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Virou farelo

Virou farelo

Muita gente acredita na máxima que diz que “qualquer propaganda é boa propaganda”, e este parece ser o caso dos executivos mundiais da Pirelli. Sim, por que só isso explica o tamanho descalabro que tem sido o retorno dos italianos para a Fórmula 1.

Não há dúvidas de que fornecer pneus para a Fórmula 1 é uma excelente estratégia de marketing. A empresa ganha visibilidade mundial, aparece em todos os carros, no cenário de todas as corridas, no boné dos vencedores, enfim… garante presença da marca em praticamente todos os meios de comunicação do mundo durante um ano inteiro. Tal exposição não tem preço. Mesmo o investimento milionário para desenvolver e fabricar os pneus compensa de longe o retorno em visibilidade da marca. Até aí, está garantida a propaganda. O problema é que ela precisa ser boa.

Mas não é o caso até aqui. A pedido da organização da Fórmula 1 – é bom que se diga -, a Pirelli caiu na armadilha de fabricar pneus menos resistentes e com uma variação de desempenho maior que os anteriores da Bridgestone. Quando novos, andam que é uma beleza, mas em poucas voltas perdem rendimento. O objetivo é tornar as corridas mais movimentadas, com mais ultrapassagens e pit stops. Assumir este desejo dos organizadores já é um grande risco, e ele foi assumido pelos italianos.

A situação, no entanto, foi um pouco além do previsto. Não que os pneus representem um risco severo à segurança – até agora não provocaram nenhum acidente – o problema é que os compostos da Pirelli se esfarelam a olhos vistos. Domingo passado, em Sepang, a situação chegou a limites absurdos. Como se vê na foto que ilustra o post, os trechos da pista externos ao trilho por onde passam os carros ficaram tomados de nacos de pneus, num nível muito maior do que o já visto alguma vez na história da Fórmula 1.

E aí cabe a pergunta: valeu a pena? Durante a prova, no Twitter, foi possível constatar diversas piadinhas a respeito, de gente de todo o mundo. A brincadeira mais corrente era: “Tomara que a Pirelli não traga a tecnologia da Fórmula 1 para o meu carro”. E aí, o que deveria ser um grande apelo de propaganda, virou piada. Ou seja, eu até compro um Pirelli, mas desde que não seja aquela porcaria que eu vejo na Fórmula 1.

Ainda que no inconsciente, a Pirelli está gravando na cabeça dos consumidores do mundo todo, via F1, a mensagem de que fabrica pneus que duram pouco. Que fazem sujeira. Que são ruins. Em breve, podem causar acidentes. Fernando Alonso já sinalizou preocupação com o excesso de “marbles” que os Pirelli lançam na pista, dizendo que tentativas de ultrapassagem em pistas como Montreal e Cingapura podem terminar em acidentes caso o piloto “pise” no lado sujo da pista.

No fim das contas, a situação é um grande contrassenso. A Fórmula 1 sempre se posicionou como auge tecnológico do automobilismo, tendo os melhores pilotos, os melhores fabricantes, os grandes patrocinadores e tudo de grandiloquente que se imagina relacionado a corridas. E aí, propositalmente, contrata alguém para fabricar um pneu vagabundo. E esse alguém aceita. Absurdo.

As corridas ficaram movimentadas, isso é inegável. E se a emoção é genuína ou fabricada, é outra discussão. O fato, no entanto, é que a nova regra dos pneus está criando imagens contraditórias. E fazendo a reputação da Pirelli virar farelo.

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Todos contra Vettel

Foto: Clive Mason/Getty Images

São apenas duas corridas de um total de 19, é verdade. Mas o campeonato 2011 da Fórmula 1 já vai ganhando alguns contornos. E o mais delineado de todos até aqui é o da disputa pelo título: são todos contra Sebastian Vettel.

O atual campeão do mundo faz uma arrancada perfeita em direção ao bi. Duas pole positions, duas vitórias dominadoras, 109 voltas lideradas das 114 do campeonato até aqui. Até agora, Vettel só não esteve na frente nos breves momentos entre uma troca de pneus e outra. Não deu chances a ninguém, nem mesmo a seu companheiro Mark Webber, que fez duas corridas irregulares neste mesmo período.

Um domínio tão grande, com um companheiro de equipe sucumbindo tão facilmente, chega a lembrar a era Schumacher na Ferrari. Também pelo fato de, apesar de ser o melhor carro, a Red Bull não ser tão melhor assim. É verdade que, em voltas lançadas, os touros são imbatíveis. Mas, em ritmo de corrida, deixam um pouco a desejar, principalmente em função do desgaste de pneus.

Nas vitórias na Austrália e na Malásia, a vantagem de Vettel para o segundo colocado poucas vezes foi maior do que dez segundos. Os adversários sempre estiveram perto, mas nunca a ponto de ameaçar seriamente a sua liderança. No estágio atual, o carro da Red Bull é bom o suficiente para fazer com que o talento de Vettel se sobressaia sobre os demais na medida certa. Enquanto que, nas mãos de um piloto irregular como Webber, vira um carro comum.

Isso é o que dá esperança aos adversários. A Red Bull é boa, mas não imbatível. E a McLaren é quem está mais próxima. Lewis Hamilton foi um esforçado combatente nas duas primeiras corridas, mas em ambas sucumbiu por excesso de arrojo. Na Austrália, saiu da pista e teve o assoalho quebrado. Na Malásia, abusou dos pneus e foi obrigado a uma parada extra a três voltas do fim. Jenson Button, de condução mais gentil com os pneus, foi uma ameaça mais séria na Malásia, terminando a prova a apenas três segundos do vencedor. Mas talvez, para bater Vettel, seja necessário um pouco mais de arrojo.

A Ferrari ainda é muito instável. Tem um desempenho abaixo da crítica em voltas de classificação, o que deixa seus carros sempre para trás no grid de largada. Porém, em ritmo de corrida, faz tempos animadores. Fernando Alonso fatalmente subiria ao pódio em Sepang, não fosse tão afoito no ataque a Hamilton nas voltas finais, o que lhe fez perder um pedaço da asa dianteira. Felipe Massa consegue ser muito rápido em alguns momentos da corrida, mas lhe falta uma certa constância. A Ferrari precisa de um desempenho mais constante para poder brigar pela vitória. Com o dinheiro e o staff que tem, em breve deve chegar lá.

O fato é que Vettel já assumiu o posto de protagonista do campeonato de 2011. Agora, resta descobrir quem vai conseguir se posicionar como real desafiante ao título. Em algumas corridas, a tendência é que McLaren e Ferrari se aproximem e se tornem uma ameaça real. O problema será se, até lá, o alemãozinho continuar a empilhar vitórias. Se demorar, pode ser tarde demais.

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Rapidinhas: GP da Malásia

- Pode não ter sido a corrida mais emocionante dos últimos anos, mas o GP da Malásia até que foi bom. Se na frente as Red Bull dispararam sem tomar conhecimento de ninguém, do segundo pelotão para trás a briga foi encarniçada. Principalmente entre as McLaren e Ferrari.

- Mas vou primeiro destacar quem mais merece. As Red Bull, finalmente, converteram o domínio em resultados. Se no Bahrein e na Austrália já tinha ficado claro que se tratava do melhor carro do campeonato até aqui, finalmente em Sepang chegou a vitória tão esperada.

Vettel ganhou a corrida na largada. (Foto: AP Photo/Mark Baker)

Vettel ganhou a corrida na largada.
(Foto: AP Photo/Mark Baker)

- Sebastian Vettel foi perfeito na largada, saltando do terceiro para o primeiro lugar na primeira curva. Conseguiu manter boa vantagem sobre seu companheiro Mark Webber e ganhou sem qualquer sobressalto. Perdeu a ponta apenas por duas voltas, enquanto o australiano não trocava pneus. Depois da troca, foi só controlar a diferença. A vantagem da Red Bull foi tão grande que seus carros mal apareceram na transmissão.

- Aliás, vale uma observação. Em três corridas até aqui, Sebastian Vettel é o único piloto que liderou todas as provas. E mais: andou em primeiro em 110 das 163 voltas disputadas, o que dá dois terços do GPs. Se considerarmos ainda que ele teve um problema mecânico logo cedo na Austrália, o domínio poderia ser ainda maior.

- Em terceiro, chegou Nico Rosberg com a Mercedes. O alemão foi outro que fez uma corrida segura, sem ameaçar ninguém, mas também sem quem lhe ameaçasse. Conseguiu o primeiro pódio na temporada e abriu larga vantagem sobre Michael Schumacher. Aquele que, por sinal, vem decepcionando.

- Não que Schumi tenha tido alguma culpa hoje. Uma porca de roda se soltou logo no começo e ele foi obrigado a deixar a prova muito cedo. Mas, de toda forma, não vinha bem. Saltou de oitavo para sexto na largada, muito pouco se comparado com o que fez Nico Rosberg, que vinha em terceiro com o mesmo carro.

- A briga boa, mesmo, ficou para o segundo pelotão. Depois da besteira da classificação, Ferrari e McLaren precisavam recuperar o tempo perdido e começaram a prova alucinadas, ultrapassando quem houvesse pela frente. Destaque para Lewis Hamilton, que foi fantástico nas manobras de ultrapassagem. Engoliu todo mundo e chegou até a andar em segundo lugar, antes de trocar pneus. Terminou em sexto, um ótimo resultado, considerando as circunstâncias.

Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso. (Foto: AP Photo/Lee Jin-man)

Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso.
(Foto: AP Photo/Lee Jin-man)

- Outro que foi muito bem foi Felipe Massa. Fez boa largada, saltando à frente de Button e Alonso, mas depois ficou um tanto hesitante atrás de Sebastian Buemi. Não conseguiu ultrapassar e só voltou a virar rápido depois que o suíço parou nos boxes. Mas, quando fez sua parada para troca de pneus, Felipe se transformou. Passou a virar volta rápida em cima de volta rápida, descontou 10s de desvantagem para Jenson Button – que tinha parado mais cedo e saído na frente – e ultrapassou o atual campeão do mundo com autoridade.

- Fernando Alonso, que vinha logo atrás, não teve a mesma competência. É certo que o espanhol sofria com um problema de câmbio, mas quando tentou passar Button, tomou um belo “xis”. Na segunda tentativa de ultrapassagem, a duas voltas do fim, vinha completando a manobra, até que seu motor falhou. Foi fumaça para todo lado e fim de prova.

- Boa notícia para Felipe Massa, que terminou a prova em sétimo e assumiu a liderança do campeonato. Jenson Button foi oitavo. Mas a classificação do mundial eu vou abordar mais adiante.

- Antes, faz-se necessária uma distinção a Adrian Sutil, da Force India. Que corrida! Veloz e sem cometer seus habituais erros por afobação, marcou um excepcional quinto lugar. Robert Kubica, quarto com a Renault, também foi muito bem.

- E o mais surpreendente destaque da prova foi Jaime Alguersuari, da Toro Rosso. Fez corrida de gente grande, defendendo-se de Felipe Massa, fazendo ultrapassagens arrojadas (uma delas por fora) e terminando na nona posição. Marcou os primeiros pontos da carreira, merecidamente.

- Para os demais brasileiros, um certo ar de conquista. Tanto Lucas di Grassi quanto Bruno Senna conseguiram terminar a prova, um feito para quem tem equipamentos tão frágeis. Bruno, no entanto, levou um toco de Karun Chandhok, que lhe deu quase uma volta. Entretanto, isso é o menos importante agora.

- Já Rubens Barrichello não foi nada bem. Deixou o motor morrer na largada, como já ocorrera duas vezes no ano passado, e acabou despencando para as últimas posições. Tentou uma corrida de recuperação, mas a Williams não lhe permitia muita coisa mesmo. Chegou em 12º, contra 10º de seu companheiro Hulkenberg. Levou uma bela ultrapassagem de Sebastien Buemi e ficou gesticulando no carro, como reclamação. Não entendi os motivos. Assim como achei de mau gosto dizer para a televisão, ainda que de brincadeira, que seu carro é uma porcaria. Com 200 anos de F1, já deveria ter aprendido o que se deve e o que não se deve dizer com um microfone aberto.

- Coisas curiosas acontecem na F1. Quando a FIA modifica o sistema de pontuação justamente para valorizar a vitória, depois de três corridas o líder do campeonato é aquele que não venceu: Felipe Massa. O brasileiro tem 39 pontos, contra 37 de Alonso e Vettel, seguidos por Button e Rosberg, com 35. Hamilton tem 31 e Kubica, 30. Menos de 10 pontos (um quinto lugar) separam o primeiro do sétimo. É uma bela disputa.

- Mesmo assim, aplaudo o novo sistema. Vettel, ainda que com os problemas enfrentados nas primeiras etapas, já é o segundo, bem perto do líder. O que reflete bem a realidade das pistas.

- A Red Bull parece ser mesmo o carro a ser batido, porém as besteiras de McLaren e Ferrari na classificação tornaram as coisas mais fáceis para eles em Sepang. Numa situação normal de corrida, acho que os seis carros brigarão por vitória, muito próximos. Está pintando um ótimo campeonato.

RESULTADO DO GP DA MALÁSIA

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Rapidinhas da classificação: Malásia

- Como se esperava, mais um treino maluco na Malásia. Todos os tipos de chuva caíram durante a classificação, da mais fina até o estilo canivete. Assim, os carros ficaram quase sempre na pista, buscando melhorar seus tempos à medida em que a pista melhorasse, o mínimo que fosse, graças a uma possível diminuição da chuva.

- Quem se deu bem na loteria do chove-pára foi Mark Webber, que arriscou pneus intermediários no final do Q3 e marcou a pole position com larga vantagem para Nico Rosberg, segundo colocado. O australiano foi quase um segundo e meio mais rápido.

- Segunda fila alemã, com Sebastian Vettel e Adrian Sutil. O piloto da Force India, além do excelente resultado, protagonizou uma das cenas mais hilárias dos últimos anos na F1. Quando o Q3 começou, os carros indianos ficaram à frente no pit Lane, até que Robert Kubica, malandrinho, ultrapassou todo mundo pela lateral e arrancou na frente, tal qual muitos espertinhos fazem pelos acostamentos do Brasil. Porém, a esperteza do polonês de nada serviu, já que o teino foi interrompido por uma forte chuva. Quando a classificação recomeçou, novamente as Force India se posicionaram à frente. Porém, Sutil colocou-se ao lado de Liuzzi, trancando o “acostamento” e evitando que outro engraçadinho fizesse a mesma malandragem do piloto da Renault. Cena épica.

- Kubica, que deveria levar sete pontos na carteira de habilitação, vai largar em sexto, logo atrás de Nico Hulkenberg, o quinto. Mas, falando sério, não duvido que o polonês ganhe alguma punição e perca posições no grid. Seria justo.

- Impressionante o domínio de pilotos alemães. Atrás do pole Webber, quatro tedescos consecutivos. Eles ainda vão fazer trifeta no pódio esse ano.

- Mas o mais famoso alemão, Michael Schumacher, ficou devendo de novo. Vai largar apenas em oitavo, mais de um segundo atrás de seu companheiro Rosberg. Em condições adversas, Schumacher não apanhava assim. Tá ficando feio, já.

- Rubens Barrichello, embora tenha apanhado do novato Hulkenberg, foi bem e sai em sétimo. Atrás dele, Kamui Kobayashi, que voltou a andar bem, e Vitantonio Liuzzi. Assim, encerra-se a classificação dos top 10.

Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin (Foto: Divulgação/Virgin)

Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin
(Foto: Divulgação/Virgin)

- Quem ficou de fora graças a um erro patético foram McLaren e Ferrari. As duas equipes deixaram seus carros nas garagens no começo do Q1, quando já chovia. Enquanto todo mundo foi para a pista para marcar um tempo o mais rápido possível, antes que a chuva apertasse, os carros das duas principais equipes da F1 ficaram parados, esperando a pista melhorar.

- Resultado: a pista não melhorou, pelo contrário. A chuva apertou e Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Felipe Massa dançaram. Jenson Button, por ter sido o primeiro deles a marcar tempo, conseguiu uma volta razoável e passou para o Q2, ainda que tenha atolado na caixa de brita na segunda tentativa. Não pode voltar à pista e acabou na 17ª colocação no grid.

- O saldo de tudo isso é que Alonso vai largar em 19º, Hamilton em 20º e Massa em 21º. Uma situação ridícula e constrangedora.

- A Mercedes cometeu o mesmo equívoco, mas mandou Michael Schumacher e Nico Rosberg à pista alguns segundos antes. O suficiente para conseguir passar pela degola, o que não aconteceu com três dos principais pilotos do campeonato.

- A patuscada das principais equipes provocou resultados inéditos. Heikki Kovalainen e Timo Glock conseguiram passar para a segunda fase do treino, a primeira vez de duas equipes estreantes, Lotus e Virgin, respectivamente. O que, provavelmente, será a única vez no campeonato que acontecerá.

- Lá na rabeira, um treino para Bruno Senna e Lucas di Grassi esquecerem. O sobrinho de Ayrton levou um segundo de Karun Chandhok e ainda foi parar na caixa de brita quando tentava melhorar o tempo. E só não vai largar em último porque Di Grassi ficou nos boxes, com problemas mecânicos. Quando foi para a pista, já era tarde. Se McLaren e Ferrari não conseguiram fazer bons tempos, quem dirá um Virgin. A última fila na Malásia é verde-amarela.

- Será uma corrida bastante interessante, menos pelas características de Sepang, mais pela maluquice que é o tempo na Malásia e pelo fato de quatro pilotos de ponta saírem lá do final do grid. Está pintando uma corrida mais para Austrália do que para Bahrein, o que é uma ótima notícia.

- Mesmo com os problemas de confiabilidade, acho que dessa vez a Red Bull leva. Vettel é craque na chuva e vai dar trabalho para Webber. Se não se acharem pela pista, devem dominar. Porém, corridas chuvosas são sempre surpreendentes. Numa dessas, dá até Hamilton.

GRID DE LARGADA DO GP DA MALÁSIA

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Button e a volta rápida mais tardia

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Mais uma curiosidade cercou o GP da Malásia de 2009. Jenson Button, embora já tivesse vitórias e diversos pódios na Fórmula 1, até o último domingo nunca tinha marcado a volta mais rápida de um Grande Prêmio. A escrita foi quebrada no dilúvio de Sepang, mas não sem outra curiosidade: em seu 155º GP disputado, Button tornou-se o piloto que mais corridas demorou, em toda a história, para fazer uma melhor volta em corrida.

O recorde anterior pertencia a Nick Heidfeld, que marcou sua primeira volta mais rápida também em Sepang, no GP da Malásia do ano passado. Nick demorou 134 GPs para obter a marca. O terceiro colocado entre voltas mais rápidas tardias é o belga Thierry Boutsen, que foi o mais rápido no GP da Alemanha de 1990, seu 114º GP. Rubens Barrichello é o quarto, tendo levado 113 corridas até ser o mais veloz em uma volta durante uma corrida.

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Flagrante do estúdio da Globo

Foto: Reprodução/TV Globo

Foto: Reprodução/TV Globo

Durante o GP da Malásia, um fato insólito ocorreu na transmissão da Rede Globo. Quando um raio caiu em Sepang, cortando o sinal da pista, o switcher se enganou e colocou no ar uma imagem de Galvão Bueno, Reginaldo Leme e Luciano Burti nos estúdios, narrando a corrida. Durou poucos segundos, mas tempo suficiente para o David Sales gerar um screenshot e enviar a título de curiosidade.

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Charge animada: GP da Malásia

Mantova mandando muito bem de novo… Agora com música!

 

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Charge do Mantovani: GP da Malásia

Rápido no gatilho, Bruno Mantovani retrata o desempenho das Brawn no dilúvio que foi o GP da Malásia.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

A propósito, desde a semana passada Mantova está publicando suas charges na revista Racing. Tá ficando grandão, o guri.

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GP da Malásia é o 5º da história com pontos pela metade

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Interrompido depois de 31 voltas em função das fortes chuvas em Sepang, o GP da Malásia contou apenas metade da pontuação para os pilotos, por não terem sido completados 75% das voltas previstas. Em toda a história foi apenas a quinta vez, em 805 corridas válidas pelo Mundial de Pilotos, que uma prova terminou assim, apenas a segunda em um circuito permanente. Todas as outras três ocorreram em pistas de rua.

A primeira vez em que metade dos pontos foram contados aconteceu no GP da Espanha de 1975, quando o Embassy-Hill de Rolf Stommelen voou em direção ao público no Montjuich Park, matando três fiscais, um fotógrafo e um espectador. A corrida foi interrompida com apenas 29 das 84 voltas previstas e a vitória ficou com Jochen Mass, da McLaren. Seria sua primeira e única conquista na Fórmula 1. E também foi a única vez em que o motivo da interrupção não foi a chuva.

No mesmo ano, outra prova contou apenas metade dos pontos. Foi o GP da Áustria, em Zeltweg, disputado sob muita chuva. Eram previstas 54 voltas, mas a corrida foi encerrada com 29, pouco mais da metade. A pista estava encharcada e a vitória ficou com a zebra Vittorio Brambilla, que cruzou a linha de chegada rodando e batendo seu March laranja na mureta dos boxes. Ainda deu a volta da vitória com o bico quebrado, numa cena hilária.

Nove anos depois, em 1984, uma nova interrupção obrigou uma prova a contar apenas metade dos pontos. Foi no famoso GP de Mônaco de 1984, quando Ayrton Senna deu show com a Toleman e chegou em segundo lugar depois da bandeira vermelha ser acionada, na 31ª das 76 voltas previstas. A vitória ficou com Alain Prost.

Há 18 anos, a corrida mais curta da história da Fórmula 1. Com diversos pilotos rodando e batendo nos muros e protestos veementes de Ayrton Senna por causa da falta de aderência com a chuvarada que caiu no circuito de rua de Adelaide, o GP da Austrália de 1991 foi encerrado com apenas 14 voltas, com vitória de Senna.

Nos últimos anos, outras corridas foram terminadas com bandeira vermelha, mas tiveram os pontos contados integralmente por já terem sido cumpridos mais de 75% das voltas previstas. Em 2003, Fernando Alonso e Mark Webber bateram na curva do Café, encerrando prematuramente o GP do Brasil. Em 1997, bandeira vermelha após um acidente com Olivier Panis no Canadá, quando o francês fraturou uma perna. E em 1990, Alex Caffi bateu no Estoril e se machucou, dando fim precoce ao GP de Portugal.

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Brawn faz história, de novo

Foto: Divulgação/Bridgestone

Foto: Divulgação/Bridgestone

Com duas vitórias em duas corridas disputadas, a Brawn fez história outra vez hoje, em Sepang. Nunca, na história da Fórmula 1, um time havia vencido as suas duas primeiras provas na categoria.

A Mercedes, que estreara arrasadora com dobradinha no GP da França de 1954, não conseguiu repetir o feito na Inglaterra, etapa seguinte do campeonato. Ainda que tenha feito a pole position com Juan Manuel Fangio, a equipe falhou em conseguir o pódio. Outro argentino, José Froilan Gonzalez, venceu a corrida com a Ferrari, seguido por Mike Hawthorn e Onofre Marimon. A primeira Mercedes ficou em quarto, com Fangio.

Em 1977, Jody Scheckter venceu a prova de estreia da Wolf na Argentina, mas era apenas 11º em Interlagos quando abandonou o GP do Brasil, com problemas de motor.

Feito parecido encontra apenas paralelo na Alfa Romeo em 1950, que venceu todas as seis primeiras corridas que disputou. Mas como naquela temporada todo mundo era estreante, não é um desempenho tão impressionante quanto o da Brawn.

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Positivo e negativo: Malásia

Positivo: Jenson Button e a Brawn, novamente. O piloto inglês e seu carro branco têm sido uma dupla afinada, imbatível. Em qualquer circunstância.

Negativo: FIA/FOM. Marcam uma corrida para um horário esdrúxulo, quando até as palmeiras de Sepang sabiam que havia grandes chances de chuva forte e fim de corrida por falta de luz natural. Mesmo assim arriscaram, e deu no que deu. Corrida pela metade cabe restituição de metade do ingresso para quem foi?

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Rapidinhas – GP da Malásia

Foto: Reprodução/F1-live.com

Foto: Reprodução/F1-live.com

- Duas corridas, duas vitórias da Brawn com Jenson Button. O britânico foi perfeito durante a prova, no seco e no molhado. Conquista mais do que merecida. No entanto, não foi um passeio como na Austrália. Toyota e Williams realmente incomodaram e Button arrancou muito mal, caindo para a quarta posição na largada. No entanto, teve sangue frio para recuperar as posições que precisava. Quando o líder Rosberg parou nos boxes, fez uma série de voltas rápidas e garantiu a vitória.

- Nem quando choveu o piloto inglês teve sua corrida ameaçada. Timo Glock vinha com pneus intermediários, andava mais rápido, incomodou, mas Button foi perfeito. Mais uma corrida nota 10 para o inglês.

- Impressionante o volume de água que caiu em Sepang e obrigou a interrupção da corrida. O que não chega a ser novidade para ninguém, já que por lá sempre cai uma chuvarada por volta daquele horário. Os organizadores da corrida não contaram com o óbvio e acabaram realizando uma corrida que terminou antes do fim, com apenas metade dos pontos contados para a classificação do mundial. Bem feito.

- A decisão de não reiniciar a prova foi acertada, dada a absoluta falta de visibilidade por causa da chuva e da pouca luz natural. Só não precisava ter demorado tanto.

- Voltando a falar de corrida, excelente participação de Timo Glock, que foi o único a apostar nos pneus intermediários na hora em que a chuva apareceu. Cautelosos, todos foram de pneus de chuva forte e passaram a andar quase 10s por volta mais lentos que o alemão da Toyota. Com essa jogada, pulou de oitavo pra segundo. Perdeu uma posição numa nova parada de box, mas era segundo novamente, até que a corrida terminou e passaram a ser contabilizadas as posições da volta anterior. Terminou em terceiro.

- Quem se deu bem com a interrupção foi Nick Heidfeld. Nas trocas de pneus, acabou pulando para segundo e assim terminou. Fez uma corrida discreta, mas conquistou um belo resultado. Melhor que o companheiro Kubica, que se classificou bem mas teve o carro quebrado na largada.

- Rubens Barrichello teve outra corrida de altos e baixos. Se fez belas ultrapassagens sobre Fernando Alonso, Jarno Trulli e Nico Rosberg, não conseguiu ser rápido o suficiente nas voltas que antecedem ao pit stop para bater seu companheiro Button. O inglês sempre conseguiu manter uma margem de segurança sobre o brasileiro e não foi ameaçado. Depois que começou a chuva, ainda perdeu tempo nas trocas de pneus, escapou da pista e acabou derrubado para o quinto lugar. Ainda é cedo, mas já começa a ficar para trás na hierarquia da equipe.

- Jarno Trulli fez uma prova discreta. Começou bem no seco, pulando e se mantendo em segundo lugar. Mas foi perdendo rendimento durante a prova e terminou em quarto.

- Nico Rosberg foi o nome do primeiro terço da corrida, com uma brilhante largada e comandando a prova com autoridade. Fez grandes voltas, parecia que brigaria pela vitória. Mas bastou o pimeiro pit stop para ficar no meio do pelotão e não conseguir mais nada. Não se deu bem com a chuva e sai de Sepang com apenas meio ponto, pelo oitavo lugar. Ele e a Williams mereciam mais.

- Lewis Pinóquio Hamilton foi o sétimo, mais uma vez se deu bem na prova mesmo com um carro ruim. Que não conte nenhuma mentira hoje, senão pode perder o ponto que ganhou.

- Patética, novamente, a corrida da Ferrari. Felipe Massa saiu lá de trás, ganhou quatro posições na largada, mas depois ficou preso no fundão e não conseguiu grande coisa. Kimi Raikkonen vinha “bem”, em quinto, até que a equipe resolveu acabar com sua corrida, colocando pneus de chuva forte quando ainda não chovia. A água demorou a cair, Kimi ficou três ou quatro voltas andando 20s mais lento que todo mundo e deu adeus a qualquer chance de marcar pontos. Simplesmente ridículo.

- O ocorrido só ilustra o desespero ferrarista. Em sã consciência, ninguém arrisca uma boa posição dessa forma. Se quisessem arriscar com Felipe, que vinha em 12º e não tinha nada a perder, seria compreensível. Fizeram o que fizeram e continuam com zero pontos no campeonato, igualzinho à péssima campanha de 1992.

- Com otite, Fernando Alonso fez o possível na corrida. Largou bem, segurou todo mundo atrás de si por várias voltas, mas não teve como manter a posição por muito tempo. Começou a perder desempenho, foi o primeiro a sair da pista com chuva e ficou em 11º. Nelsinho Piquet, em outra corrida sem comentários, foi 13º. Pelo menos não deu vexame na pista molhada.

- Heikki Kovalainen está conseguindo ser pior que Michael Andretti em 1993, não conseguindo completar nenhuma volta em corrida pela McLaren até agora. Errou logo no começo e abandonou de novo, de forma melancólica.

- Corrida morna no início, sensacional depois que a chuva começou. Mas ainda não afirmo com todas as letras que o novo regulamento “salvou” a Fórmula 1, pois foi mais uma corrida atípica. Só vamos ter certeza se o GP da Espanha for uma boa corrida, coisa rara na história.

- Campeonato: Button 15, Barrichello 10, Trulli 8,5, Glock 8. Brawn e Toyota dominando a temporada, quem diria. Ferrari na lanterna, zeradinha.

- Próxima corrida daqui a 15 dias, na China. Brawn deve levar novamente… que loucura.

Resultado do GP da Malásia

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GP da Malásia – ao vivo

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Hoje tem ao vivo!

Repetindo a experiência bem-sucedida da Austrália, hoje haverá novamente uma sessão de infames capelladas ao vivo, durante o GP da Malásia.

Às 5h30 iniciam as transmissões. Até lá!

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Button mantém domínio

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Duas corridas, duas pole positions. Jenson Button e a Brawn continuam dominando amplamente este começo de temporada na Fórmula 1. Dessa vez, no entanto, a vantagem da equipe-sensação de 2009 não foi tão avassaladora quanto na Austrália. A Brawn está bem e é favorita na corrida, mas Toyota e Red Bull estão muito próximas. Jarno Trulli, segundo no treino, ficou menos de um décimo atrás. A briga promete ser boa.

- Rubens Barrichello não fez um bom treino, marcando apenas o quarto tempo. Como o próprio piloto admitiu para Carlos Gil na transmissão da Rede Globo, ainda que esteja mais pesado que Button, a diferença de seis décimos foi muito grande. Deveria ter ficado mais perto. “O carro saía muito de frente”, justificou. Eu só acho que ele se justifica demais.

- Por ter trocado de câmbio, perde cinco posições no grid e deveria largar em nono. Mas como Sebastian Vettel, terceiro, perdeu dez posições, Barrichello acabou ganhando uma. Sairá em oitavo.

- Timo Glock confirmou o bom desempenho da Toyota e sairá em terceiro. Quinto mais rápido, herdou as posições dos punidos Barrichello e Vettel. A primeira vitória da equipe japonesa nunca esteve tão perto.

- Nico Rosberg, estrela dos treinos livres, sai em quarto, fechando a segunda fila. Muito bom para a Williams, que tem grandes chances de voltar ao pódio.

- A terceira fila será aberta por Mark Webber, com Robert Kubica a seu lado. Enquanto Nick Heidfeld segue decepcionando com a BMW – larga em 11º -, o polonês vai muito bem, obrigado. Será só culpa do KERS?

- Não há dúvidas que, no momento atual, três equipes dominam a Fórmula 1: Brawn, Toyota e Red Bull. Williams, BMW e Ferrari parecem vir logo atrás, num segundo pelotão. Agora as coisas começam a ficar um pouco mais claras, mas fica a questão: terão elas fôlego para continuar andando na frente?

- A julgar pelo poderio da Ferrari, os italianos têm toda a capacidade de reação. O problema é que o time não se ajuda. A besteira na classificação de hoje foi imensurável. Satisfeita com as primeiras voltas de Felipe Massa e Kimi Raikkonen na primeira parte da classificação, recolheu os carros para a garagem e não voltou mais para a pista. Resultado: no finalzinho, Sebastian Bourdais roubou o 15º posto e tirou Massa do Q2. E Kimi escapou por pouco…

- Resultado: a estúpida soberba Ferrarista jogou o brasileiro a um ridículo 16º do grid, quando tinha chances claras de largar entres os 10 primeiros, quiçá entre os cinco, a julgar pelos treinos livres. Kimi conseguiu seguir adiante e sairá em nono. Impressionante como a Ferrari abusa de erros idiotas há pelo menos três temporadas.

- A McLaren pode ter feito um projeto ruim e pode ter feito a lambança que fez no episódio Hamilton-Pinóquio. Mas vão fazendo o que podem, sem cometer erros de estratégia. Lewis Hamilton sai em 12º e tem condições de pontuar na corrida. Seu companheiro Kovalainen foi o 14º.

- Já a Renault melhorou um pouco em Sepang, provavelmente graças ao KERS. Fernando Alonso, mesmo com uma incômoda otite, sai num bom décimo lugar. Já Nelsinho Piquet decepcionou outra vez, ficando à frente somente de três carros: das duas Force India e do novato Sebastien Buemi. 17º colocado, sua vida está complicada. A fase de adaptação já passou há tempos e Nelsinho segue lento.

- Palpite para amanhã: dá Button novamente. Porém, há grandes chances de chuva e aí embaralha tudo, sendo possível até que uma equipe grande vença. No molhado, aposto em Barrichello e Hamilton.

- Para encerrar: a pista larga de Sepang dá um sono…

Resultado da classificação - GP da Malásia

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Curiosidades do GP da Malásia

Foto: Google Earth

Foto: Google Earth

Iniciando a cobertura do GP malaio, nada como inúteis curiosidades sobre a prova. Vamos lá?

* Será o 11º GP da Malásia, todos eles disputados no circuito de Sepang.

* O primeiro vencedor foi Eddie Irvine, com a Ferrari, em 1999.

* A Ferrari é a equipe que mais venceu na Malásia: cinco vitórias em dez corridas. McLaren e Renault venceram duas cada, contra uma da Williams.

* Nos treinos de classificação, domínio absoluto de Ferrari e Renault. Somente elas marcaram poles, com incríveis sete para a equipe italiana, contra três dos franceses.

* Largar na primeira fila é meio caminho andado para vencer em Sepang. Em apenas duas ocasiões o piloto vitorioso não estava entre os dois primeiros do grid: Ralf Schumacher em 2002, que largou em quarto, e Kimi Raikkonen em 2003, que havia saído em sétimo.

* Michael Schumacher é quem mais ganhou o GP da Malásia: três vezes. Kimi Raikkonen e Fernando Alonso venceram duas cada um.

* Por sinal, foi em Sepang a primeira vitória de Raikkonen, em 2003. Na mesma corrida, Alonso marcara sua primeira pole position.

* Nunca um brasileiro venceu na Malásia. Felipe Massa marcou duas poles.

* Vencedores do GP da Malásia:
1999 - Eddie Irvine, Ferrari
2000 - Michael Schumacher, Ferrari
2001 - Michael Schumacher, Ferrari
2002 - Ralf Schumacher, Williams BMW
2003 - Kimi Raikkonen, McLaren Mercedes
2004 - Michael Schumacher, Ferrari
2005 - Fernando Alonso, Renault
2006 - Giancarlo Fisichella, Renault
2007 - Fernando Alonso, McLaren Mercedes
2008 - Kimi Raikkonen, Ferrari

Vale relembrar dois “causos” da Malásia, publicados no ano passado, sobre as provas de 1999 e 2003.

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Heidfeld quebra recorde de Boutsen


O atento Pezzolo se deu conta desta, que passou despercebida no GP da Malásia. Nick Heidfeld marcou no domingo a primeira volta mais rápida de sua carreira na Fórmula 1. Não seria nada de tão excepcional, não fosse o recorde que ela representa.

Heidfeld tornou-se o piloto que mais corridas demorou para marcar uma volta mais rápida em toda a história: 134 Grande Prêmios. O recorde anterior pertencia a Thierry Boutsen, que levou 114 provas para fazer a melhor volta no GP da Alemanha de 1990. O terceiro colocado é Rubens Barrichello, que esperou 113 GPs até ser o mais rápido no GP da Austrália de 2000.

Na forma em que está a BMW, a primeira vitória do alemão não deve tardar. E, caso ocorra, será também um recorde de espera. O detentor da marca atual é Rubens Barrichello, que esperou 123 corridas até vencer o GP da Alemanha de 2000.

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Charge do Capelli: Piada para Kimi rir

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A zica de Hamilton


No último final de semana, Lewis Hamilton foi flagrado beijando uma misteriosa loira no paddock de Sepang. Até aí, nada de mais, apenas mais uma fofoquinha.

Mas o inglês viveu na Malásia um dos mais conturbados finais de semana de sua carreira. No sábado, foi punido pela FIA pela primeira vez, caindo para o nono posto no grid de largada. No domingo, apesar de uma excepcional largada, perdeu diversas posições por causa de uma falha na troca do pneu dianteiro direito durante o primeiro pit stop.

Eram duas informações sem qualquer relação entre si, até que eu visse uma foto e descobrisse quem é a loira misteriosa.


Trata-se de Sonia Irvine, pescoço de girafa, 45 anos com rostinho de 70, irmã mais velha do ex-piloto Eddie Irvine. Dizer que beijar Sonia dá azar pode ser um pouco de exagero. Mas, certamente, sorte não deve dar.

Nelsinho Piquet também se encontrou com Sonia no paddock e foi mais, digamos assim, seletivo…


A dica foi da Celinha, colunista social do Downforce.
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Rádio GP – edição GP da Malásia


Já está disponível a Rádio GP nº 30, a terceira edição de 2008. A apresentação é de Victor Martins, com comentários de Ivan Capelli, Bruno Vicaria e Anderson Marsili. Debatemos a fusão da ChampCar com a IRL, os prognósticos para a abertura do campeonato no próximo sábado em Homestead e, é claro, falamos muito do GP da Malásia de Fórmula 1.

Para ouvir, acesse o Blog da Rádio.

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