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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da tag: GP da Malásia
GP da Malásia é o 5º da história com pontos pela metade

Foto: Reprodução/Grande Prêmio
Interrompido depois de 31 voltas em função das fortes chuvas em Sepang, o GP da Malásia contou apenas metade da pontuação para os pilotos, por não terem sido completados 75% das voltas previstas. Em toda a história foi apenas a quinta vez, em 805 corridas válidas pelo Mundial de Pilotos, que uma prova terminou assim, apenas a segunda em um circuito permanente. Todas as outras três ocorreram em pistas de rua.
A primeira vez em que metade dos pontos foram contados aconteceu no GP da Espanha de 1975, quando o Embassy-Hill de Rolf Stommelen voou em direção ao público no Montjuich Park, matando três fiscais, um fotógrafo e um espectador. A corrida foi interrompida com apenas 29 das 84 voltas previstas e a vitória ficou com Jochen Mass, da McLaren. Seria sua primeira e única conquista na Fórmula 1. E também foi a única vez em que o motivo da interrupção não foi a chuva.
No mesmo ano, outra prova contou apenas metade dos pontos. Foi o GP da Áustria, em Zeltweg, disputado sob muita chuva. Eram previstas 54 voltas, mas a corrida foi encerrada com 29, pouco mais da metade. A pista estava encharcada e a vitória ficou com a zebra Vittorio Brambilla, que cruzou a linha de chegada rodando e batendo seu March laranja na mureta dos boxes. Ainda deu a volta da vitória com o bico quebrado, numa cena hilária.
Nove anos depois, em 1984, uma nova interrupção obrigou uma prova a contar apenas metade dos pontos. Foi no famoso GP de Mônaco de 1984, quando Ayrton Senna deu show com a Toleman e chegou em segundo lugar depois da bandeira vermelha ser acionada, na 31ª das 76 voltas previstas. A vitória ficou com Alain Prost.
Há 18 anos, a corrida mais curta da história da Fórmula 1. Com diversos pilotos rodando e batendo nos muros e protestos veementes de Ayrton Senna por causa da falta de aderência com a chuvarada que caiu no circuito de rua de Adelaide, o GP da Austrália de 1991 foi encerrado com apenas 14 voltas, com vitória de Senna.
Nos últimos anos, outras corridas foram terminadas com bandeira vermelha, mas tiveram os pontos contados integralmente por já terem sido cumpridos mais de 75% das voltas previstas. Em 2003, Fernando Alonso e Mark Webber bateram na curva do Café, encerrando prematuramente o GP do Brasil. Em 1997, bandeira vermelha após um acidente com Olivier Panis no Canadá, quando o francês fraturou uma perna. E em 1990, Alex Caffi bateu no Estoril e se machucou, dando fim precoce ao GP de Portugal.
Brawn faz história, de novo

Foto: Divulgação/Bridgestone
Com duas vitórias em duas corridas disputadas, a Brawn fez história outra vez hoje, em Sepang. Nunca, na história da Fórmula 1, um time havia vencido as suas duas primeiras provas na categoria.
A Mercedes, que estreara arrasadora com dobradinha no GP da França de 1954, não conseguiu repetir o feito na Inglaterra, etapa seguinte do campeonato. Ainda que tenha feito a pole position com Juan Manuel Fangio, a equipe falhou em conseguir o pódio. Outro argentino, José Froilan Gonzalez, venceu a corrida com a Ferrari, seguido por Mike Hawthorn e Onofre Marimon. A primeira Mercedes ficou em quarto, com Fangio.
Em 1977, Jody Scheckter venceu a prova de estreia da Wolf na Argentina, mas era apenas 11º em Interlagos quando abandonou o GP do Brasil, com problemas de motor.
Feito parecido encontra apenas paralelo na Alfa Romeo em 1950, que venceu todas as seis primeiras corridas que disputou. Mas como naquela temporada todo mundo era estreante, não é um desempenho tão impressionante quanto o da Brawn.
Positivo e negativo: Malásia
Positivo: Jenson Button e a Brawn, novamente. O piloto inglês e seu carro branco têm sido uma dupla afinada, imbatível. Em qualquer circunstância.
Negativo: FIA/FOM. Marcam uma corrida para um horário esdrúxulo, quando até as palmeiras de Sepang sabiam que havia grandes chances de chuva forte e fim de corrida por falta de luz natural. Mesmo assim arriscaram, e deu no que deu. Corrida pela metade cabe restituição de metade do ingresso para quem foi?
Tags: Brawn, FIA, GP da Malásia, Jenson Button
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Hoje tem ao vivo!
Repetindo a experiência bem-sucedida da Austrália, hoje haverá novamente uma sessão de infames capelladas ao vivo, durante o GP da Malásia.
Às 5h30 iniciam as transmissões. Até lá!
Tags: GP da Malásia
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Curiosidades do GP da Malásia

Foto: Google Earth
Iniciando a cobertura do GP malaio, nada como inúteis curiosidades sobre a prova. Vamos lá?
* Será o 11º GP da Malásia, todos eles disputados no circuito de Sepang.
* O primeiro vencedor foi Eddie Irvine, com a Ferrari, em 1999.
* A Ferrari é a equipe que mais venceu na Malásia: cinco vitórias em dez corridas. McLaren e Renault venceram duas cada, contra uma da Williams.
* Nos treinos de classificação, domínio absoluto de Ferrari e Renault. Somente elas marcaram poles, com incríveis sete para a equipe italiana, contra três dos franceses.
* Largar na primeira fila é meio caminho andado para vencer em Sepang. Em apenas duas ocasiões o piloto vitorioso não estava entre os dois primeiros do grid: Ralf Schumacher em 2002, que largou em quarto, e Kimi Raikkonen em 2003, que havia saído em sétimo.
* Michael Schumacher é quem mais ganhou o GP da Malásia: três vezes. Kimi Raikkonen e Fernando Alonso venceram duas cada um.
* Por sinal, foi em Sepang a primeira vitória de Raikkonen, em 2003. Na mesma corrida, Alonso marcara sua primeira pole position.
* Nunca um brasileiro venceu na Malásia. Felipe Massa marcou duas poles.
* Vencedores do GP da Malásia:
1999 - Eddie Irvine, Ferrari
2000 - Michael Schumacher, Ferrari
2001 - Michael Schumacher, Ferrari
2002 - Ralf Schumacher, Williams BMW
2003 - Kimi Raikkonen, McLaren Mercedes
2004 - Michael Schumacher, Ferrari
2005 - Fernando Alonso, Renault
2006 - Giancarlo Fisichella, Renault
2007 - Fernando Alonso, McLaren Mercedes
2008 - Kimi Raikkonen, Ferrari
Vale relembrar dois “causos” da Malásia, publicados no ano passado, sobre as provas de 1999 e 2003.
Heidfeld quebra recorde de Boutsen

O atento Pezzolo se deu conta desta, que passou despercebida no GP da Malásia. Nick Heidfeld marcou no domingo a primeira volta mais rápida de sua carreira na Fórmula 1. Não seria nada de tão excepcional, não fosse o recorde que ela representa.
Heidfeld tornou-se o piloto que mais corridas demorou para marcar uma volta mais rápida em toda a história: 134 Grande Prêmios. O recorde anterior pertencia a Thierry Boutsen, que levou 114 provas para fazer a melhor volta no GP da Alemanha de 1990. O terceiro colocado é Rubens Barrichello, que esperou 113 GPs até ser o mais rápido no GP da Austrália de 2000.
Na forma em que está a BMW, a primeira vitória do alemão não deve tardar. E, caso ocorra, será também um recorde de espera. O detentor da marca atual é Rubens Barrichello, que esperou 123 corridas até vencer o GP da Alemanha de 2000.
A zica de Hamilton

No último final de semana, Lewis Hamilton foi flagrado beijando uma misteriosa loira no paddock de Sepang. Até aí, nada de mais, apenas mais uma fofoquinha.
Mas o inglês viveu na Malásia um dos mais conturbados finais de semana de sua carreira. No sábado, foi punido pela FIA pela primeira vez, caindo para o nono posto no grid de largada. No domingo, apesar de uma excepcional largada, perdeu diversas posições por causa de uma falha na troca do pneu dianteiro direito durante o primeiro pit stop.
Eram duas informações sem qualquer relação entre si, até que eu visse uma foto e descobrisse quem é a loira misteriosa.

Trata-se de Sonia Irvine, pescoço de girafa, 45 anos com rostinho de 70, irmã mais velha do ex-piloto Eddie Irvine. Dizer que beijar Sonia dá azar pode ser um pouco de exagero. Mas, certamente, sorte não deve dar.
Nelsinho Piquet também se encontrou com Sonia no paddock e foi mais, digamos assim, seletivo…

A dica foi da Celinha, colunista social do Downforce.
Rádio GP – edição GP da Malásia

Já está disponível a Rádio GP nº 30, a terceira edição de 2008. A apresentação é de Victor Martins, com comentários de Ivan Capelli, Bruno Vicaria e Anderson Marsili. Debatemos a fusão da ChampCar com a IRL, os prognósticos para a abertura do campeonato no próximo sábado em Homestead e, é claro, falamos muito do GP da Malásia de Fórmula 1.
Para ouvir, acesse o Blog da Rádio.
Tags: GP da Malásia, Rádio GP
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O lance da corrida
David Coulthard, Fernando Alonso e Nick Heidfeld brigando pela oitava posição no começo do GP da Malásia. O alemão da BMW passa os dois de uma vez.
Um dos melhores momentos da F1 nos últimos anos.
Imagem do dia

Torcedores finlandeses comemoram, em Sepang, o ótimo resultado de seus compatriotas no GP da Malásia. Kimi Raikkonen venceu e Heikki Kovalainen foi o terceiro. Sem dúvida, eles têm o que comemorar.
Tags: GP da Malásia
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Positivo e Negativo – Malásia
Positivo: Nick Heidfel e Robert Kubica. A BMW tem uma das melhores duplas de pilotos do campeonato, senão a melhor.
Negativo: Felipe Massa. Piloto de ponta não pode errar e comprometer duas corridas consecutivas. O brasileiro nunca esteve tão ameaçado.
Tags: GP da Malásia
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Rapidinhas – GP da Malásia

- Vitória tranqüila de Kimi Raikkonen, em corrida sonolenta. Briga mesmo, só a virtual entre Kimi e Felipe Massa, no primeiro terço de prova. O brasileiro largou na frente e os dois ficaram revezando melhores voltas, até o primeiro pit stop. Depois que o finlandês saiu dos boxes na frente, a corrida terminou.
- A Ferrari sobrou em Sepang e Massa tinha tudo para chegar pelo menos em segundo lugar, mas precipitou-se, rodou e atolou o carro na brita. A notar que sua saída de pista se deu no setor 2 do circuito, justamente o trecho no qual chegava a perder até meio segundo para Kimi em uma volta. Passou a impressão de que tentou andar mais que o carro.
- O erro de Felipe pode ser entendido como capital. Não existe uma hora certa para errar, mas certamente o brasileiro errou na pior hora possível. O saldo é de duas saídas de pista em duas corridas, fragilizando ainda mais sua situação na Ferrari. A largada kamikaze para cima do companheiro hoje também não deve contar muitos pontos a seu favor.
- O GP da Malásia surge como um divisor de águas na carreira de Felipe. Ou o piloto capitaliza os insucessos a seu favor daqui pra frente, superando a enorme prssão e engrenando uma série de bons resultados, ou entra numa espiral descendente que compromete inclusive seu contrato com a Ferrari. Piloto de equipe de ponta não pode sair da pista em todas as corridas. Momento-chave na carreira.
- Corrida espetacular de Robert Kubica e da BMW. Com o segundo lugar, o polonês obtém o melhor resultado de toda a carreira. Mesmo com a McLaren tendo saído do meio do grid, a equipe mostrou que podia andar no mesmo ritmo do time prateado.
Nick Heidfeld foi prejudicado por Jarno Trulli na largada, perdendo posições. Tivesse largado bem, dificilmente perderia o pódio.
- O alemão da BMW, aliás, protagonizou o melhor lance da prova, ultrapassando Alonso e Webber de uma só vez para pular de 10º para 8º.
- A McLaren parece ter passado a corrida batendo cabeça. O carro estava desequilibrado, vide o desgaste excessivo do pneu dianteiro esquerdo de Lewis Hamilton e o grande número de fritadas protagonizadas pelo inglês. Com pneus duros, o rendimento melhorou, o que explicitou um erro de estratégia ao fazer seus dois carros rodarem dois terços da prova com os macios. Será reflexo da falta de um piloto experiente?
- Mesmo assim, Heikki Kovalainen foi um dos destaques do dia, saindo de oitavo e chegando em terceiro lugar.
- A Toyota marcou um bom quarto lugar com Trulli, mostrando que evoluiu bastante com relação ao ano passado. Só a dispensa de Ralf Schumacher, certamente, já foi uma evolução. Mas Timo Glock viveu um dia de Ralf, enroscando-se com Rosberg logo na primeira volta.
- Mark Webber foi bem, segurando a pressão de Lewis Hamilton por boa parte da corrida e também de Fernando Alonso no final da prova. Marcou dois pontos para a Red Bull.
- Nelsinho Piquet finalmente estreou. Fez uma corrida discreta, chegando em 11º lugar, mas marcou tempos muito próximos ao de Alonso o tempo todo. O carro da Renault não ajuda, mas a corrida esteve bem distante do desastre da Austrália. Ganha confiança para crescer na fase européia do campeonato.
- Rubens Barrichello, por outro lado, fez uma corrida sofrível. Passou todo o tempo na rabeira, à frente apenas das Super Aguri e brigando com a Force India de Fisichella. Para fechar o dia, levou um drive through no final por exceder a velocidade nos boxes. Chegou em 13º, três posições atrás do companheiro Jenson Button.
- Mais um motor Ferrari abriu o bico: Sebastian Vettel. É a surpresa da temporada até aqui.
- A Malásia comprovou: a Fórmula 1 sem controle de tração é tão chata quanto aquela com. Como imaginava, a corrida em Melbourne foi exceção. Por mais desequilibrada que estivesse, por exemplo, a McLaren de Hamilton não é carro para ficar quase 40 voltas presa atrás da Red Bull de Webber. É a aerodinâmica atual que provoca uma aberração como essa. Se não chover antes, corrida emocionante novamente, só no Canadá.
- Campeonato embolado: Hamilton 14, Raikkonen 11, Heidfeld 11, Kovalainen 10, Kubica 8. Felipe Massa? Como eu nos desafios: zero.

Tags: GP da Malásia
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Vídeo: o erro da McLaren
O Herik envia o link para o vídeo mostrando o momento em que as McLaren atrapalham a volta rápida de Nick Heidfeld.
Pelas imagens, a punição é justa, não há muito o que ponderar. Todos os carros que já estavam andando mais lentamente, inclusive as duas Ferrari, o faziam fora do traçado. Hamilton e Kovalainen, pelo contrário, utilizavam a linha ideal para rodar mais mais devagar e economizar combustível.
Não creio que tenha havido má intenção, mas sim um problema de comunicação. A equipe deveria ter avisado os pilotos de que ainda havia carros fazendo tempo na pista.
Causos da Malásia: a primeira do Homem de Gelo

O GP da Malásia era a segunda etapa do campeonato de 2003 da Fórmula 1. A categoria vivia um momento atribulado, com as equipes ainda tentando entender o novo sistema de classificação. Desde a corrida anterior, na Austrália, os pilotos precisavam participar do treino que define o grid de largada já com o combustível para a corrida. A novidade gerou maiores possibilidades em termos de estratégia e ainda não havia ficado claro para ninguém qual a melhor opção. Valia a pena sair leve, largar na pole, disparar na frente e parar cedo nos boxes? Ou era melhor ser mais conservador, largar atrás com mais combustível e fazer as paradas de box no melhor momento?
A Ferrari demorou para entender o novo regulamento e não começou bem aquela temporada, depois de um ano dominante em 2002. Na Austrália, Michael Schumacher e Rubens Barrichello saíram leves e formaram a primeira fila, mas tiveram uma corrida problemática. O brasileiro rodou logo no começo e abandonou, enquanto o alemão se viu em apuros com pneus intermediários numa pista que insistia em secar. A estratégia de três paradas não rendeu frutos e o então pentacampeão do mundo chegou num modesto quarto lugar. A vitória ficou com o pouco cotado David Coulthard, que havia saído em 11º e que ainda corria com uma McLaren do ano anterior adaptada ao novo regulamento.
A primeira grande surpresa do regulamento de classificação veio a ocorrer na Malásia. Fernando Alonso, apenas em sua segunda corrida pela Renault, marcou a pole position, tornando-se o piloto mais jovem da história a sair na posição de honra, um recorde que dura até hoje. Jarno Trulli, seu companheiro de equipe, compartilhava da mesma estratégia de largar leve e, assim, conseguiu o segundo lugar do grid, formando uma primeira fila azul e amarela. Schumacher sairia em terceiro, seguido por Coulthard, Barrichello, Nick Heidfeld e Kimi Raikkonen.

Na largada, Alonso mantém a ponta e Schumacher força para ganhar a segunda posição de Trulli. Força tanto que acaba jogando o italiano para fora da pista. Por causa do toque, o alemão caiu para o 14º posto. Não bastasse o começo ruim, outro castigo veio rápido para Schumacher. A direção de prova o julgou culpado pelo acidente na segunda curva e o obrigou a pagar um drive-through. O alemão passava a ser carta fora do baralho na briga pela vitória.
Beneficiados pelo acidente à frente, Coulthard assumia a segunda posição, Heidfeld a terceira e Raikkonen, a quarta. Logo na terceira volta, o motor Mercedes de Coulthard apagou e o escocês abandonou a prova. Mas nem todas as notícias eram ruins para a McLaren. Na mesma passagem, Kimi Raikkonen ultrapassou a Sauber de seu ex-companheiro Heidfeld e assumiu a segunda posição. Neste momento, o finlandês passava a ser o favorito para a vitória. Todos sabiam que Alonso tinha pouco combustível e não tardaria a parar nos boxes, fazendo de Raikkonen o virtual líder do Grande Prêmio.
Não deu outra. Com 13 voltas, a Renault chamava Alonso para reabastecer e Kimi assumia a liderança de uma corrida pela terceira vez na carreira. A briga pela ponta ficava restrita ao finlandês e a Rubens Barrichello, que havia caído para sexto com a confusão da largada e vinha galgando posições. Kimi, contudo, conseguiu controlar a diferença para a Ferrari, nunca a deixando baixar da casa dos 14 segundos, podendo fazer seus pit stops e voltar bem posicionado com relativa facilidade.
Controlando a diferença com uma pouco usual tranqüilidade para quem rumava para sua primeira vitória, Raikkonen fez uma corrida perfeita. Bem diferente do GP da França do ano anterior, quando teve a vitória em mãos e deixou escapar a cinco voltas do fim, quando perdeu o ponto de freada na curva Adelaide e entregou de bandeja o primeiro lugar para Michael Schumacher.
Completadas as 56 voltas, Kimi cruzava a linha de chegada em primeiro, com quase 40 segundos de vantagem sobre Rubens Barrichello, o segundo. A estratégia da Renault, embora claramente não fosse capaz de brigar pela vitória, deu certo e premiou Fernando Alonso com o terceiro lugar. A formação do pódio, aliás, continha alguns recordes. Alonso tornava-se o primeiro espanhol da história a chegar entre os três primeiros, assim como era o piloto mais jovem a obter o mesmo feito. E a idade dos participantes formava o pódio mais juvenil da história até então, com média de 25 anos, 3 meses e 17 dias. Era uma nova geração se impondo.

Na cerimônia de premiação, Kimi apresentava uma alegria contida, com econômicos sorrisos. Nem parecia sua primeira vitória, tal a postura de veterano que comemora a trigésima vitória. O mundo estava começando a conhecer o Homem de Gelo.
Má notícia para a McLaren

Fernando Alonso e Nick Heidfeld chiaram e levaram. Os dois se disseram atrapalhados pela dupla da McLaren em suas voltas rápidas durante a disputa da superpole. Os comissários analisaram o caso e puniram Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen com cinco posições no grid. Assim, o finlandês sai em oitavo e o inglês, em nono.
Será a pior posição de largada de Hamilton desde o GP da Europa do ano passado, quando bateu no treino e teve de largar em décimo.
Rapidinhas da classificação – Malásia

- Pole de Felipe Massa, com uma surpreendente diferença de meio segundo com relação a seu companheiro Kimi Raikkonen. Das duas uma: ou Felipe voou mesmo baixo ou o resultado aponta para uma diferença significativa de estratégia entre os dois carros da Ferrari.
- Acredito que Kimi possa estar mesmo mais pesado. Com a incerteza de uma corrida com ou sem chuva amanhã, é natural que a Ferrari tenha optado por estratégias diferentes para seus pilotos. O finlandês, provavelmente, está com uma janela de pit stops mais adequada para uma corrida chuvosa. Se não chover, Felipe é o favorito.
- A McLaren, muito provavelmente, preparou a estratégia de seus dois carros para a possibilidade de chuva. A diferença de um segundo para a Ferrari é irreal, assim como a diferença de apenas dois milésimos entre Hamilton, o quarto, e a Toyota de Trulli, quinto. Os carros prata viram favoritos com pista molhada.
- A chuva, hoje, ficou só na ameaça e a classificação foi bem menos emocionante do que se podia supor logo no início, quando nuvens negras cercavam o autódromo.
- A Toyota mostra consistência, conseguindo colocar tanto Trulli quanto Glock entre os dez primeiros. O italiano sai em quinto, melhor resultado da equipe desde o GP do Brasil de 2006, quando o próprio saiu em 3º.
- Parêntese: Ralf Schumacher saiu em quinto no GP da Hungria do ano passado, mas tinha sido apenas sexto na classificação. Ganhou posição graças à punição a Alonso, que segurou Hamilton nos boxes. Fecha parêntese.
- Mark Webber fez bonito novamente, colocando a Red Bull em oitavo, à frente da Renault de Alonso. O espanhol foi bem, mas o carro não ajuda. Os franceses conseguiram começar 2008 piores do que começaram 2007.
- Apesar de ter caído na segunda classificação, Nelsinho Piquet vive um bom final de semana em Sepang. Andou muito próximo de Alonso em todos os treinos, está finalmente estreando na F1. Larga na 13ª posição.
- A Honda classificou-se abaixo do que parecia capaz, pelos treinos livres. Jenson Button foi 11º e Barrichello, 14º. Mas há chances de pontuar.
- Surpreendente o baixo rendimento da Williams. Nakajima caiu na primeira fase, em 18º lugar. Nico Rosberg, figurinha fácil na superpole, foi o último da segunda classificação e sai em 16º.
- O volume de erros dos pilotos diminuiu consideravelmente com relação ao GP da Austrália. A tese de que não foi a ausência do controle de tração que provocou uma corrida emocionante vai se comprovando.
- Mas uma coisa deve ser considerada: se chover amanhã, a corrida será um deus-nos-acuda sem o CT.
- Décima pole da carreira de Felipe Massa, que tem tudo para dar a volta por cima nesta corrida. Lembrando: corrida às 4h da manhã. Vai ser duro.

Tags: GP da Malásia
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