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Pilotoons animado: GP de Cingapura

Mantovani tá meio enigmático hoje…


 

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A entrevista completa

Nelson Piquet apareceu ontem no Fantástico, em entrevista a Reginaldo Leme, explicando a sua visão sobre o escândalo de Cingapura. O resultado da reportagem, na minha visão e na de diversos outros jornalistas, foi decepcionante. Não trouxe nenhuma novidade, um monte de mais do mesmo em um depoimento travestido de entrevista.

No entanto, o GloboEsporte.com publicou a entrevista completa, com 24 minutos. Você pode acompanhá-la clicando no vídeo acima. Assim, pode-se ter outra visão da conversa.

Não vou dar palpites agora, vou deixar para fazer meus comentários à noite. Mas lanço a pergunta: vendo a íntegra, a entrevista foi mesmo decepcionante ou foi a edição do Fantástico que matou a matéria?

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Positivo e negativo: Cingapura

Positivo: Jenson Button. À mineira, derrotou seu companheiro de equipe que vive melhor fase e deu um passo muito importante rumo ao título mundial.

Negativo:
Nico Rosberg. Perdeu uma grande chance para a Williams ao errar de forma vexatória na saída dos boxes, queimando a linha branca com todas as rodas.

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Rapidinhas: GP de Cingapura

Foto: Divulgação/DaimlerChrysler

Foto: Divulgação/DaimlerChrysler

- Numa corrida enfadonha, talvez a mais monótona do ano, vitória de Lewis Hamilton. O inglês dominou a corrida desde a largada e só perdeu a ponta durante as paradas de box. Mesmo com uma intervenção do Safety Car, em momento algum teve sua liderança realmente ameaçada.

- A conquista confirma para a McLaren o status de “melhor carro do último terço de campeonato”. Se tivesse feito um início de temporada minimamente decente, Hamilton poderia estar ameaçando a Brawn na briga pelo título.

- Em segundo na corrida uma surpresa: Timo Glock. Largou em sexto e teve competência para superar Fernando Alonso na estratégia. Superou Mark Webber na pista antes do australiano abandonar e ainda contou com a sorte ao ver Sebastian Vettel e Nico Rosberg errarem nos pit stops. Foi o melhor resultado da Toyota no campeonato, merecido.

- Rosberg e Vettel mereciam melhor sorte na prova, mas erraram em momentos cruciais. O alemão da Williams se atrapalhou todo na saída do seu primeiro pit stop, tornando-se o primeiro piloto da história a queimar a linha branca de carro inteiro. Tinha tudo para chegar em segundo, ficou apenas em 11º. E o alemão da Red Bull ultrapassou o limite de velocidade nos boxes durante sua segunda parada. Provavelmente, o limitador não funcionou. Chegou em quarto, o que não foi de todo ruim.

- E Alonso, agora sem falcatruas cingapurianas, chegou em terceiro lugar. Justamente num momento de crise, surge o primeiro pódio da equipe na temporada. A ING, que foi embora, ainda teve sua marca exposta no macacão durante a cerimônia, de lambuja.

- Na quinta posição, o resultado mais importante da corrida. Jenson Button derrotou Rubens Barrichello na base da estratégia e conseguiu chegar uma posição à frente do brasileiro. Assim, abriu 15 pontos de vantagem no campeonato, com apenas 30 em disputa. Ficou com uma mão na taça.

- Barrichello não fez uma corrida ruim, Button é que se superou no segundo stint. Ficou mais tempo na pista e fez várias voltas rápidas no final, enquanto o brasileiro não se acertava com o terceiro jogo de pneus. Saiu dos boxes na frente e com uma vantagem folgada, de quase dez segundos.

- A vantagem relativa de Button no campeonato, que até ontem era de 35%, disparou para 50%. Se conseguir abrir cinco pontos em Suzuka, liquida a fatura com duas corridas de antecipação. Mas não acredito que seja o cenário mais provável. O inglês deve fechar o título em Interlagos, basta que para isso Barrichello não consiga descontar seis pontos em duas corridas. O que é bastante provável.

- Button agora não precisa mais de pódios para ser campeão. Se chegar sempre em quarto nas últimas três corridas, mata o campeonato em Abu Dhabi, ainda que Barrichello vença todas. E se Barrichello não vencer, precisa de menos ainda, apenas três sextos lugares já lhe garantem o caneco. A situação ficou muito confortável para o inglês.

- Agora, para Barrichello, a torcida é por um abandono de Button. Se não abandonar nenhuma corrida daqui pra frente, dificilmente Jenson perde o campeonato.

- Bom lembrar que, se estivesse em vigor o regulamento imposto pela FIA no começo do ano e depois refugado, Jenson teria se sagrado campeão hoje. Com seis conquistas, ninguém mais poderá alcançá-lo em número de vitórias. Barrichello, Hamilton e Vettel possuem duas e só podem chegar a cinco.

- Entre os construtores, título nas mãos da Brawn GP. Com 54 pontos em disputa, tem vantagem de 42,5 para a Red Bull. Em Suzuka, deve confirmar o primeiro título de construtores de uma equipe estreante na história. Só não leva se a Red Bull descontar 6,5 no GP do Japão. Improvável.

- Voltando à corrida, mais um fiasco da Ferrari. Kimi Raikkonen foi décimo e Giancarlo Fisichella, 13º. Os italianos, definitivamente, abandonaram esta temporada e estão se dedicando ao projeto do próximo ano.

- Domingo que vem já tem corrida, madrugada no Brasil, em Suzuka. Tem tudo para ser uma grande prova e representa uma das últimas cartadas de Barrichello na luta pelo título. Se não descontar mais do que quatro ou cinco pontos, dá adeus à briga real e ela se tornará apenas matemática.

Resultado GP de Cingapura 2009

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Rapidinhas da classificação: Cingapura

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- Treino confuso em Cingapura, com certo destaque para McLaren e Red Bull. No final, pole para Lewis Hamilton, graças a uma batida de Rubens Barrichello quando todos tentavam sua volta final.

- Sebastian Vettel vinha com a melhor primeira parcial do treino e tinha tudo para fazer a pole. Barrichello também vinha numa volta rápida e escapou para a parte suja da pista, bateu e acabou com o treino. Vettel e todos os demais precisaram abortar a volta, dada a bandeira vermelha.

- Para o brasileiro, que trocou o câmbio e perdeu cinco posições no grid de largada, até que não foi mau negócio. Fechou com o quinto tempo e vai largar em décimo, duas posições à frente de Jenson Button, que não conseguiu chegar ao Q3.

- Porém, ainda é cedo para avaliar as consequências do acidente. Ross Brawn revelou-se preocupado, levantando a possibilidade do acidente ter danificado o novo câmbio. Além disso, o regulamento da Fórmula 1 indica que um carro acidentado pode ser reparado no parque fechado sem prejuízo à posição de largada do piloto. Porém, as configurações de suspensão não podem ser mexidas. Barrichello arrebentou as suspensões dianteira e traseira direitas da Brawn. Será que é possível consertá-las e provar para a FIA que o setup não foi alterado?

- Confesso que não sei a resposta, por isso fica a dúvida no ar. Caso seja preciso trocar algo mais além de reparos nos danos provocados pelo acidente, Barrichello será obrigado a largar dos boxes, na última posição. Só mais tarde vamos saber o que vai acontecer, mas acredito que a Brawn fará de tudo para manter o posto de largada.

- Com o treino interrompido antes do fim, ficou um pouco mais difícil avaliar o grid de largada, não dá para estimar o que cada piloto estava aprontando para o finalzinho do treino. Mas ficou um grid embaralhado e engraçado. Nas sete primeiras posições, seis equipes diferentes.

- Só a Red Bull conseguiu colocar seus dois carros bem classificados, com Vettel em segundo e Webber em quarto. Nico Rosberg marcou uma fantástica terceira posição para a Williams, enquanto Alonso sairá num bom quinto lugar com a carroça da despedaçada Renault.

- Timo Glock sai numa ótima sexta posição com a Toyota (equipe que em Mônaco ficou na rabeira do grid) e Nick Heidfeld é o sétimo com a BMW.

- Ferrari mal, com Kimi Raikkonen em 13º e Fisichella em 18º. Romain Gorsjean foi penúltimo, patético.

- A corrida promete bastante para amanhã. Ultrapassagens serão raras, mas a corrida deve ser cheia de alternativas graças a possíveis intervenções do Safety Car. Não descarto possibilidade de vitória a ninguém, nem mesmo para Rubens Barrichello, ainda que possa vir a sair do fim do pelotão.

- Por isso, é bom não dar Jenson Button como vencido nesta corrida. O resultado deve ser imprevisível amanhã. Não descartaria, inclusive, uma vitória da Williams com Nico Rosberg.

- Vai valer a pena acordar cedo, e é bom lembrar: a corrida acontece às 9h, embora o treino tenha acontecido às 11h.

Classificação - Cingapura 2009

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Ironias da vida

Enlameada até o pescoço e abandonada por seu principal patrocinador graças ao escândalo Briatore-Piquet, a Renault ainda viveu uma constrangedora ironia agora há pouco no primeiro treino livre para o GP de Cingapura. Romain Grosjean, substituto do brasileiro na equipe, rodou na pista de forma semelhante ao escandaloso acidente do ano passado.

Segundo o amigo Ico, que está lá em Marina Bay, a sala de imprensa explodiu em gargalhadas e aplausos no momento do acidente. Deve ter sido hilário.

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Charge do Mantovani: GP de Cingapura II

Inspirado, o Mantovani fez agora uma segunda charge sobre o GP de Cingapura, retratando a diferença entre as duas Renault na prova.


Isso é que é bigorna.

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Podcast Rádio OnBoard

Enquanto a Rádio GP não volta, fiz ontem uma participação especial no podcast Rádio OnBoard, comandado pelos ótimos Felipe Maciel e Ron Groo.

Discutimos o GP de Cingapura, os erros da Ferrari, a regra do Safety Car e a vitória de Alonso num clima bastante descontraido.

Teve até Desafio ao Capelli! Para saber se acertei, é só ouvir o programa clicando no link abaixo.

http://radioonboard.podomatic.com/entry/2008-10-01T10_50_59-07_00

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Errare Reloaded

O Carlos Nojima envia por e-mail sua própria versão da “Errare”.


Bom de traço, o Carlos.
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Charge do Mantovani: GP de Cingapura

Bruno Mantovani afina a pena e traça um Raikkonen sonolento na noite cingapuriana.


O rei da noite, dessa vez, resolveu dormir em serviço.
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Novo escudo da Ferrari

Vi essa no Rodrigo Mattar.


Ótima.

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Quando burlar a regra é bom negócio


A Fórmula 1 utiliza a regra do Safety Car há 15 anos, desde 1993. De lá até 2006, sua intervenção na corrida era simples. Em caso de acidente, todos os pilotos alinhavam atrás do carro de segurança, paravam nos boxes quando quisessem (se necessário) e relargavam após seu retorno ao pit lane. Um pouco de sorte envolvia a operação, muitos ganharam e outros tantos perderam corridas assim, mas durante todo o período, em nenhum momento alguém levou vantagem indevida.

No ano passado, porém, a FIA implementou uma nova norma. Visando evitar que os carros continuassem acelerando para chegar aos boxes para fazer um rápido pit stop antes que encontrassem o Safety Car, o que de fato é contrário ao espírito da regra, decidiu-se fechar os boxes assim que a corrida é paralisada com bandeira amarela. Todos os pilotos precisam alinhar atrás do carro-madrinha e só então os pits são abertos para que todos entrem e façam seus pit stops ao mesmo tempo. Os infratores que reabastecerem seus carros durante o período de box fechado são punidos com um stop & go de 10 segundos.

Desta maneira, a regulamentação acabou com a vantagem que alguns pilotos poderiam conquistar na regra antiga, parando nos boxes antes de todos e voltando à frente. Certo? Errado. É um jogo arriscado, mas é possível infringir a regra, reabastecer durante o período de proibição e ganhar posições. Levantei esta hipótese pela primeira vez na Rádio GP da corrida do Canadá do ano passado. Ontem, em Cingapura, Nico Rosberg e a Williams comprovaram a tese.

Vamos aos fatos. Nico era o 9º colocado no GP de Cingapura até a 15ª volta, quando o Safety Car foi acionado. O piloto da Williams quebrou a regra de box fechado e realizou seu primeiro pit stop antes de todo mundo, voltando à pista no meio do pelotão, em décimo lugar. Quando os boxes foram abertos e os demais realizaram seus pit stops, voilà. Rosberg assumiu a liderança. Robert Kubica tomou a mesma atitude, mas não logrou o mesmo sucesso. Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella não pararam e o polonês ficou apenas em quarto.

Obviamente, a Williams informou que o piloto tinha pouco combustível e por isso foi obrigado a parar. É claro que a equipe jamais admitiria formalmente que quebrou a regra de propósito. Mas os tempos de Rosberg no treino de classificação não indicam que ele tivesse largado assim tão leve. Comparando os tempos de classificação do alemão no Q2 (pouco combustível) e no Q3 (tanque cheio), ele perdeu 2.2s. Pilotos que largaram mais leves, como Felipe Massa, perderam menos de 1s, e ainda resistiram a mais duas voltas na pista. Kubica, que também estava “sem gasolina”, perdeu 1.2s. Ou seja, tudo aponta para que Nico ainda tivesse combustível no tanque. Seu pit stop dificilmente foi de emergência.

A Williams arriscou e se deu muito bem. Líder na relargada e com pista livre à sua frente, beneficiado ainda pela lentidão dos pesados Trulli e Fisichella atrás de si, Rosberg pôde abrir uma grande diferença antes de cumprir a anunciada punição de sopt & go por 10 segundos. Depois da parada forçada nos boxes, retornou à pista em terceiro lugar.

Para se ter uma idéia, quem estava imediatamente à frente do alemão da Williams antes da entrada do Safety Car, Nick Heidfeld, a esta altura era nono. Na melhor das hipóteses, caso tivesse feito uma parada dentro do período permitido, Nico estaria por ali. Não há dúvidas de que houve vantagem.

Embora não goste da idéia de carros fazendo pit stop todos juntos, entregando posições para aqueles que não pararam ou que, por sorte, pararam antes (caso de Alonso), não acho que este seja o problema central da regra. A grande questão está na aplicação da pena por infração. A punição precisa ser rigorosa o suficiente para impedir que alguém tente burlar a regra, não é admissível que uma equipe possa ser permitida a arriscar uma ilegalidade sabendo que, mesmo pagando uma pena, levará vantagem.

Então, que altere-se o tamanho da punição. Em vez de 10s, que o piloto fique 20 ou 30s retido nos boxes, ou que só seja permitido retornar à pista ao final do pelotão, em último lugar. Do modo como a regra está, ser infrator pode ser bom negócio. Nico Rosberg, segundo colocado em Marina Bay, que o diga.

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Alonso cortou chicane, mas não se beneficiou

Na largada do GP de Cingapura, Fernando Alonso ganhou três posições, saltando de 15º para 12º. Até aí, nada de mais. O problema é que, para evitar um toque com a Williams de Kazuki Nakajima, o espanhol andou cortando uma chicane.

Os comissários, no entanto, nem investigaram o caso, justificando que o espanhol não levou vantagem com a manobra. Confira abaixo.


1) Alonso está disputando posição com Jenson Button. David Coulthard, que também havia largado à sua frente, já ficou para trás. É ele o carro escuro atrás da Honda de Button. Mark Webber está na parte externa da curva, atrás da linha branca. Ou seja, até aqui, Alonso já ganhou duas posições e está disputando uma terceira.

2) O espanhol fica sem traçado para completar a manobra sobre Button, já que Nakajima, à frente, está fechando o espaço na chicane.

3) Alonso escapa pela chicane e ultrapassa também a Williams de Nakajima.

4) O espanhol está à frente de Nakajima, mas começa a reduzir para que o japonês recupere a posição.

5) Com a redução, Nakajima já está à frente de Alonso novamente. Mais embalado, Webber (sobre a faixa verde) tenta também ganhar a posição.

6) Mas Alonso faz o traçado interno na curva seguinte e divide com Webber, levando a melhor.

Posto tudo isso, fica claro que Alonso, embora tenha de fato cortado a chicane, não levou vantagem. Escapou para não bater, depois reduziu, devolveu a posição que havia ganho indevidamente e tocou a vida adiante.

Em resumo: sem polêmicas.

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O funcionamento do "pirulito eletrônico"


Citei no post das rapidinhas do GP de Cingapura que a liberação dos carros da Ferrari é eletrônica, o que gerou alguns e-mails de leitores querendo mais informações sobre o funcionamento. Assim, catei uma explicãção de Stefano Domenicali, diretor da equipe italiana, detalhando como o artefato funciona.

“Quando a mangueira de combustível é conectada ao carro, uma luz vermelha se acende. Em um certo momento, uma luz amarela pisca indicando ao piloto que ele precisa estar preparado. Então, assim que a mangueira é retirada, a luz fica verde a menos que o mecânico que controla o pit stop a desabilite manualmente, caso haja alguém passando no pit lane e ele precise segurar o carro por mais um tempo.”

Assim, fica claro. Há um sensor e o carro é liberado automaticamente, a menos que o mecânico-chefe perceba que precisa manter o carro no pit. Só nestes casos ele passaria a controlar a luz manualmente.

Ou seja: a luz verde só aparece de forma manual caso seja necessário segurar o carro na pista. Num problema como o de hoje, no qual o verde apareceu antes da hora, o problema foi eletrônico. A menos que o mecânico-chefe já tivesse passado para o modo manual antes, o que parece pouco provável.

Para ler a declaração original de Domenicali, clique aqui.

Atualização: Seixas e Ico informam que a Ferrari mudou o procedimento do pirulito eletrônico para manual por ser um pit stop confuso e com muitos carros no pit lane, justamente pare evitar novos problemas. Isso explica o caso e, ao mesmo tempo, prova que a emenda dos italianos saiu pior do que o soneto.

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Felipe não depende mais somente de si


A patuscada da Ferrari hoje, durante o reabastecimento de Felipe Massa no GP de Cingapura, saiu bastante caro para o piloto brasileiro. Sem marcar pontos e vendo Lewis Hamilton em terceiro lugar, Felipe agora tem sete pontos de desvantagem para o inglês na classificação do mundial de pilotos.

Restando três corridas para o final, o piloto da Ferrari precisará agora torcer contra o adversário para ter chances de ser campeão. Ainda que vença todas as etapas, basta a Hamilton chegar sempre em segundo lugar para garantir o título mundial. Desta maneira, Felipe descontaria apenas seis pontos e o piloto da McLaren seria campeão do mundo por um ponto.

Além das vitórias necessárias, a chance da Ferrari em ainda ser campeã está em Kimi Raikkonen. Caso o finlandês escolte Felipe Massa, chegando em segundo lugar e relegando Lewis ao terceiro posto em pelo menos uma das três etapas restantes, o campeonato voltaria a sorrir para o brasileiro.

Kimi ainda pode ser campeão, mas as chances são matemáticas. Basta a Hamilton marcar um quinto lugar nas próximas três corridas para alijar o finlandês da disputa. É preciso descontar 27 pontos em 30 possíveis, uma missão tão complicada quanto a do ano passado, quando descontou 17 em 20 e tornou-se campeão.

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800º GP: Alonso entra para a história


Não bastasse ter ganho o primeiro GP noturno da história da Fórmula 1, Fernando Alonso colocou-se também no hall dos vencedores das corridas centenárias da categoria. O GP de Cingapura foi a 800ª prova válida pelo Mundial de F1, e com tal conquista o espanhol juntou-se a outros grandes nomes como Jackie Stewart, Nelson Piquet, Niki Lauda e Stirling Moss.

Curiosamente, a Ferrari, maior vencedora da F1, continua sem ter chegando em primeiro em um GP redondo.

Confira um pouco da história dos GPs centenários e, abaixo, a lista de vencedores:

100º GP – Alemanha/1961: Stirling Moss, Lotus
200º GP – Mônaco/1971: Jackie Stewart, Tyrrell
300º GP – África do Sul/1978: Ronnie Peterson, Lotus
400º GP – Áustria/1984: Niki Lauda, McLaren
500º GP – Austrália/1990: Nelson Piquet, Benetton
600º GP – Argentina/1997: Jacques Villeneuve, Williams
700º GP – Brasil/2003: Giancarlo Fisichella, Jordan
800º GP – Cingapura/2008: Fernando Alonso, Renault

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Positivo e Negativo: Cingapura

Positivo: Fernando Alonso. Teve sorte com a estratégia do Safety Car, mas mesmo assim, fez uma corrida excepcional. Saltou de 15º para 12º na largada, atacou Trulli numa pista quase impossível de ultrapassar e foi perfeito quando assumiu a liderança. Já tinha mais de 25 segundos de vantagem quando o Safety Car entrou pela segunda vez. Vitória merecida, Alonso está de volta!

Negativo: Ferrari. É necessário explicar os motivos?

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Rapidinhas – GP de Cingapura


- E a roda da fortuna do GP de Cingapura premiou, quem diria, Fernando Alonso. Do desespero de ontem ao ver seu carro parado na classificação ao êxtase de hoje com uma vitória histórica. Uma daquelas viradas que só o esporte é capaz.

- Mas a vitória de Alonso, é bom que se diga, deve-se não apenas a sua competência, mas também a um tanto de sorte. O Safety Car entrou na pista na hora exata para que o espanhol ficasse em boa situação e pudesse dar à Renault sua primeira vitória em dois anos.

- Luiz Alberto Pandini cunhou, há alguns anos, a máxima “Prefiro um GP de F 1 monótono de verdade a uma corrida emocionante de mentira”, que nunca foi tão verdadeira quanto hoje. A esdrúxula regra de fechamento dos boxes durante a entreda do Safety Car, implementada no ano passado, transformou as corridas em loterias. Fomos privados, hoje, de assistir a uma disputa palmo a palmo pela vitória entre dois aspirantes ao título. Em seu lugar, um show menor, um passeio de carros lentos segurando os favoritos. Isso pode ser show, mas esporte não é.

- A tal regra de box fechado é utilizada há bastante tempo em outras categorias de peso, como a Indy ou a Nascar norte-americana. Porém, sua implantação na Fórmula 1 não funciona da mesma maneira por um motivo bastante simples: o número de pit stops. Se nos ovais americanos cada carro faz quatro, cinco e até seis pit stops por corrida, na F1 são apenas dois ou três, às vezes um. O reflexo disso é a influência direta no resultado. Jogar com um pit stop vantagem entre quatro ou cinco não faz tanta diferença. Agora, quando o pit stop em questão pode ser o único da prova, a vantagem do beneficiado é ainda maior.

- De toda forma, é sempre positivo ver um piloto da qualidade de Alonso voltando a vencer, assim como ver a tradicional Williams emplacando um segundo lugar novamente, com Nico Rosberg. Porém, seria muito melhor que isso tivesse ocorrido dadas as circunstâncias em pista e não apenas porque o Safety Car entrou, fortuitamente, no momento em que lhes era vantajoso.

- Lewis Hamilton hoje, se não foi brilhante, foi extremamente eficiente, garantindo um terceiro lugar e fugindo à tentação de uma briga kamikaze com Nico Rosberg nas voltas finais. Lewis está amadurecendo e assumiu hoje o favoritismo ao título mundial.

- Felipe Massa, por sua vez, teve dois momentos na prova. Um excelente, dominando a corrida e dando pinta de que venceria com alguma facilidade. Mas outro péssimo, depois do erro da Ferrari de liberá-lo à pista no pit stop sem que a mangueira estivesse totalmente desconectada. O brasileiro voltou no fundo do pelotão, tentou uma recuperação, mas foi pífio. Saiu da pista, errou, rodou e chegou em 13º. Dificilmente teria feito algo muito melhor ainda que não tivesse errado, pois Kubica, que andava próximo, ultrapassou e não errou, chegou apenas em 11º. Mas ainda assim, tantas escapadas e poucas ultrapassagens não são dignas de quem quer ser campeão.

- Importante lembrar que, diferentemente do que se disse na transmissão da televisão, quem aciona a luz verde na saída dos pit stops da Ferrari não é o mecânico-chefe, mas sim um dispositivo eletrônico posicionado no bocal de combustível. Assim que o sistema detecta que a mangueira começou a ser retirada, o sensor envia um sinal informando o piloto que deve arrancar.

- Provavelmente a Ferrari aposentará tal dispositivo a partir da próxima corrida. Ainda que já esteja sendo utilizado desde o final do ano passado, os problemas causados pelas luzes já superam e muito os benefícios de centésimos de segundo que a inovação poderia trazer. Além do risco de incidentes como o de hoje, há também o problema de liberação do piloto à pista. Tal comando deve ser dado por um mecânico, que tem condições de observar se há outro carro passando pelo pit lane e só autorizar a saída do piloto quando houver condições de segurança. Hoje, Felipe quase bateu com Adrian Sutil novamente, tal qual em Valência.

- Aliás, aguardo entender os motivos do stop & go drive through aplicado a Felipe Massa pelos comissários. No sucinto comunicado pela TV, a punição ocorreu por “saída perigosa dos boxes”. Se o entendimento foi que a saída com a mangueira jorrando combustível foi perigosa, tudo ok. Agora, se a punição foi aplicada pela saída sobre Adrian Sutil, entendo que o brasileiro deveria ter sido penalizado também no GP da Europa. Os comissários precisam adotar um mínimo de coerência para evitar suspeitas recorrentes de favorecimento a A ou B por motivos políticos.

- Para terminar o dia de lambanças da Ferrari, Kimi Raikkonen bateu nas últimas voltas quando era quinto e perdeu a chance de marcar pontos. Por sinal, foi a primeira vez desde o GP da Austrália de 2006 que os dois carros italianos ficaram sem marcar pontos. A seqüência de 46 corridas na zona de pontuação foi a segunda maior da história da Fórmula 1, perdendo apenas para as 55 corridas nos pontos da própria Ferrari entre os GPs da Malásia de 1999 e 2003.

- Além da quebra de seqüência, a falta de pontos trouxe outro gosto amargo para a Ferrari: a perda da liderança no mundial de construtores. A McLaren, que já foi terceira, passa a liderar com 135 pontos, um à frente. Sorte dos italianos que Heikki Kovalainen consegue ser ainda menos eficiente que Kimi Raikkonen. Péssimo ano para os finlandeses.

- Outros destaques da prova: Timo Glock, com um ótimo quarto lugar para a Toyota, e Sebastian Vettel, quinto colocado com a Toro Rosso.

- Rubens Barrichello parou com o carro quebrado logo no começo, depois do Safety Car provocado por outro brasileiro, Nelsinho Piquet. O piloto da Renault rodou, bateu, viu seu companheiro vencer graças a seu erro e chegou aos boxes com a expressão de quem sabe que perdeu o emprego.

- Agora sete pontos à frente de Felipe Massa, Hamilton começa a encaminhar o título mundial. Basta chegar em segundo nas próximas três corridas que o título estará garantido. Se tiver cabeça e não sofrer quebras mecânicas, leva o caneco.

- Maranello vai ferver amanhã. Stefano Domenicali que se cuide.

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Clique fantástico


Acabei de ver no Continental Circus esta imagem, retratando com perfeição o drama vivido por Fernando Alonso na classificação de hoje em Cingapura.

O desespero do espanhol é compreensível. Piloto de ponta, bicampeão, acostumado a vitórias e a grandes desafios, vive uma temporada apagada numa equipe medíocre. Não sobe ao pódio, não briga por vitórias, luta para, no máximo, chegar em quinto. Quando dá. As portas das grandes equipes estão fechadas até pelo menos 2010 e seu futuro é nebuloso.

Dadas todas estas circunstâncias, uma eventual pole ou pódio em Marina Bay seria uma lufada de ar fresco em seu inferno particular. Quem sabe um ânimo para seguir em frente e acreditar que em breve voltará a brigar pela ponta.

E uma bomba de combustível acabou com tudo.

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Rapidinhas da classificação – Cingapura


- Felipe Massa, pole position, sobrou no treino de classificação em Cingapura. Com uma volta espetacular nos minutos finais, ficou mais de meio segundo à frente de Lewis Hamilton.

- O inglês fez um treino bastante irregular. Terceiro na primeira fase e décimo na segunda – por muito pouco não ficou de fora da fase final -, recuperou-se na superpole com uma ótima volta no último minuto, tirando a primeira posição de Felipe Massa.

- Mas o brasileiro, endiabrado, pulverizou todas as parciais e retomou a pole para si numa volta alucinante. “A stunning lap”, nas palavras de Rob Smedley pelo rádio.

- A reação de surpresa do engenheiro pode apontar para uma diferença não tão grande de combustível, o que facilmente explicaria uma performance tão arrasadora. Sobrou a Ferrari, sobrou Felipe ou faltou peso no carro? Amanhã, a resposta.

- Kimi Raikkonen, com o interruptor desligado, foi o terceiro. A largada da corrida será decisiva e as duas Ferrari podem se ajudar. Já Hamilton não poderá contar com a ajuda de seu companheiro. Heikki Kovalainen, decepcionante, sai apenas em quinto.

- Enfiada entre os líderes, em quarto, está a BMW de Robert Kubica, eficiente como sempre. Seu companheiro Nick Heidfeld é o sexto.

- Sebastian Vettel, o “puto maravilha” (como o chamam nossos amigos lusitanos), ameaçou uma grande posição de largada, mas ficou apenas em sétimo. Ainda assim, está bom demais, considerando que os outros três pilotos Red Bull ficaram bem para trás: Webber 13º, Coulthard 14º e Bourdais 17º. O garoto é realmente fenomenal.

- Kazuki Kakajima foi a agradável surpresa da classificação, entrando pela primeira vez no grupo dos 10 da superpole. Sai em décimo, uma posição atrás de seu companheiro Nico Rosberg. Aliás, desde o GP de Mônaco de 2006 não acontecia de duas Williams saírem entre os dez primeiros.

- Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello, mais uma vez, caíram na primeira fase do treino. O piloto da Renault sai em 16º e o da Honda, em 18º.

- Fernando Alonso larga somente em 15º e teve praticamente um ataque de nervos ao descer do carro. A decepção é compreensível. Tinha grandes chances de largar numa ótima posição e foi vítima de uma quebra no carro antes mesmo que pudesse completar sua primeira volta rápida na segunda fase da classificação.

- Em tese, Felipe Massa tem meia corrida na mão. Se mantiver a ponta na largada, dificilmente deixará de vencer a prova. Pista estreita, ninguém deve passar ninguém. A exceção, é claro, está na variável do Safety Car. Em caso de entrada, deve embaralhar a corrida.

- O visual do circuito de Marina Bay é impressionante, com os carros passando inclusive por baixo de arquibancadas. Genial. Mas, com a iluminação do circuito de Losail na MotoGP na cabeça, achei a pista até um pouquinho escura. No Qatar, tinha-se a impressão de que era praticamente dia. Mas talvez seja apenas uma questão de regulagens de câmera.

- Reta final de campeonato empolgante. A McLaren dará o troco amanhã?

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