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Alonso invicto

Foto: LAT Photographic/Divulgação Renault

Foto: LAT Photographic/Divulgação Renault

O resultado do treino de ontem que definiu o grid para o GP do Brasil trouxe uma importante marca para o espanhol Fernando Alonso. Com o sexto lugar no grid obtido, frente ao 11º de seu companheiro Nelsinho Piquet, o espanhol garantiu 18 x 0 sobre o brasileiro em posições no grid durante a temporada.

Há 12 anos não ocorria uma supremacia tão grande entre dois pilotos da mesma equipe, segundo levantamento feito pelo site da revista inglesa Autosport. A última vez havia ocorrido em 1996, quando Jos Verstappen detonou outro brasileiro, Ricardo Rosset, na Arrows. O placar foi 16 x 0.

Invencibilidades em treinos de classificação sobre companheiros de equipe aconteceram outras quatro vezes nos últimos 20 anos. Abaixo, os placares:

- Heinz-Harald Frentzen 17 x 0 Karl Wendlinger e Jean-Christophe Boullion (Sauber, 1995)
- Michael Schumacher 16 x 0 Riccardo Patrese (Benetton, 1993)
- Michael Schumacher 16 x 0 Martin Brundle (Benetton, 1992)
- Gerhard Berger 16 x 0 Michele Alboreto (Ferrari, 1988)

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Depois de três anos, Toyota volta à 1ª fila

Foto: Divulgação Toyota

Foto: Divulgação Toyota

O segundo lugar no grid obtido por Jarno Trulli para o GP do Brasil foi muito comemorado pela equipe Toyota. Também, não é para menos. Desde o GP do Japão de 2005, com Ralf Schumacher, o time japonês não conseguia colocar um de seus carros entre os dois primeiros num grid de largada.

O resultado é a comprovação do renascimento da Toyota. Na Fórmula 1 desde 2002, gastando os tubos, a equipe não vem bem desde 2005, sua melhor temporada até aqui. Naquele ano, o time conquistou duas pole positions, subiu cinco vezes ao pódio e terminou o Mundial de Construtores em quarto lugar. De lá para cá, só decepções, brigas e cobranças, até a redenção em 2008.

Timo Glock foi segundo colocado na Hungria, Jarno Trulli foi terceiro na França e o time está em quinto na classificação geral. Não tem mais chances matemáticas de ultrapassar a Renault e terminará a temporada nesta posição, mas o segundo posto no grid da corrida em Interlagos é um encerramento perfeito para um ano de recuperação. Com a mudança de regulamento, pode ser uma equipe difícil de ser batida na próxima temporada. Apesar das seguidas mostras de ineficiência técnica e problemas políticos, a Toyota parece estar entrando no rumo certo. Bem diferente de sua rival Honda.

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Massa iguala feito de Mika Hakkinen

Foto: Divulgação McLaren

Foto: Divulgação McLaren

Com a pole position conquistada hoje para o GP do Brasil, Felipe Massa tornou-se o primeiro piloto, desde Mika Hakkinen, a largar em primeiro em Interlagos por três anos consecutivos. O finlandês da McLaren fez a pole nos GPs do Brasil de 1998, 1999 e 2000. Felipe, em 2006, 2007 e 2008.

O recorde de poles consecutivas no Brasil, porém, pertence a Ayrton Senna. O brasileiro largou na frente por quatro edições seguidas, de 1988 a 1991. Neste período, entretanto, duas corridas aconteceram em Jacarepaguá e duas em Interlagos.

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Rapidinhas da Classificação – GP do Brasil

Foto: Reprodução GPupdate.net

Foto: Reprodução GPupdate.net

- Sobrou Ferrari no treino de classificação para o GP do Brasil. Felipe Massa conquistou uma justa pole position, com grande vantagem sobre a concorrência.

- Kimi Raikkonen, como era de se esperar, também foi rápido, mas acabou apenas em terceiro lugar. Surpresa foi o segundo posto do intrometido Jarno Trulli, com a Toyota.

- Lewis Hamilton ficou bem aquém do esperado e larga apenas em quarto lugar. Não imaginava que chegasse a brigar pela pole com Felipe, mas a primeira fila era bastante possível. Talvez, quem sabe, esteja apenas fazendo o necessário para ser campeão. O quarto lugar, para efeito de campeonato, já está excelente.

- O risco, contudo, é o de largar no meio do bolo. E, se em condições normais dividir o “S” do Senna já é bastante complicado, caso chova amanhã Hamilton pode correr grande risco.

- O inglês deverá ser cauteloso amanhã. Portanto, não será de se estranhar se fizer uma corrida apagada, apenas fazendo o necessário para chegar em quinto lugar. Carro para isso, tem. Só não será campeão se sofrer algum infortúnio ou cometer erros. Escaldado que está da derrota do ano passado e da besteira em Fuji este ano, não deverá assumir qualquer tipo de risco. Faz certo.

- Felipe, por sua vez, é franco atirador. Vai fazer o possível e o impossível para vencer e não tem nada a perder. Se a sorte colaborar, pode terminar campeão mundial. Mas, convenhamos, é tarefa das mais difíceis.

- Depois do brilhareco nos treinos livres, esperava mais de Fernando Alonso, que vai sair em sexto. Imaginei que ele pudesse ser o “estranho no ninho” da primeira fila. Não foi. Heikki Kovalainen, discreto, ficou em quinto.

- Impressionante como termina bem o ano a Toro Rosso. Sebastian Vettel sétimo, Sebastien Bourdais nono.

- Já a BMW, por sua vez, perdeu o fôlego. Oitavo para Nick Heidfeld e apenas 13º para Robert Kubica.

- Entre os demais brasileiros, nada de excepcional. Nelsinho Piquet sai em 11º e conclui a temporada levando um capote de Alonso nas classificações: 18 x 0 . Rubens Barrichello, com os poucos recursos que dispõe, até foi bem passando ao Q2. Sairá em 15º, mas dificilmente conseguirá andar melhor do que isso durante a corrida.

- David Coulthard, o aposentado da vez, larga da 14ª posição. Seu companheiro Webber foi 12º.

- Feio ficou para a Williams. Em seu pior treino na temporada, Nico Rosberg e Kazuki Nakajima caíram no primeiro round. O japonês sai em 16º e o alemão, em 18º. Só ganhou das Force India.

- Felipe Massa é favorito amanhã. Só perde a corrida se errar na largada, quebrar ou se chover. Em condições normais, vence. Mas, em condições normais, Lewis Hamilton será o campeão.

- Apenas uma posição no grid me intriga: o segundo posto de Jarno Trulli. Se arrancar bem e assumir a ponta, pode fazer uma revolução na corrida. O italiano é osso duro para ultrapassar e pode criar uma variável durante a prova.

- Temporada 2008 se encerra com chave de ouro. Que tenhamos uma bela corrida amanhã.

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Vettel se despede da Toro Rosso

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

De mudança para a equipe matriz da Red Bull no ano que vem, Sebastian Vettel preparou para a equipe Toro Rosso uma homenagem de despedida no GP do Brasil. O jovem alemão disputa o final de semana em Interlagos com um capacete comemorativo, aplicando sobre o desenho imagens dele e da equipe com a inscrição italiana “Grazie mille, Toro Rosso”. Em português: “Obrigados mil, Toro Rosso”.

Simpático, criativo e até esteticamente agradável. Pontos para o garoto, que fez história em 2008 ao se tornar o piloto mais jovem a vencer um GP de Fórmula 1. E, além disso, levou uma equipe que um dia foi Minardi ao topo do pódio. Não foi pouca coisa.

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Barrichello Hoffmann

Fotos: Reprodução TV

Fotos: Reprodução TV

Rubens Barrichello decidiu homenagear Ingo Hoffmann, lenda do automobilismo brasileiro que se despede das pistas este ano. O piloto da Honda está treinando hoje em Interlagos e deve disputar o GP do Brasil vestindo o capacete do “alemão”.

Justa homenagem, numa bela atitude de Barrichello. Fica apenas a estranha ironia por estar utilizando o casco de um piloto que se despede justamente na corrida em que se nega a aceitar sua iminente saída da Fórmula 1.

Agradecimento a Daniel Macarenco.

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Nelsinho com capacete comemorativo

Foto: Carsten Horst/Photo4/Hyset

Foto: Carsten Horst/Photo4/Hyset

Nelsinho Piquet vai disputar seu primeiro GP do Brasil com uma pintura comemorativa em seu capacete. Nas tradicionais gotas da família, presentes nas laterais e no topo do casco, aparece a bandeira brasileira.

Não sei por que, mas deu uma vontade de tomar uma Fanta…

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Touro albino

Foto: Carsten Horst/Photo4/Hyset

Foto: Carsten Horst/Photo4/Hyset

Bruno Vicaria publicou no Grande Prêmio novas imagens da Red Bull especial para o GP do Brasil, em razão da despedida de David Coulthard da Fórmula 1.

Ficou bonita pacas.

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Homenagem a Coulthard

Foto: Flavio Gomes

Foto: Flavio Gomes

Cravou o Grande Prêmio: a Red Bull preparou para David Coulthard uma pintura especial para sua corrida de despedida da Fórmula 1. Em vez do azul tradicional, o carro será pintado de branco, contendo logos da Wings for Life, instituição que cuida de crianças com câncer de medula espinhal, apoiada pela empresa austríaca. O carro de Mark Webber terá as cores normais.

A intenção é nobre e a novidade é bem-vinda. Só estranhei como a sisuda FIA permitiu tal ação, já que há quatro anos proibiu a BAR de correr na China com uma pintura azul alegando que “os carros não devem mudar de cores durante a temporada”. Em 1999, também já havia proibido a mesma equipe de correr com dois carros de cores diferentes, um azul e outro branco e vermelho. Que seja um sinal de abertura da categoria a ações de marketing no futuro.

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Decisões na última corrida

Foto: Reprodução F1-facts.com

Foto: Reprodução F1-facts.com

O GP do Brasil, etapa de encerramento do campeonato, será o palco da decisão da temporada 2008 da Fórmula 1. Porém, um título ser definido na última corrida não é regra na categoria, pelo contrário. Em 59 temporadas, esta será apenas a 25ª vez que uma disputa chega até a prova final. Nas outras 34 ocasiões – na maioria delas, portanto -, o campeão foi definido por antecipação.

Em sua maioria, as decisões em corridas finais seguiram a lógica e o título ficou com aquele piloto que possuía vantagem matemática. Das 24 provas de encerramento que decidiram o campeonato até hoje, somente em nove ocasiões o segundo  – ou terceiro - colocado na tabela levou vantagem. Por 15 vezes, o líder confirmou seu favoritismo e levou o campeonato mundial.

Se tal retrospecto não é favorável a Felipe Massa, que precisa descontar sete pontos de Lewis Hamilton, pelo menos há um alento. Juntamente com a Finlândia, o Brasil é o país que mais vezes conseguiu viradas nas corridas decisivas. Aconteceu duas vezes, com Nelson Piquet em 1981 e 1983. Já a Grã-Bretanha, por sua vez, é o país que mais viradas “levou” em decisões de título. Aconteceu com Nigel Mansell (1986), Eddie Irvine (1999) e Lewis Hamilton (2007).

Confira abaixo todas as decisões que ficaram para a última corrida na história da Fórmula 1:

Ano Corrida Final Campeão Vice Manteve / Virou ?
1950 GP da Itália Giuseppe Farina Juan Manuel Fangio Virou (4 pontos)
1951 GP da Espanha Juan Manuel Fangio Alberto Ascari Manteve
1956 GP da Itália Juan Manuel Fangio Stirling Moss Manteve
1958 GP de Marrocos Mike Hawthorn Stirling Moss Manteve
1959 GP dos EUA Jack Brabham Stirling Moss Manteve
1962 GP da África do Sul Graham Hill Jim Clark Manteve
1964 GP do México John Surtees Graham Hill Virou (5 pontos)
1967 GP do México Dennis Hulme Jack Braham Manteve
1968 GP do México Graham Hill Jackie Stewart Manteve
1974 GP dos EUA Emerson Fittipaldi Clay Regazzoni Manteve
1976 GP do Japão James Hunt Niki Lauda Virou (3 pontos)
1981 GP dos EUA Nelson Piquet Carlos Reutemann Virou (1 ponto)
1982 GP dos EUA Keke Rosberg Didier Pironi* Manteve
1983 GP da África do Sul Nelson Piquet Alain Prost Virou (2 pontos)
1984 GP de Portugal Niki Lauda Alain Prost Manteve
1986 GP da Austrália Alain Prost Nigel Mansell Virou (6 pontos)
1994 GP da Austrália Michael Schumacher Damon Hill Manteve
1996 GP do Japão Damon Hill Jacques Villeneuve Manteve
1997 GP da Europa Jacques Villeneuve Michael Schumacher Virou (1 ponto)
1998 GP do Japão Mika Hakkinen Michael Schumacher Manteve
1999 GP do Japão Mika Hakkinen Eddie Irvine Virou (4 pontos)
2003 GP do Japão Michael Schumacher Kimi Raikkonen Manteve
2006 GP do Brasil Fernando Alonso Michael Schumacher Manteve
2007 GP do Brasil Kimi Raikkonen Lewis Hamilton Virou (7 pontos)

* Didier Pironi, ferido em um acidente em Hockenheim, não disputou as últimas provas e não brigou pelo título na corrida final. O adversário de Keke Rosberg era John Watson, que tinha chances de ser campeão, mas terminou o campeonato em terceiro lugar.

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Barrichello fora da Fórmula 1*

Foto: Divulgação Honda

Foto: Divulgação Honda

* Texto de Rodrigo Borges, publicado no blog Esporte Fino

No dia 30 de julho de 2000, Barrichello, então Rubinho, conseguiu sua primeira vitória na F-1. Uma vitória épica no GP da Alemanha, guiando com pneus secos na pista molhada de Hockenheim. Tinha 28 anos e estava em sua oitava temporada.

Dos 22 pilotos que estavam naquela corrida, apenas seis disputarão o GP do Brasil, neste domingo. São todos veteranos, incluindo o próprio Barrichello, o piloto que mais GPs disputou na carreira. Fisichella, Heidfeld, Trulli, Button e Coulthard deixaram de ocupar há algum tempo um papel de destaque.

Coulthard disputará em Interlagos sua última corrida. Fisichella gosta de correr e aceita se arrastar com um carro da Force India. Trulli se acomodou na acomodada Toyota. Button, o mais jovem da turma, 28 anos, esteve sempre no lugar errado na hora errada e foi definitivamente apagado quando apareceu um inglês melhor, Hamilton. Heidfeld, o que ainda demonstra competitividade, é uma sombra ao brilho de Robert Kubica na BMW.

Aos 36 anos, Barrichello diz que não está preparado para deixar a F-1, chega a implorar por uma vaga. Não deveria. Barrichello tem seu valor. Um grande valor. Foi um grande acertador de carros, grande piloto sob chuva. Disputou até agora 266 corridas em 16 temporadas consecutivas. Tem nove vitórias, 13 poles (incluindo uma pela Jordan e uma pela Stewart), 15 voltas mais rápidas, 62 pódios (dois pela Jordan e quatro pela Stewart). Barrichello foi o primeiro piloto brasileiro contratado pela Ferrari, pela qual foi duas vezes vice-campeão mundial.

Barrichello deveria ter mais respeito por sua história. Não é piloto que mereça encerrar a carreira mendigando um carro para pilotar ou disposto a dirigir qualquer carroça que lhe ofereçam, como a que pilotou nos últimos dois anos. Fez escolhas erradas, sim. Assumiu responsabilidades que não deveria. Mas foi um grande piloto. Que coloca em xeque sua trajetória ao se permitir a humilhação de implorar por um contrato. Deveria marcar uma coletiva para segunda e anunciar que está cagando para a F-1. Sem esperar resposta da Honda ou para ser a segunda ou terceira opção de outra equipe. Deixar a categoria com dignidade e ir correr na Indy ou na Stock. Mas dar uma banana para a F-1.

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Charge do Mantovani: Pré-GP do Brasil

Antes do GP do Brasil, Bruno Mantovani ilustra o desejo da torcida brasileira para a corrida de Interlagos.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

Não, ninguém quer maltratar um gatinho. OK?

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Interlagos vive quarta decisão em cinco anos

Foto: Divulgação Ferrari

Foto: Divulgação Ferrari

No próximo domingo, o GP do Brasil marcará a final do título mundial de 2008. E, desde que teve sua data mudada para o último trecho do campeonato, será a quarta vez que Interlagos viverá um clima de decisão. Em apenas uma ocasião, em 2004, o caneco já chegou decidido ao autódromo brasileiro.

A temporada de 2004, no entanto, não serve como parâmetro. Foi um dos campeonatos menos disputados da história, com Michael Schumacher ganhando 12 das primeiras 13 corridas e garantindo seu heptacampeonato com quatro etapas de antecedência. De lá para cá, no entanto, o campeão sempre surgiu em Interlagos.

Na primeira vez, em 2005, Fernando Alonso garantiu seu primeiro título com um terceiro lugar na etapa brasileira. Restavam ainda duas provas para o final da temporada e o espanhol brigava com Kimi Raikkonen. O finlandês, na época na McLaren, tinha 25 pontos de desvantagem e, para poder levar a disputa adiante, precisava vencer e torcer para que Alonso não fosse mais do que quarto colocado. Juan-Pablo Montoya ganhou a corrida e o terceiro bastou para que o espanhol comemorasse sua primeira grande conquista.

No ano seguinte, nova festa para Alonso. O GP do Brasil encerrava a temporada e o espanhol tinha 10 pontos à frente de Michael Schumacher. A confirmação do título era mera formalidade, já que o alemão dependia de uma vitória e de um improvável abandono do piloto da Renault. Felipe Massa venceu, Alonso foi segundo e comemorou seu bicampeonato mundial.

Há um ano, a grande virada. Lewis Hamilton e Fernando Alonso brigavam internamente na McLaren pelo título, enquanto Kimi Raikkonen, a zebra, corria por fora. Sete pontos atrás de Hamilton, o finlandês precisava vencer, torcer para que o inglês fosse no máximo sétimo e para que Alonso não fosse segundo. E foi o exatamente que aconteceu, numa das viradas mais impressionantes da história da Fórmula 1.

Agora, em 2008, Felipe Massa precisa de matemática parecida. Tem de ganhar e torcer contra Hamilton, que não pode ser mais do que sexto colocado. Missão difícil, quase impossível. Mas o brasileiro terá um grande apoio da torcida em Interlagos. Promessa de mais uma decisão inesquecível.

Abaixo, confira a lista dos GPs que mais decidiram títulos na história:

GP da Itália – 13 vezes (50, 55, 56, 61, 63, 66, 69, 72, 73, 75, 77, 78, 79)
GP do Japão – 11 (76, 87, 88, 89, 90, 91, 96, 98, 99, 00, 03)
GP dos Estados Unidos – 5 (59, 70, 74, 81, 82)
GP do Brasil – 4 (05, 06, 07, 08)
GP da Alemanha – 3 (52, 57, 65)
     GP do México – 3 (64, 67, 68)
     GP de Portugal – 3 (60, 84, 93)
GP da África do Sul – 2 (62, 83)
     GP da Austrália – 2 (86, 94)
     GP da Europa – 2 (85, 97)
     GP da Hungria – 2 (92, 01)
     GP da Suíça – 2 (53, 54)
13º GP da Áustria – 1 (71)
       GP da Bélgica – 1 (04)
       GP do Canadá – 1 (80)
       GP da Espanha – 1 vez (51)
       GP da França – 1 vez (02)
       GP de Marrocos – 1 vez (58)
       GP do Pacífico – 1 vez (95)

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A nova matemática do título

Montagem sobre imagens de divulgação: Ferrari e DaimlerChrysler

Montagem sobre imagens de divulgação: Ferrari e DaimlerChrysler

Faltando apenas uma etapa para o final da temporada 2008, Lewis Hamilton e a McLaren estão com a faca e o queijo na mão para conquistarem o título mundial de pilotos, o primeiro do piloto inglês e o 12º da equipe. Dependendo apenas de suas próprias forças, basta a Hamilton terminar o GP do Brasil na quinta posição para garantir o campeonato. Isso sem depender de qualquer resultado paralelo.

Felipe Massa sim, precisa vencer e ainda torcer por algo mais. Com sete pontos de desvantagem, tem de chegar em primeiro em Interlagos e esperar que Hamiton não seja quinto. Se o inglês chegar de sexto para baixo, o título é verde-amarelo. O brasileiro da Ferrari também pode ser campeão chegando em segundo lugar mas, para isso, precisa que Lewis seja no máximo o oitavo colocado. Neste caso, os dois empatariam em pontos e número de vitórias, sendo Felipe o campeão por ter um segundo lugar a mais. Se Massa for apenas terceiro, o título é do inglês da McLaren, independente de qualquer outro resultado.

O matemático Oswald de Souza diria que Felipe Massa tem alguns poucos pontos percentuais de chances de ser campeão. Eu diria, em bom português, que tem que ganhar e ter muita sorte. Só competência não basta mais. Mas depois do que aconteceu no ano passado, não duvido de mais nada.

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Vídeo do Hamilton: análise do leitor

O leitor Baron von Glöwer fez uma excelente análise do vídeo postado abaixo, com a qual concordo em muitos pontos. Vale uma lida.

“O motor do carro não morreu em momento nenhum, o problema foi do câmbio apenas. O problema aconteceu exatamente na hora que Hamilton com a mão esquerda aciona a borboleta pra diminuir as marchas (mais exatamente para 3ª marcha, pois a curva da descida é feita em 3ª ou 4ª, e as McLarens faziam em 3ª), e nesse momento, ao primeiro toque na borboleta pelo Hamilton, a marcha muda de 7ª para Neutro (deu pane no sistema que controla o cambio eletronicamente). Ele corretamente aciona o botão Neutro (pra reiniciar o software do cambio que travou do nada), começa a dar toques no acelerador (motor não morreu podem ver), e fica tentando aumentar as marchas e diminuir pra tentar ver se as marchas voltam (pelo barulho da pra notar que as marchas entram e voltam pro neutro, confirmando que o software tá dando boot e ele tem que esperar).

Daí logo após ele aciona o Botão de limitador de velocidade de pitlane (na Direita do volante, e aciona isso super rapido que quase nem se percebe), aí aciona o botão do Radio pra falar com o engenheiro, e agora faz a cagada de apertar o botão do neutro pela 2ª vez no desespero (essa que foi a burrada que ele fez, apertar o neutro pela 2ª vez, e achei que foi um erro levado mais pelo desespero da situação, do que pela propria falta de treinamento, pois ele deveria ter esperarado o sistema voltar). Já sabemos o que estava em risco e na cabeça dele deve ter passado torcentas mil coisas e muito mais. Ele foi afobado ao apertar pela 2ª vez o neutro, e isso custou o título.

Tenho uma leve idéia de como o sistema de boot do software funciona. Se ele apertou o neutro pela 2º vez, sendo que o sistema estava reiniciando por causa da primeira apertada, o software iria ficar online e as marchas voltariam, mas logo após ficar online, ocorreu o 2º boot que estava programado pelo segundo apertão. Se ele tivesse tido paciência, após chegar ao pinheirinho o carro voltaria a funcionar normal. Mas a afobação fez com que levesse duas vezes mais o tempo de que levaria normalmente.

O carro pode ter dado o problema, mas o titulo foi perdido pelo erro dele mesmo.”

Excelente avaliação. Escreva mais, Baron!

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Vídeo comprova: Hamilton não errou no Brasil

Passados quase dois meses da decisão da temporada de 2007 da Fórmula 1, em Interlagos, finalmente um enigma se vê revelado. Lewis Hamilton, apontado por todos como responsável pelo travamento de seu câmbio em Neutro durante o GP do Brasil, não teve culpa nenhuma no incidente que lhe fez perder o título mundial. O que se acreditava é que Lewis teria acionado por engano o botão “neutral” de seu volante, deixando sua McLaren em ponto-morto. Mas um vídeo, tornado público nesta semana, inocenta o jovem inglês.


As imagens estão no DVD “Kimi Made it At Last!”, vídeo oficial da FIA que narra a história do campeonato 2007, lançado na Europa na última terça-feira. O Blog do Capelli teve acesso ao documentário no qual, durante o capítulo do GP do Brasil, é exibida uma imagem até então inédita do incidente. Filmada pela câmera on-board de Hamilton, ela possui áudio ambiente e dados de telemetria sincronizados na tela.

A seqüência é muito clara: Lewis passa pela reta oposta, faz a aproximação para a Curva do Lago, toca com os dedos da mão esquerda a borboleta de câmbio para fazer a redução de marchas e, neste momento, o motor de seu carro pára. Dois segundos depois, já sobre a zebra, o piloto aciona com o polegar esquerdo o botão neutro, numa tentativa de reprogramar o sistema de câmbio.

Até então, a imagem que se tinha da câmera da McLaren não possuía áudio ambiente sincronizado, o que levava a crer que fora o acionamento do botão que teria causado a pane. Agora, com áudio e telemetria, o caso fica esclarecido.

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Charge do Capelli: Aprenda com quem entende

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Charge do Capelli: Sem pane elétrica

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Charge do Capelli: Mecânicos premiam Ron Dennis

Não acredita? Pois veja.

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A prova que faltava

Rafael Lopes e Fábio Seixas mataram a cobra e mostraram o pau. Lewis Hamilton apertou mesmo o botão errado do volante e a câmera on-board comprova. Reproduzo aqui a informação que eles puseram em seus blogs.

Veja abaixo uma imagem do volante da McLaren.


Repare no botão verde, no alto à esquerda, com um “N” dentro. Aquele é o botão de neutro, que deixa o carro em ponto morto. Reparou? Agora veja o vídeo abaixo.


Na tomada da curva, antes de começar a jogar as marchas para cima (com a mão direita), ele pressiona o botão que não devia com o polegar esquerdo.

É uma pena que a imagem não venha acompanhada do áudio do motor, mas a sensação é de que o carro perde velocidade justamente após o clique no botão. Depois, Hamilton é ultrapassado e pressiona o botão mais uma vez, na tentativa de reiniciar o sistema. Mas aí, o estrago já estava feito.

Este outro vídeo, mais didático (e sacana), detalha o acontecimento.


Acho que não restam mais dúvidas.
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