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Desafio ultra-mega-power

Foto: Reprodução/F1 Nostalgia

Foto: Reprodução/F1 Nostalgia

Rianov Albinov, aniversariante do dia, postou este complicado desafio hoje em seu blog. Quem está nessa foto? Quando? Onde?

Eu não faço a mínima ideia e fiquei bastante intrigado. Alguém gostaria de palpitar também? Pode ser aqui ou lá. O importante é que o mistério seja logo solucionado.

Atualização: Rianov já publicou a resposta, confira lá. Parabéns ao Cezar Fittipaldi, que matou rapidinho.

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Curiosidades do GP de Mônaco

Foto: Reprodução/Google Maps

Foto: Reprodução/Google Maps

Tão tradicional quanto cheio de frescura, o GP de Mônaco é mais antigo do que a própria Fórmula 1. A primeira edição da prova aconteceu em 1929, 21 anos antes da criação da categoria. No próximo domingo, acontecerá o 67º GP no apertado circuito monegasco.

Algumas curiosidades acerca da corrida:

* O maior vencedor é Ayrton Senna, com seis conquistas no principado. Michael Schumacher e Graham Hilll venceram cinco vezes cada.

* Senna é, também, o único brasileiro a ter vencido em Monte Carlo. Até sua primeira vitória, em 1987, o GP de Mônaco era um tabu para o Brasil.

* Durante dez anos, apenas Alain Prost e Ayrton Senna venceram o GP. Entre 1984 e 1993, foram quatro vitórias do francês, contra seis do brasileiro.

* Senna ainda detém o recorde de poles em Monte Carlo: cinco. Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stewart e Alain Prost marcaram quatro.

* Em quatro das últimas cinco corridas em Mônaco, o pole position venceu a corrida. A exceção foi Felipe Massa, no ano passado, batido por Lewis Hamilton, que havia largado em terceiro.

* Volta e meia, a zebra passeia pelo GP de Mônaco. Na última delas, em 2004, Jarno Trulli largou na pole e venceu de maneira surpreendente. Em 1972, debaixo de um temporal, Jean-Pierre Beltoise conquistou sua única vitória na categoria. Mas a maior de todas as zebras foi Olivier Panis, vencedor da prova em 1996, numa corrida maluca em que apenas quatro carros cruzaram a linha de chegada. Foi a última vitória da equipe Ligier, que não ganhava uma corrida há quase 15 anos.

* Falando em equipes, a vencedora absoluta em Mônaco é a McLaren, com 15 conquistas. A Ferrari venceu 8, seguida pela Lotus, com 7. Foi também em Monte Carlo que a McLaren fez sua estreia na Fórmula 1, em 1966.

* Por 17 GPs consecutivos, apenas equipes inglesas venceram no principado. De 1959 a 1974, Cooper, Lotus, BRM, Brabham e Tyrrell alternaram-se no alto do pódio. A marca só foi quebrada por Niki Lauda em 1975, com a Ferrari. Depois de 20 anos, a equipe italiana voltava a vencer em Mônaco.

* O GP de Mônaco proporcionou alguns finais de corrida históricos. Em 1970, Jack Brabham liderava a corrida, mas escapou da pista na última curva da última volta, entregando a vitória para Jochen Rindt. O diretor de prova ficou tão surpreso que não deu a bandeirada para o vencedor.

* Mas nada supera a maluquice que foi o final da corrida de 1982. A liderança trocou de mãos diversas vezes nas últimas três voltas, até que Riccardo Patrese vencesse. Detalhe: ele só ficou sabendo que tinha vencido algum tempo depois. Essa história está detalhada aqui.

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Agora é a vez da Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Na temporada da Fórmula 1 de cabeça para baixo, toda equipe tem direito a seu fim de semana de fama. Começou com a Brawn, dominando Austrália e Malásia. A tendência prosseguiu com a Red Bull, que mandou e desmandou na China. Agora, no Bahrein, é a vez da Toyota.

Os japoneses fizeram valer a vantagem de terem treinado milhares de quilômetros no circuito barenita durante a pré-temporada. Mas, logicamente, nem só isso explica o domínio. Afinal, Ferrari e BMW fizeram o mesmo e deram com os burros n’água.

Jarno Trulli e Timo Glock foram perfeitos e conseguiram uma primeira fila bastante importante. Ainda não se tem os pesos de cada carro para a largada, mas, pelo que se viu na pista, não parece ter sido apenas um showzinho para agradar patrocinador. A Toyota vem forte e tende a vencer a corrida amanhã. Se ocorrer, será a terceira diferente equipe a conquistar sua primeira vitória em 2009. Feito igual só aconteceu até hoje em 1977, quando Wolf, Shadow e Ligier subiram ao alto do pódio pela primeira vez.

Às rapidinhas:

- Atrás das Toyotas, segunda fila dos dois pilotos que despontam como protagonistas da temporada: Sebastian Vettel e Jenson Button. Nenhum dos dois pode ser descartado como possível vencedor, mas ainda levo mais fé em Trulli e Glock.

- Na terceira fila, Lewis Hamilton e Rubens Barrichello. A McLaren vem dando visíveis sinais de melhora – Kovalainen sai em 11º -, enquanto o brasileiro da Brawn não vive um bom final de semana. Pela terceira vez em quatro corridas na temporada, larga atrás do companheiro. Porém, provavelmente está mais pesado, o que pode explicar os dois décimos de diferença no tempo da classificação. Algo bastante aceitável.

- Fernando Alonso e Felipe Massa dividem a quarta fila. O espanhol nitidamente vem tirando leite de pedra com o carro da Renault, enquanto Felipe mostra alguma (pequena) evolução na Ferrari. Talvez a oitava posição no grid seja explicada pelo conhecimento prévio do comportamento deste carro no circuito de Sakhir, o que pode significar finalmente uma corrida nos pontos.

- Entre os companheiros, Kimi Raikkonen sai em décimo com a Ferrari, enquanto o cada vez mais avulso Nelsinho Piquet errou ao sair da pista em sua última volta, ficou em último no Q2 e sai em 15º. Pelo menos passou do Q1, vá lá. Mas não deve mais salvar o emprego.

- Williams com Rosberg em nono e Nakajima em 12º. Sem dúvida é o conjunto mais frágil da turma dos difusores de fundo duplo.

- BMW mal, muito mal. Robert Kubica em 13º, Nick Heidfeld em 14º, fogo no carro durante um reabastecimento do polonês… Se a Ferrari deu cinco passos para trás em 2009, a BMW deu uns quatro.

- Adrian Sutil foi uma grata surpresa do treino, marcando o 16º tempo com a Force India. Porém, atrapalhou Mark Webber em sua última volta rápida no Q1 e provavelmente deve levar um gancho. O piloto da Red Bull ficou apenas em 19º, revoltado.

- Último lugar para Sebastian Bourdais, outro que tem seu emprego ameaçado. Seu companheiro, o novato Buemi, foi 17º.

- Palpite para amanhã: dá Trulli, com Button em segundo e Vettel em terceiro. Se o italiano confirmar a vitória, será a sexta corrida consecutiva com vitória do pole position. Desde o GP da China do ano passado, quem larga na frente vence.

- Domingo, a partir das 8h30, comentários infames ao vivo no blog. “Não perquem….”

GP do Bahrein 2009 - Grid de largada

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Trunfo das Equipes (final): Mercedes e Ligier

Encerrando o Trunfo das Equipes, dois times vencedores. O penúltimo é a Mercedes, que entrou arrasadora em 1954, abandonou a categoria menos de dois anos depois em função da tragédia de Le Mans e acabou com uma imbatível média de três vitórias a cada quatro corridas. E a última é a tradicional Ligier, mais francesa do que um vinho de Bordeaux, que viveu duas décadas na Fórmula 1 entre altos e baixos.

Mercedes - clique para ampliar Ligier - clique para ampliar

Depois do GP da Malásia, um pacote com todas as cartas. Espero que todos tenham gostado da brincadeira. E ainda vem uma surpresa por aí. Aguardemmmmm…

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Do Baú: Arnoux na Ligier (85)


Uma imagem de René Arnoux guiando um carro da Ligier não chega a ser algo inusitado, visto que o francês correu pela equipe por quatro anos consecutivos, entre 1986 e 1989.

A novidade está é no modelo. A imagem retrata um dos primeiros testes de Arnoux pela nova equipe, na pré-temporada de 1986, a bordo do JS25, utilizado no ano anterior por Jacques Laffite, Andrea de Cesaris e Philippe Streiff.

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Causos da Austrália: Streiff, o estreante maluco


Depois de muita luta, Philippe Streiff tinha finalmente conseguido uma vaga na Fórmula 1. Estreara na categoria em 1984, guiando um terceiro carro da Renault no GP de Portugal, mas não conseguira firmar-se no topo do automobilismo mundial. Disputou a temporada de Fórmula 3000 em 1985, até que a equipe Ligier, cansada das trapalhadas do titular Andrea de Cesaris, deu um belo chute no traseiro do italiano.

Como a equipe era patrocinada pelos cigarros Gitanes, que também apoiavam Streiff na F3000, a oportunidade foi imediata. O francês ganhava um assento na F1 por cinco corridas, a partir do GP da Itália. Mas apesar de um quinto lugar no grid para o GP da Europa, os resultados de Streiff não empolgavam. Só que o piloto era persistente, chegando até a disputar uma corrida mesmo que sua equipe a boicotasse. A Ligier recusou-se a correr na África do Sul, em protesto contra a política do apartheid. Mesmo assim, ele assinou com a Tyrrell por apenas uma prova e correu, todo pimpão. Pena que bateu.

Até que chega o GP da Austrália, derradeira etapa daquela temporada. A Ligier não fazia um bom campeonato, com poucos resultados expressivos – dois pódios de Jacques Laffite na Inglaterra e na Alemanha. E a corrida em Adelaide começa sem muitas perspectivas para os franceses. Streiff larga em 18º e Laffite, em 20º. Mas a primeira exibição oficial da Fórmula 1 na Austrália foi bastante difícil para carros e pilotos. Muito calor, pista de rua, várias quebras e acidentes. E dentro deste cenário, a Ligier começa a se destacar. Lá pelo último quarto de prova, uma improvável dobradinha surge no horizonte. Laffite está em segundo. Streiff, o novato, é o terceiro. O resultado é fantástico e não pode ser colocado em risco. Ninguém deve arriscar, ninguém. Ninguém?

Pois é, ninguém deveria. Mas Streiff arriscou. Mesmo com 30 anos na cara, novato mas nem de perto um garoto, embestou que queria o segundo lugar para ele. Laffite, macaco velho, não deu muita bola. Sentia a pressão do companheiro, mas imaginava que ninguém seria tolo de arriscar um resultado tão bom para a equipe. As voltas foram passando, passando, e Streiff não dava a menor impressão de que desistiria. Colava na caixa de câmbio do companheiro, tirava de um lado, tirava de outro, tentando a ultrapassagem. E Laffite nem-te-ligo.

Até que chega a penúltima volta. Ao final da grande reta do traçado, Streiff tira para o lado interno da pista, retarda a freada e tenta uma arriscada ultrapassagem. Laffite nem retarda, freia no ponto normal e faz o tangenciamento correto da curva. Resultado? Acidente. O pneu dianteiro esquerdo de Streiff toca no traseiro direito de Laffite, provocando uma quebra na suspensão do terceiro colocado. A dobradinha estava ameaçada, os dois carros poderiam não mais chegar ao final da corrida.

Porém, com mais sorte do que juízo, chegaram. Laffite não teve nenhuma seqüela, enquanto Streiff deu duas voltas e meia no traçado com um pneu totalmente de lado, suspensão quebrada, sobre apenas três rodas. Mas chegou. Foi para o pódio, mas levou uma bronca enorme de Guy Ligier. Nunca mais sentou num carro da equipe. E nunca mais subiu ao pódio outra vez.

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Do Baú: Schumacher na Ligier


Michael Schumacher, quem diria, já andou de Ligier. Aconteceu em um teste no circuito do Estoril, no final de 1994, logo após a conquista de seu primeiro título mundial.

O motivo? Flavio Briatore, então diretor da Benetton, havia adquirido a equipe francesa em meados daquela temporada, com o objetivo de repassar o contrato vigente de fornecimento dos motores Renault da Ligier para sua equipe principal. A jogada deu certo, mas a Benetton só poderia ser equipada com seus novos motores a partir de 1995.

Michael Schumacher queria conhecer seus novos propulsores o quanto antes e, assim, pegou um carro francês “emprestado” para iniciar os trabalhos visando a temporada de 1995. O resultado? Uma imagem inusitada e um bicampeoanto mundial com a Benetton-Renault.

A sugestão deste “Baú” foi da Larissa Oliveira.

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Do Baú: Prost na Ligier


Demitido da Ferrari às vésperas da etapa final do campeonato de 1991, Alain Prost viu-se sem emprego para a temporada seguinte. As vagas das principais equipes já estavam todas ocupadas e o francês tinha duas alternativas para 1992: correr pela francesa Ligier ou tirar um ano sabático.

Convidado por Cyril de Rouvre, então dono da equipe, Alain Prost fez alguns testes com uma Ligier-Renault JS37 no começo da temporada, mas não gostou do que viu. Apesar de contar com motores iguais aos da Williams, o carro francês não era competitivo e Prost preferiu ficar descansando durante um ano, para retornar em 1993 numa equipe de ponta. Erik Comas e Thierry Boutsen, titulares do time, respiraram aliviados. Na época, dizia-se que Nelson Piquet também estava cotado para testar a Ligier, mas o acidente em Indianápolis o afastou de vez da Fórmula 1.

Cinco anos depois, já aposentado e tetracampeão, o francês viria a adquirir a Ligier, dando origem à Prost Grand Prix.

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Quem é clone de quem?

A principal polêmica da Fórmula 1 atual diz respeito ao uso de carros construídos pelas equipes-mãe por parte das equipes-satélite. A Toro Rosso apresentou esta semana o STR2, clone do RB3 da Red Bull. A Super Aguri, ao que tudo indica, vai andar também com uma cópia do carro da Honda.

A Williams, que se nega a assumir ser equipe B da Toyota, é quem mais chia com relação a isso. Descumprimento do regulamento técnico, que obriga os times a construírem seus próprios carros, é a justa alegação do velho Frank. Mas como praticamente tudo na Fórmula 1, essa polêmica de nova não tem nada. E provavelmente não vai resultar em nada também.

Na história recente da categoria, houve particularmente dois casos de projetos idênticos entre equipes que causaram protestos. Mas que, no final das contas, acabaram em pizza.

1995 – Benetton B195 e Ligier JS41

Os modelos não são nem um pouco parecidos, não? As duas equipes correram com carros praticamente iguais durante o campeonato. Por que? Porque Flavio Briatore, então diretor esportivo da Benetton, havia comprado a Ligier em meados de 1994. A negociação foi: os franceses cedem o motor Renault para a Benetton e os italianos, em troca, cedem um projeto de carro aspirante ao título mundial. Obviamente, o segundo ponto do trato nunca foi assumido em público. Tempos depois, com o que queria já em mãos (o motor Renault), Briatore repassou a Ligier adiante. Os adversários protestaram, mas a FIA fez vista grossa.

2004 – Sauber C23 e Ferrari F2004

Os modelos não chegam a ser cópias fiéis, como eram Ligier e Benetton, mas que são muito parecidos, isso são. A Sauber, à época, era a equipe satélite da Ferrari. Os motores eram italianos e um dos pilotos era Felipe Massa, funcionário com carteira assinada da fábrica de Maranello. Informações entre ambas as equipes eram trocadas, mas a cooperação técnica entre elas era provavelmente muito maior do que o oficialmente divulgado. Os modelos C23 da Sauber e o F2004 da Ferrari eram praticamente iguais, salvo um exaustor aqui ou uma posição de retrovisores ali. Assim como no caso de 1995, houve chiadeira, mas nenhuma punição foi aplicada.

O que vai acontecer em 2007? Frank Williams vai reclamar bastante, mas Toro Rosso e Super Aguri devem correr com clones da Red Bull e da Honda sem problemas.

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