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Perfil
Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Arquivo da tag: Kamui Kobayashi
Perez, o nome da prova

Sebastian Vettel venceu sem dificuldades, fazendo parecer fácil. Vitaly Petrov fez história com o primeiro e merecido pódio. Mas quem brilhou mesmo, até pela pouca expectativa que se tinha, foi o mexicano Sergio Perez, da Sauber.
Sétimo colocado, chegar uma posição à frete do bem cotado companheiro Kamui Kobayashi já teria sido por si só um grande resultado. Mas as circunstâncias é que deram mais brilho à conquista de Perez: ele fez a prova inteira com apenas uma troca de pneus.
O equilíbrio do bom carro da Sauber foi determinante para o resultado, mas de toda forma, é notável que alguém tenha feito uma corrida poupando pneus assim, ainda mais um estreante. Mais: durante boa parte da corrida, o mexicano esteve com a volta mais rápida da prova em mãos, feita num momento em que seus pneus já tinham mais de 20 voltas de uso. Perez mostrou ser um piloto rápido, mas que sabe conservar o equipamento. Seu segundo stint durou cerca de 35 voltas, algo impensável para qualquer outro piloto que quisesse ser competitivo.
Bastante criticado por entrar na equipe bancado pela Telmex de Carlos Slim, o novato mostrou que não é apenas um piloto pagante. É um bom piloto que entra na F1 amparado por um bom patrocínio. Algo que, convenhamos, não tem nada de desabonador. Poucos são aqueles que estrearam na categoria sem trazer consigo uma grande mala de dinheiro.
Austeridade, teu nome é Sauber

Peter Sauber é um sujeito raro. Encara o automobilismo com a paixão, o rigor e a seriedade que merece, ainda que não viva o momento mais auspicioso de sua trajetória como dono de equipe. Abandonado repentinamente pela BMW no final de 2009, reergueu seu time praticamente do nada para fazer uma boa temporada em 2010. Revelou o mito Kamui Kobayashi e ainda deu chances a veteranos esquecidos como Pedro de la Rosa e Nick Heidfeld.
Oitava colocada entre doze equipes, a Sauber conseguiu mais verba da premiação da FOM e pretende, com isso, voltar a crescer em 2011. Do México, trouxe o piloto Sergio Perez e mais dinheiro, oriundo de telecomunicações e tequila. Kobayashi continua ao volante, garantia de shows e ultrapassagens.
O C30, carro novo, apresentado hoje em Valência, é reflexo da austeridade de seu dono. Sem grandes invencionices e com uma pintura conservadora, tem tudo para abocanhar bons resultados aqui e ali. Os motores são Ferrari, que se quebrarem menos, como na segunda metade da última temporada, são garantia de bom desempenho.
Aos poucos, à moda suíço-mineira, a Sauber pode conseguir um destaque maior. Basta lembrar dos imbatíveis carros prata da Sauber-Mercedes da época dos esporte-protótipos e dos bons resultados na primeira temporada na Fórmula 1 em 1993, com pouco dinheiro e com o carro todo preto, para saber do que este senhor calvo é capaz. Deem-lhe recursos. Capacidade e motivação não lhe faltam.
F1 de antigamente
Sobrevivente da deserção da BMW, a Sauber seguirá na F1 em 2010, impulsionada por motores Ferrari. Apesar disso, o nome seguirá sendo “BMW Sauber”, por razões legais. As informações foram confirmadas hoje, no lançamento do novo carro da equipe, em Valência.
O carro, por sinal, tem cara de Fórmula 1 de antigamente. Ainda sem patrocinador algum (apenas com o logo da Bridgestone, parceira), o C29 ainda possui traços da BMW em sua pintura. Porém, o azul mudou para um tom bastante escuro, quase preto, assim como o aerofólio traseiro. Um impecável branco predomina, assim como o macacão dos pilotos, Pedro de la Rosa e Kamui Kobayashi. Só falta colocarem um número enorme inclinado dentro de uma bolota branca, pra fechar o ar retrô.Com relação ao desenho, o C29 possui um bico arrojadamente alto, sendo a dianteira praticamente reta. Pelas fotos que pintaram até agora, ainda não dá para avaliar bem as diferenças com relação ao modelo do ano passado. Mas, apesar da barbatana da tubarão ligada ao aerofólio traseiro, tal qual a McLaren, o carro parece manter características de seu antecessor. Mais detalhes aparecerão durante o dia.
Pilotoons: GP de Abu Dhabi
Se fosse outro em vez do Mantovani, diria: “Carimba Luciano, carimba que o “x” foi legal!”.

Arte: Bruno Mantovani
Positivo e negativo: Adbu Dhabi
Positivo: Kamui Kobayashi. Marcou seus primeiros pontos apenas em sua segunda corrida de F1, derrotando o experiente companheiro Jarno Trulli e ganhando seis posições em relação à largada. Ousou na estratégia, fazendo apenas uma parada, e foi o único que obteve sucesso com isso. Kimi Raikkonen, por exemplo, tentou o mesmo, em sucesso. Palmas para o Koba.
Negativo: Jaime Alguersuari. Outro estreante na temporada, cometeu o erro patético de confundir a equipe na hora de parar nos boxes. Tentou parar nos boxes da Red Bull, que aguardava o líder Sebastian Vettel. Quase comprometeu a corrida da equipe principal.
Positivo e negativo: GP do Brasil
Positivo: Kamui Kobayashi. Estreou na Fórmula 1 fazendo uma corrida digna de nota, aplicando um “x” no campeão Jenson Button, brigando lindamente com Kazuki Nakajima e fazendo tempos de volta constantes e convincentes. A melhor estreia na categoria desde Lewis Hamilton e Robert Kubica.
Negativo: Jarno Trulli, pelo ataque histérico após bater em Adrian Sutil. Foi com sede demais ao pote, provocou um acidente e ainda saiu colocando a culpa no adversário.






