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O carro do Kimi

A Lotus lançou no começo desta tarde o E20, modelo com o qual vai disputar a temporada 2012. O carro é bonito – apesar do bico ornitorríntico – e agora tem patrocínio de xampu e desodorante. Mas a grande atração, mesmo, é o retorno de Kimi Raikkonen à Fórmula 1.

Porém, nem de longe isso é um indício de bons resultados. Palpitar é se arriscar, e me arrisco a dizer que a Lotus tende a ser uma das grandes decepções da temporada. A equipe vem numa queda livre técnica desde o acidente de Robert Kubica, há um ano. Sem pilotos líderes (Heidfeld, Petrov e Bruno Senna foram rotundos fracassos) e sem o mesmo dinheiro dos tempos de Renault, o time despencou em 2011. Começou a temporada no pódio e terminou rezando para terminar entre os dez primeiros, coisa que só conseguiu em uma das últimas quatro corridas.

Kimi chega para salvar a pátria, mas não parece ser o piloto certo para isso. Está fora da categoria há dois anos, a adaptação é difícil em razão dos poucos testes permitidos e, convenhamos, nunca foi um sujeito que soubesse unir e guiar uma equipe em torno de um objetivo comum. É talentoso, é rápido, mas deve enfrentar dificuldades semelhantes à de Schumacher na Mercedes. E quando tudo der errado, vai para o fundo do box comer um picolé e mandar o mundo às favas. Romain Grosjean, seu companheiro, ganha uma segunda chance na Fórmula 1 depois das medíocres apresentações pela mesma equipe, em 2009. Ganhou a GP2, reergueu a carreira, mas ainda assim é visto com desconfiança.

Os motores são Renault – os mesmos da campeã Red Bull, diria o fã mais esperançoso -, mas nem isso é garantia de sucesso. Com o congelamento de motores, hoje eles não fazem mais a mesma diferença do passado. Vale lembrar que a outra Lotus (hoje Caterham) dispunha dos mesmos propulsores em 2011 e nem por isso saiu da rabeira do grid. Fossem propulsores Mercedes ou Ferrari, a equipe estaria na mesma enrascada.

Durante a semana teremos uma melhor noção do potencial da Lotus para esta temporada. Mas, até que a tabela de tempos prove o contrário, é séria candidata ao meio do pelotão.

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Alonso é o 6º a vencer na estreia pela Ferrari

O espanhol Fernando Alonso tornou-se hoje o sexto piloto da história a vencer em sua primeira corrida pela equipe Ferrari. Antes dele, obtiveram tal marca os italianos Luigi Musso e Giancarlo Baghetti, o norte-americano Mario Andretti, o inglês Nigel Mansell e o finlandês Kimi Raikkonen.

Musso foi o primeiro a realizar tal feito, vencendo o GP da Argentina de 1956. Cinco anos depois, o mais incrível deles: Baghetti venceu não só sua primeira corrida pela Ferrari, mas sim sua primeira corrida na Fórmula 1. Desde então, ninguém mais conseguiu repetir a façanha.

Em 1971, Mario Andretti ganhou na África do Sul, em seu primeiro GP pela equipe italiana. Depois de um hiato de 18 anos, foi a vez de Nigel Mansell ganhar o GP do Brasil. E, novamente 18 anos depois, Kimi Raikkonen foi o vencedor do GP da Austrália de 2007, temporada na qual terminou campeão do mundo.

Fernando Alonso, em apenas uma corrida, já inscreve seu nome na história da Ferrari. Resta saber se conseguirá ser campeão, como Kimi.

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Pilotoons: GP da Bélgica

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Curiosidades do GP da Turquia

Foto: Reprodução/Google

Foto: Reprodução/Google

Disputado há apenas quatro temporadas, o GP da Turquia é um dos caçulinhas da Fórmula 1. Porém, nem por isso, deixa de ter algumas curiosidades. A elas!

* Palco da primeira vitória de Felipe Massa, em 2006, o circuito de Istambul é bastante generoso com o brasileiro. Ele venceu três das quatro edições do GP da Turquia, todas pela Ferrari.

* Além de Felipe Massa, o único outro piloto a vencer na Turquia foi seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen. O finlandês venceu a prova inaugural do GP turco, em 2005, pela McLaren.

* Até hoje, todos os pilotos que largaram na pole position venceram em Istambul. Quatro poles, quatro vitórias.

* Istambul, principal cidade turca e onde se realiza o GP da Turquia, não é a capital do país, como muitos pensam. A capital é Ancara.

* O país fica situado parte na Europa e parte na Ásia, com a cidade de Istambul exatamente entre os continentes, ligados pelo Estreito de Bósforo. O circuito de Istanbul Park, onde se realiza o GP da Turquia, fica na metade asiática da cidade.

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Rapidinhas: GP de Mônaco

- Mais uma vez Jenson Button, com todos os méritos do mundo. O inglês foi perfeito desde a largada, abriu a diferença necessária para garantir a vitória já no primeiro stint e dali para frente só administrou. Só não venceu de ponta a ponta por causa das paradas de box.

- A fase do inglês, como disse ontem, é irresistível. Ele faz exatamente o que é necessário para vencer, acelera na hora certa, administra na hora certa, não comete erros. Simplesmente perfeito. O melhor piloto da temporada, disparado.

- Rubens Barrichello, segundo colocado, brilhou na largada. Arrancou melhor que Kimi Raikkonen e ganhou a posição na largada, mesmo sem KERS. Não conseguiu acompanhar o ritmo de Jenson no começo e dali para frente correu para administrar o segundo, no que foi bastante competente.

- Eterno otimista e cheio de promessas, hoje Barrichello parece ter jogado a toalha na coletiva. Ao final de seu pronunciamento em português, disse que continua “na busca da… da… vitória que… que… com certeza… (pigarro) deve acontecer”. Foi prudente e consciente em não falar mais em título. Esse, já tem dono.

- Se alguém parecia capaz de bater a Brawn em Monte Carlo, este alguém foi a Ferrari. A equipe italiana encontrou o rumo e fez uma boa prova. Caso tivesse saltado na frente, poderia até ter brigado pela vitória. Kimi Raikkonen foi terceiro, mas não sem dar trabalho a Barrichello. Parece que voltou à velha forma.

- Felipe Massa foi bem, brigando com Rosberg e Vettel. Forçou uma ultrapassagem e cortou a chicane do porto, mas corretamente devolveu a posição. Quando teve pista livre, foi o piloto mais rápido da corrida, terminando o GP com a melhor volta. Quarto colocado, perdeu o duelo interno para Kimi Raikkonen, mas isso é a menor das preocupações no momento.

- Na Red Bull, decepção com Sebastian Vettel. Com o set de pneus macios, andou muito abaixo do esperado e ficou segurando um trenzinho por várias voltas, mais de 3s mais lento que o restante dos pilotos. Quando trocou pneus e tentou tirar o atraso, bateu na Saint Devote. Ainda comete erros da juventude, totalmente aceitável. Mas já começa a perder espaço para Mark Webber.

- Quietinho, o australiano vez fazendo uma excelente temporada. Quinto hoje, preocupou a Ferrari durante a prova. Vai marcando seus pontos, enquanto Vettel ou vence, ou bate.

- Nico Rosberg foi sexto, conseguindo importantes pontinhos para a Williams. Também vem bem no campeonato, ao contrário de seu companheiro Kazuki Nakajima. Hoje, o japonês bateu na última volta. É o preço que se paga pelos motores Toyota.

- Ah, a Toyota… só não sofreu vexame maior porque a BMW conseguiu ser ainda pior. Timo Glock e Jarno Trulli passaram o tempo todo na rabeira, sem qualquer chance. O mesmo para as BMW de Kubica e Heidfeld. Todos chegaram atrás da Force India de Fisichella. Deprimente.

- Lewis Hamilton saiu da última posição, o que em Mônaco significa a perda de qualquer chance na prova. Arriscou algumas ultrapassagens, trocou o bico, deu emoção à prova. Resultado? 12º entre 14 que chegaram.

- Kovalainen, a esperança de pontos da McLaren hoje, fazia uma corrida correta e chegaria entre os oito primeiros, mas bateu nos esses da piscina. Quando a fase é péssima, é péssima.

- Também é o caso de Nelsinho. A fase é horrível, mas mesmo quando ele não se estrepa sozinho, outro vem e faz o serviço. Foi o que aconteceu hoje, atropelado por Sebastien Buemi no final da reta. O suíço errou o ponto de freada e jogou o brasileiro longe, numa manobra bizarra. Aliás, Felipe Massa fez igualzinho com Enrique Bernoldi em seus tempos de Sauber.

- Fernando Alonso, do jeito que dá, foi sétimo. Mais pontos no bolso, é o máximo que a Renault pode almejar no momento.

- A Toro Rosso marcou pontos com Sebastien Bourdais, incansavelmente secado por quem deseja ver Lucas di Grassi ou Bruno Senna em seu lugar. Fez boa corrida, no fim das contas.

- Campeonato de pilotos: Button absoluto, 16 pontos à frente de Barrichello. Como o único que pode ameaçá-lo não vai ameaçá-lo, ruma seguro ao título mundial. Vettel, que depois do GP da China parecia ter alguma chance, já está longínquos 28 pontos atrás. Não busca mais.

- Entre os construtores, a Brawn já tem o dobro de pontos da Red Bull. A Ferrari já é quarta, ultrapassando a McLaren. Se confirmar a evolução atual, deve terminar a temporada como segunda equipe. Aliás, hoje a Ferrari não fez bobagem. Fato raro em 2009.

- Cinco vitórias de Button em seis corridas, e aí eu pergunto: e o regulamento de campeão por vitórias, hein? Vão insistir nessa burrada para 2010? Não que exista uma grande possibilidade de alguém derrotar o inglês mesmo no regulamento atual, mas pelo menos há uma perspectiva de 16 pontos para o segundo descontar ante 110 a disputar.

- Na classificação por vitórias, Button só poderia perder a liderança do mundial em Valencia, no final de agosto, no improvável acontecimento de Barrichello vencer todas as corridas seguintes, consecutivamente. No regulamento atual, ele pode perder a ponta daqui a duas corridas, em caso de dois maus resultados combinados a duas vitórias do companheiro de equipe.

- Não que isso vá acontecer, Button deve confirmar a liderança até o fim do ano, mas uma coisa é expectativa, outra é fato consumado. Da forma atual, a perspectiva de que “pode acontecer” torna o campeonato interessante.

- Próxima etapa na Turquia, pista na qual a Ferrari e – principalmente – Felipe Massa se dão muito bem. Acho que a Brawn vai ter um desafio duro pela frente.

Classificação final - GP de Mônaco 2009

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Kimi: um ano sem vitórias

Foto: Divulgação/Ferrari

Foto: Divulgação/Ferrari

Semana passada, no GP da Espanha, Kimi Raikkonen atingiu uma marca negativa em sua carreira. Campeão do mundo em 2007 e piloto da Ferrari, o finlandês completou em Montmeló exatamente um ano sem vitórias na Fórmula 1. A última conquista de Kimi havia acontecido justamente na Espanha, em maio de 2008.

No total, são 19 corridas consecutivas sem chegar em primeiro lugar, igualando o segundo maior jejum de toda a sua carreira. Ele também ficou exatas 19 provas sem vencer entre os GPs do Japão de 2005 – sua última conquista pela McLaren – e o GP da Austrália de 2007, sua estreia na Ferrari. A maior sequênca de Kimi sem chegar na frente aconteceu entre o GP da Malásia de 2003 (sua primeira vitória na F1) e o GP da Bélgica de 2004: 27 provas.

Seu jejum também é histórico para a Ferrari. Nunca, até hoje, um piloto campeão do mundo pela equipe havia ficado tantos GPs sem vencer depois de conquistar um título mundial. O recorde negativo era de Jody Scheckter, que disputou mais 16 corridas pela equipe depois de conquistar o campeonato de 1979, sem mais chegar em primeiro.

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Rapidinhas: GP da Espanha

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com todo o delay do mundo, agora sim coloco a casa em ordem dando palpites beeeem atrasados sobre o GP da Espanha. Vamos lá.

- Mais uma vitória incontestável da Brawn, a grande dona da temporada. As equipes com mais dinheiro estão correndo atrás, devem evoluir mais até o final da temporada, mas a vantagem conquistada pela equipe-sensação do campeonato já é bastante expressiva. Diria que, salvo algum fato extraordinário, o título é de Jenson Button. Quatro vitórias em cinco provas é um número considerável.

- A vantagem é tão grande que a Brawn já se dá ao luxo de disputar vitórias entre seus dois carros, permitindo que cada piloto – e seu respectivo engenheiro – adote sua própria estratégia. Barrichello saltou na frente, dominou o início da prova, mas tomou um nó tático de Jenson Button.

- A decisão de modificar a estratégia de três para duas paradas foi acertada e óbvia, até. Com a entrada do Safety Car nas primeiras voltas, a vantagem que stints mais curtos poderiam trazer foi seriamente prejudicada. Inteligente e rápido foi o engenheiro de Button, que mudou o planejamento para apenas duas paradas e deixou Barrichello chupando o dedo. O inglês também foi de imensa competência no longo segundo stint que fez. Foi rápido e constante, ganhando a prova naquele momento.

- Felizmente hoje a transmissão pela TV nos mostra as conversas pelo rádio e evita-se especulações indevidas. Durante toda a corrida ficou bastante claro que Barrichello foi avisado por seu engenheiro da mudança de estratégia do adversário, foi cobrado pelos tempos de volta que deveria fazer para vencer e, se não venceu, foi porque não conseguiu. Fosse em outra época, estariam chovendo especulações infundadas de que “estão prejudicando o brasileirinho”.

- Com a dificuldade habitual em assimilar uma derrota, Barrichello desceu do carro ameaçando até pendurar o capacete caso a equipe o estivesse sacaneando. É claro que não está, assim como também é claro que ele não cumpriria tal ameaça mesmo que estivesse. Mais um discurso infeliz e inócuo do brasileiro que, se quiser ser campeão, terá que torcer para que o companheiro quebre a perna.

- Sensível melhora da Ferrari com o novo pacote aerodinâmico, com uma boa corrida de Felipe Massa. Porém, mais uma vez erros absurdos da equipe comprometeram um bom resultado. A escuderia italiana agora é assim, erra numa corrida e na outra também. Em alguns momentos, várias vezes, como agora na Espanha. Kimi Raikkonen foi vítima de outra burrada fenomenal na classificação, ficou à pé durante a prova com problemas mecânicos e Felipe quase ficou sem combustível, perdendo um quarto lugar que era certo. A Ferrari parece até ser capaz de vencer uma ou outra corrida durante o ano, mas precisará vencer a si própria em primeiro lugar.

- Bela corrida de Mark Webber, que demonstrou competência acima do normal em Barcelona. Quietinho, colocou o companheiro Vettel no bolso. Contou com certa colaboração de Felipe Massa, que segurou o alemão na pista, mas mereceu o terceiro lugar.

- Fernando Alonso foi outro destaque da prova, apesar da lambança na largada. Deu um chega-pra-lá em Rosberg, que jogou Trulli para fora, que voltou para a pista e fez um strike com as duas Toro Rosso e Adrian Sutil. Conseguiu um bom quinto lugar, ultrapassando a lenta Ferrari de Felipe Massa no finalzinho, para delírio da torcida espanhola.

- Já Nelsinho Piquet não fez bobagem, mas também não fez nada de bom. Mais uma corrida no final do pelotão, sem incomodar ninguém senão sua própria equipe.

- BMW melhorou bastante, conseguindo dois importantes pontos com Nick Heidfeld. Um alívio para quem fez uma corrida desastrosa no Bahrein.

- A McLaren parece ter andado para trás novamente. Kovalainen quebrou no começo, Lewis Hamilton não conseguiu fazer nada de mais, terminando a corrida fora da zona de pontos. Corridas em Montmeló tendem a apresentar a posição real de cada equipe no campeonato. E se a posição da McLaren é esta mesmo, é uma péssima notícia para o time dos carros prata.

- Falando em corridas em Montmeló, mais uma modorrenta. Não adianta ficar mexendo em regulamento sem parar, boas corridas se fazem com boas pistas. E o circuito catalão, definitivamente, não proporciona boas corridas.

- Semana que vem, GP de Mônaco, outra pista chatinha. Porém, com os guard-rails muito próximos, surpresas sempre podem acontecer. Uma corrida em Mônaco só é boa conforme os pilotos erram então… que venha uma prova cheia de erros!

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Charge animada: GP do Bahrein

And Bruno Mantovani strikes again…

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Rapidinhas – GP do Bahrein

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Quatro corridas, três vitórias de Jenson Button. Um campeonato que começa a ganhar contornos até fáceis para a Brawn, quem diria.

- Porém, esta foi a mais difícil vitória do inglês na temporada. Largou em quarto, mas logo na saída atingiu seu objetivo principal, que era ultrapassar Sebastian Vettel, o “pole real” da corrida. Porém, perdeu posição para Lewis Hamilton, o que o manteve em quarto. E aí veio o momento que realmente decidiu a corrida, na opinião que a própria equipe extenou logo após a bandeirada: ao final da volta, forçou e ultrapassou Hamilton, que tinha uma estratégia exatamente igual à sua.

- Não que Hamilton pudesse vencer, a McLaren não se mostrou capaz de tanto apesar da sensível melhora, mas o risco era ficar preso atrás de um carro mais lento por muitas voltas, enquanto as Toyotas fugiam à frente. Equipada com o KERS, ultrapassar uma McLaren não é tarefa fácil. Mas Button foi lá e cumpriu. Dali para frente, foi só seguir a estratégia prevista para vencer.

- Sebastian Vettel acabou sofrendo tudo aquilo que Button temia. Ficou encaixotado atrás de Hamilton, sem conseguir ultrapassar. Depois do primeir pit, ficou preso atrás de Trulli. E aí qualquer possibilidade de vitória foi para o espaço. Mas o segundo lugar veio a premiar aquele que parece ser o único piloto capaz de ameaçar a campanha irretocável de Jenson Button.

- Ao final do campeonato, não duvido que o alemão da Red Bull lamente muito aquele abandono bobo a três voltas do fim em Melbourne…

- Jarno Trulli foi terceiro, aparentemente o máximo que seu equipamento permitia, apesar da pole position. Fez uma boa corrida, bem melhor que seu companheiro Timo Glock que, largando muito leve, disparou como um coelho no começo da corrida para não conseguir nada de produtivo depois.

- Lewis Hamilton não cometeu erros e chegou a um quarto lugar de forma bastante segura. A McLaren evoluiu muito e o inglês vem somando importantes pontos que podem fazer a diferença no final, caso consiga voltar a vencer.

- A corrida de Rubens Barrichello, apesar das insinuações de conspiração advindas da transmissão da TV Globo, me pareceu exatamente dentro dos parâmetros previstos em termos de estratégia. Ainda não ouvi o que o piloto tem a dizer, mas a sensação que fiquei foi que a equipe mudou a estratégia exatamente na primeira parada e não na segunda.

- Barrichello parou uma volta antes de Jenson Button e colocou dois segundos a menos de combustível que o inglês. Além disso, quando voltou para a pista, já voltou em ritmo alucinado, reclamando muito de Nelsinho Piquet, que vinha mais lento disputando a posição. Tamanha indignação de Barrichello só tem explicação pelo fato dele saber que precisava fazer voltas muito rápidas naquele curto stint.

- Em resumo: me parece que Barrichello fez exatamente o que estava previsto, virando muito rápido num stint curto de dez voltas. O brasileiro foi rápido porque estava leve e não “foi levado ao box porque estava rápido”, como insinuou a transmissão da TV. A estratégia só não deu tão certo porque, no terceiro stint, Barrichello não foi tão rápido quanto no anterior. Tivesse conseguido virar no mesmo ritmo, provavelmente chegaria ao fim brigando com Lewis Hamilton pelo quarto lugar, o que encaixaria exatamente nas previsões da equipe.

- Terminou em quinto, o que representa a quarta derrota consecutiva para Jenson Button na briga interna da equipe. Mais do que isso: agora já está a doze pontos do companheiro, caçado de perto por Vettel, um ponto atrás. Salvo algum evento extraordinário nas próximas duas corridas, como um abandono de Button acompanhado de uma vitória, me arrisco a dizer que já não tem mais chances de título. Apenas Vettel vem parecendo capaz de fazer frente ao conjunto Button-Brawn.

- E a Ferrari desencantou com Kimi Raikkonen, finalmente marcando pontos com o sexto lugar. O finlandês fez ótima corrida, com uma destacada largada – saltou de décimo para sexto – e com um ritmo de prova consistente. Tocou Felipe Massa na primeira curva, numa disputa normal de corrida.

- Prejudicado por uma parada extra para trocar o bico, Felipe Massa teve outra prova muito ruim. Mostrou brios ao disputar a curva com Giancarlo Fisichella no final, em busca do 14º lugar. Mas, mesmo assim, foi outra corrida para esquecer.

- Já Nelsinho Piquet fez uma prova decente. Se não foi espetacular ou genial, pelo menos não cometeu o mesmo rol de erros que já vem se tornando habitual. Chegou em décimo, contra o oitavo lugar de Fernando Alonso, mais ou menos o que se espera dele. Se fizesse sempre o que fez hoje, não estaria com o emprego em risco. Mas ainda precisa mostrar mais.

- Desastrosa a corrida da BMW Sauber. Nick Heidfeld e Robert Kubica tiveram problemas na primeira volta, e caíram para o final do pelotão, sem qualquer chance de recuperação. Passaram praticamente toda a corrida em penúltimo e último, onde terminariam. Kubica seria, ainda, vítima do trapalhão Nakajima, com quem se enroscou duas vezes.

- Campeonato de pilotos: Button 31, Barrichello 19, Vettel 18. O GP da Espanha, daqui a duas semanas, vai dar indicativos de como será a fase europeia do campeonato. Mas, se tudo continuar no ritmo atual, aposto numa briga Button x Vettel até o final.

- Entre os construtores, a Brawn humilha: 50 pontos, contra 27,5 de Red Bull e 26,5 de Toyota. E eu que chamava de malucos o que previam a Brawn como favorita ao título… Mordi a língua.

Resultado - GP do Bahrein 2009

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Agora é a vez da Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Na temporada da Fórmula 1 de cabeça para baixo, toda equipe tem direito a seu fim de semana de fama. Começou com a Brawn, dominando Austrália e Malásia. A tendência prosseguiu com a Red Bull, que mandou e desmandou na China. Agora, no Bahrein, é a vez da Toyota.

Os japoneses fizeram valer a vantagem de terem treinado milhares de quilômetros no circuito barenita durante a pré-temporada. Mas, logicamente, nem só isso explica o domínio. Afinal, Ferrari e BMW fizeram o mesmo e deram com os burros n’água.

Jarno Trulli e Timo Glock foram perfeitos e conseguiram uma primeira fila bastante importante. Ainda não se tem os pesos de cada carro para a largada, mas, pelo que se viu na pista, não parece ter sido apenas um showzinho para agradar patrocinador. A Toyota vem forte e tende a vencer a corrida amanhã. Se ocorrer, será a terceira diferente equipe a conquistar sua primeira vitória em 2009. Feito igual só aconteceu até hoje em 1977, quando Wolf, Shadow e Ligier subiram ao alto do pódio pela primeira vez.

Às rapidinhas:

- Atrás das Toyotas, segunda fila dos dois pilotos que despontam como protagonistas da temporada: Sebastian Vettel e Jenson Button. Nenhum dos dois pode ser descartado como possível vencedor, mas ainda levo mais fé em Trulli e Glock.

- Na terceira fila, Lewis Hamilton e Rubens Barrichello. A McLaren vem dando visíveis sinais de melhora – Kovalainen sai em 11º -, enquanto o brasileiro da Brawn não vive um bom final de semana. Pela terceira vez em quatro corridas na temporada, larga atrás do companheiro. Porém, provavelmente está mais pesado, o que pode explicar os dois décimos de diferença no tempo da classificação. Algo bastante aceitável.

- Fernando Alonso e Felipe Massa dividem a quarta fila. O espanhol nitidamente vem tirando leite de pedra com o carro da Renault, enquanto Felipe mostra alguma (pequena) evolução na Ferrari. Talvez a oitava posição no grid seja explicada pelo conhecimento prévio do comportamento deste carro no circuito de Sakhir, o que pode significar finalmente uma corrida nos pontos.

- Entre os companheiros, Kimi Raikkonen sai em décimo com a Ferrari, enquanto o cada vez mais avulso Nelsinho Piquet errou ao sair da pista em sua última volta, ficou em último no Q2 e sai em 15º. Pelo menos passou do Q1, vá lá. Mas não deve mais salvar o emprego.

- Williams com Rosberg em nono e Nakajima em 12º. Sem dúvida é o conjunto mais frágil da turma dos difusores de fundo duplo.

- BMW mal, muito mal. Robert Kubica em 13º, Nick Heidfeld em 14º, fogo no carro durante um reabastecimento do polonês… Se a Ferrari deu cinco passos para trás em 2009, a BMW deu uns quatro.

- Adrian Sutil foi uma grata surpresa do treino, marcando o 16º tempo com a Force India. Porém, atrapalhou Mark Webber em sua última volta rápida no Q1 e provavelmente deve levar um gancho. O piloto da Red Bull ficou apenas em 19º, revoltado.

- Último lugar para Sebastian Bourdais, outro que tem seu emprego ameaçado. Seu companheiro, o novato Buemi, foi 17º.

- Palpite para amanhã: dá Trulli, com Button em segundo e Vettel em terceiro. Se o italiano confirmar a vitória, será a sexta corrida consecutiva com vitória do pole position. Desde o GP da China do ano passado, quem larga na frente vence.

- Domingo, a partir das 8h30, comentários infames ao vivo no blog. “Não perquem….”

GP do Bahrein 2009 - Grid de largada

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Charge animada: GP da China

Mantova matando a pau de novo…

Eu só teria feito o final diferente. Colocaria o Nelsinho rodando ao som da tradicional trilha do pião da casa própria.

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Início de temporada lamentável

Foto: Divulgação/Ferrari

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A Ferrari segue acumulando recordes negativos em 2009. Com o abandono de Felipe Massa e o décimo lugar de Kimi Raikkonen na China, a equipe conseguiu um feito que não se repetia desde 1981: não marcar pontos nas três primeiras corridas do campeonato. Além de 1981, este marco negativo também aconteceu em outras três temporadas: 1969, 1970 e 1980.

Caso o desempenho pífio se repita semana que vem no Bahrein, o feito será histórico. Nunca, em 60 anos de participação na Fórmula 1, a Ferrari ficou sem marcar pontos nas quatro primeiras provas de uma temporada.

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Rapidinhas – GP da China

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Espetacular vitória de Sebastian Vettel, a primeira da Red Bull, com Mark Webber fazendo dobradinha. O alemão provou, mais uma vez, ser genial na chuva. Em condições parecidas com as da sua primeira vitória, em Monza no ano passado, Vettel foi absolutamente dominante outra vez. Não por acaso, ele já tinha feito grande figura no GP do Japão de 2007, debaixo de semelhante dilúvio.

- Vettel largou na ponta, soube abrir e manter distância sobre Jenson Button, que sofria pressão de Webber e terminou mesmo em terceiro lugar. Em uma prova em que quase todo mundo rodava, passeava pela grama ou batia, o jovem piloto da Red Bull foi absolutamente perfeito. Veloz, constante, consistente, não se embananou nem quando precisou disputar a liderança com Button na pista, depois do segundo pit stop. Uma conquista absolutamente perfeita.

- Mark Webber, seu companheiro, também fez uma corrida correta, apesar de não ter sido tão brilhante. Cometeu alguns erros, mas soube aproveitar-se da superioridade da Red Bull na chuva para tirar o segundo lugar do líder do campeonato, Button. Melhor resultado de sua carreira, também merecido.

- Durante toda a corrida ficou claro que a Brawn não tinha equipamento para brigar com a Red Bull. Provavelmente os carros de Button e Barrichello estavam mais preparados para tempo seco, tanto que, nos momentos em que a chuva deu uma leve trégua, os dois andaram melhor, tendo o brasileiro inclusive marcado a melhor volta.

- Jenson Button foi correto e não arriscou posições, preferindo manter o terceiro lugar. Já Rubens Barrichello fez uma corrida irreconhecível. Escapou da pista, perdeu posições e constantemente era de um a um segundo e meio mais lento que seu companheiro de equipe por volta. O quarto lugar até que foi lucro, durante a prova deu sinais de que poderia até sair sem pontos da China.

- Normalmente competente na chuva, há de se aguardar os motivos de um desempenho tão pífio de Barrichello. Esperava-se que, nessas condições, fosse dar um banho em Button. Acabou levando. Considerando as diferenças que foram reduzidas pelo Safety Car, o brasileiro levou mais de 50s do companheiro durante a corrida. Mesmo em situações com pista livre era muito mais lento. Acerto, problema mecânico ou forma?

- Ferrari protagoniza mais um fiasco, ficando mais uma vez sem marcar pontos. Felipe Massa saiu da corrida com moral. Era o grande destaque, ganhando posições mesmo com tanque cheio, fazendo várias ultrapassagens e sendo um dos mais rápidos da pista. Já era terceiro colocado, até que uma pane elétrica o deixou parado no meio da pista. Saiu do carro com as mãos na cabeça, num dèjá vu do GP da Hungria do ano passado.

- Kimi Raikkonen, apagado, foi lamentável. Seja por culpa dele ou do carro, foi ultrapassado três vezes por Lewis Hamilton durante a prova. Parecia que ia marcar pontos, mas ficou preso no meio do pelotão depois de encher o tanque e deu adeus à qualquer chance. Chegou em décimo e o clima segue pesadíssimo em Maranello.

- McLaren fez uma corrida decente. Hamilton protagonizou ultrapassagens espetaculares, mas rodou inúmeras vezes e terminou atrás de seu companheiro Kovalainen, quinto. Por sinal, primeira corrida decente do finlandês na temporada.

- Já Nelsinho Piquet continua devendo uma corrida decente. Rodou, bateu, trocou o bico, rodou, rodou, bateu… e as câmeras da FOM procuravam por Flavio Briatore, que balançava a cabeça negativamente no pit wall. Sinto cheiro de demissão iminente.

- Fernando Alonso se deu mal com a estratégia de largar leve. Precisou reabastecer antes mesmo do Safety Car autorizar a primeira largada, caiu para o fim do pelotão e conseguiu chegar em nono. Também rodou, mas nada que se compare com o fiasco do companheiro Nelsinho. Alonso tem muito crédito.

- Sebastien Buemi, aquele que parece o ET do Rodolfo e por quem não dava um tostão furado, continua surpreendendo. Fez ótima corrida, brigou de igual para igual com Hamilton e Massa e poderia ter ido além do oitavo lugar na corrida. Pena que cometeu um erro, perdeu seu aerofólio dianteiro na traseira de Sebastian Vettel – quase acaba com a corrida do vencedor! – e perdeu bastante tempo. Mas um erro perfeitamente desculpável. Os acertos foram muito maiores.

- Adrian Sutil era outro que merecia melhor sorte. Fazia grande corrida, estava num brilhante sexto lugar a seis voltas do fim, até que bateu e abandonou. Mesmo assim, sai com crédito.

- BMW não foi bem na corrida, figurando poucas voltas entre os oito primeiros. Kubica ainda dependurou-se na traseira de Jarno Trulli e tirou o italiano da corrida. Tanto ele quanto Heidfeld chegaram ao fim, mas longe de qualquer chance.

- Williams, que tinha tudo para andar na frente, ficou para trás. Kazuki Nakajima conseguiu ser até pior que Nelsinho Piquet, andando mais fora da pista do que dentro. Nico Rosberg fazia uma corrida de recuperação e parecia que chegaria nos pontos, até que arriscou intermediários acreditando que a pista ia secar e jogou a corrida fora. Mas precisava arriscar, não tinha muito a perder.

- Interessante notar que, até agora, todas as vitórias da temporada ficaram com equipes-cliente. Brawn, que compra motores da Mercedes, e Red Bull, que compra da Renault. As montadoras estão perdidinhas, do jeitinho que Max Mosley gosta.

- No campeonato mundial, Button conseguiu abrir mais um pouco para Rubens Barrichello. Ele lidera o campeonato com 21, contra 15 do brasileiro. Vettel e Glock têm 10, Webber 9,5 e Trulli, 8,5. Hamilton, atual campeão, é 10º, com apenas 4.

- Entre os construtores, banho da Brawn. 36 pontos, contra 19,5 da Red Bull e 18,5 da Toyota. McLaren já é quarta, com 8. E o 10º lugar de Raikkonen serviu para tirar a Ferrari da lanterna, que agora pertence à Force India. As duas, no entanto, zeradas. Que fase…

- Semana que vem, corrida de novo no Bahrein. Que Button não chegue à frente de Barrichello de novo, senão o brasileiro será “promovido” precocemente a escudeiro. Mas, a julgar pelo que tem feito até aqui no campeonato, não merece nada a mais do que isso, também.

Resultado - GP da China 2009

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Red Bull quebra hegemonia da Brawn

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

* Post publicado com atraso por problemas internéticos.

Sebastian Vettel conseguiu hoje na China a primeira pole position da história da equipe Red Bull, quebrando, com isso, a hegemonia que a Brawn vinha impondo no campeonato. Os carros branco/preto/marca-texto ficaram apenas em quarto lugar, com Rubens Barrichello, e em quinto, com Jenson Button.

Mais notável que a pole de Vettel é a segunda posição de Fernando Alonso, a bordo do caixote que é a Renault. No entanto, ao que tudo indica, tanto as Red Bull de Vettel e Webber quanto a Renault de Alonso possuem bem menos combustível do que as Brawn de Barrichello e Button. Para a corrida a Brawn segue como franca favorita.

Ainda assim, não se deve diminuir o feito de Vettel. Mesmo com o carro leve, a pole é um grande resultado que comprova não só a velocidade inata do alemãozinho, mas também a qualidade do carro construído por Adrian Newey. É sempre bom lembrar: a Red Bull é, disparado, o melhor carro desprovido do polêmico difusor de dois andares. Imaginem o que este modelo andará quando dispuser de tal recurso…

Às rapidinhas:

- Rubens Barrichello está muito bem na foto. É o mais pesado entre os primeiros colocados e sai numa ótima quarta posição. Mesmo com uma volta a mais de combustível do que Jenson Button, conseguiu ficar à frente. Foi a primeira derrota que impôs ao companheiro e isso é muito importante na dinâmica interna da equipe. Se se mantiver à frente até o primeiro pit stop, tem tudo para vencer a corrida.

- Com Vettel em primeiro e Webber em terceiro, a Red Bull deve fazer ótima figura no GP da China. Um pódio é bem provável, embora acredite que, em condições normais, a vitória será da Brawn.

- Fernando Alonso deve ter combustível para menos de 15 voltas. Sai em segundo e pode embaralhar um pouco o começo da corrida, mas tende a ser coadjuvante. Para o carro que tem, essa posição no grid já foi bom demais.

- Toyota perdeu fôlego. Jarno Trulli foi sexto e Timo Glock foi 14º, mas o alemão trocou o câmbio e foi punido em cinco posições, vai sair em 19º. Com os motores japoneses, a Williams também não foi tão bem, com Nico Rosberg em sétimo e Kazuki Nakajima em 14º.

- Mais um fiasco para a Ferrari. Kimi Raikkonen sai apenas em oitavo. Felipe Massa errou na última volta e ficou apenas em 13º, sem sequer passar para a superpole. A McLaren, por sua vez, demonstrou uma certa recuperação utilizando um novo difusor, com Lewis Hamilton em nono. Ainda assim, é pouco para as duas grandes da Fórmula 1.

- Enquanto três motores Renault ocupam as três primeiras posições do grid, o quarto motor está longe, em 16º, com Nelsinho Piquet. Infelizmente, não há mais o que comentar sobre o brasileiro. Já já, a seleção natural da Fórmula 1 cuidará dele. Uma pena.

- Robert Kubica fez um treino irreconhecível com a BMW e vai sair em 17º. Nick Heidfeld foi um pouquinho melhor, larga em 11º.

- Brawn tem tudo para conquistar sua terceira vitória em três corridas. Uma temporada que parecia embolada começa a ganhar contornos de domínio absoluto. Mas duvido que o ano termine sem graça. Quando Ferrari, McLaren, Renault e Red Bull aprontarem seus carros revisados, a reta final promete ser imprevisível. Para o bem do esporte, que não seja tarde demais.

- Corrida amanhã às 4h da madrugada. Com comentários ao vivo aqui no blog, se a conexão à Internet deixar.

Grid GP da China 2009

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Curiosidades do GP da China

Foto: Divulgação/MotoGP

Foto: Divulgação/MotoGP

Neste domingo acontece a sexta edição do GP da China de Fórmula 1. E, como já está virando hábito, um rápido levantamento de curiosidades acerca da corrida.

* O GP da China estreou no calendário em 2004, sendo sempre disputado no autódromo de Xangai;

* Em cinco edições até aqui, nunca um piloto conseguiu repetir vitória. Cinco diferentes subiram ao alto do pódio uma vez: Rubens Barrichello, Fernando Alonso, Michael Schumacher, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton;

* Entre as equipes, domínio da Ferrari: três vitórias, contra uma da Renault e uma da McLaren;

* A corrida chinesa de 2007 ficou marcada pela besteira antológica de Lewis Hamilton, que desgastou seus pneus intermediários na pista seca até não aguentar mais e jogou o título mundial no lixo ao ficar atolado na caixa de brita da entrada dos boxes;

* Rubens Barrichello não vence na Fórmula 1 desde 2004. Sua última vitória aconteceu justamente na China;

* A Ferrari só marcou pole position na China uma vez, na corrida de 2004, com Rubens Barrichello. De lá para cá, duas poles da Renault (Fernando Alonso) e duas da McLaren (Lewis Hamilton);

* Pela primeira vez a corrida em Xangai acontece no começo de um campeonato. Normalmente agendada para o terço final do ano, o GP da China inclusive encerrou a temporada de 2005.

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Charge animada: GP da Malásia

Mantova mandando muito bem de novo… Agora com música!

 

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Rapidinhas – GP da Malásia

Foto: Reprodução/F1-live.com

Foto: Reprodução/F1-live.com

- Duas corridas, duas vitórias da Brawn com Jenson Button. O britânico foi perfeito durante a prova, no seco e no molhado. Conquista mais do que merecida. No entanto, não foi um passeio como na Austrália. Toyota e Williams realmente incomodaram e Button arrancou muito mal, caindo para a quarta posição na largada. No entanto, teve sangue frio para recuperar as posições que precisava. Quando o líder Rosberg parou nos boxes, fez uma série de voltas rápidas e garantiu a vitória.

- Nem quando choveu o piloto inglês teve sua corrida ameaçada. Timo Glock vinha com pneus intermediários, andava mais rápido, incomodou, mas Button foi perfeito. Mais uma corrida nota 10 para o inglês.

- Impressionante o volume de água que caiu em Sepang e obrigou a interrupção da corrida. O que não chega a ser novidade para ninguém, já que por lá sempre cai uma chuvarada por volta daquele horário. Os organizadores da corrida não contaram com o óbvio e acabaram realizando uma corrida que terminou antes do fim, com apenas metade dos pontos contados para a classificação do mundial. Bem feito.

- A decisão de não reiniciar a prova foi acertada, dada a absoluta falta de visibilidade por causa da chuva e da pouca luz natural. Só não precisava ter demorado tanto.

- Voltando a falar de corrida, excelente participação de Timo Glock, que foi o único a apostar nos pneus intermediários na hora em que a chuva apareceu. Cautelosos, todos foram de pneus de chuva forte e passaram a andar quase 10s por volta mais lentos que o alemão da Toyota. Com essa jogada, pulou de oitavo pra segundo. Perdeu uma posição numa nova parada de box, mas era segundo novamente, até que a corrida terminou e passaram a ser contabilizadas as posições da volta anterior. Terminou em terceiro.

- Quem se deu bem com a interrupção foi Nick Heidfeld. Nas trocas de pneus, acabou pulando para segundo e assim terminou. Fez uma corrida discreta, mas conquistou um belo resultado. Melhor que o companheiro Kubica, que se classificou bem mas teve o carro quebrado na largada.

- Rubens Barrichello teve outra corrida de altos e baixos. Se fez belas ultrapassagens sobre Fernando Alonso, Jarno Trulli e Nico Rosberg, não conseguiu ser rápido o suficiente nas voltas que antecedem ao pit stop para bater seu companheiro Button. O inglês sempre conseguiu manter uma margem de segurança sobre o brasileiro e não foi ameaçado. Depois que começou a chuva, ainda perdeu tempo nas trocas de pneus, escapou da pista e acabou derrubado para o quinto lugar. Ainda é cedo, mas já começa a ficar para trás na hierarquia da equipe.

- Jarno Trulli fez uma prova discreta. Começou bem no seco, pulando e se mantendo em segundo lugar. Mas foi perdendo rendimento durante a prova e terminou em quarto.

- Nico Rosberg foi o nome do primeiro terço da corrida, com uma brilhante largada e comandando a prova com autoridade. Fez grandes voltas, parecia que brigaria pela vitória. Mas bastou o pimeiro pit stop para ficar no meio do pelotão e não conseguir mais nada. Não se deu bem com a chuva e sai de Sepang com apenas meio ponto, pelo oitavo lugar. Ele e a Williams mereciam mais.

- Lewis Pinóquio Hamilton foi o sétimo, mais uma vez se deu bem na prova mesmo com um carro ruim. Que não conte nenhuma mentira hoje, senão pode perder o ponto que ganhou.

- Patética, novamente, a corrida da Ferrari. Felipe Massa saiu lá de trás, ganhou quatro posições na largada, mas depois ficou preso no fundão e não conseguiu grande coisa. Kimi Raikkonen vinha “bem”, em quinto, até que a equipe resolveu acabar com sua corrida, colocando pneus de chuva forte quando ainda não chovia. A água demorou a cair, Kimi ficou três ou quatro voltas andando 20s mais lento que todo mundo e deu adeus a qualquer chance de marcar pontos. Simplesmente ridículo.

- O ocorrido só ilustra o desespero ferrarista. Em sã consciência, ninguém arrisca uma boa posição dessa forma. Se quisessem arriscar com Felipe, que vinha em 12º e não tinha nada a perder, seria compreensível. Fizeram o que fizeram e continuam com zero pontos no campeonato, igualzinho à péssima campanha de 1992.

- Com otite, Fernando Alonso fez o possível na corrida. Largou bem, segurou todo mundo atrás de si por várias voltas, mas não teve como manter a posição por muito tempo. Começou a perder desempenho, foi o primeiro a sair da pista com chuva e ficou em 11º. Nelsinho Piquet, em outra corrida sem comentários, foi 13º. Pelo menos não deu vexame na pista molhada.

- Heikki Kovalainen está conseguindo ser pior que Michael Andretti em 1993, não conseguindo completar nenhuma volta em corrida pela McLaren até agora. Errou logo no começo e abandonou de novo, de forma melancólica.

- Corrida morna no início, sensacional depois que a chuva começou. Mas ainda não afirmo com todas as letras que o novo regulamento “salvou” a Fórmula 1, pois foi mais uma corrida atípica. Só vamos ter certeza se o GP da Espanha for uma boa corrida, coisa rara na história.

- Campeonato: Button 15, Barrichello 10, Trulli 8,5, Glock 8. Brawn e Toyota dominando a temporada, quem diria. Ferrari na lanterna, zeradinha.

- Próxima corrida daqui a 15 dias, na China. Brawn deve levar novamente… que loucura.

Resultado do GP da Malásia

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Button mantém domínio

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Duas corridas, duas pole positions. Jenson Button e a Brawn continuam dominando amplamente este começo de temporada na Fórmula 1. Dessa vez, no entanto, a vantagem da equipe-sensação de 2009 não foi tão avassaladora quanto na Austrália. A Brawn está bem e é favorita na corrida, mas Toyota e Red Bull estão muito próximas. Jarno Trulli, segundo no treino, ficou menos de um décimo atrás. A briga promete ser boa.

- Rubens Barrichello não fez um bom treino, marcando apenas o quarto tempo. Como o próprio piloto admitiu para Carlos Gil na transmissão da Rede Globo, ainda que esteja mais pesado que Button, a diferença de seis décimos foi muito grande. Deveria ter ficado mais perto. “O carro saía muito de frente”, justificou. Eu só acho que ele se justifica demais.

- Por ter trocado de câmbio, perde cinco posições no grid e deveria largar em nono. Mas como Sebastian Vettel, terceiro, perdeu dez posições, Barrichello acabou ganhando uma. Sairá em oitavo.

- Timo Glock confirmou o bom desempenho da Toyota e sairá em terceiro. Quinto mais rápido, herdou as posições dos punidos Barrichello e Vettel. A primeira vitória da equipe japonesa nunca esteve tão perto.

- Nico Rosberg, estrela dos treinos livres, sai em quarto, fechando a segunda fila. Muito bom para a Williams, que tem grandes chances de voltar ao pódio.

- A terceira fila será aberta por Mark Webber, com Robert Kubica a seu lado. Enquanto Nick Heidfeld segue decepcionando com a BMW – larga em 11º -, o polonês vai muito bem, obrigado. Será só culpa do KERS?

- Não há dúvidas que, no momento atual, três equipes dominam a Fórmula 1: Brawn, Toyota e Red Bull. Williams, BMW e Ferrari parecem vir logo atrás, num segundo pelotão. Agora as coisas começam a ficar um pouco mais claras, mas fica a questão: terão elas fôlego para continuar andando na frente?

- A julgar pelo poderio da Ferrari, os italianos têm toda a capacidade de reação. O problema é que o time não se ajuda. A besteira na classificação de hoje foi imensurável. Satisfeita com as primeiras voltas de Felipe Massa e Kimi Raikkonen na primeira parte da classificação, recolheu os carros para a garagem e não voltou mais para a pista. Resultado: no finalzinho, Sebastian Bourdais roubou o 15º posto e tirou Massa do Q2. E Kimi escapou por pouco…

- Resultado: a estúpida soberba Ferrarista jogou o brasileiro a um ridículo 16º do grid, quando tinha chances claras de largar entres os 10 primeiros, quiçá entre os cinco, a julgar pelos treinos livres. Kimi conseguiu seguir adiante e sairá em nono. Impressionante como a Ferrari abusa de erros idiotas há pelo menos três temporadas.

- A McLaren pode ter feito um projeto ruim e pode ter feito a lambança que fez no episódio Hamilton-Pinóquio. Mas vão fazendo o que podem, sem cometer erros de estratégia. Lewis Hamilton sai em 12º e tem condições de pontuar na corrida. Seu companheiro Kovalainen foi o 14º.

- Já a Renault melhorou um pouco em Sepang, provavelmente graças ao KERS. Fernando Alonso, mesmo com uma incômoda otite, sai num bom décimo lugar. Já Nelsinho Piquet decepcionou outra vez, ficando à frente somente de três carros: das duas Force India e do novato Sebastien Buemi. 17º colocado, sua vida está complicada. A fase de adaptação já passou há tempos e Nelsinho segue lento.

- Palpite para amanhã: dá Button novamente. Porém, há grandes chances de chuva e aí embaralha tudo, sendo possível até que uma equipe grande vença. No molhado, aposto em Barrichello e Hamilton.

- Para encerrar: a pista larga de Sepang dá um sono…

Resultado da classificação - GP da Malásia

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Curiosidades do GP da Malásia

Foto: Google Earth

Foto: Google Earth

Iniciando a cobertura do GP malaio, nada como inúteis curiosidades sobre a prova. Vamos lá?

* Será o 11º GP da Malásia, todos eles disputados no circuito de Sepang.

* O primeiro vencedor foi Eddie Irvine, com a Ferrari, em 1999.

* A Ferrari é a equipe que mais venceu na Malásia: cinco vitórias em dez corridas. McLaren e Renault venceram duas cada, contra uma da Williams.

* Nos treinos de classificação, domínio absoluto de Ferrari e Renault. Somente elas marcaram poles, com incríveis sete para a equipe italiana, contra três dos franceses.

* Largar na primeira fila é meio caminho andado para vencer em Sepang. Em apenas duas ocasiões o piloto vitorioso não estava entre os dois primeiros do grid: Ralf Schumacher em 2002, que largou em quarto, e Kimi Raikkonen em 2003, que havia saído em sétimo.

* Michael Schumacher é quem mais ganhou o GP da Malásia: três vezes. Kimi Raikkonen e Fernando Alonso venceram duas cada um.

* Por sinal, foi em Sepang a primeira vitória de Raikkonen, em 2003. Na mesma corrida, Alonso marcara sua primeira pole position.

* Nunca um brasileiro venceu na Malásia. Felipe Massa marcou duas poles.

* Vencedores do GP da Malásia:
1999 - Eddie Irvine, Ferrari
2000 - Michael Schumacher, Ferrari
2001 - Michael Schumacher, Ferrari
2002 - Ralf Schumacher, Williams BMW
2003 - Kimi Raikkonen, McLaren Mercedes
2004 - Michael Schumacher, Ferrari
2005 - Fernando Alonso, Renault
2006 - Giancarlo Fisichella, Renault
2007 - Fernando Alonso, McLaren Mercedes
2008 - Kimi Raikkonen, Ferrari

Vale relembrar dois “causos” da Malásia, publicados no ano passado, sobre as provas de 1999 e 2003.

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Acorda, Kimi!

Flavio Maciel envia imagem bastante ilustrativa, que explica o mau rendimento de Kimi Raikkonen no GP da Austrália.

Foto: Reprodução/Autoblog.com

Foto: Reprodução/Autoblog.com

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