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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Arquivo da tag: Jacques Villeneuve
25 anos de GP da Austrália – parte final
Depois de onze quase sempre emocionantes corridas em Adelaide, a Fórmula 1 trocou de ares na Austrália. Em 1996 a FIA transferiu a prova para Melbourne, no estado de Victoria. Mas a mudança não foi apenas de localização, mas também de calendário. Depois de encerrar o Mundial de F1 por onze anos consecutivos, a Austrália passava a abrir o campeonato. O que gerou uma situação inusitada: pela primeira vez na história da categoria, um mesmo GP aconteceu duas vezes consecutivas. Ao término do GP da Austrália de 1995 todos se disseram: boas férias, nos revemos ano que vem na… Austrália!
E a primeira corrida no Albert Park quase proporcionou o primeiro piloto-estreante vencedor em 35 anos.
Desde 1961, quando Giancarlo Baghetti estreou na F1 com uma Ferrari no GP da França, um novato não ganhava seu primeiro GP na categoria. Jacques Villeneuve, campeão da Indy, chegou na F1 abafando e quase levou. Nos treinos de classificação, colocou seu companheiro de Williams Damon Hill no bolso e marcou a pole position. Na corrida, largou bem e manteve a ponta por praticamente toda a prova, até escapar da pista e danificar uma mangueira de óleo. Seu motor perdeu pressão e ele precisou reduzir a velocidade, entregando a vitória de bandeja a Hill. Ao fim do ano, o inglês se sagraria campeão, iniciando um novo marco do GP Australiano: desde então, o vencedor da prova quase sempre levou o título da temporada. Em apenas quatro ocasiões, de 14, isso não aconteceu: 1997, 1999, 2003 e 2005. Por essa informação, fica fácil deduzir que o maior vencedor do circuito é Michael Schumacher, quatro vezes.
O mesmo problema de rádio trouxe uma certa controvérsia à corrida de 1998. Mika Hakkinen, da McLaren, dominou todo o fim de semana e liderava a prova à frente de seu companheiro Coulthard, até que entendeu errado uma comunicação de seu engenheiro e foi aos boxes num momento em que a equipe não estava preparada. Com a desaceleração e o limite de velocidade dos boxes, foi ultrapassado pelo escocês, que assumiu a ponta. Porém, a três voltas do fim, cedeu posição e devolveu a vitória a Hakkinen. Se fosse mais esperto, teria fingido um problema no rádio…
Problemas, aliás, não faltaram na corrida de 1999. Já na largada, algo inusitado: os dois motores Ford das duas Stewart, de Rubens Barrichello e Johnny Herbert, explodiram ao mesmo tempo, enquanto aguardavam no grid. As favoritas McLaren tiveram problemas mecânicos e Michael Schumacher não conseguiu alinhar para a segunda volta de apresentação, tendo que sair da última posição. Até que se recuperava bem, mas teve um pneu furado e acabou em oitavo e último lugar. O sobrevivente vitorioso foi Eddie Irvine, que herdou a primeira vitória de sua carreira. O irlandês brigaria pelo título daquele ano, depois que Schumacher quebrou a perna em Silverstone. Mas terminou só com o vice mesmo.
E foi em Melbourne, em 2001, que o alemão sofreu o mais assustador acidente de sua carreira, depois daquele de 1999. Nos treinos livres de sexta, ele perdeu o controle da Ferrari, rodou e capotou algumas vezes na área de escape, antes de parar na barreira de pneus. Felizmente, foi apenas um grande susto, ao contrário do que se sucederia no domingo. Jacques Villeneuve tentou uma ultrapassagem sobre a Williams de Ralf Schumacher, errou o cálculo e tocou a roda traseira do alemão. Saiu voando e bateu na mureta. Um dos pneus de sua BAR se soltou e atingiu um fiscal de pista, Graham Beveridge, que morreu. Por sinal, foi a última morte em uma corrida de F1 desde então.De lá para cá, o Albert Park sediou várias corridas movimentadas e emocionantes, porém sem resultados muito especiais. A grande zebra, mesmo, aconteceu no ano passado, com a espetacular dobradinha da Brawn GP. Pela primeira vez em mais de 50 anos, uma equipe estreante vencia sua primeira corrida e ainda marcava o segundo lugar. Foi o prenúncio de um campeonato surpreendente, que fez de Jenson Button – o quase-desempregado – campeão mundial.
Hamilton iguala-se a Fangio e Villeneuve*

Foto: Divulgação McLaren
* Texto de Rodrigo Borges, publicado no blog Esporte Fino
Lewis Hamilton já escreveu várias páginas dos livros de história. E, numa delas, tem a companhia de apenas dois pilotos. O inglês da McLaren é apenas o terceiro piloto, em toda a história, a conquistar o título em sua segunda temporada.
Hamilton se junta a Jacques Villeneuve, campeão mundial em 1997, e Juan Manuel Fangio, que conquistou o primeiro de seus cinco títulos em 1951. É preciso, porém, fazer uma ponderação. Como a F-1 começou em 1950, qualquer piloto que fosse campeão no ano seguinte faturaria o título na primeira ou segunda temporada.
Mais precoce que Fangio, Villeneuve e Hamilton, apenas o italiano Giuseppe Farina, que foi campeão em seu ano de estréia, em 1950. Mas, naquele ano, todos eram estreantes. Inclusive a recém-nascida Fórmula 1.
Acrescento aqui uma curiosidade Capellesca. Jacques Villeneuve conquistou seu título em sua 33ª corrida. Lewis, na 35ª. So close!
Pergunte ao Capelli – Tempos iguais

Capelli, já houve algum caso na F1 de pilotos cravarem o mesmo tempo na classificação? Se sim, ou caso ocorra, qual o critério de desempate? Quem marca primeiro? – Marcius Marques, Brasília/DF
Marcius, empates em tempos de classificação não são assim tão raros, acontecem até com alguma freqüência. O último caso foi no GP da China de 2006, quando Rubens Barrichello e Jenson Button, companheiros na Honda, marcaram o tempo de 1min45s503. Por ter feito sua volta primeiro, exatamente como você presumiu, o brasileiro ficou com a terceira posição no grid.
O caso mais notório até hoje envolvendo empates na classificação aconteceu no GP da Europa de 1997, aquele mesmo que terminou com Michael Schumacher na brita e Jacques Villeneuve campeão. Naquela classificação, Schumacher, Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen empataram na pole position com um tempo de 1min21s072 em Jerez. Como o que vale é quem marca o tempo primeiro, o canadense da Williams ficou com a pole, com o alemão da Ferrari em segundo e Frentzen em terceiro.
Hamilton quebra recorde de Villeneuve

Lewis Hamilton ainda precisa de formalidades matemáticas para ser aclamado campeão mundial de 2007, o primeiro de um estreante, mas um outro título de precocidade ele já tem. A vitória de hoje no Monte Fuji deu a Lewis o recorde de pódios num ano de estréia.
A marca anterior pertencia a Jacques Villeneuve, que chegou 11 vezes entre os três primeiros em sua temporada inicial na Fórmula 1, em 1996. No Japão, debaixo de um temporal, Hamilton subiu ao pódio pela 12ª vez no ano de estréia.







