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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Rapidinhas – GP de Mônaco

- Vitória de Lewis Hamilton, numa grande corrida, provavelmente a melhor da temporada. O inglês soube recuperar-se de um erro logo no começo da corrida, quando danificou um pneu depois de um toque no guard-rail na curva Tabac, e aproveitou-se da melhor estratégia para vencer com autoridade.
- Felipe Massa foi o piloto mais rápido na chuva, chegando a abrir impressionantes 13 segundos sobre os demais nas primeiras voltas, mas perdeu a vantagem com a entrada do Safety Car, errou quando pressionado por Robert Kubica e acabou perdendo a ponta. Mesmo assim, poderia ter vencido, não fosse o erro de estratégia da Ferrari. Encher o tanque do carro faltando mais de 40 voltas para o fim, além de deixá-lo exposto a retardatários, foi um plano muito pouco inteligente. Minha impressão foi de que a Ferrari deu Hamilton como vencido após seu pit stop fora de hora e não percebeu a grande corrida que o inglês vinha fazendo.
- A equipe italiana errou como nunca hoje. Não ter montado os pneus de Kimi Raikkonen dentro do tempo regulamentar antes da largada, erro primário, arruinou a corrida do finlandês, obrigado a um drive-trough logo nas primeiras voltas. É fato que Kimi também não colaborou, em um fim de semana completamente sem brilho e encerrado com um acidente esquisito com Adrian Sutil.
- O alemão da Force India era o grande destaque da corrida, levando o carro mais fraco da Fórmula 1 a um brilhante quarto lugar até as últimas voltas, quando foi atropelado por Raikkonen, que perdeu o controle do carro quando pisou no freio na tomada da Chicane do Porto. Deu pena do rapaz.
- Kubica também foi brilhante na corrida, levando a BMW a um merecido segundo lugar. Não intimidou-se quando pressionado por Massa depois de assumir a ponta e também não deu moleza na última relargada, nos minutos finais da corrida. Seu companheiro Heidfeld, no entanto, fez mais uma corrida apagada. O alemão não vem bem em 2008.
- Mark Webber, bom de treino e bom de chuva, marcou um bom quarto lugar com a RBR, enquanto David Coulthard bateu mais uma vez. De longe, o escocês vive a pior temporada de sua carreira.
- Rubens Barrichello, que também vem mal, hoje espantou a zica e encerrou o jejum de 22 corridas sem pontuar, chegando em sexto. Fez uma prova correta, mas nada especial. Chegou atrás da Toro Rosso de Sebastian Vettel, por exemplo, que saiu da última fila. Mas foi melhor que Button, que hoje bateu logo no começo da corrida, andou o tempo todo lá atrás e no fim ainda foi abalroado por Heikki Kovalainen.
- Apesar de oitavo, Heikki foi outro que fez uma prova ruim. Seu carro apagou na volta de apresentação e teve de largar em último, mas em uma corrida tão cheia de alternativas, um ponto foi muito pouco para quem guia uma McLaren.
- Seca pimenteira que sou, apostei ontem que Nico Rosberg poderia surpreender numa corrida com chuva. Pois logo na primeira volta o alemão bateu na traseira de Alonso, mais tarde perdeu outro bico e terminou a corrida na parede dos Esses da Piscina. Uma corrida decepcionante.
- Mas o troféu vaca louca vai para outro alemão, Timo Glock, que conseguiu errar ainda mais do que Rosberg nas 76 voltas da prova.
- Nelsinho Piquet foi outro que bateu e abandonou, mas por culpa da troca para pneus slick em momento indevido. Pelo que se pôde perceber pelo rádio, a idéia infeliz foi da equipe, que já tinha feito o mesmo com Fernando Alonso, que também saiu sambando na pista. Nelsinho, pelo menos, errou bem acompanhado.
- Alonso, por sinal, esteve irreconhecível. Rodou, bateu, escapou e ainda tentou uma ultrapassagem impossível sobre Nick Heidfeld na Loews. Acabou com sua corrida e também destruiu a do alemão, que já não vinha bem.
- Com a vitória de hoje, Hamilton espanta a fama de “só vencer quando sai da pole position”. Foi a mais difícil das seis vitórias do inglês até aqui, conquistada na base da estratégia, da velocidade e da inteligência. Quase colocou a corrida a perder quando bateu na Tabac, mas a McLaren pensou rápido, modificou sua estratégia, e Lewis voltou para vencer com autoridade. Não ultrapassou ninguém na pista, é verdade. Mas é Mônaco.
- O resultado tornou o campeonato embolado e imprevisível. Raikkonen perdeu toda a vantagem que tinha e o GP do Canadá, que também pode ser favorável para a McLaren, pode mudar completamente o cenário daqui a quinze dias. Hamilton lidera com 38, Kimi é segundo com 35, Felipe tem 34 e Kubica – olho nele! -, 32.
- Seis corridas, duas vitórias para Hamilton, duas para Kimi e duas para Massa. Com apenas seis pontos separando o líder do quarto colocado, a temporada vem sendo bem mais equilibrada do que se imaginava. No campeonato passado, tido como um dos mais disputados da história, Hamilton liderava com oito pontos de vantagem para o segundo depois de seis corridas. E tinha 21 pontos para o quarto colocado.
- Apesar de ter o carro dominante da temporada, a Ferrari pode tropeçar outra vez no Canadá, corrida que normalmente também é cheia de acidentes e entradas do Safety Car e exige raciocínio rápido dos engenheiros estrategistas. Se a McLaren ganha outra com as Ferrari lá atrás, o campeonato terá um segundo semestre muito divertido.

Tags: GP de Mônaco
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Pancadão do Coulthard
Para quem não viu, imagens do acidente de David Coulthard na classificação ontem.
Repararam no pneu batendo em seu capacete?
Rapidinhas da classificação – Mônaco

- Felipe Massa, surpreendentemente, foi o melhor da classificação em todas as fases do treino. Pole position mais do que merecida, talvez a mais importante da carreira até aqui. Primeiro, por todos esperarem um domínio da McLaren, que não aconteceu. Segundo, pela forma dominante como ocorreu, batendo todos os concorrentes em todas as fases. Depois, por ter sido em uma pista na qual ele tradicionalmente não se dá bem. Como já disse algumas vezes, Felipe não é gênio. Mas é um exemplo de superação.
- Kimi Raikkonen, que sempre anda forte em Monte Carlo, não conseguiu ser superior a Felipe e larga em segundo. Pode ser diferença na estratégia? Pode. Mas pole em Mônaco é meia vitória. Se não chover ou não houver nenhum imprevisto com o Safety Car, o brasileiro deve levar a corrida. Seria uma vitória para esquentar o campeonato.
- Dupla da McLaren sai na segunda fila, com Lewis Hamilton em terceiro e Heikki Kovalainen em quarto. Pelo que a equipe havia demonstrado nos treinos livres, foi pouco.
- Robert Kubica é o quinto com a BMW, num final de semana no qual a equipe não vinha bem. Nick Heidfeld, em pleno inferno astral, sai apenas em 13º.
- Williams é a grande surpresa do final de semana. Nico Rosberg andou sempre entre os mais rápidos e larga em sexto. E, se chover, é nele em que aposto para a vitória. Monte Carlo com chuva é zebra na certa, e nenhuma zebra seria melhor que um retorno da Williams ao topo do pódio.
- Fernando Alonso, com um carro muito ruim no principado, ainda assim conseguiu vaga entre os dez primeiros, sai em 7º. Um verdadeiro feito. Não por menos, é um bicampeão mundial.
- Nelsinho Piquet, cada vez mais na berlinda, foi apenas 17º, à frente apenas de uma Toro Rosso e das duas Force India. Mas verdade seja dita, a Renault não vem bem. Na primeira classificação, Alonso foi 13º, somente três décimos mais rápido que o brasileiro.
- Rubens Barrichello sai em 15º, prejudicado pelo acidente de David Coulthard em sua volta mais rápida. Mesmo assim, precisava melhorar sete décimos para chegar à superpole, o que dificilmente conseguiria. O brasileiro ainda pode sofrer punição por ter bloqueado Giancarlo Fisichella na primeira parte do treino. A conferir.
- O companheiro de Rubens, Jenson Button, é o 12º.
- Fisichella, em seu GP de nº 200, larga em 20º. Pode ser a última posição, mas pelo menos o número combina.
- Que beleza ver os carros escapando de traseira e trabalho dos pilotos para corrigi-los em Mônaco. Nesta prova os pilotos sentirão bastante a falta do controle de tração. Em 78 voltas, muitas escapadas devem acontecer. E alguns podem ir parar no guard-rail.
- Terceira pole de Felipe em seis corridas. Se ocorrer a terceira vitória, o brasileiro passa a ter vencido metade das corridas do ano. O campeonato vai ganhando contornos muito interessantes.

Tags: GP de Mônaco
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Nelsinho: casco especial em Mônaco

Nelsinho Piquet preparou um topo especial para seu capacete, em alusão a seu primeiro GP de Mônaco. Na gota superior do casco, pintou a bandeira de Mônaco com o traçado desenhado por cima, preenchido com a bandeira do Brasil.
Só falta saber se a homenagem vai trazer bons resultados.
Fisichella 200

Fabricio Passos envia e-mail para avisar que Giancarlo Fisichella está comemorando em Mônaco seu 200º Grande Prêmio disputado. E, para isso, preparou um capacete e um macacão especial, em tons de negro e dourado.
Um tanto estranho para nós, da cultura ocidental, alguém utilizar a cor negra para comemorações, já que é algo que normalmente sugere luto ou tristeza. Mas o italiano deve ter seus motivos. E ficou bonito.
Vitória de Senna em Mônaco

Não, não voltamos 15 anos no tempo. Bruno Senna venceu hoje cedo a primeira etapa de Mônaco na GP2. E não foi uma vitória casual nem pouco brilhante… pelo contrário. O brasileiro largava em segundo, saltou melhor que Pastor Maldonado, assumiu a ponta e venceu com autoridade. Do jeitinho que seu tio costumava fazer no principado.
O fato é que a vitória tem significados especiais, não só pela forte relação do nome Senna com o GP de Mônaco, mas também pelo quanto ela torna sólido o caminho de Bruno em direção à F1. Só pelo sobrenome, ele já seria naturalmente cotado para estar na categoria. Mas a isso era preciso adicionar resultados. E eles estão aparecendo, com regularidade e em corridas difíceis. Vencer em Mônaco não é para qualquer um.
Certamente, Bruno vai parar na F1 em breve. Se vai fazer bonito, não sei. Mas eu, que não dava um tostão furado pelo garoto há alguns anos, hoje dou o braço a torcer. Ele não é apenas um parente de campeão brincando de automobilismo. É piloto de ponta.
Tags: Bruno Senna, GP de Mônaco, GP2
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Casco especial para Raikkonen

Kimi Raikkonen, como de hábito, trouxe para Mônaco uma pintura especial para seu capacete. A base negra foi substituída por branco, com alguns desenhos em preto.
O tema do casco segue o mesmo, mas com nova distribuição de cores. Não consegui nenhuma imagem mais detalhada para compreender melhor os desenhos, mas me parece ter ficado bacana pacas.
Aerofólio negro

Novidade na Ferrari em Mônaco. A Etihad Linhas Aéreas, patrocinadora da equipe desde o começo da temporada, decidiu passar a exibir seu logo em um fundo preto. Provavelmente, para evitar uma associação indevida com a Emirates Airlines, sua principal concorrente e que tem sua identidade visual intimamente ligada à cor vermelha.
Assim, a parte posterior do aerofólio traseiro da equipe passa a ser negro, como já fora de 1983 a 1992, com patrocínio da Goodyear. A parte frontal, no entanto, segue vermelha, com o código de barras da Marlboro.
Tags: Ferrari, GP de Mônaco
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A bigorna da Williams

A Gazzetta dello Sport fez uma bela animação 3D detalhando o funcionamento da “bigorna” que a Williams vai estrear em Mônaco. Além de bem produzida, bastante didática.
Eu recomendo. Para ver o vídeo, clique aqui.
Tags: GP de Mônaco, Williams
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Causos de Mônaco: Quase não chegou ninguém…

O principado de Mônaco comemorava em 1982 a 40ª edição do mais famoso Grande Prêmio de Fórmula 1. Como sempre, uma corrida polêmica, com pilotos e chefes de equipe reclamando do traçado anacrônico, sinuoso, cheio de guard-rails que aprisionavam a potência de seus carros, mas que depois posavam felizes e sorridentes ao lado do Príncipe Rainier e de sua esposa Grace Kelly. Sim, há tempos a Fórmula 1 é cínica e hipócrita.
Um travo amargo acompanhava aquela corrida, o primeiro final de semana sem Gilles Villeneuve, morto nos treinos para a etapa anterior, na Bélgica. Era a sexta prova de um campeonato ainda sem favoritos claros e com a categoria abalada pela perda de um de seus maiores astros.
Nos treinos, como de hábito em 1982, domínio da Renault, que marcou sua quinta pole position em seis corridas, dessa vez com René Arnoux. Seu companheiro Alain Prost saía em quarto, atrás da Brabham de Riccardo Patrese, segundo, e da Alfa Romeo de Bruno Giacomelli, terceiro.
Na largada, Arnoux pulou na ponta e abriu vantagem rapidamente. Patrese largou mal, caindo para terceiro e perdendo mais uma posição para Prost logo na abertura da segunda volta. Confirmando o favoritismo da Renault, o francês ultrapassou também Giacomelli na Saint Devote na quarta volta, confirmando a dobradinha dos franceses na liderança.
A corrida seguia monótona na frente, até Arnoux errar e rodar nos esses da Piscina, na 15ª passagem. Prost herdou a primeira posição e caminhava tranqüilo para sua terceira vitória na temporada. Até que, a três voltas do fim, começou a chover. E iniciou-se um Deus nos Acuda até hoje sem par na história da Fórmula 1.

Não era um temporal, apenas uma chuva fina, mas suficiente para transformar o asfalto monegasco em um verdadeiro sabão. E então Prost, com sua tradicional hidrofobia, perde a traseira na saída da Chicane do Porto, vai parar nos guard rails e dá adeus a uma fácil vitória a duas voltas e meia do fim.
Riccardo Patrese assume a ponta e provavelmente venceria a corrida, mas roda na Loews na penúltima volta. As câmeras de televisão passaram a focar a Ferrari de Didier Pironi, novo líder, mesmo com o bico do carro avariado. O francês abre a última volta e encaminha-se para a vitória, até que começa a arrastar-se sem combustível na entrada do túnel. Pironi pára desolado e ninguém mais entende o que está acontecendo. Quem é o novo líder? Alguém vai vencer esta corrida?
As câmeras começam a procurar a Alfa Romeo de Andrea de Cesaris, mas quando chegam nele, já é tarde. O italiano está parado na subida para o Cassino, também sem combustível. O diretor de imagens já nem sabe o que mostrar a exibe a Williams de Derek Daly, também encostando na La Rascasse. Daly estava uma volta atrás, mas a essa altura ninguém mais sabia quem estava em qual posição.
Finalmente a transmissão se acha e exibe o novo-velho líder: Riccardo Patrese. Mesmo tendo aberto a última volta quase um minuto atrás de Pironi, é dele novamente a liderança do GP de Mônaco. O italiano completa a corrida, cruza a linha de chegada timidamente, lamentando muito a rodada que, julgava ele, havia feito com que perdesse a vitória.
No túnel, Pironi pede uma carona para retornar aos boxes e Patrese encosta sua Brabham. O francês abraça-se ao santoantônio, dá tapinhas no capacete do italiano e o congratula: “parabéns, vencedor”. Só ali Patrese soube que, quase sem querer, havia vencido pela primeira vez na Fórmula 1.

O resultado da corrida maluca: Patrese em primeiro, mesmo rodando na penúltima volta. Pironi em segundo, mesmo com o bico avariado e sem gasolina. De Cesaris terceiro, também sem gasolina. Uma volta atrás, cruzam a linha as Lotus de Elio de Angelis e Nigel Mansell, quarto e quinto. Em sexto, Derek Daly, que parara na Rascasse com o carro todo quebrado. Prost, mesmo batendo a duas voltas e meia do fim, foi sétimo.
Ainda que com dez classificados ao final, apenas cinco carros efetivamente receberam a bandeira quadriculada na corrida em que, por pouco, não aconteceu de ninguém chegar ao final.
Tags: GP de Mônaco
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Todo mundo tá feliz
Desde o último final de semana em Mônaco, circulam rumores de que a equipe McLaren estaria dividida em alas pró-Alonso e pró-Hamilton. Apesar de achar isso um certo exagero, o Marcelo Gasparini me enviou uma imagem que mostra que, se não há divisão, pelo menos nem todo mundo ficou feliz com a vitória do espanhol no principado.
Equipe feliz, mecânicos e engenheiros alegres cumprimentando Alonso… mas opa! Vejam a expressão daquele mecânico à direita.

Com cara de quem comeu e não gostou, o mecânico parece não estar muito satisfeito com o que aconteceu na corrida.
A expressão dele, entretanto, contrasta com a do sempre alegre Ron Dennis. Suas feições de satisfação e felicidade com mais uma vitória contagiaram a todos na cerimônia do pódio.

Se o patrão está feliz, como pode-se observar, então está tudo bem.
Tags: GP de Mônaco, McLaren
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Mudança de opinião
Dados os novos fatos, com a revelação de que a McLaren alterou a estratégia de corrida de Hamilton para favorecer Alonso, é preciso reavaliar o que disse ontem.
Se o inglês estava com estratégia de apenas uma parada nos boxes, o tempo obtido para o segundo lugar no grid, a menos de 0.2s do pole Alonso, foi um feito e tanto. Mais que isso. Seu ritmo de corrida, que mesmo com o carro mais pesado não deixou o espanhol abrir mais do que 4 segundos no momento de sua primeira parada, mostra que Hamilton venceria o GP de Mônaco até com alguma facilidade.
A alteração de tática da McLaren explica o desequilíbrio do novato a partir da metade da prova, tentando descontar a diferença e andando mais que o carro.
Hamilton foi genial em Monte Carlo. E deixo aqui a correção da minha má avaliação de ontem.
McLaren: vitórias em 4 atos

As quatro imagens acima representam quatro momentos diferentes da história da equipe McLaren e possuem significados muito especiais.
A primeira é de Bruce McLaren, o fundador da equipe, no GP da Bélgica de 1968. Foi a primeira vitória da McLaren na história da Fórmula 1.
A segunda é de Alain Prost, em Mônaco, 1986. Vinte anos depois da fundação, a equipe chegava à sua 50ª conquista numa temporada muito diferente. Depois de dominar a Fórmula 1 por dois anos consecutivos, a equipe já não possuía o melhor equipamento e brigava de forma desigual contra as Williams, dotadas de possantes motores Honda turbo. Mesmo assim, Prost foi campeão. Retrato de um momento difícil para o time, mas que terminou em glória.
A terceira mostra Ayrton Senna vencendo o GP do Brasil de 1993. Foi uma das mais emocionantes vitórias de toda a história da equipe. Carregada de significados, foi a 100ª conquista da McLaren na Fórmula 1, mas também foi uma das últimas de Senna pelo time e representava um momento de transição. Depois de quatro títulos consecutivos, a equipe perdera os motores Honda no ano anterior e vivia uma situação inglória de equipe-cliente da Ford. Uma vitória inesperada, suada, e que simbolizou o fim de uma era.
A quarta, e última, é de Fernando Alonso, hoje em Monte Carlo. O espanhol, recém-chegado ao time, marcou a 150ª vitória da McLaren em Grandes Prêmios. Bicampeão do mundo, é aquele em quem Ron Dennis apostou suas fichas para voltar a ser campeão, tentando encerrar um hiato que já dura 8 anos.
Foram apenas duas vitórias, cinco corridas, mas Alonso já escreveu seu nome no livro de ouro da McLaren. Já faz companhia a Bruce McLaren, o dono-fundador-construtor-garageiro, a Alain Prost, tricampeão e com 30 vitórias pela equipe, e a Ayrton Senna, tricampeão e piloto que mais vitórias trouxe para o time inglês. Alguém duvida que novas conquistas virão?
Tags: GP de Mônaco, McLaren
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Segundão

Todos brincam com Rubens Barrichello, mas o verdadeiro segundão da Fórmula 1 atende por outro nome: Lewis Hamilton. Neste GP de Mônaco, o inglês igualou outro recorde: é, juntamente com Nelson Piquet, o piloto que mais vezes consecutivas chegou em segundo lugar, com quatro.
Piquet foi segundo colocado consecutivamente nos GPs de Mônaco, Estados Unidos, França e Inglaterra na temporada de 1987. Hamilton, nos recentes GPs da Malásia, Bahrein, Espanha e Mônaco.
Barrichello, que criou fama sem deitar na cama, conseguiu no máximo três segundos lugares seguidos, em 2004. Feito também já obtido por Alain Prost (duas vezes), Graham Hill, Mike Hawthorn, Fernando Alonso e Riccardo Patrese.
Rapidinhas – GP de Mônaco
- Vitória de Alonso, merecida, entre um bocejo aqui e outro acolá. O espanhol passeou e só não andou mais rápido porque não foi exigido. McLaren sobrou.
- Massa fez o que dava. Não se expôs a erros, sabendo que não passaria mesmo de um terceiro lugar. Inteligente.
- Hamilton começa a apresentar o que é: um principiante. Fez um belo segundo lugar, mas passou o final de semana todo no limite. De longe, foi o piloto que mais erros cometeu, tanto na corrida quanto nos treinos. Precisou forçar muito para conseguir andar no ritmo de Alonso, que não se sentiu ameaçado. Quase terminou a corrida na parede e resolveu sossegar o facho. Mas o saldo final foi positivo, já que nenhum dos erros foi capital. Isso demonstra que Hamilton é, apesar de novato, muito bem preparado.
- Kimi Raikkonen cada vez mais segundão. Se não vencer os GPs do Canadá e dos EUA, vai passar a ser escudeiro de Felipe Massa.
- Escudeiros, aliás, que começaram a aparecer hoje. A largada de Hamilton, visando única e exclusivamente proteger Alonso de Massa, não foi por acaso.
- A temporada atual banaliza os hat tricks. Em cinco corridas, foram quatro. Só o GP da Malásia não teve o mesmo piloto como vencedor, pole position e autor da melhor volta.
- Triste destino da Honda. De exemplo de organização e competência nos anos 80 e 90 para um modelo de bagunça e trapalhadas nos dias atuais. A estratégia maluca da equipe conseguiu destruir com as corridas de Button e Barrichello, que tinham feito boa figura nos treinos. Seus carros chegaram atrás da Toro Rosso de Scott Speed, piloto que, como se sabe, não tem muita intimidade com volante, acelerador, essas coisas.
- Falando em estratégia, ótima corrida da Alex Wurz. O austríaco costuma andar bem no principado (lembram dele tocando rodas com Schumacher em 1998?) e conseguiu um ótimo sétimo lugar. É a Williams destruindo a Toyota na guerra Fábrica versus Cliente.
- Já que a Toyota está na pauta, alguém viu os insossos carros dela na transmissão de hoje sem ser quando levavam voltas?
- Mas nem tudo é fiasco. Mônaco viveu a redenção de Fisichella, que marcou um belo quarto lugar. Redenção que deve ter um segundo capítulo no Canadá, para acabar de vez a partir do GP dos EUA.
- Renault bateu a BMW pela primeira vez no ano.
- McLaren disparou nos construtores.
- Errei até nas previsões de acidentes. Corrida chata!
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Rapidinhas da classificação – Mônaco
- É sempre divertido ver o clima interferindo na disputa. A “superpole” deste GP de Mônaco foi uma das mais emocionantes até hoje.
- Alonso confirma a pole e parte como favorito. Se nada de anormal acontecer, leva o caneco.
- Hamilton quase fez a pole, mas pagou pelo noviciado. Ainda que atrapalhado por Webber em sua volta mais rápida, já tinha cometido um erro na Loews. Novato é assim mesmo. Por isso sempre considerei ingenuidade apostar no garoto como vencedor em Mônaco. Pode até ser que aconteça, mas a experiência sempre falou muito mais alto no circuito monegasco. Andar rápido é uma coisa, andar rápido sem a mínima possibilidade de erros por 78 voltas não é para gente muito nova.
- Massa fez muito mais do que o esperado. Ele não anda bem em Monte Carlo, mas conseguiu ficar a apenas 0.2s da McLaren. Mostrou muita superação e que pode ser rápido em Mônaco sim senhor. Ganha cada vez mais a confiança da equipe.
- Já Raikkonen continua cavando a própria cova. Bastou um erro primário num momento desnecessário para jogar seu final de semana no lixo. E quase acabou com o de Felipe Massa também. Vai levar puxão de orelhas. A menos que chova, não tem chance alguma na corrida.
- Se chover, aliás, pode acontecer qualquer coisa. Até Barrichello e sua péssima Honda passam a ter chances. Por sinal, é elogiável o trabalho do brasileiro este ano. Um belo nono lugar no grid hoje.
- Ferrari pode estar com muito pouco combustível. A volta mais rápida de Massa aconteceu na superpole, algo um tanto incomum.
- Achei muito dura a punição a David Coulthard. Ele atrapalhou Kovalainen em sua volta rápida, mas não me pareceu proposital. Quem saiu lucrando com isso foi Kimi Raikkonen, que ganhou uma posição e sai em 15º.
- Fisichella andando bem, surpreendente. E a próxima corrida é no Canadá, onde ele também costuma ser muito rápido.
- Albers, mais uma vez lanterna, pode estar vivendo seu último final de semana na Fórmula 1. Giedo van der Garde vem aí. Só falta um patrocínio.
- Bolão: quantos acidentes amanhã? Eu aposto em no mínimo três. Albers entre eles.
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Campanha da Red Bull
Muito interessante esta campanha de caridade criada pela Red Bull. Como forma de ajudar uma entidade que cuida de crianças com deficiência na medula espinhal, a escuderia decidiu pintar seus carros no GP da Inglaterra, dia 8 de julho, com um mosaico composto por fotos de pessoas do mundo todo.
Para participar, basta você doar 10 Libras e enviar sua foto pelo site. Ela será estampada em tamanho 2x2cm no carro de David Coulthard ou no de Mark Webber, à sua escolha. O resultado final deve ficar mais ou menos assim.

A intenção da Red Bull é colocar 50 mil rostos em cada carro. Mas eu fico pensando se ela conseguirá tantos participantes assim. Caso não consiga, tenho uma sugestão de imagens que ela poderia usar para preencher os espaços vazios.

Ron Dennis, sujeito cordial e bem-humorado, com seu eterno sorriso contagiante, é um exemplo de bondade e alegria. Sua imagem seria muito importante no incentivo à caridade no mundo todo. Ele, que em Barcelona quase expulsou de seu motorhome jornalistas que liam o Red Bulletin e que ontem confessou ser um admirador do jornalzinho da equipe, adoraria a homenagem.
Não acham?
Ah, sim! O treino!
Um pouco tarde, mas vá lá. Pitacos do treino de hoje.
- Hamilton andou rápido, mas bateu. Tava na hora.
- Alonso sobrando na turma. É favorito.
- Massa foi mal, mas também tinha ido mal nos primeiros treinos em Barcelona. A grande diferença é: na Espanha ele saiu do carro tranqüilo e transparecia confiança. Hoje ele parecia nervoso e perturbado.
- Aquele Kimi veloz que conhecemos está de volta?
- Ferrari metálica ficou bonita.
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