campeonato, a temporada não foi um mar de rosas para a equipe italiana. Nas duas primeiras provas, com o carro do ano anterior, a Ferrari não foi páreo para as Ligier, que assombraram vencendo na Argentina e no Brasil, com Jacques Laffite.

Com a estreia do novo carro, na África do Sul, a escuderia deu um salto de qualidade e passou a dominar as etapas seguintes, beneficiada pela acentuada queda da Lotus, que dominara o campeonato anterior mas via-se às voltas com o fracassado modelo 80. Mas a Ferrari não liderava as provas de maneira absoluta, sofrendo forte pressão da Renault com seu inovador motor turbo, que andava uma barbaridade, mas quebrava sempre.

E, a partir da metade do campeonato, uma nova força surgiu: a Williams. Embora nunca tivesse até então vencido uma única corrida, o jovem time de Frank Williams e Patrick Head acertou a mão com o FW07, uma cópia bem-sucedida do Lotus 79. O time passou a empilhar vitórias com Alan Jones e Clay Regazzoni, sendo cinco em seis provas na segunda metade do ano, quatro delas consecutivas. Não fossem as regras de descarte bastante peculiares naquele campeonato, a Williams poderia ter ingressado forte na luta pelo título mundial.

Assim, forma-se um cenário que ajuda a entender o episódio do GP da Itália. Nem de longe foi um campeonato folgado e sossegado como os de 2002 e 2004, nos quais poderia ter escolhido o piloto campeão com facilidade, tamanho seu domínio sobre os rivais. Foi um campeonato duro, repleto de adversários que mudavam prova a prova.

Pontuação do campeonato

A temporada de 1979 foi particularmente especial no que diz respeito à pontuação. Na época, a regra de descartes era praxe, mas geralmente restritos aos dois piores resultados da primeira metade e aos dois da segunda metade. Em alguns casos, apenas um resultado era descartado em cada metade de temporada. Porém, a ideia de beneficiar a vitória em detrimento da regularidade ganhou contornos exagerados naquele ano. Com 15 etapas, decidiu-se que apenas oito resultados valeriam para o Mundial de Pilotos.

Assim, praticamente metade dos resultados seriam descartados, gerando um campeonato completamente diferente. Das sete primeiras corridas, três seriam ignoradas. Das oito seguintes, quatro não valiam. Tal excesso de descartes terminou por gerar situações insólitas, como o ocorrido com Carlos Reutemann. O argentino da Lotus precisou descontar um quarto e um quinto lugares, obtidos na Bélgica e na África do Sul, na primeira metade do ano, tudo porque pontuou seis vezes num período em que somente quatro resultados eram válidos. Na segunda parte da temporada, Reutemann foi mal e não marcou um ponto sequer mas, ainda assim, teve aqueles cinco pontos descontados no final.

Foi tal regra que encerrou qualquer possibilidade dos pilotos da Williams brigarem pelo título mundial, ainda que tenham dominado absolutamente a segunda metade do ano. Mesmo que Alan Jones tivesse ganho as oito corridas, chegando a 72 pontos (a vitória na época valia 9), somaria somente 36. Um número muito baixo para poder brigar pelo campeonato. Tendo somado apenas seis pontos com Regazzoni e quatro com Jones na primeira metade do ano, a Williams estava precocemente alijada da disputa.

A arrancada de Scheckter

E foi justamente essa regra que direcionou logo cedo o título de 1979 para Jody Scheckter. Na primeira metade da temporada, o sul-africano conquistou duas vitórias e dois segundos lugares, totalizando 30 pontos em 36 possíveis. Ele chegou inclusive a descartar um sexto no Brasil e um quarto na Espanha.

Gilles Villeneuve somou apenas 20 pontos, com duas vitórias e um quinto. Dessa forma, ele partia para as últimas oito corridas do ano com a missão de descontar uma diferença de 10 pontos, sendo que havia apenas 36 em jogo e seu adversário ainda poderia jogar fora metade dos resultados que ainda estavam por vir. Assim, o título do canadense já estava severamente comprometido. Bastava a Scheckter uma vitória e três segundos lugares em oito corridas para eliminar Villeneuve da disputa. Um cenário bastante confortável.

O episódio do GP da Itália

Quando a corrida de Monza chegou, o título já estava praticamente nas mãos de Jody Scheckter. O sul-africano já estava com mais 14 pontos somados (um segundo, dois quartos e um quinto), enquanto que Villeneuve tinha somado apenas mais 12 (dois segundos). No total, Scheckter já tinha 44 pontos garantidos, enquanto que o canadense não poderia mais ir além de 53, ainda que vencesse tudo até o final. Ou seja, Jody precisava abrir apenas mais nove pontos (uma vitória) em três corridas para dar a fatura como liquidada.

Assim, houve uma espécie de consenso dentro da Ferrari de que seria adequado encerrar a disputa do campeonato em Monza. As chances de Villeneuve eram remotas, para não dizer praticamente inexistentes. Era a última corrida na Europa e levar uma disputa de título para as etapas finais no Canadá e nos Estados Unidos traria custos e riscos adicionais. Oficialmente, a Ferrari não fez nenhum trato aberto com os pilotos, sabe-se apenas que o Comendador Enzo direcionou conselhos a Gilles Villeneuve. E aqui vale um registro de que o relacionamento entre ambos não era apenas profissional e frio, não era um negócio como hoje em dia. Enzo e Gilles nutriam uma admiração mútua e tinham uma relação respeitosa, quase que de pai e filho. Assim, é possível imaginar um conselho do tipo: “Gilles, Scheckter será campeão hoje. E o ano que vem será seu.”

E assim quase foi. Villeneuve fez a sua parte e somente acompanhou Scheckter durante a corrida. Aliás, diferente do que costumeiramente é dito, Gilles apenas não o ultrapassassou, não houve uma cessão de posição patética, como ocorreria mais de vinte anos depois entre Barrichello e Schumacher. O sul-africano dominou praticamente a corrida toda e foi comboiado por seu companheiro de equipe, que não rebaixou-se ao humilhante papel de entregar uma vitória na última curva. Foi um acordo tácito entre cavalheiros, sem que ninguém hesitasse em fazer o que achava correto, cada um bastante ciente de seu papel dentro da equipe naquele momento. Elegante, Gilles ainda foi elogioso após a corrida:

“Não dei nenhum presente a Jody, tentei de tudo e tenho que dizer que Jody hoje esteve intocável”.

Retrato de outros tempos. Mas o final não é de todo feliz. Diferentemente do que a Ferrari imaginava, o campeonato de 1980 foi um desastre e Scheckter não teve nenhuma chance de retribuir a gentileza de Villeneuve. Foi a pior temporada da história da equipe, que não fez nenhum pódio e marcou apenas oito pontos, terminando o Mundial de Construtores num humilhante 10º lugar.

Scheckter aposentou-se, Gilles seguiu na Ferrari e virou ídolo por atuações tão emocionantes quanto irregulares nos anos seguintes. E tornou-se mito ao encontrar a morte nas pistas, nos treinos para o GP da Bélgica de 1982.

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Charge do Mantovani: GP da Itália II

E o Bruno ataca em dose dupla no GP da Itália…


Uma melhor que a outra.
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Charge do Mantovani: GP da Itália

Na visão do Bruno Mantovani, a Toro Rosso foi tão superior na água em Monza que chegou a se transformar em outro animal…


Por analogia, lembrei da minha Red Burro.
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Toro Rosso faz história em Monza


Não bastasse o fato de ter-se tornado a primeira equipe a vencer uma corrida com um motor Ferrari que não a própria Ferrari, a Toro Rosso atingiu outra marca impressionante no GP da Itália. É a primeira equipe italiana, fora a Ferrari, a vencer em Monza em mais de 50 anos.

A última vez em que um carro italiano não-Ferrari venceu no lendário circuito foi em 1956, quando Stirling Moss chegou em primeiro com uma Maserati. De lá para cá, aconteceram outras 50 corridas em Monza, com 30 vitórias de carros britânicos (Benetton, Brabham, BRM, Cooper, Lotus, March, McLaren, Vanwall e Williams), 15 italianos (Ferrari), 3 franceses (Matra e Renault), 1 japonês (Honda) e 1 irlandês (Jordan).

Além disso, desde 1997 não se ouvia o hino italiano no pódio para uma equipe que não a Ferrari. A última ocorrência fora no GP da Alemanha de 1997, quando Gerhard Berger venceu com a Benetton.

Aliás, cabe aqui um esclarecimento. Nascida da britânica Toleman, a Benetton sempre competiu como originária da Grã-Bretanha, de 1986 a 1995. Apenas em 1996 ela transferiu seu registro para competir como italiana, embora sua fábrica ficasse em Enstone, na Inglaterra. Comprada pela Renault em 2000, converteu-se em um time francês.

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Outra vez, o pódio mais jovem da história


Pela segunda vez no ano, o recorde de pódio mais jovem da história da Fórmula 1 foi quebrado. No GP da Alemanha, o pódio composto por Lewis Hamilton, Nelsinho Piquet e Felipe Massa teve a mais baixa média de idade da história, com 24 anos, 7 meses e 1 dia.

No GP da Itália, menos de dois meses depois, Sebastian Vettel, Heikki Kovalainen e Robert Kubica atingiram uma nova marca histórica, com média de 23 anos, 11 meses e 16dias.

Dos quatro pódios mais precoces da história, três aconteceram em 2008: Alemanha, Itália e Mônaco. O terceiro do ranking é o GP da Hungria de 2003.

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Vettel destrona Alonso

Se em 2007 Lewis Hamilton assombrou o mundo com recordes de precocidade relacionados a performance em temporadas de estréia, agora é a vez de Sebastian Vettel, o super novato.

O alemão da Toro Rosso tornou-se, no ano passado, o piloto mais jovem a pontuar na Fórmula 1, marcando um ponto em sua prova de estréia, pela BMW, com 19 anos, 11 meses e 14 dias, quebrando o recorde de Jenson Button. Ontem, destronou Fernando Alonso como mais jovem pole position. E hoje, tornou-se o vencedor mais precoce da história da categoria, aos 21 anos, 2 meses e 11 dias. O recorde anterior também pertencia a Alonso, vencedor do GP da Hungria de 2003 aos 22 anos e 26 dias. De quebra, ainda assumiu a liderança do ranking de “subidores de pódio” mais jovens, ultrapassando novamente o espanhol.

Agora, Alonso detém apenas mais um recorde de juventude: o mais precoce campeão de todos os tempos, aos 24 anos, 1 mês e 27 dias. Vettel tem menos de três anos para superá-lo.

Vencedores mais jovens da história*
Sebastian Vettel (GP da Itália de 2008) – 21a 2m 11d
Fernando Alonso (GP da Hungria de 2003) – 22a 0m 26d
Bruce McLaren (GP dos EUA de 1959) – 22a 3m 12d
Lewis Hamilton (GP do Canadá de 2007) – 22a 5m 3d

* Sem considerar os vencedores de Indianápolis, de 1950 a 1960.

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Positivo e Negativo – Itália

Positivo: Sebastian Vettel e Toro Rosso, obviamente. Fizeram o improvável numa corrida histórica. Nota 11.

Negativo: David Coulthard. De vexame em vexame, encaminha uma triste aposentadoria.

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Rapidinhas – GP da Itália


- Corrida história na Itália, como já se imaginava que poderia acontecer. Primeira corrida com chuva em Monza em quase 60 anos, disputas intensas na pista, vitória mais jovem de todos os tempos, primeira conquista de uma equipe que um dia foi a Minardi. Precisa mais?

- Sebastian Vettel foi surpreendentemente dominador. Liderou a corrida toda, perdeu a ponta apenas entre os pit stops e foi o melhor no encharcado, no molhado, no úmido e no seco. Quem diria que a Toro Rosso seria capaz?

- Imaginei que, na chuva, Vettel tivesse alguma chance de vitória, mas jamais pensei que pudesse ser dominador também no seco. Que Toro Rosso é essa?

- Todos os méritos do mundo para o alemãozinho da equipe B da Red Bull mas, convenhamos… Heikki Kovalainen não é de nada. Com a McLaren que tinha na mão, tinha a obrigação de, pelo menos, dar um calor em Vettel. Comboiou o adversário por toda a corrida, sem, em qualquer momento, ter dado pinta de que poderia vencer. Segundo colocado, chocho.

- O pódio foi completado por Robert Kubica que, mesmo sem brilhar, soube usar da estratégia para saltar do 11º para o terceiro lugar.

- Gerhard Berger, emocionado no pódio para receber o troféu de construtor vencedor, certamente viveu um flashback de 20 anos atrás, quando ouviu o “Fratelli d’Italia” diante dos tifosi em Monza, numa corrida histórica. O ponto alto de sua carreira como piloto repetiu-se, no mesmo lugar, como dirigente. Lindo momento.

- Depois de Vettel, o nome da corrida? Lewis Hamilton, sem dúvidas. Atacou a prova inteira, escalou os pelotões com vontade, realizou ultrapassagens magníficas e ganhou oito posições, como Kubica. Não tivesse parado a chuva, o obrigando a um pit stop extra para colocar pneus intermediários, poderia até ter vencido.

- Hamilton precisa, apenas, domar sua agressividade. Em alguns momentos, ousou de mais para um pretendente ao título. Precisava atacar, é lógico, mas se sujeitou a riscos em excesso em certas manobras. No final, contudo, evitou um ataque kamikaze a Felipe Massa e conformou-se com o sétimo lugar. Colocou a cabeça no lugar.

- Felipe não é nenhum sapo, a gente sabe. Mas sua corrida em Monza pode ser considerada boa, dentro de suas próprias possibilidades. Peitou Rosberg com uma linda ultrapassagem por sobre as zebras, fora de suas características em piso molhado. Com uma cautela até excessiva, a Ferrari pediu que devolvesse a posição, a fim de evitar uma punição que, creio eu, não aconteceria.

- O brasileiro sai de Monza a apenas um ponto de Lewis Hamilton, num campeonato totalmente aberto. No entanto, perdeu uma grande oportunidade de assumir a liderança.

- Agora… a corrida de Felipe pode ser vista de forma diferente se considerarmos o que fez Kimi Raikkonen. Há duas leituras possíveis. Felipe foi excepcional, se entendermos que Kimi, com o mesmo carro, lutou o tempo inteiro sem conseguir passar do nono lugar. Ou então Felipe fez o que estava dentro das capacidades da Ferrari e o finlandês correu com o interruptor desligado. Qual a sua leitura?

- Fernando Alonso e Nick Heidfeld, fazendo o melhor uso da estratégia de uma parada ao colocar diretamente os pneus intermediários, intrometeram-se entre os primeiros. O quarto lugar do espanhol é seu melhor resultado no ano, enquanto Nick foi osso duro para Felipe Massa na briga pela quinta posição. Não se deixou ultrapassar e o brasileiro preferiu não mais arriscar nas voltas finais.

- A Honda anda tão mal que, nem mesmo nas condições preferidas, Rubens Barrichello consegue fazer uma boa prova. Andou lá atrás o tempo todo e chegou apenas em 17º, entre 19 que terminaram a corrida.

- Nelsinho Piquet fez um dos stints mais longo do GP, reabastecendo apenas na 35ª volta. Ganhou sete posições, mas chegou apenas em 10º. Insuficiente para marcar pontos e bem atrás de seu companheiro Alonso, quarto.

- Corrida com apenas um abandono, de Giancarlo Fisichella, que se estranhou com David Coulthard. O escocês, por sinal, também dividiu perigosamente a parabólica com Kazuki Nakajima. Impressionante o quanto Coulthard, tido e visto como cauteloso em excesso em seus tempos de McLaren, virou uma ameaça aos demais pilotos em seus últimos anos na Fórmula 1. A média é de quase um incidente por prova.

- Gosto amargo para Sebastien Bourdais. Saía em quarto lugar, tinha tudo para fazer uma dobradinha histórica no pódio com seu companheiro Vettel, mas viu seu sonho ruir quando o carro não conseguiu arrancar para a volta de apresentação. Perdeu uma volta e andou a prova toda na rabeira, tendo condições para fazer bem mais que isso. Chegou em penúltimo, à frente apenas da Force India de Sutil. Ameaçado de aposentadoria precoce, o francês merecia melhor sorte.

- Campeonato: Hamilton 78, Massa 77, Kubica 64, Raikkonen 57. Com 40 pontos em jogo, 21 atrás do líder, o finlandês é carta fora do baralho. Tudo bem que no ano passado ele descontou 17 pontos em 20 na reta final, mas todos sabemos que foi uma situação excepcional. Não acontecerá novamente. Lewis e Felipe brigarão, ponto a ponto, até o GP do Brasil.

- Favorito? Não há. O inglês se mostra um piloto mais completo que o brasileiro, mas exagera na dose muitas vezes e assume riscos desnecessários. Deve ter aprendido com as lições do ano passado, mas dá mostra que o instinto fala mais alto muitas vezes. Felipe pode não ter o mesmo talento natural de Lewis, mas parece viver um momento psicológico único na carreira, estando pronto para o campeonato. Será uma briga fantástica.

- Nos construtores, a McLaren encostou ainda mais na Ferrari: 134 x 129.

- Daqui a duas semanas, Cingapura. Corrida noturna, na rua, mais uma incógnita nesta imprevisível temporada 2008. Campeonato muito divertido, cheio de atrativos e novidades.

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Suprema ironia

Me avisam Rafael Favoretto e Prblanco: a pole da Toro Rosso é a primeira de um carro com motor Ferrari, que não uma Ferrari.

A ironia? Aconteceu na Itália.

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Rapidinhas da classificação – Itália


- Choveu torrencialmente pela primeira vez desde que o novo formato de classificação foi implantado, em 2006, provocando um treino completamente diferente do padrão. O resultado? Pole position de Sebastian Vettel, o mais jovem pole da história da Fórmula 1.

- Desde a metade do campeonato a Toro Rosso vem dando fortes sinais de crescimento e a pole, apesar de conquistada obviamente por causa da chuva, não foi assim tão fortuita. O carro vem bem e Vettel é impressionantemente rápido.

- Acredito que a Toro aproveitou o momento para fazer graça, por isso imagino pouco combustível nos dois carros. Sebastien Bourdais sai em quarto, excelente resultado.

- O segundo lugar ficou com Heikki Kovalainen, o único carro de ponta a ficar entre os cinco primeiros. A McLaren, quem diria, virou intrusa na primeira fila.

- Mark Webber, sempre bem nas classificações e na chuva, sai em terceiro. São três carros das equipes Red Bull entre os quatro primeiros. Quem ficou de fora? David Coulthard, claro, apenas 13º colocado. Segundo rumores, pode ser sua última largada na F1.

- E cadê os ponteiros, você deve se perguntar? Hamilton, Raikkonen, Massa? Foram engolidos por uma chuva forte quando faziam suas voltas rápidas. Mas tem um pouco mais a ser contado.

- Durante o Q1, não houve tantas surpresas, ficando de fora os mesmos de sempre (Barrichello, Piquet, Nakajima, Button e Sutil). Mas no Q2, a chuva forte que caiu depois de cinco minutos embaralhou completamente o grid. Felipe Massa, Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen ainda não tinham feito boas voltas e foram praticamente condenados a ficarem de fora da parte final do treino. Felipe, porém, foi o único a fazer uma grande volta sob condições ruins e conseguiu, quase que por milagre, a décima posição, o levando para a superpole. Fantástico.

- Raikkonen vai sair apenas em 14º. Hamilton, em 15º. A decepção no rosto dos mecânicos da McLaren era evidente. Principalmente pelo fato de Felipe ter conseguido passar de fase em condições tão difíceis.

- Mas Felipe, porém, não fez nenhuma grande volta na fase final da classificação e sairá apenas em sexto. Seria um resultado ruim, mas considerando a posição de largada dos rivais, tem sabor de pole position.

- O brasileiro pode estar mais pesado, com uma estratégia de apenas um pit stop, já que a previsão para amanhã é de chuva.

- E, justamente pelo fato da previsão ser de chuva, não dá para descartar Hamilton e Raikkonen na corrida. Saem em posições ruins, é verdade, mas ambos têm talento e carro para escalarem o grid rapidamente. Monza permite ultrapassagens e, se Felipe largar mal, não duvido que já esteja no mano a mano com os dois principais adversários na segunda ou terceira volta.

- O brasileiro tem grande vantagem pela posição de largada, mas precisa confirmá-la. Principalmente na chuva, condição à qual, todos sabemos, ele não é muito afeito.

- Outros destaques do treino: Nico Rosberg, quinto com a Williams, e Giancarlo Fisichella, 12º com a Force India. É a melhor posição de largada da jovem equipe indiana.

- Palpites para amanhã? Apenas que a prova deve ser completamente maluca, cheia de ultrapassagens e acidentes. Não arrisco um vencedor. Pode dar de Boudais a Hamilton. Tudo é possível.

- Curiosidade: chuva como a de hoje nunca se viu num GP da Itália. Em 1981 caíram algumas gotas, a pista começou úmida em 2006, mas chuva torrencial, jamais. Em quase 60 anos, podemos ter o primeiro GP realmente molhado em Monza. A prova tem tudo para ser histórica.

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Vettel é o pole mais jovem da história


A improvável pole position de Sebastian Vettel hoje em Monza, com uma Toro Rosso, fez dele o mais jovem piloto a largar em primeiro lugar na Fórmula 1, em toda a história.

O recorde anterior pertencia a Fernando Alonso, pole no GP da Malásia de 2003 com 21 anos, 7 meses e 22 dias. Vettel atinge tal feito com apenas 21 anos, 2 meses e 10 dias.

O resultado de Vettel também tem outro significado importante. É a primeira pole position de um piloto alemão desde a aposentadoria de Michael Schumacher.

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Casco especial para Kubica


Robert Kubica sente-se à vontade em Monza. Não por acaso, é o circuito no qual conquistou seu primeiro pódio, em 2006, apenas em sua terceira corrida na Fórmula 1.

Para lembrar o feito, o polonês preparou um capacete especial para o GP da Itália, incorporando à sua pintura as cores da bandeira italiana.

Ficou parecido com o casco do Vitantonio Liuzzi.

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Ferrari renova com Kimi

A Ferrari anunciou hoje a extensão do contrato de Kimi Raikkonen até 2010. Ou seja, por mais duas temporadas, teremos Kimi e Felipe nos carrinhos vermelhos.

O significado mais forte do anúncio? O de que as portas de Maranello estão fechadas para Fernando Alonso. Preterido pela Ferrari e sem a mínima possibilidade de retornar à McLaren, resta ao espanhol tentar uma mudança para a BMW, sob a pena de só voltar a encontrar um carro competitivo a partir de 2011. Se é que ainda terá paciência para continuar na F1 até lá.

Uma pena. Alonso é de um talento único, mas se movimenta muito mal nos bastidores. Seu arranca-rabo com a McLaren em 2007 prejudicou seriamente o andamento de sua carreira.

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