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Rapidinhas: GP do Brasil

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Vitória de Mark Webber e título de Jenson Button em uma corrida quente no começo, mas que foi ficando morna até terminar fria e sonolenta.

- Foi uma prova bastante movimentada, se considerarmos a média da temporada, mas foi um espetáculo bem menos eletrizante do que Interlagos costuma proporcionar.

- Rubens Barrichello, que prometia ser o protagonista da corrida por correr em casa, brigar pelo título e largar da pole position, acabou apenas em oitavo lugar e deu adeus a qualquer chance de título. Mas não que o brasileiro tenha feito uma corrida necessariamente ruim. Largou bem na frente, escapou das confusões atrás de si, mas teve sua estratégia de largar leve prejudicada pela entrada do Safety Car. Não pode abrir nenhuma diferença nas primeiras cinco voltas, o que lhe foi fatal.

- Quando parou para seu primeiro pit stop, havia aberto apenas três segundos de vantagem para Mark Webber, tempo insuficiente para conseguir manter a liderança depois da parada do australiano. Para piorar, perdeu também a segunda posição para a BMW de Robert Kubica. As coisas ficaram ainda mais ruins para Barrichello quando seu carro voltou muito mal para o segundo stint, perdendo terreno volta a volta. E, como cereja do bolo, um dos pneus de seu terceiro jogo furou, o obrigando a uma parada extra nos boxes.

- Para tristeza da torcida brasileira, a má sorte que costuma acompanhar Barrichello em Interlagos apareceu novamente.

- Já Jenson Button, quinto colocado e campeão do mundo, era só sorrisos. Teve muita sorte na primeira volta, quando ganhou cinco posições graças aos enroscos de Kimi Raikkonen, Adrian Sutil, Jarno Trulli e Fernando Alonso. Também ganhou posições quando Nico Rosberg quebrou e Rubens Barrichello teve problemas. Mas no entanto, fez uma corrida empolgante nas primeiras voltas, com ultrapassagens arriscadas e arrojadas sobre Sebastien Buemi, Kazuki Nakajima e Kamui Kobayashi.

- Sua disputa com Kobayashi, por cerca de 20 voltas, foi um dos melhores momentos do GP do Brasil. O japonês mostrou-se o melhor estreante da temporada, fazendo uma corrida segura e disputando posições com raça. Depois de ser ultrapassado por Button, protagonizou uma disputa histórica com Kazuki Nakajima no “S do Senna” e na Curva do Sol. Conseguiu ficar à frente, depois de dividir três curvas de forma impressionante.

- Algumas voltas depois, os dois bateram quando Kobayashi deixava os boxes. Num misto de imprudência de ambos, quem se deu mal foi Nakajima, que foi parar na grama e bateu forte no muro. Kobayashi fechou a porta um pouco além do necessário, mas Kazuki também foi imprudente. Acidente de corrida.

- Mas voltando a Button, se o inglês fez uma segunda metade de temporada pra lá de apagada, hoje em Interlagos viveu uma de suas melhores atuações. Arriscou até mais do que o necessário e mereceu levar o caneco.

- Ainda que suas últimas corridas não tenham sido grande coisa, Button leva o título pelo conjunto da obra. Ganhou seis das primeiras sete provas da temporada e só perderia o campeonato se fizesse uma grande besteira. Pode não ter mais brilhado tanto, mas besteira também não fez. As circunstâncias da conquista, com apenas um pódio nas últimas nove corridas, podem até deixar seu título menos brilhante, mas não apagam seus méritos. Ganhar seis em sete não é para qualquer um, e foi com essa arrancada que Button garantiu um inicialmente improvável título mundial.

- Quem também garantiu o título hoje foi a Brawn, que sagrou-se campeã de construtores. Foi a primeira vez na história que um time estreante conseguiu tal distinção.

- Voltando à prova, Mark Webber sobrou com a Red Bull. Era o melhor carro do final de semana e conquistou uma daquelas vitórias que, para quem olha de fora, parece que nem precisou de muito esforço. Não teve adversários e disparou na frente depois que Barrichello parou nos boxes. Sebastian Vettel, vindo lá do fundão, conseguiu ainda chegar em quarto, provando a superioridade dos carros de Adrian Newey em Interlagos.

- Ótimas apresentações também de Robert Kubica e Lewis Hamilton, que completaram o pódio. A McLaren aproveitou bem seu acerto para tempo seco e ainda acertou na mosca ao mudar a sua estratégia logo no começo da prova, com a entrada do Safety Car. A ousadia foi paga com um merecido pódio para Lewis.

- Quem poderia ter feito mais na prova, mas abandonaram logo no começo, foram Jarno Trulli e Adrian Sutil. Os dois saíam da segunda fila e poderiam brigar pelo pódio, mas se enroscaram na primeira volta. Na minha avaliação, Trulli foi otimista demais ao tentar passar por fora na descida do lago. Não tinha como, foi parar na grama e causou um acidente bastante sério, no qual acabou sobrando até para Fernando Alonso. Desceu do carro furioso, gesticulou loucamente xingando Sutil, mas sem muita razão. A postura que ele reclamava do alemão foi exatamente a mesma adotada por ele próprio quando fez Kubica sair voando com sua BMW no Canadá, há dois anos. Trulli também não é dos pilotos mais prudentes e não pode reclamar de nada.

- Daqui a quinze dias, em Abu Dhabi, confraternização de final de temporada. Em jogo, apenas o vice-campeonato, que agora está nas mãos de Sebastian Vettel. O alemão tem dois pontos de vantagem para Barrichello, que não sei se se esforçará por uma classificação simbólica como essa. Deverá correr em busca da vitória e, se ela não for possível, duvido que corra apenas com o objetivo de vencer Vettel.

- Foi uma temporada esquisita, mas deixo o balanço do título de Button para amanhã. Parabéns ao novo campeão.

Resultado GP do Brasil 2009

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Pilotoons: GP do Japão

Na leitura do Bruno Mantovani, o que cada um perseguiu em Suzuka. Nota 10.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Positivo e negativo: Cingapura

Positivo: Jenson Button. À mineira, derrotou seu companheiro de equipe que vive melhor fase e deu um passo muito importante rumo ao título mundial.

Negativo:
Nico Rosberg. Perdeu uma grande chance para a Williams ao errar de forma vexatória na saída dos boxes, queimando a linha branca com todas as rodas.

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Pilotoons animado: GP da Itália

Mais uma sensacional do Mantovani!

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Pilotoons: GP da Itália

Mantovani, como sempre, digno de elogios.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Curiosidades do GP da Hungria

Foto: Reprodução/Google Maps

Foto: Reprodução/Google Maps

* Esta será a 24ª edição do GP da Hungria. Desde que estreou na Fórmula 1, em 1986, a corrida acontece todos os anos, ininterruptamente.

* Todas as provas aconteceram no circuito de Hungaroring. O traçado, no entanto, já sofreu duas alterações com relação ao desenho original.

* Em 1989, uma variante foi retirada do traçado. Em 2003, a reta de chegada foi alongada e a primeira curva teve seu traçado modificado, assim como o trecho final que leva à reta dos boxes.

* O primeiro vencedor foi Nelson Piquet, em 1986. Nesta prova, uma das melhores manobras da história da F1: Piquet ultrapassou Ayrton Senna por fora no final da reta dos boxes e partiu para a vitória.

* Nos primeiros anos do GP da Hungria, por sinal, só vitórias brasileiras. Piquet venceu em 1986 e 1987, Senna em 1988. Depois, Senna repetiria a dose em 1991 e 1992. Outra vitória nacional, só dez anos depois, com Rubens Barrichello.

* O recordista de vitórias no GP húngaro é Michael Schumacher, com quatro conquistas. Senna tem três, contra duas de Nelson Piquet, Damon Hill, Jacques Villeneuve e Mika Hakkinen.

* Apesar de ser uma corrida historicamente com poucas ultrapassagens, algumas vitórias improváveis já aconteceram na Hungria. Em 1989, Nigel Mansell partiu do 12º lugar para uma espetacular vitória com a Ferrari. Em 2006, Jenson Button venceu pela primeira vez na Fórmula 1 largando da 14ª posição.

* E os finais de corrida já reservaram surpresas em terras magiares. Em 1987, uma porca soltou-se do pneu traseiro direito de Nigel Mansell a seis voltas do fim, caindo a vitória no colo de Piquet. Dez anos depois, em 1997, um problema hidráulico impediu uma histórica vitória de Damon Hill com a Arrows. Ele acabou ultrapassado por Jacques Villeneuve na última volta. No ano passado, o motor Ferrari de Felipe Massa estourou a três giros do fim, dando a Heikki Kovalainen sua primeira vitória na Fórmula 1.

* Além de Kovalainen e Button, Damon Hill e Fernando Alonso também tiveram em Hungaroring o palco de suas primeiras vitórias na Fórmula 1.

* Michael Schumacher e Nigel Mansell são outros que possuem boas lembranças do GP da Hungria. Foi lá, em 2001 e 1992, respectivamente, que eles confirmaram seus títulos mundiais.

* Em 11 das 23 edições até aqui, a vitória ficou com o pole position.

* Pole position, aliás, amplamente dominada por Michael Schumacher. O alemão marcou sete poles na Hungria. Ayrton Senna é o segundo, com três.

* Entre as equipes, mais equilíbrio nas poles. Sete da Ferrari e sete da McLaren, contra seis da Williams.

* Nas vitórias, vantagem para a McLaren, com oito. A Williams venceu sete vezes em Hungaroring, contra cinco da Ferrari.

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Rapidinhas da classificação: Alemanha

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

- A classificação para o GP da Alemanha foi uma das mais emocionantes dos últimos anos na Fórmula 1. Uma chuvarada regou a pista em meio ao Q2 e, a partir de então, tudo ficou imprevisível. Com todos colocando pneus de chuva para depois ver a pista secar e retornar aos slicks, as duas últimas partes do treino foram absolutamente imprevisíveis, com os pilotos na pista o tempo todo tentando baixar os tempos.

- Quem levou a melhor foi Mark Webber, que conquistou a primeira pole position de sua carreira. A pole foi conquistada na última tentativa, com uma volta voadora que bateu não só seu favorito companheiro Sebastian Vettel, mas também os dois carros da Brawn, que parecem vir forte para a corrida.

- Rubens Barrichello foi outro que fez uma excelente volta no final, roubando a primeira fila de seu companheiro Jenson Button, que vai largar em terceiro. Vettel sai em quarto.

- Apesar da embaralhada geral da chuva, as duas primeiras filas acabaram mesmo com as equipes dominantes: Red Bull e Brawn. Salvo alguma grande zebra, a corrida deve ficar entre os quatro.

- Mas do quinto para baixo, algumas surpresas. Lewis Hamilton confirmou o bom desempenho da McLaren nos treinos livres e vai largar em quinto. Seu companheiro Kovalainen sai ao lado, em sexto. Resta saber se não estão com pouco combustível, resposta que teremos daqui a pouco.

- E a grande surpresa, mesmo, ficou por conta da Force India de Adrian Sutil, que soube se aproveitar da chuva no Q2 para passar para a fase final do treino. Nela, fez uma volta suficiente para largar em sétimo, a melhor posição de sua carreira e da Force India. À frente, inclusive, das Ferrari. Vai ter dancinha a noite toda no motor home.

- Falando em Ferrari, que conseguiu montar o carro de Felipe Massa com pneus errados no Q2 – pelo menos alguém percebeu antes que o carro arrancasse -, restou a oitava e a nona posições. Massa à frente, Kimi atrás. Devem fazer alguns pontos, e só.

- Pela primeira vez em 27 tentativas, Nelsinho Piquet vai largar à frente de Fernando Alonso. É lógico que as circunstâncias de clima influenciaram no resultado, mas a pista estava úmida para os dois. Nelsinho fez grande volta com pneus slick, enquanto o espanhol rodou no final da sua tentativa. Mereceu o resultado, passou para o Q3 e sai em décimo. Alonso larga duas posições atrás.

- Nascido em Heidelberg, os ares alemães parecem fazer bem a Nelsinho. No ano passado, em Hockenheim, fez sua melhor corrida na Fórmula 1. Hoje, seu melhor treino. E o fato deste treino ter acontecido justamente no momento em que a imprensa alemã já o deu como demitido da Renault torna o resultado ainda mais expressivo. Se Nelsinho precisava de uma hora para dar a volta por cima, escolheu a certa. Desde que não seja tarde demais…

- Dali para trás, nenhuma novidade. Toyota fazendo fiasco, Nakajima rodando, BMW como de costume em 2009. E Bourdais em último, naquela que pode ser sua última corrida pela Toro Rosso. Jaime Alguersuari esfrega as mãos.

- A Brawn esteve mais forte do que imaginava no treino, talvez muito pela habilidade de Barrichello em pista úmida. Mesmo assim, dado o clima frio, aposto nas Red Bull para a corrida. A vantagem da pole de Mark Webber é grande, mas com chuva, ainda assim colocaria minhas fichas em Vettel. Em caso de uma corrida com pista seca, o australiano pode levar sua primeira vitória na Fórmula 1. Mas não acho que deva ser fácil.

- Se o treino foi uma prévia da corrida, teremos uma grande disputa amanhã. Corrida cercada de expectativas.

Classificação: GP da Alemanha

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Pilotoons: GP da Inglaterra

Rapidinho, o pai do Enzo já desenhou o seu olhar sobre o GP da Inglaterra.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani



 

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Positivo e Negativo: Inglaterra

Positivo: Sebastian Vettel. Por mais que o grande desempenho da Red Bull tenha tornado as coisas fáceis, o alemão foi perfeito. Largou na frente e disparou metendo um segundo por volta em todo mundo, mesmo com um dos carros mais pesados. Menção honrosa para Felipe Massa, que fez grande corrida para chegar em quarto lugar.

Negativo: Jenson Button. Tá certo que a Brawn não teve o mesmo desempenho de sempre, mas mesmo assim o inglês andou abaixo da média. E, pela primeira vez, ficou atrás de Barrichello. Menção desonrosa para Lewis Hamilton, que viu mais grama do que pista durante a prova. Uma corrida decepcionante para os pilotos locais.

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Button com capacete feito por fã

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Jenson Button resolveu repetir, neste GP da Inglaterra, a mesma iniciativa do ano passado. Em seu site oficial, o inglês preparou um concurso no qual os fãs podiam sugerir pinturas especiais para seu capacete. A escolhida foi esta acima, com a qual ele disputará seu GP caseiro no próximo domingo.

O casco resgata as cores originais de seu capacete, não por acaso, as mesmas da bandeira da Grã-Bretanha. O desenho é formado por círculos que contém em si o “Union Jack”, com a inscrição “Push the Button”, um trocadilho com seu sobrenome que em português significa “aperte o botão”.

Sei não, mas achei o do ano passado bem mais bonito.

A dica veio do Valter Araujo.

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Quando um carro bom é ruim

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Passadas sete corridas do início do campeonato, que apresenta um domínio assombroso de Jenson Button e um desempenho pra lá de irregular de Rubens Barrichello, começo a procurar explicações para uma diferença tão grande de resultados entre os dois companheiros de equipe.

Com uma amostra desse porte disponível, já não é mais possível creditar tudo a um fator aleatório de sorte/azar. Ao mesmo tempo, não dá para colocar tudo na conta de uma hipotética “incompetência” de Barrichello. Ele pode até não ser aquele piloto que promete ser, mas nem de longe é um inepto que comete erros grosseiros. E aí vem a pergunta: o que há com Barrichello?

Passo a lembrar de toda a carreira do brasileiro, que acompanhei desde o início, e a enumerar seus grandes momentos na Fórmula 1. E me dou conta que, via de regra, alguma coisa havia em comum: um carro nervoso. E lembrando também dos maiores capotes que ele levou de companheiros de equipe, outro aspecto comum: um carro fantástico, que anda sobre trilhos.

Historicamente, Barrichello distinguiu-se por sua habilidade na chuva. Seu grande cartão de visitas em Donington Park há 16 anos, a sua primeira vitória na encharcada Hockenheim, sua primeira pole em Spa, seu belo desempenho em Mônaco e em Magny-Cours com a Stewart. E o que há em comum em todos estes momentos chuvosos? Pista com pouco grip, condições adversas, carro escorregadio.

É nessas circunstâncias que Rubens Barrichello brilha. Poucos conseguem extrair mais de um carro nervoso e com pouca aderência do que o brasileiro. Na chuva, ele patrola. No seco, quase nunca, diria. Mas sempre que teve um carro nervoso e difícil de conduzir, destacou-se sobre seus companheiros de equipe.

Foi assim com Jenson Button no ano passado, guiando a carroça da Honda. Foi assim em seu ano de estreia, contra pilotos experientes como Ivan Capelli e Thierry Boutsen. E mesmo na Ferrari, quando Barrichello só conseguiu andar mais próximo e até a ameaçar Michael Schumacher em anos nos quais a equipe italiana teve dificuldades: 2003 e 2005.

Quando o carro era um foguete, como a fantástica F2004, Schumacher foi soberano. Ganhou 13 corridas e Barrichello levou apenas Monza e Xangai, isso depois que a fatura estava liquidada, com a sede de títulos do alemão saciada. Tudo bem, a gente sabe que na Ferrari havia uma hierarquia clara, mas mesmo assim, o brasileiro não precisou abrir mão de nenhuma posição ou vitória naquele ano. Foi a única temporada, aliás, na qual Ross Brawn e Jean Todt foram a público para afirmar que os dois estavam livres para brigar. Nos anos anteriores até o sino de Maranello sabia que Barrichello não teria chances. E 2004 foi uma surra, nas palavras do próprio Ross.

É incorreto afirmar que Barrichello só vai bem se tem um carro “ruim”. Com carro ruim ninguém faz nada, nem Schumacher venceria se guiasse uma Minardi. Mas, para que o talento de Rubens desperte, é preciso que o bólido seja nervoso, arisco, com reações pouco previsíveis, sem margem para que o piloto possa acelerar sem dó. Pode até ser um carro rápido e vencedor, com foi o F2003-GA. Mas, se o carro é rápido, estável e não precisa de grandes correções, como é a Brawn de 2009, os companheiros acabam se saindo melhor.

A avaliação pode ser superficial, admito. Mas acho que tem um belo fundo de verdade aí, dá para desenvolvê-la melhor. O extrato é que, para ele, carro muito bom é ruim. Seu talento aparece mais em condições difíceis. Quando pisar no da direita é fácil, seus companheiros o vencem em velocidade pura. Mas quando para vencer é preciso jeito, ele aparece muito bem. E, por mais irônico que possa parecer, o BGP 001 – infelizmente para ele – é um baita carro.

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Pilotoons: GP da Turquia

Bruno Mantovani retrata a largada do GP da Turquia.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

E eu diria que a charge pode ser uma metáfora de toda uma carreira…

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Button iguala Clark e Schumacher

Foto: Divulgação/Brawn GP

Foto: Divulgação/Brawn GP

Jenson Button ainda não é campeão, mas já vem colecionando feitos dignos dos maiores deles. Hoje, em Istambul, igualou recordes históricos do bicampeão Jim Clark e do hepta Michael Schumacher. Com seis vitórias nas sete primeiras corridas, o piloto da Brawn repetiu Clark em 1965 e Schumacher em 1994 e 2004. Vale lembrar que, em todas estas situações, os pilotos levaram o título ao final das temporadas.

Porém, os outros campeões tiveram feitos ainda maiores. Clark só não pôde vencer sete das sete em 1965 porque abdicou de disputar o GP de Mônaco daquela temporada para cruzar o Atlântico e vencer as 500 Milhas de Indianápolis. Assim, ele disputou só seis das primeiras etapas. E venceu todas. Já Michael Schumacher foi ainda além em 2004: venceu 12 das 13 primeiras. Será que Button chega lá? A julgar pela grande fase, eu não duvidaria.

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Rapidinhas da Classificação: Turquia

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- Se alguém parece capaz de bater nesta temporada o dueto Button-Brawn, sem dúvidas é a parceria Vettel-Red Bull. Endiabarado, o alemãozinho fez uma volta fantástica no fim do treino para cravar sua segunda pole position na temporada, a terceira na carreira.

- Jenson Button e Brawn foram novamente competentes, garantindo ainda a primeira fila com a segunda posição. Impressionante como o inglês ainda não teve um mau dia no campeonato.

- Rubens Barrichello, como sempre, um pouquinho atrás de Button, sai em terceiro lugar. Atrás dele, larga Mark Webber, companheiro de Vettel na Red Bull.

- Na Turquia, dois pelotões lideram nitidamente a corrida. No primeiro, Brawn e Red Bull. Um passo atrás, a Ferrari. Jarno Trulli conseguiu enfiar sua Toyota entre os dois blocos , largando numa ótima quinta posição.

- Na briga interna da Ferrari, outra vez deu Kimi Raikkonen, que sai em sexto. Felipe Massa, imperador otomano, dessa vez ficou para trás, em sétimo. Surpreendente, achei até que teria chances de beliscar a primeira fila, dada sua impressionante superioridade em Istambul. Dessa vez, não deu.

- Fernando Alonso, como sempre no Q3, fechou o treino em oitavo. Já Nelsinho Piquet viveu mais um treino horroroso. Saiu da pista duas vezes e foi eliminado no Q1 como sempre, dessa vez atolado na caixa de brita. Vai sair em 17º e não consigo mais vê-lo empregado até o fim do ano. Já levou 25×0 do companheiro em classificações. Fim do primeiro set.

- BMW e Toyota, após o fiasco de Mônaco, dão sinais de recuperação. Um carro de cada equipe conseguiu avançar à superpole, com Robert Kubica em 10º e Jarno Trulli num ótimo 5º. Nick Heidfeld foi o 11º, contra 13º de Timo Glock. Pode não ter sido o melhor treino do mundo, mas perto do que aconteceu em Monte Carlo, é vitória.

- Williams se mantendo ali no meio do pelotão, com Nico Rosberg em nono e Nakajima Junior em 12º. Deve beliscar mais um ponto ou outro.

- Falando em equipes que já andaram na frente, McLaren perdidinha em Istambul. Lewis Hamilton caiu na primeira fase do treino, com o 16º tempo. Heikki Kovalainen foi um pouquinho mais além, caindo no Q2 com a 14ª posição. Os pneus macios não funcionaram nos carros prata, que andaram o tempo todo com o mais duro. Vão penar na corrida.

- Destaque para o 15º posto de Adrian Sutil. Repetindo a posição de largada em Mônaco, a melhor de toda a sua carreira.

- Toro Rosso muito mal, com Sebastien Buemi em 18º e Bourdais em último. Voltando aos dias de Minardi.

- Ainda falta a informação do combustível de cada carro para estabelecer um prognóstico para a corrida, mas me parece claro que Red Bull ou Brawn levam a prova. Favoritismo para Sebastian Vettel e Jenson Button, que saem na primeira fila. Isso se Barrichello ou Webber não estiverem aprontando alguma estratégia surpresa .

- Se precisar cravar um vencedor, vou de Button. Mas é sempre bom lembrar que nas duas vezes em que largou na pole até hoje, Vettel venceu. Só que dessa vez não deve chover.

- E para você? Quem é o favorito?

Treino de classificação: GP da Turquia 2009

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Charge do Mantovani: O Empregado do Mês

Bruno Mantovani conseguiu acesso a uma das paredes da fábrica da Brawn em Brackley. Ele reproduz para nós, com exclusividade, o que viu.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Até a pé nós iremos… ao pódio

Foto: Reprodução/TV

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Willian Freitas enviou esta ótima. A transmissão da Globo não exibiu, mas Jenson Button parou o carro no lugar errado ao final do GP de Mônaco. Em vez de deixar seu Brawn na reta dos boxes, de onde deveria ir até o pódio, o inglês estacionou no pit lane.

Quando deu-se conta do erro, teve de ir correndo à pé até a tribuna de honra para a cerimônia do pódio. No caminho, foi ovacionado pela torcida.

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A melhor estreante da história

Foto: Divulgação/Bridgestone

Foto: Divulgação/Bridgestone

Que a Brawn faz um começo de temporada estonteante e quebrou vários recordes de precocidade, todo mundo já sabe. Mas hoje, em Mônaco, ela atingiu um bastante significativo. Ela já é a equipe com o maior número de vitórias na temporada de estreia, em toda a história.

A marca durava 55 anos e pertencia à gigante Mercedes. Quando estrearam, em 1954, as flechas de prata conquistaram quatro vitórias. Com a conquista em Mônaco, Jenson Button garantiu a quinta vitória da Brawn na temporada, em apenas seis corridas. Um feito absolutamente inédito.

Em 1954, a Mercedes venceu também o mundial de pilotos, com Juan Manuel Fangio. Porém, o argentino foi campeão guiando por duas diferentes equipes. No começo da temporada, ele conquistou duas vitórias pela italiana Maserati, até transferir-se para o time alemão. Assim, se for campeã – o que parece ser o caso – a Brawn será também o primeiro time a conquistar o título mundial na temporada de estreia, com todos os pontos do campeão somados por seus carros.

Sem sombra de dúvidas, a Brawn é a melhor e maior estreante da história.

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Positivo e negativo: Mônaco

Positivo: Ferrari. Nem vou citar Jenson Button, é hors-concours. A equipe italiana surpreendeu, mostrando capacidade de brigar pela vitória e não cometendo erros crassos. Pode ser pouco para uma equipe do tamanho que é, mas do jeito que a coisa ia, foi praticamente uma vitória.

Negativo:
Sebastian Vettel. É craque, vai dar trabalho no futuro. Mas ainda é jovem e comete erros bobos, como hoje. Fez sua pior corrida na temporada. Enxergo Vettel na mesma fase de Schumacher em 1992 e 1993. Rápido, jovem, vitorioso, promissor, mas inconstante. Quando aprender o que precisa e amadurecer, será um dos grandes.

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Rapidinhas: GP de Mônaco

- Mais uma vez Jenson Button, com todos os méritos do mundo. O inglês foi perfeito desde a largada, abriu a diferença necessária para garantir a vitória já no primeiro stint e dali para frente só administrou. Só não venceu de ponta a ponta por causa das paradas de box.

- A fase do inglês, como disse ontem, é irresistível. Ele faz exatamente o que é necessário para vencer, acelera na hora certa, administra na hora certa, não comete erros. Simplesmente perfeito. O melhor piloto da temporada, disparado.

- Rubens Barrichello, segundo colocado, brilhou na largada. Arrancou melhor que Kimi Raikkonen e ganhou a posição na largada, mesmo sem KERS. Não conseguiu acompanhar o ritmo de Jenson no começo e dali para frente correu para administrar o segundo, no que foi bastante competente.

- Eterno otimista e cheio de promessas, hoje Barrichello parece ter jogado a toalha na coletiva. Ao final de seu pronunciamento em português, disse que continua “na busca da… da… vitória que… que… com certeza… (pigarro) deve acontecer”. Foi prudente e consciente em não falar mais em título. Esse, já tem dono.

- Se alguém parecia capaz de bater a Brawn em Monte Carlo, este alguém foi a Ferrari. A equipe italiana encontrou o rumo e fez uma boa prova. Caso tivesse saltado na frente, poderia até ter brigado pela vitória. Kimi Raikkonen foi terceiro, mas não sem dar trabalho a Barrichello. Parece que voltou à velha forma.

- Felipe Massa foi bem, brigando com Rosberg e Vettel. Forçou uma ultrapassagem e cortou a chicane do porto, mas corretamente devolveu a posição. Quando teve pista livre, foi o piloto mais rápido da corrida, terminando o GP com a melhor volta. Quarto colocado, perdeu o duelo interno para Kimi Raikkonen, mas isso é a menor das preocupações no momento.

- Na Red Bull, decepção com Sebastian Vettel. Com o set de pneus macios, andou muito abaixo do esperado e ficou segurando um trenzinho por várias voltas, mais de 3s mais lento que o restante dos pilotos. Quando trocou pneus e tentou tirar o atraso, bateu na Saint Devote. Ainda comete erros da juventude, totalmente aceitável. Mas já começa a perder espaço para Mark Webber.

- Quietinho, o australiano vez fazendo uma excelente temporada. Quinto hoje, preocupou a Ferrari durante a prova. Vai marcando seus pontos, enquanto Vettel ou vence, ou bate.

- Nico Rosberg foi sexto, conseguindo importantes pontinhos para a Williams. Também vem bem no campeonato, ao contrário de seu companheiro Kazuki Nakajima. Hoje, o japonês bateu na última volta. É o preço que se paga pelos motores Toyota.

- Ah, a Toyota… só não sofreu vexame maior porque a BMW conseguiu ser ainda pior. Timo Glock e Jarno Trulli passaram o tempo todo na rabeira, sem qualquer chance. O mesmo para as BMW de Kubica e Heidfeld. Todos chegaram atrás da Force India de Fisichella. Deprimente.

- Lewis Hamilton saiu da última posição, o que em Mônaco significa a perda de qualquer chance na prova. Arriscou algumas ultrapassagens, trocou o bico, deu emoção à prova. Resultado? 12º entre 14 que chegaram.

- Kovalainen, a esperança de pontos da McLaren hoje, fazia uma corrida correta e chegaria entre os oito primeiros, mas bateu nos esses da piscina. Quando a fase é péssima, é péssima.

- Também é o caso de Nelsinho. A fase é horrível, mas mesmo quando ele não se estrepa sozinho, outro vem e faz o serviço. Foi o que aconteceu hoje, atropelado por Sebastien Buemi no final da reta. O suíço errou o ponto de freada e jogou o brasileiro longe, numa manobra bizarra. Aliás, Felipe Massa fez igualzinho com Enrique Bernoldi em seus tempos de Sauber.

- Fernando Alonso, do jeito que dá, foi sétimo. Mais pontos no bolso, é o máximo que a Renault pode almejar no momento.

- A Toro Rosso marcou pontos com Sebastien Bourdais, incansavelmente secado por quem deseja ver Lucas di Grassi ou Bruno Senna em seu lugar. Fez boa corrida, no fim das contas.

- Campeonato de pilotos: Button absoluto, 16 pontos à frente de Barrichello. Como o único que pode ameaçá-lo não vai ameaçá-lo, ruma seguro ao título mundial. Vettel, que depois do GP da China parecia ter alguma chance, já está longínquos 28 pontos atrás. Não busca mais.

- Entre os construtores, a Brawn já tem o dobro de pontos da Red Bull. A Ferrari já é quarta, ultrapassando a McLaren. Se confirmar a evolução atual, deve terminar a temporada como segunda equipe. Aliás, hoje a Ferrari não fez bobagem. Fato raro em 2009.

- Cinco vitórias de Button em seis corridas, e aí eu pergunto: e o regulamento de campeão por vitórias, hein? Vão insistir nessa burrada para 2010? Não que exista uma grande possibilidade de alguém derrotar o inglês mesmo no regulamento atual, mas pelo menos há uma perspectiva de 16 pontos para o segundo descontar ante 110 a disputar.

- Na classificação por vitórias, Button só poderia perder a liderança do mundial em Valencia, no final de agosto, no improvável acontecimento de Barrichello vencer todas as corridas seguintes, consecutivamente. No regulamento atual, ele pode perder a ponta daqui a duas corridas, em caso de dois maus resultados combinados a duas vitórias do companheiro de equipe.

- Não que isso vá acontecer, Button deve confirmar a liderança até o fim do ano, mas uma coisa é expectativa, outra é fato consumado. Da forma atual, a perspectiva de que “pode acontecer” torna o campeonato interessante.

- Próxima etapa na Turquia, pista na qual a Ferrari e – principalmente – Felipe Massa se dão muito bem. Acho que a Brawn vai ter um desafio duro pela frente.

Classificação final - GP de Mônaco 2009

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Rapidinhas: GP da Espanha

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com todo o delay do mundo, agora sim coloco a casa em ordem dando palpites beeeem atrasados sobre o GP da Espanha. Vamos lá.

- Mais uma vitória incontestável da Brawn, a grande dona da temporada. As equipes com mais dinheiro estão correndo atrás, devem evoluir mais até o final da temporada, mas a vantagem conquistada pela equipe-sensação do campeonato já é bastante expressiva. Diria que, salvo algum fato extraordinário, o título é de Jenson Button. Quatro vitórias em cinco provas é um número considerável.

- A vantagem é tão grande que a Brawn já se dá ao luxo de disputar vitórias entre seus dois carros, permitindo que cada piloto – e seu respectivo engenheiro – adote sua própria estratégia. Barrichello saltou na frente, dominou o início da prova, mas tomou um nó tático de Jenson Button.

- A decisão de modificar a estratégia de três para duas paradas foi acertada e óbvia, até. Com a entrada do Safety Car nas primeiras voltas, a vantagem que stints mais curtos poderiam trazer foi seriamente prejudicada. Inteligente e rápido foi o engenheiro de Button, que mudou o planejamento para apenas duas paradas e deixou Barrichello chupando o dedo. O inglês também foi de imensa competência no longo segundo stint que fez. Foi rápido e constante, ganhando a prova naquele momento.

- Felizmente hoje a transmissão pela TV nos mostra as conversas pelo rádio e evita-se especulações indevidas. Durante toda a corrida ficou bastante claro que Barrichello foi avisado por seu engenheiro da mudança de estratégia do adversário, foi cobrado pelos tempos de volta que deveria fazer para vencer e, se não venceu, foi porque não conseguiu. Fosse em outra época, estariam chovendo especulações infundadas de que “estão prejudicando o brasileirinho”.

- Com a dificuldade habitual em assimilar uma derrota, Barrichello desceu do carro ameaçando até pendurar o capacete caso a equipe o estivesse sacaneando. É claro que não está, assim como também é claro que ele não cumpriria tal ameaça mesmo que estivesse. Mais um discurso infeliz e inócuo do brasileiro que, se quiser ser campeão, terá que torcer para que o companheiro quebre a perna.

- Sensível melhora da Ferrari com o novo pacote aerodinâmico, com uma boa corrida de Felipe Massa. Porém, mais uma vez erros absurdos da equipe comprometeram um bom resultado. A escuderia italiana agora é assim, erra numa corrida e na outra também. Em alguns momentos, várias vezes, como agora na Espanha. Kimi Raikkonen foi vítima de outra burrada fenomenal na classificação, ficou à pé durante a prova com problemas mecânicos e Felipe quase ficou sem combustível, perdendo um quarto lugar que era certo. A Ferrari parece até ser capaz de vencer uma ou outra corrida durante o ano, mas precisará vencer a si própria em primeiro lugar.

- Bela corrida de Mark Webber, que demonstrou competência acima do normal em Barcelona. Quietinho, colocou o companheiro Vettel no bolso. Contou com certa colaboração de Felipe Massa, que segurou o alemão na pista, mas mereceu o terceiro lugar.

- Fernando Alonso foi outro destaque da prova, apesar da lambança na largada. Deu um chega-pra-lá em Rosberg, que jogou Trulli para fora, que voltou para a pista e fez um strike com as duas Toro Rosso e Adrian Sutil. Conseguiu um bom quinto lugar, ultrapassando a lenta Ferrari de Felipe Massa no finalzinho, para delírio da torcida espanhola.

- Já Nelsinho Piquet não fez bobagem, mas também não fez nada de bom. Mais uma corrida no final do pelotão, sem incomodar ninguém senão sua própria equipe.

- BMW melhorou bastante, conseguindo dois importantes pontos com Nick Heidfeld. Um alívio para quem fez uma corrida desastrosa no Bahrein.

- A McLaren parece ter andado para trás novamente. Kovalainen quebrou no começo, Lewis Hamilton não conseguiu fazer nada de mais, terminando a corrida fora da zona de pontos. Corridas em Montmeló tendem a apresentar a posição real de cada equipe no campeonato. E se a posição da McLaren é esta mesmo, é uma péssima notícia para o time dos carros prata.

- Falando em corridas em Montmeló, mais uma modorrenta. Não adianta ficar mexendo em regulamento sem parar, boas corridas se fazem com boas pistas. E o circuito catalão, definitivamente, não proporciona boas corridas.

- Semana que vem, GP de Mônaco, outra pista chatinha. Porém, com os guard-rails muito próximos, surpresas sempre podem acontecer. Uma corrida em Mônaco só é boa conforme os pilotos erram então… que venha uma prova cheia de erros!

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