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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Arquivo da tag: Jordan
Ele é alemão e não desiste nunca

* Coluna publicada na edição 11 da Revista Warm Up
Nick Heidfeld é um caso que merece ser estudado. O piloto alemão, ainda que bastante talentoso, é dentre todos os da Fórmula 1 atual o que mais dificuldades teve na carreira. Esteve sem emprego por, pelo menos, quatro vezes. Mas, mesmo assim, nunca ficou uma temporada inteira afastado, ainda que nunca tenha conseguido as bênçãos de nenhum abastado patrocinador.
O começo da carreira de Heidfeld já foi marcado por um certo revés. Estreou na Prost, em 2000, mas seu contrato era com a McLaren. Campeão de F3000 em 1999 pelo time júnior da escuderia prateada, ingressava na F1 em uma equipe menor com o objetivo de ser preparado para ser piloto McLaren dentro de alguns anos, quando Mika Hakkinen se aposentasse. Não teve um bom ano, mas a McLaren bancou-o na Sauber em 2001. Foi uma boa temporada, com pódio e tudo, mas o alemão foi vítima do efeito Kimi Raikkonen. Hakkinen, bicampeão e de grande reputação na McLaren, indicou seu compatriota para substituí-lo em 2002. Kimi fez alguns testes, caiu nas graças de Ron Dennis e Nick ficou a ver navios.
Já independente da McLaren, precisou reconstruir sua carreira, ainda que permanecendo na Sauber. Mas o baque foi grande. Em 2003, principalmente, cometeu muitos erros e ficou em situação delicada na equipe. Acabou dispensado por Peter Sauber e ficou sem rumo. Muitos já davam sua carreira como acabada, até que, surpreendentemente, descolou uma vaga na Jordan para 2004.
A Jordan vivia seu ocaso, sem dinheiro e patrocinadores. Com Giorgio Pantano de piloto pagante – posteriormente substituído por Timo Glock -, Nick seria o responsável pelo desenvolvimento. Mesmo praticamente correndo de graça, topou a oferta. Até que não foi um mau ano para ele, ainda que tenha sido a pior temporada da história da equipe. Nick chegou a conquistar um quinto e um sexto lugares, mas a situação financeira era delicada demais, a ponto de Eddie Jordan ter de vender o time. E, com isso, Nick ficou desempregado outra vez.
Mas a boa temporada na Jordan melhorou sua cotação na Fórmula 1. E com isso foi chamado pela Williams para uma espécie de vestibular para definir quem seria o companheiro de Mark Webber em 2005. Chegou na última hora e superou o favorito à vaga, Antonio Pizzonia. E, assim, continuou na categoria. Apesar de conturbada, foi uma de suas melhores temporadas. Marcou uma pole em Nürburgring, chegou duas vezes em segundo lugar e superava em pontos seu companheiro de equipe, bem mais cotado. Até que sofreu um acidente durante testes em Monza e não pôde disputar os GPs da Itália e da Bélgica. Quando deveria retornar, foi vítima de represália da Williams.
O motivo: a BMW, que fornecia motores e estava deixando a equipe, havia contratado o piloto para disputar a temporada seguinte pelo time que acabara de comprar, a Sauber. Frank Williams e Patrick Head, furiosos, não deixaram mais que Nick voltasse, ficando de fora até o fim do ano. Mas, ainda que com este contratempo, a passagem do alemão pela BMW Sauber foi seu melhor momento na Fórmula 1. Foram quatro temporadas, oito pódios e uma vitória que bateu na trave, no Canadá em 2008.
O problema é que, em fins de 2009, a BMW resolveu abandonar a F1. E Heidlfeld, outra vez, ficou desempregado. Assinou como terceiro piloto da Mercedes para 2010, mas em momento algum foi aproveitado. Virou test driver da Pirelli, ajudou a desenvolver os pneus de 2011, e no fim do ano foi premiado com uma vaga na F1, de novo na Sauber. Disputou os últimos GPs do ano em substituição a Pedro de La Rosa, que fazia um campeonato abaixo da crítica. Para se ter uma ideia, Nick conseguiu em cinco corridas a mesma pontuação do espanhol em 14.
Pena que o bom desempenho não tenha servido para segurar Heidfeld na F1. Precisando de dinheiro, Peter Sauber contratou o mexicano Sergio Perez e Nick, como de costume, ficou a pé. Até que… Robert Kubica, seu ex-companheiro de BMW Sauber, sofreu um sério acidente de rali na Itália. E então Nick Heidfeld voltou às manchetes.
Os resultados dos testes em Jerez de la Frontera não deixaram muitas dúvidas sobre quem seria o escolhido para substituir Kubica. Faltam a Bruno Senna e Vitantonio Liuzzi, os outros candidatos, a experiência e a consistência que sobram em Heidfeld. Semana passada veio a confirmação. É a escolha óbvia.
Paradoxalmente, a temporada na Renault pode ser a mais promissora de toda a carreira de Nick. O carro vem andando bem, não é de se duvidar que possa brigar por vitórias, ainda que eventualmente. E assim, quem sabe, o alemão possa conseguir livrar-se da pecha que o acompanha já há alguns anos: é o piloto que mais GPs disputou sem ter vencido um sequer, em toda a história da sexagenária Fórmula 1.
Com tantas idas e vindas, altos e baixos até injustos para um piloto de talento, um fato não dá para negar. Nick Heidfeld pode não ser brasileiro, mas não desiste nunca.
Tags: BMW, Jordan, Nick Heidfeld, Prost, Renault, Robert Kubica, Sauber
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Uma ligação cármica

Foto: Arquivo
A Force India conquistou agora há pouco a primeira pole position de sua história, no místico circuito de Spa-Francorchamps. E a ligação dos indianos com o GP da Bélgica tem algo de cármico, já que evoca antigas encarnações do time.
Há 15 anos, em 1994, a equipe Jordan marcou em Spa sua primeira pole position na Fórmula 1, com Rubens Barrichello. Quatro anos depois, em 1998, obteve sua primeira vitória, com Damon Hill. E em 2005, já moribunda, marcou os últimos pontos de sua trajetória, com um oitavo lugar de Tiago Monteiro. Tudo na Bélgica.
De lá para cá, o time morreu e renasceu algumas vezes. Virou Midland, depois virou Spyker, e desde o final de 2007 reencarnou como Force India. E agora, com o primeiro dono responsável em muito tempo, volta a figurar entre os protagonistas da Fórmula 1. E seus primeiros pontos têm pinta de que vão surgir também em Spa, terreno sagrado dessa trajetória esotérica.
Tags: Force India, GP da Bélgica, Jordan, Midland, Spyker
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É fogo!
Durante muito tempo, o fogo foi um dos maiores medos dos pilotos de Fórmula 1. Pelo menos cinco pilotos perderam a vida na categoria em acidentes seguidos de incêndio. Em 1967, Lorenzo Bandini foi a vítima no GP de Mônaco. No ano seguinte, Jo Schlesser foi vítima do fogo em sua Honda no GP da França. Em 1970, Piers Courage morreu a bordo de um De Tomaso da equipe de Frank Williams em Zandvoort, mesmo circuito em que Roger Williamson teve uma das mortes mais cruéis da categoria, em 1973. E em 1986, Elio de Angelis foi vítima de um incêndio em sua Brabham durante testes em Paul Ricard. Os austríacos Niki Lauda e Gerhard Berger, ambos com Ferrari, sobreviveram a graves acidentes seguidos de incêndio, em Nürburgring e Imola, respectivamente. O de Lauda, mais sério, deixou seu rosto marcado pelo resto da vida. Berger teve bem menos sequelas.
Mas não é de tragédias que quero falar. Mas sim de momentos de pirotecnia. Na Fórmula 1, o maior risco de incêndio está nos pit stops. Um pequeno vazamento de combustível, em contato com as partes quentes do carro, pode gerar assustadoras e espetaculares imagens. Mas, felizmente, não há registros de acidentes graves em pit stops da categoria.
No melhor estilo CQC, resolvi fazer um Top 5 dos incêndios em pit stop. Vamos lá?
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5. Felipe Massa – GP da Espanha de 2007
O mais recente de todos. Em um de seus dois pit stops na corrida, um pouco de gasolina vazou na Ferrari de Felipe Massa. A imagem até assusta incialmente, mas absolutamente nada aconteceu. Havia pouco combustível, que logo evaporou. Com o movimento do carro, o incêndio se extinguiu e o brasileiro pode prosseguir na corrida. E venceu.
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4. Keke Rosberg – GP do Brasil de 1983
Muito provavelmente, o primeiro acidente flamejante em um pit stop na Fórmula 1. A Williams de Keke Rosberg pega fogo e o piloto desce do carro. Porém, volta assim que o incêndio é extinto. O finlandês ainda chegou em segundo na corrida, mas foi desclassificado por ter o carro empurrado pelos mecânicos para voltar para a pista. Numa decisão bizarra da então FISA, ninguém foi alçado à segunda posição. Foi a única corrida da história da F1 que não teve um segundo colocado.
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3. Michael Schumacher – GP da Áustria de 2003
Nem um incêndio parava Michael Schumacher. Seu carro pegou fogo nos pits, mas o alemão permaneceu impávido, aguardando que seus mecânicos dessem fim às chamas. Acompanhou tudo pelo retrovisor e voltou à pista para ganhar a corrida, mesmo tendo perdido mais de dez segundos com o incidente.
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2. Eddie Irvine – GP da Bélgica de 1995
A Jordan de Eddie Irvine virou uma bola de fogo em Spa, 1995. Os mecânicos foram bastante rápidos, mas o carro apagou e o irlandês não pode mais retornar à prova, na qual ocupava a sexta posição.
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1. Jos Verstappen – GP da Alemanha de 1994
Era o ano do retorno do reabastecimento à Fórmula 1, depois de dez anos de proibição. Ainda pouco preparados para emergências como essa, os mecânicos da Benetton deram um show de patetice. Muito combustível vazou, alguns saíram correndo, outros ficaram olhando para ver o que aconteceria. O carro explodiu em chamas e ao incêndio seguiu-se um corre-corre danado, até o piloto saiu correndo em chamas para dentro dos boxes. Felizmente, Verstappen teve apenas algumas queimaduras no rosto e nenhum mecânico ficou seriamente ferido.
Trunfo das Equipes (2/16): Shadow e Jordan
Nas cartas de hoje, duas equipes de passagem breve pela F1, mas com vitórias e alguma simpatia: Shadow e Jordan.
Tags: Jordan, Shadow, Trunfo das Equipes
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Samba do Indiano Doido
Muito boa a sacada do blogueiro Gvilleneuve. Acessando o domínio www.f1jordan.com, a gente cai no site da Force India. Porém, no título da página, aparece escrito ainda “Spyker F1 Team”.

Só faltou uma menção à Midland, para deixar completa a cronologia da equipe.
Tags: F1, Force India, Fórmula 1, Jordan, Spyker
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Do Baú: Suzuki na Jordan

Aguri Suzuki, hoje dono da Super Aguri, foi piloto de Fórmula 1 entre 1988 e 1995. Na temporada de 1994, após sair da Footwork no final do ano anterior, ficou desempregado. Mas não por muito tempo.
Durante o GP do Brasil, etapa de abertura daquele ano, Eddie Irvine provocou um enorme acidente no final da reta oposta. Eliminou Martin Brundle, Eric Bernard e a si próprio da corrida, além de fazer Jos Verstappen voar pelos ares, logo na estréia do holandês na categoria. O gancho veio rápido: três corridas de suspensão. Até hoje, a maior punição aplicada pela FIA a um piloto por motivo de acidente na F1.
A corrida seguinte seria o GP do Pacífico, em Aida, Japão. Para substituir o suspenso Irvine, Eddie Jordan chamou um piloto da casa: Aguri Suzuki. O japonês disputou apenas esta corrida pela equipe, sendo substituído por Andrea de Cesaris em San Marino e em Mônaco.
Suzuki retornaria ainda à categoria em 1995, revezando um segundo carro da Ligier com Martin Brundle.
Tags: Aguri Suzuki, F1, Fórmula 1, Jordan
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Do Baú: Morbidelli na Jordan

Em 1996, após o término de seu contrato com a Arrows, Gianni Morbidelli não conseguiu mais vaga de titular na Fórmula 1. Assim, acabou assumindo um cockpit de testes na Jordan, que tinha Rubens Barrichello e Martin Brundle como titulares.
O italiano retornou à categoria no ano seguinte, substituindo Nicola Larini na Sauber. Mas, a partir de 1998, passou a se dedicar às corridas de turismo e protótipos.
Tags: F1, Fórmula 1, Gianni Morbidelli, Jordan
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Do Baú: Jordan na McLaren

O título soa confuso, mas é verdade. Eddie Jordan, dono da simpática equipe de Fórmula 1 que levava seu nome e que hoje faz muita falta à categoria, já andou de McLaren. O teste aconteceu em Brands Hatch, em 1979, quando Eddie ainda era piloto na Fórmula 2, correndo sob as cores da Marlboro.
Não é muito difícil imaginar que a sessão tenha ocorrido por influência do patrocinador, embora não haja nenhuma confirmação a respeito. O fato é que o teste ocorreu quando o irlandês já encerrava sua carreira de piloto e começava a se tornar um dirigente. No ano seguinte, montou a Eddie Jordan Racing e começou a fazer história no automobilismo britânico, até chegar à F1 em 1991.
Tags: Eddie Jordan, F1, Fórmula 1, Jordan, McLaren
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Do Baú: Moreno em dose dupla
A trajetória de Roberto Moreno em 1991, retratada no baú de sexta passada, gerou curiosidade nos blogueiros. Recebi diversos e-mails pedindo imagens de sua passagem-relâmpago por Jordan e Minardi naquela temporada. Então aí estão.

Na Jordan, Moreno disputou dois GPs, na Itália e em Portugal. Na primeira prova, bateu na variante Ascari, logo na terceira volta. Na segunda, chegou em décimo lugar.

Pela Minardi, Moreno participou apenas do caótico GP da Austrália, chegando em 16º numa corrida interrompida após 14 voltas. É, até hoje, o mais curto GP da história da Fórmula 1.
Tags: Jordan, Minardi, Roberto Moreno
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