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Um mínimo de sensatez

Espera-se que saia hoje, ou no máximo nos próximos dias, a confirmação da não-realização do GP do Bahrein, etapa de abertura da temporada 2011 da Fórmula 1, programada para 13 de março. O país vive uma crise política, com uma boa parcela da população exigindo democratização e a deposição da família real que governa o país há 40 anos. Mas, dadas as decisões que contrariam o bom senso que costumam sair da cabeça de Bernie Ecclestone, ainda tenho dúvidas se realmente o cancelamento acontecerá.

Bernie só enxerga dinheiro e é justamente isso que está em jogo. Na semana passada, depois de dizer de maneira escrota que “torce para que tudo lá exploda”, o dirigente repassou a responsabilidade à família real barenita, dizendo que é ela quem deve tomar a decisão de confirmar ou cancelar a corrida. O ato de lavar as mãos tem explicação. O governo do Bahrein pagou 40 milhões de Euros à FOM para poder organizar a prova, mais um adicional de 20 milhões para ser a etapa de abertura. Um cancelamento por parte da Fórmula 1 obrigaria a devolução do dinheiro, enquanto que, vindo a decisão do governo local, Bernie não precisaria devolver nem um centavo.

O grande problema é que muito mais coisas estão envolvidas do que apenas a questão financeira. O GP do Bahrein de Fórmula 1 é um capricho do governo local, um sonho que virou realidade em 2004. Uma forma de divulgar o Bahrein para o mundo como uma nação rica, estável, próspera e que pode ser um belo destino turístico. Porém, justamente por isso, na visão da oposição cujos manifestantes exigem a deposição do governo, a F1 é a joia que representa a família real. A realização de uma corrida num momento como este seria uma demonstração de força dos governantes, mostrando para o mundo que a situação no país está controlada. Mas não está. Um evento do porte da F1 seria o palco perfeito para que uma ruidosa oposição xiita mostrasse ao mundo toda a sua força.

Por isso, as chances de protestos e até atentados vitimarem a organização, as equipes e até os jornalistas são grandes. A polícia barenita vem agindo com truculência contra os manifestantes, diariamente fala-se em dezenas de mortos e centenas de feridos. A tensão cresce a cada dia e a escalada de violência pode, sim, atingir a Fórmula 1. Cauteloso, o governo britânico recomendou que cidadãos de seus países não viajem ao Bahrein.

Dado este cenário, a decisão pelo cancelamento (ou, no mínimo, o adiamento) da prova parece óbvia, mas não é assim que funciona a cabeça dos (ir)responsáveis. Bernie não quer devolver 60 milhões ao Bahrein, enquanto que o governo local não quer dar uma demonstração pública de descontrole social. E a Fórmula 1 ali no meio.

Caso todo mundo resolva que a prova deva acontecer, resta acreditar na sensatez das equipes. Se, no passado, times como Ligier e Renault boicotaram o GP da África do Sul em protesto contra o Apartheid, seria bonito ver o mesmo gesto no Bahrein. Mas, como os tempos são outros, as multas são pesadas. E, reféns do dinheiro e do poder, todos podem mesmo acabar correndo em Sakhir daqui a três semanas. Uma situação na qual todos sairiam perdendo.

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ATUALIZAÇÃO: Minutos após a publicação deste post, a BBC noticiou o adiamento da corrida. Felizmente, a sensatez falou mais alto. Ainda há esperança.

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Pilotoons: GP do Bahrein 2010

Os mundialmente famosos Pilotoons de Bruno Mantovani estão de volta. Hoje, a briga de Massa e Alonso pela vitória no GP do Bahrein.

Pilotoons: GP do Bahrein 2010

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Devagar com o andor

A Hispania se arrastou no Bahrein. E tal qual outras chicanes ambulantes históricas, como Forti, EuroBrun ou Andrea Moda, torna-se óbvio que quem está sentado nesses carros está lascado. E, por uma coincidência infeliz, quem está a bordo de um deles é um piloto brasileiro que vive cercado de expectativas: Bruno Senna.

O problema é que não dá para esperar nada dele em 2010. É sua primeira temporada na Fórmula 1, é uma equipe que há até uma semana se achava que nem sequer correria, que finalizou os carros a toque de caixa para embarcá-los ao Bahrein. A quilometragem da Hispania na pré-temporada foi zero. E a equipe nunca tinha construído um carro de F1 na vida, ainda que o projeto tenha sido terceirizado com a Dallara, fábrica que já produziu carros da categoria. Mas o último há dezoito anos.

O carro é cerca de dez segundos mais lento que os mais rápidos. E ainda perde de dois segundos para os mais lentos, Virgin e Lotus. Corre em praticamente em uma categoria própria, devagar e sempre. Bruno Senna não tem chance alguma e os mais atentos ao automobilismo já sabem disso. Mas, mesmo assim, expectativas são criadas de todos os lados.

O Banco Cruzeiro do Sul, que patrocina o piloto, encomendou junto a Eduardo Souto Neto, autor do “Tema da Vitória” da Rede Globo, uma música especialmente para Bruno Senna. Pergunto: música para quê? Para comemorar que ele completou vinte voltas? Ou que chegou em 15º? Nas transmissões pela televisão, Galvão Bueno instigava os telespectadores: “Bruno Senna! Arrepiou ao ver este nome na tela?”. E a própria mãe de Bruno, Viviane Senna, andou traçando comparações infelizes entre ele e seu tio tricampeão:

“Quando Ayrton estreou, com a Toleman, a equipe era péssima; o carro, horrível e pesado, parecia uma carroça.”

A Hispania, tartaruguinha da F1 2010. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)

A Hispania, tartaruguinha da F1 2010.
(Foto: Paul Gilham/Getty Images)

Para começo de conversa, comparar a Hispania com a Toleman só pode ser piada. A equipe inglesa já tinha uma boa estrutura, três anos de experiência na categoria e vinha de resultados consistentes no final da temporada de 1983, com Derek Warwick chegando entre os seis primeiros nas últimas quatro corridas. Um ano antes, o piloto inglês já tinha andado em segundo lugar no GP da Inglaterra. Nem de longe era uma equipe “péssima”, era sim um time em ascensão. E, para piorar, o carro não era nenhuma “carroça”. O anuário daquela temporada, do jornalista português Francisco Santos, elege o Toleman TG184 como “o melhor chassi do ano”. E ainda sublinha, a respeito da grande temporada de estreia Ayrton:

“Nem todo o talento do mundo faz um carro de Fórmula 1 obter resultados se este não tem um mínimo de potencial.”

Talvez Viviane tenha passado a acreditar na imagem mítica de Ayrton Senna, que era capaz de ganhar até com um carro calçado com pneus de madeira. Menos, bem menos. Além disso, nivelar as equipes para comparar a temporada de estreia dos dois só traz uma pressão desnecessária a Bruno. Ou será que alguém espera um show na chuva ou uma quase-vitória em Mônaco?

O fato é que Bruno Senna é apenas um jovem de 26 anos que está iniciando sua carreira. Não foi campeão de categoria alguma de base, mas conquistou vitórias importantes na GP2, passo anterior à F1. Começou tarde, mas demonstra uma facilidade de adaptação e uma grande rapidez no aprendizado. Semelhança com Ayrton Senna, apenas no sobrenome, no físico e nas cores do capacete. Compará-lo com o tio ou procurar semelhanças em suas trajetórias beira a crueldade. Deixem o garoto em paz.

Fica apenas a torcida para que, a bordo de uma – essa sim – carroça, ele não comprometa sua carreira. E que possa receber atenção por ser ele mesmo, não por ser sobrinho de campeão. E que também não se torne uma espécie de Roberto Moreno, excelente piloto que é lembrado apenas pela compaixão da torcida por causa das frias em que entrou.

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Alonso é o 6º a vencer na estreia pela Ferrari

O espanhol Fernando Alonso tornou-se hoje o sexto piloto da história a vencer em sua primeira corrida pela equipe Ferrari. Antes dele, obtiveram tal marca os italianos Luigi Musso e Giancarlo Baghetti, o norte-americano Mario Andretti, o inglês Nigel Mansell e o finlandês Kimi Raikkonen.

Musso foi o primeiro a realizar tal feito, vencendo o GP da Argentina de 1956. Cinco anos depois, o mais incrível deles: Baghetti venceu não só sua primeira corrida pela Ferrari, mas sim sua primeira corrida na Fórmula 1. Desde então, ninguém mais conseguiu repetir a façanha.

Em 1971, Mario Andretti ganhou na África do Sul, em seu primeiro GP pela equipe italiana. Depois de um hiato de 18 anos, foi a vez de Nigel Mansell ganhar o GP do Brasil. E, novamente 18 anos depois, Kimi Raikkonen foi o vencedor do GP da Austrália de 2007, temporada na qual terminou campeão do mundo.

Fernando Alonso, em apenas uma corrida, já inscreve seu nome na história da Ferrari. Resta saber se conseguirá ser campeão, como Kimi.

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Rapidinhas: GP do Bahrein

- Depois de quase um ano e meio sem vitórias, Fernando Alonso reencontrou o alto do pódio hoje no Bahrein. Sua conquista foi praticamente decidida na largada, quando posicionou-se melhor que Felipe Massa na primeira curva e assumiu a segunda posição.

- Alonso foi perfeito durante toda a corrida. Na dificuldade em ultrapassar, mannteve-se próximo o suficiente do líder Vettel para tirar proveito de algum erro do alemão ou de algum problema mecânico. Deu certo.

- Sebastian Vettel, o pole, dominou praticamente toda a prova, mas foi traído por um problema mecânico. A 15 voltas do fim, o motor Renault de sua Red Bull passou a apresentar problemas de potência e ele foi facilmente ultrapassado por Alonso e, logo em seguida, por Massa. No entanto, conseguiu manter ficar na pista e ainda garantiu um quarto lugar, mesmo que rodando cerca de três segundos mais lento que seus adversários.

Alonso comemora sua vitória na estreia pela Ferrari. (Foto: AP Photo/Luca Bruno)

Alonso comemora sua vitória na estreia pela Ferrari. (Foto: AP Photo/Luca Bruno)

- Felipe Massa acabou em segundo e perdeu o primeiro duelo interno na Ferrari, mas não acho que tenha sido um mau resultado. Primeiro porque Alonso é um fora-de-série. Se Felipe andou próximo o tempo inteiro, é porque está em ótima forma. Depois, porque o brasileiro volta de um grave acidente, que ameaçou a continuidade de sua carreira e até de sua vida. Se voltar a correr já era um prêmio, voltar tão competitivo quanto antes é melhor até do que o esperado. Podemos prever uma grande temporada de Felipe.

- Fechando o pódio, Lewis Hamilton. O inglês fez uma boa corrida com a McLaren e superou seu companheiro Jenson Button com alguma facilidade. O atual campeão do mundo fez uma corrida discreta, chegando apenas na sétima posição. Algo me diz que será todo o ano assim.

- O que não deve ficar sempre assim é a briga na Mercedes GP. Nico Rosberg levou a melhor sobre Michael Schumacher, chegando na quinta posição. O veterano que retorna foi sexto, um resultado um tanto apagado. Porém, certamente não vai ser sempre assim. Mesmo aos 41 anos, Schumacher vem aí. É questão de tempo.

- Mark Webber foi outro que despontou. Talvez por causa de um problema de motor – soltou fumaça para todo lado na largada -, andou sempre no meio do pelotão e chegou apenas em oitavo. Pouco se comparado com seu companheiro de equipe, pole position e destaque na corrida.

- Destaque para Vitantonio Liuzzi, nono colocado com a Force India. A equipe até poderia ter um resultado melhor, mas Adrian Sutil se enroscou com Robert Kubica a largada e comprometeu toda a sua corrida. Sutil, por sinal, adora um enrosco. Terminou em 12º.

- Rubens Barrichello fez o que a Williams permitiu, marcando um ponto já na estreia na nova equipe, chegando na decima posição. Nico Hulkenberg, seu companheiro, protagonizou a saída de pista mais esquisita do GP, sambando para todo lado. O garoto é rápido, mas ainda inexperiente.

- Falando em inexperiência, a Hispania e seus pilotos fizeram aquilo que se esperava deles. Karun Chandhok bateu logo na primeira volta e deu adeus à prova. Bruno Senna fez uma corrida tranquila, aproveitando para dar quilometragem ao carro. Abandonou na 19ª volta, com problemas mecânicos.

- Entre as outras novatas, méritos para a Lotus, que conseguiu levar seus dois carros até quase o fim do GP do Bahrein. Heikki Kovalainen foi 15º e Jarno Trulli, 17º. O italiano parou na última volta, provavelmente com pane seca. Mesmo assim, foi uma vitória.

- A Virgin, como se imaginava, quebrou. Lucas di Grassi teve problemas logo nas primeiras voltas, Timo Glock conseguiu andar pouco mais de 15 voltas. A equipe precisa melhorar, e muito, a confiabilidade de seu equipamento.

Vettel dominou 2/3 da corrida, mas foi traído por problemas mecânicos. (Foto: Paul Gilham/Getty Images/Divulgação Red Bull)

Vettel dominou 2/3 da corrida, mas foi traído por problemas mecânicos. (Foto: Paul Gilham/Getty Images/Divulgação Red Bull)

- A prova apresentou uma nova Fórmula 1. A dinâmica da corrida, agora sem reabastecimento, mudou radicalmente. Se por um lado há menos alternativas e alternância de posições, por outro a leitura da corrida ficou mais fácil. E, melhor do que isso, as brigas na pista são sempre verdadeiras.

- Por mais que a ultrapassagem de Alonso sobre Vettel só tenha se consumado em razão de um problema mecânico – sem ele, dificilmente o espanhol conseguiria -, há quanto tempo uma corrida não era decidida com uma ultrapassagem na liderança? De cabeça, confesso que não me recordo.

- Não foi a corrida mais emocionante dos últimos tempos, mas não foi de todo ruim. O circuito de Sakhir é que é um saco. Acredito que a temporada proporcionará GPs bastante interessantes.

- Ferrari comprovou sua superioridade. Red Bull tem chances de encarar os italianos, principalmente por ter um carro mais rápido em classificação, podendo tirar proveito da dificuldade que é consumar uma ultrapassagem. McLaren e Mercedes parecem estar um passo atrás, mas devem encostar no pelotão da frente até o início da temporada europeia.

- Daqui a duas semanas, GP da Austrália, no Albert Park. Um circuito que sempre proporciona ótimas corridas, expectativa de uma prova emocionante.

Resultado do GP do Bahrein: (Fonte: www.formula1.com)

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Rapidinhas da classificação: Bahrein

A Fórmula 1 está de volta e, com ela, as infames rapidinhas. Análises em tópicos sobre a classificação de hoje para o GP do Bahrein.

- Sebastian Vettel não só fez a pole, como também fez a volta mais rápida de todo o treino, no Q2. Era o favorito e confirmou que vai largar na frente, mas talvez tenha sido mais difícil que o esperado. A Red Bull vem muito bem, mas a Ferrari mostrou que está com um conjunto muito bom.

- Felipe Massa sai em segundo, pouco mais de um décimo de segundo mais lento que Vettel. Eu confesso que esperava uma Red Bull mais dominante. Mesmo assim, Felipe aparece muito bem para a corrida.

- Curioso, porém, foi o semblante de desapontamento do brasileiro ao descer do carro. Ficou perceptível que ele almejava a pole, o que é ótimo. Largar na frente de seu companheiro Fernando Alonso, que será terceiro, é bom para dar as cartas dentro da equipe logo no começo da temporada. Mas, pelo jeito, não foi o suficiente para deixá-lo feliz. O que demonstra que as ambições de Felipe vão muito além de apenas bater Alonso.

- Mas a melhor notícia de todas foi ver que, em sua primeira sessão de classificação depois do terrível acidente na Hungria, Felipe Massa não perdeu sua principal característica, que é a velocidade pura. O piloto da Ferrari andou rápido e mostrou que está competitivo como antes. Quiçá, até melhor. Resta ver seu desempenho em corrida, mas essa primeira fila já vale como uma grande vitória para quem corria risco de vida há pouco mais de seis meses.

- Fernando Alonso, competitivo e autocentrado, certamente não ficou feliz com o resultado. Foi apenas um treino de classificação, mas nunca é bom perder para o companheiro de equipe. Amanhã, na corrida, o espanhol vem com tudo. O duelo interno na Ferrari será bastente empolgante.

- Fechando a segunda fila, em quarto lugar, logo quem: Lewis Hamilton, o desafeto favorito de Alonso. Se dividirem a curva, um não alivia para o outro. Será uma largada interessante.

- Jenson Button, atual campeão, tomou um coco de Hamilton em sua estreia pela McLaren. Largará apenas em oitavo lugar, tendo sido quase meio segundo mais lento.

- Mas foi Mark Webber quem levou mais tempo do companheiro no Q3: 1,1s. Enquanto Vettel é pole, o australiano sai somente em sexto. Esperava mais dele, mas é possível que tenha sofrido algum problema nos treinos.

Schumacher, 7º, decepcionou em seu retorno. (Foto: Divulgação/Mercedes GP)

Schumacher, 7º, decepcionou em seu retorno.
(Foto: Divulgação/Mercedes GP)

- Michael Schumacher não saiu ileso e, em seu aguardado retorno à Fórmula 1, ficou atrás de seu companheiro de equipe. Sairá em sétimo, contra o quinto lugar de Nico Rosberg. A diferença de tempo foi de três décimos. Mas, considerando que Schumacher ficou três anos parado e a pré-temporada não permite um grande volume de treinamentos, o alemão ainda briga para retomar sua forma ideal. Mas é inegável que a sétima posição foi um tanto decepcionante.

- Estrelinhas para Robert Kubica, nono com a Renault, e Adrian Sutil. O alemão da Force India, especialmente, foi a grande zebra do Q3. Percebe-se que o motor Mercedes empurra bem, mas mesmo assim não se imaginava uma Force India tão bem posicionada.

- Rubens Barrichello sai num bom 11º lugar com a Williams. Por pouco não foi à fase final da qualificação. Com a experiência que tem, pode fazer uma ótima corrida poupando pneus com o tanque cheio.

- Dos estreantes: Nico Hulkenberg, companheiro de Barrichello, ficou em 13º. Vitaly Petrov, da Renault, foi 17º. Sobre o desempenho de Lucas di Grassi, Bruno Senna e Karun Chandhok não há o que comentar. Eles não estão de fato na Fórmula 1.

- O abismo entre as equipes antigas e as novas é enorme. Lotus e Virgin ficam andam dois segundos mais lentas que as mais lentas. E a Hispania (ou HRT, que seja) é 3 segundos pior que as outras novatas.

- Tenho medo dessa “Fórmula 1 B”. Os carros são lentos de mais. Chandhok foi quase 11s mais lento que o pole position. Bruno Senna, 9s. O melhor dessa categoria, Timo Glock, foi cinco segundos pior que o pole. É quase como se a GP2 dividisse a pista com a F1. Uma diferença tão grande entre os carros é muito perigoso. Agora é torcer para que nada aconteça, enquanto a regra dos 107% não volta.

- Falando nisso, cálculo de padeiro: aplicando-se os 7% sobre o tempo da melhor volta do Q1 (1’54.612), teríamos 2’02.635 como limite para largada. O que significa que a Hispania não largaria.

- A corrida promete. O desenvolvimento da prova será completamente diferente dos últimos anos, já que não há mais reabastecimento. Na pole, Vettel tem vantagem, mas vai vencer quem cuidar melhor de seu carro. Ser veloz o tempo inteiro já não basta mais, a nova Fórmula 1 passa a exigir outras habilidades além do pé no fundo. Inteligência, controle e suavidade serão fundamentais. Podemos ter surpresas amanhã.

Grid de largada para o GP do Bahrein:

GP do Bahrein: Grid de largada

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Charge animada: GP do Bahrein

And Bruno Mantovani strikes again…

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Novo “pacote aerodinâmico” da BMW

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Vi essa no Geckodriver. As duas BMW Sauber tiveram suas asas dianteiras quebradas no mesmo ponto durante a largada do GP do Bahrein.

Definitivamente, foi uma corrida para esquecer. Não por acaso, foi a primeira vez em quatro temporadas de história que a equipe ficou duas provas seguidas fora da zona de pontos.

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Charge do Mantovani: GP do Bahrein

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Trulli marca sua primeira volta mais rápida

Foto: Divulgação/Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Terceiro colocado apesar da pole position, Jarno Trulli tem pelo menos um motivo para comemorar sua participação no GP do Bahrein: marcou, pela primeira vez na carreira, a melhor volta de uma corrida.

Com isso e com 203 GPs nas costas, Trulli quebrou o recorde obtido por Jenson Button no GP da Malásia, tornando-se o piloto que mais provas demorou para marcar uma volta mais rápida. Parece um recorde que dificilmente será quebrado, pois o antigo detentor, Button, havia demorado 155 corridas para tal. Confira abaixo os recordistas em “voltas rápidas tardias”.

Piloto Corrida GPs disputados
Jarno Trulli GP do Bahrein/2009 203
Jenson Button GP da Malásia/2009 155
Nick Heidfeld GP da Malásia/2008 134
Thierry Boutsen GP da Alemanha/1990 114
Rubens Barrichello GP da Austrália/2000 113

 

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Positivo e negativo: GP do Bahrein

Positivo: Jenson Button, perfeito da primeira à última volta. Veloz, consistente e seguro, é o piloto do ano até aqui.

Negativo: BMW Sauber. Não é uma equipe para andar o tempo todo nas últimas posições.

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Rapidinhas – GP do Bahrein

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Quatro corridas, três vitórias de Jenson Button. Um campeonato que começa a ganhar contornos até fáceis para a Brawn, quem diria.

- Porém, esta foi a mais difícil vitória do inglês na temporada. Largou em quarto, mas logo na saída atingiu seu objetivo principal, que era ultrapassar Sebastian Vettel, o “pole real” da corrida. Porém, perdeu posição para Lewis Hamilton, o que o manteve em quarto. E aí veio o momento que realmente decidiu a corrida, na opinião que a própria equipe extenou logo após a bandeirada: ao final da volta, forçou e ultrapassou Hamilton, que tinha uma estratégia exatamente igual à sua.

- Não que Hamilton pudesse vencer, a McLaren não se mostrou capaz de tanto apesar da sensível melhora, mas o risco era ficar preso atrás de um carro mais lento por muitas voltas, enquanto as Toyotas fugiam à frente. Equipada com o KERS, ultrapassar uma McLaren não é tarefa fácil. Mas Button foi lá e cumpriu. Dali para frente, foi só seguir a estratégia prevista para vencer.

- Sebastian Vettel acabou sofrendo tudo aquilo que Button temia. Ficou encaixotado atrás de Hamilton, sem conseguir ultrapassar. Depois do primeir pit, ficou preso atrás de Trulli. E aí qualquer possibilidade de vitória foi para o espaço. Mas o segundo lugar veio a premiar aquele que parece ser o único piloto capaz de ameaçar a campanha irretocável de Jenson Button.

- Ao final do campeonato, não duvido que o alemão da Red Bull lamente muito aquele abandono bobo a três voltas do fim em Melbourne…

- Jarno Trulli foi terceiro, aparentemente o máximo que seu equipamento permitia, apesar da pole position. Fez uma boa corrida, bem melhor que seu companheiro Timo Glock que, largando muito leve, disparou como um coelho no começo da corrida para não conseguir nada de produtivo depois.

- Lewis Hamilton não cometeu erros e chegou a um quarto lugar de forma bastante segura. A McLaren evoluiu muito e o inglês vem somando importantes pontos que podem fazer a diferença no final, caso consiga voltar a vencer.

- A corrida de Rubens Barrichello, apesar das insinuações de conspiração advindas da transmissão da TV Globo, me pareceu exatamente dentro dos parâmetros previstos em termos de estratégia. Ainda não ouvi o que o piloto tem a dizer, mas a sensação que fiquei foi que a equipe mudou a estratégia exatamente na primeira parada e não na segunda.

- Barrichello parou uma volta antes de Jenson Button e colocou dois segundos a menos de combustível que o inglês. Além disso, quando voltou para a pista, já voltou em ritmo alucinado, reclamando muito de Nelsinho Piquet, que vinha mais lento disputando a posição. Tamanha indignação de Barrichello só tem explicação pelo fato dele saber que precisava fazer voltas muito rápidas naquele curto stint.

- Em resumo: me parece que Barrichello fez exatamente o que estava previsto, virando muito rápido num stint curto de dez voltas. O brasileiro foi rápido porque estava leve e não “foi levado ao box porque estava rápido”, como insinuou a transmissão da TV. A estratégia só não deu tão certo porque, no terceiro stint, Barrichello não foi tão rápido quanto no anterior. Tivesse conseguido virar no mesmo ritmo, provavelmente chegaria ao fim brigando com Lewis Hamilton pelo quarto lugar, o que encaixaria exatamente nas previsões da equipe.

- Terminou em quinto, o que representa a quarta derrota consecutiva para Jenson Button na briga interna da equipe. Mais do que isso: agora já está a doze pontos do companheiro, caçado de perto por Vettel, um ponto atrás. Salvo algum evento extraordinário nas próximas duas corridas, como um abandono de Button acompanhado de uma vitória, me arrisco a dizer que já não tem mais chances de título. Apenas Vettel vem parecendo capaz de fazer frente ao conjunto Button-Brawn.

- E a Ferrari desencantou com Kimi Raikkonen, finalmente marcando pontos com o sexto lugar. O finlandês fez ótima corrida, com uma destacada largada – saltou de décimo para sexto – e com um ritmo de prova consistente. Tocou Felipe Massa na primeira curva, numa disputa normal de corrida.

- Prejudicado por uma parada extra para trocar o bico, Felipe Massa teve outra prova muito ruim. Mostrou brios ao disputar a curva com Giancarlo Fisichella no final, em busca do 14º lugar. Mas, mesmo assim, foi outra corrida para esquecer.

- Já Nelsinho Piquet fez uma prova decente. Se não foi espetacular ou genial, pelo menos não cometeu o mesmo rol de erros que já vem se tornando habitual. Chegou em décimo, contra o oitavo lugar de Fernando Alonso, mais ou menos o que se espera dele. Se fizesse sempre o que fez hoje, não estaria com o emprego em risco. Mas ainda precisa mostrar mais.

- Desastrosa a corrida da BMW Sauber. Nick Heidfeld e Robert Kubica tiveram problemas na primeira volta, e caíram para o final do pelotão, sem qualquer chance de recuperação. Passaram praticamente toda a corrida em penúltimo e último, onde terminariam. Kubica seria, ainda, vítima do trapalhão Nakajima, com quem se enroscou duas vezes.

- Campeonato de pilotos: Button 31, Barrichello 19, Vettel 18. O GP da Espanha, daqui a duas semanas, vai dar indicativos de como será a fase europeia do campeonato. Mas, se tudo continuar no ritmo atual, aposto numa briga Button x Vettel até o final.

- Entre os construtores, a Brawn humilha: 50 pontos, contra 27,5 de Red Bull e 26,5 de Toyota. E eu que chamava de malucos o que previam a Brawn como favorita ao título… Mordi a língua.

Resultado - GP do Bahrein 2009

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Hoje não tem ao vivo

Pessoal, a ferramenta de transmissão está com problemas, eu escrevo mas ninguém consegue entrar para acompanhar. Assim, sem ao vivo hoje. Mas, na Espanha, voltam os comentários ao vivo.

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O verdadeiro pole position

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Avaliando os pesos dos carros na classificação, em release divulgado pela FIA hoje pela manhã, fica claro que, se alguém fez um grande treino hoje, este alguém é Sebastian Vettel. O alemãozinho da Red Bull esmerilhou, é um dos carros mais pesados entre os que largam na frente e, mesmo assim, conseguiu a terceira posição no grid. Se conseguir um bom ritmo de corrida nas primeiras voltas e não deixar as Toyotas escaparem, tende a vencer a prova.

Jenson Button é outro que está muito bem na foto. Tem três voltas a menos de combustível que Vettel, mas tem certa vantagem para as Toyotas de Trulli e Glock, os dois mais leves do grid. Olho nele e em Lewis Hamilton, que larga com o mesmo peso do compatriota. A McLaren não é tão confiável quanto a Brawn, mas parece em boa forma para a corrida.

Confira abaixo a relação de pilotos / peso do carro / posição de largada para amanhã.

Piloto Peso (kg) Posição de largada
Robert Kubica 698,6 13º
Nick Heidfeld 696,3 14º
Kazuki Nakajima 680,9 12º
Adrian Sutil 679,0 19º
Heikki Kovalainen 678,5 11º
Sebastien Buemi 678,5 16º
Nelsinho Piquet 677,6 15º
Kimi Raikkonen 671,5 10º
Nico Rosberg 670,5
Sebastien Bourdais 667,5 20º
Felipe Massa 664,5
Sebastian Vettel 659,0
Mark Webber 656,0 18º
Jenson Button 652,5
Lewis Hamilton 652,5
Giancarlo Fisichella 652,0 17º
Fernando Alonso 650,5
Rubens Barrichello 649,0
Jarno Trulli 648,5
Timo Glock 643,0
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Vettel e as pistas do mundo

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

No melhor estilo Jarno Trulli, Sebastian Vettel agora adotou a moda de aparecer todo fim de semana com uma pintura nova no capacete. Mas essa em específico, para o GP do Bahrein, chamou muito a atenção.

O novo topo é multicolorido, em um mosaico formado por diferentes traçados de autódromos ao redor do mundo. E no desenho de Monza, palco da primeira vitória do piloto, aparece uma espécie de carimbo com uma estrela, assim como Xangai, local de sua segunda conquista, semana passada.

Mas o mais divertido é que dá para brincar com o capacete. Quais circuitos você consegue identificar na imagem? Eu já achei Monza, Xangai, Hungaroring, Suzuka, Marina Bay, Monte Carlo, Nürburgring, Silverstone, Montmeló, Valencia, Istambul e Sakhir.

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Agora é a vez da Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Na temporada da Fórmula 1 de cabeça para baixo, toda equipe tem direito a seu fim de semana de fama. Começou com a Brawn, dominando Austrália e Malásia. A tendência prosseguiu com a Red Bull, que mandou e desmandou na China. Agora, no Bahrein, é a vez da Toyota.

Os japoneses fizeram valer a vantagem de terem treinado milhares de quilômetros no circuito barenita durante a pré-temporada. Mas, logicamente, nem só isso explica o domínio. Afinal, Ferrari e BMW fizeram o mesmo e deram com os burros n’água.

Jarno Trulli e Timo Glock foram perfeitos e conseguiram uma primeira fila bastante importante. Ainda não se tem os pesos de cada carro para a largada, mas, pelo que se viu na pista, não parece ter sido apenas um showzinho para agradar patrocinador. A Toyota vem forte e tende a vencer a corrida amanhã. Se ocorrer, será a terceira diferente equipe a conquistar sua primeira vitória em 2009. Feito igual só aconteceu até hoje em 1977, quando Wolf, Shadow e Ligier subiram ao alto do pódio pela primeira vez.

Às rapidinhas:

- Atrás das Toyotas, segunda fila dos dois pilotos que despontam como protagonistas da temporada: Sebastian Vettel e Jenson Button. Nenhum dos dois pode ser descartado como possível vencedor, mas ainda levo mais fé em Trulli e Glock.

- Na terceira fila, Lewis Hamilton e Rubens Barrichello. A McLaren vem dando visíveis sinais de melhora – Kovalainen sai em 11º -, enquanto o brasileiro da Brawn não vive um bom final de semana. Pela terceira vez em quatro corridas na temporada, larga atrás do companheiro. Porém, provavelmente está mais pesado, o que pode explicar os dois décimos de diferença no tempo da classificação. Algo bastante aceitável.

- Fernando Alonso e Felipe Massa dividem a quarta fila. O espanhol nitidamente vem tirando leite de pedra com o carro da Renault, enquanto Felipe mostra alguma (pequena) evolução na Ferrari. Talvez a oitava posição no grid seja explicada pelo conhecimento prévio do comportamento deste carro no circuito de Sakhir, o que pode significar finalmente uma corrida nos pontos.

- Entre os companheiros, Kimi Raikkonen sai em décimo com a Ferrari, enquanto o cada vez mais avulso Nelsinho Piquet errou ao sair da pista em sua última volta, ficou em último no Q2 e sai em 15º. Pelo menos passou do Q1, vá lá. Mas não deve mais salvar o emprego.

- Williams com Rosberg em nono e Nakajima em 12º. Sem dúvida é o conjunto mais frágil da turma dos difusores de fundo duplo.

- BMW mal, muito mal. Robert Kubica em 13º, Nick Heidfeld em 14º, fogo no carro durante um reabastecimento do polonês… Se a Ferrari deu cinco passos para trás em 2009, a BMW deu uns quatro.

- Adrian Sutil foi uma grata surpresa do treino, marcando o 16º tempo com a Force India. Porém, atrapalhou Mark Webber em sua última volta rápida no Q1 e provavelmente deve levar um gancho. O piloto da Red Bull ficou apenas em 19º, revoltado.

- Último lugar para Sebastian Bourdais, outro que tem seu emprego ameaçado. Seu companheiro, o novato Buemi, foi 17º.

- Palpite para amanhã: dá Trulli, com Button em segundo e Vettel em terceiro. Se o italiano confirmar a vitória, será a sexta corrida consecutiva com vitória do pole position. Desde o GP da China do ano passado, quem larga na frente vence.

- Domingo, a partir das 8h30, comentários infames ao vivo no blog. “Não perquem….”

GP do Bahrein 2009 - Grid de largada

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Rádio GP – GP do Bahrein, Indy e Mosley


Está no ar, desde hoje cedo, a edição 32 da Rádio GP, quinto programa de 2008. Com apresentação de Victor Martins, os debatedores Ivan Capelli, Evelyn Guimarães e Marcus Lellis comentam a vitória de Felipe Massa no GP do Bahrein, o GP de São Petersburgo da Indy e os desdobramentos do escândalo Max Mosley.

Para ouvir, acesse o Blog da Rádio.

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O que a TV não mostrou


A transmissão do GP do Bahrein, sem sombra de dúvidas, deixou a desejar. Além de não ter exibido adequadamente o incidente entre Hamilton e Alonso, a TV também perdeu uma escapada de pista de Felipe Massa e Robert Kubica, logo na segunda volta.

Os dois pilotos saíram da pista em razão da presença de óleo na curva 7, mesmo local em que Nelsinho Piquet viria a rodar logo depois. Foi na seqüência que Kimi conseguiu a aproximação e ultrapassou o piloto da BMW. Um lance que poderia ter decidido a corrida e que passou batido pelas câmeras da FOM.

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Duplo toque


A equipe McLaren emitiu nota hoje informando que o acidente entre Lewis Hamilton e Fernando Alonso no GP do Bahrein foi provocado por um pedaço de sua asa dianteira que se desprendeu. A partir disso, Lewis perdeu o controle e acertou a traseira da Renault do espanhol.

O curioso é que a asa estava danificada em razão de outro toque, ocorrido na primeira volta. O envolvido? Fernando Alonso! Lewis já havia tocado de leve a asa traseira de seu ex-companheiro de equipe logo nas primeiras curvas da corrida, enquanto ultrapassava a Red Bull de Mark Webber (a roda que se vê à esquerda da imagem acima).

Os atentos leitores Herik e Willian enviaram e-mail avisando que é possível ver o primeiro toque no clipe da corrida, disponível no site oficial da Fórmula 1. Para assistir, basta clicar no botão de “play”, com “Bahrain” escrito logo abaixo, na página principal.

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Tá faltando um pedaço


Fernando Alonso disputou praticamente todo o GP do Bahrein com a asa traseira danificada, em função do choque com Lewis Hamilton na segunda volta. A imagem acima comprova: ficou faltando um belo pedaço do aerofólio. Isso, provavelmente, explica a tão apática participação do espanhol, que terminou a corrida apenas em décimo lugar.

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