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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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A número 1
Numa cerimônia chata e sóbria como de costume, a equipe McLaren lançou na manhã de hoje o MP4-25, modelo com o qual disputará a temporada 2010 da Fórmula 1. O bonito carro rompe totalmente com o bólido do ano passado, que apesar de ter ganho corridas no final da temporada, foi responsável pelo pior início de campeonato da equipe em 25 anos.
Na imagem ao lado (que você pode clicar para ampliar), nota-se facilmente a diferença entre os carros. O design do MP4-25 parece mais fluido, cheio de curvas e saliências. Uma nova solução para o escapamento chama a atenção, assim como a extensão da traseira e da distância entre-eixos – em razão do maior tanque de gasolina, assim como a Ferrari.Destaque também para a “bigorna” que se funde com o aerofólio traseiro. No ano passado, a Renault chegou a aparecer com uma solução parecida. Mas o interessante foi a pintura aplicada na tal barbatana, que dá uma impressão de relevo. Deixou o carro mais bonito.
Jenson Button foi apresentado com honras de campeão do mundo, aparecendo até mais que o queridinho Lewis Hamilton. Por sinal, a equipe fez questão de destacar o número 1 da carenagem, colocando-o mais abaixo na pintura do bico para que seja mais visível. O bico, por sinal, é mais alto e menos curvo que o do ano passado, chegando até a lembrar a segunda versão da Ferrari de 1996.
Se vencerá corridas, não se sabe. Mas que o carro é bonito pra diabo, é.
Hamilton: primeira quebra na F1

Foto: Reprodução/Adrivo.com
Vice-campeão e melhor estreante da história da Fórmula 1 em 2007. Campeão do mundo logo na segunda temporada, em 2008. Apesar da temporada não tão boa em 2009, quando terminou em quinto, Lewis Hamilton não pode reclamar muito da sorte que tem na categoria. Afinal, pela primeira vez em três anos, o inglês experimentou ontem a sensação de abandonar uma corrida por falha mecânica.
Parece surreal, mas é verdade: até o GP de Abu Dhabi, em 51 corridas, o inglês jamais havia sofrido uma única quebra durante uma prova. Hamilton já tinha abandonado quatro corridas, mas todas por acidentes ou erros. Na China, em 2007, errou e ficou preso na caixa de brita na entrada dos boxes. No Canadá, em 2008, bateu na traseira de Kimi Raikkonen no pit lane. Na Bélgica, este ano, acidentou-se na largada. E na Itália, rodou e bateu sua McLaren na última volta.
Agora, em Yas Marina, o inglês teve sua primeira quebra mecânica. Seus freios traseiros apresentaram problemas e a equipe o orientou a abandonar. Sempre existe uma primeira vez, mas ela demorou bastante para Lewis Hamilton.
Positivo e Negativo: Inglaterra
Positivo: Sebastian Vettel. Por mais que o grande desempenho da Red Bull tenha tornado as coisas fáceis, o alemão foi perfeito. Largou na frente e disparou metendo um segundo por volta em todo mundo, mesmo com um dos carros mais pesados. Menção honrosa para Felipe Massa, que fez grande corrida para chegar em quarto lugar.
Negativo: Jenson Button. Tá certo que a Brawn não teve o mesmo desempenho de sempre, mas mesmo assim o inglês andou abaixo da média. E, pela primeira vez, ficou atrás de Barrichello. Menção desonrosa para Lewis Hamilton, que viu mais grama do que pista durante a prova. Uma corrida decepcionante para os pilotos locais.
Hamilton com pintura especial

Foto: Divulgação/McLaren
Lewis Hamilton vai disputar o GP da Inglaterra, neste final de semana, homenageando o seu país natal. Seu capacete apresenta no topo uma espécia de “rasgo”, exibindo nele o azul, branco e vermelho do Union Jack, pavilhão da Grã-Bretanha. Nas palavras do próprio piloto, é “uma forma de agradecer o apoio que recebo da torcida em Silverstone”.
Acho bacana a forma como Lewis conduz as “brincadeiras” com seu capacete. Ao invés de outros pilotos, que trocam tudo, das cores às formas, ele mantém a identidade sem, com isso, deixar de fazer homenagens ou referências a ocasiões especiais.
Curiosidades do GP de Mônaco

Foto: Reprodução/Google Maps
Tão tradicional quanto cheio de frescura, o GP de Mônaco é mais antigo do que a própria Fórmula 1. A primeira edição da prova aconteceu em 1929, 21 anos antes da criação da categoria. No próximo domingo, acontecerá o 67º GP no apertado circuito monegasco.
Algumas curiosidades acerca da corrida:
* O maior vencedor é Ayrton Senna, com seis conquistas no principado. Michael Schumacher e Graham Hilll venceram cinco vezes cada.
* Senna é, também, o único brasileiro a ter vencido em Monte Carlo. Até sua primeira vitória, em 1987, o GP de Mônaco era um tabu para o Brasil.
* Durante dez anos, apenas Alain Prost e Ayrton Senna venceram o GP. Entre 1984 e 1993, foram quatro vitórias do francês, contra seis do brasileiro.
* Senna ainda detém o recorde de poles em Monte Carlo: cinco. Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stewart e Alain Prost marcaram quatro.
* Em quatro das últimas cinco corridas em Mônaco, o pole position venceu a corrida. A exceção foi Felipe Massa, no ano passado, batido por Lewis Hamilton, que havia largado em terceiro.
* Volta e meia, a zebra passeia pelo GP de Mônaco. Na última delas, em 2004, Jarno Trulli largou na pole e venceu de maneira surpreendente. Em 1972, debaixo de um temporal, Jean-Pierre Beltoise conquistou sua única vitória na categoria. Mas a maior de todas as zebras foi Olivier Panis, vencedor da prova em 1996, numa corrida maluca em que apenas quatro carros cruzaram a linha de chegada. Foi a última vitória da equipe Ligier, que não ganhava uma corrida há quase 15 anos.
* Falando em equipes, a vencedora absoluta em Mônaco é a McLaren, com 15 conquistas. A Ferrari venceu 8, seguida pela Lotus, com 7. Foi também em Monte Carlo que a McLaren fez sua estreia na Fórmula 1, em 1966.
* Por 17 GPs consecutivos, apenas equipes inglesas venceram no principado. De 1959 a 1974, Cooper, Lotus, BRM, Brabham e Tyrrell alternaram-se no alto do pódio. A marca só foi quebrada por Niki Lauda em 1975, com a Ferrari. Depois de 20 anos, a equipe italiana voltava a vencer em Mônaco.
* O GP de Mônaco proporcionou alguns finais de corrida históricos. Em 1970, Jack Brabham liderava a corrida, mas escapou da pista na última curva da última volta, entregando a vitória para Jochen Rindt. O diretor de prova ficou tão surpreso que não deu a bandeirada para o vencedor.
* Mas nada supera a maluquice que foi o final da corrida de 1982. A liderança trocou de mãos diversas vezes nas últimas três voltas, até que Riccardo Patrese vencesse. Detalhe: ele só ficou sabendo que tinha vencido algum tempo depois. Essa história está detalhada aqui.
O verdadeiro pole position

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
Avaliando os pesos dos carros na classificação, em release divulgado pela FIA hoje pela manhã, fica claro que, se alguém fez um grande treino hoje, este alguém é Sebastian Vettel. O alemãozinho da Red Bull esmerilhou, é um dos carros mais pesados entre os que largam na frente e, mesmo assim, conseguiu a terceira posição no grid. Se conseguir um bom ritmo de corrida nas primeiras voltas e não deixar as Toyotas escaparem, tende a vencer a prova.
Jenson Button é outro que está muito bem na foto. Tem três voltas a menos de combustível que Vettel, mas tem certa vantagem para as Toyotas de Trulli e Glock, os dois mais leves do grid. Olho nele e em Lewis Hamilton, que larga com o mesmo peso do compatriota. A McLaren não é tão confiável quanto a Brawn, mas parece em boa forma para a corrida.
Confira abaixo a relação de pilotos / peso do carro / posição de largada para amanhã.
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Dando migué

Foto: Reprodução/Grande Prêmio
Lewis Hamilton admitiu hoje, em coletiva, que mentiu aos comissários. Tentou dar neles um verdadeiro “migué”, omitindo a informação de que teria deixado Jarno Trulli passar e deixando o italiano pronto para ser punido, como foi. Porém, o inglês tenta se defender alegando que fez isso orientado por Dave Ryan, diretor esportivo da McLaren, já devidamente afastado do cargo. Mas o fato é que, nessa história, ficou feio para todo mundo.
Ficou feio para Hamilton que, além de ter ficado com imagem de vilão-mentiroso-safado para alguns, ficou com a de mané para outros. Afinal de contas, foi muita estupidez descer do carro, contar a versão correta dos fatos para os jornalistas e depois mentir de forma deslavada aos comissários da corrida. Seria no mínimo inteligente avisar a McLaren: “olha, eu já falei a verdade, não vai colar”. Se não agiu de má-fé, foi burro. Tentou ser esperto e acabou como malandro-otário. O garoto é jovem, é perdoável. Mas não dá para negar que Hamilton já se envolveu em confusões proporcionais a seu talento, em muito pouco tempo de Fórmula 1. Sua imagem está ficando desgastada cedo demais.
Ficou péssimo para a McLaren. Com a reputação manchada desde o episódio da espionagem em 2007, mais uma vez passou a impressão de equipe desonesta. Feriu um dos princípios mais nobres do esporte, que é o fair play. É claro que não há santinhos na Fórmula 1, mas a mentira da forma como aconteceu foi um jogo sujo, baixo. E a equipe pode levar um gancho mais sério da FIA, embora não acredite que vá acontecer.
E, por fim, ficou ainda mais feio para a trapalhona FIA. Como os comissários julgam a desclassificação de um piloto baseado apenas no testemunho de Hamilton? O que Trulli disse não foi considerado por quê? Por que não avaliaram a telemetria da McLaren e da Toyota? Por que não ouviram a fita antes? Como, com duzentas câmeras espalhadas num perímetro de menos de cinco quilômetros e mais de uma câmera onboard em cada carro, não conseguiram captar o incidente e julgar de forma adequada? Tomaram uma decisão apressada, errada e sem subsídios adequados para tal.
É preciso mais seriedade, de todas as partes. No fim das contas, todos agiram como moleques. E fizeram de manés aqueles que ficam nas arquibancadas, nas poltronas e nos sofás. E, que no fim das contas, são a razão desses moleques existirem.
Conversa entre Lewis e McLaren
Tradução capellesca do diálogo entre Lewis e McLaren após o incidente com Jarno Trulli no GP da Austrália. Alguns trechos técnicos do diálogo foram suprimidos, por não serem relevantes (coisas como “freios frios, aqueça”).
Lewis Hamilton: A Toyota saiu da pista na segunda curva… isso está certo?
McLaren: Entendido, Lewis. Vamos confirmar e damos retorno a você.
Lewis: Ele estava fora da pista. Ele saiu.
McLaren: Lewis, você deve deixar a Toyota passar. Deixe passar agora.
Lewis: OK.
Lewis: Ele ficou lento, bem na minha frente.
McLaren: OK, Lewis. Fique atento, fique atento. Ele vai ultrapassá-lo. Estamos falando com Charlie [Whiting, diretor de prova].
Lewis: Eu já o deixei passar.
McLaren: OK, Lewis. Está certo. Está certo. Mantenha a posição, mantenha a posição.
Lewis: Diga a Charlie que eu o ultrapassei, mas já o deixei passar.
McLaren: Entendido. Estamos checando. (…)
Lewis: Eu não tenho que deixá-lo passar, eu deveria assumir essa posição novamente, se ele cometeu um erro.
McLaren: Sim, a gente entendeu, Lewis. Apenas faça de acordo com a regra. Estamos perguntando a Charlie agora. Você está em quarto lugar. Mantenha esta posição, apenas fique próximo.
(…)
Lewis: Alguma notícia de Charlie, posso pegar a posição de volta ou não?
McLaren: Ainda aguardando resposta, Lewis. Ainda aguardando.
(…)
McLaren: OK, Lewis, esta é a última volta da corrida. Ao final da volta o Safety Car vai entrar nos boxes, apenas cruze a linha sem ultrapassar, sem ultrapassar. Nós estamos vendo este caso do Trulli, mas apenas mantenha sua posição.
O que se pode entender: Lewis estava querendo o terceiro lugar, pois achava que tinha direito à posição. Mas deixou Trulli passar por recomendação da equipe. O problema é que a desclassificação não veio baseada neste diálogo, mas sim na mentira que Lewis teria contado aos comissários ao final da corrida, que entraria em contradição com o que realmente ocorreu.
O que eu acho muito estranho é o fato de Hamilton mentir para os comissários, como eles alegam, sabendo que existem gravações do rádio disponíveis. E outra: por que, depois da corrida, Lewis falou abertamente a jornalistas que deixou Trulli passar por um pedido da equipe? Se ele mentiu aos comissários, seria lógico que mantivesse a mentira em público.
Muito, muito estranha esta história toda.
Dois erros não fazem um acerto

Foto: Divulgação/Bridgestone
A máxima é antiga e inspira-se no contrário das propriedades da multiplicação na matemática, que diz que “menos com menos, dá mais”. Mas é fato que na vida real dois erros não fazem um acerto e a FIA parece não prestar muita atenção nisso.
Hoje, a entidade mais atrapalhada do automobilismo mundial anunciou uma inversão nas punições no GP da Austrália. Jarno Trulli teve sua pena de 25 segundos cancelada e voltou ao pódio, recuperando seus seis pontos. Até aí, tudo bem, nada mais justo dados os novos indícios que surgiram durante a semana e que ajudaram a compreender melhor o acontecido. O problema é que, não satisfeitos, resolveram eleger um culpado. Um não, dois: Lewis Hamilton e McLaren foram “banidos” da prova e tiveram suas posições retiradas.
Por mais que a FIA diga que analisou as conversas de rádio, não acredito que nelas pudesse haver algum indício que a McLaren agiu de má-fé quando recomendou que Hamilton devolvesse a posição a Trulli. Teria o engenheiro dito pelo rádio: “deixa e trouxa passar e vamos forçar uma desqualificação”? Lógico que não. E duvido que haja alguma conversa que aponte, ainda que indiretamente, num direção assim. Seria uma estratégia tão absurda que não merece sequer ser comentada.
A McLaren errou, e feio, ao ter silenciado quando a Toyota foi punida. Se realmente Lewis e McLaren cederam a posição numa atitude de fair play, jogaram todo o jogo limpo para o espaço quando viram a adversária ser desclassificada e nada fizeram para esclarecer o caso. E talvez esta atitude contraditória, quase um fair-play-pero-no-mucho, é que tenha gerado a punição. Mas fica esquisito pra caramba desclassificar alguém por isso. Uma multa, uma advertência, ainda vá. Até porque todo o imbróglio só aconteceu porque nenhum fiscal ou comissário – contratados pela própria FIA – conseguiu entender o que tinha acontecido. E nem as câmeras de televisão – controladas pela FOM, parceira carnal da FIA – conseguiram flagar o incidente.
Em última instância, a McLaren paga pela incompetência da entidade em administrar suas próprias competições. Culpam a equipe por “conduta enganosa”, quando tudo o que aconteceu foi bastante evidente, com todas as dúvidas geradas apenas pelo problema de cobertura de televisão e de cegueira de comissários. Em 2009, de erros em erros, de menos em menos, a FIA vem se esforçando cada vez mais para multiplicar a confusão.
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Atualização: A FIA acaba de divulgar em seu site o áudio e a transcrição da conversa de rádio entre Lewis e a McLaren durante o GP da Austrália. Com ela, fica evidente que Lewis realmente devolveu a posição.
Louvável a transparência da FIA em divulgar esta evidência, mas ela não é muito diferente do que já se sabia. O que justificaria a punição seria o fato de Lewis ter negado aos comissários, em conversa posterior à corrida, que tenha deixado Trulli ultrapassar. O problema é que isso não está gravado e não foi divulgado. Transparência pela metade não resolve a questão como um todo.
Trulli merecia a punição?
A geração da televisão não mostrou o incidente que levou Jarno Trulli a perder o pódio no GP da Austrália. Mas como na era da colaboração todo mundo pode informar todo mundo, um cidadão australiano fez a sua parte. Publicou no Youtube um vídeo que fez das arquibancadas mostrando o que realmente aconteceu. Assista e julgue: Trulli merecia ser punido?
O ocorrido foi: Trulli escapou da pista sob bandeira amarela e Lewis Hamilton o ultrapassou. Logo depois, segundo o próprio Hamilton (isso o vídeo não mostra), devolveu a posição, já que é proibido ultrapassar sob tais condições. E quem levou o gancho foi o italiano da Toyota. Curioso observar que Timo Glock, com a outra Toyota, também escorregou na mesma curva, logo depois. Mas não perdeu posições.
Por mais que a regra diga que ultrapassagens são proibidas sob bandeira amarela, deve-se usar o bom senso. Hamilton não deveria ser punido por ultrapassar Trulli (como não foi), mas o italiano também não merecia perder 25s, já que a posição lhe foi devolvida por Lewis, que agiu com muito fair play.
O que você acha?
Ah, a dica foi do Hugo Becker.
Hamilton MBE

Foto: Reprodução/Formula1.com
Mais atento e detalhista do que eu, o Leonardo Drummond enviou e-mail apontando uma curiosidade no carro de Lewis Hamilton em 2009, que pôde ser vista durante os testes em Montmeló. Ao lado de seu nome, na lateral do cockpit, a McLaren colocou a inscrição “MBE”. Mas o que é isso?
MBE significa “Member of the British Empire”. Em bom português, Membro do Império Britânico. Trata-se de uma condecoração que Lewis recebeu da Rainha Elizabeth após o título mundial do ano passado. Os ingleses levam essas coisas bem a sério.
Tags: Lewis Hamilton, McLaren
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Na decisão por vitórias, 12 títulos trocariam de mãos

Foto: Divulgação/Honda
Nos 59 campeonatos já disputados até hoje na Fórmula 1, 12 deles teriam campeões mundiais diferentes caso o critério de vitórias tivesse sido sempre utilizado para definir o dono da coroa.
Algumas reparações históricas teriam acontecido, como um merecido título mundial para Stirling Moss. Em compensação, Nelson Piquet teria apenas um campeonato em toda a carreira, enquanto Jody Scheckter e Keke Rosberg seriam excluídos do hall de campeões do mundo. Ayrton Senna teria sido tetracampeão, assim como Jim Clark. Nigel Mansell, quem diria, seria tricampeão, e Felipe Massa teria conquistado o título em Interlagos no ano passado.
Curioso observar que a grande maioria das trocas de campeões aconteceria no período entre 1977 e 1989, auge da regra dos descartes na Fórmula 1.
Confira abaixo como ficaria cada campeonato, desde 1950.
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