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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da tag: Jarno Trulli
Pra incomodar

A Lotus malaia surgiu na Fórmula 1 no ano passado cercada de desconfianças. Embora trouxesse com ela o nome de uma das lendárias equipes da categoria, não dava pinta de ser um projeto sério. A escolha dos pilotos, por exemplo, suscitou muitas interrogações: um quase-aposentado Jarno Trulli acompaanhado do descartado Heikki Kovalainen, que passou por duas grandes equipes (Renault e McLaren) e não foi aprovado.
Mas, contra todos os prognósticos, o time de Tony Fernandes fez uma temporada honesta. Demonstrou ter um carro confiável e, mesmo tendo passado longe dos pontos, ganhou – e bem – da badalada Virgin. Ganhar da Hispania já era esperado, dada a precariedade do time espanhol. Assim, foi a melhor estreante de 2010 e garantiu um certo fôlego para 2011.
E o relativo sucesso da primeira temporada serve de combustível para a segunda. O time trocou os claudicantes motores Cosworth pelos Renault, campeões do mundo com a Red Bull. O objetivo da equipe é claro: marcar pontos e incomodar os times médios. Um pódio ocasional, quem sabe? A fraca dupla de pilotos persiste, mas se com um carro bom até Andrea de Cesaris e Bertrand Gachot fizeram bonito com a Jordan há 20 anos, por que para a Lotus não é possível?

O carro novo está ali, escondido no meio de toda a equipe. É tímido, o coitado.
Foto: Divulgação/Lotus
Sim, é possível. Mas, antes de qualquer coisa, é preciso entrar na pista. O lançamento do novo carro, o T128, agendado para hoje, não passou da divulgação de simulações em computação gráfica. Até pintou uma foto da equipe inteira cercando o bólido, o deixando praticamente escondido. Esquisito pacas.
Como esquisita é a briga com a Renault, que quer tirar do time o direito de usar o nome Lotus. Mas, ao que parece, não vão levar. A própria FIA já vem tratando a “Lotus Renault” como Renault, num indicativo do que deve ser decidido nos tribunais nas próximas semanas. A Renault deve ficar apenas com o patrocínio da Lotus. Enquanto que a Lotus, que compra motores da Renault, vai estampar o logo da marca francesa no bico do carro. Teremos duas Lotus-Renault, mas na verdade não teremos nenhuma. No fim das contas, são duas empresas brigando na justiça para terem o direito de ser o que não são.
Esse é o mundo moderno, imagem é o que importa.
Positivo e negativo: GP do Brasil
Positivo: Kamui Kobayashi. Estreou na Fórmula 1 fazendo uma corrida digna de nota, aplicando um “x” no campeão Jenson Button, brigando lindamente com Kazuki Nakajima e fazendo tempos de volta constantes e convincentes. A melhor estreia na categoria desde Lewis Hamilton e Robert Kubica.
Negativo: Jarno Trulli, pelo ataque histérico após bater em Adrian Sutil. Foi com sede demais ao pote, provocou um acidente e ainda saiu colocando a culpa no adversário.
Primeira fila italiana é a sétima da história

Foto: Reprodução/Adrivo.com
De forma absolutamente inesperada, dois italianos ocupam a primeira fila no grid para o GP da Bélgica: Giancarlo Fisichella na pole, acompanhado por Jarno Trulli. E é apenas a sétima vez na história que isso acontece, sendo a primeira em quatro anos.
No GP da Austrália de 2005, Fisichella e Trulli já tinham dividido uma primeira fila, nas mesmas posições. Fisico, que estreava na Renault, venceu a corrida. Antes disso, no entanto, é preciso voltar bastante no tempo.
A primeira vez em que só italianos compuseram a primeira fila aconteceu, curiosamente, também em Spa-Francorchamps. Foi em 1952, quando Alberto Ascari, Giuseppe Farina e Piero Taruffi saíram na frente, todos com Ferrari. É bom lembrar que, nesta prova, a primeira fila era composta por três carros. Todos eles repetiram a dose no mesmo ano, no GP da França, largando nas mesmas posições. No ano seguinte, a italianada voltou a dominar o grid na França, mas agora com Ascari, Felice Bonetto e Luigi Villoresi.
Somente trinta anos depois a Fórmula 1 voltou a ver uma primeira fila da Itália, já na configuração de filas de dois carros. Foi com Elio de Angelis e Riccardo Patrese no GP da Europa de 1983, em Brands Hatch. E em 1984 aconteceu novamente, dessa vez com o mesmo De Angelis na pole, acompanhado de Michele Alboreto, no GP do Brasil.
Trulli marca sua primeira volta mais rápida

Foto: Divulgação/Toyota
Terceiro colocado apesar da pole position, Jarno Trulli tem pelo menos um motivo para comemorar sua participação no GP do Bahrein: marcou, pela primeira vez na carreira, a melhor volta de uma corrida.
Com isso e com 203 GPs nas costas, Trulli quebrou o recorde obtido por Jenson Button no GP da Malásia, tornando-se o piloto que mais provas demorou para marcar uma volta mais rápida. Parece um recorde que dificilmente será quebrado, pois o antigo detentor, Button, havia demorado 155 corridas para tal. Confira abaixo os recordistas em “voltas rápidas tardias”.
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O verdadeiro pole position

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
Avaliando os pesos dos carros na classificação, em release divulgado pela FIA hoje pela manhã, fica claro que, se alguém fez um grande treino hoje, este alguém é Sebastian Vettel. O alemãozinho da Red Bull esmerilhou, é um dos carros mais pesados entre os que largam na frente e, mesmo assim, conseguiu a terceira posição no grid. Se conseguir um bom ritmo de corrida nas primeiras voltas e não deixar as Toyotas escaparem, tende a vencer a prova.
Jenson Button é outro que está muito bem na foto. Tem três voltas a menos de combustível que Vettel, mas tem certa vantagem para as Toyotas de Trulli e Glock, os dois mais leves do grid. Olho nele e em Lewis Hamilton, que larga com o mesmo peso do compatriota. A McLaren não é tão confiável quanto a Brawn, mas parece em boa forma para a corrida.
Confira abaixo a relação de pilotos / peso do carro / posição de largada para amanhã.
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Dando migué

Foto: Reprodução/Grande Prêmio
Lewis Hamilton admitiu hoje, em coletiva, que mentiu aos comissários. Tentou dar neles um verdadeiro “migué”, omitindo a informação de que teria deixado Jarno Trulli passar e deixando o italiano pronto para ser punido, como foi. Porém, o inglês tenta se defender alegando que fez isso orientado por Dave Ryan, diretor esportivo da McLaren, já devidamente afastado do cargo. Mas o fato é que, nessa história, ficou feio para todo mundo.
Ficou feio para Hamilton que, além de ter ficado com imagem de vilão-mentiroso-safado para alguns, ficou com a de mané para outros. Afinal de contas, foi muita estupidez descer do carro, contar a versão correta dos fatos para os jornalistas e depois mentir de forma deslavada aos comissários da corrida. Seria no mínimo inteligente avisar a McLaren: “olha, eu já falei a verdade, não vai colar”. Se não agiu de má-fé, foi burro. Tentou ser esperto e acabou como malandro-otário. O garoto é jovem, é perdoável. Mas não dá para negar que Hamilton já se envolveu em confusões proporcionais a seu talento, em muito pouco tempo de Fórmula 1. Sua imagem está ficando desgastada cedo demais.
Ficou péssimo para a McLaren. Com a reputação manchada desde o episódio da espionagem em 2007, mais uma vez passou a impressão de equipe desonesta. Feriu um dos princípios mais nobres do esporte, que é o fair play. É claro que não há santinhos na Fórmula 1, mas a mentira da forma como aconteceu foi um jogo sujo, baixo. E a equipe pode levar um gancho mais sério da FIA, embora não acredite que vá acontecer.
E, por fim, ficou ainda mais feio para a trapalhona FIA. Como os comissários julgam a desclassificação de um piloto baseado apenas no testemunho de Hamilton? O que Trulli disse não foi considerado por quê? Por que não avaliaram a telemetria da McLaren e da Toyota? Por que não ouviram a fita antes? Como, com duzentas câmeras espalhadas num perímetro de menos de cinco quilômetros e mais de uma câmera onboard em cada carro, não conseguiram captar o incidente e julgar de forma adequada? Tomaram uma decisão apressada, errada e sem subsídios adequados para tal.
É preciso mais seriedade, de todas as partes. No fim das contas, todos agiram como moleques. E fizeram de manés aqueles que ficam nas arquibancadas, nas poltronas e nos sofás. E, que no fim das contas, são a razão desses moleques existirem.
Conversa entre Lewis e McLaren
Tradução capellesca do diálogo entre Lewis e McLaren após o incidente com Jarno Trulli no GP da Austrália. Alguns trechos técnicos do diálogo foram suprimidos, por não serem relevantes (coisas como “freios frios, aqueça”).
Lewis Hamilton: A Toyota saiu da pista na segunda curva… isso está certo?
McLaren: Entendido, Lewis. Vamos confirmar e damos retorno a você.
Lewis: Ele estava fora da pista. Ele saiu.
McLaren: Lewis, você deve deixar a Toyota passar. Deixe passar agora.
Lewis: OK.
Lewis: Ele ficou lento, bem na minha frente.
McLaren: OK, Lewis. Fique atento, fique atento. Ele vai ultrapassá-lo. Estamos falando com Charlie [Whiting, diretor de prova].
Lewis: Eu já o deixei passar.
McLaren: OK, Lewis. Está certo. Está certo. Mantenha a posição, mantenha a posição.
Lewis: Diga a Charlie que eu o ultrapassei, mas já o deixei passar.
McLaren: Entendido. Estamos checando. (…)
Lewis: Eu não tenho que deixá-lo passar, eu deveria assumir essa posição novamente, se ele cometeu um erro.
McLaren: Sim, a gente entendeu, Lewis. Apenas faça de acordo com a regra. Estamos perguntando a Charlie agora. Você está em quarto lugar. Mantenha esta posição, apenas fique próximo.
(…)
Lewis: Alguma notícia de Charlie, posso pegar a posição de volta ou não?
McLaren: Ainda aguardando resposta, Lewis. Ainda aguardando.
(…)
McLaren: OK, Lewis, esta é a última volta da corrida. Ao final da volta o Safety Car vai entrar nos boxes, apenas cruze a linha sem ultrapassar, sem ultrapassar. Nós estamos vendo este caso do Trulli, mas apenas mantenha sua posição.
O que se pode entender: Lewis estava querendo o terceiro lugar, pois achava que tinha direito à posição. Mas deixou Trulli passar por recomendação da equipe. O problema é que a desclassificação não veio baseada neste diálogo, mas sim na mentira que Lewis teria contado aos comissários ao final da corrida, que entraria em contradição com o que realmente ocorreu.
O que eu acho muito estranho é o fato de Hamilton mentir para os comissários, como eles alegam, sabendo que existem gravações do rádio disponíveis. E outra: por que, depois da corrida, Lewis falou abertamente a jornalistas que deixou Trulli passar por um pedido da equipe? Se ele mentiu aos comissários, seria lógico que mantivesse a mentira em público.
Muito, muito estranha esta história toda.
Dois erros não fazem um acerto

Foto: Divulgação/Bridgestone
A máxima é antiga e inspira-se no contrário das propriedades da multiplicação na matemática, que diz que “menos com menos, dá mais”. Mas é fato que na vida real dois erros não fazem um acerto e a FIA parece não prestar muita atenção nisso.
Hoje, a entidade mais atrapalhada do automobilismo mundial anunciou uma inversão nas punições no GP da Austrália. Jarno Trulli teve sua pena de 25 segundos cancelada e voltou ao pódio, recuperando seus seis pontos. Até aí, tudo bem, nada mais justo dados os novos indícios que surgiram durante a semana e que ajudaram a compreender melhor o acontecido. O problema é que, não satisfeitos, resolveram eleger um culpado. Um não, dois: Lewis Hamilton e McLaren foram “banidos” da prova e tiveram suas posições retiradas.
Por mais que a FIA diga que analisou as conversas de rádio, não acredito que nelas pudesse haver algum indício que a McLaren agiu de má-fé quando recomendou que Hamilton devolvesse a posição a Trulli. Teria o engenheiro dito pelo rádio: “deixa e trouxa passar e vamos forçar uma desqualificação”? Lógico que não. E duvido que haja alguma conversa que aponte, ainda que indiretamente, num direção assim. Seria uma estratégia tão absurda que não merece sequer ser comentada.
A McLaren errou, e feio, ao ter silenciado quando a Toyota foi punida. Se realmente Lewis e McLaren cederam a posição numa atitude de fair play, jogaram todo o jogo limpo para o espaço quando viram a adversária ser desclassificada e nada fizeram para esclarecer o caso. E talvez esta atitude contraditória, quase um fair-play-pero-no-mucho, é que tenha gerado a punição. Mas fica esquisito pra caramba desclassificar alguém por isso. Uma multa, uma advertência, ainda vá. Até porque todo o imbróglio só aconteceu porque nenhum fiscal ou comissário – contratados pela própria FIA – conseguiu entender o que tinha acontecido. E nem as câmeras de televisão – controladas pela FOM, parceira carnal da FIA – conseguiram flagar o incidente.
Em última instância, a McLaren paga pela incompetência da entidade em administrar suas próprias competições. Culpam a equipe por “conduta enganosa”, quando tudo o que aconteceu foi bastante evidente, com todas as dúvidas geradas apenas pelo problema de cobertura de televisão e de cegueira de comissários. Em 2009, de erros em erros, de menos em menos, a FIA vem se esforçando cada vez mais para multiplicar a confusão.
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Atualização: A FIA acaba de divulgar em seu site o áudio e a transcrição da conversa de rádio entre Lewis e a McLaren durante o GP da Austrália. Com ela, fica evidente que Lewis realmente devolveu a posição.
Louvável a transparência da FIA em divulgar esta evidência, mas ela não é muito diferente do que já se sabia. O que justificaria a punição seria o fato de Lewis ter negado aos comissários, em conversa posterior à corrida, que tenha deixado Trulli ultrapassar. O problema é que isso não está gravado e não foi divulgado. Transparência pela metade não resolve a questão como um todo.
Trulli merecia a punição?
A geração da televisão não mostrou o incidente que levou Jarno Trulli a perder o pódio no GP da Austrália. Mas como na era da colaboração todo mundo pode informar todo mundo, um cidadão australiano fez a sua parte. Publicou no Youtube um vídeo que fez das arquibancadas mostrando o que realmente aconteceu. Assista e julgue: Trulli merecia ser punido?
O ocorrido foi: Trulli escapou da pista sob bandeira amarela e Lewis Hamilton o ultrapassou. Logo depois, segundo o próprio Hamilton (isso o vídeo não mostra), devolveu a posição, já que é proibido ultrapassar sob tais condições. E quem levou o gancho foi o italiano da Toyota. Curioso observar que Timo Glock, com a outra Toyota, também escorregou na mesma curva, logo depois. Mas não perdeu posições.
Por mais que a regra diga que ultrapassagens são proibidas sob bandeira amarela, deve-se usar o bom senso. Hamilton não deveria ser punido por ultrapassar Trulli (como não foi), mas o italiano também não merecia perder 25s, já que a posição lhe foi devolvida por Lewis, que agiu com muito fair play.
O que você acha?
Ah, a dica foi do Hugo Becker.
Depois de três anos, Toyota volta à 1ª fila

Foto: Divulgação Toyota
O segundo lugar no grid obtido por Jarno Trulli para o GP do Brasil foi muito comemorado pela equipe Toyota. Também, não é para menos. Desde o GP do Japão de 2005, com Ralf Schumacher, o time japonês não conseguia colocar um de seus carros entre os dois primeiros num grid de largada.
O resultado é a comprovação do renascimento da Toyota. Na Fórmula 1 desde 2002, gastando os tubos, a equipe não vem bem desde 2005, sua melhor temporada até aqui. Naquele ano, o time conquistou duas pole positions, subiu cinco vezes ao pódio e terminou o Mundial de Construtores em quarto lugar. De lá para cá, só decepções, brigas e cobranças, até a redenção em 2008.
Timo Glock foi segundo colocado na Hungria, Jarno Trulli foi terceiro na França e o time está em quinto na classificação geral. Não tem mais chances matemáticas de ultrapassar a Renault e terminará a temporada nesta posição, mas o segundo posto no grid da corrida em Interlagos é um encerramento perfeito para um ano de recuperação. Com a mudança de regulamento, pode ser uma equipe difícil de ser batida na próxima temporada. Apesar das seguidas mostras de ineficiência técnica e problemas políticos, a Toyota parece estar entrando no rumo certo. Bem diferente de sua rival Honda.
Tags: GP do Brasil, Jarno Trulli, Toyota
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Trulli de novo capacete (de novo??)

Bruno Vicaria me chama no msn, manda foto e informa que Trulli mudou de capacete. Eu me pergunto “e qual a novidade?”. Ao ver a foto eu me respondo: a novidade é que o casco ficou bonito pacas.
Das milhares de combinações bregas já usadas pelo italiano, essa parece a mais bonita de todos. “Ficou animal!”, nas palavras do nobre colega de Grande Prêmio e Rádio GP.
Te devo essa, Bruno!
Tags: Jarno Trulli, Toyota
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O Samurai Trulli
Essa é do blogueiro Peter Landsberg. O desenho do Trulli samurai, que o italiano utilizou no topo de seu casco nas primeiras provas de 2006, também estava presente na parte de trás do bizarro capacete comemorativo do GP do Japão de 2005.
Ei-lo.

Credo!
Tags: Jarno Trulli
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Capacetes: Evolução (?) Trulli
Atendendo a numerosos pedidos e cumprindo promessa já aqui feita, publico abaixo a evolução da pintura do capacete de Jarno Trulli, com comentários.
De longe, é o piloto de Fórmula 1 que mais modelos diferentes já utilizou, sejam eles comemorativos ou não.

1) 1997-1999: Capacete original do piloto italiano, com o qual estreou na Fórmula 1 pela Minardi em 1997 e disputou as duas temporadas seguintes pela Prost.
2) 2000-2001: Pintura utilizada durante as duas temporadas dele na Jordan. Repare que foi adicionada a ela apenas a coroa amarela dos cigarros Benson & Hedges.
3) 2001 (1): Durante o GP dos EUA de 2001, Trulli utiliza este desenho “comemorativo”, homenageando o público norte-americano, dias após os atentados de 11 de setembro.
4) 2002-2003: De mudança para a Renault, o italiano muda os tons da pintura. O vermelho e o verde ficam mais cítricos. A coroa azul celeste da Mild Seven é incorporada à pintura.
5) 2003 (1): No GP da França, acontece a estréia dos modelos prateados. Este primeiro não era cromado, sendo uma pintura prata lisa, apenas com a coroa azul aplicada.
6) 2003 (2): Na corrida seguinte, na Inglaterra, Trulli muda para o modelo cromado. Inicialmente, sem pintura alguma. Apenas um casco cromado de coroa azul.
7) 2004 (1): O italiano começa a temporada de 2004 com o mesmo casco cromado, mas agora com os contornos da pintura original marcados em preto.
2004 (2): Demitido por Briatore e contratado pela Toyota, Trulli muda o topo para vermelho e a coroa para branco. Este casco estreou no GP do Japão e foi utilizado em duas provas.
9) 2005-2006: No GP da Austrália, estréia o modelo sem coroa e com as pinceladas vermelhas características da Toyota no topo. Este foi, durante os anos de 2005 e 2006, o desenho-padrão.
10)2005 (1): Pintura comemorativa utilizada no GP de San Marino, com as cores da bandeira italiana.
11)2005 (2): Bizarro desenho exibido no GP do Japão. Cheio de flores e com um sol nascente ao fundo, foi a coisa mais grotesca já vista nos últimos tempos.
12)2006 (1): Muito parecido com o modelo-padrão, este casco se diferencia pelo topo, que pouco aparece na fotografia. Trata-se de um desenho ao estilo mangá de Jarno Trulli, de chuquinha, posando de samurai. Apareceu nas primeiras provas de 2006. Pensando bem, é bom que não dê para ver.
13)2006 (2): Desenho alusivo ao GP de San Marino, com as cores da Itália. Nesta, o “J” e o “T” estilizados se destacam, em branco.
14)2006 (3): Pintura em comemoração ao tetracampeonato mundial de futebol conquistado pela Itália. Com as cores da azzurra, da bandeira, e com a Copa do Mundo no topo.
15)2007: Capacete que estreou esta semana, no GP da Austrália. Possui a base crua de fibra de carbono, apenas com o desenho tradicional cromado. Um pouco melhor, mas também de gosto discutível. Como todos os demais.
Tags: Jarno Trulli
21 comentários
O "novo" Trulli
E Jarno Trulli estreou ontem, em Melbourne, a 1.675ª versão do seu capacete.

Agora com cor e textura de fibra de carbono, o casco é cromado apenas no desenho do “J” e do “T” estilizados, que sempre o acompanharam.
Achei bem melhor que os anteriores, medonhos. Este da foto à esquerda é o mais recente, que ele usou até janeiro deste ano. Aliás, estou devendo há tempos uma evolução da pintura do Trulli. Semana que vem sai.





