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Rapidinhas: GP da Turquia

- Contrariando a lógica, que indicava mais uma fácil vitória da Red Bull, deu Lewis Hamilton na cabeça em Istambul. Mas, mesmo que tenha herdado a liderança depois de uma briga fratricida entre os dois touros vermelhos, é preciso dizer que o inglês mereceu a vitória.

- Sim, porque desde a largada Lewis foi o nome da corrida. Arrancou mal, perdeu a segunda posição para Sebastian Vettel na primeira curva, mas recuperou o posto nas curvas seguintes com ousadia e precisão. Dali para frente, pressionou o líder Mark Webber e parecia capaz de assumir a liderança. Até que foi vítima de um pit stop ruim e caiu para a terceira posição.

- Mas a entrada de Vettel em segundo, quem diria, seria a chave para sua vitória. O alemãozinho é um ótimo piloto, mas ainda é jovem e impetuoso demais. Tentou ultrapassar seu companheiro Webber, achou que a manobra estava consumada e mudou a tangência para fazer a curva antes do que devia. Pegou o australiano e acabou com a dobradinha da Red Bull. Christian Horner o aguarda no motorhome com uma palmatória.

- Webber caiu para terceiro e ainda precisou parar nos boxes para trocar o bico do carro. Uma vitória quase certa virou um pódio amargo. Pelo menos, continua líder do campeonato. Mas a manobra desastrada de Vettel jogou por terra o sonho da terceira vitória consecutiva.

- Hamilton herdou a ponta, mas mesmo assim, teve trabalho. Num dia em que brigas entre companheiros de equipe foram a tônica, Jenson Button arriscou uma ultrapassagem e chegou a assumir a liderança, por poucas curvas. Outra vez, Lewis se recuperou e dividiu algumas curvas, até voltar a ser líder.

- Provavelmente espelhada no que aconteceu com a Red Bull, a McLaren pediu para seus pimpolhos se acalmarem e garantirem a dobradinha. Bom para Hamilton, que conquistou a primeira vitória na temporada.

Vettel encarnou o Red Five de Nigel Mansel e jogou uma corrida pela janela. (Foto: AP Photo/Thanassis Stavrakis)

Vettel encarnou o Red Five de Nigel Mansel e jogou uma corrida pela janela.
(Foto: AP Photo/Thanassis Stavrakis)

- Na quarta e na quinta posições, chegaram Michael Schumacher e Nico Rosberg, da Mercedes. O heptacampeão voltou a derrotar Nico e demonstra estar numa curva ascendente. Diferentemente da Ferrari, que em Istambul virou quarta força do campeonato.

- A distribuição de forças entre equipes parece bem clara. Red Bull e McLaren lá na frente, com vantagem para o time austríaco. Atrás, vem a Mercedes. E, num terceiro pelotão, brigam Ferrari e Renault. Os italianos ainda estão na frente, mas não sei não… A dificuldade de Fernando Alonso em ultrapassar Vitaly Petrov, considerando a diferença entre os pilotos, pode indicar que a equipe francesa está até melhor. A Ferrari anda pra trás.

- Outra que anda mal é a Williams. Hoje, foi a última equipe da F1-A, ganhando apenas de Lotus, Virgin e Hispania. E, ainda assim, com dificuldades.

- Destaque para Kamui Kobayashi, que marcou o primeiro ponto da Sauber na temporada ao chegar em décimo lugar. Medalhinha também para a Virgin, que conseguiu concluir a corrida com seus dois carros, que agora não parecem mais feitos de papel.

- Já a Hispania e a Lotus quebraram. Estou pensando em criar o Troféu Jerimum, para premiar as equipes novatas. O que acham? O melhor dos seis pilotos marca 10 pontos, o segundo marca 6… e o sexto, um ponto. Vou fazer o cálculo durante a semana.

- É isso aí, está instituído o Troféu Jerimum. Então vou mudar meu texto sobre a Virgin: “Parabéns para a Virgin, que fez a dobradinha no Troféu Jerimum, com Timo Glock em primeiro e Lucas di Grassi em segundo”.

- De resto, a destacar que o GP da Turquia foi uma boa corrida. Uma pena que corra o risco de ficar fora do calendário, já que o circuito do Istambul Park é um dos melhores da atualidade.

- Daqui a duas semanas, GP do Canadá, que vai ser uma corridaça. E outra boa notícia é que a corrida acontece às 13h (horário brasileiro), exatamente no intervalo entre dois jogos da Copa. Então, certamente a prova será transmitida ao vivo pela Globo.

RESULTADO GP DA TURQUIA 2010:

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As várias caras de Sebastian Vettel

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Me chamou bastante a atenção esta foto de divulgação da Red Bull. Ela mostra os boxes da equipe em Kurtkoy, durante do GP da Turquia. Ao contrário do que eu – pelo menos – imaginava, Sebastian Vettel não fica levando uma pintura diferente para cada corrida. Na verdade, ele leva diversos capacetes diferentes e, na hora, escolhe aquele que vai “vestir”.

Na foto, o primeiro “tradicional”, o segundo é um que ainda não tinha visto, com topo “ladrilhado” e o terceiro é aquele com holografias, usado em algumas ocasiões desde o final da temporada passada.

No fim das contas, essa troca constante de identidade acaba virando uma… ou não?

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Pilotoons animado: GP da Turquia

Bruno Mantovani suscita um grande mistério…

…quem será o piloto oculto? Façam suas apostas!

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Pilotoons: GP da Turquia

Bruno Mantovani retrata a largada do GP da Turquia.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

E eu diria que a charge pode ser uma metáfora de toda uma carreira…

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McLaren tem pior sequência em 5 anos

Foto: Divulgação/DaimlerChrysler

Foto: Divulgação/DaimlerChrysler

Com o péssimo desempenho no GP da Turquia, Lewis Hamilton em 13º e Heikki Kovalainen em 14º, a McLaren atingiu a marca de três corridas consecutivas fora da zona de pontuação. Tal sequência negativa não se repetia há cinco anos, quando o time prata também ficou três corridas sem pontuar, entre os GPs da Espanha e da Europa de 2004. Na época, os pilotos eram Kimi Raikkonen e David Coulthard.

Caso também não pontue em Silverstone, o jejum será histórico. A última vez em que a equipe ficou quatro corridas seguidas sem fazer pontos foi há quase 30 anos, entre o GP dos Estados Unidos de 1980 e o GP da Argentina de 1981. Justamente na transição da direção da equipe, passando das mãos de Teddy Mayer para as de Ron Dennis.

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Button iguala Clark e Schumacher

Foto: Divulgação/Brawn GP

Foto: Divulgação/Brawn GP

Jenson Button ainda não é campeão, mas já vem colecionando feitos dignos dos maiores deles. Hoje, em Istambul, igualou recordes históricos do bicampeão Jim Clark e do hepta Michael Schumacher. Com seis vitórias nas sete primeiras corridas, o piloto da Brawn repetiu Clark em 1965 e Schumacher em 1994 e 2004. Vale lembrar que, em todas estas situações, os pilotos levaram o título ao final das temporadas.

Porém, os outros campeões tiveram feitos ainda maiores. Clark só não pôde vencer sete das sete em 1965 porque abdicou de disputar o GP de Mônaco daquela temporada para cruzar o Atlântico e vencer as 500 Milhas de Indianápolis. Assim, ele disputou só seis das primeiras etapas. E venceu todas. Já Michael Schumacher foi ainda além em 2004: venceu 12 das 13 primeiras. Será que Button chega lá? A julgar pela grande fase, eu não duvidaria.

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Positivo e Negativo: Turquia

Positivo: Mark Webber. Outra vez não fez cena, corre mineirinho e sempre obtém um bom resultado. Aproveitou-se dos erros de seu companheiro Vettel para batê-lo mais uma vez. Segundo lugar muito merecido, ainda que com ordem da equipe para manutenção de posições nas voltas finais.

Negativo: Rubens Barrichello. Sua pior corrida em muito tempo. Foi vítima de uma falha do carro na largada, mas depois disso foi afobado e inconsequente. O brasileiro adora a figura de linguagem da “faca nos dentes”, mas tal atitude é bastante incoerente com seu estilo. Quando tenta ser agressivo, embanana-se e provoca acidentes evitáveis. Foi assim hoje na Turquia.

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Rapidinhas: GP da Turquia

- Mais uma vitória bocejante de Jenson Button, a sexta em sete provas. A fase do inglês é tão boa que ele faz tudo parecer fácil, simples, natural. Button vence com uma naturalidade que transforma um feito em algo corriqueiro. Mas a corrida não foi fácil, não.

- Quem poderia encará-lo era realmente Sebastian Vettel, pole position com a Red Bull. Mas o alemão entregou o ouro na primeira volta, dando uma escapada da pista que lhe retirou toda e qualquer chance de vitória. Button mais uma vez foi oportunista, aproveitando o erro do adversário para ultrapassá-lo e liquidar a corrida nas primeiras curvas.

- Com estratégia de três paradas, Vettel poderia até ter criado alguma dificuldade quando reduziu bem a diferença entre o primeiro e o segundo pit stops, dando a impressão de que poderia ultrapassar Button. Reduziu a distância, encostou e chegou a ameaçar uma ultrapassagem, mas aí o inglês da Brawn foi novamente perfeito. Controlou a diferença com maestria, não se deixou influenciar pelo ataque do novato e garantiu a sexta vitória.

- Com todos os problemas impostos por Button, Vettel acabou não fazendo bom uso da estratégia e terminou perdendo o segundo lugar para seu companheiro Mark Webber, o come-quieto de 2009. O australiano, outra vez, foi discreto e consistente, garantindo outro ótimo resultado.

- Rubens Barrichello protagonizou uma corrida lamentável, a começar por um problema de câmbio na largada, que o jogou para o 12º lugar. Ficou encaixotado atrás de Heikki Kovalainen por oito voltas e, quando forçou uma ultrapassagem, foi otimista demais, tocou a McLaren do finlandês e ficou ao contrário na pista. Voltou, ultrapassou Hamilton e Piquet, para depois abalroar da Force India de Adrian Sutil e perder parte da asa dianteira. Parou nos boxes, caiu para o último lugar e arrastou-se até abandonar quando seu companheiro de equipe ensaiava enfiar-lhe uma volta de vantagem. Primeiro abandono da Brawn na temporada.

- Frase que mais tenho ouvido: “Ao ver o capote que Button vem dando em Barrichello, começo até a questionar se Schumacher era tão gênio assim”. É uma hipérbole, mas faz sentido. Só é preciso lembrar que o Barrichello da Ferrari estava em melhor fase que o Barrichello de 2009.

- Belas corridas de Jarno Trulli e Nico Rosberg, quarto e quinto colocados. O alemão ultrapassou Felipe Massa, que havia largado melhor, ainda na primeira volta e não deu chances para a Ferrari. Bom momento da Williams.

- Ferrari que não foi tão bem quanto em Mônaco, com Massa em sexto e Kimi Raikkonen em nono, fora dos pontos. Considerando que Felipe guia em Istambul como nenhum outro piloto, é possível presumir que a posição real da Ferrari na corrida fosse ainda mais atrás.

- Mas não mais atrás que da McLaren que fez sua pior corrida em muito, muito tempo. Lewis Hamilton foi 13º, logo à frente de Kovalainen. Muito, muito pouco para a história que tem. Hamilton, por sinal, ainda pagou o mico de levar um passão histórico de Nelsinho Piquet. Mas não valia grande coisa, já que o brasileiro logo foi para os boxes e ficou para trás, terminando a corrida em 16º.

- Nelsinho teve mesmo um lampejo de genialidade no lance da ultrapassagem, mas ainda é pouco. Impressionante como ele não consegue manter um ritmo nem veloz e nem consistente durante uma corrida. Tá certo que a Renault não foi bem, Alonso não passou de décimo, mas o brasileiro ainda deve. E muito.

- Dois pontos para Robert Kubica, sétimo colocado, seus primeiros na temporada. BMW reagindo, ainda que lentamente. Encerrando a zona de pontuação, Timo Glock, oitavo colocado.

- Classificação do campeonato apresenta Jenson Button cada vez mais disparado na frente. Agora são 61 pontos, 26 a mais que Rubens Barrichello. Não tem para ninguém.

- O brasileiro manteve os 35 pontos, seguido de perto por Vettel, com 29, e por Webber, com 27,5.

- Entre os construtores, Brawn já tem 39,5 pontos de vantagem para a Red Bull. Toyota reforçou sua terceira posição, seguida pela Ferrari em quarto. A McLaren segue em quinto, lá atrás.

- Daqui a duas semanas, GP da Inglaterra. Imagino a loucura que a Buttonmania vai provocar no Reino Unido. Se vencer em casa, com sete em oito, Button vai virar um Beatle.

Resultado do GP da Turquia

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GP da Turquia – Ao Vivo

Pitacos ao vivo sobre o GP da Turquia. Você pode participar enviando comentários na própria janela da transmissão ao vivo. Os melhores vão ao ar na hora.

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Rapidinhas da Classificação: Turquia

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- Se alguém parece capaz de bater nesta temporada o dueto Button-Brawn, sem dúvidas é a parceria Vettel-Red Bull. Endiabarado, o alemãozinho fez uma volta fantástica no fim do treino para cravar sua segunda pole position na temporada, a terceira na carreira.

- Jenson Button e Brawn foram novamente competentes, garantindo ainda a primeira fila com a segunda posição. Impressionante como o inglês ainda não teve um mau dia no campeonato.

- Rubens Barrichello, como sempre, um pouquinho atrás de Button, sai em terceiro lugar. Atrás dele, larga Mark Webber, companheiro de Vettel na Red Bull.

- Na Turquia, dois pelotões lideram nitidamente a corrida. No primeiro, Brawn e Red Bull. Um passo atrás, a Ferrari. Jarno Trulli conseguiu enfiar sua Toyota entre os dois blocos , largando numa ótima quinta posição.

- Na briga interna da Ferrari, outra vez deu Kimi Raikkonen, que sai em sexto. Felipe Massa, imperador otomano, dessa vez ficou para trás, em sétimo. Surpreendente, achei até que teria chances de beliscar a primeira fila, dada sua impressionante superioridade em Istambul. Dessa vez, não deu.

- Fernando Alonso, como sempre no Q3, fechou o treino em oitavo. Já Nelsinho Piquet viveu mais um treino horroroso. Saiu da pista duas vezes e foi eliminado no Q1 como sempre, dessa vez atolado na caixa de brita. Vai sair em 17º e não consigo mais vê-lo empregado até o fim do ano. Já levou 25×0 do companheiro em classificações. Fim do primeiro set.

- BMW e Toyota, após o fiasco de Mônaco, dão sinais de recuperação. Um carro de cada equipe conseguiu avançar à superpole, com Robert Kubica em 10º e Jarno Trulli num ótimo 5º. Nick Heidfeld foi o 11º, contra 13º de Timo Glock. Pode não ter sido o melhor treino do mundo, mas perto do que aconteceu em Monte Carlo, é vitória.

- Williams se mantendo ali no meio do pelotão, com Nico Rosberg em nono e Nakajima Junior em 12º. Deve beliscar mais um ponto ou outro.

- Falando em equipes que já andaram na frente, McLaren perdidinha em Istambul. Lewis Hamilton caiu na primeira fase do treino, com o 16º tempo. Heikki Kovalainen foi um pouquinho mais além, caindo no Q2 com a 14ª posição. Os pneus macios não funcionaram nos carros prata, que andaram o tempo todo com o mais duro. Vão penar na corrida.

- Destaque para o 15º posto de Adrian Sutil. Repetindo a posição de largada em Mônaco, a melhor de toda a sua carreira.

- Toro Rosso muito mal, com Sebastien Buemi em 18º e Bourdais em último. Voltando aos dias de Minardi.

- Ainda falta a informação do combustível de cada carro para estabelecer um prognóstico para a corrida, mas me parece claro que Red Bull ou Brawn levam a prova. Favoritismo para Sebastian Vettel e Jenson Button, que saem na primeira fila. Isso se Barrichello ou Webber não estiverem aprontando alguma estratégia surpresa .

- Se precisar cravar um vencedor, vou de Button. Mas é sempre bom lembrar que nas duas vezes em que largou na pole até hoje, Vettel venceu. Só que dessa vez não deve chover.

- E para você? Quem é o favorito?

Treino de classificação: GP da Turquia 2009

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Curiosidades do GP da Turquia

Foto: Reprodução/Google

Foto: Reprodução/Google

Disputado há apenas quatro temporadas, o GP da Turquia é um dos caçulinhas da Fórmula 1. Porém, nem por isso, deixa de ter algumas curiosidades. A elas!

* Palco da primeira vitória de Felipe Massa, em 2006, o circuito de Istambul é bastante generoso com o brasileiro. Ele venceu três das quatro edições do GP da Turquia, todas pela Ferrari.

* Além de Felipe Massa, o único outro piloto a vencer na Turquia foi seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen. O finlandês venceu a prova inaugural do GP turco, em 2005, pela McLaren.

* Até hoje, todos os pilotos que largaram na pole position venceram em Istambul. Quatro poles, quatro vitórias.

* Istambul, principal cidade turca e onde se realiza o GP da Turquia, não é a capital do país, como muitos pensam. A capital é Ancara.

* O país fica situado parte na Europa e parte na Ásia, com a cidade de Istambul exatamente entre os continentes, ligados pelo Estreito de Bósforo. O circuito de Istanbul Park, onde se realiza o GP da Turquia, fica na metade asiática da cidade.

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Domínio da Ferrari repete era Schumacher


A vitória de Felipe Massa hoje, na Turquia, foi a quarta consecutiva da Ferrari no campeonato. Tal domínio não se repetia desde 2004, em plena era Schumacher, quando o alemão venceu sete provas seguidas entre os GPs da Europa e da Hungria.

Desde então, o máximo que a equipe conseguiu foram três vitórias consecutivas, duas vezes, em 2006. Três vitórias de Michael Schumacher entre os GPs dos EUA e da Alemanha e uma de Massa e duas de Schumacher entre as corridas da Turquia e China.

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Positivo e Negativo – Turquia

Positivo: A volta da McLaren e o desempenho de Lewis Hamilton. O inglês fez uma corrida à-la Schumacher, andando o tempo todo em ritmo de classificação, sem errar. Se tivesse vencido, não seria de todo injusto.

Negativo: Giancarlo Fisichella. Constrangedora é pouco para definir sua largada atabalhoada, passando literalmente por cima de Kazuki Nakajima. Sem esquecer da bobagem de sexta-feira, quando saiu para o treino livre antes da pista ter sido liberada.

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Rapidinhas – GP da Turquia


- Fantástica vitória de Felipe Massa, o novo imperador otomano. É impressionante o domínio do brasileiro no circuito de Kurtkoy, sem paralelos entre os pilotos e pistas atuais. Lembra o que Alain Prost fazia em Paul Ricard, Nigel Mansell em Silverstone, Jim Clark e Michael Schumacher em Spa ou Graham Hill e Ayrton Senna em Mônaco.

- Fantástica, também, a performance da McLaren e de Lewis Hamilton. Não se imaginava que o time inglês fosse capaz de impôr um ritmo tão forte de corrida, deixando os mecânicos da Ferrari com semblante assustado.

- Outro momento fantástico da prova foi a ultrapassagem de Hamilton sobre Felipe. Pela primeira vez no ano dois pilotos disputaram a liderança da corrida na pista, uma briga limpa e que deixou evidente a grande competência do inglês, assim como a inteligência do brasileiro, que não se afobou tentando manter o posto e não errou quando pressionado. Tivesse mantido a mesma cabeça fria na Malásia, Felipe hoje seria líder do campeonato.

- Apesar de não ser um piloto genial, Felipe Massa cada vez mais finca o pé entre os maiores da Fórmula 1 pela sua imensa capacidade de aprendizado. Ele erra? Erra. Mas raramente repete erros. Como é errando que se aprende…

- Lewis foi genial hoje, mas a vitória do brasileiro foi merecida.

- Kimi Raikkonen largou mal, caiu para sexto, mas recuperou posições logo ao ultrapassar Fernando Alonso e ser beneficiado pelo pit stop prematuro de Heikki Kovalainen. Ganhou a posição de Robert Kubica nos boxes e chegou num importante terceiro lugar. Mantém a liderança com campeonato, com sete pontos de vantagem sobre Felipe e Lewis. Continua sendo o favorito.

- Corrida emocionante, com diversas ultrapassagens e brigas por posição. Heikki Kovalainen, apesar de não ter chegado aos pontos, deve ter sido quem mais se divertiu a prova toda. Ultrapassou dezenas de carros, das mais variadas formas. Destaque para a briga com Timo Glock, dividindo três curvas em seqüência.

- Falando em ultrapassagens, Nelsinho Piquet hoje teve um lampejo de brilhantismo ao ultrapassar Jenson Button com autoridade. Em uma briga dura que durou várias curvas, conseguiu sair na frente. O único problema é que sua velocidade não era condizente com a estratégia pretendida, que o levou a um modesto 15º lugar no final. Chegar à frente somente de uma Force India e uma Toro Rosso ainda é muito pouco para alguém que guia uma Renault. Seu companheiro Alonso foi sexto.

- BMW foi muito apagada hoje, mas já se imaginava isso desde os primeiros treinos. O carro dos bávaros não pareceu se adaptar ao circuito turco em momento algum. O quarto de Kubica e o quinto de Heidfeld até foram um alento.

- Rubens Barrichello, no GP do recorde, só cumpriu tabela. Em corrida chocha, chegou em 14º, bem atrás do companheiro Button, 11º.

- Milagre! Sebastian Vettel chegou ao final de uma corrida em 2008. Em último, mas chegou. Em Mônaco, a Toro Rosso estréia novo carro. Talvez melhore.

- Adrian Sutil, outro afobadinho, também chegou ao final da prova. O mesmo não se pode dizer de seu companheiro, Fisichella, que atropelou Nakajima de forma vergonhosa na largada.

- Depois do GP da Turquia, o campeonato promete. McLaren volta à briga, diferença do líder cai… uma temporada que apontava para um passeio de Kimi Raikkonen começa a ganhar novos contornos.

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Bebendo escondida


Ter uma companhia aérea e uma cervejaria de mesmo nome e logotipo, apesar de esquisito, tem suas vantagens. O esperto Vijay Mallya, também dono da Force India, aproveitou dessa estratégia para poder exibir o logo da Kingfisher livremente em seus carros em Istambul.

A Turquia proíbe a divulgação de logos de bebidas alcoólicas em seu território, o que obrigou a McLaren a substituir o patrocínio da Johnnie Walker pelo da DIAGEO (empresa que fabrica o produto) e também forçou a Ferrari a disfarçar o logo da Martini em seu bico.

Já a Force India, com sua cerveja disfarçada de companhia aérea, está bebendo escondida em terras muçulmanas.

A dica para este post veio do Fabrício Passos, de BH.

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Rapidinhas da classificação – Turquia

- Felipe Massa fez mais uma pole position na Turquia, a terceira em três anos. Mais importante do que a pole foi o mau desempenho de seu companheiro Raikkonen, que sai apenas em quarto. Numa corrida prevista para ser decidida no sábado, Felipe já tem meia vitória em mãos. Basta largar bem e não errar durante a prova.

- A McLaren mostrou grande evolução com relação ao GP da Espanha, batendo a BMW com facilidade e colocando seus dois carros entre as Ferrari. Terá, em ritmo de corrida, condições de encarar os italianos?

- Kovalainen, recuperado do acidente, foi destaque com o segundo lugar. É a primeira vez em que o finlandês larga na primeira fila.

- Kubica colocou a BMW em quinto e deu mais um capote em Nick Heidfeld, nono. O alemão, destaque do ano passado, não faz boa temporada.

- Coulthard, pela segunda vez no ano, conseguiu uma vaga na superpole e sai em 10º. Seu companheiro Webber, bem como sempre, sai em 6º com a Red Bull.

- Em sua corrida festiva, Barrichello sai na 12ª posição. Ao que parece, é o limite do carro da Honda. Mais do que isso, só se os da frente tiverem algum problema. Seu companheiro, Button, é 13º.

- Nelsinho, 17º, caiu na primeira degola e segue decepcionando. Alonso, por sua vez, conseguiu mais uma vez ficar entre os dez. Larga em sétimo.

- Toyota foi bem na primeira fase do treino, com quarto e quinto lugares para Glock e Trulli. Mas foi fogo de palha. O italiano sai em oitavo e o alemão, em 15º.

- Sem o mesmo poder de investimento das equipes de fábrica para trabalhar na evolução do carro, a Williams vai ficando para trás. Rosberg 11º e Nakajima, 16º.

- Imagens da TV não deixaram muito claro se a ultrapassagem de Massa sobre Alonso aconteceu numa volta de desaceleração ou não. Se foi numa volta lançada, o espanhol, visivelmente mais lento e posicionado no traçado ideal, pode ser punido. Vamos ficar de olho.

- Felipe favorito amanhã. McLaren promete endurecer com Kimi Raikkonen. Previsão de uma corrida bem interessante.

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Casco 257


O leitor Rafael envia a dica do capacete comemorativo de Rubens Barrichello. Na mesma linha da arte presente no carro da Honda, o desenho traz o número 257 em substituição aos círculos laranja.

Na parte posterior, um gimmick de Barrichello vestindo uma camisa da seleção brasileira e dois dizeres. Em português: “Turbinado no pé, imbatível na fé, brasileiro é que é.” Em inglês: “A todos que tornaram este dia possível, muito obrigado”.

Belíssimo agradecimento. Já o “poeminha”, discutível. Mas, pelo menos, bem intencionado.

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Homenagem a Barrichello


De muito bom gosto a homenagem preparada pela Honda para comemorar os 257 GPs de Rubens Barrichello na Turquia. A equipe colocou um selo comemorativo à marca, com o número 2 fazendo alusão ao capacete do piloto brasileiro.

Bela iniciativa.

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